Notas iniciais
PRESSÃO SOBRE MIM ESTÁ AQUI MEUS FILHOS KKKKKKKKKKK

Elas se abraçaram e Jade partiu em direção ao portão de embarque.

Depois que ela entrou, as pessoas começaram a dispersar, Sam ainda ficou um tempo imóvel olhando o ponto em que Jade tinha sumido.

- Zander — Exclamou Brad espantado, o que fez Sam acordar de seus devaneios e olhar pra trás juntamente com Freddie.

- O que está fazendo? — Falou Gibby o repreendendo.

- Quando você chegou? — Perguntou Brad no mesmo tom de voz.

- A uma hora atrás. — Respondeu Zander de sobrancelhas erguidas — Eu estava observando vocês.

- Você é idiota? — Sam borbulhava de raiva, abraçava a caixa de sapato tão forte que quase a esmagava, correu até chegar perto dele o bastante. — Vá atrás dela! Se você gosta dela, deve ir atrás dela onde quer que ela vá não é? Você vai ficar satisfeito só assistindo pela sombra? Você se considera um homem? — Sam precisou de uns segundos pra conseguir dizer essa frase, tamanho era seu nervosismo.

- Eu vou!

Sam o olhou, não conseguiu processar a informação tão rápido.

- Como?

- Eu vou pra França também. — E mostrou a passagem.

- Sam... Sabe eu, gosto muito desse seu lado. — Se aproximou alguns passos dela, ficando bem próximos — Essa força que me falta! Eu finalmente percebi que não posso continuar assim.

Sam se emocionou, e se sentiu idiota por isso, mas sorriu pra ele.

- Obrigado. — Zander agradeceu sorrindo e lhe deu um beijo na testa, fazendo Sam se encolher toda sentindo o coração palpitar. Freddie desviou o olhar, não conseguia ver aquela cena.

Zander se afastou dela e Gibby e Brad se aproximaram pra se despedir.

Quando passou por Freddie, eles mal se olharam, o clima entre eles não era um dos melhores.

- Espere ai Zander! — Disse Freddie quando Zander já estava a uns passos de distância.

Zander parou mas não olhou Freddie.

- Você realmente vai embora?

Zander ficou em silencio um segundo, mas viu que não era hora pra enrolação.

- Sim. — disse na lata, ainda sem olhar Freddie.

- Por que? — Berrou Freddie indignado — Por que você nem ao menos nos consultou.

- Me desculpe.

Freddie foi até ele e o virou, fazendo o encarar.

- Nós não estivemos juntos até agora? Por que você de repente quer no deixar? Por que? Você faz as coisas de repente. — O empurrou.

- Freddie, sobre a última vez... — Zander sentiu a necessidade de dizer algo, mas Freddie não o deixou falar.

- Não importa mais. — berrou — Você realmente vai embora? Hein Zander? — Ele ficou quieto, só que irritou ainda mais o Freddie — Não brinque! Se você for, eu não terei ninguém por perto! Tudo bem assim?

Eles se encararam por uns segundos, até Zander se sentir seguro o bastante pra dizer.

- Fique bem Freddie.

Freddie suspirou, sentiu seus olhos arderem

- Em Paris, se você encontrar algum chato por lá, me avise imediatamente, nós três iremos pra lá te ajudar. Certo? Você entendeu?

Zander sorriu.

- Obrigado! Eu já vou!

Freddie balançou a cabeça, Zander olhou pra Sam e depois saiu.

- Freddie. — Gibby colocou uma maça na frente dele, ele a olhou e depois de um incentivo do amigo ele a pegou.

- ZANDER!

Ele parou na frente do portão e olhou pra trás, assim que o fez Freddie jogou a maça no ar, Zander a pegou no susto e quando viu o que era sorriu pro amigo e depois foi embora.

Sam o olhou indo e sorriu, sabia que fazia a coisa certa, tinha ajudado ele a seguir sua felicidade e estava feliz por isso, mesmo que tenha desistido de seu amor, aprenderia a conviver sendo sua amiga, sem alimentar falsas esperanças de um amor bobo.

Os quatro foram pra área do embarque e viram o avião de Zander partindo atrás de uma grande.

- Adeus Zander! — Sam disse e sentiu seu coração leve, “libertado” daquele sentimento que ela estava pronta pra desistir.

- ZANDER! — Freddie berrava pro avião, o que chamou a atenção de Sam — DÊ O SEU MELHOR! ZANDER, CUIDE-SE! ZANDERWW!!

Freddie berrava a acenava pro avião que já estava no ar a uma hora dessas.

Sam olhou Freddie quase subindo a grade de proteção e sorriu, aquele com certeza era um Freddie completamente diferente do que ela costumava ver.

...

- Minha opinião sobre ele mudou um pouco. — Sam sorria com a lembrança de Freddie, era impressionante como ele podia ser um estúpido arrogante e uma manteiga derretida as vezes.

- Hmmm! É a amizade entre homens, nunca se entende mesmo. — Carly sorria vendo Sam com aquela cara.

- Bem, esse cara não é um cara bom? — Jay falou — O homem que eu amava no passado, era conhecido como “máscara de tigre”...

- Começou... — Disse Carly, cansada.

- Eles pareciam muito assustadores e violentos, mas esses homens na verdade têm o coração mole, a verdade é que ele é um lutador profissional que manda dinheiro pra orfanatos... Ele não mostra seu lado gentil pra ninguém e é um homem solitário, a única pessoa que podia compreende-lo bem, era eu. — Jay suspirou e saiu.

- Eu não entendo nada do que ela quer dizer. — Sam olhava pro ponto onde Jay tinha sumido.

- Acho que esse homem é como o Freddie, não mostra o que sente a ninguém, é um homem fechado, mas no fundo tem um coração mole e solitário que precisa de atenção e carinho. — Carly passava um pano molhado no balcão e fazia como se tivesse dito uma coisa muito normal de se ouvir.

Sam arregalou os olhos pra ela e voltou ao trabalho.

Colocou a mão no bolso do avental e sentiu algo macio, quando tirou viu o lenço de Zander, ainda dobrado, do mesmo jeito que tinha deixado.

- No final, não consegui devolver. — sorriu e guardou o lenço de novo.

...

- “Para Zander“... — Freddie estava sentado numa mesa em seu quarto, e escrevia uma carta pra Zander — “O que achou de Paris?”, “Está bem?” — Se lembrou quando ele beijou a testa de Sam no aeroporto — “Fale a verdade, você gosta da Sam Puckett?”

- O que você está escrevendo?

- AAAAHHH!! — Freddie berrou e se jogou e cima da folha.

Molly tinha entrado no quarto e Freddie nem tinha ouvido.

- Talvez uma carta de amor? — Molly sorriu enquanto tentava ver a carta escondida embaixo do irmão.

- Claro que não! Não entre quando quiser! — Freddie baixou a guarda se levantando um pouco tentando encarar a irmã com um olhar severo, e ela foi rápida pra pegar o papel.

- O que é isso? Freddie sua letra é horrível. — Molly virava a cabeça tentando entender alguma coisa.

- Zander. — Disse Freddie, pegando o papel — Que bom que não entende, assim nunca vai ler minhas cartas sem eu saber. — Ele resmungou e foi se sentar em outra mesa.

- Quer que eu escreva pra você?

- Claro que não. Assim não consigo transmitir o que eu sinto.

- Freddie, o que você quer dizer a ele? — Se aproximou dele.

- Aquele desgraçado, partiu pra França atrás da Jade.

- Ah, então foi isso. O Zander também consegue não...

- Não é brincadeira, ele até deixou os amigos pra trás.

- “Quando se ama, deseja-se fazer coisas pelo amor”, “Deseja-se sacrificar-se pelo amor”, “Deseja-se servir ao amor”.

- Hã?

- São passagens do conto de Hemingway.(se lê: Rêmingúei) — Molly se sentou no sofá e cruzou os braços, Freddie virou a cabeça, não entendendo nada — Quando você amar alguém, verdadeiramente, do fundo do coração, você vai entender o que eu disse.

Desviou o olhar da irmã, pensando nas ultimas frases dela.

- Mas sabe Freddie, você tem um lado agressivo, então lembre-se: “Se estiver com pressa, dê voltas” (Ditado japonês equivalente a “A paciência é uma virtude”), não se pode comprar o coração de uma pessoa com dinheiro, pra ser amado, você primeiro deve amar.

Freddie bateu na mesa quando se levantou.

- Tô ferrado mana! Eu agora, sinto como se um trovão tivesse me atravessado.

- Que? Essa frase não é usada dessa maneira! — rindo

- Eu preciso mudar completamente minha percepção. — A encarou

- Como uma percepção pode ser mudada...

- Essa é a minha irmã... — Freddie se sentou do lado dela e lhe deu tapa na perna, fazendo Molly gemer de dor — Muito obrigado, sério. Quando você deixar o país amanha, pode ir tranquila, a próxima vez que você voltar, vou ter algo pra te mostrar — e se levantou, todo empolgado.

- Está tudo bem, ir embora assim?

- OK! OK! — Freddie voltou a se sentar a mesa e escrever a carta, fazendo planos em sua mente.

...

Sam se sentou pra almoçar, abriu as tigelas e estava pronta pra primeira garfada quando ouviu vozes enjoadas.

- O Zander foi embora, coitada.

- Jade também não vai voltar.

- Molly também voltou pra Los Angeles.

Hannah, Lizzie e Belinda estavam a frente de Sam, a olhando com os olhos tortos e com os braços cruzados.

- Todos os aliados da pobre foram embora. — Disse Hannah e as três riram.

Sam bateu na mesa e se levantou, irritada.

- Se têm algo contra, me enfrentem, sempre estou pronta pra briga.

- Não precisa ficar tão... — Belinda ia dizendo quando foi interrompida.

Freddie apareceu de repente e a empurrou dali, fazendo ela cair no chão.

- Ah.. Fui tocada pelas mãos de Freddie Benson! — Mesmo caída no chão, Belinda não esqueceu esse pequeno detalhe.

- Quieta feiosa! — Falou Freddie, sem paciência.

- Que cruel. — ela virou o rosto.

Hannah e Lizzie se ajoelharam pra amparar a amiga.

Freddie olhou pra Sam e ela enrijeceu.

- Que foi?

Ele bateu na mesa encarando-a e Sam se segurou muito pra não gritar com o susto.

- Como era... — Freddie estava nervoso tentando se lembrar das palavras da irmã- “Se estiver com pressa, dê voltas!

Ele olhou pra ele e deu a volta na mesa depois parou na frente dela e a olhou.

- Domingo, às 13h00, Ebisu Garden Place, na praça do relógio. — e saiu.

Sam piscou algumas vezes, tentando entender o que ele queria dizer.

- Por que? Por que o Freddie vai sair com ela? — Belinda que ainda estava no chão, segurando o pulso, estava tão surpresa quanto Sam.

- Eu não ouço, não compreendo. — Lizzie estava pasma, levou as mãos á cabeça e balançava histérica.

- Quer dizer que isso foi um convite pra um encontro. — Deduziu Hannah.

Todos olharam pra ela e as três gritaram:

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!!!

- Hã? — Tinha caído a ficha, Freddie a chamou pra sair? Que loucura, tinha que verificar.

Pegou as coisas e saiu correndo do refeitório, mas não o achou em lugar nenhum.

...

Freddie chegou ao local, saltou do carro e olhou o relógio, 20 minutos adiantado, sorriu.

- Cheguei cedo.... Se ela não chegar cinco minutos antes eu mato ela.

- Não é hoje? Tudo bem se não for? — Carly e Sam andavam pelas ruas, tinham marcado de passar o domingo juntas.

- Por que eu deveria passar o meu domingo com aquele cara?

- Se você não for, ele pode se vingar seriamente. — Disse Carly preocupada.

- Isso é verdade...

- Se não for, será um inferno. Se for, também será um inferno...

- Bem, eu já estou numa guerra com ele, não tenho nada a ver se ele quiser esperar.

- Ah... Que gracinha! — Carly viu uma blusinha numa vitrine e correu.

Sam parou de andar e olhou o relógio, 13h00.

....

13h00... Freddie estava sentado, esperando por Sam, (ele ta sentado nesse monumento) Mas ela não vinha...

- Acabo com ela! — e se sentou de novo.

...

Sam ainda estava com Carly, elas tinham parado pra comprar um crepe

- Vamos Sam!

- Calma Carly... Que pressa, eu queria comer sentada.

Carly corria pras lojas ver novidades.

As duas entraram em muitas lojas, em uma mais fechada, Sam colocou um chapeuzinho.

- E então?

Carly sorriu e colocou uma blusinha na frente dela

- E então?

Sam aprovou.

- Ah! Ali tem uns muito bonitinhos... — E saiu de vista.

Sam não estava se sentindo bem, sempre pensava em Freddie, ele iria esperar ela aparecer, mas ela não iria, olhou o relógio, 14h30.

Mais tarde, quando Carly se decidiu entre a branca e a azul, as duas estavam andando por uma galeria quando viram uma máquina pra pegar bonecas.

- Sam vamos ali. — Chamou Carly e saiu correndo.

Sam a seguiu, não estava com pique pra correr, e quando chegou, Carly já tinha pego um brinquedo.

- O que é isso aqui? — Carly pegou um boneco com uma cabeça de tigre.

- Eu acho que deve ser o “máscara de tigre” — Disse Sam
Carly tirou a máscara do boneco, Sam riu.

- Até que é bonitinho!

- Falando nisso, a Jay tinha dito... O “máscara de tigre” não mostra seu lado gentil a ninguém e é um homem solitário.Começou chover, Sam olhou pro lado de fora, e mais do que nunca sentiu um aperto no coração e voltou a pensar em Freddie.

Olhou o relógio, 16h05.

Se lembrou do Freddie quase chorando quando Zander foi embora, e de como ele gritava pro avião já no céu.

- Me desculpe Carly, tenho que ir!

Sem esperar resposta, Sam correu enquanto tirava o guarda-chuva da bolsa e o abria no meio do caminho.

Ele me convido pra sair? Que absurdo... Que absurdo não tem como... Afinal já é tarde, não tem como ele estar lá... Ele não estará...

Sam chegou a praça. Olhou em volta e viu uma figura conhecida, Freddie estava lá de pé, encostado no monumento em baixo da chuva, olhando pro chão com a cara mais azeda que ela já tinha visto.

Sentiu o coração parar.

- Mentira!

Notas finais
Leiam a minha one shot *-* http://fanfiction.com.br/historia/277376/All_About_Us-one_Shot