Fairy Tail! Aratana Densetsu!
81 E por último: eu amo vocês.
Depois que o símbolo do Fairy Law desapareceu do céu, Edmond soube que a última batalha tinha acabado, então estava na hora. Ficou de pé.
— Acabamos por aqui. Pare — ordenou a Angus.
O demônio resmungou que queria continuar brincando com suas almas.
— Eu mandei parar — enfatizou.
Mesmo ainda reclamando, Angus remexeu sua lacrima para interromper a magia e ficou de pé também. Logo, logo a neve negra iria ceder.
Tinha sido divertido, mas o trabalho estava feito. Edmond chamou Angus e começaram a andar, passando por cima do corpo de Sarah como se fosse só uma pedra no caminho.
. . .
— Batalha encerrada. Batalha encerrada.
Era mesmo o aviso das runas ou só a cabeça de Taylor dizendo o que ele queria ouvir? Seus sentidos estavam confusos demais para saber. Queria acreditar que a visão de Makarov caído e imóvel era verdade, no mínimo.
Porque só assim poderia descansar em paz: sabendo que, pelo menos no seu fim, tinha feito algo de útil para proteger sua guilda. Uma pena… Queria vê-los crescendo mais, ficando mais fortes. Queria estar em seus casamentos, ver o nascimento de seus filhos, coroar o próximo Mestre da forma como deveria ser feita. Ah, eles iam precisar procurar pelo testamento… Até na sua morte, era um velho que dava trabalho.
Sabia que aquele calor que sentia era o sangue se despedindo do seu corpo. Demorou para perceber que o olho esquerdo estava chorando. Tentou se concentrar na paisagem, no tato, nas últimas sensações que levaria daquele mundo.
Naquele cheiro… Cheiro de cerveja.
E naquelas vozes. Aquele barulho.
— Se você vier pra cima eu te mando pro beleléu, já é?
He… Ah, se lembrava daquele dia.
— Luta comigo, Elijah! — Luke cantarolava. — Para de ser medroso, Elijah!
— Vai ver se eu tô na esquina.
— Por que você tá falando desse jeito, idiota?
— Ei, Luke! Luuuuke! — Eriol estava dançando em cima de uma mesa. — Eu luto com você! Meeeestre, agora entendi por que você gosta de cerveja!
— Você bebeu, moleque?!
Eriol gargalhou.
— Claro que não, não sou burro!
— Você deve ser o maior idiota do mundo — Ammy resmungou. — MINHA COMIDA, POR— QUEM TÁ RINDO?!
Era Dante, mas ele se escondeu na hora.
— Deixa eu provar? — Ace pegou a caneca de cerveja do Mestre com a maior naturalidade. — Tem gosto de quê?
— Hmmm… Será que tem gosto de peixe? — Falou Lucky.
— Será?!
— Você, não. — Nick atirou uma pedra de gelo antes de Ace beber, só que a caneca caiu e derramou no pé de Taylor. — Ih, Mestre! Desculpa!
— Nick! — Ace gritou. — Agora você tem que lutar comigo!
— Que tal brigar comigo, hein? — Yume se meteu no meio claramente brincando. — Dragão contra dragão?
— Bóra!
— Ace, você nem pense—
— ERIOL! — Agora eram Sasha e Yui atrás dele. — DEVOLVE! VEM AQUI!
— Mestre, talvez o Eriol tenha bebido — Diego murmurou.
— Luke, para de pertubar! — Fel ralhou.
— Mestre, Meeeestre! — Droga, Luke vinha até ele agora. — Luta comigo! Quero lutar com o mais forte da guilda!
Haha… Luke faria cinzas dele na hora.
Taylor estava rindo. Tinha tanto barulho naquele dia, todos estavam fora de si, era extremamente irritante, mas nossa, a consciência de que nunca mais viveria aquilo doía infinitamente mais do que o vislumbre da morte.
Os castigos que precisava dar. As mil vezes que o ignoraram quando dizia que sua guilda não era uma creche. A bagunça que faziam todo o natal. Todas as vezes em que não pôde tomar a droga de uma cerveja em paz. Todos os abraços chorosos que lhe davam quando vinham buscar refúgio nele. Toda a confiança que sempre demonstraram em seu Mestre. Todos os sorrisos que recebeu. Todas as comemorações que compartilharam. Todo o orgulho de vê-los crescendo. Todo o alívio de vê-los voltando para casa depois de cada missão difícil.
Era grato por tudo isso.
Sabia que tinha pouco tempo sobrando… Mas não tinha deixado suas últimas palavras ainda. Tremendo, mexeu a mão encharcada de sangue para tentar deixar uma última mensagem ali, torcendo para que fosse o bastante.
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