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3 Aniversário desastroso
—E aí como vai nossa aniversariante? –Melissa pergunta quando chega na sala de aula, toda sorridente.
—Minha mãe me afundou em abraços e não calou a boca sobre eu estar grande mas ainda ser o bebê dela. –Haku bufa, se esparramando em sua mesa.
—É a cara dela! –as risadas da amiga não ajudam seu humor.
—Eu só queria ficar em paz, não estou com paciência hoje.
—Aconteceu algo?
—Sabe a casa do vizinho? A que não tinha ninguém? Então, tem um cara morando lá agora.
—E isso é ruim?
—É quando ele diz ser um amigo de infância, sendo que não tenho nenhuma lembrança da fuça dele.
—Oh, é mesmo um problema aí. –a amiga senta na cadeira da frente –Pelo menos ele é gato?
—Você não consegue levar nada a sério né? –o olhar dela a faz suspirar –Sim, ele é lindo, mas é mais velho.
—O amor não tem idade.
—Não quando sou menor de idade.
—Bom ponto.
As duas se encaram e começam a rir.
O professor adentra a sala e começa a aula.
Ao término das aulas, Melissa vai para casa, enquanto Haku fica um pouco mais para discutir com o professor acerca de suas notas desastrosas. Ele lhe dá uma chance de refazer a prova, mas era a última chance que tinha para não ter de repetir de ano.
Saindo da sala após a conversa, Haku se sentia derrotada. Não queria repetir de ano, porém ao mesmo tempo era tão chato estudar, ainda mais quando era de uma matéria que não gostava.
Suspirando, vai até o pátio, parando por um momento ao receber uma mensagem em seu celular:
—Não quero saber de promoção –ela reclama para o celular.
A janela no andar acima dela quebra, os cacos voando em cima dela, cortando seu rosto, braços e pernas.
—Mas que infernos?! –cobre a cabeça, virando devagar para olhar a janela que havia quebrado.
Sentado na janela estava uma criatura bizarra, sorrindo com dentes pontiagudos e balançando o rabo, parecendo contente ao vê-la naquele estado.
—O que…
—Haku? –uma professora que estava saindo a olha assustada, deixando cair o celular no chão –Meu Deus Haku!
—P-professora… –ela a olha e se sente fraca, a visão nublando.
Ouve a professora a chamando, e então cai no chão, desmaiando.
Uma canção estranha começa a tocar, porém algo em sua melodia transmitia uma enorme tristeza. Haku se encontrava em um cenário totalmente branco. Um movimento chama sua atenção.
À sua frente estava uma pessoa igual a ela, com a única diferença de ser um pouco mais alta e estar com um vestido de noiva ensanguentado.
—O que… –Haku balbucia quando a noiva segura seus braços:
—A maldição… Começou…—sangue sai de sua boca, fazendo-a arregalar os olhos –Busque o Deus Corrompido, busque a princesa que sobreviveu, busque a flor…
—Espera, o que está falando, o que… –ela se interrompe quando a noiva desaba no chão, sangue jorrando de seu rosto, formando uma poça aos seus pés:
—Ninguém é confiável… Busque a história…—ela estende a mão para Haku, porém seu corpo começa a apodrecer e então se desfaz.
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