Fade Out Lines
32 Capítulo 32 — Exposto.
Notas iniciais
Capítulo 32 — Exposto.
Christopher abraçou a irmã fortemente, feliz como nunca pela novidade. Avalon lhe deu tapas curtos e fracos em suas costas, como se pedisse para que ele a deixasse respirar.
— E quando soube?! — O irmão perguntou, ainda sorrindo.
— Ainda hoje.
— Sério? E para quem você já contou?
— Bom, por enquanto, só você e o Greg sabem.
— Quando pretende contar à mamãe? Sabe que ela vai pirar, né?
— Então, já que não está muito longe, decidi contar para todos no dia de ação de graças, então só queria te pedir para que guardasse segredo até lá.
— Guardo sim, mas devo dizer que fico surpreso que tenha me contado antes de todos.
Avalon deitou a cabeça no ombro do irmão.
— É que eu estava com saudade...
— Você pode vir me visitar quando quiser, você sabe.
— Como você acha que eles reagirão?
— Ficarão todos felizes, tenho certeza. — Afirmou. — Mas e o Greg, como ele agiu?
— Olha, achei que ele ficaria mais feliz, só que eu sempre soube que ele não é de se expressar muito...
— E eu sempre te disse que ele era um babaca. — Brincou.
— Ele me abraçou e me disse coisas bonitas, mas não passou disso, poucos minutos depois, nem parecia que eu tinha revelado algo tão grandioso.
— É o jeito dele. — Deu os ombros. — Ninguém mandou você se casar com esse cara que além de mala, é homofóbico.
— Christopher! — Repreendeu-o, em meio a risos. — Ele estranha sim o fato de você ser gay, mas o que é que tem? Não é todo mundo que aceita essa informação rapidamente.
— Com todos esses anos para assimilar a “informação”, um pouco de respeito, no mínimo, seria ótimo.
— Ah, fala sério, eu nunca vi ele te xingando nem nada do tipo.
— Oh, então para respeitar, basta somente não xingar a pessoa?
— Não foi o que eu quis dizer...
— Tudo bem, só não o trate como inocente. — Retirou-se do lado da irmã, indo até o armário da cozinha.
Voltou com duas barras de cereais em mãos, entregando uma delas à Avalon.
— Mas mudando de assunto, me conta mais do seu namorado, estão juntos há muito tempo?
— Mais ou menos. — Respondeu, enquanto abria a embalagem. — O suficiente para nos conhecermos bem, digamos assim.
— E como ele é? Tem alguma foto dele?
— Tem. — Pegou o celular que estava sobre a mesa de centro e procurou uma imagem em sua galeria. — Aqui.
— Nossa! — Ela arregalou os olhos.
— E então?
— Ele é um gato!
— É, eu sei. — Mordiscou a pequena barra.
— Mas não é para menos, você sabe que é lindo também e aliás, você sempre fez muito sucesso com as meninas no seu tempo de escola.
— Eu me lembro que durante os intervalos você fazia questão de ficar comigo, sempre foi extremamente ciumenta. — Riu.
— É claro, não queria que elas tirassem proveito do meu irmão caçula.
— É totalmente lógico, porque um menino gay realmente se atrairá por todas as garotas do colégio. — Rebateu, com ironia.
— Você ainda estava dentro do armário, meu querido, eu não sabia. — Avalon se livrava da embalagem e dava a primeira mordida na barra de cereais. — Então, você não me disse, qual é o nome dele?
— Theodore.
— Combina, é um nome bonito.
— Falando em nomes, já escolheu os possíveis nomes do seu bebê?
— Ainda não, preciso ver os significados e aí sim escolher.
— Isso é bobagem, escolha por você achar bonito.
— Escolherei um nome que eu gostar e que também tenha uma acepção bonita. — Completou. — A mamãe escolheu o seu nome por gostar do significado, sabia?
— Nem eu sei o que o meu significa, mas agora fiquei curioso, vou procurar. — Retomou o smartphone em mãos, abrindo o navegador e digitando o seu próprio nome. — Significa... Portador de Cristo, hã?
— Ela era bem católica.
— Isso não ajudou muito, não é mesmo? — Apontou para si. — E o seu nome, o que significa?
— O meu nome foi o papai que escolheu, você sabe que ele sempre gostou de ler e acabou escolhendo o nome de uma ilha élfica, não tive tanta sorte como você.
— Ilha élfica? Sério? — Gargalhou. — Poxa, ele foi maldoso!
— Se for menino, você se importaria se eu colocasse o nome do bebê de Theodore? Porque eu realmente gostei...
— Não, eu adoraria, inclusive.
— Pode ver para mim o que significa?
— Vejamos. — Fez outra pesquisa, agora com o nome do namorado. — Aqui está dizendo que significa... Mas o quê? isso é sério?
— O que fala aí?
— Veja você mesma. — Entregou o aparelho para a irmã.
— Uma dádiva, presente de Deus. — Após ler em voz alta, deu uma leve risada. — Não é que complementa o seu nome? Um presente de Deus ao portador de Cristo! Adorei!
— Quem diria. — Ergueu as sobrancelhas. — Talvez eu devesse começar a acreditar mais no destino daqui em diante.
...♕...
Theodore, estava deitado em sua cama, ainda com a toalha cobrindo a parte inferior do corpo, a preguiça de se trocar era enorme.
Se deparou com uma mensagem de Susannah, que lhe perguntava como tinha sido o seu primeiro dia de treino.
“Cansativo” Escreveu.
Trocaram mais algumas mensagens e quando se deu conta, a garota já estava o ligando.
— Alô?
— Mon petit!
— E aí, Su? Como vão as coisas?
— Acredita que o Tyler ainda não voltou a falar comigo?
— Não é isso que você quer?
— De certo modo, sim, só que eu achei que ao menos ele se arrependeria e viria rastejando, sabe? Queria muito ver ele implorando pelo meu perdão!
— Você está bem determinada a vê-lo sofrer, hein?
— É claro que sim, já tenho as palavras na ponta da língua, somente estou esperando esse momento chegar!
— Estarei na torcida, então.
— Ah, Theo!
— Diga.
— E sobre aquilo do ex do Chris? Você disse que ele estava hoje na academia, não é? O que acabou virando disso tudo?
— Ah, eu não gostei dele, sei que são só amigos, mas não consigo me simpatizar com alguém que teve o meu namorado antes de mim, entende?
— Você tá certo, eu também seria assim.
— É difícil de explicar.
— Ele é bonito?
— Su, você já o viu pelas fotos que te enviei, o cara é a sósia do Robbie Amell, é difícil competir.
— Mas você é bem mais bonito, Theo. E olha só, tá começando a malhar agora, logo você será irresistível, o Christopher não será nem idiota de te abandonar.
— Ah, deixa eu te contar. — O garoto lembrou-se. — Você não tem ideia! Nunca passei tanta vergonha como hoje!
— O que houve?
— Sabe, Su. — Theodore iniciou. — O Chris me ajudou com os treinos e não saiu do meu lado, mas não pelo motivo que eu queria.
— Como assim?
— Me senti como uma criança! Ele dizia o tempo todo que eu estava errado e arrumava a minha postura, foi horrível...
— Mas ele foi grosso com você?
— Não, nem um pouco, inclusive ele foi bem paciente, até porque eu errava nas mesmas coisas o tempo todo. — Concluiu. — Eu sei que ele quer o meu bem, só que eu não queria pagar tanto mico.
— Theo! Pode ter a certeza que ele não se incomodou nem um pouco em dar todas essas dicas para você! Deve ter ficado muito feliz com você lá...
— Isso é verdade, ele me apresentou a vários conhecidos hoje e não parava de sorrir, esses foram alguns dos motivos de eu não ter desistido...
— E quais os outros, tem mais algum?
— Sim, tem.
— Qual?
— Eu quero ser o melhor. — Respondeu. — Quero que ele se orgulhe de mim...
...♕...
Quinta-feira
Mesmo Theodore levantando inteiramente dolorido naquela manhã, estava disposto.
Se trocou após sair do banho, borrifou o perfume italiano que havia ganhado de Mark e colocou o bracelete — presente de Nicholas. Por fim, mas não menos especial, ajeitou o medalhão que Christopher havia lhe dado, escondido por baixo da camiseta que usava.
Lembrou-se que precisava comprar algo especial para Chris, o aniversário do namorado estava chegando, faltava um pouco menos de uma semana.
No dia quatro de novembro, Christopher completaria vinte e quatro anos e Theo queria lhe dar algo que ele não esquecesse, que ao mesmo tempo mostrasse o quanto estava feliz por tê-lo ao seu lado.
Pediu algumas sugestões à Susannah na noite passada, mas ela acabou dizendo coisas comuns demais, que acabou não o ajudando como precisava.
Ao chegar na escola, assistiu algumas aulas com a mente nas nuvens, não conseguia parar de pensar no que comprar, a ansiedade estava aumentando a cada minuto.
Durante o intervalo, pediu sugestões para Nicholas, que respondeu coisas básicas, assim como Susannah havia feito. Agradeceu pelas dicas e continuou pensando e pesquisando na internet o que comprar.
A dúvida maior era sobre a diferença de idade, não sabia que o um homem sete anos mais velho gostaria de ganhar. Se lembrou do que todos o aconselharam, dizendo que deveria comprar algo que primeiramente correspondesse a personalidade dele, no entanto, logo se deu conta do quão pouco conhecia Christopher.
Ficou um tanto preocupado com isso, mas não deixou que isso o abalasse.
Viu o namorado na última aula, mas conversaram pouco, pois Theodore estava com pressa para ir embora, precisava ir ao centro para escolher a coisa certa para o presente.
...♕...
No final daquela semana, o garoto não era o único preocupado com o presente que daria ao aniversariante, Emmet e Michael também pensavam no que comprariam para o amigo, entretanto, o baixinho já deixou bem claro de que não passariam em nenhuma loja erótica naquela vez.
— Emm. — Chamou-o, sentando na cama. — E se a gente passasse naquela loja de relíquias do rock? O Christopher sempre foi fanático por Red Hot Chili Peppers.
— Mas já compramos uma camiseta dessa banda para ele, sem falar nos CD’s que ele já tem.
— Sei disso, mas não custa nada irmos até lá e... — Interrompeu a frase e sua respiração falhou. A boca do namorado sugava toda a extensão de seu pênis.
— E? — Tirou-o da boca para perguntar, logo tornando a chupá-lo.
— Analisarmos as opções. — Falou, enquanto segurava os gemidos.
Haviam acabado de sair do banho e as toalhas que vestiam agora estavam caídas. Emmet estava ajoelhado ao pé da cama, com ambas as mãos agarradas firmes no quadril de Michael.
— Por que isso agora? — Arfou, apreciando a língua quente deslizar pela parte mais sensível de seu corpo.
— Porque eu quero. — Parou o que fazia, enquanto movimentava vagarosamente sua mão, masturbando-o.
— Emm, por favor, para. — Implorou, com a voz trêmula.
— Para de reclamar, vovô. — Empurrou o baixinho, logo subindo sobre ele na cama.
— Emmet é sério. — Mal conseguiu respirar com as mordidas que recebia no pescoço.
— Estou sendo paciente há dias, Mikey, estamos sem transar desde quando? — Sussurrou. — Até me perdi nas contas...
...♕...
Alguns dias depois.
Novembro havia começado, o aniversário de Christopher era em plena quarta-feira e Theodore animou-se quando as aulas daquele dia acabaram. Se despediu de Chris na sala de aula e disse que tinha uma surpresa para ele mais tarde.
O professor estava bem-humorado, esperando coisas boas e de fato, pensou em malícia. Sorriu abobalhado ao se despedir do garoto e rumou até sua casa.
Chegou e tomou um breve banho, fazendo a barba logo em seguida.
Enquanto esperava Theo, organizou as coisas que estavam espalhadas pelo apartamento e tirou a poeira das estantes. Passou alguns minutos brincando com Dora de pegar a bolinha; quando a campainha tocou e correu para atendê-la, ajeitando a camisa antes de abrir a porta.
— Feliz aniversário! — Theodore abriu os braços.
— Obrigado, amor... — Falou, em meio ao abraço
— Aqui. — Theo lhe entregou o presente. — Espero que goste.
— Você sabia que não precisava se preocupar...
— Não diga isso. — Falou, ao passarem pela porta. — Você fez uma festa surpresa para mim e ainda me deu um presente lindo, o que eu comprei não chega nem perto...
— O que é? — Perguntou, ao olhar para a sacola de uma boutique famosa.
— Abra. — O garoto sorriu.
Sentaram-se no sofá.
Christopher retirou a pequena caixa de dentro da sacola, por fora dela não tinha nenhuma informação que revelava seu conteúdo, então abriu o laço vermelho e levantou a tampa.
Seus olhos brilharam ao se deparar com um relógio analógico de pulseira prateada, observou seus ponteiros detalhados com perfeição em seu interior, com um charmoso fundo branco.
— Theo, eu... — Gaguejou, ainda extasiado. — Eu não posso aceitar.
— Hã?! — Assustou-se. — Por quê? Não gostou?
— É claro que eu gostei, Theo, mas essa marca...— Fechou a tampa. — Eu não posso, é muito caro.
— Não quero que pense nisso.
— Mas e a sua mãe? — Passou a mão pela testa, pensativo. — O que ela disse? Ela sabe?
— Não peguei dinheiro com ela, se quer saber, é só a minha mesada.
— Pelo visto a sua mesada paga melhor que o meu atual emprego. — Entregou-lhe a caixa.
— Christopher... — Empurrou o presente de volta. — Ficarei chateado se você não aceitar.
— Theo. — Suspirou.
— Chris, por favor, não seja teimoso...
— Tem certeza que isso não vai te dar problemas?
— Não vai dar, não se preocupa.
— Theo, eu ainda não sei o que falar, não posso negar que isso me pegou de surpresa.
— Mas você gostou, mesmo?
— É claro que sim, ele é lindo...
— Que bom. — Sorriu. — Eu realmente fiquei em dúvida do que comprar pra você, foi difícil, assumo que até fiquei um pouco deprimido.
— Deprimido? Por quê?
— É bobagem, deixa pra lá. — Riu.
— Agora estou curioso, vamos, fale.
— É que quando eu pedi dicas para a Susannah e o Nicholas do que comprar para você, eles me disseram para escolher algo que fosse a sua cara, que combinasse com você. Então logo me dei conta que... — Fez uma pausa e encarou-o. — Não sei nada dos seus gostos pessoais, eu fiquei totalmente perdido em escolher algo que você gostasse justamente por isso.
— Ah, Theo... — Tocou-lhe as bochechas. — Não é verdade, você me conhece bem.
— Não, Christopher, eu não te conheço bem como o Emmet e o Michael, por exemplo.
— Mas não fique pensando nessas coisas, nós não estamos namorando para isso? Para nos conhecermos melhor?
— Só que você sabe muito mais da minha vida, por exemplo, do que eu sei da sua. — Deitou a cabeça no ombro do professor. — Desculpe tocar nesse assunto agora...
— Não precisa pedir desculpa, Theo, eu realmente não imaginava que você pensava nisso, sabe, na verdade eu gosto de conversar sobre meus interesses, mas as vezes evito, pensando que você achará tedioso me ouvir...
— Chris, nunca é cansativo te ouvir, eu poderia passar o resto da minha vida só te ouvindo. — Beijou-o. — E eu já disse que adoro a sua voz?
— Então está decidido, de agora em diante sempre que quiser saber algo sobre mim, é só perguntar. — Abriu um largo sorriso. — Pode ser?
— Posso começar agora? — Riu.
— É claro que sim, manda a ver.
— Que tipo de música você gosta? Não sei se já te perguntei isso, mas...
— Eu ouço de tudo, mas tenho uma queda por um rock leve, tipo rock alternativo ou pop rock.
— Doce ou salgado?
— Gosto de doces, mas prefiro salgado.
— Cor preferida?
— Não tenho especificamente uma preferida... — Analisou os olhos do garoto. — Mas sabe, subitamente comecei a gostar de castanho...
As bochechas de Theodore coraram.
— Agora sou eu que tenho que te perguntar uma coisa, Theo.
— O quê?
— Está com fome? — Indagou. — Porque eu queria te levar para sair, pra gente comemorar, o que acha?
O garoto concordou e foram para o estacionamento do prédio, logo em seguida entrando no carro.
Durante o caminho, Christopher tirou os olhos do trânsito quando pararam em um semáforo, dando um beijo rápido em Theodore.
— Você gosta de crianças, Theo?
— Ah, eu gosto, mas são elas que não gostam muito de mim.
— É sério? — Riu alto. — Más experiências?
— Com bebês, sim, sempre choram quando tento me aproximar, deve ter algo de errado na minha cara. — Gargalhou.
— Só não estão acostumados com você, é isso.
— Mas por que a pergunta?
— É que eu vou ser tio. — Abriu um largo sorriso. — Minha irmã, Avalon, está grávida.
— Sério? — O garoto animou-se.
— É, ela me contou na semana passada, ainda é bem recente então não dá para saber o sexo do bebê, mas adivinha...
— O quê?
— Quando a gente estava conversando sobre você, ela gostou tanto do seu nome que disse que se o bebê for menino, ele se chamará Theodore.
O semáforo abriu, o professor tornou a olhar para as ruas.
— Não acredito. — Riu. — E do que estavam falando sobre mim?
— Como eu estava sem vê-la há quase um ano, conversamos de tudo e ela perguntou se eu ainda estava solteiro, então mostrei uma foto sua para ela. — Revelou. — Ela te achou um gato, sabia?
— Coitada, deve ser tão cega quanto você.
— Não força a barra, Theo. — Soltou uma risada. — Ah, descobri uma coisa bem interessante no dia que ela veio me visitar...
— Sério? O quê?
— Você já procurou o significado do seu nome na internet?
— Não, nunca.
— Sabia que os significados dos nossos nomes se completam?
...♕...
Após alguns minutos, finalmente chegaram e Christopher estacionou. Deram as mãos e andaram juntos pela calçada, indo até o restaurante no fim da quadra.
No meio do caminho, o telefone de Theodore começou a tocar, o garoto retirou o aparelho do bolso e mostrou a tela para o namorado, mostrando a foto da mãe estampada na chamada.
— É a Dona Alba, sua sogra.
— Quer que eu atenda? — Riu.
— Você não é maluco... Agora espera um pouco. — Colocou o indicador sobre os lábios, sinalizando silêncio para atender a ligação. — Alô? Ah, eu tô no centro, mãe, por quê? Não, só de noite, vou comer fora hoje. Sim, eu trouxe dinheiro, não se preocupa comigo, tá? Tá bom, mãe, tchau... Por que quer saber? Eu estou com meus amigos... Hã? Como assim que amigos? Da escola, ué. Mãe, tá bom, chega né, eu sei, sei disso... Beijo, tchau.
— Ela parecia preocupada... — Chris comentou.
— Ela sempre faz milhares de perguntas, acredite ou não, mas hoje até que ela não perguntou tanto.
— Ela tá certa. — Concordou. — Se eu fosse ela, eu não te deixaria sair de casa por nada desse mundo. — Laçou a cintura de Theo. — Vai que alguém queira se aproveitar de você, não é?
— Verdade. — Levou os braços atrás do pescoço do professor. — Já pensou? Alguém querendo tirar proveito da minha inocência...
— Que perigo, não? — Riu, descontraído, dando-lhe um beijo.
— Tá todo mundo olhando pra gente. — O garoto olhou disfarçadamente para os lados.
— Foda-se. — Beijou-o mais uma vez, agora um beijo lento e delicado, subindo seus braços pelas costas do garoto. — Eu te amo e não deixarei de demonstrar isso, não importa em qual lugar estivermos.
A multidão que os encarava se dispersou quando entraram no restaurante, mas uma única mulher, que estava ao longe, ainda estava estática, segurando o celular.
As mãos de Alba tremiam, ela não sabia como reagir, pensava em como sua voz não tinha a denunciado do seu estado quando havia ligado para o filho, para confirmar se era ele que via, agarrado a outro homem.
Mas para o seu pesadelo, Theo atendeu.
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