Faça-me, Quero Ser Tua.
50 Perfeito Desjejum.
Notas iniciais
—Você tem mesmo que ir? -murmuro quase sem voz, apreciando sua carícia em meu rosto.
—Tenho. Mas prometo que amanhã cedo estarei aqui para o seu aniversário.
Aquele sorriso lindo, como aquele primeiro que me encantou tempos atrás, brota em seu rosto, deixando-me ansiosa.
—Você vai ficar bem?
Essa pergunta sempre me pega de surpresa. Nos miramos, esperando mais que palavras um do outro. Sem falar nada, apenas solto meu cinto do carro e me aproximo dele pegando-o de surpresa, beijando sua boca com vontade.
Ele geme imediatamente contra mim. Em segundos suas mãos já estão agarrando meu rosto, procurando meus cabelos preso ao coque. Me afasto dele ofegante e querendo mais.
Meu Deus! O Que esse homem fez comigo que não consigo deixar de querer ele em todos os momentos?
—Vou ficar bem... estarei esperando-te ansiosa.
—Eu tanto quanto você.
Ele me beija mais uma vez, agora somente pressionando nossos lábios, e saindo do carro o deixo partir.
...
Meu Dia se arrasta pelo hotel. Uma sensação de estar sendo vigiada me domina durante todo o tempo. Aquele calor gostoso de apenas pensar em Carlos Daniel durante minhas atividades rotineiras, não consegue dar o ar de sua graça devido a esse peso de olhos alheios.
Estou exausta. Minha vontade é chegar em casa e dormir até acordar com as mãos de Carlos Daniel em mim. Isso está virando uma deliciosa rotina, mas tenho de confessar que sinto falta de dormir em seus braços, sentindo-o como meu por algum tempo.
Pego minhas coisas em meu armário e no mesmo instante que o fecho, mãos desconhecidas agarram minha cintura. Tento virar-me, fugindo daquele toque e de imediato sou presa entre o corpo daquele ser e os armários.
—Você está me tirando a paciência, Senhorita Martins. -Diz aquela voz que reconheço rapidamente.
—Solte-me! -Digo com a pele já queimando, a raiva me invadindo.
Ele Segura meu corpo com força, ao ponto de machucar meu rosto contra o metal quando o pressiona usando o antebraço. Engulo um gemido de dor, e no instante que ele se aproxima para beijar minha nuca, empurrando seu sexo a mim, meu cotovelo voa em suas costelas e ele me solta berrando alto.
—Sua Putinha! -diz, a raiva estampada em seu rosto.
—Nunca, nunca mais encoste um dedo imundo seu em mim. Você não sabe com quem está lidando!
Agarro minha bolsa caída ao chão que nem sei o momento em que parou ali, e com o coração na garganta, saio as pressas do lugar.
Passo por Manu e apenas dou um tchauzinho de longe. Não estou bem para enfrentar nada hoje. Só o que precisava, era dele, de seus braços, seu corpo me envolvendo. Precisava me sentir amada... como ele me faz.
Saio do hotel e de imediato James corre e abre a porta do carro para mim.
—A Senhorita está bem? -pergunta assim que paro ao seu lado.
—Vou ficar bem. -murmuro dando um sorriso amarelo ao moço.
Minha cabeça parece que vai explodir. Um choro que nem sabia existir dentro de mim parece querer destruir meus miolos.
Quando chegamos a casa de Carlos Daniel, imediatamente desço do carro e corro para dentro da casa. Antes que eu perca o controle de mim, entro no quarto, já tirando a roupa e me enfio no banheiro, ligando o chuveiro e lavando minha pele suja daquele toque tão imundo e repugnante.
Saio do banho um longo tempo depois, colocando de imediato uma das camisolas deixadas no closet do quarto que deveria ser meu. Visto e volto para o quarto de Carlos Daniel, onde jogando-me a cama relembro nosso início de manhã tão carinhoso.
Seus dedos entravam e saiam de mim com maestria. Aquele perfeito contato de seus dedos mexendo lá dentro, com a palma de sua mão esfregando-me vagarosamente. Minhas mãos seguravam com força seus ombros, enquanto uma de minhas pernas está apoiada ao seu quadril.
—Preciso ir trabalhar, meu bem... -murmuro sem forças para aquilo, querendo apenas seus beijos e suas carícias.
—Sou teu chefe, e a única ordem no momento é que se entregue totalmente a mim.
Ele não precisou fazer nada mais além de beijar minha boca e sussurrar meu nome quando gozo vigorosamente em sua mão, mordendo seu lábio, tremendo em seus braços.
Durmo pensando em cada toque seu em minha pele hoje de manhã, tentando afastar da minha mente aquele momento terrível com o Brecaumont.
...
Acordo de repente quando o sol da manhã invade as janelas.
—Bom Dia! -Escuto alegremente antes mesmo de abrir os olhos. -Vamos acordar, vovozinha!?
Mas o que...
Um sorriso brota em meus lábios. Abro os olhos, encontrando um Carlos Daniel sorridente e lindo. O meu Carlos Daniel. Sento-me a cama, contemplando-o, agradecendo mentalmente seu bom humor.
—Já encontrou Cabelos brancos nesse lindo cabelo? -diz ele colocando as mãos nos bolsos, enquanto eu apenas consigo bocejar.
—O Senhor está muito engraçadinho hoje. Acho que minha idade está o afetando.
Ele ri, um riso solto, e daquele jeito tão galante ele vem até meu lado, estendendo sua mão a mim. Miro-o. A Camisa branca desenha suas curvas de uma maneira... ele está tão... meu. Fico o observando, esperando que ele diga algo. Acho que ele percebe, quando lambendo os lábios sussurra:
—Me dê a mão e levante dessa cama, antes que eu me jogue sobre você e te ame feito um louco.
Ele sorri novamente, mirando meu rosto. Não tenho como não tremer inteira com suas palavras.
Estendo minha mão a ele, agarro-a e então levanto da cama, parando frente a si.
Seus olhos me avaliam minuciosamente. Qual o Problema?
Ele, soltando minha mão, lentamente faz a volta em meu corpo, olhando-me dos pés a cabeça. Os sons de seus sapatos somem, e em meio segundo seu braço rodeia minha cintura e estou chocando-me contra o corpo dele.
Dou um grito, ele solta a respiração contra meu pescoço.
—Essa camisola ficou mais linda em você do que eu esperava. -Diz depositando um beijo em meu pescoço, fazendo-me arrepiar por completa -Vamos tomar café de uma vez.
...
Quando chegamos a sala de jantar, deparo-me com a mesa carregada de coisas maravilhosas. Tem croissant, tem frutas, tortillas, geleias de vários sabores, pãezinhos...
—Você não existe! -murmuro aproximando-me dele.
—Existo sim. -diz ele aproximando-se de mim, baixando o rosto, depositando um beijo casto em meu ombro.
Caramba!
Um desejo que nem sei de onde vem, me envolve por inteira. Arrepio-me, desejando que aquele homem que tanto quero, que tanto amo tire os resquícios daquele toque imundo da minha pele.
Carlos Daniel puxa a cadeira para mim, onde imediatamente um calor desconhecido se apodera de mim.
Dou a volta por seu corpo, e tirando a cadeira de suas mãos, viro-a mais afastada da mesa.
—Sente-se Carlos Daniel. -murmuro com a voz falha. A necessidade misturando-se com o receio.
Ele nem pensa duas vezes, rodeia meu corpo, passando próximo demais a mim e então se senta.
Fico parada ao seu lado, tentando pensar como agir com ele. Recapitulo mentalmente nossa pequena conversa desde meu despertar.
—Então você gostou da camisola?
—Gostei, muito. -murmura ele quase sem voz.
Imediatamente, sem me controlar, aproximo-me dele de forma manhosa, acariciando seu rosto, sua barba que começa a brotar. Ele se curva, recebendo meu toque, mas de repente pega minha mão e me puxa para si. Caio em seu colo, e de imediato ele mexe meu corpo, colocando cada uma de minhas pernas o seu redor.
—Queria tomar café antes de te tocar. Mas acho que vou comer você.
—Não vai não. -digo rapidamente, baixinho, segurando seus ombros.
—Ah não? -sussurra agarrando minha bunda com força, esfregando-me em seu corpo. Suas mãos seguram minha camisola e a ergue até minha cintura, deixando que ele acaricie minhas coxas.
—Não... eu... eu... -como é que vou dizer que quero dar prazer a ele também? -Você lembra do Baile? -murmuro quase sem voz. Um fio.
—Sim... lembro perfeitamente.
—Você perguntou se eu te... te colocaria na boca. -digo baixando os olhos, correndo meus dedos por sua camisa. Encontro os botões dela e então espero que ele diga algo.
—Perguntei.
—E eu... Quero. Quero te colocar em minha boca.
Ergo meus olhos, encontrando um Carlos Daniel pálido e com os lábios afastados. Congelo. Ele respira fundo, arrastando as mãos por meu corpo, e carinhosamente deposita seus dedos polegares em minha boca. Uma de suas mãos agarram minha mandíbula, e a outra ainda deixa seu polegar correr por meus lábios. Os abro, deixando que seu dedo entre em minha boca como um dia já fizemos, e ouço de imediato ele gemer, colando sua testa a minha.
—Você quer mesmo? Agora? -pergunta ele, enquanto acaricio seu dedo com minha língua.
Ele o tira de minha boca, umedecendo meus lábios com ele enquanto seus olhos encaram os meus.
Ah, Carlos Daniel, como quero. Quero o mundo contigo.
—Quero, agora.
Carlos Daniel agarra meu rosto, depositando um beijo firme em minha boca, e então me solta.
—Ajoelhe-se.
Levanto de seu colo, ajoelhando-me aos seus pés, e imediatamente sinto meu corpo arder em anseio. Como quero fazer isso!
—Me espere aqui.
Carlos Daniel levanta e então sai da sala com passos largos. Ele regressa pequenos segundos depois, carregando uma almofada em mãos.
Ele senta-se, e então a coloca a minha frente, fazendo sinal para que eu ajoelhe sobre ela. O Faço.
Seus olhos encaram cada movimento meu, observando com luxúria. Ele parece querer isso tanto quanto eu.
Ele estende frente aos meus olhos uma caneta transparente.
—Prenda o cabelo com ela.
Nem penso. Agarro a caneta, e segurando-a entre os dentes, começo a agarrar os cabelos para os prender. Carlos Daniel começa a abrir a camisa rapidamente, e antes que eu termine o coque, ele já está abrindo as calças, deixando sua ereção já evidente presa pela cueca.
—Sempre, sempre que fizermos isso, quero teu cabelo assim. Quero ter o prazer de observar cada milímetro do teu rosto enquanto entro em tua boca.
Coloco a caneta entre os fios de cabelo e imediatamente Carlos Daniel agarra uma de minhas mãos, depositando-a sobre sua ereção. Engulo em seco.
—Está sentindo como me deixa? -Diz com sua mão movimentando a minha.
Balanço a cabeça em concordância, mirando enquanto meu corpo se aquece.
Seus dedos soltam os meus, e rapidamente param no vão entre meus seios.
—Você é incrível.
Antes que eu possa raciocinar, uma grande verdade voa de minha boca.
—Sou toda tua, Carlos Daniel.
Ele imediatamente agarra meu rosto e abaixa-se beijando-me com furor.
Sua língua invade meus lábios, seus dedos seguram firme minha nuca.
—Você me deixa louco.
Ele se afasta e então baixa o elástico da cueca, deixando seu sexo completamente livre frente aos meus olhos.
Segurando meu rosto, ele agarra seu membro e o aproxima de meu rosto. Minhas mãos, trêmulas param em suas coxas, nervosas.
—Afaste os lábios.
Faço como ele diz, e no mesmo instante ele toca a ponta de seu membro em minha boca. Minha respiração já acelerada, perde o compasso naquele momento e não faço ideia de como ainda estou viva.
Ele esfrega seu sexo em meus lábios, incendiando meu corpo.
—Abra os olhos e olhe pra mim.
Faço tudo o que ele diz sem nem ao menos me opor. Estou entregue em suas mãos. Nossas miradas se encontram, incendiando cada milímetro de mim.
—Você fica tão linda assim. -diz. -Coloque-me em tua boca.
Eu nem espero. Abro a boca, e vagarosamente, sentindo sua textura em minha boca o envolvo com meus lábios.
—Minha nossa!
Carlos Daniel geme segurando minha mandíbula enquanto delicio-me com seu sabor. Ele...
Meu Deus, o que estou fazendo? Seu gosto me deixa entorpecida.
Delicio-me correndo a língua por ele, sentindo seu calor, a perfeição do encontro de nossas peles.
Atrevo-me a mirar seu rosto deparando-me com seu olhar fixo aos meus lábios.
Mergulho-o em minha boca ouvindo seus gemidos, sabendo que estou indo no caminho certo. Ele sempre me disse: "Faça do jeito que lhe dá prazer, e estará fazendo certo." Ele parece ter razão.
Os sons saindo de sua boca são meu incentivo. Sinto meu corpo ardendo, ansiando por ele dentro de mim.
Mas isso... o ter assim, entregue a mim tanto quanto eu a ele, não tem preço. Empurro minha boca e surpreendo-me quando o sinto pulsar dentro de mim, gemendo rouco em seguida.
—Porra Paulina... isso meu bem, assim...
E era o que faltava.
Acelero o mover de minha boca, subindo e descendo pela extensão de seu membro, rodeando a ponta com minha língua. Ele geme, agarrando meus cabelos dando adeus ao meu coque.
—Porra, não acredito que você... Minha nossa Paulina, estou louco pra gozar... você...
Empurro minha boca até onde consigo, sentindo seu membro pulsar em minha garganta, ouvindo-o gemer meu nome, e como louca o chupo com uma vontade louca de o fazer perder-se tanto quanto faz comigo.
Ergo meus olhos a ele, encontrando sua mirada encantada e nesse momento, ele me puxa, tirando seu membro de minha boca, agarrando-o.
Observo seu ato, e puxando-me contra si, beija minha boca, gemendo dentro dela. No mesmo instante seu corpo treme contra o meu, e chupando meu lábio o sinto molhar a renda fina de minha camisola, colando-a a minha pele.
Agarro seu rosto, intensificando nosso beijo, enlouquecida com seu ofegar e entrega.
Ele me solta e então me afasto, mirando minha barriga completamente coberta de seu prazer.
Não resisto levando meus dedos até ali, sentindo a textura daquele líquido. É estranho, mas ao mesmo tempo é maravilhoso e... dele! É ele... e... eu o fiz fazer isso... com, minha boca. A sensação de prazer me invade.
—O que foi? -pergunta ele, a respiração tomando um ritmo normal.
Olho para ele, mirando-o brevemente.
—Só estou um pouco... impressionada.
—Impressionada? -diz ele sem entender, puxando a cueca para cobrir-se.
—É. Não sabia que era capaz de... disso.
—Você é muito mais do que imagina. E me leva a muito mais longe do que pensei ser capaz em toda minha vida.
Fale com o autor