Férias Sobrenaturais
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Depois de um tempo nós já estávamos dormindo. Bem na verdade eu estava acordada, mas com os olhos fechados, já a Jessie dormia que chegava a roncar. Dean e Sam estavam acordados procurando um hotel para passarmos a noite.
–O que nós vamos fazer para achar o Kevin? — Dean perguntou.
–Eu não sei... — Sam respondeu.
Eu fiquei ali pensando, nós estávamos atrás de uma pessoa, que nenhum de nós sabíamos como começar a busca. Eu parei de prestar atenção no que os irmãos falavam e decidi tentar dormir.
Chegamos no Hotel e o Sam e Dean começaram a nos acordar.
–Ei, preguiçosas! Acordem, nós chegamos. — Dean me balançava e Sam balançava Jessie.
–Hã... Ah ok. — Me sentei, pois eu estava deitada no colo da Jessie, que dormia sentada.
–Oi, oi... To acordada. — Disse Jessie, abrindo os olhos. Eles riram da nossa reação ao acordar.
Saimos do carro, ainda com bastante sono e fomos entrando no Hotel. Sam e Dean pediram dois quartos, cada um com duas camas. Um seria para mim e a Jessie, e outro para eles. Nós lembramos que não havíamos levado dinheiro algum, mas eles disseram que mesmo que a gente tivesse levado eles que iriam pagar. Eu agradeci.
Subimos para os quartos. Eles eram um na frente do outro. Ficamos no corredor, entre os dois quartos, nos olhando.
–Bem... Boa noite. — Sorri.
–Boa noite. — Todos eles disseram juntos.
Eu e a Jessie entramos no nosso quarto, enquanto Sam e Dean foram para o quarto deles. Eu entrei e decidi tomar banho.Entrei no banho e deixei aquela água morna cair sobre o meu rosto. Sai do banho e mandei Jessie ir tomar. Deitei na cama e peguei meu celular, percebi que tinha uma mensagem.
"Filha estou com saudades! Quando você quer que eu vá te buscar? Beijos te amo. "
No momento em que vi essa mensagem, lágrimas se formaram nos meus olhos. Desde que eu cheguei da viajem eu já havia sido assombrada por um fantasma, matado um fantasma, conhecido caçadores de coisas sobrenaturais, sido sequestrada por um homem com o olho todo vermelho, descoberto que a palavra de Deus foi realmente escrita, e que profetas existem. Isso tudo em somente dois dias... O que poderia acontecer amanhã?
Pode deixar mãe... Eu peço pra um amigo me levar pra casa no último dia de férias ok? Também estou com saudades! Te amo. "
Respondi ela. Mentir para minha mãe era horrível. Para algumas pessoas mentir para a mãe era normal, mas para mim não. Eu sempre confiei na minha mãe, claro que já menti uma vez ou outra, mas dessa vez eu me senti mal mesmo por ter mentido.
Jessie saiu do banho e já se tacou na cama. Eu esfreguei meus olhos para que as lágrimas que estavam nele não caíssem. Coloquei o meu celular na escrivaninha que tinha ao meu lado.
–O que foi Annie? — Jessie perguntou.
–Nada... É só que... Mentir para minha mãe, eu odeio fazer isso. — Deitei na cama.
–Como você acha que eu me senti abandonando minha mãe, deixando somente uma carta para ela? — Ela se cobriu e desligou o seu abajur.
Eu não falei nada. Desliguei meu abajur e virei para o canto. Não demorou muito e eu dormi.
Acordei com o Sam e o Dean batendo na porta que nem loucos. Levantei, olhei o relógio e eram seis horas da manhã. Andei até a porta e a abri.
–O que vocês querem à essa hora? — Perguntei, tentando manter os olhos abertos.
–Acredite, você tem sorte, ele me acordou cinco horas da manhã. — Dean disse e eu ri.
–Nós vamos partir cedo hoje, precisamos achar o profeta o mais rápido possível. — Sam se explicou.
–Ok, já to indo. — Assenti
Fechei a porta e fui tomar banho, para me ajudar a despertar. Tomei um banho gelado, para não ficar com preguiça de sair dali. Assim que sai do banho mandei Jessie ir tomar. Expliquei para ela que o Sam queria sair cedo daqui e ela tentou ir o mais rápido possível. Eu coloquei uma calça jeans, um All Star, uma blusa branca e um casaco jeans. Guardei as poucas coisas que eu havia tirado da mochila.
Jessie saiu do banho, com uma calça jeans, assim como eu, um tênis e uma blusa de manga comprida. Eu peguei a mochila e desci. Quando saímos do Hotel nos deparamos com um garoto que estava prestes a entrar. Eu o reconhecia de algum lugar.
–Alex! Oi ! — Jessie o cuprimentou com um abraço. — Lembra da minha prima Annie?
–É acho que eu lembro... — Ele riu. Eu o também o cumprimentei com um abraço.
–Oi. — Sorri, mesmo sem lembrar dele.
–Como andam as coisas? — Jessie começou a puxar assunto.
–Bem... E com vocês? — Ele até que era educado.
–Vão bem... Né Annie? — A Jessie adora me meter nessas conversas.
–É... — Sorri, novamente. Talvez eu estivesse com um pouco de vergonha. — Jessie a gente não tem que ir? — Apressei a conversa.
–É, nós temos que ir. Nos vemos depois Alex. — Ela deu um abraço nele, novamente.
–Até depois. — Ele disse, me dando um abraço também.
Ele entrou no Hotel e eu e a Jessie fomos em direção ao Impala dos meninos. Entramos e eles nos olhavam, como se tivéssemos cometido um crime.
–Quem era ele? — Perguntou o Sam, sendo direto.
–Um amigo meu... — Jessie respondeu, calma.
–Você conhece ele Annie? — Dean perguntou.
–Sim e não. Ele não me é estranho, mas eu não lembro dele. — Respondi.
–Se você não conhece ele, por que ele ficou te abraçando? — Dean perguntou, novamente sendo direto.
–Sei lá. Por educação? — Falei.
–Por educação... — Ele sussurrou enquanto olhava para frente e ligava o carro e começava a andar.
Eu e a Jessie trocávamos alguns olhares que diziam "O que acabou de acontecer aqui?".
Continuamos a andar com o carro,
–Então, para onde vamos? — Perguntei.
–Vamos para a casa da mãe do Kevin, ele não suportaria ficar muito tempo longe dela, provavelmente ele está lá. — Dean disse.
Isso era bem óbvio. Ele, como qualquer outro, não aguentaria ficar tanto tempo longe da mãe, provavelmente ele deve estar lá. Andamos um tempo no carro até chegarmos na cidade em que a mãe do Kevin morava. Quando chegamos eles pararam frente a uma casa.
–É aqui? — Perguntei.
–É. Esquesito... Não tem ninguém aqui... Sam se prepara para qualquer coisa. — Dean alertou Sam.
Eles sairam do carro, com cuidado. Eu e a Jessie começamos a abrir a porta, mas nesse exato momento alguém bateu ela, Dean.
–Nem pensar. Pode ter demônios lá dentro. Daqui vocês não saem.
–Mas...
–Ele tem razão, vocês ficam. — Sam me interrompeu.
Nós não discutimos, afinal, eles eram experiente nisso enquanto nós não. Eles davam passos calmos, para não fazer barulho e iam se aproximando da porta. Quando vi eles já estavam entrando na casa, ainda com as armas.
–Annie... — Jessie me chamou. Virei para o lado e um homem estava encostando uma faca em sua garganta. Eu estava prestes a berrar pelo nome do Dean quando alguém colocou a mão na minha boca.
Fale com o autor