Facebook das Creepypastas
4 Capítulo 3: É TRETAAAAAA!
Notas iniciais
[BATE PAPO]
Nina: Todo mundo ta pronto?
Jane: Sim.
Sally: Pera tia, vou buscar a faca.
Herobrine: Sim.
Nina: Blz. Se encontrem no corredor do meu quarto na mansão.
Herobrine: Ok.
Jane: Certo.
Sally: Tá bom ^-^
(...)
O quarto era decerto escuro, com a pouca luz vindo das janelas sujas de anos em pó. A parca luz do sol obscuro adentrava o quarto, misturada com a luz azul-clara de um computador meio gasto e de um celular.
Sentado na cama, estava Jeff the Killer; Um adolescente de quinze anos, esguio, mas saudável. Sua boca cortada era a sua marca, e seus cabelos negros longos caíam sobre os ombros.
Ele brincava com a faca de cozinha, afiada como uma navalha. Ele a girava e rodopiava em sua mão, olhando-a distraidamente.
“Onde será que estão?” pensava Jeff.
BEN conseguira chamar Eyeless Jack, Laughing Jack e – por sorte – a SCP-106. Ele iria conseguir a anulação daquele casamento, por bem ou por mal.
Em pouco tempo, a porta abriu-se de uma vez. O Jeff ergueu os olhos até a porta, e viu os quatro do seu grupo.
– Finalmente. – disse Jeff, no seu eterno sorriso.
– Pois é. – BEN adiantou-se e sentou-se. Ele era um minúsculo homem louro com olhos azuis e uma espada da cintura, usando túnica e gorro verdes. – E aí, qual é o plano?
– Bem simples: Nós iremos obrigar a Nina á anular o casamento. – disse Jeff.
– Ela nunca irá aceitar isso. – disse BEN.
– Então, o albino magrelo vai perder um membro da mansão. – Jeff atirou a faca, atingindo perfeitamente uma fenda da parede.
– Vai ser divertido. – Laughing Jack disse, com um sorriso. Ele, como Jeff, era pálido e de cabelos negros e olhos arregalados, mas a semelhança acabava por aí. O seu cabelo era espetado em todas as direções e gigante, seus olhos não tinham íris, portava roupas de palhaço negras, e em vez de faca, carregava um grande martelo preto e branco.
– Ou não. – Uma voz rouca respondeu. SCP-106 mal era visível no escuro, com a sua carne apodrecida escura e suas poucas roupas negras. Seus olhos eram injetados de vermelho, com íris negras. Um líquido negro escorria de feridas dele. – Não gosto da possibilidade de ser esfaqueado.
– Nem eu. – Jeff retrucou. – Mas eu vou anular o casamento, nem que eu tenha que me prostituir para isso.
– Sério? – BEN perguntou.
– Não. – Jeff respondeu.
– Eu acho que devíamos ir. – Eyeless Jack notou. Ele era magro, mas nem tanto quanto Jeff. Ele usava roupas negras e uma máscara azul que cobria todo o seu rosto, exceto as duas órbitas vazias que deviam ser os seus olhos. Um misterioso líquido negro escorria de suas órbitas. – Sabe, cada segundo que passa, é mais um segundo de casamento...
– É mesmo! – Jeff exclamou, saltando da cama e correndo até a fenda onde jogara a sua faca. Ele agarrou o cabo da faca e a puxou. – Vamos logo, senão vou perder a liberdade, e pior, com uma maluca!
(...)
– Tralálálá...
– Pare de cantar! Vai chamar a atenção de qualquer um que estiver por aqui.
– E daí?
– Daí que pode ser o Jeff ou os amigos dele!
– Vamos recuperar o meu homem ou não?
– Homem? Aquilo mal é um adolescente, e você acha que é um homem?
– Cala a boca.
Nina the Killer, Jane the Killer, Sally a Suja e Herobrine andavam pela escura mansão. A Jane, Nina e Sally estavam com afiadas facas na mão, e o Herobrine empunhava uma picareta, de cabo de madeira escura, e cabeça de um material cristalino azul; Diamante azul, um dos mais raros existentes.
Decerto era um grupo estranho. Nina e Jane, de semelhança tinham apenas a cor da pele, pálida como um osso, e os cabelos negros. Mas Nina mantinha os cabelos embaraçados, olhos arregalados e um sorriso cortado insano. A Jane tinha cabelos lisos e graciosos, olhos completamente negros e lábios negros. Enquanto uma amava o Jeff, a outra o odiava com todas as forças.
Sally era uma criança, de cabelos castanhos longos, olhos vivazes verdes, cortes e marcas de sujeira por todo o corpo. Ela carregava uma faca em uma mão, e um ursinho de pelúcia na outra.
O Herobrine era um homem alto, musculoso e com formas nítidas, cabelos e barba circular castanhos, olhos completamente brancos e lábios acostumados á sorrir.
– Então, aonde vamos? – a Sally perguntou.
– Pro quarto dele, ué! Onde mais? – a Nina respondeu, revirando os olhos.
– Também recomendo irem para lá. Além dele estar lá, também tem um grupinho que o Jeff reuniu para acabar com o casamento. – o Herobrine disse, casualmente.
Todos pararam e olharam para ele, de uma só vez.
– E você não nos avisou?! – a Jane perguntou, incrédula.
– Ué, ninguém perguntou...
– Deixa pra lá. – disse Nina, antes que a Jane se revoltasse. – Vamos manter o meu homi na linha, e depois discutimos.
– Vamos! – disse a Sally euforicamente, puxando a Jane pelo vestido, disparando para frente. Nina e Herobrine se entreolharam, e então correram atrás deles, os seguindo.
(...)
O salão de entrada da mansão Creepypasta estava mais quieto do que o normal. As tábuas do assoalho mal rangiam, e as lâmpadas só piscavam de vez em quando. Os candelabros rangiam frouxamente, seguros ao teto por correntes de metal enferrujado. As lascadas janelas de vidro permitiam que alguma luz cinzenta entrasse na mansão. Cadeiras e mesas velhas, mas sólidas, estavam espalhadas por lá, mas somente um vulto ocupava uma das cadeiras, nada mais do que uma sombra entre sombras.
Porém, passos começaram á ecoar, de início longe, mas se aproximando cada vez mais.
Eram vários passos, de várias pessoas. Um dos grupos vinha da porta á esquerda da entrada, e o outro vinha da porta á direita.
De um lado, vinha um grupo de três mulheres e um homem de olhos brancos, que sorria em divertimento. A líder era uma adolescente de olhos arregalados e sorriso insano, preparada para manter o casamento... Ou morrer tentando.
Do outro, vinha um grupo de quatro homens, liderados por um adolescente de olhos azul-elétrico, brilhantes, e um sorriso aberto á faca, embora ele mesmo não sentisse vontade de sorrir. Ele estava determinado á acabar com o seu casamento... Ou morrer tentando.
O mundo inteiro pareceu segurar a respiração, quando ambas a portas se abriram, e as oito pessoas jorraram para dentro do grande salão de entrada.
– VOCÊ! – sibilou Jeff.
– MARIDO! – Nina exclamou, alegremente.
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