Extintos

1 Não é a mesma coisa...


Notas iniciais
Espero que gostem demorei muito para fazer. Cada capitulo sera postado sexta.

Não é mais a mesma coisa.

Eu me lembro do tempo que a Terra era um lugar bom de morar, sim... Eu me lembro dos tempos onde eu e meu irmão íamos à praia, e que fazíamos castelos de areia, e que tirávamos varias fotos, eu me lembro do sorriso de nossa mãe, nossa como ela era linda com seus dentes branquinhos e seus lindos olhos verdes.

Tempo atual...

-Vinte perguntas vai... –Comentei olhando para o banco da frente, onde tava sentado Lucas meu irmão mais velho e sua namorada Tina, eu estava sentada atrás com Didi no nosso adorável Vectra azul roubado.

-É homem? –Perguntou Tina olhando pela janela o Sol que pairava sobre o oriente, e também a estrada onde passara o carro agora.

-Ai... Cerveja quente tem gosto de urina! –Falou Lucas limpando seus lábios molhados em sua blusa vermelha de regata, além de após fazer isso observar que a gasolina estava acabando.

Tina olhou para trás cutucando Didi que pensava longe:

-Sua vez...

-Eu... – Disse o rapaz. – Vivo ou morto?

-RAM! Você não acha que essa pergunta para hoje em dia não esta meio idiota? – Disse meu irmão agressivamente.

-Lucas é um babaca! –Disse Tina olhando para Didi. –Não liga para ele não, se quiser eu dou um jeitinho nele.

-Eu estou ouvindo tudo. – Expressou-se Lucas.

- A Amanda é a irmã que tem celebro. – Tina disse olhando para mim, Didi também olhou, por um momento vi seus dentes branquinhos, e o reflexo do sol sobre seu cabelo loiro bastante liso.

-Fiquei chateado. –Disse Lucas sorrindo.

-A é? – Falou Tina dando-lhe um beijo na boca. Não, quer dizer... Vários beijos na boca.

Sorri junto com Didi, nesse momento passamos sobre uma placa, não conseguir ler, pois estava sem meus óculos, mas Lucas falou para todos:

-Estamos a mais ou menos 1 km da BR.

-Não entra nela, fica pela estrada secundaria. -Eu falei olhando pelo GPS em meu celular.

-Toda vez que você diz isso Amanda, ficamos mais ou menos umas 3 horas andando no meio do nada! –Falou meu irmão bebendo mais um gole em sua latinha.

-Concordamos com a regra não foi? –Perguntei agora em um tom de voz maior.

-E entrando na BR quebramos qual?

Eu histérica gritei:

-A regra disse que não vamos entrar na BR.

-Eu acho que agente não vai quebrar a regra, ela não disse que estaríamos andando em alta velocidade, bebendo cerveja em um Vectra roubado. E olhem só... Sem as mãos! –Gritou Lucas andando sem as mãos sobre o volante.

-Para com isso babaca! –Gritei dando uns tapinhas no ombro dele.

Lucas colocou a mão no volante:

-Beleza espertinha... Me da o GPS.

Olhei para ele:

-Você consegue? Tem coisa escrita nele.

Tina riu, Lucas comentou:

-Engraçadinha.

Tina olhou para frente vendo um carro Eco Esporte parado no meio da estrada:

-Se liga.

Eu e todos do carro olhamos para o Eco Esporte, Lucas meio nervoso, parou a musica que estava ouvindo no carro, passou a mão sobre sua barba mão feita, e foi freando devagar o carro.

Ate que parou, todos nós atentos olhamos para o homem careca que acenou a mão para nós, e para uma linda criançinha morena de uns 6 anos que estava com a cabeça abaixada no banco de trás do carro.

-Hei... Pessoal. –Disse o homem.

-Fechem as janelas. –Comentou Lucas fechando a dele.

Obediente eu e os demais no carro fechamos também.

-O que, esse cara esta querendo? –Perguntou Didi.

O homem deu dois passos para frente com a mão esquerda para trás:

-Eu e meu filho ficamos sem gasolina.

Lucas gritou:

-Amigo, por favor, tire o seu carro da estrada.

-Saímos de Santa Catarina ontem de manhã, o ultimo posto de gasolina esta seco. -Falou o homem dando mais dois passos para frente.

-Desculpe a gente não pode ajudar... Tire o carro. –Gritou mais uma vez Lucas impaciente.

-Só precisamos de um pouco de gasolina.

-É eu sei você e mais o mundo.

O homem deu mais dois passos para frente, Lucas gritou:

-PODE FICAR PARADO AI!

O homem olhou para o céu, eu também, o céu estava lindo e azulado com poucas nuvens, calma olhei novamente para o homem que suava muito, com sua blusa preta e sua calça azul rasgada pelo tempo.

-Eu proponho uma troca. –Disse o homem. –Nos temos água e alimento.

-Lucas temos mais do que o necessário. –Disse Tina olhando para meu irmão.

-Como é que você sabe? –Perguntou Lucas ou meu irmão olhando para ela.

Olhei para o homem mais uma vez, parecia normal, então falei:

-Lucas ele parece limpo.

-Ou pode esta encubado... Pensa nisso um pouquinho. –Comentou meu irmão.

Nesse momento ouvimos a voz de desespero de Didi:

-Gente o garoto pegou.

Assustado e aterrorizados olhamos para criança e era verdade, a criança tinha pegado o vírus, o acordo tinha acabado.

-DROGA! –Gritou Lucas acelerando o carro. O homem mostrou a mão esquerda que segurava uma pistola, e como um leão atrás de sua presa, o homem começou a atirar em nossa direção, Lucas um excelente manobrista, rodou o volante, dando uma derrapada, e batendo um pouco sobre as arvores que cercavam ao redor da pista passou sobre o carro do homem com o pinéu furado...

Tina abaixou a cabeça:

-Eles vão morrer lá...

-Todo mundo vai morrer! – Lucas falou terminando.

“As regras são simples... Pelo menos é assim que eu e meu irmão encaramos.”

Regra numero 1:Evite a infecção à qualquer custo. A respiração deles é altamente contagiosa.

Regra numero 2: Desinfete qualquer coisa que foi tocada nas ultimas 24 horas.

Regra numero 3: A doença já é a morte, não podem ser salvos. Você quebra as regras você morre você segue as regras fica vivo, talvez...

Notas finais
Comentários a um humilde escritor, por favor *=)*