Faça-me, Quero Ser Tua.
31 Um imenso prazer.
Notas iniciais
Saímos a caminhar pela mansão e assim que saímos pela porta da cozinha, deparei-me com um grande jardim. Era enorme, e lindo. Bem ao longe, podia-se ver uma cerca de madeira branca, e até lá, pequenas trilhas de flores silvestres guiavam o caminho. Havia em uma lateral uma piscina em L com um quiosque. Era tudo lindo, e fiquei impressionada pelo tamanho do espaço escondido ali. Tudo ficava nos fundos da casa.
–Uau, aqui é lindo. –falei encantada com a beleza de cada detalhe
–É. Minha mãe sempre gostou daqui.
Essa foi minha deixa. Sim, tenho que conhece-lo melhor.
–O que aconteceu com sua mãe? –perguntei baixinho. Seus dedos que envolviam os meus pressionaram-me, e senti como se tivesse atravessado uma barreira de dor imensa junto com ele.
–Bem, ela e meu pai morreram em um acidente de carro.
–oh, eu... Sinto muito.
Droga... será que é por isso que ele é assim? Frio, calculista?
–Bem, não há muito o que dizer... mas sei que queres saber mais de mim, não é? –disse-me sorrindo, passando seu polegar pela minha mão. Como pode, tão sereno e calmo em um momento, tão perigoso e violento em outros...
–Sim... acredito que saibas tudo de mim, e... sei tão pouco de ti. –confessei com meu rosto ardendo.
–Acredite... não tenho muito o que lhe contar. Mas, pergunte. O que queres saber? –perguntou com um sorriso.
Uau, que momento! Tantas perguntas, tantas dúvidas... Seguimos caminhando pelos trilhos de flores, e então fomos até aquele grande cerca branca. Ali havia um portão, que rapidamente ele abriu, e então me deliciei com a vista dali. Era lindo, e podíamos ver ao longe os prédios da cidade. Era um enorme campo, onde as flores ameaçavam nascer. Mas, não posso perder o foco das perguntas...
–Você tem irmãos?
–Sim, dois. Mas faz muito tempo que não os vejo.
–Quanto tempo?
–Dois Anos. Eles moram na Capital, e Estephanie mora com minha avó.
–Avó?
–Sim, Vovó Piedade. Ela iria adorar te conhecer.
–Me conhecer? –como assim, me conhecer?
–Sim. –Sorriu. –Acredito que ela ficaria encantada contigo.
Ele parou de andar, ficando frente a mim, e então levou sua mão livre até meu rosto. Seus dedos encaixaram-se a minha face, e então ele ergueu meu rosto, fazendo-me mira-lo. Seu rosto estava iluminado por uma camada de sol, e cada traço seu ficou mais lindo –se é que isso é possível.
–Ela ficaria tão encantada quanto eu.
Oh Deus...
–Por Favor Carlos Daniel... –implorei sem saber por o que.
–Qual o problema Lina? –disse-me com seus dedos me acariciando. –Você já disse que quer, e sabe o quanto quero te tocar. O que te impede tanto? –sussurrou soltando minha mão, envolvendo-a em minha cintura. Minha mão pousou sobre seu coração, e podia senti-lo bater frenético.
–Não é isso, só que... –murmurei sem forças. Baixei meu olhar, e ele obrigou-me a mira-lo.
–O que é então? Não deseja mais? Não quer? Ainda é medo? Quero te entender Paulina, para que possamos desfrutar completamente disso.
–Carlos Daniel, te quero sim, muito. –sussurrei mirando-o nos olhos. –Te desejo como nunca quis ninguém, só que... olhe, nos conhecemos tão pouco, e olhe... olhe o que estamos fazendo... –confessei com as lágrimas ameaçando arder. Droga...
–Lina, quero conhecer tudo sobre ti. Não imagina o quanto quero. Teremos tempo para isso. O que te impede de transarmos? Sei que você é virgem, e disse a ti que tentaria me controlar... só preciso que... –ele afastou seus olhos dos meus, acariciando minha cintura. -...que tente confiar em mim.
–Você sabe que confio. –afirmei mirando-o. Ele voltou seu olhar a mim, e então foi minha vez de esquivar meu olhar. Só que estou assustada com tudo isso.
–Eu sei que está com medo, e já disse que se você não conseguir, tentaremos quantas vezes mais você quiser. Só tem que me dizer se queres.
Seus olhos voltaram aos meus, e vi ali um brilho que ainda não tinha visto. Ele me puxou para si, tocando a extensão de seu corpo ao meu, e me acomodei ali, certa de tudo aquilo, certa do que desejava; insensata, mas segura.
–Sim, quero. –confessei espalmando minhas mãos sobre sua camiseta azul.
Ele suspirou alto, acomodando com pressa suas mãos no entorno de meu rosto, e obriguei-me a sucumbir um gemido. Um simples toque, e todo o despencar do mundo ao meu redor. Ele beijou rapidamente meu queixo, e então sucumbi, agarrando seus punhos com minhas mãos trêmulas.
–Escute. –disse-me colando sua testa a minha. –Te quero feito louco, e desejo-te de uma forma descontrolada. –confessou-me mirando em meus olhos.
–Carlos Daniel... –murmurei sem ter o que argumentar.
–Sei, sei... deixe-me te fazer mulher, agora... hoje. Deixe-me Paulina, deixe-me te mostrar o quão bom essa dor pode ser.
Suas palavras jogadas, tão pesadas, me tomando inteira, me fazendo de refém de seus pecados... como resistir a tudo isso? Como uma dor pode ser boa?
–Como pode ser bom sentir dor? –perguntei nervosa, sentindo o olhar dele queimar-me.
–Te garanto... confie em mim... confie.
Sua voz rouca acentuada pelo tom baixo, murmurando-me as palavras tão próximas de meus lábios. Oh Deus, como desejo esse homem. Ele puxou meu rosto para si, e em menos de meio segundo me vi com a boca colada a sua, com os lábios dele buscando os meus, me puxando, me mordendo, me provando, me testando... Céus... Ele deixou que sua boca corresse em meu pescoço, e então beijou minha pele, raspando seus dentes ali. Meus dedos enlaçaram-se ao seu cabelo, e foi inevitável não gemer quando ele puxou meu corpo junto ao seu, mordiscando minha pele. Pressionei sua cabeça contra mim, e ele ofegou me tocando, correndo suas mãos de forma ávida por meu corpo. Sim... sim... Minha boca se abriu em busca de ar, e então ele envolveu minha coxa com seus dedos, procurando a borda do meu vestido. Afastei-me ofegante dele, quando senti que ele erguia o tecido.
–Carlos Daniel... eu... –murmurei ofegante, apoiando-me a ele.
–Venha, vou te levar pra casa, antes que te faça mulher aqui. –Ele me puxou em seus braços outra vez, e gemi em sua boca, sentindo-o me tocar, deixando-o que me tocasse.
–Quero... –sussurrei ofegante, mirando-o nos olhos, sentindo sua respiração quente tocar minha boca. –Quero que me toque, e que... me... me faça mulher.
Ele sorriu, -aquele sorriso canalha. –e então tocou meu rosto com os polegares.
–Oh Paulina. Sim, Será um prazer imenso poder te tocar. Será o mais doce dos pecados.
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