Notas iniciais
Oi gente. Voltei antes do previsto por causa e suas gatinhas que me fizeram recomendações lindas. Obrigada Gaby Duarte e Nadja Dias.
Bom esse capitulo sera dedicado a Gaby e o próximo será o da Nadja. Espero que curtam...

Prova

Pov Edward

Fui me sentar na cama e percebi que tinha um pacotinho ali. Com a curiosidade falando mais alto, peguei-o e abri, me surpreendendo ao ver um teste de gravidez ali.

Positivo.

Esse era o resultado. Fechei os olhos com força e comecei a pensar em todas as possibilidades, eu não acreditava que seria pai e o pior é que eu nem tinha noção de como agir.

Lembranças da minha infância me vieram à mente, de quando o meu pai que deveria ser um exemplo para mim, me virou as costas. Eu era pequeno e tive uma hemorragia o que poderia ser resolvido com uma transfusão de sangue, porém meu tipo sanguíneo é raro e o único compatível era o do meu pai.

O mesmo chegou ao hospital bêbado gritando para Deus e o mundo que não iria doar porra de sangue nenhum, pois ele não queria que eu tivesse nascido, que se eu não existisse, ele não seria obrigado a se casar com minha mãe, que eu não fui planejado. Apesar de ter uns sete anos eu entendi muito bem o que ele quis dizer e fiquei muito triste por tudo que ele me disse, mesmo sendo de modo implícito. O jeito que acharam para me salvar foi pedindo a irmã do meu pai, Elisabeth, que doasse um pouco de sangue.

No mesmo dia que estava voltando para casa com meu pai e minha mãe de carro aconteceu uma tragédia. Meu pai e minha mãe brigavam durante o caminho todo, e o assunto principal era eu, me deixando triste por ser motivos de desavenças. Meu pai estava tão irritado que por um breve momento que ele desviou o olhar da estrada um caminhão veio e lhe atingiu de frente, matando ele e minha mãe na hora.

Depois desse episodio eu fui morar com minha tia que cuidou muito bem de mim por sinal, mas fiquei com medo de algum dia ter um filho e não ser bom o suficiente para ele, destruindo assim a vida dele e consequentemente de minha esposa.

Antes que eu pudesse concluir meus pensamentos eu vi Bella e começamos a conversar, ou melhor, discutir sobre o assunto por minha culpa. Eu já estava estragando as coisas antes da hora.

O medo e o nervosismo me fizeram falar coisas horríveis para ela, mas mesmo assim ela foi exemplar e me explicou as coisas além de se declarar para mim.

No momento em que ela começou a falar aquelas coisas eu chorei, como nunca tinha chorado na vida, pois mesmo ela não sabendo ela estava me ajudando dizendo o quanto eu era especial para alguém e o quanto ela me amava, o quanto eu poderia fazer bem para alguém. Ali eu tive a certeza que eu não seria que nem meu pai, porém tive que dormir longe do seu corpo por todas as besteiras que falei, mas eu sei que conseguiria reconquistar seu coração.

Naquele dia fui dormir tarde, depois de ter chorado por tudo, pois se eu não estivesse vivo eu não teria matado meus pais e nem feito e pessoa que mais amo no mundo sofrer.

No dia seguinte acordei tarde, já se passavam das 2 horas, mas eu continuei do mesmo jeito, pensando em tudo que poderia fazer para concerta as coisas.

Minutos antes de ir para a boate passei no quarto da Rose afim de lhe pedir ajuda e felicitar-lhe pela gravidez.

- Rose

- Oi Edward, entre.

- Queria te desejar muitas felicidades para sua gravidez e lhe pedir ajuda.

- Não precisa explicar muito Edward. Eu sei tudo que aconteceu entre você e Bella. Desculpe.

- Você não tem o que se desculpar você não teve culpa. Todo casal tem suas brigas. – Disse dando um sorriso triste.

- Não fique assim. – Disse ela me abraçando. — A Bella só precisa de uma prova de confiança e eu vou te ajudar. Nós poderíamos fazer assim...

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Chegando à boate avistei Bella e Jacob conversando, o que me deixou muito irado, então fui lá e quase tampei na porrada com ele por ele não para de cantar minha mulher.

O pior de tudo daquele dia foi ver Bella ir embora na moto com ele, enquanto eu ficava ali parado a vendo partir.

Pov Bella

- Não acredito que você aceitou sair comigo. – Disse Jacob todo feliz.

- Jake, me desculpe, mas eu acabei de brigar com meu namorado e gostaria de ir para um lugar menos agitado... Que tal sua casa?

Perguntei na intenção de encontrar alguma prova de que ele estava metido em algo errado.

- Claro. Perfeito.

Memorizei o caminho todo ate sua casa para caso precise. Eu teria que ser rápida, ágil e muito esperta para conseguir algo.

- Chegamos.

- Oh já? Vamos entrar então.

Entramos na sua casa de dois andares, muito bem decorada por sinal.

- Preciso ir ao banheiro... Onde é?

- No segundo andar, a terceira porta a direita, vai lá. Vou preparar algo para comermos.

- Ok.

Comecei a subir as escadas enquanto ele ia para a cozinha preparar algo. Percebi que tinha seis portas naquele corredor, então fui abrindo todas até encontrar o seu quarto.

Chegando lá reparei que tinha um computador em cima da cama com um pen drive conectado. Peguei o pen drive e coloquei na minha bota e comecei a vasculhar seu computador.

Reparei que ali tinha números de contas bancarias junto com um endereço. Anotei os dois em um papel qualquer que achei na escrivaninha e guardei dentro da bota também.

Abri minha bolsa e peguei uma micro câmera colocando em um lugar estratégico para ele não perceber nada. Esse é o lado bom de ser uma agente, sempre andamos prevenidas.

Desci as escadas e ele ainda estava cozinhando, então sentei no sofá e fingi que já estava ali há muito tempo.

Logo depois de ter comido e bebido fui para casa de táxi doida para saber o que tinha dentro daquele pen drive.

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Pov Edward

Eram exatamente duas da manhã quando Bella chegou a casa nas pontas o pé.

- Boa noite. – Disse do sofá em que estava sentado.

- Ah. – Gritou ela tapando a boca logo em seguida. – Você quer me matar?

- Acho que é ao contrario, pois não fui eu que briguei com o namorado e não o deixou ao menos se explicar, agindo de modo infantil. – Disse calmamente.

- Não estou a fim de brigar. – Disse ela suspirando pesadamente. – Vou subir.

- Vai fugir de novo? Estou querendo falar com você.

Ela suspirou novamente e se sentou ao meu lado.

- Você está muito bonito. – Disse ela corando e quebrando aquele silencio assustador.

- Posso dizer ao mesmo de você. Não existe pessoa mais linda 24 horas por dia como você.

- Obrigada.

- Mas não é isso que eu queria falar. – Disse me ajeitando no sofá de modo que ficasse virado de frente para ela e peguei em suas mãos. – Bella eu queria lhe pedir desculpas novamente e tentar explicar-me, mas acho melhor fazermos isso lá em cima. – Disse me levantando e caminhando para o quarto.

Chegando lá parei e permiti que ela entrasse primeiro, vendo seus olhos se arregalarem de surpresa.

- Não acredito que você fez isso tudo para mim. — Disse ela com os olhos cheios de água.

Eu tinha decorado o quarto todo de vermelho, jogado rosas ao chão e em cima da cama, que estava com uma colcha vermelha, pus um buque em cima; tinha incenso espelhado por lugares estratégicos para deixar tudo com um ar mais exótico e um rádio no canto com uma musica já programada. O quarto exalava amor e sedução.

- Eu faria tudo de novo para te ver feliz.

Ela caminhou até a cama e pegou o buque de rosas também vermelhas os levando até o nariz.

- São muito cheirosas. – Disse ela de costas para mim.

- Não mais que você. – Disse enterrando meu nariz em seu pescoço. – Veja o cartão que está ai dentro.

Ela pegou o cartão e começou a ler em voz alta.

- Bella, sei que você deve está magoada comigo por tudo que lhe disse e sei que você está certa, mas espero conseguir seu perdão por todas as coisas ruins que já te fiz passar. Com amor Edward Cullen. Ps: Olhe o buque novamente.

Bella começou a olhar buque e percebeu que uma das flores que estavam ali dentro não era um rosa de verdade e sim uma caixinha em formato de flor. Ela o tirou dali, o abriu e arregalou os olhos para a pulseira de ouro que estava escrita Edward&Bella.

- É lindo. – Disse ela já chorando.

- Amor, eu queria te dizer que não tenho dormido nem comido direito sem você ao meu lado. Sei que estamos assim por minha causa, mas no momento em que encontrei aquela caixinha na nossa cama eu fiquei com medo. Com medo de não ser um bom pai. – Disse totalmente emocionado. – Você pode achar que mesmo eu tendo medo não era para desconfiar de você, mas naquele momento eu estava fragilizado por lembranças de infância. Quando eu era mais novo meu pai me rejeito. Eu precisava de transfusão de sangue e meu pai negou sangue sendo que ele era o único doador que conhecíamos, até encontrar minha tia. Naquele dia ele gritou totalmente bêbado dentro do hospital que eu só atrapalhei sua vida. Quando saímos do hospital meus pais brigaram por minha causa dentro do carro o que ocasionou um acidente gerando a morte dos dois, então depois disso fui morar com minha tia. Depois daquele dia eu me culpei todas as noites pela morte dos meus pais. Anos se passaram e eu fiquei com medo de não ser um bom pai e acabar matando dessa vez meu filho, de não ser bom realmente nem para ele nem para a mulher que eu escolheria para ficar ao meu lado. Desde o dia em que nasci eu só trouxe tragédia para quem ficasse a minha volta... — Disse já chorando. – Mas isso não vem ao caso, eu acabei magoando a pessoa que mais amo na vida por um medo idiota e peço-lhe perdão. Quando você se declarou para mim eu percebi que eu poderia fazer alguém me amar e que eu era importante para alguém. Pra você. Se você achar melhor não ficar com um mostro que nem eu que matou os próprios pais eu irei entender só quero que saiba que nunca amei ninguém como te amo. – Disse chorando de cabeça baixa com medo de ver decepção e nojo em seu olhar.

- Edward olhe para mim. – Disse ela colocando suas delicadas mãos em meu rosto. – Eu te amo. E nunca serei capaz de te largar. O que aconteceu foi uma fatalidade e não culpa sua meu amor...

- Não Bella, eu matei meus pais.

- Shiu... Você não matou. Nós passaremos por isso junto, não se preocupe.

- Você ira voltar para mim? – Perguntei esperançoso.

- Nós nunca nos separamos. — Disse ela sorrindo fraco e logo em seguida me dando um beijo.

Como eu estava com saudade do gosto de seus lábios, da textura de sua pele e da maciez dos seus cabelos.

- Eu te amo. – Dissemos juntos durante o beijo.

Quando nos faltou o ar, separamos e colamos nossas testas.

- Me concede uma dança?

- Claro. – Disse ela pegando em meu braço.

Coloquei o cd para rodar e peguei a coisa mais preciosa em minha vida nos braços. Bella.

A musica que tocava era você não me ensinou a te esquecer de Caetano Veloso.

http://http://letras.mus.br/caetano-veloso/72788/

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Conforme a música tocava nós balançávamos de um lado para o outro, curtindo a companhia um do outro.

- Senti tanta falta de te ter em meus braços. – Sussurrei beijando seus cabelos e continuando a se mover no ritmo da musica.

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Sussurrei este refrão ao pé do seu ouvido, parando de dançar e olhando diretamente dentro dos seus olhos.

- Juro que vou fazer o possível e o impossível para não perde-la novamente. Eu não consigo viver sem você.

Bella parou de dançar e começou a me beijar como se não houvesse o amanhã.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

O ar nos faltou, nos fazendo se separa em busca de ar.

- Edward desculpe por eu ter saído daquele jeito da boate, mas eu pretendia encontrar provas para incriminar o Jacob.

- Não vou negar que senti ciúmes, pois senti e muito, porém admito que sinto ciúmes até da minha própria sombra, mas isso só acontece com você. Só sou assim com quem eu realmente amo.

- Edward, você me dizendo essas palavras eu me sinto até mal pelo jeito que agi com você. – Disse ela chorando.

- Não sinta. Isso são coisas de casais. – Disse sorrindo fracamente.

- Não Edward, você não entende, eu sei que o que você falou me feriu, mas eu fiz as coisas sem pensar e acabei sendo infantil e imatura com você. Perdoa-me Ed, eu te amo nunca e nunca mais vou deixa-lo. A partir de hoje iremos resolver nossos problemas de uma vez e não acumula-los.

- Digo mesmo minha vida.

Ela começou um beijo afoito onde nossas línguas batalham em busca de espaço e nossas mãos deslizavam por toda extensão de nossos corpos.

- Me foda. – Disse ela em meu ouvido.

- Não vou te foder, vou te AMAR pelo resto da noite.

E assim começou aquele doce entrelaçar de corpos que se amam e se veneram.

Quando se receou de mais aquilo que pode acontecer, acaba-se por encontrar algum alívio quando isso acontece.

Joseph Joubert

Notas finais
Gente postei uma fic de época a poucos dias e gostaria que dessem um pulinho lá e comentassem. E ah, quero agradecer as florzinhas que me acompanham nessa fic e já estão lá também. Obrigada.
http://fanfiction.com.br/historia/359785/Destino_Mortal/ageconsent_ok

Mas e agora, mereço reviews? Recomendações?