Extintos
7 A dura missão de Lucas...
Notas iniciais
A dura missão de Lucas...
Puxados pelos homens caminhamos ate o nosso carro, onde vimos eles pegando nossas águas, e gasolina, Didi comentou:
-Precisamos disso!
-Nós também! –Respondeu um deles.
Quando eu ia entrar no carro um me segurou:
-Você não vai não!
Assustada gritei:
-Didi! Lucas! –Os dois assustados saíram do carro nesse momento olhando para mim.
Um homem chegou ao que estava me segurando:
-O que você esta fazendo? Deixa a garota em paz!
-A garota fica!
Tentei me soltar:
-NÃO! –Gritei agora muito assustada, ai meu Deus o que eles querem comigo!
Outro segurou Tina:
-Essa também fica!
Tina berrou:
-Tira essas mãos de mim!
Lucas gritou:
-Solte elas se não os mato! Seus desgraçados!
O homem que me segurava apontou sua arma em direção ao meu irmão e ao Didi:
-Fiquem quietos ai! Para trás!
O homem que nos defendia chegou ao outro:
-Se ficarmos com elas, o que vamos fazer com os caras? Matar? Não somos esses tipos de gente!
-É? E que tipo de gente somos? Do tipo que fica sentado esperando morrer!
Calada vi Lucas sorrateiramente colocando as mãos para trás para pegar sua arma, Didi fez o mesmo, eu sussurrei para os dois:
-Espera...
O homem que nos defendia apontou sua pistola em direção aos outros, um deles disse:
-Vai se ferrar Toni, aqui não é Brasília, você não é mais o líder!
-Solte as garotas!
Outros dois homens por trás derrubaram o que nos defendia, um deles falou:
-Temos que checar as garotas, para ver se estão limpas!
-Isso! Tirem as roupas!
Nervosa eu disse:
-Por favor não!
Todos apontaram suas armas em direção de mim e Tina:
-Eu mandei tirar! –Gritou um deles.
Chorando eu tirei a blusa de frio, Tina me vendo começou a tirar sua blusa, tirei minha blusa ficando com a parte de cima só o sutiã, aquele era o fim? Ficar com esses homens como escrava... É assim? Acabou? Mas quando Tina tirou sua blusa todos assustaram e começaram a gritar:
-Ai que merda!
-Ai que merda, DROGA!
-TODO MUNDO PRA TRÁS!
-Fica longe dela!
Quando eu, Lucas e Didi olhamos nos vimos que Tina estava infectada, em baixo de seus seios aparecia o primeiro estagio da doença que é um ferida! Lucas pasmo ficou em estado de choque, Didi foi puxando ele para trás em direção do carro, os homens gritavam:
-Dão o fora daqui agora!
Coloquei minha blusa de volta e entrei no carro, Tina pasma e triste ao mesmo tempo entrou também, Lucas e Didi fizeram o mesmo. E agora todos nós sabíamos por que Tina estava diferente, foi o garoto, sim o garoto que contaminou ela, e agora o que vamos fazer?
De manhã...
O carro já estava longe passando por uma BR no meio do nada, eu estava sentada no banco da frente com meu irmão, Tina calada estava no banco de trás à esquerda, e Didi no maximo à direita, todos nós estávamos calados e usando luvas e mascaras de médicos menos Tina que não parava de chorar, Lucas com lagrimas nos olhos dirigia o carro.
Eu olhei para o carro, estava acabando a gasolina, ate que vimos um posto no meio do caminho, Lucas estacionou o carro para abastecê-lo.
Didi saiu do carro imediatamente para testar o orelhão se funcionava, mas... No meio do caminho abaixou a cabeça e voltou. Lucas e eu não achamos gasolina, então Lucas entrou na lanchonete em busca de gasolina, e eu fui atrás do posto procurar no porão onde vi uma cruz escrita...
“A Marta minha esposa para sempre”.
Me agachei para dar meus pêsames a mulher, Didi me encontrou lá se agachou comigo para ver a cruz e comentou:
-Você quer acabar igual a ela? –Engoli seco... Ele pegou em meu ombro. -Vai ser assim se ela ficar! Fala com ele...
Me levantei e entrei na lanchonete vendo meu irmão tentando abrir um cofre:
-Lucas...
-Me ajuda aqui droga!
-A gente tem que conversar!
-A chave tem que estar em algum lugar!
-Lucas a gente tem que resolver!
Lucas esmurrando o cofre com seus punhos berrou:
-CADÊ A CHAVE!
Depois ficou em um silencio profundo na lanchonete... Ele abaixou a cabeça:
-Amanda... Vai para o carro...
Obedecendo fui caminhando para o carro onde vi Didi parado olhando para mim então ordenei:
-Entra.
Nos dois entramos no carro, Lucas entrou no carro com lagrimas nos olhou pelo retrovisor viu Tina, ela perguntou para ele:
-Deu sorte?
Sem responder ele ligou o carro, e começamos a andar novamente pela estrada, ate que Lucas parou perto do posto e olhou para baixo, desligou o carro, Tina perguntou:
-Lucas o que foi?
Serio Lucas ordenou:
-Sai do carro! –Ela olhou para nós, eu olhei para baixo, Didi fez o mesmo. –Eu mandei sair!
Tina tirou o sinto:
-Eu vou ficar no porta malas...
-Não foi isso que eu disse! –Berrou meu irmão.
Tina chorando olhou para nós:
-Lucas, por favor, me deixa ficar!
Lucas saiu do carro, abriu a porta dela e puxou ela pelo braço para fora do carro com ela dizendo chorando feito criança:
-Por favor! Não... Lucas! LUCAS NÃO FAZ ISSO!
-Tem uma cidade aqui perto...
-São só uns machucadinhos! Eu... Te amo... Eu fico de mascara... Eu não sabia!
Lucas aos berros apontou o dedo em sua direção:
-É MENTIRA QUE NÃO SABIA!
-Eu...
-Não faz isso! Para de mentir para mim!
-Eu não tinha certeza! Por favor, não me deixe aqui! Por favor, me ajuda! Por favor, Lucas me ajuda...
Calado meu irmão entrou no carro fechou sua porta e ouviu:
-Lucas...
E as ultimas palavras que ele disse para ela foi:
-Eu te avisei do garoto! Eu disse para ficar longe dele, por que você não quis me escutar?
-Ele estava em choque e não conseguia respirar!
Lucas ligou o carro e acelerou, e nós entramos novamente na estrada em direção ao nosso destino deixando nossa amiga Tina para trás, ela chorando e chorando foi atrás de nosso carro aos prantos ate não conseguir mais e ficar parada no meio do nada, olhei para o céu e pensei:
“Às vezes escolher a vida, é só escolher uma forma mais dolorosa de morrer”.
Será que é verdade? Será que eu escolhendo a vida estou só escolhendo uma forma mais dolorosa de morrer? Será que não tem mais jeito? Será que a raça humana morrera? Essas perguntas não saem de minha cabeça...
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