F For Fool...in Love?!
13 4-Take Care
Notas iniciais
vocês vão amar este cap e tenho a certeza que se irão rir imenso kkkkkkk
Sam chegou a praça. Olhou em volta e viu uma figura conhecida, Freddie estava lá de pé, encostado no monumento em baixo da chuva, olhando pro chão com a cara mais azeda que ela já tinha visto.
Sentiu o coração parar.
- Mentira!
Cap. 4
Ela se aproximou devagar, bem cautelosamente de onde Freddie estava, ele não percebeu sua aproximação.
- Ei... — chamou receosa.
Freddie levantou a cabeça.
- Sam. — E foi se aproximando dela, rápido.
Sam gemeu de susto e virou pra se proteger, deixando cair o guarda-chuva.
Freddie a abraçou pelas costas, já que ela tinha virado, e tremia.
- Está tão frio. — Disse em meio a gemidos.
Sam ficou imóvel, apenas sentindo o corpo de Freddie tremendo perto do seu, sentia sua respiração ofegante perto de seu pescoço, seu coração batia acelerado e ele a apertava no abraço tentando se esquentar.
Sam piscou algumas vezes e saiu do estado de “transe”.
- Espere ai! — Ela o empurrou, passou a mão no cabelo de leve e pegou o guarda-chuva do chão, colocando sobre ela de novo. — O que você está pensando, me abraçando de repente?
- Bem, mais ainda bem que não houve nada com você. — Freddie tremia de frio e fazia um grande esforço pra falar em meio a tremedeira de sua boca.
- O que?
- Fiquei preocupado! — berrou — Achei que talvez tivesse sofrido um acidente!
- Ah! Não...
- Posso te perguntar por que está tão atrasada? — A encarou no mesmo tom de voz grosseiro. — Se você não puder me dar uma razão eu vou te matar.
- Eu não te disse que viria.
- E você não está aqui afinal? Você está aqui não é? — Sam não sabia ao certo por que tinha ido, não sabia por que tinha largado Carly e ido atrás desse cara que agora mais do que nunca ela achava um estúpido imbecil. — Será que você se apaixonou por mim?
Sam o olhou incrédula... Como é idiota, como ele pensa nessas coisas? Estava começando a se irritar, é a segunda vez que ele pergunta isso. Lhe lançou um olhar mortal e lhe deu as costas com o maior bico de todos.
- Ei... Ei espera ai... Espera! — Freddie começou a berrar, mas foi interrompidos por uma crise de espirros.
Sam parou ao ouvir os espirros dele, sentiu que não conseguiria deixá-lo ali, molhado até os ossos do jeito que tava, poderia pegar uma gripe.
Freddie agaixou e esfregava as mãos tentando se aquecer, quando de repente, não sentiu mais os pingos baterem sobre ele, olhou pra cima e viu um guarda-chuva vermelho o cobrindo, Sam se agaixou a seu lado.
- Será que te pago um chá quente?
- É lógico idiota! — berrou irritado
- Que horror, estou tentando ser gentil!
Freddie se encolheu mais vez de frio.
- Vamos então. — se levantou e foi na frente sem esperá-la.
- Hã? Espera! — Gritou mas ele não a ouviu, de repente parou e mexeu na bolsa, olhou a bolsinha de moedas e viu que sua situação não estava muito boa. — Espera um pouco! — gritou, mas ele já estava longe.
Andaram um pouco, e antes que pudessem perceber a chuva tinha parado e o sol já brilhava de novo, mas ainda assim Freddie ainda tremia um pouco, a roupa ainda estava molhada.
Entraram numa ruazinha mal cuidada, Freddie sempre na frente, Sam correu até ele quando viu um prédio conhecido.
- Vamos parar aqui. Dizem que o bolo que vendem aqui é o mais barato e é gostoso.
- Aqui está funcionando? — Olhou pra cima, e viu um prédio feio, com a pintura descascada — Aliás, esse prédio não é sujo não?
- Não reclame tanto.
- Não vou comer aqui não. Tomar chá num lugar como esses é algo que o meu orgulho não permite. — e saiu andando.
- Não te permite? O que é isso? Está falando sério ou é brincadeira?
- OLÁ! — um homem surgiu do nada segurando uma prancheta. — Moça, você poderia responder a uma enquete? Você pode ir ao cinema de graça.
Depois dessa proposta Sam até pensou um pouco sobre o assunto.
- É muito fácil de fazer...
- Ei cara... — Freddie surgiu ali, tinha voltado quando viu que Sam não o acompanhava, chamou o cara e lhe deu um soco.
Ia partir pra cima mas Sam interferiu o segurando.
- Para.
O homem já tinha saído correndo de medo do Freddie.
Os dois entraram no prédio, bom, Sam arrastou Freddie pra dentro, mas depois de insistir ele aceitou.
- Sabe... Bater em uma pessoa de repente... Acho que não é legal.
- Dizem que você não deve ser legal com pessoas que incomodam a pessoa amada.
Sam apertou o botão pra chamar o elevador.
- O que? Isso aí é uma piada?
A porta abriu, Freddie entrou primeiro, se abraçando pelo frio.
- O bolo daqui é bom mesmo? Meu estomago é muito exigente.
Sam apenas revirou os olhos enquanto a porta fechava, pertou o numero 4, mas a luz do botão não acendeu.
- Ué? Não está funcionando
- Ei ei ei... não me diga que está quebrado.
No mesmo instante parecia que o elevador tinha batido, a luz falhou por um segundo e o elevador parou.
- Só pode ser brincadeira! — resmungou Freddie indo pra porta.
- Alô, alô! — Sam aperou o botão do interfone, mas não estava funcionando. — Por favor. — esperou mais um segundo e ainda nada — Não dá.
Freddie estava batendo na porta, mas não adiantaria e ele estava se sentindo fraco.
- Vamos ligar pedindo por ajuda.
Os dois buscaram os celulares em seus bolsos.
- Sem sinal. — Disseram juntos com o mesmo tom de decepção na voz.
Freddie encostou na parede oposta a Sam respirando alto.
- Tudo isso é culpa sua.
- Me desculpe. — Declarou Sam, nervosa.
Estavam ali a horas, pelo menos era o que parecia, já devia ter escurecido e ninguém percebia dois adolescentes trancados num elevador.
- Nós temos que subir.
Os dois tinham sentado, um em cada canto do elevador e não diziam nada a muito tempo.
Freddie desencostou da parede e ficou agaixado esperando por Sam.
- Suba.
- Como? Não vou subir nas suas costas, desista.
- Suba logo nos meu ombros.
- Eu não quero...
- Com o que você está tão tímida?
- Eu não estou tímida com nada.
- Então suba! Vai logo.
Ele se levantou, a pegou pela mão e a colocou de pé, num segundo mais tarde Sam estava no alto, encima dos ombros de Freddie.
Ela berrava e batia na cabeça dele.
- AII!! Pare de me bater e empurra essa tampa!
Sam se acalmou um pouco e se concentrou em empurrar a tampa do elevador.
Com muito esforço ela empurrou e com mais um pouco ela conseguiu sair e ajudar Freddie a sair também.
- Estou com medo de ficar aqui! — Disse Sam num canto se segurando na parede — É muito alto.
Freddie foi pro outro canto e trocava o peso do corpo de uma perna pra outra toda hora.
- Parece que a situação está realmente muito ruim. — declarou
- O que faremos? — Choramingou Sam.
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!- Freddie berrou de repente.
- O que foi isso?
Ele lançou um olhar matador a ela, o que a fez se encolher.
- Não dá! Não aguento mais.
Passou por ela e virou de costas perto da parede.
- O que está fazendo seu pervertido?
- Eu preciso esvaziar, olhe pro outro lado! — reclamou.
- Que horror, como você é nojento.
- Que horror, que nojo de você!
Ela foi se afastando , até que não sentiu mais chão nenhum.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!
- Sam!!!
Ela tinha escorregado, tinha tentado se afastar demais e não viu que o elevador tinha acabado, nesse momento ela estava pendurada por uma mão, gritando feito uma louca.
Freddie fechou o zíper com pressa e correu pra tentar ajudá-la, se agaixou e estendeu a mão.
- Estou com medo, me ajude! AAAHHH!!! — Sam gritava desesperada.
- O que pensa que está fazendo?? Vamos, me de a sua mão! — Berrava Freddie irritado.
- Não! Você não lavou as mãos... Que nojo, que nojo!
- Estúpida, agora não é hora de dizer essas coisas.
- Não! Estou com medo E com nojo!
- Vamos me dê a mão Sam, pelo amor de deus!
Ela o encarou por um segundo, depois viu que não tinha jeito, segurou a mão e numa facilidade tremenda ele a trouxe pra cima, ele a abraçou tentando fazer com que ela não caísse de novo enquanto eles se olhavam nos olhos.
Sam tentou se soltar dele, mas em movimentos muito bruscos os dois caíram pra dentro do elevador, gemeram de dor enquanto tentavam se levantar.
- Sam.
- O que foi?
Ele a olhava, tinha um olhar indecifrável e tentava se aproximar dela.
- Fique bem ai onde está, se você fizer alguma coisa nunca mais vou te perdoar! — Sam se desesperou, já pensando no pior.
Freddie tinha o olhar meio embaçado e como se fosse em câmera lenta, Sam viu ele caindo sobre suas pernas, chegando com o rosto quase perto do dela.
- Freddie, saia de cima de mim, o que você quer?
Ele não respondia, estava imóvel, Sam o empurrou e quando o olhou ele estava com os olhos fechados e suava ofegante.
Ela colocou a mão na testa dele.
- Credo... Que febre!
Freddie tremia, puxou os casacos que vestia se cobrindo mais.
- Que frio! — reclamou com um fio de voz.
Ela abriu a bolsa a procura de algum remédio, o achou e soltou uma pílula da cartela.
- Abra a boca. — Avisou antes de pegar a garrafinha de água.
- O que é isso?
- É remédio. — Ela pegou a cabeça dele e colocou em seu colo, ele se acomodou.
- Se não for receitado pelo médico, eu...
- Cale a boca e faça o que eu digo! — Falou alto, enfiou o remédio na boca e lhe deu água.
- Amanhã pela manhã deve aparecer alguém pra nos resgatar. — Ela tirou o casaco e colocou sobre ele — Aguente firme. — Desenrolou o cachecol e enrolou em volta do pescoço de Freddie.
- Você não está com frio? — Freddie ficou preocupado vendo que ela estava só com uma blusinha de manga comprida.
- Pobres são acostumados com o frio, por isso não se preocupe está tudo bem. Afinal sou Sam, uma erva daninha!
- Me desculpe.! — Fez uma pausa — Mas se for falar a verdade você é a culpada por ter se atrasado. — Sam riu — O que foi?
- O líder dos F4 não tem nenhuma dignidade nesse estado — lhe deu um soquinho na perna rindo dele.
- Fique quieta! — Ele fechou os olhos apertando a blusa contra si, respirando alto — A tarja vermelha.. — disse depois de uma pausa — está retirada.
Sam arregalou os olhos.
- Como?
- Talvez por anos.
- Não brinque. — Esperou por uma interrogativa dele pra continuar — Você acha que vai ser fácil perdoar tudo o que você fez tão facilmente?
Freddie sorriu, e depois de um tempo, vencido pelo cansaço e pela fraqueza que sentia acabou dormindo.
Sam o olhou por alguns segundos.
Como o mundo da voltas, dias atrás se estivesse no mesmo metro quadrado que ele com certeza estariam se batendo, se xingando, estariam aos berros, mas não, ele estava em seu colo e ela cuidava de sua febre.
Notas finais
Vocês fariam igual?
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