Exchanged Sex.
12 Capítulo 12 - A Volta de Zoro.
Notas iniciais
Eu preciso me desculpar, né? Demorei uma semana! O.O Era para eu ter postado ontem, mas tive probleminhas com a imagem do capítulo! Me desculpem!
Bom, quero agradecer à Aysawa Misaki Love Takumi Usui, Hruska Nóbrega, hyuugavi, AndreaChan, The DifferentGirl, JkUchiha, winter, AhoBaka, Roxell, Fionna The Human, MichiruAmai, Mya, Kahzinhaaa, Orihime (OMG, você voltou! *--* Senti sua falta, Orihime!!), Cynder, DeuzSantos, Wendy C e Yuki Date. Obrigada pelos reviews e pela leitura de vocês!!
Temos uma leitora nova: UmaMugiwara, seja bem-vinda!! ♥
Quero perguntar uma coisa em especial: gente, cadê vocês? Nora-chan e May_Kuchiki, vocês ainda estão lendo a fic? Estou com saudades, sabia? Não machuquem meu frágil coração! T.T Me deem notícias! Leitoras que me ajudaram muito no começo, muito mesmo! Agradeço à vocês eternamente! Todas as que comentam desde o comecinho, muito obrigada!
Bom... Este capítulo tem um pequeno momento fofo entre homens no final! Quem não gosta, não leia!
E... Enfim, esses dois não mudam nunca mesmo, né?
Boa leitura!
Capítulo 12
POV Sanji
– SANJI!!!! COMIDA!! — grita Luffy, entrando na cozinha. Eu suspiro.
– Bom dia pra você também, capitão. — respondo. Ele nem ouve e fica atrás de mim, procurando comida.
– Né, Sanji... Me deixa comer isso aí? — pergunta. Eu o empurro. Ele estica seus braços, pegando a comida da bandeja.
– Luffy! Devolve isso agora! — mando. Ele fica com a cara triste, mas devolve.
– Hm. Bom menino. — falo, começando a preparar o café da manhã do resto da tripulação. Abro a geladeira, procurando os ingredientes, e sinto-a estranhamente vazia. — O que aconteceu?
Olho para Luffy, que desvia o olhar do meu e começa a assoviar. Pego na gola de sua roupa.
– Cadê toda aquela carne, Luffy? — pergunto.
– Carne? O que é carne? Não sei do que você está falando, Sanji... — murmura.
– Sua roupa está cheirando carne até agora! — falo. Ele se desespera.
– Ah! Merda! Eu deveria ter trocado de roupa!! — responde.
– Então foi você!! — grito e coloco-o para fora da cozinha. — Só vai entrar quando o resto do povo estiver aqui!
Fecho a porta, começando a fazer o café da manhã. Quando termino, todos entram. Eles têm um relógio avisando a hora que eu termino de cozinhar, por acaso?
– Ohayo, Sanji-san! — diz Brook, quase cantando. Se senta numa ponta da mesa.
– Ohayo, Sanji-kun! — fala Nami-san.
– Ohayo, Nami-swan! O que você vai querer para o café da manhã hoje? Leite? Café? Suco? — pergunto. Ela empurra meu rosto.
– Um suco de laranja, por favor. — pede. Eu assinto, andando até a geladeira e tirando dali a jarra de suco.
– A propósito... Luffy, como você descobriu a senha da geladeira? — pergunto. Ele me olha, com as boca lotada de pão.
– Eu perguntei para a Nami! — responde. — Ela tava dormindo, então foi fácil fazer ela dizer!!
– Nami-san... Durma com a porta trancada, ok? — peço. Ela vira o rosto em minha direção.
– E você ia sair do quarto como, Sanji-kun? — pergunta. Sinto minhas bochechas esquentarem.
– Ah, é mesmo! Eu vi o Zoro e o Sanji só de roupas íntimas! Hahahahahaha, foi engraçado!! — fala Luffy. Minha cara inteira ferve de vergonha.
– CALA A BOCA! SEU MANÍACO POR CARNE! — grito, com raiva. Todos riem de mim.
Me viro e termino de preparar a refeição de Zoro, colocando tudo numa badeja.
– Vou levar o café do Zoro. Com licença. — falo.
– Boa sorte! — grita Usopp. Por que esse povo sempre me provoca!?
Saio da cozinha, atravessando o convés. Bato na porta do quarto feminino, mas ninguém atende. Abro-a devagar, fechando em seguida.
E por causa do que vejo, quase tenho um ataque cardíaco. Zoro ainda não se transformou em homem. Está em seu corpo de mulher, do mesmo jeito que dormimos ontem. Deixo a bandeja no criado mudo, com pressa. Ele treme. Ponho a mão em sua testa, e sinto que está suando frio. Está inconsciente, mas parece sentir muita dor.
Se contorce na cama, segurando os lençóis com força. Seu maxilar travado indica que realmente sente dor, assim como seu cenho franzido e olhos apertados. De repente, solta um grito horrível de dor, e para de se mexer completamente.
– Z-Zoro? — pergunto, pegando em seu braço. Sacudo seu corpo, mas não parece surtir efeito. — Zoro! ZORO!
Ponho o ouvido em seu peito, mas não ouço batimentos cardíacos. Pego seu pulso, mas não sinto as batidas do coração.
– ZORO!! ZORO! — grito, sacudindo seu corpo de leve. — VAMOS! ACORDE!
Nada. Nenhuma reação. Tampo seu nariz e abro sua boca, mandando ar dos meus pulmões por respiração boca a boca. Posiciono as mãos em seu peito, bombeando-o.
– VAMOS!! VOCÊ NÃO VAI MORRER AGORA!! NÃO VAI!! VOCÊ NÃO PODE MORRER! — grito, forçando mais ar em seus pulmões. — ZORO! REAJA!
Continuo, mas parece inútil. Completamente inútil.
– Não morra... — peço, abraçando seu corpo gelado — Por favor! Eu preciso de você! Todos nós precisamos de você! Vamos!! Eu te amo! Te amo!
De repente, ele suspira fortemente.
– Zoro? — pergunto. Coloco o ouvido em seu nariz. — Você está respirando novamente! Graças a Deus!
Sem nem pensar direito, pego seu corpo gelado no colo, saindo do quarto com muita pressa. Chego a cozinha e abro a porta com força, quase arrancando-a.
– CHOPPER! — grito. Ele me olha. — O Zoro precisa de ajuda! Agora! Imediatamente!
– HAI! — fala, se levantando de seu lugar na mesa. — Vamos para a minha sala, Sanji!
Corro para a sua sala, colocando Zoro na cama. Chopper se senta em sua cadeirinha alta e pega o estetoscópio, encostando a ponta no corpo de Zoro.
– Sanji... — murmura.
– O quê? O que aconteceu!? — grito, desesperado.
– Está quase... Morto! — fala, e eu quase enlouqueço. — Sanji, rápido! Vá até a cozinha e chame o Franky para cá! Ele é o único aqui com o mesmo tipo sanguíneo do Zoro!
Saio correndo, entrando na cozinha.
– Franky! Você. Sala do Chopper. Agora. — falo. Ele vê meu estado de espírito e sai da cozinha. O resto do pessoal me olha com cara de interrogação.
– O que está acontecendo? — pergunta Robin-chan. Eu suspiro, tentando manter a calma.
– O Zoro. — falo. Ela assente — Está quase morto.
– O QUÊ? COMO ASSIM? — grita Luffy.
– Eu não sei o que houve, mas quando cheguei ao quarto, ele estava suando frio e tremendo muito. Quando cheguei perto, parou de se mover e respirar. Parecia ter sofrido muito enquanto dormia, mas tenho certeza que foi depois que eu levantei, porque antes eu teria percebido. — falo.
– NÃO ENTENDI NADA! — grita Luffy.
– O Zoro teve uma parada cardiorrespiratória, Luffy. Parou de respirar e, por consequência, tenho certeza que seu coração também parou. — explica Robin. — Se tivesse ficado inativo por 10 segundos... Zoro sofreria lesões graves ao cérebro.
– O Zoro vai morrer!? — gritam Usopp e Luffy ao mesmo tempo.
– Por que vocês não vêm comigo? — pergunto, saindo da cozinha. Vou até a enfermaria, onde Franky está dando seu sangue para Zoro.
– Sanji. — murmura Chopper. — Ele já teve uma parada cardíaca. O que você fez?
– Eu fiz respiração boca a boca e comprimi seu tórax. Mas ele demorou um pouco para voltar... O que vai acontecer, Chopper? — pergunto. Ele suspira.
– Como você pode ver, liguei os aparelhos nele. O computador marca agora 25 batimentos por minuto. Quando chegou aqui, estava com apenas 15 batimentos por minuto. Resumindo, quase morto. — fala. — Mas, por causa dos seus primeiros socorros, ele vai ficar bem. Os batimentos aumentam rápido, então ele está quase fora de perigo.
– Como assim, "quase"? — pergunto.
– Pode entrar em coma, por exemplo. Vamos torcer para que isso não aconteça. — murmura. Em coma?
De repente, Zoro começa tremer tanto que a cama balança. Acontece a mesma coisa de antes, só que um pouco mais forte.
– Ele está tendo convulsões! Meu Deus! — grita Chopper. Sai da cadeira e abre uma gaveta. — Sanji, vire-a de lado. Para não engasgar com a própria saliva. Rápido!
Faço o que ele manda, pegando Zoro pelo braço e virando-o na cama. Seus tremores são horríveis.
– Pessoal, deixem só o Sanji aqui comigo! Preciso da ajuda dele! Depois nós damos notícias! — avisa ele. Todos saem da sala, e fecham a porta. Chopper fuça na gaveta um pouco mais.
– E agora!?
– Tire todos os objetos que possam machucar de perto dele. — eu não entendo a ordem — Sanji, a convulsão é a contratura dos músculos involuntariamente. Ou seja, ela está se mexendo sem saber. Pode se cortar, se bater, etc. Entendeu agora?
Assinto, tirando o cobertor de cima dele, a tela que indica seus batimentos cardíacos e seu cabelo.
– Pronto.
– Tira as roupas dele. — manda.
– O quê?
– É pra ele poder relaxar! Anda logo! — manda. Vejo-o pegar uma seringa na gaveta e um fraco de algum remédio.
Tiro seu sutiã com cuidado, em seguida de sua calcinha.
– Consegui.
– Erga o queixo, para facilitar a passagem de ar. — pede. Eu assinto, erguendo seu queixo no travesseiro. No mesmo instante, sua respiração volta. Acelerada, mas volta. — Conseguiu?
– Voltou a respirar. — informo.
– Ótimo. — responde. Pega a seringa, e com algumas batidinhas no vidro, injeta todo o líquido da injeção na dobra de seu braço.
– O que é isso? — pergunto, limpando o suor da testa.
– É só um calmante. Com isso, ele não vai mais ter convulsões, mas também não vai acordar tão cedo. — responde, jogando a seringa no lixo.
– E você sabe o motivo disso tudo? — pergunto. Ele assente.
– Provavelmente é por causa da transformação. Seus seios têm que desaparecer, seu músculos têm que mudar de lugar, seus órgãos vão se transformar, a estatura vai aumentar, etc. Ele está sentindo muita dor agora, Sanji. — murmura. — Pode ir comer. Eu vou ficar aqui. Tenho que colocar um sonda nasogástrica nele, ainda.
– Vai machucar? — pergunto. Ele ri um pouco.
– Não. É um tubinho bem fino, colocado no nariz até o estômago. Vou alimentá-lo por meio desta sonda.
– Ah. — falo. — Então... Acho que vou comer alguma coisa.
Vou para a cozinha em passos de tartaruga. Parece que meu cérebro foi triturado. Só de pensar em vê-lo morto... Sinto que poderia morrer também.
Abro a porta da cozinha, e me surpreendo com as feições preocupadas que encontro.
– Então? Ele está bem? — pergunta Luffy. Eu suspiro. Sinto lágrimas caírem por meu rosto.
– Sim. Está bem, agora. — falo, com um imenso sorriso no rosto. Eles soltam gritos de felicidade, pulando de alegria.
Pego um pedaço de pão sobre a mesa e saio da cozinha, sentando na grama do convés. Quando termino de comer, pego o cigarro no bolso e acendo-o.
Quero tanto que ele fique bem...
Dois dias depois...
Olho para a telinha do computador, marcando os batimentos cardíacos de Zoro. Ele não acorda. Nem ao menos se mexe. Chopper tem olheiras escuras e profundas de tanto cuidar dele.
– Chopper... — murmuro. — De hoje não passa... Né?
– Sim. Hoje ele precisa acordar. — fala, encostando o estetoscópio no corpo de Zoro. Eu assinto. — Sanji, faz quanto tempo que você não come?
– Hm... Algumas horas.
– Mentira. Você não come desde antes de ontem, certo? — pergunta, me olhando. Eu suspiro.
– Eu não consigo engolir nada com essa preocupação rondando minha mente, Doutor. — falo. Ele sorri.
– Eu não fiquei nem um pouco feliz com esse elogio, seu maldito! — fala. Eu rio, cansado.
– Você parece feliz.
– Sanji... Posso te pedir um favor? — pergunta. Eu aceno com a cabeça. — Traga alguma coisa leve para ele comer e deixe sobre e mesinha. E quando fizer isso, você vai tomar banho.
– Quê? Pra quê? — pergunto, confuso.
– Você está fedendo demais. — fala. Nossa, que direto.
– Ok. Se é assim que o médico deseja...
Saio da enfermaria, ando até a cozinha e faço a refeição de Zoro, voltando para lá em seguida. Deixo a bandeja na mesinha e caminho até o outro lado do convés, indo tomar banho.
Acalme-se, Sanji. Só mais um pouco. Mais um pouco.
POV Zoro
Sinto como se minha cabeça pesasse meia tonelada, assim como minhas pálpebras. Não consigo nem pensar direito.
Desperto aos poucos. A primeira função que sinto ativada é a audição. Silêncio. Nenhum barulho. A não ser... Uma sutil respiração. Suspiro devagar, e um cheiro delicioso de comida invade meu nariz. Ah, que fome!!
Abro os olhos, me acostumando com a claridade. Olho para o teto, e em seguida para os lados. Ah, eu estou na enfermaria... Vejo a mesa que Chopper usa para anotações e suas fórmulas de remédio. Sobre ela, um bandeja com um café da manhã completamente perfeito e aparentemente delicioso. Sinto minha boca se encher de saliva, só com o cheiro e a visão.
– É seu. Vai lá comer. — ouço. Olho para a esquerda, e vejo Sanji sentando na cadeira, sorrindo um pouco. — Finalmente você acordou, Zoro.
– Ah... Ohayo, Ero-Cook. — falo, tentando e sentar. Quando firmo o corpo na cama, sinto uma tontura horrorosa e deito novamente. No mesmo instante, ele está ao meu lado. — Nossa... Parece que eu não me movimento há dias...
Olho para ele. Tem olheiras bem escuras, como se não dormisse há tempos, e parece preocupado. Por que ele está assim?
– O que aconteceu, Sanji? — pergunto. Ele coça os olhos. — Você parece cansado.
– Você sente dores? — pergunta. Eu suspiro e nego com a cabeça. — Só a tontura, certo?
– Não tô entendendo.. Qual é a desse interrogatório? — pergunto.
A porta da sala se abre.
– Ah! Chopper! — falo, surpreso. Chopper sorri, pula em cima de mim, e... Começa a chorar. — Ei! Chopper?
– Zoro! Você acordooooooooou!!! — fala. Eu me sinto confuso. — Achei que ia morrer!
– Ei! Não foi isso que você disse para a gente, Doutor! Pensei que o Zoro estivesse bem e que não sofria perigo de vida! — grita Sanji, com raiva.
– Perigo de vida? Do que vocês estão falando? — pergunto. Chopper senta sobre meu tórax.
– Você dormiu por dois dias inteirinhos, Zoro! — fala a rena. Me surpreendo.
– Dois dias? Por que? Como?
– Mais importante: sente alguma dor, desconforto? — pergunta. Eu nego. Chopper encosta a pata na minha testa. — Você também não tem febre. Seus batimentos cardíacos estão normais...
Ele sai de cima de mim, andando até a gaveta e pegando uma seringa. Depois de limpar a dobra do meu braço com álcool, ele enfia a seringa em mim, tirando meu sangue. Assim que termina, tampa o buraquinho e começa a analisar meu sangue, colocando-o num recipiente e jogando um pó em cima, misturando em seguida. Depois de alguns segundos, se vira com lágrimas nos olhos.
– Sanji... Ele não deve levantar agora. Dê a bandeja para ele comer na cama. Eu já volto. — e Chopper sai dali, e deixando a sós com Sanji.
Tento me sentar, tendo sucesso desta vez. Sanji pega a bandeja e coloca-a no meu colo. Estranho. Ele está muito estranho.
– Você está bem? — pergunto. Ele assente. — Estranho. Você não está oferecendo ajuda, nem nada... Não que eu queira, né.
– Bom... Eu estou meio cansado...
– Percebe-se. — respondo, comendo a refeição. Quando acabo, ele tira a bandeja.
Inspiro com força, percebendo algo diferente.
– Ero-Cook. — chamo. Ele levanta os olhos. — Vem aqui.
Ele anda até mim, e eu puxo sua roupa, fazendo-o ficar a centímetros de mim.
– Esquisito. — olho em seus olhos, e vejo que seu rosto fica vermelho. — Você não está com o cheiro de antes.
Ele sorri.
– Bem, o motivo está claro. — fala. Se endireita e pega meu pulso, levantando meu braço até pousar a mão sobre minha cabeça.
– Claro? Não tem nada claro, para mim. O que tem no meu braço? — pergunto. Ele bufa.
– Realmente, mulheres são inteligentes. Como você é burro, Marimo! — fala, com uma veia pulsando na testa. Eu me irrito.
– Marimo? Quem te deu permissão para me xingar? Hein, "Número 7"*? — grito.
– Ainda com essa merda!? Eu vou chutar sua bunda, desgraçado! — grita. Eu me levanto da cama.
– Cadê minhas katanas!? Vamos ver o que é mais forte!! Suas pernas ou minhas espadas! — grito, começando a rosnar. De repente, percebo uma coisa.
Deixo ele com raiva sozinho e pego meu queixo entre os dedos, pensando.
– Peraí... Você está me xingando. Eu não tô mais sentindo o seu cheiro... O Chopper estava chorando... Hm... — falo, mas não consigo chegar a conclusão nenhuma.
– Porcaria!! — grita Sanji. Anda até a parede e pega um espelho, quase esfregando minha cara nele. — Olha! Você! Olhe pra você mesmo!
– Hm... — olho para o espelho, vendo um homem. Minha mente se ilumina. — Ah!!
– Entendeu?
– Você tem um retrato meu, Ero-Cook?
– Filho da puta! Você é homem! Isso é um espelho! — fala. Percebo que é a verdade. — Percebeu, agora?
– Eu... Eu... V-Voltei? — pergunto a mim mesmo, incrédulo. — Sou homem? Voltei? Ero-Cook!
– É, Zoro. Você voltou. Vivo e salvo da maldição. — fala. Eu... Voltei mesmo? Isso é real? É real?
Passo a mão pelos cabelos, sentindo-os curtos novamente. Abro a camisa e vejo meus músculos novamente. Apalpo meu corpo, sentindo tudo plano novamente. Olho para ele, e começo a rir de felicidade.
– HAHAHAHAHHA, eu voltei! — falo. Ele assente. De repente, lembro de algo. — Espera um pouco.
Abro o cós da calça e a cueca, constatando que: sim, eu sou um homem completo.
– Eu... — murmuro. — Eu tenho um pênis!!
– Isso não foi uma coisa agradável de se ouvir, idiota. — fala ele. Eu rio.
– Voltei a ser homem, baka! — aponto para ele, rindo. Trinca os dentes. — Bem feito! Se lascou!!
– Maldito... — rosna. De repente, seu rosto fica normal. — Bom, eu ainda estou com um bom estado de espírito pelo que aconteceu há dois dias, então... Não importa o quanto você me xingue, eu sei o que você sente por mim realmente.
– Você está tentando tirar vantagem disso? Por que nossas posições estão iguais, caso você não percebeu. — falo. Ele cora. — Sinceramente, eu prefiro como você me tratava entes!
– Não vou ser cavalheiro com você, demônio! — grita.
– E quem disse que eu quero que você seja cavalheiro, idiota? — pergunto.
– Me chamou de quê?
– Idiota! Quer que eu repita? Eu repito para você: IDIOTA! — falo. Ele tenta me chutar, largando o espelho na cama. Desvio de seu chute e puxo seu cabelo. Ele puxa minha orelha e minha bochecha, metendo o pé na minha barriga.
A porta é aberta e Chopper entra, correndo.
– Heavy Point!! — grita, se tornando maior. Ele agarra meu braço com uma mão e a perna do Sanji com a outra, largando-nos no convés. — Vocês mal se falaram e já estão brigando! Tenha dó!
Nami sai da cozinha. Ela corre até nós dois, jogados na grama.
– O Zoro mal voltou e vocês já estão brigando de novo? — pergunta. Eu me levanto devagar, mas Sanji continua no chão. Ele está tão cansado que tem dificuldades para levantar.
Pego seu braço, passando-o por trás do meu pescoço. Ele tosse. Eu levanto, trazendo-o junto comigo.
– Ei, o que pensa que está fazendo... Kuso Marimo? — pergunto. Eu bufo.
– Não enche o saco, Kuso Cook! Só não quero ter dívida nenhuma com você. — respondo. De repente, todo mundo está no convés, me fazendo perguntas, gritando de felicidade e perguntando se eu estou bem. Mas... A pergunta que eu menos quero responder, é justamente aquela que aparece quando todos tomam fôlego para falar mais.
– Como vai ficar a relação de vocês agora? — pergunta Robin. Sinto minhas bochechas quentes, e olho para ela.
– Como sempre, ué.
Saio do convés, entrando no quarto masculino e trazendo Sanji comigo. Coloco-o em sua cama.
– Eu não pedi para você fazer isso. — fala. Sinto vontade de sorrir com seu rosto corado.
– É, tem razão. Mas você arrancou aquela maldição de mim, então... Eu te devo muito. — respondo. Ele parece com sono. — Porque você não dorme?
Ele se arruma na cama, puxando as cobertas. Vejo-o fechar os olhos, e começa a dormir. Me abaixo, admirando-o de perto.
Que esquisito. Pra mim... Ele continua lindo.
Saio do quarto, indo tomar banho. Entro no banheiro, esfregando meu corpo o máximo que posso. Acho que fiquei no mínimo uma hora tomando banho.
Quando termino, enrolo uma toalha na cintura e entro no quarto, procurando uma cueca no guarda roupa. Procuro, mas não acho nenhuma. O que me faz lembrar...
A NAMI QUEIMOU MINHAS CUECAS!!!
– Nami!! — grito, atravessando o convés e chegando no quarto feminino. Só vejo Robin. — Robin, cadê a Nami? Cadê minhas cuecas?
– Hm... Cadê suas roupas?
– Estou procurando! — falo. Ela ri, e Nami sai do banheiro.
– Não, Zoro. Eu não queimei suas cuecas. — fala.
– Como assim, não queimou? Então por que eu tive que usar aquela calcinhas enfiadas no fiofó enquanto você não comprava as novas? — pergunto, sentindo uma veia pulsando na minha testa.
– Ah.. Então... Hehe... Eu queria ver sua reação...
– Você tá zoando com a minha cara... Né? — pergunto. Ela anda até o guarda-roupas e abre uma gaveta, enfiando a mão bem no fundo. Tira um bolo de cuecas. Sinto como se meus olhos brilhassem. — Uoh! Minhas cuecas!!
– É, leva esses trapos para o seu quarto. Estavam ocupando espaço na minha gaveta. — fala, se sentando na cama. Pego as cuecas com os braços.
– Sua bruxa. — resmungo. — Mas, obrigado. Por tudo o que vocês duas fizeram, obrigado.
– Não foi nada, Zoro-san. — fala Robin. — Você não deveria andar por aí só de toalha, sabe? Pode pegar uma gripe.
– É, tem razão. Ja ne*. — falo, saindo do quarto em direção ao meu. Jogo as cuecas na minha antiga gaveta, escolhendo a minha preferida e colocando.
Ponho minha calça e meu par de botas, me sentindo completamente bem. Finalmente, voltei às minhas origens. Pego meu haramaki, sentindo seu tecido entre os dedos. Faz quanto tempo que não uso ele? Deslizo-o até minha cintura.
Sento na minha cama, pegando minhas katanas. Preciso voltar a treinar urgentemente. Depois de tanto tempo num corpo de mulher, não treinei quase nada. E parando para pensar... Que coisas vergonhosas foram aquelas que eu fiz?
Eu... Senti tanto desejo! Não posso negar que foi muito bom! Mas... Eu não posso deixar ele saber disso! Mas é claro que ele sabe! Por tudo o que aconteceu!! Merda!
Espera... Isso é uma coisa ruim? Nós nos amamos, não é? Quer dizer... Pelo menos, meus sentimentos não mudaram. Eu o amo! Demais! Isso é possível?
Me levanto, saindo para o convés. Sinto um choque percorrer meu corpo.
– Samui*!! — falo. Flocos de neve tocam minha pele exposta.
– Ah, Zoro! Nós estamos chegando à uma nova ilha! Uma Ilha de Inverno! — diz Luffy, todo agasalhado. Chopper está completamente confortável, fazendo anjinhos de neve na grama.
– Zoro! Acorde o Sanji-kun! — grita Nami, da proa.
Dou de ombros.
– Tá.
– NÃO! NEM PENSAR! — grita Chopper, desesperado. Gruda em meu pescoço. Ah, que quentinho!
– Por que não? — pergunta Nami. Chopper põe as patas no meu rosto, olhando no fundo dos meus olhos.
– Zoro! O Sanji ficou três dias inteirinhos sem comer e sem dormir! — fala. Fico surpreso. Três dias?
– Por que? — pergunto.
– Ele ficou te vigiando o tempo todo. Não queria sair nem para ir ao banheiro! — responde. — Ele cuidou mais de você do que eu! Ele tem que dormir! Não acorde ele de jeito nenhum!
– Hai. Entendi. — respondo. Ele desce de mim, e Robin oferece um abraço, que ele aceita na hora. Olha, se ele não fosse uma rena, eu acreditaria que ele é o mais tarado desse navio.
– De qualquer forma, nós já vamos atracar o navio. O Franky já pediu permissão para isso, e parece que deixaram. Bom, deve ser uma ilha de piratas. — fala Nami. Eu assinto, sentindo um arrepio de frio. Entro no quarto, colocando um agasalho.
Três dias me vigiando... O que ele tem na cabeça? Bosta? Caroço de azeitona? E caramba! Eu dormi todo esse tempo!?
Me jogo na cama, arrumando minhas katanas. Tiro a Meitou da bainha, admirando seu fio.
De repente, o navio dá um solavanco e e dou de cara com a madeira da cama.
– Aff... — murmuro, esfregando o nariz. Me levanto, e vejo que Sanji se remexe um pouco.
– Hmm... — resmunga — Nami-swan... Robin-chwan...
Já resmungando o nome de outras? Cacete! Ele não perde tempo!
– Zoro... — sussurra, dormindo. Meu coração começa a bater mais rápido. — Zoro...
Luffy abre a porta.
– Zoro! Nós acabamos de atracar! Todos querem ir, então você vai ter que ficar aqui com o Sanji! — diz ele, com um sorriso de orelha a orelha.
– Eu gostaria de ter escolhas nessa tripulação... — murmuro.
– Bom, até mais! Nós voltamos para dormir!
– Não esquece o sakê. — falo. Ele ri e fecha a porta.
Pego um livro e sento perto da janela, colocando meus óculos. Depois de quinze minutos, paro e saio para o convés, vendo que não neva mais.
Encosto na parede, sentando na grama gelada. Ao encostar a cabeça, sinto sono e começo a dormir.
Sinto um calor muito agradável em minhas costas. Não quero que saia. Fique... Fique... O calor percorre meus braços e pernas, e eu me sinto cada vez mais relaxado e confortável. É como se eu estivesse no meu porto seguro.
De repente, o calor vai embora, e eu fico vazio, sem vida. Quero me esquentar sozinho, mas não consigo. Um formigamento começa dos dedos dos meus pés, subindo pelas pernas, até meu couro cabeludo. Aperto as mãos, em busca de conter aquela sensação ruim.
Minha barriga começa a doer, assim como minhas costas e peito. Parece que meus ossos estão sendo amassados um por um. Travo a mandíbula, tentando não gritar. Merda... Isso dói muito! Aperto as mãos em algum lugar. Ah, devem ser os lençóis da cama. Eu começo a tremer e sinto minha pele gelada, apesar do meu interior estar completamente pegando fogo.
Ouço o barulho da porta, e me contorço, tentando não gritar. Um esforço inútil, já que eu solto um grito estridente e alto. E de repente, não sinto mais nada. Absolutamente nada. Não posso respirar, mas também não consigo me mexer. Acho que... Eu devo estar morrendo.
Se bem que... Morrer agora seria um problema grave. Quer dizer... Eu ainda não sou o melhor espadachim do mundo, né.
Muito rapidamente, ar é bombeado para meus pulmões. Eu começo a recobrar minhas sensações. É como se eu estivesse acordado, só que dormindo. Não sei ao certo. Será que é assim quando as pessoas estão perto da morte?
– Não morra... — ouço. Ah! É o Ero-Cook! — Por favor! Eu preciso de você! Todos nós precisamos de você! Vamos!! Eu te amo! Te amo!
Coração! É melhor você acordar! Eu não posso morrer agora, de jeito nenhum!! Consigo respirar com força.
– Zoro? — ouço, novamente. — Você está respirando novamente! Graças a Deus!
Hm... Não sinto meu corpo. Que esquisito.
Ouço algumas vozes ao fundo. Consigo organizar meu pensamentos, e consigo assimilar que fui colocado numa cama. Só que... Meu músculos criam vida própria.
– Ele está tendo convulsões! Meu Deus! — Chopper? O que?
Uma dor dez vezes mais terrível que a outra invade meu corpo.
Acordo no susto, com a respiração acelerada e suando frio. Que diabo de pesadelo terrível foi esse? Tão realista!
Tento normalizar minha respiração, conseguindo chegar ao normal em pouco tempo. Olho para frente, e vejo o convés por inteiro. E o estranho é que... Não tem neve nenhuma na grama. Olho para o céu, percebendo que já é noite.
Ouço um barulho, logo a minha frente. Quando focalizo a visão, vejo Sanji, olhando para o horizonte, encostado na cerca do navio. Ao seu lado, uma vassoura. Esse idiota estava varrendo o convés? Era para ele estar dormindo!
Me levando, andando até ele.
– Yo. — falo. Ele me olha, e percebo que sua franja está colocada para o lado antigo. — Ué? Mudando o visual de novo?
– Ah, isso? — pergunta, tragando seu cigarro. — Não é nada.
– E tirou a barba, também. — falo. Ele mostra um pequeno sorriso.
– Bom... Fazia uns três dias que eu não tomava banho, e minha barba estava horrorosamente grande. Por isso, tirei tudo. Vai crescer de novo, mesmo. — fala, dando de ombros.
–Hm...
– Falando nisso... Por que você não tem pêlos na cara? — pergunta. Eu quase dou risada.
– Eu tenho cílios. E um par de sobrancelhas decentes. — falo. Uma veia pula de sua testa. — Se você está perguntando sobre a minha barba... Sim, minha barba cresce. Mas incomoda muito, então eu tiro todos os dias.
– Paciência, hein? — pergunta. Eu assinto.
– Mudando de assunto: o Chopper vai ficar muito bravo se ver você em pé. — falo, encostado a cabeça na mão.
– Eu já dormi o suficiente, Marimo. — resmunga. — Além do mais, eu também acabei de tomar banho, então vou dormir só bem mais tarde.
– Hm... — resmungo. Suspiro, e realmente sinto o cheiro de seu sabonete. — Sabe, eu tive um sonho muito diferente.
– Com mulheres? — pergunta. Eu reviro os olhos.
– Sabe, nem todos os homens são tarados como você. — respondo. Ele fica sem palavras. — Voltando ao meu sonho...
– Aposto que foi com espadas. Muitas e muitas espadas. — fala. Sinto uma ponta de maldade em suas palavras.
– Dá pra me ouvir!? — falo. Ele ri, mas assente. — Eu sonhei que... Estava me sentindo bem. Percebi que no sonho eu ainda era mulher. — falo. Ele se interessa. — Eu me sentia bem, mas... De repente, me deu um vazio horroroso, como se meu coração tivesse sido arrancado de mim. Então eu comecei a ter formigamentos e sentir dores terríveis.
– Dores terríveis...
– Isso. Lembro que no sonho eu tremia muito, e que sentia tanta dor que minha mandíbula estava travada. — falo, lembrando do sonho. — Eu me sentia tremendo. Foi muito real.
– Real, né?
– É. — respondo — Teve uma parte que eu parei de sentir tudo, e achei que fosse morrer. Eu parei até de ouvir as batidas do meu coração, assim como a respiração. Mas de repente eu recebi uma quantidade enorme de ar e...
– Hm?
– Você entrou no meu sonho.
– Eu disse alguma coisa? — pergunta. Eu assinto. Sinto minhas bochechas e testa quentes.
– D-Disse. — respondo. Ele espera uma resposta. — Falou que precisava de mim, que todos precisavam de mim. E também disse que... Me amava.
– Entendi... — resmunga. Seu rosto está vermelho.
– E depois... Eu não senti mais nada. Lembro que senti uma cama embaixo de mim, e logo depois meus músculos criaram vida própria e começaram a se mexer sozinhos. — falo — Mas... Este sonho pareceu muito real.
– Isso é porque não foi só um sonho. — fala. Não foi só um sonho? Hein?
– Como assim?
– Você estava dormindo, e eu acordei e fui fazer meu deveres. Preparei o café da manhã para os outros, e quando cheguei no seu quarto, você estava se contorcendo na cama, tremendo e suando frio. — fala.
– Oi?
– Quando cheguei perto, você parou com tudo. Eu te sacudi, mas seu coração não reagia. Eu fiz seus primeiros socorros ali mesmo. Eu gritei tanto seu nome naquele dia que fiquei até meio rouco.
– Espera... Sanji...
– Quando eu não tinha mais esperanças, você voltou. — fala.
– Quer dizer então... Que você me salvou? — pergunto. Ele nega.
– Eu só fiz o necessário. Afinal, você teve uma parada cardíaca. Você realmente morreu, por alguns segundos. — fala.
– Eu morri. Nossa. — falo.
– Eu te levei até a sala do Chopper, e você começou a ter convulsões. — diz ele. — Ele me disse como fazer para parar a convulsão, e eu consegui. Mas no dia seguinte... Você teve mais 12.
– 12 CONVULSÕES!? — grito, surpreso.
– É... Parece que seu cérebro ficou sem oxigênio por alguns segundos, e isso levou à mais convulsões. — responde.
– Que... Merda... — resmungo. Porra! 12 convulsões?? Eu poderia estar definitivamente morto agora! — Isso tudo foi por causa da maldição? Mas porque eu não sinto mais dor?
– Eu tenho que confessar que... Nesses três dias eu tive as visões mais horrorosas da minha vida. — fala, se debruçando no encosto e encostando a cabeça na madeira.
– Como assim?
– Seu corpo feminino era muito frágil. Você nem imagina o quanto. — fala. Sua voz vacila um pouco, como se tivesse vontade de chorar. — Durante o tempo que você dormiu, seus ossos voltaram para o lugar deles. Estralavam. Quebravam. Se mexiam sob a sua pele. Seus músculos rangiam. As suas cicatrizes se abriram, e o Chopper só conseguiu fecha-las por causa de uma pomada milagrosa que ele tem.
– Aconteceu tudo isso enquanto eu dormia? E como eu não senti? — pergunto.
– Você sentiu. Tanto que gritava de dor o dia inteiro. O Chopper aplicava injeções de tranquilizantes em você o tempo todo. — fala. — Eu perdi a conta de quantas vezes ele lavou o pano lambuzado com o seu sangue.
– Mas então... Se eu perdi tanto sangue...
– O Franky ficou no quarto o tempo todo, também. Ele doou o sangue dele para você direto. — interrompe, respondendo minha pergunta silenciosa. — Todos nós torcemos por você, mas... Foi muito difícil.
– Não parece que minhas cicatrizes foram abertas, Ero-Cook. — falo, sentindo a do peito por baixo das roupas.
– Pois é, foi a pomada. — fala. Levanta a cabeça, ficando ereto novamente. — Sabe... Foi muito ruim. Eu não podia fazer nada naquela situação, a não ser a comida. Nem o mesmo sangue que você eu tenho. A única coisa que fiz foi ficar lá e ajudar com os analgésicos. Eu... Queria ter feito mais... Muito mais...
Sem mais forças para me conter, passo meus braços a seu redor, abraçando-o. Ele fica surpreso, mas corresponde.
– Você já fez demais, Sanji. Tirou aquela maldição de mim, lembra? — pergunto. — Aguentou minhas decisões egoístas.
– Kuso... — murmura. Ele começa a chorar aos poucos, e eu sorrio. — Não ria! Eu estou emocionalmente afetado, só isso!
– Shh... — falo. Nos separamos, e eu coloco as mãos em seu rosto. Ele põe as suas sobre as minhas.
–Ah, Zoro... — murmura. — Eu achei que você ia morrer...
– Eu não posso morrer, Aho-Cook. Ainda tenho que te surrar muito. E não pretendo morrer antes de me tornar o melhor espadachim do mundo. — falo. — Ao contrário de você, meu objetivo não vai ser transformado em um monte de sereias bonitonas.
– Quando eu tiver toda a minha força novamente, eu vou te bater muito. — fala. Eu sorrio um pouco.
– Ainda bem que eu sei o que você sente por mim, senão eu poderia duvidar. — falo. Ele tira minha mão direita de seu rosto, encostando a boca na palma. Sinto meu rosto ficar quente.
– Você está corando, Kaizoku Gari no Zoro*? — pergunta. Fico com mais vergonha ainda.
Agarro sua roupa e puxo-o para mim, ficando a centímetros de distância de seu rosto.
– Não me provoque, Kuso Cook*. — falo. Ele solta um risinho.
– Não tenho medo de você, Kuso Marimo*. — responde. — Vai precisar de quantos anos até aprender isso?
Seu rosto também está vermelho. Ah, que porcaria.
Grudo meus lábios nos seus, e ele tenta me empurrar, surpreso. Mordo seu lábio inferior, puxando-o com os dentes.
– Filho da puta. — murmura, com um sorriso no meio do beijo.
Sinto a ponta de sua língua, e aceito sua entrada em minha boca, chupando-a com força. Sinto meus cabelos serem puxados. Uau, que diferente. Ele está bem menos delicado e cavalheiro.
Começamos a nos beijar, brigando pelo controle. Sinto sua língua dançando com a minha, se esfregando deliciosamente uma na outra. Porra... Deliciosamente? Que merda de palavra é essa?
– Você não vai ganhar de mim, Marimo. — fala, quando nos separamos, ofegantes.
– Tenho certeza que sim. — falo. Ele estende o rosto para me beijar, mas eu só lhe dou um selinho e deixo um chupão em seu pescoço. Ele solta um gemido rouco, e logo em seguida tampa a boca. — Viu só?
– Desgraçado. — xinga. — Você acha que isso é alguma vantagem?
– Acho não; é uma vantagem. — provoco. Vejo a teimosa veia na sua testa.
Ele resmunga algum xingamento que eu não entendo e volta a me beijar. Huh... Isso está ficando quente...
– Zoro... Suki*. — fala. Por que eu não e sinto estranho nem com nojo?
– Hai. Ore mo*. — respondo. Ele cora, e eu ouço um grito.
– Oooooooi! Zorooooooo! Saaaaaaaannnjiiiiii! — chama alguém, do porto. Nos separamos imediatamente, e eu tento normalizar a temperatura do meu rosto e corpo.
Ando até o outro lado do convés.
– Luffy! — grito de volta, acenando. Devo confessar que... Eu nunca vi tanta sacola na minha vida.
– Baixa a rampa, Zoro! — grita. Eu assinto e aciono a alavanca, descendo a rampa. Em instantes, eles estão de volta. Todos.
– NAMI-SWAN! ROBIN-CHWAN! — grita Sanji, com corações pulando dos olhos. — Me deixem carregar suas sacolas!
– Ah! Arigatou, Sanji-kun! — agradece Nami. Pego as sacolas de Robin.
– O que tem aqui? — pergunto. Ela sorri.
– Livros. Tenho que levar para a biblioteca depois. — responde. Eu assinto.
– Eu levo. Já estou com elas na mão mesmo. — falo, dando de ombros. Ela agradece.
– Zoro, amanhã nós ainda vamos ficar na ilha, e precisamos de você e do Sanji-kun para as compras. — diz Nami. Eu concordo.
– Tem alguma oficina de espadas por lá? — pergunto. Ela assente.
– Três. — responde. Uau! Três! Que sensacional!
– Tem alguém da Marinha lá, Nami-san? — pergunta Sanji. Ela nega.
– Nada.
– Sanji! Comida! Carne! — grita Luffy.
Ah, porcaria... Eu quero continuar o que nós começamos!
Espera um pouco...
Que merda é essa que eu estou pensando??
Notas finais
*Ja ne. Tradução: Até mais.
*Kaizoku Gari no Zoro. Tradução: Zoro, o Caçador de Piratas.
*Kuso Cook. Tradução: Cozinheiro de Merda.
*Kuso Marimo. Tradução: Marimo de Merda.
*Zoro... Suki. Tradução: Zoro... Te amo.
* Hai. Ore mo. Tradução: Sim. Eu também.
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Então? Como ficou?? Será que vocês gostaram? Torço para que tenham adorado!
E a imagem? Essa é a visão que o Zoro teve do Sanji, a hora que ele colocou as mãos no rosto dele. Que visão, hein? Sanji, seu lindo ! *O*
Hm... Ah, sim. Um pequeno detalhe: O CAPÍTULO QUE VEM TEM LEMON, YAOI, E TUDO O QUE SE TEM DIREITO! Pra que gosta... Comemore! KKKK Então, devo avisar que demorará um pouquinho para sair! Não me matem!
Ah, outra coisa. Percebi que algumas leitoras acharam que a fic estava acabando de vez. Não, nada disso! Vocês ainda terão que me aguentar muito! KKKK Temos segunda temporada!!
Hm... Acho que é isso...
Até o próximo e último capítulo! Depois dele, só teremos o epílogo! E então... 2ª Temporada! kkkkk
Beijos, até o próximo!!
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