Faça-me, Quero Ser Tua.
3 -...Isso sim é uma Ordem.
Notas iniciais
Minhas pernas falharam, e se não tivesse com meu corpo entre preso entre ele e a parede, eu teria caído. Eu estava sendo tão obvia assim? Santo Deus, esse homem tem a mulher que ele quiser.. eu não podia continuar com ele apenas em meus sonhos?
–Depois que você estiver nua em minha cama, nunca mais esquecerá de mim. –sussurrou roçando seu nariz e logo seus lábios pelo contorno de minha mandíbula.
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–Solte-me! Você não sabe nada sobre mim. –sussurrei virando meu rosto, tentando fugir das carícias dele.
Meu corpo me traia, clamando cada vez mais pelo toque daquele homem desconhecido. Seus dedos soltaram minhas mãos, e ele suavizou o toque sobre mim. Minha respiração tomou um rumo ofegante quando ele deu um passo a trás. Minha pele, ouriçada por ele, sentiu o frio da manhã percorrer-me por inteira. Senti falta.
–Pois bem, -ele sorriu e logo passou a língua no lábio inferior. Seus dedos correram pelo queixo alisando a barba que começava a nascer. –Tens medo de mim? –perguntou dando um passo a frente, ficando próximo outra vez.
Engoli em seco e senti o queimar do liquido antes ingerido percorrer-me novamente. O sabor doce ainda estava em minha boca. Baixei meu olhar e tentei desviar-me dele, mas não consegui. Seus dedos correram pelo contorno de meu rosto, e logo colocaram uma mecha de cabelo para trás de minha orelha.
–Tens um rosto tão belo... –sua voz foi calma e suave, tão serena que quase levou-me para meus sonhos frequentes.
Meu olhar continuou baixo, eu não conseguia mover-me. Algo em meu interior não me deixava sair dali, -talvez eu não quisesse- mas fosse necessário. Um pouco –muito- nervosa, dei um passo para trás, e meu corpo chocou-se contra a parede.
–Hey, calma... –voz baixa, sorriso estampado. –Não farei nada que não queira... –Vi quando ele virou-se de costas para mim, e ali, consegui mira-lo. –Mas se quiseres... sabes onde me encontrar.
No fim de sua frase, sua voz acentuou-se a um tom grave, fazendo aquelas malditas borboletas ficarem enfurecidas. Ele caminhou até a cama, e logo, deitou-se sobre ela. Ainda com o nervosismo a flor da pele, fiquei mirando-o de relance, e o vi tirar os sapatos e meias. Ajeitando-se sobre a cama, ele abriu os dois primeiros botões da camisa, e em seguida recostou-se sobre os travesseiros.
Meu olhar perdeu-se observando cada detalhe dele: Sua pele morena, quadril largo, lábios incrivelmente belos... e o olhar...
Oh Deus, ele estava me observando.
Ele sorriu para mim e logo pegou um celular sobre o criado mudo. Seu olhar permanecia fixo a mim, e como em um comando mental, ele tocou o mais profundo do meu íntimo. Consegui mover-me quando ele desviou seu olhar para a tela, dedicando-se ao que ele fazia. Corri para o banheiro do quarto e demorei o maior tempo que pude limpando e organizando-o. Naqueles minutos que fiquei a sós, coisas que nunca tinham passado em minha mente, atormentavam-me. Se eu não tivesse recuado, talvez essa hora eu estivesse jogada a cama enquanto ele me amava.
“-Oh Paulina, pare de pensar besteiras!” –Pensei para mim mesma, enquanto deixava impecável o espelho frente o mármore.
Quando acabei por ali, sai do quarto fazendo o mínimo de barulho possível. O Belo homem continuava deitado sobre a cama, mas agora uma de suas pernas estava dobrada, e um de seus braços estava para cima, sobre a cabeça. Uma posição na qual sua camisa deslizou levemente para cima, deixando-me ver parte de seu abdômen.
Oh Céus.
Baixei meu olhar quando o vi mirar o seu para mim. Caminhei até a entrada do quarto, e ali, era a hora de retirar-me.
–Aonde vai? –sua voz grave, mas com um tom... –hum, preocupado?- acentuou o quarto.
–Não posso organizar os quartos com os hospedes neles. È uma ordem. –murmurei rolando meus dedos pela maçaneta da porta.
–Fique. Termine seu trabalho. –Disse com o mesmo tom anterior.
–Senhor, eu...
–Paulina? Esse é seu nome, não é mesmo?
O que! Ele sabia meu nome? Quando, como, onde?!
Meu olhar correu para ele, tentando encontrar uma resposta. Ele estava sério, e parecia concentrado em algo. Observei-o por alguns míseros segundos, e quando ele arqueou as sobrancelhas, percebi que esperava minha resposta.
–Sim! –ecoou minha voz, totalmente descontrolada. –oh, perdão. –murmurei. –Sim... –meus dedos como em um automático ajeitaram uma mecha de cabelo, e respirando fundo tente não temblar. Temblei. –Sim, esse é meu nome, Paulina. –sorri brevemente para ele, já sentindo meu rosto corar.
–Hum, Paulina. –Ele pareceu testar o som de meu nome entre seus lábios. –Bela Paulina. –sorriu.
Meu corpo quase desfaleceu com suas palavras, mas procurando um ponto de equilíbrio. –o qual não encontrei- foquei no meu emprego e abri a porta.
–Termine seu serviço aqui. Agora, Paulina. –Ouvi sua voz rouca chamar meu nome, e tive de mais uma vez controlar-me. Não sei por quanto tempo eu poderia suportar isso tudo.
–Senhor eu... não posso. São ordens. –murmurei com um fio de voz, o olhar desviado do dele, e meu coração louco para sair de mim.
–Fique e termine. Isso sim é uma ordem.
As Palavras dele soaram como um veneno, e querendo admitir ou não, ele estava certo. Corri os dedos pela maçaneta fechando-a. O tlec da porta ao fechar despertou-me outra vez: Estou em uma suíte com o homem que sonho todas as madrugadas a exatos 28 dias.
Respirei profundamente e logo virei-me caminhando até a cama dele, indo na outra extensão. Com mãos trêmulas, juntei cada uma das peças de roupa espalhadas sobre a cama. Ele mirava-me a todo instante, deixando-me além de encabulada, em um labirinto do medo.
Levei as roupas até o banheiro e as coloquei dentro do cesto para mais tarde as outras camareiras levarem para lavar. Quando sai dali, vi que ele bebia outro copo de whisky. Não faço nem ideia o momento em que ele serviu, mas isso pouco importava.
Passado algum tempo, eu estava quase concluindo minhas tarefas por ali, faltava apenas estender a grande cama. E neste tempo todo, o hobby do belo homem foi olhar-me e beber de seu copo.
Caminhei até uma das poltronas, e com um pouco de pressa, afofei as almofadas. Dirigi-me para a outra, mas a voz dele chamando-me me impediu.
–Paulina?
Meu olhar correu para ele, e como em um flash, nossos olhares se encontraram.
–Sim, sen-nhor? –Minha voz traiu-me.
–Poderia ajudar-me?
Sua voz adentrou todos os poros de meu corpo. Sua fala estava mansa, mas carregada de luxuria.
–O que desejas? –murmurei já inquieta, ouvindo em minha cabeça o eco das batidas do coração.
–Minha Camisa sujou com um pouco de Licor. Poderia me ajudar a tira-la?
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