Extintos
8 Revelações...
Notas iniciais
Revelações...
“O carro não parava de andar em direção ao nosso destino...”
Olhei para meu irmão que serio dirigia o carro:
-Lucas...
-Me da uma cerveja. –Respondeu ele.
Peguei uma no porta luvas e dei em suas mãos, ele com a mão esquerda abriu a latinha de cerveja e deu um gole:
-Droga de cerveja quente... Ela tem gosto de mijo...
Olhei para o combustível, estava no fim da reserva:
-O que a gente vai fazer? –Perguntou Didi.
-Eu não sei... –Respondi.
-Esta acabando a gasolina!
Gritei:
-EU SEI DISSO!
Ate que viramos na pista esquerda e vimos um carro modelo Corsa em nossa direção:
-Um carro! –Exclamou Didi.
-Eu estou vendo. –Respondi.
-Vamos fazer ele parar.
-É a gente acena educadamente e faz ele parar... –Lucas acelerou mais nosso Eco Esporte. –Lucas... –Falei meio nervosa. Lucas foi para direção do carro a mais de 120 KM por hora. –LUCAS! –Gritei o mais alto possível!
Lucas nesse momento apertou o freio do carro, e virando o volante todo o carro rodou na pista dando uma derrapada no asfalto, o carro em nossa frente deu uma freada brusca, ate que nosso carro parou no meio da estrada bloqueado que o outro carro passasse. Lucas deu uma respirada e abriu à porta do carro, eu segurei ele pelo braço:
-Ou... –Ele olhou para mim. –Eu cuido disso...
Abri a porta do carro e sai dele vendo dentro do Corsa duas senhoras de uns 50 anos, eu dei dois passos para frente, uma delas disse:
-FICA PARADO AI!
A outra já gritou:
-Não se mova!
Falei para as duas:
-Eu vou ficar aqui, nos só queremos gasolina.
A senhora que dirigia lamentou:
-Desculpa não temos sobrando...
-Eu sei... Eu entendo... –Olhei para elas, as duas tinham correntes de Jesus pregado na Cruz, então tive uma idéia. -Mas eu esperava que vocês como seguidoras de Cristo pudessem ajudar a gente...
Uma delas disse:
-Por favor, não faz isso...
-Sabe... Eu estou grávida, estamos procurando um bom lugar para viver, para esperar tudo passar.
A senhora ao lado da motorista disse:
-É melhor a gente ir embora daqui, engata a ré.
A outra gritou com lagrimas nos olhos:
-Boa sorte!
-Vai! Vai! –Disse a outra vendo o carro de sua colega já indo para trás.
Falei:
-Senhora... Por favor, eu estou implorando!
POU! POU! POU!
Esse foi o barulho que ouvi quando Lucas saiu de nosso carro apontando uma pistola em direção da senhora que dirigia a matando com três tiros, desesperada sai correndo em direção de meu irmão empurrando ele para trás:
-NÃO LUCAS!
Ele me empurrou para trás, já caminhando em direção do carro para matar a outra senhora, ele gritou:
-Saí do CARRO!
A outra senhora abriu a porta do carro:
-SAÍ DO CARRO! –Gritou meu irmão novamente. Ela se levantou em com uma arma modelo 38 acertou um tiro na perna de meu irmão, meu irmão caiu no chão por causa do tiro e mesmo assim matou a outra senhora que deu um grito após ter levado o tiro.
Meu irmão deitado no chão olhou para cima vendo as nuvens depois se levantou e ferido foi pulando de um pé só ate o carro, passou por mim me vendo chorar e disse:
-Pega a gasolina.
Didi saiu do carro com um galão, eu olhei para ele:
-O que você esta fazendo?
-Elas não iam dar para a gente Amanda...
-O QUE!
Lucas encostado no carro vendo sua perna sangrar gritou:
-Vai ajudar!
Olhei para meu irmão e com muita raiva fui caminhando em sua direção:
-Não fala comigo! Ta me ouvindo! Você não manda em mim -Lucas se virou caminhando para o outro lado, com muita raiva comecei a puxar ele. –Não vai embora seu desgraçado! Estou falando com você!
Lucas se virou me agarrando pela gola da blusa aos berros:
-Eu estou falando com você! Eu estou mandando em você sua SANTINHA DE MERDA! Deve ser ótimo ficar só olhando em quanto seu irmão se afunda na merda por você! –Gritou Lucas tão perto de mim que eu sentia sua respiração agitada.
-Eu não...
-Alguém tinha que fazer isso... Você ia fazer Amanda! Você se lembra do nosso ultimo dia em casa? Foi você que entrou no quarto da Mamãe e do Papai para pegar a arma, não foi? Não foi você que teve que menti dizendo para eles ficaram calmos! E que a gente voltava logo.
Comecei a chorar, e quase sem poder falar disse:
-Estavam... Estavam vivos... Vivos...
-Você sabia que estava!
-Estavam? Você me disse que...
-Eu disse o que você queria ouvir!
Chorando muito empurrei ele para trás berrando:
-SEU BABACA! –Gritei empurrando ele mais ainda. -BABACA! –Ele me segurou pelo braço:
-VEM CÁ! –E me imobilizou pelo pescoço. –Fala para mim... Sou babaca por quê? Me diz Amanda... Babaca por quê? POR QUE! POR DEIXEI VOCÊ SAIR COM A CONCIÊNCIA LIMPA! Em? Isso é a sua cara Amanda! Se lembra da TINA? VOCÊ SE LEMBRA DA TINA! Foi eu que arrastei ela para fora do carro por enquanto você ficou sentada, só assistindo! –Nesse momento meu irmão começou a chorar junto comigo. –A Tina tinha razão... Você é o celebro...
Nesse momento ele me soltou, caindo no chão pelo seu machucado, ajudei ele a se levantar e sentar no banco do carro, e abaixei a cabeça...
Meses atrás...
Aquele dia estava chovendo muito, comecei a subir as escadas de minha casa em direção ao quarto de meus pais, cheguei ate lá vendo a porta aberta, fui caminhando lentamente ate entrar dentro do quarto, papai e mamãe passavam muito mal, sussurrei para mim mesmo:
-Esta aqui...
Abri a gaveta de roupas vendo a arma de fogo, agarrei a arma e olhei para mim pelo reflexo do espelho, me virei vendo Papai e Mamãe quase mortos, com falta de respiração deitados na cama debaixo do lençol, puxei o lençol vendo um mostro, pois aquilo não era mais minha mãe...
Agora...
-Amanda... –Acordei com a voz de Didi.
Meu irmão ferido estava deitado no banco de trás do carro, Didi dirigia e eu estava ao lado dele:
-Hei... –Disse eu olhando para meu irmão. –Lucas... –Parecia estar com febre. Olhei para a estrada vendo uma casa de três pavimentos ali na frente então ordenei. –Didi para ali. –Lucas... –Ele olhou para mim. –A gente tem que parar naquela casa ta? Para achar alguma coisa pra limpar sua ferida.
-Ta bom doutora...
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