Notas iniciais
Oiii genteeeeeeeeee! Depois de meio século, e o nyah de zoa com a minha cara... aqui estou! Espero que gostem! Beijãaaaauuuum

Carlos Daniel acariciava minhas costas com as pontas dos dedos depois de nosso ato. Sua pergunta fez-me lembrar que tinhamos assuntos pendentes, mas que deixamos eles de lado, e preferimos saciar o desejo de nossa pele.

Meu corpo reagia a cada toque de Carlos Daniel. Era algo quase indescritível. Me atrevi, e deixei que meus dedos corressem por suas costelas, acariciando-as, leve. Senti sua pele arrepiar-se debaixo de meu toque, e foi o impulso que minha pele precisava para arrepiar-se ao ponto da dor.

–Não perca o foco. -sussurrou ele apoiando o queixo em minha cabeça.

–O que? -murmurei sem entender o que eu tinha feito.

–Você queria conversar... e perdeu-se me tocando. Volte. O que queria me dizer? -falou-me depositando um beijo leve entre meus cabelos, o que me fez tremer inteira.

–Ah Carlos Daniel... -protestei baixinho. -É difícil dialogar quando você está assim...

–Assim? -riu.

–Assim. Me... me...

–Te tocando? te fazendo mulher?

Se tinha um momento na vida que eu queria um buraco para enfiar minha cabeça, era agora.

–Por que tens tanta vergonha do que fazemos? -questionou ele colocando seus dedos entre meus cabelos, puxando-me para mira-lo.

Meus olhos se encontraram com os dele, e tudo em mim pareceu parar.

Parecia que minha mente ouvia as batidas cardíacas dele, e as palavras que meus sentimentos gritavam travaram na garganta.

–Sente vergonha? -insistiu, levando seu polegar para passear por meus lábios.

Tive de parar um instante para pensar... sentia vergonha ou não? bem... vergonha não, mas..

–Não. Não é vergonha... é.... temor. -Confessei.

–Temor? -Suas sobrancelhas se franziram, e eu acabei suspirando... jogando pra fora o que ele precisava ouvir e ter consciência.

–Você tem que ver que eu... eu nunca tinha dormido, ou... como você diz, transado com ninguém. É novo pra mim.

–É novo pra mim também. -Cortou-me mirando minha boca, desenhando-a ainda com seu dedo.

–Pra você? -perguntei irônica. Como ele podia me dizer isso depois de... tanta loucura que ele fez.

–Além daquela mulher... és a única com quem transo mais de uma vez. Isso é novo.

–Você está falando sério? -voou de minha boca, sentindo como se... não sei. É difícil acreditar nisso.

–Te Juro se quiseres. E... não imagina como é bom.

–Bom?

–Sim... tocar-te.

Seus dedos passearam por minha boca desenhando-a totalmente, e tremi inteirinha quando seu polegar invadiu minha boca, acariciando minha língua. Não pude evitar, e quase como instinto fechei meus lábios ao redor dele.

Carlos Daniel jogou a cabeça para trás, gemendo, empurrando seu dedo em minha boca. Seu som foi o impulso que eu precisava, e vendo-o assim, quase como se estivesse entregue, me fez conhecer a mulher que existia dentro de mim, aquela que queria sacia-lo sem pudores. Chupei seu dedo, mirando cada reação sua e quando ele ergueu seu rosto para mirar-me, vi que ele estava um tanto... impressionado. Baixei meus olhos pelo seu peito, e então deixei que minha lingua dissesse a pele dele o que ele me provocava. Meus lábios o provocavam, e pude ouvir e sentir a respiração dele acelerar.

Meus olhos encontraram os seus, no meio daquela penumbra, e foi como se atirassem fogo a gasolina. Ele tirou seu polegar de minha boca, e segurou meu rosto com suas mãos espalmadas, mirando-me no fundo dos olhos.

–Até onde você iria? -Sussurrou aproximando sua boca da minha, mirando-a. -Até onde deixaria que eu te levasse?

Fiquei muda, com a respiração ficando ofegante, o coração batendo descompassado. Seus olhos encontraram os meus, e foi o que eu precisava:

–Iria até onde você fosse capaz de me levar. -afirmei movendo-me inquieta com tal confissão. Ele rapidamente levou uma de suas mãos para minha cintura e a pressionou, movendo-a, fazendo-me sentir seu membro pulsar debaixo de minha coxa.

–Ah Minha princesa... -disse ele fechando os olhos, aproximando-se e beijando meu queixo, o entorno de minha boca. -Eu poderia te levar ao céu e o inferno em poucos segundos... apenas 20.

Engoli em seco, sentindo-o vibrar debaixo de mim, enquanto seus braços me mantinham firme a ele. Suas palavras sobre céu e inferno, me atiraram as lembranças de quando ele tirou minha virgindade. E será que ele...

–Faria isso sem me machucar? -balbuciei sentindo um gelo por minha espinha. Ele travou.

–Te Disse que não o faria mais. Não acreditas?

–Acredito. Só... me assusta tudo o que você pode fazer comigo. -confessei.

–Como disse, posso levar-te do céu ao inferno em 20 segundos. -Sua boca traçou a minha, e ele ergueu minha cabeça, depositando beijos por minha mandíbula, meu pescoço... — Apenas confie.

E foi ai, que acabei de dando conta: Eu confiava. Confiava desde sempre.

–Leve-me. Leve-me porque confio em ti.

Notas finais
E ai, o que acharam? gostaram? Acham que falta algo? comenteeem gente, pra que eu possa saber como está indo isso... beijoooos