- Olá pessoal!

De repente todos congelaram e olharam pro corredor de acesso ao refeitório.

Zander estava ali, e sorria pra todos.

- Voltei! — Completou ainda sorrindo, olhando Freddie e Sam que ainda estava na mesma posição.

Capitulo 6

Todos ficaram congelados, principalmente Sam, que não tirava os olhos de Zander, não acreditava que ele estava ali.

- Esse... Esse cara é igualzinho o Zander! — disse Freddie

- Sou eu mesmo. — Riu.

- Você devia ter avisado antes que voltaria! — Reclamou Brad se aproximando, seguido de Gibby.

- Eu queria surpreender vocês.

Sam estava imóvel, não tirava os olhos de Zander um só segundo.

- Há quanto tempo. — Ele se aproximou mais de Freddie e Sam e olhou diretamente pra ela.

Sam despertou de seu transe e murmurou alguma inaudível, baixando a cabeça sem conseguir encarar Zander.

- Esteve bem? — Ele se abaixou um pouco tentando fazer ela olhar pra ela, mas ela baixou a cabeça ainda mais e murmurou mais alguma coisa indecifrável.

- Você está vermelha! — Brad apareceu ao lado dela e brincou, sorrindo.

Freddie olhou pra Sam e num pulo se colocou entre ela e Zander, meio nervoso.

- Eu também estou bem, muito bem. — Disse olhando o amigo.

- Por que você está cheio de machucados, o que aconteceu?

- Você tem uma observação apurada hein! — Freddie empurrou o ombro de Zander rindo.

- Qualquer ser humano percebe. — Falou Gibby atrás deles

- Eu tenho “dog” noticias pra te dar. — Continuou Freddie ainda meio nervoso.

- “dog”? Não quer dizer “big”? — Brad franziu o cenho

- O que aconteceu? — Zander riu de Freddie mas nem ligou.
Freddie sorriu e abraçou Sam de lado.

- Eu e a Sam estamos namorando.

Sam arregalou os olhos pra ele.

- O que?

Ela não tinha a pedido em namoro, não que ela se lembrasse, e também não precisava dizer essas coisas na frente do Zander.

- Pode-se dizer que esses machucados são como uma prova de amor. — Continuou Freddie, sorrindo.

- Sobre namorarmos... — Sam olhou pro Zander, tentando explicar a situação — na verdade, nós ainda não...

- Isso é ótimo! — Zander falou, sem nem ouvir o que Sam dizia. — Bem, vamos comemorar.

- Isso! Faz bastante tempo desde que nós quatro festejamos juntos — disse Freddie animado.

- O F4 finalmente está reunido. — Completou Brad

Zander saiu na frente, logo Brad e Gibby o seguiram pra fora, Freddie virou pra falar com Sam.

- Tudo bem ficar ai sozinha?

- Acha que sou indefesa? Posso muito bem me cuidar sozinha, obrigada! — Disse mau humorada cruzando os braços.

- Só estava querendo ser legal — Bufou ele — Mas enfim, isso é pra você...

Sam olhou o que ele tinha na mão e viu um celular com um pingente de cruz , ela olhou pro Freddie de volta.

- Essa é nossa linha particular. — explicou.

Sam não se mexeu, apenas olhava o aparelho.

- Pegue de uma vez — Bufou Freddie enfiando o aparelho na mão da loira e depois saiu.

Sam ainda continuou parada olhando onde Freddie tinha sumido depois olhou o aparelho em sua mão sem entender muito bem o que Freddie pretendia com aquilo.

...

Logo que chegou no trabalho, Carly viu o novo celular da amiga.

- Você trocou? — apontando pro celular — Está tão bem de vida assim? — riu.

- Não troquei nada! — Respondeu a loira mal-humorada — Freddie me enfiou isso na mão e depois saiu andando...

- Posso ver? — Carly parecia entusiasmada.

- Pode...

- Isso é impressionante... É lindo Sam!

- Ele continua com essa atitude de namorado... Sem nenhuma consideração com os meus sentimentos sobre o assunto. — Disse mal humorada depois que amarrou o avental e pegou um biscoito.

- Por um acaso... Você não está indecisa nao é Sam? — Falou Carly de fininho — Com a volta do seu “príncipe dos olhos brilhantes” — Sam mordeu o biscoito, deixando de responder a pergunta.

...

- Chegueei! — Sam berrou pra quem estivesse em casa ouvir, mas depois que reparou em tudo que tinha ali acharia difícil se locomover pra achar os familiares. — O que é tudo isso?

Tinha móveis, móveis e mais móveis por toda a sala, como a casa era praticamente a sala e as portas pros quartos, não tinha como ela sair da porta.

Esticando um pouco o pescoço, ela viu os três integrantes da família sentados a mesa lendo um pequeno livro, ela gritou e todos olharam pra ela.

- Ola Sam! — Cumprimentou-a a mãe

- Não me diga que toda essa mobília... É tudo do...

- Fredward Benson. — Disseram os três em uníssono, fazendo Sam fazer uma careta.

- No que aquele idiota ta pensando? — Resmungou.

- Como assim “idiota" ? Nós devíamos agradecê-lo. — Corrigiu John.

- Agradecê-lo? Como vamos viver em meio a tantos móveis? Não consigo nem ver a porta do meu quarto.

- Que tal nós vendermos essas móveis numa loja de reciclagem?! — Sugeriu John.

- Hã?

- Seu pai, perdeu todo o dinheiro em apostas de corridas com cavalos... — Explicou Pam, quase chorando.

- O que? Papai isso é brincadeira não é?

- Não... Não é... Eu esperava que a sorte sorrisse pra nós, pra que nós ao menos pudéssemos ter uma boa refeição... Mas... Apostei no cavalo errado.

Os três de repente abriram o berreiro, pareciam três bebes chorando em cima da mesa, Sam piscou alguma vezes até perceber uma musiquinha tocando.

Era a ancha imperial, e tocava perto dela, levantou a mochila e percebeu que o barulho vinha dali de dentro e quando reparou, era o grande célula dourado do Freddie.

- Eu estou no clube Ebisu, venha agora mesmo. — mandou antes mesmo dela dizer “alô”

- O que é isso de “venha agora mesmo” ? E que história é essa de mandar toda essa mobília pra minha casa?

- Ah elas chegaram... São todas peças de alta qualidade, então cuide bem delas! — Disse orgulhoso.

- Como é que vamos usa-la, não sabe como a nossa casa é pequena?!

Ela estava se irritando profundamente, Freddie conseguia ser um completo imbecil quando queria.

- Pare de reclamar e venha logo — e desligou

Sam desligou o telefone resmungando e chegou no clube minutos depois completamente irritada.

- Está atrasada! — Reclamou Freddie quando a viu.

- Nossa, essa é sua namorada? — Disse uma mulher muito bem vestida ao lado de Freddie.

- Ela mesma. — Disse Freddie com orgulho.

- Você está brincando não é? — Disse a outra mulher do outro lado de Freddie — Por que uma garota tão comum?

- Que inacreditável, não tem nada de bonita! — Disse a primeira.

- Calem-se sua velhas! O que tem a ver comigo? — Berrou Sam irritada, se aproximando deles.

Freddie começou a rir com gosto.

- Sam está certa! Não é da conta de vocês, se mandem horrorosas!

Assim que elas saíram, Freddie chamou Sam pra perto.

- Freddie, sobre aqueles moveis... Pode devolver?

- O que foi? Problemas de novo? — Era Brad, ele estava em sofá um pouco mais distante acompanhado de duas mulheres, assim como Freddie estava antes.

- Bem, todos, se... — Ela virou pra olhar Brad, mas acabou vendo coisas que desejaria nunca ver.

Zander estava no sofá mais próximo de Brad e beijava uma das meninas que o acompanhava, que como os amigos, eram duas.

Ouviu uma dizer “Ah! Me beije também!” Ele concordou e ofereceu seus lábios a outra menina.

Sam não se sentiu bem vendo aquela cena, aquilo machucou, ela nem sabia o que fazer, não sabia o que sentir ou pensar, só que não gostou de ver Zander ali, beijando aquelas meninas, não suportou ficar ali naquele lugar.

...

- Inacreditável... Zander nunca faria esse tipo de coisa...! — Ela balançava a cabeça, andando pelo corredor em direção a porta da escada de incêndio sem enxergá-la direito, a cena de ontem a noite ainda pairava em sua cabeça. — Absolutamente inacreditável! — Ela apertava o lencinho de Zander com força quando finalmente sua visão entrou em foco e ela viu a porta a um metro dela.

Parou, não conseguia se mover, não conseguiria olhar pro Zander, não conseguiria falar com ele sem se lembrar da noite passada, olhou o peno em sua mão, não conseguiria, com certeza!

- Não, não consigo... Não consigo olhar pra cara dele de novo! — Declarou baixinho, fechou os olhos cansada e virou pra ir embora, quando deu de cara no que lhe parecia ser um muro.

Quando olhou o rosto do “muro” quase teve uma sincope, seu coração pulou ela ficou sem ar.

- Bom dia! — Disse Zander sorrindo.

- Olá! — Conseguiu dizer, depois de acumular ar o suficiente.

- Estava indo pra lá? — Perguntou apontando a porta com a cabeça.

- Hum...

- Vamos... Minha aula agora é bem chata! — Ele sorriu mais uma vez e foi em direção a porta.

Sam o olhou, quando chegou na porta ele virou e olhou pra ela, Sam respirou fundo e tentou se manter calma antes de atravessar a porta logo depois de Zander.

Quando desceram as escadas e chegaram na sacada, Zander se apoiou no muro e ficou olhando o horizonte, Sam apenas o olhava, tinha voltado ainda mais bonito do que fora, o vento batendo em seus cabelos lhe dava um toque a mais de charme.

Ele percebeu que ela o olhava e levantou a sobrancelha pra ela, Sam se endireitou toda nervosa, pigarreou e estendeu o lenço a ele.

- Toma...

- Hã? Nossa... Ainda é daquele dia? — Pegando o pano — Faz tanto tempo...

- Desculpe demorar tanto pra devolver.

- Você o manteve contigo todo esse tempo?

Sam não respondeu, ele não parecia querer ouvir nenhuma resposta, guardou o lenço no bolso.

- Você parece ter mudado. — Falou ela, depois de uma pausa.

- É mesmo?

Zander parecia um pouco triste, ou muito distraído, não estava conversando direito e Sam achou aquilo estranho, era sempre ela que ficava sem palavras quando conversavam.

- Aconteceu alguma coisa entre você e a Jade na França...?

- Sam! — Ele a interrompeu.

Sam entendeu aquilo como se ele não quisesse falar no assunto, baixou um pouco a a cabeça e ficou quieta, mas ele continuou a falar.

- Você sairia comigo?

Ela o olhou surpresa.

- Como?

Ele sorriu ao ver sua expressão tão assustada.

...

- Qual o significado disso?

Marissa estava sentada no sofá do quarto do Freddie, Níshida estava em frente a porta impedindo que Freddie saísse.

- Eu tenho que ir pro colégio! — Disse ele encarando Níshida.

- Responda a minha pergunta! — Mandou a mãe.

- Então há momentos em que você consegue colocar o seu trabalho de lado e se preocupar com seu filho? — Disse ele irônico, virando pra olhar a mãe no sofá — Claro, porque largar os negócios em Nova York e vir pra cá assim tão rápido é porque deve estar muito preocupada.

Ela riu.

- Seu sarcasmo não me atinge Fredward! Infelizmente, não é com você que estou preocupada. É com a empresa que eu me preocupo.

- Se estiver saindo com a Sam, por que isso faria você se preocupar com a empresa?

Marissa não disse nada, continuou com seu olhar perdido em sua frente.

- Eu estou gostando da Sa-man-tha Puc-kett! — Ele quase soletrou pra deixar a mãe mais irritada — Há algum problema nisso senhora presidente da corporação Benson? — Ela se sentou ao lado dela, se esparramou no sofá e sorriu sarcástico pra ela.

- Se você só quiser brincar com ela, eu não me importo!

- Hã?

- Se você quiser só brincar com aquela garota pobre, eu não me importo! — Repetiu normalmente

- eu não estou brincando! — Ele se levantou irritado, sabia que a mãe queria irritá-lo e conseguiu. — Infelizmente... Eu não me lembro de ter sido criado por alguém que possa brincar sobre esse assunto — Ele tinha que alfinetá-la de algum modo e acreditava que assim tinha conseguido, depois de lhe lançar um olhar mortífero se dirigiu a porta do quarto soltando fogo pelas ventas.

- Senhor... — Disse Níshida tentando se aproximar.

- SAIA! — Freddie berrou o empurrando e depois sumiu atrás da porta.

...

- Você está mesmo namorando com o Freddie? — Perguntou Zander de repente, depois de uma pausa.

- Não, isso é... Ele decidiu tudo isso sem nem me consultar...

- É mesmo? — Ele virou e encostou as costas no muro, podendo enxergar melhor a loira. — Na verdade, eu sempre te notei. Eu não sou bom pra você?

Sam estava quase sem ar, o que ele está dizendo?, não sabia o que pensar, só conseguia emitir alguns grunhidos, não conseguia formar palavras em sua mente.

- Esqueça o Freddie. Namore comigo! — ele sorria.

Sam o olhou ainda mais surpresa, seu coração já estava na garganta e batia com força total, o que ele está pensando, o que está dizendo? Está louco? Talvez o fuso horário tivesse mexido com seus sentidos, jet lag talvez.

Depois de ver a cara de Sam, sua cor sumir de seu rosto, e sua cara de tamanho espanto, Zander não aguentou e começou a rir, se dobrou de tanto rir, sentia alguma lagrimas chegarem no canto de seus olhos.

- É uma piada! — disse me meio a risos. — Fredward é meu amigo, seria horrível da minha parte fazer isso! Você levou a sério? — Ele ainda sorria com a própria piada — Você é engraçada.

- Isso foi horrível — Ela sussurrou, não tinha nem mais forças pra achar sua voz depois daquilo.

- Não me diga que você está desapontada!?

- Não estou... — disse mal humorada finalmente com a voz de volta.

- Então... — Ele se aproximou dela e aproximou seus rostos — Vamos namorar secretamente? — sussurrou.

Ela o olhou um uns segundos e depois começou a rir.

- Isso também é uma piada não é? HAHA muito engraçada! — Ela riu mais um pouco, mas não achava graça, Zander estava sendo cruel, apesar dele não ter rido dessa vez — Bom, eu já devolvi o seu lenço, era isso que eu queria fazer, pronto!

Depois de dizer isso ela virou e começou a subir as escadas.

- Sabe — ouviu Zander dizer e parou — Sam, você está mais bonita do que antes.

Ela o examinou por um tempo, ele não parecia prestes a rir, ficou um pouco envergonhada mas disfarçou.

- Obrigada! — e saiu.

Quando fechou a porta se apoiou nela ainda sentindo o coração palpitar.

- O que foi aquilo? O que aconteceu com o Zander?

- Sam...

Ela olhou, Kacey estava com a cabeça pra dentro do pequeno corredor que levava a porta.

- Eu preciso falar com você...

- Sinto muito por antes... E, muito obrigada. — Estavam sentadas a mesa do refeitório e Kacey estava com a mesma aparência delicada que Sam era acostumada, mas não sabia o que pensar direito. — Eu fui tão má com você, e mesmo assim, você me ajudou, não pude acreditar, eu fiquei tão feliz. Desde que eu me mudei pra essa escola você tem estado junto comigo... Sua força de “erva-daninha”, sua bravura e determinação, me faziam sentir complexada.

- Isso nao tem nada a ver...

- Isso mesmo, isso não tem nada a ver... — a interrompeu — Por isso, não vou desistir do Freddie!

- O que?

- O Fredward tem sido meu ídolo desde a minha infância — Kacey se levantou da cadeira e começou a andar com as mãos juntas em frente ao peito, andando pra lá e pra cá com o olhar sonhador — Eu costumava ser feia no passado, mas agora sou tão bonita. Não há motivo pra achar que eu sou pior que você entende?!

Sam a olhou complexada, Como é que é?

- Então daqui por diante, conto com você! — Ela pegou a mão de Sam e a segurou, sorrindo pra ela e depois saiu.

Sam ainda estava perplexa, como que ela aparecia assim dizendo que não desistiria de Freddie? E ainda falava aquelas coisas, tinha a chamado de feia indiretamente e ela não gostou disso, nenhum pouco.

E ela estava pensando que a ajudaria a conquistar Freddie? Que caraminholas aquela esquisita tinha na cabeça? Nem se passava na mente de Sam ajudar Kacey a se juntar a Freddie... Que coisa mais inconcebível.

De repente foi despertada de seus devaneios ao som da marcha imperial, Fredward estava ligando.

Sam puxou o celular o segurando pela cruz, o analisando antes de atender.

- Eu mudei a mobília da sua casa, pra minha. — Disse Freddie na outra linha assim que Sam atendeu.

- Ah... Obrigada...

- Me diga quando precisar dela ok?

- Ahn... Não se preocupe... — Sam sorriu sem graça, achava que nunca que iria precisar daquele tanto de mobília, mas concordou.

- E tem mais um coisa...Se algo de estranho acontecer com você, fale comigo, imediatamente!

- Por que algo estranho aconteceria comigo?

- Você entendeu o que eu disse? Me avise, imediatamente

Notas finais
Quero saber tudinho