Férias Sobrenaturais
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Comecei a tentar soltar, mas era impossivel. O sono vinha cada vez mais. Já havia escurecido à horas. Eu tinha até de manhã para tentar fugir. Mas como eu ia conseguir me soltar? Eu decidi desistir, do que ia adiantar eu ficar me mexendo e cansando? Eu não ia conseguir mesmo. Quando dei por mim, já estava dormindo.
Acordei ouvindo pessoas conversando. Reconheci as vozes no mesmo momento. Sam, Dean e aquele homem, Crowley.
Dean: Cadê ela?
Crowley: Relaxa... Ela ta bem, já até deixamos comida pra ela lá.
Olhei em volta, à procura dessa comida e encontrei na mesa duas maçãs, novamente e água. Também tinha uma faca caso eu quisesse descascar a maçã. Até que eu pensei... Uma faca! Tentei andar, com a cadeira junto até a mesa, não havia ninguém na mesma sala que eu, talvez houvesse do lado de fora, então era melhor eu não fazer tanto barulho.
Quando alcancei a mesa virei de costas, e com a minha mão presa tentei pegar a faca, e consegui. No momento em que consegui, voltei o mais rápido que pude para o lugar em que estava antes. Comecei a cortar a corda, isso não ia ser rápido, mas era melhor do que ficar ali presa.
Depois de um tempo eu finalmente consegui me soltar. Levantei, e decidi sair, com a faca na mão. Abri a porta e estava prestes a enfiar a faca na barriga daquele homem, quando de repente eu voei para a parede.
–Você achou que ia ser fácil assim? — Ele disse, e cada vez a pressão naquela parede ia aumento e machucando — Chame o Crowley. — Ele disse e o seu parceiro foi atrás do Crowley.
De repente o Crowley, Sam, Dean e o aquele parceiro entraram no quarto, ou sei lá o que era aquele lugar onde eu estava.
–Então quer dizer que você tentou fugir? Com a faca que eu deixei pra você comer? — Crowley começou a falar, ele provavelmente sabia que eu ia fazer aquilo, pelo seu tom de voz deu para perceber isso.
– Ok, nós trouxemos o que você queria, agora solta ela. — Sam disse. Crowley assentiu.
–Pode soltá-la. — O homem me soltou e eu cai no chão. Sam e Dean vieram me ajudar. — Foi bom fazer negócios com vocês garotos. — E ele sumiu daquele lugar.
Eu olhei para os meninos, assustada com o que tinha acabado de acontecer.
–Eu não vou falar nada, vocês me explicam isso direito quando chegarmos em casa... — Eles concordaram — E vem cá, cadê a Jessie?
–Ela ficou em casa, não queríamos arriscar a vida dela a trasendo para cá. — Sam disse.
Fomos saindo de lá até chegarmos no Impala deles. Eles entraram na frente, Dean dirigindo e Sam no banco de carona, eu fui atrás.
–Então... Que "palavra de Deus" é essa? — Perguntei, puxando assunto.
–Ué... É a palavra de Deus, é o que Deus disse anotado. — Dean disse, como se isso fosse a coisa mais normal que existe.
–Ah. — Respondi, seca. — E vocês trocaram algo tão importante por mim? — Perguntei, impressionada.
–Não... A gente deu para eles um falso.
Eu não sabia se ficava feliz pela palavra de Deus estar salva ou triste por ele ter insinuado de que eu não valhia tanto como a palavra de Deus.
–Hum... E aonde está a verdadeira? — Perguntei.
–Não sabemos. — Dean respondeu.
Continuamos o resto do caminho em silêncio. Quando chegamos eles foram entrando e eu fui atrás. Entramos em casa e Jessie estava sentada na mesa da cozinha, inquieta.
–Ai meu Deus Annie! Você está bem? — Ela levantou correndo e veio me abraçar.
–Sim, sim. — Sai do abraço e me virei para os garotos — Por falar nisso, obrigada e desculpa.
–Desculpa pelo o que? — Dean perguntou — Você tentou fazer com que a gente se divertisse, tivesse um dia de descanço, e agora, acabou sendo afetada também... Nós é que pedimos desculpas. — Ele abaixou a cabeça.
Ficamos em silêncio por um tempo.
–E vocês vão em bora? — Perguntei, quebrando o silêncio.
–Precisamos ir atrás da verdadeira palavra de Deus. -Sam disse.
–Mas Sam, não podemos deixar elas aqui, quando Crowley perceber que a palavra de Deus que está é falsa, a primeira coisa que vai fazer é vim atrás de uma delas. — Dean disse, e ele tinha razão.
–Então... Elas vão com a gente. — Sam concluiu.
–O que? Mas... Mas vocês disseram que era perigoso. — Jessie protestou.
–E era, mas agora já era, vocês já estão nisso. A melhor opção agora, é ficar com a gente. — Sam explicou.
–Eu vou. — Aceitei.
–Eu... E meus pais? — Perguntou Jessie, ainda indecisa.
–A gente deixa uma carta para eles. — Dean respondeu, rapidamente.
–E os meus? — Perguntei.
–Esperamos que você volte antes que as férias acabem. Se você não voltar, a gente vê o que faz. — Dean parecia ter a resposta para tudo.
Depois de um tempo pensando, Jessie aceitou. Ela se sentou na mesa e começou a escrever um carta para os pais, enquanto eu arrumava ma mochila com algumas roupas para levarmos. Fui até o carro e coloquei a mochila no banco de trás. Voltei para a cozinha e Sam estava sentado, apoiado com a cabeça nas mãos, Dean estava com a cabeça caída na mesa, fingindo estar dormindo enquanto Jessie ainda escrevia a carta. Eu ri daquela situação.
–Jessie? — Chamei ela, e ela estendeu a mão, com o sinal de "Espera ai".
–Oi — Disse ela, dobrando o papel, sem nem mesmo olhar para mim.
–Vamos? — Quando disse isso, o Dean e o Sam se levantaram ao mesmo tempo.
–Vamos! — Eles disseram, juntos. Eu ri mais uma vez.
–Vamos. — Ela disse, colocando a carta em cima do balcão.
Nós saímos da cozinha e trancamos a casa. Fomos até o carro. Eu, a Jessie e a nossa mochila fomos no banco de trás, na frente foram o Dean, que dirgia, como sempre, e o Sam que estava no banco de carona.
O Dean começou a andar com o carro, foi aqui pensei, "Para onde estamos indo?"
–Gente, para onde a gente vai? — Perguntei.
–Atrás do profeta Kevin, ele deve saber aonde a palavra de Deus está. — Sam respondeu minha pergunta.
–E quando acharmos ela, o que faremos? — Jessie perguntou.
–Destruiremos. — Dean respondeu, seco. Troquei alguns olhares com Jessie, mas não falamos nada.
Então o Dean decidiu ligar o rádio. Nele tocava "Carry On My Wayward Son". Eu e a Jessie conhecíamos bem essa música, e pelo jeito , os garotos também. Dean aumentou o som e todos começamos a cantar a música. O vento que entrava pelas janelas fazia com que aquele momento se tornasse mais engraçado e divertido do que já era.
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