Fairy Tail: Operation Fairy Back

6 Capítulo 6 – O Dia do Fracasso Ato III (A Fuga Planejada)



~~~~~~~~~~~~~ (Sede da Mi-Fairy – Londres – Capital da Inglaterra) ~~~~~~~~~~~



Pov Eustace:


Já havia se passado alguns minutos, que consegui despistar aqueles trogloditas da equipe da buscas. Seguia calmamente pelos dutos de ventilação, sem rumo definido, até que um cheiro de algo suculento e desnorteante me guiou até um lugar específico do prédio. Então me debrucei sobre as frestas da escotilha, podendo assim vislumbrar um prato delicioso de leitão assado ao molho de ervas finas, recém saído do forno e esperando por mim.


Meu estômago não parava de roncar por um instante, ao passo que minha boca começava a salivar. Mas como iria chegar até lá embaixo? Afinal, o cozinheiro e, alguns seguranças que estavam de escolta perambulavam pelo local. Estes não receberam mais do que algumas migalhas, como um pedaço de pão, um cesto de batatas cozida pela chef que era uma moça loira dos olhos azuis elegante, e esbelta. E tal refeição acompanhava de um vinho francês envelhecido em um processo natural.


Na certa, esse era o ponto frágil da segurança desse “castelo”, como poderia ignorar essa oportunidade? Eles estavam em dois, aparentavam não representar uma ameaça nem a uma mosca que por ali passasse, na certa os melhores seguranças estão se reunindo nos andares abaixo e se preparando para uma incursão contra a ameaça do Garoto X. Assim é como me descrevem nos arquivos, uma alcunha que irei guardar para o resto da vida. Isto é, se me restar vida depois daqui, não duvidaria que meu tio arrancasse meu couro foro e lançasse as feras famintas depois do que fiz com aquela pobre agente.


Apenas dei um golpe com a cabeça na altura do estômago e, ela caiu em desmaio. Arrastei o corpo dela até a porta, passo esse que foi o mais difícil até então, e usei suas mãos para abrir a porta e o resto da fuga é a história que irei contar aos meus filhos no futuro. Talvez eu acabe contando para a irmã Rose, ela sempre me entende e é afetuosa comigo. Diferente do cabeça oca do meu tio, pois sempre estamos discutindo por motivos inúteis, tipo: “Eustace não faça isso, Eustace cuidado com os perigos das ruas da cidade”. Nossa, ele fala até como se eu ainda fosse uma criança, e não soubesse me virar. Se ele descobrir das tardes do Poker e a Sinuca com o Fred, por céus, ele vai me matar!


Acho que já havia bolado um plano, que diria que é quase infalível. Na sala do diretor tinha cofre com tranca eletrônica de sete níveis de criptografia, o idiota esqueceu que esses dispositivos podem ser facilmente hackeados como uma senha mestra padrão e, ele não a alterou quando instalou o objeto naquela sala.


Por isso, foi fácil retirar o conteúdo lá de dentro, umas bombinhas auto-mágicas e um aparelho semelhante a um smartphone com as plantas exatas da construção do prédio. Por exemplo, eu sei que tem um espaço reservado para guardar os pertences dos detidos, a sala de depósito de evidências e conseguia ir mais além com aquilo, poderia buscar precisamente algum objeto se filtrar por data de armazenamento e digitar o nome do proprietário.


Desse modo, sabia que meu martelo estava seguro e lacrado dentro de uma caixa, em algum lugar lá no seu interior. Logo mais nos encontraremos, por ora, o meu foco era distrair os guardas, o cozinheiro e a chef de cozinha que por sinal estava em polvorosa com todo o clima que acabei criando ocasionalmente.


Bem, não sei ao certo se estavam cientes de que tipo de delinquente estavam lidando, e que tipo de informações tinham sobre mim. Por isso, não podia baixar a guarda agora, era preciso ser esperto e agir rápido. Voltei alguns passos, tomando uma distância considerável da cozinha, empurrei a escotilha para baixo e acionei as bombinhas que logo lancei em direção ao corredor.


“Boom, boom, paff, paff!” – Eram os sons que faziam ao explodir, soava como um estrondo daqueles e tão logo os imbecis vieram checar o que estava acontecendo. Sem ainda informar aos outros seguranças do ocorrido, afinal, queriam ter o prazer de me entregar de bandeja para os agentes da inteligência. Pois sabiam que seriam fartamente recompensado pelo diretor pela proeza, e quem sabe até promovidos de postos?



Deixei meu esconderijo de lado por enquanto, tranquei a porta da cozinha e estava prestes a atacar aquela fera selvagem. Quando, de repente, me deparo com a figura estonteante de uma mulher loira dos azuis, trajando um avental branco e com seu típico chapéu de cozinheira fitando o meu rosto. Por um instante, cai no chão e recuei alguns passos para trás assustado com o que virá. Posto que, tinha imaginado que todos saíram da área da cozinha e não haveria ninguém lá para incomodar.


Seria esse um erro de cálculo? Ela empunhava um cutelo cuja lâmina parecia bastante afiada, esboçou um sorriso estranho ao meu ver, era como se já estivesse à minha espera. Estaria eu a um passo de ser morto por ela? Para minha surpresa e espanto, ela não se preocupou com o fato de eu estar ali, aliás, me ignorou completamente e voltou aos seus afazeres, cortando alguns legumes aqui e outros temperos verdes ali.

– Olá mocinho, está com fome pelo visto, não? – Perguntou ela, com uma expressão típica de felicidade e falando com toda calmaria do mundo.

– S-Sim. Quero dizer, não, eu, eh... – Tentava dizer alguma coisa, mas me perdia nas palavras. Sabem, não tenho lá muito traquejo social em se tratando de lidar com jovens mais velhas.

Até consigo falar com uma ou outra colega de classe, mas são situações diferentes. Quero dizer, ela ainda é uma estranha, e não compreendo suas pretensões ao certo. Pode ser que ela só esteja fingindo aquilo, com o intuito de ganhar minha confiança, e no fim me entregar para aqueles borrões de botas de calça. Um deles até tinha o olho torto e o outro um piercing estranho no nariz, além de uma tatuagem no pescoço. Sem falar que ele era fanho para piorar a situação. E tinha um dente de ouro falso, aos seis anos meu tio me ensinou a identificar falsificações de minerais falsos, e a me precaver contra substâncias químicas anti-magia. Nunca esqueço de suas lições.

Voltando ao clima de tensão. A Jovem apenas riu da minha situação embaraçosa, estendeu sua mão para me cumprimentar e apenas observava com cautela aquela reação suspeita dela.

– Eu me chamo Lola, Lola Yeltsin, sou de origem nativa russa da cidade de Volgogrado. Claro, esse não é meu nome verdadeiro, mas creio que você não precisa saber disso. Não é? – Ela dizia dando uma piscadela ao final da frase.

– Eu me chamo Euclides... Quero dizer, Eustace Euclides Neekis. Sou meio que sobrinho do grande espião e mago-santo, Jura Neekis. – Afirmei com ênfase no nome dele. Já sentia saudade das suas broncas, por alguma razão que não compreendo. – Mas se quiser, pode me chamar de El Kid X.

Ela tornou a gargalhar ao ouvir aquele nome. Não era para menos, quem diabos iria se apresentar dessa maneira na frente de uma dama tão nobre e de uma aura pura reluzente? Se ela fosse alguns anos mais nova, acho que seria fácil meu tipo de garota.

– Bem, o que está esperando, senhor El Kid? Sirva-se! As talheres estão bem al... – Antes que ela pudesse completar a frase, já havia caído de boca na carne do leitão e desmontava cada pedaço daquela criatura com a mão.

Lola, por sua vez, caminhou até a geladeira e retirou uma jarra de suco de frutas frescas, colhidas sob uma manhã ensolarada e ao sopro dos ventos calmos do horizonte dos campos. Nada, ela deve ter comprado em uma promoção numa feira ou quem sabe no mercado? Era suco de uva, meu favorito. Ela encheu uma caneca até a boca e me ofereceu, enquanto saboreava aquela apetitosa refeição. Agradeci, e permaneci comendo por mais algum tempo até estar satisfeito.

Em seguida, começamos a trocar ideias sobre vários assuntos e ela como ninguém era uma expert em puxar conversa. Revelei cada detalhe da minha fuga, do meu feito heroico enfrentando aquele homem-fera que me apagou no banco e ela, por alguma razão, me contou que o nome dele era Elfman e era o irmão mais novo daquela mulher que o tio me apresentou mais cedo. Até que o namorado, noivo ou ficante dela resolveu intervir na conversar. Ela tinha uma mania de mexer no cabelo, sempre que o papo ficava mais intrigante. Lola é uma mulher curiosa, se interessa em ouvir sobre longas aventuras de um jovem garoto esperto contumaz.

– Sabe, você falando me lembra um pouco o meu Ex. Ele era um cara de temperamento difícil, muito imperativo, não media as consequências dos seus atos, e isso custou nossa missão de disfarce juntos do Vietnã... – Ela se explicava com um ar de desalento. – E depois disso, eu fui demitida como espiã e rebaixada a assistente de cozinha. Mas graças aos meus bons dotes de culinária, rapidamente, fui subindo na hierarquia até chegar a ser chef cozinha. Claro, usei a grana que havia guardado para meu futuro casamento com ele,e investi na carreira de culinária.

Lola deixou uma lágrima escorrer pelo seu rosto, em dado momento da conversa, e acariciei sua face ardente.

– Nossa, isso parece triste e incrível ao mesmo tempo. Sinto muito se aquele idiota estragou sua carreira, Lola. Se eu fosse seu parceiro, um grande espião, jamais deixaria que o sorriso abandonasse o seu rosto.

A loira esboçou um sorriso de felicidade, enquanto tentava esconder o coro ao ouvir aquelas palavras e fitou o meu rosto por um instante.

– Só uma pena que você seja tão jovem, e pequeno. Alguns anos mais velhos, e acho que te convidaria para um jantar especial. – Ela comentou rindo como uma boba.

– Nossa, o-obrigado. – Agradeci o “elogio”, ou teria sido uma cantada e não percebi?

Fiquei desnorteado com suas palavras. Ela, ao me ver terminar a refeição, se abaixou e depositou um beijo em minha testa. Algo que me deixou perplexo e sem reação.

– Agora vá se limpar, queridinho. Eu ,Lola Yeltsin, irei te ajudar a escapar daqui. Mas será só um empurrãozinho, o resto dependerá da sua boa sorte e intuição. – Ela esclareceu me deixando animado, e saltitava pelos lados.

Lavei minhas com sabão e detergente, conforme ela me orientava. E passei um pouco de álcool nas mãos para desinfectar e tirar aquele cheiro impregnado nelas. Ela pensou por um breve momento, como me tirar dali, sem levantar suspeitas e eis que o plano seria o seguinte. Eu me esconderia por debaixo das roupas dela, e me seguraria em seu corpo, ela me levaria até o depósito onde minha arma se encontrava e, posteriormente, até o heliporto no último andar. De lá, fugiríamos em um helicóptero até algum ponto específico da cidade, e ela me deixaria seguir meu rumo sozinho. Não há como dar errado. Assenti com a cabeça ao ouvir cada aspecto do plano dela.

É fato, estou confiando em uma estranha, que pode muito bem me entregar e receber a recompensa por isso. Mas algo em mim dizia que poderia confiar nela, talvez fossem meus instintos falando mais alto ou a adrenalina subindo, dado que iremos nos expor a tamanha situação de periculosidade. Se formos pego juntos, acredito que pegaremos uns 10-20 anos de sentença em regime fechado. Não sou formado em direitos, então não me atrevo a dar palpite na área.

Chegou a hora de colocar em ação o plano outrora orquestrado, escutávamos os barulhos das batidas na porta e rapidamente, me posicionei dentro das roupas dela e ela prontamente me adequou para que não formasse um volume extra na frente. Então, abriu a porta e deu de cara com três homens para lá de furiosos.

– Mas que caras são essas, rapazes? Até parece que viram um fantasma ou algo assim.

– Lola, for que diapos fechoun a porta? – Perguntou um dos seguranças que faziam a guarda do corredor.

Ela espertamente respondeu com um tapa de marcar o rosto. Tal atitude assustou aqueles pobres homens, e o cozinheiro ficou sem entender.

– Primeiramente, tenha modos ao falar com uma dama. Será que sua mãe nunca lhe ensinou um pingo de educação, não? – Questionava ela, frustrada e deverás irritada com as indagações do fanho.

– Segundo, uma bela mulher como eu tem o direito de se precaver, e não ser incomodada por dois idiotas. Esperem até o diretor saber dos favorzinhos que cobram para nos proteger dos delinquentes, aposto que irá demiti-los imediatamente. Isto é, se não abrir um caso contra sua má conduta, quando o fizer só irão arrumar empregos como faxineiros de um supermercado. – Continuava ela, a esbravejar e demonstrar sua autoridade perante aqueles cabeças ocas.

O Cozinheiro se posicionou ao lado dela e permaneceu de braços cruzados, fuzilando os dois com um olhar mortal.

– Lola tem toda a razão, estão sempre arrumando alguma confusão e nos envolvendo no meio delas, ao invés de resolver vocês mesmos. Para mim, já basta, eu mesmo falarei com o diretor sobre isso... – Disse o Cozinheiro, em tom autoritário e bravo com aqueles dois trogloditas.

Então o olho torto tomou a frente, e esboçou um sorriso amarelo e largo de satisfação.

– Escute, senhor Drew. Posso falar pelo meu parceiro e eu, que estamos arrependidos de nossos atos, e prometemos mudar de agora em diante. Mas, por favor, não nos entregue pro diretor. Ou ele irá acabar com a nossa raça. – Implorava o sujeito, clamando por misericórdia, cujos olhos estavam marejados de lágrimas.

Podia ouvir sua respiração acelerar, e posteriormente a Lola me deixaria a par dos fatos.

– Bom, isso é com o Drew. Agora irei me retirar, preciso pegar alguns ingredientes no sala do depósito. O leitão assado que preparamos não ficou bom, faltou um pouco de sal, pimenta e esquecemos de salsinha. O molho de ervas pode esquecer, melhor tentarmos baba de pêssego da próxima vez. – Lola comentava para mantê-los distraídos.

O cozinheiro ainda não entendia direito, como seu prato típico pode dar errado. Mas não ousaria discordar da Chef da cozinha, ou sua falta de disciplina poderia ser cobrada, caso estivesse errado. Além do mais, a única evidência que poderia corroborar com sua versão dos fatos, a essa altura foi parar dentro do meu estômago.

Lola caminhou até a saída, até que um dos seguranças a puxou pelo braço.

– E só para saciar minha dúvida, o que fez com o leitão que estava na bandeja em cima do fogão? – Indagou o segurança.

– Não é óbvio? Eu o descartei. – Respondeu ela, com toda a frieza do mundo.

Os guardas se deram por satisfeito e a deixaram seguir seu rumo. Sem mais indagações. Ela, por sua vez, se afastou de lá o mais rápido que conseguia e adentrou no elevador quando a porta dele se abriu.

– Está tudo bem aí embaixo? Se sente confortável? – Ela perguntou curiosa.

– Não muito agradável, mas dá pro gasto. – Respondi com franqueza ao seu questionamento.

– Melhor se acostumar com a vista, e o lugar. Ou no futuro terá problemas em arranjar uma boa mulher para casar. – Lola comentou ironicamente.

– Bah, eu já tenho uma mulher com quem quero casar. Ela se chama irmã Rose, é uma freira que trabalha espiritualmente na igreja que frequento. Quando crescer, vou me casar com ela.

Lola caiu na gargalhada, rebenta em lágrimas se colocou a falar.

– Uma freira? Que eu saiba freiras são servas de Cristo,e por isso não podem se casar. – Explicou Lola, falando o óbvio.

– Eu sei disso, mas quando crescer serei um grande espião de renome,e vou levá-la para longe para nos casarmos. – Por fim, esclareci.

– Ah, entendi, vai fazer como naqueles livros de romance de espião. Onde o agente se envolve com uma moça comprometida, e lhe promete o mundo de rosas pela frente, se fugirem juntos? – Indagou ela.

– É quase isso. Bem por aí. – Comentei, enquanto ela ainda tentava acreditar que faria uma loucura por amor.

– Já pensou se ela disser “não”? O que pretende fazer?

– Bom, acho que terei de pensar em um outro plano para ficarmos juntos, então... – Confessei que não havia pensado nessa possibilidade.

A irmã Rose é alguém tão incrível e fantástica, quase não a vejo tendo problemas ou estando preocupada com alguma coisa. É quase como se ela fosse uma deusa do amor personificada em forma de uma esbelta mulher. Amo tudo o que ela faz mim, como da vez em que cai da árvore quando tinha 11 anos e ela prontamente me amparou em seus braços. Me levou para uma clínica para fazer um raio-x e as enfermeiras se dedicaram a amarrar os curativos na minha cabeça, além de me dar algumas broncas. Mas a irmã Rose, ela apenas deu um sorriso acolhedor para mim. E aquela cena fez com que me apaixonasse ainda mais por ela. . Dia após dia, noite após noite, não conseguia deixar de pensar na imagem dela na minha cabeça.


Aquele assalto a banco, seria um momento de triunfo ideal para provar a ela que sou um homem digno, e não apenas um garoto chorão e que depende dos mais velhos para tudo. Mas aquele homem fera tinha que estragar meus planos. De toda forma, irei aprimorar meu treinamento com o martelo, falando nele é exatamente esse o motivo de estarmos indo na sala das evidências. Para recuperar minha arma apreendida pela inteligência. Antes de derrubar a agente, ela me contou que guardaram em um local seguro, e estudando as plantas do prédios já descobri que lugar é esse.

E contei a Lola os meus planos de visitar a irmã Rose, depois de sair daqui. Talvez eu vá à casa dela, pois poucos sabem onde ficam e nunca contei a ninguém que estive lá, nem meu tio sabe desse detalhe. O que aconteceu lá, bom... Isso é uma história que irei contar em outro momento. Pois estávamos próximos do 8º andar,e teríamos de dar um jeito nos seguranças que guardam a porta. Por sorte, eles não são mais do que dois e a própria Lola queria se encarregar de neutralizá-los.

A porta se abriu, os dois seguranças que até então estavam conversando, voltaram suas atenções para a esguia loira em sua frente e não acreditavam na visão quase que privilegiada de suas coxas carnudas e malhadas.

– Olá messiere! Será que os bondosos homens poderiam ajudar essa pobre e indefesa chef de cozinha perdida nesse andar? – Ela questionava, repousando uma das mãos sobre a testa.

Os homens armados, baixaram a guarda e foram em direção a ela. Depois disso, tudo que ouvi e senti foram movimentos que esta fazia com partes do seu corpo, para acertá-los em cheio e apagá-los. Era uma luta árdua que durou não mais do que alguns instantes. Em menos de um minuto, a loira deu cabo da situação e derrubou aqueles dois homens parrudos. Mal me recordava de ter ouvido os sons dos golpes. Creio que só nos filmes nos deparamos com algo assim. Por fim, ela deu um tapa na minha cabeça, pois sem querer acabei apalpando os seus fartos e medianos seios. Com isso, sai da sua roupa e fiquei de frente para a porta trancada. Lola puxou um dos corpos, e usou a mão deste para o leitor biométrico reconhecer sua identidade e liberar nossa entrada.

Com isso, tive uma visão prestigiada do ambiente, era uma sala bem iluminada com vários armários e prateleiras. Meu martelo deveria estar em algum lugar aos fundos, sabia exatamente o número da caixa e a letra do corredor. O espaço daquele lugar era imenso, e por isso, se não soubesse das informações levaria uma eternidade lá dentro. Isso me lembrou o dia em que o Tio me levou no Wallmart, como fiquei encantado com a seção de Games e ele precisou comprar um PS3 junto com alguns jogos, só para me tirar de lá.

Segui caminhando até o respectivo corredor, procurei nas prateleiras a caixa onde poderia encontrar minha arma e quando a achei. Abri a tampa com força, removendo o lacre de segurança feito de plástico e finalmente abracei o meu inseparável martelo. Agora, só o que restava era dar o fora dali e seguir até o heliporto. Mas este se localiza no último andar e por isso, precisaria apressar minha “parceira” de fuga.

– Lola, Lola, conseguimos. – Afirmava enquanto explodia de felicidade pelo plano ter dado certo.

Lola, por sua vez, estava empunhando um soco inglês com alguns espinhos de aço que emitiam ondas de raios e em sua mão estava um estranho chicote de língua longa feito de sedas mágicas. Olhei para aquilo sem entender, mas logo ela me acalmaria e revelaria seus motivos com aquilo.

– Se acalme docinho, não se assuste, isso aqui é só uma peça necessária para escaparmos com vida. Eu usava esses brinquedos quando era uma espiã, isto é, antes de ser rebaixada pelo diretor. Agora podemos sairmos daqui. – Ela me tranquilizou, explicando direito a situação. – Vamos embora agora! – Por fim, ela ordenou e seguimos tentando voltar para o elevador. Mas, por alguma razão, ele não respondia aos comandos. Eis que uma mensagem aparece no visor dentro do elevador, com a seguinte mensagem: “Elevator Disable”, ou seja, os elevadores foram desativados. O que significa que devemos fazer o percurso pelas escadas.

– Que tal apostar uma corrida, moleque? O perdedor fica na retaguarda. – Desafiou Lola.

– Escute aqui, Lola. Saiba que eu jamais perdi em uma corrida pra ninguém, muito menos para uma mulher. – Respondi, aceitando seu desafio.

Assim o fizemos, entramos na área das escadas e corremos o mais rápido possível, subindo andar por andar até chegarmos ao último. Podíamos ver que ao fim do corredor havia uma escada que dava para o heliporto e a tampa feita por supunha de ferro estava aberta. A passagem para nossa liberdade estava bem à nossa frente, então era hora de escolher quem iria subir primeiro.

– Bem, Lola. Te agradeço por me ajudar a fugir até aqui, mas eu irei subir primeiro. – Conclui e ela apenas esbravejou.

– Tsc, que seja, garoto. Desde que a gente consiga sair vivos, pouco me importa quem vai primeiro. – Dissera ela inocentemente.

Até que de repente, ela me puxou pela gola da camisa e lascou um beijo de tirar de o fôlego. Em seguida, me empurrou e correu até a escada, enquanto ainda tentava recobrar a consciência do que havia acontecido. Ela mostrou sua língua para mim, e o idiota aqui acabou sendo o segundo a subir.

– Escute, aquilo foi trapaça. Por que me beijou?

– Shiu, garoto. Deixe isso de lado. Nós temos um grande problema. – Ela comentou e até então estava sem entender.

De repente, um raio atingiu em cheio o helicóptero causando uma intensa explosão no local e assim que a poeira do fogo baixou. Um homem alvo, de cabelos loiros, e com uma cicatriz que lembrava um raio no olho direito. Caminhou lentamente em nossa direção, com tranquilidade e mantendo a postura de alguém que não é adepto de muito diálogo. Estava trajando um casaco de couro preto com plumas nas mangas e na gola, por baixo uma camisa preta e uma calça de cor violeta. Me recordava de ter visto sua imagem nos arquivos pessoais do diretor, só não imaginava que ele fosse alguém tão alto e musculoso, e estivesse por lá naquele momento impedindo nossa passagem.

– Só vou dizer isso uma vez, então entendam logo. Desistam de seus planos, se entreguem e todos sairão ilesos. Do contrário... – Ele apontou para Lola e um fino traço de raio a atingiu em cheio, a fazendo voar metros e cair em desmaio no chão.

– Não terei piedade, e atacarei com tudo. – Ele falava com um ar de imponência e demonstrando autoridade diante do cenário.

Olhei para Lola por um instante, e fitei os olhos dele com seriedade tamanha como ninguém antes havia me visto.

– Então, manda a ver, Laxus.

Nós dois nos encaramos por um longo tempo, era como se as duas maiores feras do planeta estivessem se encarando e prestes a se atacar. O clima que pairava no ar era de tensão, nossa respiração se intensificava e não tiramos os olhos um do outro, nem por um minuto sequer.

Empunhei o martelo com a mão esquerda, emanando magia e me concentrando no meu oponente. Estudava algum ponto de impacto, à medida que ele também calculava os meus movimentos, mas aparentava pouco se importar e esboçava um sorriso de satisfação. Aquele maldito sorriso que arrancaria a força da cara dele, talvez junto com todos os seus dentes.

– Isso vai ser interessante. – Comentou Laxus, o loiro e neto querido do diretor do Makarov.

Em seguida, avancei em sua direção com o corpo envolto de raios e com o punho fechado estava prestes a acertá-lo. Este permaneceu imóvel a todo momento, apenas aguardando o ataque se concluir. O que será que ele está tramando?


Fim do capítulo 6.


Notas finais
1º O capítulo foi revisado como possível. Qualquer erro, por favor, entre em contato comigo pelas redes sociais que corrijo. 2º O próximo capítulo deve sair entre janeiro e fevereiro de 2025. Talvez saia um capítulo duplo. Vai depender da minha disponibilidade. 3º Espero que gostem do capítulo. Não esqueçam de comentar. 4º Não planejo nenhum capítulo especial de natal. De repente, posso pensar em um original. Quem sabe? Tudo é possível nesse meu mundinho louco.