Extintos

5 Situações difíceis!


Notas iniciais
Obrigado à todos que estão acompanhando a fic, e se você leitor se estiver gostando bastante por favor recomende!Vamos fazer a fic crescer.

Situações difíceis!

“Às vezes escolher a vida, é só escolher uma forma mais dolorosa de morrer”.

Pensei nisso bastante, todos nós saímos do colégio, Lucas abriu a porta do motorista do Eco esporte vendo Tina meio nervosa então disse:

-Temos que sair daqui.

Marcos abriu a porta do porta mala vendo seu filho quase desmaiado caído no tapete.

-O que aconteceu com ele?

-Nada de mais... Ele esta com dificuldade para respirar.

Olhei para Didi, estava meio nervoso calado e pensativo, será que essa era a hora perfeita para eu puxar papo com ele? Não... Esse não é o momento, Marcos levantou seu filho no colo:

-Vem cá amor...

-Papai... –Disse a criança. –Eu estou apertado.

Marcos olhou para Lucas que o encarava:

-Numero um ou numero dois?

-Numero dois.

Marcos abaixou a cabeça e olhou novamente para Lucas:

-Não dar para segurar? –Perguntou para seu filho.

-Não...

-E se eu arranjar um penico ou sei lá o que... Você faz aqui?

-Não...

Marcos olhou lá na frente a uns 100 metros o banheiro público então apontou o dedo para um dos três que tinha lá:

-Ta bom... Eu preciso que você seja um moçinho agora, preciso que você seja muito valente... Esta vendo aquelas casinhas azuis ali? Preciso que você vá lá sozinho, fico esperando você bem aqui ta bom?

-Arrã...

-Você faria isso por mim?

-Ta bom.

-Bom garoto.

Marcos colocou o garoto em pé no chão, Lucas, Tina que ainda estava calada, eu e Didi paramos para olhar a cena, muito fraco o garotinho infectado deu um passo para frente, e deu mais outro cambaleando para os lados, deu mais outro quase caindo, ate que no próximo passo não agüentou de fraqueza caindo no chão, Marcos com lagrimas nos olhos chegou ate o garotinho o levantando no colo:

-Tudo bem... Filho eu estou aqui...

-Pai... Me desculpe...

-Não eu que peço... –Disse Marcos agora pingando suas lagrimas no ombro de seu filho. –Você foi demais filho, estou orgulhoso de você, papai vai te levar ta bom?

Marcos se virou para Lucas:

-Me impressione sendo bom Lucas, a gente volta em um minuto, vamos filho.

Marcos foi caminhando em direção dos banheiros, Lucas rapidamente colocou a mascara de medico e tirou a mala de Marcos do Eco esporte e colocou no chão, sério caminhei para ver Marcos levando o garotinho:

-Entra aqui. –Disse Lucas para mim.

Lucas me puxou pelo braço, quase cai no chão:

-Anda logo entra no CARRO! –Disse ele aos berros.

-Não... –Falei. –Não podemos deixá-los aqui!

-Nós os trouxemos ate aqui, esse foi o acordo! Agora Amanda entra no carro e para com a palhaçada!

-Você ouviu muito bem o que o Médico disse, não tem nada aqui... NADA!

-Você já botou a gente em perigo uma vez...

Olhei para Tina com a garganta seca.

-Tina... –Cheguei ate ela que estava de costas dentro do carro. –Tina diz alguma coisa!

Lucas fechou o porta mala e entrou no carro, Didi fez o mesmo sentando no banco de trás, sem nada o que falar entrei no carro, e virei para trás vendo Marcos que já voltava com seu filho, Marcos vendo a gente saindo olhou para seu filho e fez um sorriso falso:

-Qual é aquela musica que a sua professora te ensinou que você sempre cantava?

-A dona aranha... –Respondeu o garoto prestando atenção em nosso carro que agora Lucas acabara de ligá-lo.

-Você se lembra de como era para eu cantar junto?

O garotinho começou a cantar, não cheguei a ouvi-lo, pois nosso carro já estava longe, triste e sentindo uma angustia na alma fiquei com musica dela na cabeça...

“A dona aranha subiu pela parede”

“Veio a chuva forte e a derrubou”

“Já passou a chuva e o Sol já vai surgir”

“E a dona aranha continua a subir”

Paramos o carro em uma estrada no meio do nada, lavamos o carro completamente com cloro e desinfetante, olhei para um boneco do garoto e o joguei no acostamento:

-Falta quanto tempo ate a praia Amanda?

Perguntou Lucas.

-Pelo menos uns dois dias. –Respondi.

-Esta a fim de jogar golfe? Hã? –Disse Lucas apontando para um hotel lá na frente. –Por que não passar a noite em um hotel bem caro como o Marquise? Em? E ai Tina?

Tina abaixou a cabeça olhando para o asfalto:

-Faz o que quiser Lucas...

Estacionamos o carro em frente ao hotel, todos nós saímos do carro e chegamos em frente a portaria, Lucas e Didi sacaram suas armas de fogo, colocamos as luvas e as mascaras de médicos, entramos no hotel vendo que não tinha ninguém, a portaria estava vazia, alguns objetos cobertos por lençóis, Didi e Lucas guardaram suas armas, Lucas apitou a companhia:

-OI! OLÁ! –E só ouviu o eco de sua voz. -O serviço aqui é uma droga!

Tina nervosa e séria se olhava no espelho da recepção, ficou se olhando por um bom tempo, Lucas chegou ate ela:

-Oi...

-Oi... –Respondeu ela.

-Esta tudo bem?

-Tudo.

-Olha... –Lucas tentou pegar em Tina, mas ela foi para trás evitando. Lucas abaixou a cabeça. –É... O que aconteceu lá trás... Eu só quero levar todo mundo para a praia. Você sabe disso.

-É eu sei...

-Nós concordamos com as regras, os doentes estão mortos, não dá para fazer mais nada.

-É eu sei...

-Ta bom... Eu vou olhar lá nos fundos.

-Ta bem.

Comecei a andar pelo hotel junto com Didi ate que ouvimos a voz de Lucas que viera lá de fora:

-Aí Amanda! Achei uma piscina!

Cheguei ate a janela do hotel vendo a piscina enorme, e também as cadeiras de praia que ainda estavam ao redor, algumas toalhas também e a água da piscina toda barrenta e cheia de entulhos, Lucas olhou para mim e sorriu:

-Esta afim de jogar Pólo?

Sorri um pouco, Lucas foi ate aquela tabua “esqueci o nome” onde as pessoas dão pulos para mergulhar, Lucas com um cabo de vassoura colocou ele na piscina barrenta o prendendo em algum lugar, Lucas curioso para tirar o puxa vendo subir um cadáver, com o susto meu irmão escorregou da tabua e conseguiu se pendurar nela preste a cair na piscina lotada de vírus infectado.

-Amanda me ajuda! Alguém me ajuda!

Eu assustada corri feito louca pelo corredor do hotel junto com Didi para salvar meu irmão, quando Lucas estava escorregando a mão e preste a cair na piscina eu e Didi chegamos e ele com a mão esquerda e eu com a direita subimos Lucas de volta para a tabua, Lucas deitado na tabua com falta de ar sorriu e comentou:

-Eu acho melhor jogar golfe!

Notas finais
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