F For Fool...in Love?!
22 6-Broken hearted...boy
Notas iniciais
Gente eu leio todos os reviews *-* Mas eu tenho tido semana de provas mas prometo que no f-d-s respondo
Cap confuso o passado né? ;)
- E tem mais um coisa...Se algo de estranho acontecer com você, fale comigo, imediatamente!
- Por que algo estranho aconteceria comigo?
- Você entendeu o que eu disse? Me avise, imediatamente
A voz de Freddie estava estranha, ele não tinha falado com ela daquele jeito rude e sem educação de sempre, estava mais gentil e falava essas coisas sem sentido, ele estava estranho, mas ela decidiu não perguntar mais nada, concordou em avisa-lo de qualquer coisa estranha que viesse a acontecer e desligaram.
...
- Investigue o histórico da família daquela garota Puckett. — Marissa deu um maço de papel e Níshida que os pegou e assentiu ao pedido da chefe.
Quando abriu a porta se deparou com uma figura completamente inesperada.
- Senhorita Molly.
- Quanto tempo mamãe! — Ela estava radiante, passou por Níshida como se nem o visse e olhava diretamente pra mãe, esta, sorria pra filha enquanto tirava os óculos de grau.
Marissa nem esperou Molly dizer mais nada, se levantou da grande cadeira em que estava sentada, foi até os sofás, se sentou na ponta de um deles e se serviu de uma xícara de chá com uma rodela de laranja.
- Você não pode aceitar o Freddie e sua namorada? — Molly não esperou mais, foi direto ao ponto, sabia que enrolar a mãe era pura perca de tempo.
- Você veio dos EUA até o Japão pra me dizer isso?
- Eu não posso deixar o meu irmão passar pela mesma dor que você me fez passar.
A xícara fez barulho ao se encontrar com o pires em cima da mão de Marissa, ela colocou os dois na mesa antes que pudesse quebra-los.
- Cuidado com suas palavras. Quem você acha que te deu a oportunidade! Eu te dei a felicidade sem problema ou esforço algum. O que fiz foi errado?
- Não vamos falar sobre certo ou errado. Eu perdi algo...
- Quem precisa disso?! É algo inútil a vida. — Ela se levantou do sofá e passou pela filha sem olhar pra ela uma só vez.
- Na verdade estou muito satisfeita com a minha vida agora. — Declarou
- Então você não deveria se meter, porque você se casou e não é mais uma Benson. — Ela folheava um jornal pouco interessante, só com o propósito de não precisar encarar a filha.
- Mas e ainda me lembro depois de tudo... — Molly olhou pra mãe
- Isso não é coisa que se diga... Ainda mais uma mulher casada! -Disse Marissa na defensiva.
- Está dizendo que amar alguém de verdade não é uma coisa pra ser dita?
- Amar de verdade? — Ela riu com gosto — Esse tipo de sentimento inconcebível não tem mérito nenhum na corporação Benson! — Lhe deu as costas e saiu aborrecida.
...
- Parece que algo ruim vai acontecer não é?! — Carly coçou o queixo com a embalagem de um bolinhos.
- Não é! — Concordou Sam — Ele disse que se algo estranho acontecer, ele virá imediatamente. — Ela pegou a bandeja que tinha acabado de arrumar e levou pro balcão perto de Carly.
- Sério?! — Ela se espantou
- Isso não é uma prova de que ele está levando o relacionamento a sério? — Jay apareceu atrás delas, com o mesmo olhar sonhador de sempre. — Dentre os homens que eu amava, um era “Yukasa” (Yukása= é a máfia japonesa), ele tinha que viajar pra vários lugares e eu acabei o largando, sabia que se ficasse come ele, seria muito mais feliz hoje em dia, ele era obviamente um idiota que se fazia de forte, ele era muito insistente...
Depois de dizer isso, Jay sumiu atrás das cortinas que levavam ao pequeno escritório que ela ficava o dia todo.
Sam refletiu um pouco, achando aquelas características até um pouco familiares.
- Esse cara, não é diferente do Fredward...
- Mas talvez o que a Jay disse, tenha uma verdade mais profunda..
- Hã?
- Por que você não se joga nos braços do Fredward com todo o seu coração? Hein? — Carly se aproximou da amiga, com os olhos brilhando de expectativa
- Não... Quer dizer... Pular nos braços dele...? Não acha um pouco precipitado demais?... Ahn...
- Ou você ainda está interessada no príncipe encantado?
No mesmo instante veio à mente da loira a imagem de Zander propondo pra que namorassem escondidos, claro que ele estava brincando! idota!
- Sabe Carls... É... Complicado...
- Olha lá... Acho que nunca vi pessoa tão bonita... — Carly olhava pro lado de fora da loja admirada, nem ouvia mais o que Sam dizia.
Jay saiu correndo de dentro do pequeno escritório e berrava como louca.
- QUEM É? O GIBBY? O GIBBY VEIO?
Quando olhou pela porta de vidro e viu uma mulher morena sorrindo se decepcionou e voltou pra dentro.
Sam arregalou os olhos.
- Molly — murmurou
No mesmo instante Molly entrou na loja, mantendo seu sorriso radiante.
- Olá! Há quanto tempo! — Disse ela, olhando pra Sam.
- Olá! — Sam não sabia o que dizer, estava um tanto envergonhada
- Como passou?
- Bem — murmurou — e você?
- Bem também... — Fez-se uma pausa onde Sam nem encarava Molly direito, e ela só fazia sorrir — Será que podemos conversar? Sair pra jantar? Está ocupada?
Sam a olhou espantada.
- Er... — Ela apontou com o dedão na direção do pequeno escritório de Jay, tentando falar algo mais do que uma palavras, mas no mesmo instante Jay surgiu.
- Quer levar minha funcionaria? — Ela ainda tinha um ar mau humorado, com certeza ainda estava irritada por ela não ser o Gibby.
- Bom... Precisava muito conversar com a Sam. — Molly estava sendo simpática apesar de ter percebido a antipatia da mulher.
- E o qual o assunto?
- Jay...- Sam chamou sua atenção.
- Bom eu preciso saber com quem as minhas funcionarias andam por ai...
- Ah, me desculpe — Molly deu um passo a frente ainda sorrindo — Nem me apresentei, sou Molly Benson!
Jay pareceu empalidecer ao ouvir esse nome e piscou algumas vezes antes de parecer voltar a respirar.
- Ah...Molly Benson? Meu deus, não sabia que iria fazer uma reunião de família me desculpe.
- Familia? — Sam se aproximou da chefa sem entender.
- Sim, claro... — Jay parecia mais animada — Ela não é irmã do seu namorado? Pode ir Sam, e cuide-se até amanha!
Jay já empurrava Sam pra fora.
- Espera! Eu preciso me trocar ainda!
- Carly, ajude a sua amiga — Jay empurrou Sam que quase caiu no colo da Carly — E não demore, a senhorita Benson não pode esperar muito! — Jay virou e sorriu pra Molly lhe oferecendo um banquinho que a morena recusou sem parar de sorrir um minuto.
- Minha mãe... Bom, como posso dizer mais educadamente... Ela é uma mulher fria e cruel. — Disse Molly assim que o garçom lhe trouxe o prato que havia pedido. — Não vai comer?
- Ah... Claro... — Sam não podia deixar de se sentir mal naquele ambiente, era extremamente luxuoso, tinha poucas pessoas ali, todas elas bem vestidas conversando aos cochichos.
- Vai fazer de tudo pra alcançar o objetivo dela. — Continuou Molly, sem notar a tensão de Sam.
- Agora entendo porque Fredward me disse aquilo... — refletiu a loira.
- O Freddie... Parece estar sério, sobre você.
- Viu, eu sabia! Você deveria pular nos braços dele — Carly disse segurando os talheres e encarando a amiga.
É, Carly foi junto, Jay estava tão avoada que nem notou quando as três saíram da loja, e Molly não se importou em pagar pra Carly ir jantar com elas.
- Mas...
- Se você não consegue corresponder aos sentimentos dele, então não se force — Molly passava um ar tranquilo, deu pra perceber que ela queria o bem de Sam, mas também mostrava a proteção que tinha sobre o irmão, não queria que ele sofresse também — Mas se você sente alo por ele, eu vou apoiar vocês completamente!
Sam concordou com a cabeça, sem saber o que dizer.
- O Freddie mudou, ele está mais crescido... Acredito que é graças a você Sam — sorriu.
- Mas... — ela gaguejou — Eu só sou uma pessoa comum... E não tenho nada a ver com gente rica.
- Se o Fredward tem sentimentos sinceros por você, ele vai tentar se adequar a gente também. — Disse Carly segurando o braço da amiga
- Certo! — Uma luz pareceu brilhar em Molly — Você é a Carly certo? Você tem um namorado?
- Sim eu tenho! — Carly sorriu empolgada e envergonhada — Ele é um cara alto...
- Vamos ver se ele se da bem com a Sam... — Molly interrompeu Carly de seu discursos da qualidade do namorado. — Por que não tentamos?
...
- Não quero mais jogar essa porcaria.
Freddie jogou as cartas na mesa, fazendo todas as outras voarem e estragar o jogo de todos.
- Fredward, grande perdedor — Brincou Brad
Freddie se largou na cama e mostrou o dedo do meio pra Brad, mal humorado.
- Que feio Fredward! — Censurou Gibby, brincando também.
- Cala a boca! — Mandou ao mesmo tempo que seu celular começou a tocar no bolso, rapidamente ele o pegou e o atendeu — O QUE? — Berrou, sem paciência nenhuma.
- Oi Fredward — Uma voz feminina familiar soou do outro lado da linha
Freddie enrijeceu
- Oh! — murmurou, sem conseguir dizer mais nada, nunca esperaria que Sam ligasse pra ele.
- Er... Sabe de uma coisa... Eu estava pensando... — Ela parecia nervosa, se embolava com as palavras — A Carls, minha amiga, vai sair com o namorado amanha... Estava pensando se você não quer dar uma volta... Podíamos sair nós quatro... Um encontro de pessoas mais comuns...
- O que? — De repente um pequeno sorriso de canto de boca surgiu em Freddie — Está brincando? — Não sabia se era o nervosismo ou outra coisa parecida, talvez a empolgação, ele desligou o telefone e sorridente, se sentou de novo a mesa pra jogar mais uma partida de baralho.
- Vamos jogar!
- O que ouve Freddie? — Perguntou Zander admirado.
- Por que de repente você ficou com tanto bom humor? — Perguntou Gibby erguendo as sobrancelhas.
- Foi a Sam que te ligou não foi? — Brincou Brad, sorrindo.
Freddie sorriu, não conseguindo se conter.
- Ela me chamou pra um encontro duplo amanha.
- Encontro duplo? — Gibby e Brad exclamaram juntos.
- Ela me perguntou se eu iria a um encontro de pessoas comuns. Fala serio...
- É por isso que você está com tanto bom humor? — Perguntou Gibby, ainda sorrindo.
- Que ótimo hein! — Admirou Brad.
- Otimo nada! — Disse Freddie sério, fazendo os amigos mudarem de humor também — Como pode o somente e único Fredward Benson-mór, ficar saindo em um encontro duplo? Isso é coisa de criança. — Resmungou, recostado na cadeira — Eu recusei logo de cara.
- Então por que você ficou de tão bom humor? — Exclamou Gibby sem entender.
- Ela me disse pra encontrá-la na estátua de Saigo-san, no parque Ueno. — Gozou Freddie, parque Ueno é estilo um zoológico, Freddie não queria ir a um encontro num lugar tão pobre — “inacreditável” — exclamou rindo e Gibby e Brad o seguiram.
- Então... Posso ir? — Zander disse de repente, diferente dos outros, ele não estava rindo.
Freddie parou de rir no mesmo instante, olhando o amigo que o encarava sério.
- Não... Mas... — Ele fez uma pausa, observando o rosto de Zander, depois respirou fundo — Aquele... Lugar de encontro é aos pés da estatua do Saigo-san em Ueno. — Disse como se fosse um argumento muito bom pro amigo desistir, assim como ele mesmo fez.
...
- O que eu vou fazer? — Sam agarrava o celular perto da orelha, desesperada — Ele disse que o Zander que irá amanha.
- O que aconteceu? E o Fredward? — Carly estava tão espantada quanto a loira.
- Isso não vai funcionar, ele não vai se rebaixar aos nossos padrões. — Sam falou num tom decepcionado, andava pra lá e pra cá de seu pequeníssimo quarto, com sua blusa de mangas vermelhas.
- Bem, se o príncipe encantado vir, você até fica feliz, mas vai perder o propósito do encontro.
Sam suspirou cansada, não sabia se ficava feliz ou triste, estava começando a sentir um frio na barriga com o encontro, quando Freddie ligou falando de Zander ela se assustou quando ele disse, mas não teve tempo de dizer mais nada, como sempre, Freddie foi um grosso e desligou o telefone sem mais nem menos.
Tentava achar uma palavra que descrevesse o que sentia quando ouviu um barulhinho que a avisava de outra chamada.
- Carls, me desculpe, estou com outra chamada na espera, eu te ligo depois, um beijo. — Ela tirou o telefone da orelha e apertou o botão — Alô!
- Sou eu, Zander.
Sam sentiu seu coração bater milhões de vezes mais rápido, por pouco não deixou o celular cair no chão.
- Estou aqui embaixo — Continuou ele, na sua natural voz calma e grossa.
- Ah... — Ela tentou dizer algo, mas Zander desligou, ela correu, pegou um casaco mais grosso e abriu a porta do quarto com pressa, poucos segundos depois ela desceu as escadas do “prédio” e viu Zander ali a esperando com as mãos enterradas nos bolsos.
- Oi! — Ofegou ela, logo que o alcançou no meio da rua
- Eu acho, que o Freddie vai amanha! — Foi dizendo ele, sem nem esperar cumprimentos.
- Han?
- Acho que ele vai ligar pra você! — explicou e fez-se uma pequena pausa até ele dizer — Certo, até mais.
Sam não entendeu nada, ele foi só pra dizer isso? Tinha alguma coisa muito estranha com ele, desde que chegou da França, estava mudado, Sam podia sentir mas não sabia o que poderia ser.
- Ei... — Ele virou e a olhou, Sam pode notar que havia um brilho nos olhos de dele, mas era um brilho diferente do que ela costumava ver — O que houve Zander? — falou ela timidamente, se perguntando internamente se tinha assim tanta intimidade com ele.
Ele pareceu processar a informação por uns segundos, depois deu um sorriso tímido.
- Vamos sentar? Tem um banco ali não tem? — Ele apontou ao mesmo tempo que andava na direção que apontava, Sam o seguiu, meio de longe.
Ele se sentou na ponta do banco e encostou as costas com as mãos nos bolsos, Sam sentou na outra ponta, do braço do banco, de frente pra ele, ela colocou as mãos nos bolsos também, fazia um vendo gelado aquela noite.
- Aconteceu alguma coisa? — perguntou ela, depois de uma pausa. — Por que... Você está agindo diferente desde que voltou da França — Perguntou, tímida.
- É mesmo?!
- Aconteceu alguma coisa lá? — Insistiu
Ele sorriu
- Na França, eu estava feliz todos os dias — Falou olhando pra uma folha de uma arvore que estava prestes a cair, ela dançava pendurada por um fio no galho — Todos os dias preparávamos comidas que não estávamos acostumados a comer... Nós frequentemente conversávamos sobre a nossa infância. Ah! Nós sempre falávamos de você Sam.
Ela quase engasgou com a própria saliva que estava engolindo, falavam dela?
- De mim?
- Jade disse que gosta muito de você — continuou ele, sorrindo — Mas..- Sam pode ver que o sorriso dele se desfez e ele se levantou do banco- Esses momentos felizes não duraram muito
Ele estava de costas pra ela, se apoiando na grade que os separava de uma pequena área verde
- Jade começou a ficar ocupada e por isso, eu ficava sozinho.
Eu não posso fazer nada por ela... Lembrei da primeira vez que você enfrentou o Freddie
No mesmo instante veio a mente de Sam, o rosto de Freddie enquanto ela botava tudo pra fora.
“Você é um pirralho que nunca ganhou dinheiro por conta própria(...)Não seja tão convencido!”
- Como você disse... Fez o Freddie mudar, ou pelo menos pensar sobre o assunto, nem que fosse por um segundo. Eu nem posso fazer nada pela pessoa que amo.
Sam não dizia nada, não sabia o que dizer, não sabia que ainda seria doloroso ouvir Zander falando de Jade daquele jeito, se surpreendeu por não sentir aquela dor insuportável de antes, mas ainda assim, não se sentia bem com aquele assunto.
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