F For Fool...in Love?!
12 3-Ditado....
Notas iniciais
Elas se abraçaram e Jade partiu em direção ao portão de embarque.
Depois que ela entrou, as pessoas começaram a dispersar, Sam ainda ficou um tempo imóvel olhando o ponto em que Jade tinha sumido.
- Zander — Exclamou Brad espantado, o que fez Sam acordar de seus devaneios e olhar pra trás juntamente com Freddie.
- O que está fazendo? — Falou Gibby o repreendendo.
- Quando você chegou? — Perguntou Brad no mesmo tom de voz.
- A uma hora atrás. — Respondeu Zander de sobrancelhas erguidas — Eu estava observando vocês.
- Você é idiota? — Sam borbulhava de raiva, abraçava a caixa de sapato tão forte que quase a esmagava, correu até chegar perto dele o bastante. — Vá atrás dela! Se você gosta dela, deve ir atrás dela onde quer que ela vá não é? Você vai ficar satisfeito só assistindo pela sombra? Você se considera um homem? — Sam precisou de uns segundos pra conseguir dizer essa frase, tamanho era seu nervosismo.
- Eu vou!
Sam o olhou, não conseguiu processar a informação tão rápido.
- Como?
- Eu vou pra França também. — E mostrou a passagem.
- Sam... Sabe eu, gosto muito desse seu lado. — Se aproximou alguns passos dela, ficando bem próximos — Essa força que me falta! Eu finalmente percebi que não posso continuar assim.
Sam se emocionou, e se sentiu idiota por isso, mas sorriu pra ele.
- Obrigado. — Zander agradeceu sorrindo e lhe deu um beijo na testa, fazendo Sam se encolher toda sentindo o coração palpitar. Freddie desviou o olhar, não conseguia ver aquela cena.
Zander se afastou dela e Gibby e Brad se aproximaram pra se despedir.
Quando passou por Freddie, eles mal se olharam, o clima entre eles não era um dos melhores.
- Espere ai Zander! — Disse Freddie quando Zander já estava a uns passos de distância.
Zander parou mas não olhou Freddie.
- Você realmente vai embora?
Zander ficou em silencio um segundo, mas viu que não era hora pra enrolação.
- Sim. — disse na lata, ainda sem olhar Freddie.
- Por que? — Berrou Freddie indignado — Por que você nem ao menos nos consultou.
- Me desculpe.
Freddie foi até ele e o virou, fazendo o encarar.
- Nós não estivemos juntos até agora? Por que você de repente quer no deixar? Por que? Você faz as coisas de repente. — O empurrou.
- Freddie, sobre a última vez... — Zander sentiu a necessidade de dizer algo, mas Freddie não o deixou falar.
- Não importa mais. — berrou — Você realmente vai embora? Hein Zander? — Ele ficou quieto, só que irritou ainda mais o Freddie — Não brinque! Se você for, eu não terei ninguém por perto! Tudo bem assim?
Eles se encararam por uns segundos, até Zander se sentir seguro o bastante pra dizer.
- Fique bem Freddie.
Freddie suspirou, sentiu seus olhos arderem
- Em Paris, se você encontrar algum chato por lá, me avise imediatamente, nós três iremos pra lá te ajudar. Certo? Você entendeu?
Zander sorriu.
- Obrigado! Eu já vou!
Freddie balançou a cabeça, Zander olhou pra Sam e depois saiu.
- Freddie. — Gibby colocou uma maça na frente dele, ele a olhou e depois de um incentivo do amigo ele a pegou.
- ZANDER!
Ele parou na frente do portão e olhou pra trás, assim que o fez Freddie jogou a maça no ar, Zander a pegou no susto e quando viu o que era sorriu pro amigo e depois foi embora.
Sam o olhou indo e sorriu, sabia que fazia a coisa certa, tinha ajudado ele a seguir sua felicidade e estava feliz por isso, mesmo que tenha desistido de seu amor, aprenderia a conviver sendo sua amiga, sem alimentar falsas esperanças de um amor bobo.
Os quatro foram pra área do embarque e viram o avião de Zander partindo atrás de uma grande.
- Adeus Zander! — Sam disse e sentiu seu coração leve, “libertado” daquele sentimento que ela estava pronta pra desistir.
- ZANDER! — Freddie berrava pro avião, o que chamou a atenção de Sam — DÊ O SEU MELHOR! ZANDER, CUIDE-SE! ZANDERWW!!
Freddie berrava a acenava pro avião que já estava no ar a uma hora dessas.
Sam olhou Freddie quase subindo a grade de proteção e sorriu, aquele com certeza era um Freddie completamente diferente do que ela costumava ver.
...
- Minha opinião sobre ele mudou um pouco. — Sam sorria com a lembrança de Freddie, era impressionante como ele podia ser um estúpido arrogante e uma manteiga derretida as vezes.
- Hmmm! É a amizade entre homens, nunca se entende mesmo. — Carly sorria vendo Sam com aquela cara.
- Bem, esse cara não é um cara bom? — Jay falou — O homem que eu amava no passado, era conhecido como “máscara de tigre”...
- Começou... — Disse Carly, cansada.
- Eles pareciam muito assustadores e violentos, mas esses homens na verdade têm o coração mole, a verdade é que ele é um lutador profissional que manda dinheiro pra orfanatos... Ele não mostra seu lado gentil pra ninguém e é um homem solitário, a única pessoa que podia compreende-lo bem, era eu. — Jay suspirou e saiu.
- Eu não entendo nada do que ela quer dizer. — Sam olhava pro ponto onde Jay tinha sumido.
- Acho que esse homem é como o Freddie, não mostra o que sente a ninguém, é um homem fechado, mas no fundo tem um coração mole e solitário que precisa de atenção e carinho. — Carly passava um pano molhado no balcão e fazia como se tivesse dito uma coisa muito normal de se ouvir.
Sam arregalou os olhos pra ela e voltou ao trabalho.
Colocou a mão no bolso do avental e sentiu algo macio, quando tirou viu o lenço de Zander, ainda dobrado, do mesmo jeito que tinha deixado.
- No final, não consegui devolver. — sorriu e guardou o lenço de novo.
...
- “Para Zander“... — Freddie estava sentado numa mesa em seu quarto, e escrevia uma carta pra Zander — “O que achou de Paris?”, “Está bem?” — Se lembrou quando ele beijou a testa de Sam no aeroporto — “Fale a verdade, você gosta da Sam Puckett?”
- O que você está escrevendo?
- AAAAHHH!! — Freddie berrou e se jogou e cima da folha.
Molly tinha entrado no quarto e Freddie nem tinha ouvido.
- Talvez uma carta de amor? — Molly sorriu enquanto tentava ver a carta escondida embaixo do irmão.
- Claro que não! Não entre quando quiser! — Freddie baixou a guarda se levantando um pouco tentando encarar a irmã com um olhar severo, e ela foi rápida pra pegar o papel.
- O que é isso? Freddie sua letra é horrível. — Molly virava a cabeça tentando entender alguma coisa.
- Zander. — Disse Freddie, pegando o papel — Que bom que não entende, assim nunca vai ler minhas cartas sem eu saber. — Ele resmungou e foi se sentar em outra mesa.
- Quer que eu escreva pra você?
- Claro que não. Assim não consigo transmitir o que eu sinto.
- Freddie, o que você quer dizer a ele? — Se aproximou dele.
- Aquele desgraçado, partiu pra França atrás da Jade.
- Ah, então foi isso. O Zander também consegue não...
- Não é brincadeira, ele até deixou os amigos pra trás.
- “Quando se ama, deseja-se fazer coisas pelo amor”, “Deseja-se sacrificar-se pelo amor”, “Deseja-se servir ao amor”.
- Hã?
- São passagens do conto de Hemingway.(se lê: Rêmingúei) — Molly se sentou no sofá e cruzou os braços, Freddie virou a cabeça, não entendendo nada — Quando você amar alguém, verdadeiramente, do fundo do coração, você vai entender o que eu disse.
Desviou o olhar da irmã, pensando nas ultimas frases dela.
- Mas sabe Freddie, você tem um lado agressivo, então lembre-se: “Se estiver com pressa, dê voltas” (Ditado japonês equivalente a “A paciência é uma virtude”), não se pode comprar o coração de uma pessoa com dinheiro, pra ser amado, você primeiro deve amar.
Freddie bateu na mesa quando se levantou.
- Tô ferrado mana! Eu agora, sinto como se um trovão tivesse me atravessado.
- Que? Essa frase não é usada dessa maneira! — rindo
- Eu preciso mudar completamente minha percepção. — A encarou
- Como uma percepção pode ser mudada...
- Essa é a minha irmã... — Freddie se sentou do lado dela e lhe deu tapa na perna, fazendo Molly gemer de dor — Muito obrigado, sério. Quando você deixar o país amanha, pode ir tranquila, a próxima vez que você voltar, vou ter algo pra te mostrar — e se levantou, todo empolgado.
- Está tudo bem, ir embora assim?
- OK! OK! — Freddie voltou a se sentar a mesa e escrever a carta, fazendo planos em sua mente.
...
Sam se sentou pra almoçar, abriu as tigelas e estava pronta pra primeira garfada quando ouviu vozes enjoadas.
- O Zander foi embora, coitada.
- Jade também não vai voltar.
- Molly também voltou pra Los Angeles.
Hannah, Lizzie e Belinda estavam a frente de Sam, a olhando com os olhos tortos e com os braços cruzados.
- Todos os aliados da pobre foram embora. — Disse Hannah e as três riram.
Sam bateu na mesa e se levantou, irritada.
- Se têm algo contra, me enfrentem, sempre estou pronta pra briga.
- Não precisa ficar tão... — Belinda ia dizendo quando foi interrompida.
Freddie apareceu de repente e a empurrou dali, fazendo ela cair no chão.
- Ah.. Fui tocada pelas mãos de Freddie Benson! — Mesmo caída no chão, Belinda não esqueceu esse pequeno detalhe.
- Quieta feiosa! — Falou Freddie, sem paciência.
- Que cruel. — ela virou o rosto.
Hannah e Lizzie se ajoelharam pra amparar a amiga.
Freddie olhou pra Sam e ela enrijeceu.
- Que foi?
Ele bateu na mesa encarando-a e Sam se segurou muito pra não gritar com o susto.
- Como era... — Freddie estava nervoso tentando se lembrar das palavras da irmã- “Se estiver com pressa, dê voltas!
Ele olhou pra ele e deu a volta na mesa depois parou na frente dela e a olhou.
- Domingo, às 13h00, Ebisu Garden Place, na praça do relógio. — e saiu.
Sam piscou algumas vezes, tentando entender o que ele queria dizer.
- Por que? Por que o Freddie vai sair com ela? — Belinda que ainda estava no chão, segurando o pulso, estava tão surpresa quanto Sam.
- Eu não ouço, não compreendo. — Lizzie estava pasma, levou as mãos á cabeça e balançava histérica.
- Quer dizer que isso foi um convite pra um encontro. — Deduziu Hannah.
Todos olharam pra ela e as três gritaram:
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!!!
- Hã? — Tinha caído a ficha, Freddie a chamou pra sair? Que loucura, tinha que verificar.
Pegou as coisas e saiu correndo do refeitório, mas não o achou em lugar nenhum.
...
Freddie chegou ao local, saltou do carro e olhou o relógio, 20 minutos adiantado, sorriu.
- Cheguei cedo.... Se ela não chegar cinco minutos antes eu mato ela.
- Não é hoje? Tudo bem se não for? — Carly e Sam andavam pelas ruas, tinham marcado de passar o domingo juntas.
- Por que eu deveria passar o meu domingo com aquele cara?
- Se você não for, ele pode se vingar seriamente. — Disse Carly preocupada.
- Isso é verdade...
- Se não for, será um inferno. Se for, também será um inferno...
- Bem, eu já estou numa guerra com ele, não tenho nada a ver se ele quiser esperar.
- Ah... Que gracinha! — Carly viu uma blusinha numa vitrine e correu.
Sam parou de andar e olhou o relógio, 13h00.
....
13h00... Freddie estava sentado, esperando por Sam, (ele ta sentado nesse monumento) Mas ela não vinha...
- Acabo com ela! — e se sentou de novo.
...
Sam ainda estava com Carly, elas tinham parado pra comprar um crepe
- Vamos Sam!
- Calma Carly... Que pressa, eu queria comer sentada.
Carly corria pras lojas ver novidades.
As duas entraram em muitas lojas, em uma mais fechada, Sam colocou um chapeuzinho.
- E então?
Carly sorriu e colocou uma blusinha na frente dela
- E então?
Sam aprovou.
- Ah! Ali tem uns muito bonitinhos... — E saiu de vista.
Sam não estava se sentindo bem, sempre pensava em Freddie, ele iria esperar ela aparecer, mas ela não iria, olhou o relógio, 14h30.
Mais tarde, quando Carly se decidiu entre a branca e a azul, as duas estavam andando por uma galeria quando viram uma máquina pra pegar bonecas.
- Sam vamos ali. — Chamou Carly e saiu correndo.
Sam a seguiu, não estava com pique pra correr, e quando chegou, Carly já tinha pego um brinquedo.
- O que é isso aqui? — Carly pegou um boneco com uma cabeça de tigre.
- Eu acho que deve ser o “máscara de tigre” — Disse Sam
Carly tirou a máscara do boneco, Sam riu.
- Até que é bonitinho!
- Falando nisso, a Jay tinha dito... O “máscara de tigre” não mostra seu lado gentil a ninguém e é um homem solitário.Começou chover, Sam olhou pro lado de fora, e mais do que nunca sentiu um aperto no coração e voltou a pensar em Freddie.
Olhou o relógio, 16h05.
Se lembrou do Freddie quase chorando quando Zander foi embora, e de como ele gritava pro avião já no céu.
- Me desculpe Carly, tenho que ir!
Sem esperar resposta, Sam correu enquanto tirava o guarda-chuva da bolsa e o abria no meio do caminho.
Ele me convido pra sair? Que absurdo... Que absurdo não tem como... Afinal já é tarde, não tem como ele estar lá... Ele não estará...
Sam chegou a praça. Olhou em volta e viu uma figura conhecida, Freddie estava lá de pé, encostado no monumento em baixo da chuva, olhando pro chão com a cara mais azeda que ela já tinha visto.
Sentiu o coração parar.
- Mentira!
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