Fade Out Lines

3 Capítulo 3 — Christopher Grey.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕

Capítulo 3 — Christopher Grey.

—Chris... —Theo o chamou, entre os beijos.

—Fala... —Christopher continuou a beijá-lo, acariciando sua coxa.

—Você me enganou. —O garoto tentou parar as carícias, sem ter êxito. —Disse que me contaria sobre seu sonho.

Chris ignorou totalmente o que o menino havia acabado de dizer, e rumou sua mão para debaixo da camiseta que Theo usava.

—Aqui não... —Resmungou o garoto, quase em um sussurro.

—Por quê?

—Alguém pode nos ver, por favor.

—Desculpe. —Christopher interrompeu o que fazia, retirando suas mãos de Theo.

Chris retomou o fôlego, ajeitando sua roupa e colocando a chave na ignição.

—O que eu menos quero, é ser estraga prazer. —O garoto suplicou.

—Não diga isso, você está certo. —Christopher deu a partida no carro. —Além do mais, é nosso primeiro encontro...

—Não é por isso, e eu não posso dizer que não estava gostando...

—É mesmo? —Chris sorriu travesso.

—Como se você não soubesse.

—Eu só queria ouvir da sua boca.

—Imaginei.

—Então, gosta de comida italiana?

—Gosto sim.

—Então vou te levar no melhor restaurante da cidade!

Assim que saíram do estacionamento, os dois continuaram conversando, Christopher aproveitou para perguntar um pouco mais sobre a vida de Theo, estava extremamente interessado.

—Você me dá permissão para perguntar um pouco sobre você?

—Claro, o que quer saber?

—Me conta sobre a sua família...

—Bom, meu pai morreu num acidente de carro há quatro anos, e minha mãe está viúva desde então...

—Sinto muito, Theo...

—Isso já passou... —O garoto sorriu. —É claro que ele faz muita falta, mas minha mãe é ótima, tem pavio curto na maior parte das vezes, mas isso é pelo sangue latino.

—Mulheres latinas são as piores. —Chris riu. —A minha mãe também é.

—Então você me entende... —Theo riu. —Você mora aqui faz muito tempo?

—Sim, nasci aqui, e você?

—Nos mudamos na metade do ano passado.

—E o que levou vocês a se mudarem?

—Minha mãe veio para ficar mais perto da família... —Theo olhou pela janela do carro quando pararam no semáforo. —E ela conseguiu continuar na área que estava antes...

—Do que ela trabalha?

—É promotora de justiça.

O sinal abriu e novamente os olhos curiosos do menino olharam janela afora, estava ansioso para chegar logo.

—E o que você faz, Theo?

—Ah, no dia a dia? Bom eu faço engenharia civil...

—Sério?! —Chris surpreendeu-se. —Eu adoro exatas!

—Você já terminou a faculdade, né?

—Sim, faz um tempo... —Christopher estacionou o carro e tirou o cinto. —Em qual faculdade estuda?

Theodore se aproximou bruscamente, jogando o corpo para cima de Chris, que foi receptivo aos seus beijos; o garoto agarrou-lhe os cabelos e o beijou lascivamente. O beijo que começou pelo desespero de calar o moreno, teve fim com borboletas no estômago de Theo e um gosto de quero mais.

—Nossa... —Christopher olhou o garoto no fundo dos olhos.

—O que foi?

—Eu gostei disso, da sua atitude. —Ele sorriu.

—Você não me dá opção, por que tem que ser tão atraente? —Theo retribuiu o sorriso.

—Estou doido para continuar isso, mas teremos tempo para isso depois...

Ambos saíram do carro e caminharam juntos até a entrada do restaurante, o garoto se sentiu incomodado por tanto refinamento, não gostava de locais elegantes demais. Foram recepcionados por uma moça sorridente e assim encaminhados à mesa para dois, onde trocaram poucas palavras até o garçom chegar com os cardápios.

—Já sabe o que pedir? —Theo perguntou, quando percebeu que Chris mal olhou o cardápio.

—Sim, uma sopa de capeletti.

—Bom, acho que vou pedir risoto ao vinho tinto.

—É muito bom, já provei, você vai gostar...

—Então será esse mesmo.

—E para beber? —Christopher pergunta.

—Pode escolher por mim.

—Eu queria muito beber vinho, mas estou dirigindo, pode ser um suco?

—Seria ótimo!

—E de sobremesa?

—Você já esteve aqui, o que sugere?

—Tiramissu, sem sombra de dúvida, eu adoro!

—Então vai ser isso. —O garoto sorriu.

Chris chamou o garçom, que concluiu o seu pedido, logo os deixando a sós novamente.

—É muito bom estar aqui com você, sabia? —Christopher afirmou.

—Eu também acho, estava muito nervoso antes de te conhecer...

—E já passou?

—Já, me sinto confortável ao seu lado.

—Isso é ótimo.

Chris tocou nos dedos gélidos de Theo, que estavam sobre a mesa, o garoto corou imediatamente e afastou a mão, mas desistiu na metade do caminho, entrelaçando seus dedos com os dele.

—Ei Theo...

—Diga.

—O que você procura em alguém?

—No sentido literal?

—Isso...

—Bom... Fidelidade, companheirismo, respeito... —Respondeu, envergonhado. —E você?

—Também, mas acima de tudo, honestidade, gosto de pessoas que são sinceras, que não tem nada a esconder...

—Eu também... —Theo engoliu seco.

—E sabe o que mais?

—O quê?

—Alguém que não tenha vergonha de me contar seus maiores desejos. —Christopher mordeu o lábio inferior. —Só assim poderia realizá-los, não acha?

—É, é verdade...

—Você tem algum desejo oculto, Theo?

—Todos temos, não? —Respondeu o garoto, travesso.

—É mesmo, todos temos...

—Você me contaria os seus?

—É claro, por que não?

—Agora estou curioso...

—Sabe como me sinto então. —Chris sorriu. —Você é bem fechado.

—Eu? Fechado? Ah fala sério!

—É só a impressão que tenho! —Ele riu.

—Eu sou transparente até demais, deixo sempre na cara como me sinto com as coisas, não consigo disfarçar quando não estou bem, não consigo guardar segredo...

—Eu sou totalmente o contrário, não gosto de transparecer quando não estou bem, mesmo sendo difícil de segurar às vezes...

—Entendo... —Theo afagou sua mão. —Você perguntou tanto sobre mim mais cedo, eu posso repetir suas perguntas?

—Claro, pergunte o que quiser!

—Bom, me fala sobre sua família...

—Dois anos atrás eu ainda morava com meus pais, já me mudei, mas eles ainda moram aqui, eu só queria ter minha própria liberdade, que nem eu te disse naquele dia...

—Como é sua relação com eles?

—Ah, até que é boa, eles não questionam muito do que eu faço, só perguntam se estou bem, se preciso de algo, essas coisas.

—E eles sabem sobre...

—Eu ser gay?

—É.

—Bom, eu cheguei a contar, na época eu tinha dezesseis, e por um tempo eles acharam que era uma fase, estavam com medo, preocupados, acho que eles não sabiam o que pensar, mas eles foram se acostumando com a ideia, e por final, pararam de me tratar estranho, mas quando eu levava meu ex-namorado em casa, eles não gostavam nada, percebi então que eles me respeitavam, mas não aceitavam a ideia.

—Como você disse, ao menos te respeitavam.

—Penso assim também, mas hoje isso mudou muito, não sei se eles esqueceram ou simplesmente quiseram esquecer, mas me tratam bem melhor.

—Fico feliz por isso...

—Desculpe, eu falei muito.

—Claro que não! Adoro ouvir você...

—Theo, sua mãe ou alguém da sua família já sabe sobre você?

—Não, ninguém. —O garoto suspirou. —A única pessoa para quem eu contei, foi pra minha melhor amiga, mas desde que me mudei, não a vi de novo, somente conversamos por mensagens.

—Qual o nome dela?

—Susannah, estudávamos juntos no ensino médio.

—Você deve ter saudades...

—Tenho sim, mas e você? Tem algum melhor amigo?

—Ah, eu tive, mas... Deixa pra lá, melhor não falar disso.

—Por favor, fala, você mesmo disse que gosta de franqueza.

—Ei, isso não vale, usar minhas próprias palavras contra mim.

—Claro que vale. —Theo riu. —Vamos, diga...

—Tudo bem, eu conto então, mas me desculpo antecipadamente por isso... —Christopher franziu o cenho. —O nome dele é Stephan, e nos conhecemos com seis anos de idade, sempre fomos muito amigos, não havia segredos entre nós. E um dia fui dormir na casa dele, a gente comprou pizza, jogamos videogame a noite toda, e quando fomos dormir, ele deitou no colchão que eu estava, e simplesmente me abraçou, eu estranhei aquilo, logo depois ele se declarou para mim, foi aí que ficou tudo muito confuso... Mas quando percebi, já estávamos tendo uma amizade colorida.

—Sério? Nossa! Que sorte a dele...

—Começamos a namorar, pensávamos que daria certo, e quando tomamos finalmente coragem para nos assumir, eu contei para os meus pais, levei ele em casa, e lembra do que eu te disse? Eles não gostaram nada... —Chris sorriu. —Estava tudo dando certo, mas com o tempo, começamos a nos desentender cada vez mais, não tínhamos a mesma sintonia de antes, ele conheceu outra pessoa, e aí nos separamos de vez, mas nossa amizade não retornou.

—Nossa, isso é triste.

—Tudo bem, já faz um bom tempo, desde o colegial não o vejo, e isso já faz o quê? Uns cinco anos mais ou menos?

—Não teve mais notícia dele?

—Ele tentou entrar em contato comigo, mas eu nunca tive interesse...

—Por quê?

—Eu não queria ser magoado de novo, e às chances eram altas, não quis me arriscar.

—Certo...

—Eu disse que não era uma boa ideia contar essa história.

—Eu estou feliz que tenha me contado, me sinto mais próximo de você agora.

—Isso não é uma boa maneira de se começar um encontro.

—Se quisermos ter um relacionamento, por que não? Eu não me importo em saber que você já esteve com alguém antes.

—Isso é bem legal da sua parte, Theo.

—Stephan parecia uma pessoa legal, mas ele conheceu outra pessoa enquanto estava com você, não foi?

—Sim, isso mesmo, e não me contou.

—Eu nunca faria isso com você.

—Não diga isso, estou a um passo de me apaixonar ainda mais por você, não facilite tanto as coisas. —Chris riu. —Sabe, agora eu fiquei curioso também, seria falta de educação perguntar se você já namorou?

—Não, nunca namorei sério, e eu sei que isso pode soar estranho...

—Mas, você já ficou com alguém antes?

—Ah, é claro... —Theo sentiu um calafrio. —Mas não deu certo...

—Se importaria de me dizer o que aconteceu?

—Ah, eu estava no bar um dia, sozinho, para variar, quando um cara apareceu e comprou uma bebida para mim, e acabou acontecendo de passarmos a noite juntos, mas nunca mais o vi.

—Depois disso você saiu com alguém?

—Eu tive uns amores passageiros, mas nunca dava certo, eles sempre inventavam uma desculpa para se afastar de mim... —O garoto inventou, seu estômago revirava de nervosismo.

—Por que não o conheci antes?

—Chris, tudo tem o seu tempo.

—É verdade, foi o destino que quis assim.

Os pratos chegaram e foram arrumados pelo garçom adequadamente sobre a mesa, ambos estavam famintos, e não demoraram para dar a primeira colherada.

—Nossa, isso é incrível! —Theo arregalou os olhos.

—Eu não disse?

—Eu adoro coisas agridoces, e isso tá muito bom.

—É bom saber que viremos mais vezes para cá. —Chris tocou a mão do garoto novamente.

—Se está pensando em um segundo encontro, então quer dizer que não sou tão patético assim. —Theo soltou uma leve risada, depois tomando um gole de suco.

—Tenho certeza que está dizendo isso para que eu fique te enchendo de bajulações, não é? Você sabe que é perfeito, só fica fazendo charme para cima de mim, com esses seus olhos meigos e sardinhas bonitinhas.

—Para... —O garoto sentiu o rosto ferver, e seu coração acelerar. —Você me deixa envergonhado desse jeito.

—Desculpa, é que você é lindo, gosto de ficar olhando pra você, até do jeito que você ri acanhado enquanto eu falo isso. —Christopher apertou a bochecha dele de leve.

—Eu também te acho muito bonito, Chris, mas devo ter falado isso milhares de vezes!

—E o que você acha bonito em mim? —Ele perguntou, enquanto olhava no fundo dos olhos do garoto.

—Ah, tudo...

—Não vale.

—Tá... —Suspirou, Theo. —Sabe, seus olhos são lindos, são verdes e brilham tanto...

—E o que mais? —Christopher mordeu o lábio.

—Sua pele é linda, é de um leve bronzeado, e é muito sensual.

—Sensual é? Ninguém nunca tinha dito isso da minha pele. —Chris sorriu, debochado. —O que mais?

—Ah, agora sei quem você parece! Você me lembra muito aquele ator, como era o nome mesmo... Ah! Jamie Dornan! É ele mesmo!

—Fala sério, o cara que fez cinquenta tons de cinza? —Christopher gargalhou. —Por Deus! Da onde tirou isso?

—Ah, vai me dizer que não são parecidos?

—Claro que não somos! E o olho dele nem é verde...

—Olha só, parece que alguém assistiu ao filme...

—Eu não assisti.

—Ah, tá.

—Posso ter assistido, mas não no cinema, não passaria por esse constrangimento, não em público.

—Eu assumo que também assisti, em casa, sem que ninguém soubesse. —Theo riu. —Mas eu não sei o que o pessoal viu de tão polêmico nesse filme...

—Concordo com você. —Chris sorriu. —Quem imaginaria que no nosso primeiro encontro estaríamos falando de um filme erótico?

—É, tem razão.

—Mesmo assim, muito obrigado pelo elogio, mas posso te recomendar um oftalmologista ótimo se você realmente acha que pareço com ele.

—Por que nega tanto os meus elogios?

—Não sou tudo isso.

—Não é mesmo. —Theo disse. —Você é mais, Jamie Dornan não chega aos seus pés.

O garoto olhou para Christopher, que pela primeira vez, não o respondeu com deboches, mas com um simples obrigado.

...

—Eu me diverti muito... —Theo sorriu, enquanto colocava o cinto de segurança.

—Sabe, a nossa noite não precisa terminar aqui, você gostaria de passar mais um tempo comigo?

—É claro, por que não? —O garoto se animou.

—Mas não posso te dizer onde te levarei.

—Ah, isso é maldade.

—Um suspense é sempre bom, não acha?

—Depende.

—Ah, não se preocupe, você vai gostar. —Chris sorriu. —Ao menos é o que eu espero...

Theo ficou calado, não sabia o que pensar, o medo tomava conta de seu peito, mas não queria ir embora, e não queria sair de perto de Christopher, era como bipolaridade, estava confuso; ele pensava na sua segurança, mas ao mesmo tempo queria arriscar tudo, mesmo podendo ser uma enrascada.

—Está tão quieto. —Chris parou no semáforo. —No que está pensando?

—Em um pouco de cada coisa, sabe? No cinema, no jantar perfeito, até do jeito que você ficou bravo quando eu quis pagar a conta.

—É claro que me irritei, eu que o convidei, eu devo pagar a conta.

—Ah, que bobagem!

—Não fique triste, eu gosto de fazer agrados, dar presentes, é meu jeito...

O garoto olhou pela janela, não dizia nada, somente apreciava a música que tocava no rádio.

—Estamos quase chegando... —Christopher quebrou o gelo. —É naquele prédio logo ali.

Theo olhou para o residencial, e já entendeu onde estava indo.

Entraram pelo estacionamento e passaram pela portaria.

—Você mora aqui? —Perguntou Theo, quando ele estacionou.

—Sim, é um lugar excelente.

—Gostei da localização, fica bem no centro...

Saíram do carro e caminharam para a entrada.

—Eu sei que você não gosta disso mas.... —Chris segurou a mão de Theo, dando um sorriso logo em seguida.

—Eu não vou soltar...

Passaram pelo hall de entrada e seguiram por um corredor.

—Sabe o que é melhor?

—O quê?

—É que eu moro no térreo.

Christopher deu poucos passos adiante e parou em frente a uma porta com o número sete estampado em dourado, tirou as chaves do bolso, colocando-as na fechadura.

—Prontinho. —Ele ligou a luz.

—Que elegante... —Theo entrou e olhou tudo em volta.

Chris fechou a porta, e tirou o suéter que usava.

—Quer beber algo?

—Eu estou bem...

O garoto sentiu os braços de Christopher o puxando para um abraço desesperado, beijos quentes foram depositados em seu pescoço, e as mãos viçosas de Chris o exploravam debaixo do tecido de sua camiseta.

As pernas de Theo cambalearam, ele deixou-se levar pelo maior até o sofá, onde caíram sentados, e o garoto, por cima de Chris.

—Céus, eu estou louco por você... —Christopher mordeu o lábio inferior, enquanto deslizava suas mãos pelo corpo de Theo.

As mãos dele estavam suadas, seu coração, disparado, ele tentava dizer algo, mas havia um nó em sua garganta, o nervosismo era imenso.

—Você já está excitado? —Chris sorriu, ao tocar sobre o volume da calça de Theo. —Que bom saber...

Christopher se livrou de sua camisa, tratando logo de retirar a jaqueta do garoto, após isso, forçou os braços de Theo para cima, para que pudesse tirar sua camiseta.

—Seu corpo é ainda mais bonito do que pela webcam. —Chris tocou sua pele branca, logo se aproximando, para mordiscar seu abdômen.

—Ah, para! —O garoto gemeu, tentando conter os arrepios frequentes.

—Eu sei o que você quer, sua boca diz não, mas seu corpo me diz para continuar, a quem devo obedecer?

—Chris, por favor...

—Não adianta pedir para eu parar.

As mãos fortes de Christopher agarraram a cintura de Theo, e deixaram leves marcas vermelhas; o garoto gemia, suas costas arqueavam, mas o moreno não parava de provocá-lo, queria levá-lo ao êxtase somente com seus toques, e ele estava conseguindo.

—Theo... —Chris se aproximou de seu ouvido e sussurrou. —Quero te enlouquecer de prazer, quero ver seus olhos revirando...

O garoto mordeu o lábio inferior, e gemeu involuntariamente, aquela frase tinha abalado toda a estrutura de seu ser.

Theo estremeceu ao sentir os dedos de Chris em uma área tão perigosa, mas não teve coragem para pará-lo, logo o botão e o zíper da sua calça foram abertos, revelando o desejo imenso de Christopher de tirar o que faltava; ele se levantou do sofá, encaixando as pernas do garoto em torno de seu corpo, e o levou para seu quarto.

Outro nó se formou na garganta de Theo quando percebeu o que estava realmente acontecendo, Chris não queria somente uma preliminar, ele queria ir muito além do que imaginava.

O garoto foi jogado bruscamente sobre a cama, e um arrepio tomou-lhe por completo, o medo começava a dominar sua mente. Theo tentou parar Christopher, que engatinhava por cima de seu corpo.

—Ergue um pouco a cintura. —Ordenou Chris, puxando o cós da calça do garoto, até retirá-la por completo.

Theo nada dizia, estava sufocado, seus olhos lacrimejavam, mas de seus lábios saíam poucos suspiros, que demonstravam os suplicantes pedidos de misericórdia, que eram totalmente ignorados por Christopher.

O corpo do garoto estava protegido somente por sua roupa íntima, e conforme Chris se aproximava, Theo tentava afastá-lo, mas havia perdido a força.

Christopher deitou-se, puxando Theo para cima dele, que se sentou em seu colo à contragosto. As mãos de Chris seguraram nas laterais do corpo delicado do garoto, friccionando sua ereção contra a dele.

Theo gemeu, sentindo as mãos de Christopher descerem por suas costas e apertarem a parte carnuda abaixo delas.

—Ei! Você apertou minha bunda!

Chris sorriu, debochado, brincando com o elástico da cueca do garoto, ameaçando tirá-la.

—Por favor, para...

—Ainda nem começamos, por que parar agora?

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo... Deixem reviews com suas críticas, elogios, ou até mesmo um simples "gostei" já será o suficiente, qualquer coisa vale, só não vale ser leitor fantasma! O review de vocês me encoraja a escrever! Enfim, aqui me despeço de vocês, até o próximo domingo! ♕