Exchanged Sex.
13 Capítulo 13 - O que acontece agora?
Notas iniciais
Capítulo 13
Está frio demais. Minha sorte é que meu casaco é bem quente.
— V-V-V-V-V-V-V-V-Vamos emb-b-b-b-b-b-bora, Nami... – pede Usopp, batendo os dentes de um jeito esquisito. – Como vocês conseguiram fazer compras ontem?
— B-B-Bom... Ontem n-n-não estava t-t-tão frio assim.... – gagueja Nami, esfregando os próprios braços com as mãos.
— Nami-swaaaaaan!! – ouço. O Ero-Cook vem correndo, tirando seu casaco e colocando-o nos ombros dela. – Fique quentinha, minha dama.
— Dama? Hm... Não sei onde. – falo, olhando para uma das casinhas dali. Sinto um soco na cabeça.
— Eu sou uma dama sim! Seu idiota de cabelo verde! – como essa mulher consegue ser tão forte? Que dor!!
— De quem você pensa que está falando, Kuso Marimo!? – pergunto o Ero-Cook. A raiva me possui.
— Eu posso falar de quem eu quiser e como quiser. Não pense que pode me dar broncas. Guarde essa ladainha para isso que você chama de sobrancelha. – falo.
— Você me tira do sério, Espinha de Peixe! – fala. Eu me confundo.
— Espinha de Peixe? De onde você tirou isso?
— A cicatriz que o Mihawk fez em você. Parece uma espinha de peixe.
— Maldito Cozinheiro Tarado! – falo.
— Tá bom, agora já chega! – grita Nami, e eu me calo na hora. Não quero levar outra porrada daquelas.
— Hai, Nami-swan!
— Yohohohohoho, Zoro-san e Sanji-san não mudam nunca, não é mesmo? – pergunta Brook, tremendo de frio. A propósito... Porque ele sente frio, se não tem pele nem nervos para sentir as coisas?
— Acho que esses dois são um caso perdido... – murmura Usopp. Luffy ri alto.
— Hahahahahahaha, o Zoro e o Sanji são engraçados! – fala ele, andando sem blusa alguma.
— Luffy!? Cadê sua blusa? – pergunta Chopper, assustado.
— Blusa? Para quê?
— Não sei se você percebeu, mas... Aqui está muito, muito, muito frio. – fala Robin. Luffy se cala por um instante.
— ...
— Luffy?
— Que frio! – fala, começando a tremer.
— Como é lento!!! – grita Usopp. Paramos numa loja, e Nami compra um casaco para ele, que agradece. E é claro, ela não poderia deixar de cobrar tudo depois.
— Okay! Vamos ver quem vai para que lado. – fala Nami, tirando um mapa do bolso. – Luffy, você vem comigo e com o Franky. Nós vamos para o norte. Robin vai com o Sanji e o Chopper Para o lado leste da ilha. Vão comprar suprimentos. Brook e Usopp vão para o oeste, comprar as munições do navio. E o Zoro... O Zoro não vai fazer nada.
— Oi! – reclamo.
— Sei lá, procura uma loja de katanas por aí. Não esqueça o caminho de volta para o navio, ok? – fala, me entregando um mapa menor. – E qualquer coisa, use o Den Den Mushi.
— Tá, entendi. Vou procurar a loja. Ja ne. – falo, andando em uma direção qualquer.
Depois de alguns minutos, acho um dojo, perto de uma montanha. Observo-o. É todo feito de madeira, com uma porta na frente.
Ando até lá, batendo na porta. Ouço pessoas treinando ali dentro.
— Quem é? – pergunta um homem. Eu espero ele abrir a porta.
— Hm... Eu sou um visitante da ilha. Posso dar uma olhada no seu dojo? — pergunto, tentando ser educado. A pessoa arregala os olhos ao me ver.
— Roronoa Zoro... – murmura. Eu assinto. – Então você não virou Okama!
— Mas é lógico que não!!
— Roronoa? – escuto. Várias crianças aparecem na porta e correm na minha direção, pulado em mim. — Cara, me ensina sua técnica!!
— Quê? Vocês querem aprender o Santouryuu? – pergunto, sentindo a neve sob minhas costas.
— Isso! Ensina a gente, Zoro-san! — pede uma garota. Seus olhos são avermelhados e seu cabelo é azul. Ela tem um sorriso caloroso. Que estranho.
— O meu estilo não é tão fácil assim. – falo, tentando me levantar. – Eu treino todos os dias, o tempo inteiro.
— Que legal! O Nii-chan é tão incrível! – fala um garotinho louro.
— Nii-chan? Eu por acaso te dei permissão para me chamar assim, garoto? – pergunto. Ele ri. – Espera um pouco... Eu sou um pirata. Vocês deveriam ter medo de mim, não?
— Medo? De você? – perguntam, com um rosto confuso.
— Essa ilha é aberta para todo os tipos de piratas, Zoro-san. E nós não nos permitimos ter medo, já que você é um colega espadachim, como nós. Além do que... Existem piratas muito mais feios que você por aí. – fala a garota de olhos vermelhos e cabelo azul.
— Quantos anos você tem, garotinha? – pergunto, curioso.
— Eu tenho onze! – responde, com um sorriso enorme no rosto. Onze anos e já é inteligente assim? Nunca que com onze anos eu pensaria desse jeito.
— Essa é a nossa aluna mais antiga, Emiko. Quando nós criamos o dojo, há três anos, ela já treinava comigo e com a minha esposa. – fala o professor.
— Hm... – resmungo.
— A propósito, Emiko-chan... Cadê a sua irmã? – pergunta o professor.
— Ah... – ela parece nervosa – N-Nee-chan?
— Bom... – falo, me levantando. – Tem sakê por aí?
— Você bebe, Aniki? – pergunta alguém.
— Sim. Vocês não?
— MAS É CLARO QUE NÃO!
— Hm... Que sem graça. – respondo.
— Nii-chan, Nii-chan! – chama o moleque de cabelos louros. – Você é da tripulação do Chapéu de Palha, não é?
— Sou. Por que? – pergunto. Os olhos de todas as crianças brilham.
— Como é aquele robozão? Parece tãããão legal!! – diz um deles. Quando vou responder, a Emiko interrompe.
— Eu prefiro o Tanuki-chan! – fala ela. Porque eu não estou surpreso com isso?
— Ok! Se me derem sakê, eu apresento o Franky e o Chopper para vocês. – falo. Eles ficam animados.
— Mas você vai ter que dar um aula para eles, então. E eu pago com sakê. – fala o professor. Que chantagista!!
— Aceita, Aniki!!
— Tá bom!! – falo, a contra gosto. Eles me empurram para dentro do dojo.
Eles me dão várias garrafas de sakê. Quando termino de beber todas, não tenho nenhum sinal de embriaguez. É... Mulheres são realmente frágeis.
— Vocês treinam com espadas de madeira? – pergunto, vendo-os manusear as espadas, levantando-as um pouco e abaixando depois.
— Sim. O Sensei não deixa a gente treinar com as katanas de ferro, porque “elas são afiadas demais”. – fala um deles. Eu suspiro, me levantando da cadeira.
— O Sensei de vocês não sabe de nada. – resmungo. Ando até o molequinho louro e ponho a mão em sua katana. – Me empresta essa aqui?
Ele assente.
— Todos para trás. – peço. Eles encostam na parede. – O Sensei acha que a espada de madeira não tem fio, certo?
— Hai!
— Bom... Ela tem. E muito. Vejam só. – falo. Pego um pedaço de madeira que acho no chão, e estendo para o professor, que pega e estende para frente. Suspiro e baixo a espada, cortando o pedaço de madeira com facilidade. – Cortar algo com uma espada de madeira afiada é muito mais fácil do que cortar algo com uma de aço ou ferro. Sensei, se você quer que as crianças não se machuquem, é melhor dar a elas espadas de ferro não afiadas. Sem contar que espadas de madeira soltam farpas.
— Hm. Obrigado pela dica.
— Ah! O Zoro-san entende tanto deste assunto!! – fala a Emiko. Ah, claro. É só disso que ele entende, mesmo. Hein??
— Algum de vocês sabe onde tem uma loja de katanas nesta ilha? – pergunto.
— Sim, nós sabemos! Mas você tem que mostrar o robô e o Tanuki para a gente primeiro! – fala alguém dali. Merda, eles lembraram!!
— Ah, eu não tenho escolha, pelo jeito. – falo, tirando o caracol do bolso. Ligo para a Nami.
— Moshi Moshi? — pergunta.
— É o Zoro. – respondo.
— Se perdeu de novo? – pergunta. Sinto uma veia pulsar na minha testa.
— Não, eu não me perdi. – respondo. – Preciso que o Franky venha até aqui.
— Onde você está?
— Sensei, aqui é que lado da ilha? – pergunto.
— O extremo sudeste da ilha.
— COMO VOCÊ FOI PARAR NO EXTREMO SUDESTE DA ILHA!? IDIOTA! – grita ela.
— EU VIM PRA CÁ PORQUE QUIS! SUA BRUXA MERCENÁRIA! – grito de volta.
— Eu vou acabar com a sua raça! Cabeça de Marimo! – fala ela, desligando na minha cara.
— Ótimo. Agora só falta o Chopper. – resmungo. Olho para frente, e as crianças tremem.
— E-Ela me assusta!
Eu sinto vontade de rir. Ligo para o Den Den Mushi da Robin.
— Hai. – atende uma voz feminina.
— Robin? – pergunto.
— Zoro? Precisa de alguma coisa?— pergunta. Eu suspiro.
— Preciso que o Chopper venha até o extremo sudeste da ilha. – respondo. Ouço sua risadinha.
— Perdoe a minha pergunta, mas... Como você foi parar no extremo sudeste da ilha, Zoro-san?— pergunta ela. Nossa! Que diferença! Qual é o problema com a Nami, afinal de contas??
— Bom... Eu estava procurando a bendita loja de espadas, ué. – respondo, coçando a nuca. – Enfim. Preciso que o Chopper venha aqui.
— Nós vamos todos. Já acabamos as compras, mesmo...— fala. Me assusto.
— Como assim? Não faz nem 15 minutos que nós nos separamos, Robin. – falo. Ela também parece confusa.
— Eu posso estar ficando maluca, mas... Nas minhas contas, nós já estamos separados à quatro horas.— fala. É o quê?
— QUATRO HORAS? – falo, indignado. – Como assim? Eu fiquei procurando a loja por todo este tempo?
— É o que parece...— ela ri.
— Não ria! Não tem graça, sabia? – pergunto. Eu me perdi? É isso mesmo? Por que isso sempre acontece?
— Hai. Nós estamos indo, então. Não saia daí, tá?— pergunta, antes de desligar. Quando vou responder, o caracol começa a dormir na minha mão.
— Eles estão vindo. – falo, mal humorado. Saio do dojo, esperando-os do lado de fora. As crianças saem também, assim como o Sensei. Não sei como, mas Emiko pula em meus ombros, cada perna em um lado do meu rosto. Quase cai, mas eu seguro seu corpo a tempo.
— Arigatou!
— Eu deixei você me escalar desse jeito, garota? – pergunto. Ela ri e põe as mãos no meu cabelo. Começa a acariciar meus fios, e eu começo a sentir sono.
— Você é estranho. Seu cabelo é verde!! – fala, rindo em seguida.
— Você não tem o direito de falar nada sobre o meu cabelo, nanica. O seu é azul, e eu não falei nada. – respondo. Ela puxa com força. – Ei! Isso dói!
— Nunca se deve insultar uma donzela! Sua mãe não te ensinou isso, não? – pergunta. Puta merda. Você também pensa assim? Eu deveria imaginar.
— Isso não te interessa! Você e muito abusada, menina! – falo. Ela ri. É o que? Bipolar??
E em instantes... Vejo Franky, andando em nossa direção. Junto com Luffy e Nami.
— Ué... Veio todo mundo? – pergunto para mim mesmo.
— Yo, Zoro. – fala Franky, quando já está perto. As crianças ao meu redor esquecem que eu existo e correm para Franky, escalando-o. E ele curte a fama, lógico.
— Por que chamou a gente, Zoro? – pergunta Nami.
— Eu não chamei você. Chamei o Franky. – respondo, e levo um tapa na cara.
— Incrível! Aqui tem muita neve! – fala Luffy, começando a fazer um boneco. – Muito mais do que na cidade!
— Isso é porque nós estamos perto das montanhas, Luffy. – fala ela.
Luffy continua brincando com a neve.
— Ouça quando alguém estiver falando com você, baka! – grita. Luffy toma um susto, e pede desculpas.
— Gomennasai. – fala.
— Tem certeza que ela não é a capitã, Zoro-san? – pergunta Emiko. Eu assinto.
— O capitão é aquele idiota brincando na neve. – falo. Ela ri.
Alguns minutos depois, Robin chega, junto com Chopper sobre as quatro patas.
— Emiko, este é o Chopper. – falo. Ele fica em sua forma normal. – É o melhor médico do mundo.
— E-Eu... – começa ele, fazendo a dancinha esquisita – Não fico nem um pouquinho feliz com o seu elogio, idiota! Maldito! Cretino!
— Obrigado pelos elogios. – respondo, irônico. Coloco a garota no chão, e ela abraça Chopper, junto com outras cinco meninas.
— Kawaii!! – falam. Chopper cora.
— Falando nisso... Eu disse para o Brook vir também. – diz Nami. Foi ela falar, e o Brook veio correndo, acompanhado de Usopp. O Sensei quase se caga de medo.
— Um esqueleto! – fala ele.
— Uau! Tem um esqueleto andando! Fantástico! – diz o garoto louro. Eu suspiro. Porque meus Nakamas não são normais? Usopp tem um deles pendurado em seu pescoço, mexendo em seu nariz.
— Porque vocês chegaram aqui tão rápido? – pergunto. Usopp segura o garoto longe do rosto.
— A cidade fica a alguns metros daqui, Zoro. Ali. – aponta com o dedo. Foco no lugar que ele disse, e realmente... A cidade está muito perto.
— Emikoooooooooooo! – grita uma voz feminina, longe. Olho na direção do som, e avisto uma mulher correndo, cansada.
— Nee-chan? – pergunta ela, confusa. Com mais alguns segundos, a mulher chega até nós.
— Emiko, te achei. – suspira ela, abraçando a menina com força.
— Fumiko-chan? – pergunta o Sensei.
— Ah, Sensei! Eu estou sendo perseguida! – fala ela, assustada.
— Como assim, perseguida? – pergunta Luffy.
— Quem é você? – pergunta ela. Luffy sorri.
— Eu sou Monkey D. Luffy! O homem que se tornará o Rei dos Piratas! – fala ele. Ela se assusta mais ainda.
— Luffy? Aquele que esteve na Guerra dos Melhores? – pergunta. Nami assente. – E vocês são a tripulação?
— Sim. – responde Usopp. Brook se apresenta.
— Com licença, senhorita... Você poderia me mostrar sua calcinha? – pergunta, vendo que é uma bela mulher. Ela nega.
— Uma caveira, falando. E ainda é tarado... Eu estou tendo alucinações, não é possível. – murmura, para si mesma.
— Mudando de assunto... Fumiko-chan, que papo foi aquele de perseguição? – pergunta o Sensei. Ela tenta se acalmar.
— Eu estava andando na cidade, procurando a Emiko... Quando passei na frente de uma loja de mantimentos, um cara começou a me olhar de um jeito esquisito. – fala. – Ele tinha corações no lugar dos olhos!
— Corações no lugar dos olhos? – pergunto. Isso é tão familiar...
— Eu comecei a correr dele, mas ele veio atrás. E me chamava de “Mellorine”. – fala.
— Cadê o Ero-Cook? – pergunto.
— Era para ele estar com a gente, mas... – fala Robin.
— Eu fui para o deserto de neve, e consegui sair da vista dele e vir até aqui. Ele deve ter se perdido lá. – fala Fumiko. – Bom, só eu conheço aquele deserto, então deve estar tudo bem... Né?
— Esse cara... Ele é louro e usa uma franja estranha? – pergunto. Ela assente.
— Faz quanto tempo que você conseguiu despista-lo? – pergunta Nami. A mulher pensa um pouco.
— Hm... Uma duas horas e trinta minutos, mais ou menos. – responde.
Merda. Ele está na neve todo esse tempo? E sem o casaco, ainda por cima?
— Hm... Eu tenho a leve impressão de que nós temos problemas... – murmura Nami, mas eu ouço. – Como é este deserto?
— Hm... É cercado de montanhas geladas. – fala a moça. – Tem algumas árvores congeladas, também. Porque a pergunta?
— Esse cara te perseguindo... É o nosso cozinheiro. – responde Usopp. – Se não quisermos morrer de fome, precisamos busca-lo.
— Ah! Me desculpem! – fala ela.
— Não, você estava certa. Nenhuma mulher sã acharia normal um cara sair perseguindo-a para todo lado. – responde Robin. – Só espero que seus dedos não tenham caído ainda...
— Ei... Você me assusta... – resmunga Usopp.
— Bom, é isso. Nós temos que procurar o Sanji-kun. – diz Nami. Eu suspiro. Ai, ai... Ele só traz problemas...
— Como nós estamos procurando numa área muito grande... Acho melhor irmos sozinhos, um para cada lado. O que acha, Nami? – pergunta Robin. Nami concorda.
— É melhor. – responde. Em seguida, solta um suspiro. – Eu não vou determinar direção nenhuma para nós seguirmos, porque não adianta, e alguém sempre acaba perdido. Fumiko, para que lado é este deserto?
— Como posso dizer... Ele cerca a ilha toda, a não ser o porto. Tem uma entrada pela floresta ao norte, mas não é certo que ele esteja por lá. – responde Fumiko.
— Ok. Pessoal, acho melhor irmos para o norte. Afinal, lá tem uma entrada fácil. – fala Nami. Todos concordam.
Vão andando na frente, e eu me sento na neve, tentando pensar. Para onde eu devo ir? Não quero ir para o norte, porque sinto que ele não está lá. É... Ter uma ligação forte com a pessoa pode ter suas vantagens, afinal.
Me levanto, fechando os olhos. De qualquer jeito... Eu tenho que chegar nesse tal deserto. Mas... Preciso de um caminho mais curto. Ela disse que o deserto cerca a ilha inteira... Então, se pensar bem... As montanhas cercam a cidade?
Então se eu subir a montanha... Vou sair nesse deserto! Sou um gênio! E depois dizem que eu me perco!
Abro os olhos.
— Arigatou, minna! Se der tudo certo, vou acha-lo primeiro que os outros! – falo, começando a correr.
— Boa sorte! – gritam as crianças. Ainda consigo ouvir Nami gritando que eu estou indo para o lado errado, mas nem ligo.
Corro o máximo que eu posso, e depois de alguns minutos, não enxergo nada. Vejo a cidade, mas muito longe. Paro de correr. A nevasca castiga minhas roupas. Imagino como ele está agora. Sem um casaco... Tenho que achar aquele imbecil logo.
Olho para a esquerda e vejo a montanha que me espera. Nem morto que eu vou subir tudo isso. Tiro a Kitetsu da bainha, chegando um pouco mais perto da montanha. Fecho os olhos, me concentrando. Se concentre, Zoro. Esqueça a neve que cai na sua cara. Esqueça o barulho do vento. Pense no silêncio. E só.
Abro os olhos e corto a montanha, fazendo uma espécie de porta bem na minha frente. Se o Ero-Cook estivesse aqui, ele poderia chutar esse bloco de terra para mim. Mas como ele não está aqui, então... Dou um chute no lugar que cortei, empurrando o bloco para frente. Não chega nem na metade. Entro no túnel que se fez, dando outro chute. Em seguida, mas um. O pedaço de terra que cortei vai deslizando, mas é muito pesado para mim. Depois de seis chutes, consigo chegar ao outro lado da montanha e vejo o deserto de neve.
Realmente... É deserto. Gigantesco. Vejo neve, para onde quer que eu olhe. Não consigo enxergar a tal floresta. Começo a andar com o braço protegendo o rosto da tempestade de neve.
— ERO-COOK!! – grito, na esperança de que ele possa ouvir alguma coisa. – MERDA! EU NÃO CONSIGO VER NADA!
Continuo andando no meio do deserto, olhando para todos os lados.
— SANJI!! – grito, mais uma vez. Dá na mesma. – PORCARIA!!
Engraçado... A Fumigo disse que o deserto cercava a ilha, mas eu não vejo o mar. Será que há alguma Teka, cobrindo a ilha?
— ONDE VOCÊ SE METEU!? – grito, para o nada.
Começo a sentir uma coisa tremendo no meu bolso, e imediatamente, enfio a mão pra ver o que é. Pego o Den Den Mushi na mão, vendo que ele está congelando de frio. Caramba! Como eu não me lembrei disso??
Ligo para ele. Não atende. Ligo uma segunda vez, mas ele não atende. Ligo a terceira.
— H-Hai?— pergunta, com a voz meio fraca.
— Ero-Cook? Onde você se meteu? – pergunto. Ouço o barulho dos seus dentes batendo.
— Ah... É você...— fala. – Bom... Eu estou numa enrascada. Me perdi num deserto de neve, e acabei caindo numa armadilha para ursos polares. Acho que quebrei a perna ao cair, e não consigo nem me levantar.
— Onde você está?
— COMO VOCÊ QUER QUE EU SAIBA? NÃO ACABEI DE DIZER QUE EU ME PERDI?— grita. – Merda...
— E os seus braços? – pergunto.
— Na hora que eu caí, tentei me segurar. Porém, nas bordas do buraco, tem pequenos espetos que rasgaram as mangas da minha camisa. — responde.
— Resumindo, é como se você estivesse de regata. – falo. Ele fica quieto. – Além da perna quebrada, mas algum ferimento?
— Meus braços estão um pouquinho arranhados, mas nada que eu não possa aguentar. Por quê?— pergunta.
— Você não consegue escalar, consegue? – pergunto.
— Nem pensar.— responde. – Eu já tentei umas vinte vezes. Afinal... Estou aqui há duas horas e meia.
— Puta que pariu. Merda. – resmungo. – E agora? Como eu faço para te achar?
— Bom... Eu lembro de estar andando em direção à um chalé. Essa é minha única referência.— responde. Eu suspiro. Como é que eu vou achar um chalé no meio de toda essa neve? – Mas espera um pouco! Você está querendo vir me buscar!? Nem pensar! Eu não vou aceitar uma coisa dessas!
— Eu não pedi permissão para você. – respondo, irritado. – Além do mais... Não quero ter dívidas com ninguém. Você já me fez voltar para o meu corpo. Te salvar é o mínimo que eu posso fazer. É muito difícil aceitar?
— Sim, muito difícil. Mas eu aceito.— responde.
— Como eu te acho?
— Hm...— resmunga. Ouço suas tosses. – O Den Den Mushi é a única maneira.
— Não entendi. – respondo.
— Quanto mais perto nós estivermos um do outro, mais rápido a ligação chega aqui. Entendeu?— pergunta.
— Acho que sim. Você quer que eu vá ligando para você enquanto caminho? – pergunto.
— Isso mesmo.— responde. Ouço mais tosses. – Eu vou desligar agora, e você tem que correr por mais ou menos cinco minutos na direção do sol.
— Mas está nevando! Como eu vou ver o sol!? – pergunto.
— Então corre em algum direção.— fala, impaciente. – Até daqui a pouco.
E desliga na minha cara. Começo a correr o máximo que posso para a direção mais quente, e depois de cinco minutos, ligo novamente. Demora mais ou menos cinco segundos para que ele atenda.
— Hai.
— Cinco segundos, Ero-Cook. – aviso.
— Hm. Parece que você não está tão longe. — fala. Ouço mais tosses. – Consegue enxergar o chalé? É de madeira.
Olho para os lado, dando uma volta de 360 oC em torno de meu próprio eixo. Não tão longe, vejo uma cabana, e corro na direção.
— Ero-Cook! Eu estou correndo para aí! – falo. Ele fica surpreso.
— Já achou? Que milagre...
— Fica quieto! Onde você está? – pergunto. Olho para o caracol, que começa a dormir a minha mão. – Sanji!!
Corro para mais perto da cabana.
— Sanji!! – grito.
— Aqui embaixo! – ouço uma voz fraca. Ando até a voz, e vejo um buraco no chão.
— Ero-Cook? – pergunto. Ajoelho no chão, olhando para dentro do buraco.
— Finalmente. – resmunga ele.
Sua camisa está em farrapos, e seus braços sangrando um pouco. Encostado na parede do buraco, ele segura a perna esquerda. Sua pele está com hematomas. Como ele caiu deste jeito?
— Te achei. – suspiro, aliviado. – Como você caiu aí?
— Eu estava seguindo uma linda dama, quando de repente... Caí aqui. – responde. Tosse novamente.
— Você está doente. – falo. – Como eu tiro você daí?
— Não faço a mínima. Só sei que preciso da minha perna de volta. – responde.
Suspiro, pensando num jeito. Pulo para dentro do buraco.
— EI! Era para você me tirar daqui, não entrar aqui!
— Fica quieto! – mando. Ponho a mão em sua perna, e ele geme de dor, rangendo os dentes. – Vai ter que aguentar. Vou te tirar daqui agora.
Ele assente, e pego-o com os braços, levantando-o como uma princesa. Nossa. Ele parece uma pedra de gelo.
— Isso está meio estranho, não? – pergunta. Sinto um sorriso botar em meu rosto.
— Vai ter que aguentar. É por pouco tempo. – respondo. Flexiono os joelhos, dando impulso para cima. Apoio o pé direito na parede e dou mais um impulso, chegando à superfície. Apoio suas pernas no chão, passando seu braço por meu pescoço. – Preciso achar o pessoal...
— E eu preciso de um cigarro. – responde. Em seguida, tosse. – Ou não.
— Vamos entrar ali. – falo. Ele assente, e devagar, nós vamos andando até a cabana. Abro a porta, e vejo que o lugar é mobiliado e quente, pois as paredes são revestidas com espuma.
— Acho que alguém mora aqui. – fala ele. Eu reviro os olhos.
— E daí? Nós somos piratas. – respondo, entrando com ele e trancando a porta. O teto é feito de vidro, o que nós deixa com uma boa claridade, apesar da neve que cai.
Andamos até o sofá, e ele deita ali, esticando-se.
— Como está? – pergunto. Ele não tem reações.
— Eu estou bem. – responde. Mentira. Você não sabe mentir para mim, Ero-Cook.
— Abra o cinto. – mando. Ele se assusta.
— O quê?
— Abra o cinto da calça. E o zíper também, se puder. – falo.
— Para quê?
— Cala a boca e faz o que eu estou pedindo, por favor? – falo. Ele resmunga algo que não entendo, mas faz o que peço. Num movimento rápido, puxo sua calça até os joelhos.
— Ei! O que você pensa que está...
Me abaixo, tirando o resto que sobrou da sua camisa. Olho para o lugar específico. O fêmur está deslocado da bacia, e isso é visível. Não está quebrado, só deslocado. Ponho minha mão sobre o lugar, e ouço seus dentes rangerem de dor.
— Isso vai ser doloroso. – aviso. Em seguida, localizo o lugar certo e dou um tranco em sua perna, colocando-a no lugar.
— Ah. – resmunga. Olho para seu rosto, mas ele está normal. – Isso não foi muito agradável.
— Eu sei. Mas você não sente mais dor, certo? – pergunto. Ele mexe a perna.
— Não. Estou normal. – responde. Ah... Que alívio!
— Hm. – resmungo. Desamarro minhas katanas da cintura, colocando-as sobre a mesa. Tiro o casaco e coloco-o sobre Sanji, que fica confuso. Ele arruma as calças. – Para você não congelar. Preciso comer muito da sua comida, antes de você morrer de frio.
— E você?
— Eu tenho meu haramaki. – respondo. – E eu não fiquei duas horas e meia em contato direto com o gelo.
— Isso é bem quente. – fala. – Claro que o corpo da Nami-san ou da Robin-chan me aqueceria bem mais rápido, mas... Acho que posso me contentar com isso por enquanto.
Sempre falando dessas duas. Que coisa chata!!
— Por que você não dorme? – pergunto. Ele boceja.
— Boa ideia. – e em instantes, cai no sono. Ele deve estar bastante cansado. Sento no sofá, colocando metade de seu corpo em meu colo. Que merda é essa que eu fui arrumar, hein?
Esticando-me um pouco, tiro seus sapatos. Seus dedos foram queimados pelo frio, mesmo com o calçado.
— Esse seu amor pelas mulheres ainda vai te matar, sabia? – pergunto. Ai, ai. Estou falando com uma pessoa dormindo. Acho que enlouqueci.
Por mais alguns minutos fico observando-o dormir. Olho para um dos lados, e vejo que tem um fogão elétrico, uma pia de lavar louça e um armário.
Me levanto com cuidado, abrindo o armário. Caramba! Tem comida aqui! E um kit de primeiros socorros!
Pego a caixinha branca, voltando até o sofá. Tiro meu casaco de cima de Sanji, cobrindo suas pernas. Coloco-o virado para cima e estico seu braço, limpando seus machucados. Claro, verifico primeiro se os medicamentos ainda estão dentro do prazo de validade. Faço o mesmo com o outro, e quando termino, seus braços estão bem. O que deixava parecendo um machucado grande é o sangue. Agora está limpo... E bem melhor. Nem precisa de curativo.
Ele começa a tremer de frio, e eu o cubro novamente. Merda, isso não está adiantando.
Olho para seu corpo encolhido no sofá. Merda. Não tenho escolha. Tiro o haramaki, levantando os braços ele, para passar o haramaki e encaixa-lo em seu abdômen.
— F-F-F-F-Frio... – resmunga, dormindo. Encosto a mão em seu peito, e percebo que ele está muito gelado. Sinto alguns espasmos fracos.
— Merda. Se eu não fizer alguma coisa agora, você vai pegar hipotermia, Ero-Cook. – murmuro. Deito ao seu lado, embrulhando-o no casaco e abraçando-o com força. Sinto a temperatura de sua pele, mesmo com a roupa entre nós. – Você vai congelar.
Ainda dormindo ele se encosta em mim. Seria ótimo se eu conseguisse dormir também. Mas a temperatura desce quando as pessoas dormem, então... Melhor não.
Sua temperatura não parece aumentar. E ficar agarrado com ele assim... É muito vergonhoso. Mas ele já fez muito por mim. E eu não estou fazendo isso só por causa do que ele fez. Ele é meu companheiro. O cozinheiro do navio. Ainda, acima de tudo isso, é a pessoa que eu gosto. Não vou deixar acontecer nada de ruim com ele.
Depois de alguns minutos, ele se mexe em meus braços.
— Hm... – resmunga. Encosta o nariz em meu peito, suspirando. Ele... Está acordado?
Abre os olhos devagar, e quando percebe a situação, se assusta e cai no chão.
— Gelado! – fala, se levantando normalmente. – Olha! Minha perna está boa!
— Percebi.
— E o que você pensa que estava fazendo, Aho Marimo? – pergunta. Eu suspiro.
— Salvando sua vida. – respondo. Ele bufa.
— Hunf. Eu não pedi sua ajuda. – fala. Me irrito.
— Não. Eu fiz porque eu quis, mesmo. – respondo, me levantando do sofá. Vou até o armário, pegando o pacote de bolo pronto e entregando em sua mão. – Coma.
Ele pega da minha mão, abrindo o pacote e pegando um pedaço de bolo. Divido com ele.
— Porque eu estou com tanto frio? – pergunta, terminando a refeição. Em seguida, olha para mim. – O que você está fazendo sem roupa??
— Eu estou bem. – respondo, terminando o meu pedaço. Ele se olha, vendo o meu casaco. Em seguida, afasta-o um pouco da pele, sentindo o meu haramaki em sua barriga.
— Tem certeza que não está com frio? – pergunta. Tira o haramaki, estendendo para mim. – Pega.
— Não. Eu já disse que estou bem, Sanji. – falo. Ele não coloca o casaco, me dando toda a visão de seu tronco. A pele lisa e branca, sem cicatriz nenhuma... Eu tenho algum fetiche por peles perfeitas? Só pode! — Você está com frio, certo?
*CENAS IMPRÓPRIAS COMEÇAM AQUI*
— Muito. – responde. Dou dois passos em sua direção, e coloco minha mão em sua nuca. Encosto meu nariz no seu, e ele se assusta.
— E o que você acha... De eu te esquentar? – murmuro. Ouço minha voz mais rouca que o normal.
— Nem pensar. – responde. Eu sorrio.
— Eu sabia qual era a resposta. – falo. Mordo seu lábio inferior, chupando-o em seguida. – Você vai ficar muito quente. Mesmo que não queira.
— Não vou não. – responde. Isso é um desafio? Sorrio mais uma vez.
— E depois você ainda vai pedir mais. – aviso. Ele nega.
Puxo os cabelos de sua nuca, enroscando-os com meus dedos. Puxo seu rosto para frente, encostando minha boca na sua. Ele hesita. Com o outro braço, abraço sua cintura.
Solto seus cabelos, descendo a mão por suas costas. Ele entreabre os lábios para respirar, e eu coloco minha língua em sua boca, logo sentindo a sua. Nós brigamos pelo controle do beijo. Minha cueca começa a me apertar.
Aperto-o na parede, prendendo seus braços com uma mão. Ele arqueia um pouco o corpo. Chupo sua língua com força, e ouço um gemido gutural nascer em sua garganta.
— Você é bom. – murmura.
— Você não viu nada. – respondo, chupando seu pescoço. Seu cheiro é muito bom. Só inspirar seu cheiro já me faz ficar duro. Beija-lo deste jeito, então...
POV Sanji
Suas mãos me acariciam sem dó, e sua boca maltrata meu pescoço. Sinto meu rosto quente de excitação. Suas mãos ficam em minha barriga, e em seguida vão para as costas. Ele sobe, e um arrepio percorre minha espinha. Ele é tão quente...
Passa a língua do meu pescoço até meu umbigo e deixa alguns beijos em meu abdômen, ficando em pé novamente. Me beija, roçando sua língua com a minha. Quando se separa de mim, sinto que preciso de mais.
Puxo sua nuca com as duas mãos, chupando seu lábio inferior, enquanto ele chupa o meu superior. Eu já estou... Completamente excitado.
Quando paramos para respirar, ele desce com as boca por meu peito. Em seguida, chupa um de meus mamilos.
— Ah! – gemo. Tomo um susto. Eu senti prazer... Meu Deus! Em seguida, passa a língua e os dentes. – Merda. Quando você faz isso... Eu realmente sinto lá embaixo...
De repente sou jogado no sofá, o que me faz ficar mais excitado. É verdade, caramba. Sou homem, não preciso de delicadeza.
— Lá embaixo, né? – pergunta ele, subindo em mim. Cobre minha boca com a sua, beijando-me profundamente. Deita sobre mim, e sinto todos os seus músculos. Nos separamos, e ele baixa minhas calças, me deixando só de cueca. Se levantando, faz a mesma coisa, e eu me permito, pela primeira vez, olha-lo com outros olhos.
Sua pele morena e macia cobre seus músculos perfeitamente, delineando-os um a um. Não vejo nenhum indício de gordura em seu corpo. É tudo perfeito. A cueca vermelha é a única peça de roupa nele, o que me faz corar, e também... Querer toca-lo.
Estendo minha mão, tocando sua barriga.
— Você ainda está muito gelado. – fala, sentindo meu dedos. Passo minha mão nele, sentindo sua pele quente.
— E você, muito quente.
— Você deveria saber disso. – responde, deitando sobre mim. – Não se preocupe. Vou te dar boa parte do meu calor.
Nos beijamos, entrelaçando nossas línguas. Huh... Que beijo é esse? Tão bom... Começa a se esfregar em mim, fazendo um atrito em nossa cuecas. Suas mãos passeiam por meu tronco. Ele arranha minha pele, e um arrepio doloroso me percorre.
— Você não precisa ficar fazendo essas preliminares... – murmuro, rouco. Olho em seus olhos, e vejo o puro desejo. Como se quisesse me devorar. – Não sou uma garota.
Ele se senta nas minhas coxas.
— Você não quer preliminares, então? – pergunta. Eu coro mais ainda. – Mas parece que você está gostando... Olha só para isso.
Passa a mão pela minha barriga, pousando-a sobre minha cueca. Em seguida, faz uma pressão, apertando eu membro.
— Ugh! – engasgo. Puta, merda! Quase gozei agora! – Aah!
Aperta com mais força, e eu seguro as almofadas do sofá, querendo um apoio. Dobro as pernas, querendo me acomodar melhor.
— Quer que eu seja rápido? – pergunta. Não consigo responder. – Eu posso ser mais rápido.
— Droga... – resmungo, mordendo o lábio inferior. – Não faça tantas perguntas, Ero-Marimo.
Tira minha cueca, e eu me sinto muito exposto. Eu estou deixando um homem me ver pelado! Um homem!
Olho para ele, que parece completamente concentrado em admirar meu corpo sem roupa. Isso me deixa mais excitado. Sinto meu pau pulsar e o líquido escorrer da ponta. Ele coloca o dedo indicador bem na glande.
— Uau. – murmura. – Você está totalmente molhado.
— Pare de dizer essas coisas! Pervertido! – falo. Ele ri e pega meu membro, acariciando a parte de trás. Vou ficar maluco! Meu corpo não quer me obedecer! — Haa...
Olho para ele. Eu posso ver a ponta da coisa! Está passando do cós da cueca! Deve estar doendo!
Ele começa a movimentar a mão, forte e rápido. Me abraça, enfiando a língua na minha boca, chupando meu lábio inferior. Faz o mesmo com meu pescoço, e eu arqueio minhas costas, sentindo sua mão esfregando meu pênis com força.
— Zoro... – murmuro. Ele diminui a velocidade, e depois aumenta novamente. – Haa! Nnn... Isso... Ah... Desgraçado...
— Que foi? – pergunta.
— Eu... AAh... – tento falar, mas ele me beija. – Nnn... Zoro...
— Sanji?
— Eu... Vou gozar... – sussurro. Ele dá um sorriso malicioso e intensifica os movimentos, fazendo-me sentir espasmos de prazer. O gozo cai na minha barriga.
— Uh... Isso foi intenso. – fala. – Está mais quente agora?
— Com certeza... – respondo, no meio de um ofego. – Agora nós podemos voltar...
— Voltar? – pergunta. Me confundo. – Eu ainda não terminei, Ero-Cook.
— Como assim, não terminou?
— Você vai se sentir no paraíso, agora. – murmura no meu ouvido, com a voz rouca de desejo. Tira a cueca devagar, me dando a visão da coisa. Isso... É real??
Sai de cima de mim, entrando no meio das minhas pernas.
— Ei! Sai daí! – falo. Ele nem liga. – É sério! Sai daí!
Ele olha em meus olhos. Seu rosto está corado, e ele respira com dificuldade. Olho no fundo dos seus olhos, e além do desejo... Vejo a pessoa por quem me apaixonei. Ah, merda.
Antes que eu possa pensar em algo mais, ele está me beijando intensamente, passando as mãos em mim. Sua boca vai para meus mamilos novamente, chupando-os com força. E meu membro endurece novamente.
— Como... Você faz isso? – pergunto.
— Fazer o quê? – pergunta, olhando para mim, com a boca ainda ali.
— Quer dizer... Eu já estou duro... – falo. Ele sorri um pouco.
— É o amor. – brinca. É, talvez seja mesmo.
Se senta novamente. Com dois dedos, ele encosta no sêmen da minha barriga.
— He. Isso será útil. – murmura.
— Útil? Haa... P-Pra quê? – pergunto, no meio de um gemido.
— Você sabe o motivo. – fala, passando o dedo e tirando um pouco. Sua mão desce pelo meio das minhas pernas, agarrando meu membro com força. Com a outra, ele desce um pouco mais, e sinto seus dedos... Num lugar intocado.
— Ei! Espera! Zoro! – falo, mas ele me masturba mais rápido. Desgraçado! Ele é muito bom!
— Hm? – pergunta.
— Isso está estranho, não acha? – pergunto. Ele levanta um pouco minha perna esquerda, colocando-a sobre a sua dobrada.
— Você prefere que eu faça como? – pergunta. – Sinto muito, mas... Agora é a minha vez de fazer coisas pervertidas em você. Se concentre na minha mão. Feche os olhos.
Faço o que pede, sentindo sua mão no meu membro.
— Aaahh... – suspiro. – Está quente... Demais...
Abro a boca para respirar, e dois dedos entram na minha boca. Que isso?? É como... Se fosse a língua dele. Isso é bem erótico... Já não me reconheço mais. Esse sou eu mesmo? Essa é a primeira e última vez que faço um coisa dessas. Seus dedos manipulam minha língua, e isso me excita ainda mais.
— Chupe. – manda. Eu nego.
— Olha bem o que você está fazendo comigo. Ainda quer mais do que isso? – pergunto.
— Quero. – responde. Ele aperta meu membro com força exagerada, e eu prendo a respiração. – Você quer continuar tendo o seu brinquedo, certo? Então faça o que eu estou mandando.
— Chantagista! – falo. Ele sorri, tirando seus dedos na minha boca e chegando perto, encostando seu nariz no meu.
— Sim, claro. – responde, me dando um selinho carinhoso. – Parece que você precisa deste tipo de desculpa... Então, se você não fizer o que eu peço, eu arranco seu pau fora. O que você prefere?
— P-Parece que eu não tenho escolha... – murmuro. Ele sorri, e chupa meu pescoço. – Mas eu não vou deixar você me controlar. Muito menos me dominar.
— Ah, que bom. Já estava cansando de te tocar. – fala. Ah, que filho da mãe! – Brincadeira. Eu nunca me cansaria de te tocar. Até porque... Você é uma delícia, Ero-Cook.
— Não diga isso, Ero-Marimo! – falo. Num surto de coragem, agarro sua cintura com as pernas. – Que tal isso??
— Gostei. Muito corajoso da sua parte. – responde, com um sorrisinho. Me beija, chupando minha língua. Me separo dele, dando várias mordidas em seu pescoço. Sinto um arrepio nele, e ouço um rosnado.
Sua mão desse por minha pele, deixando um rastro de calor. Sinto seus dedos lá embaixo novamente.
— Sanji. – chama. Eu o olho. – Preciso que você confie em mim. Isso vai doer.
— Do... – começo, e seu dedo entra em mim. – Itai! Tira! Está doendo!
— Calma. É só eu achar o ponto certo. – ele começa a mexer o dedo, o que me causa uma vergonha infinita.
— Ei! Isso dói! – falo. Ele me olha.
— Eu disse para confiar em mim, não disse? – pergunta. Eu assinto, rangendo os dentes. De repente, ele bate num lugar sensível dentro de mim.
— Nnn... – um gemido me escapa. Ele me beija. Uma onda de prazer me percorre. – Haa... Haa...
— Achei. – fala, vitorioso. Movimenta a mão, batendo no mesmo lugar várias vezes. Meus olhos reviram de prazer, e eu arqueio o corpo. Sua boca explora meu pescoço.
— Marimo... – murmuro, puxando seu cabelo – Estranho... Isso é muito estranho...
Não consigo parar. Isso é muito bom.
— Eu... Estou... Perto! – aviso, entre respirações aceleradas. No mesmo momento, ele diminui os movimentos e aumenta logo depois, fazendo meu corpo tomar sustos de prazer. Diminui, e eu me acalmo. Beijo-o profundamente e demoradamente.
— Você tem três dedos dentro agora, Cook. – fala ele.
— T-Três? Mas eu não senti você colocando mais...
— Isso é porque... Você está muito lubrificado. – fala. Eu coro de vergonha.
— É possível? — pergunto. Ele assente.
— Sanji... Eu não aguento mais. – fala. – Você já está pronto.
P-Pronto?
Ele se senta sobre os joelhos, e eu vejo seu tamanho.
— Zoro? – murmuro. Olha o tamanho daquilo!! Impossível! – Você pretende enfiar isso aí em mim?
— Enfiar? – pergunta. – Essa palavra é meio insensível. Eu vou entrar em você. Só isso.
Me levanto do sofá.
— Isso é impossível! Olha o tamanho! Não cabe! – falo. Olho para ele. Seu olhar queima de desejo sobre mim.
Se levanta, andando até mim. Agarra minha cintura e põe as mãos na minha bunda.
— Ei! – falo. Ele ri.
— Lembra de quantas vezes vocês pegou na minha bunda? – pergunta. Ah, aquele bumbum redondo e macio... — Hora do troco.
Me vira, fazendo-me ficar de costas para ele. Me abraça e morde minha nuca. Sinto algo me cutucar. Merda. Isso não é o dedo dele.
Seu pênis desliza facilmente para dentro de mim, e uma dor horrível me possui. É como se eu estivesse sendo rasgado.
— Ahh! Isso dói! – falo. Sinto algumas lágrimas brotarem em meus olhos. – Tira... Por favor...
No mesmo instante, ele sai de dentro de mim e me abraça.
— Não achei que você fosse tão apertado. – fala. – Me desculpe. Não vou fazer mais.
— Não, espera. – falo, enxugando as lágrimas. – Tente de novo.
— Como?
— Tenta de novo. – repito. — Você deve estar mais doloroso que eu. E caramba, nem doeu tanto assim.
Ele suspira e tenta de novo, deslizando para dentro. Tranco a mandíbula. É menos doloroso, mas ainda dói. Começa a me masturbar, e eu me concentro nisso. Logo, já esqueci a dor. Ele tira até a metade e entra devagar. Uh, isso dói. Como os gays conseguem fazer isso?
Entra com força, acertando o mesmo lugar de antes. Quase grito de prazer.
— Não se contraia tanto... Deste jeito eu vou ser esmagado. – sussurra, mordendo minha orelha. Tento relaxar, mas não tenho sucesso. Ele me estoca mais uma vez, e uma onda de um prazer enlouquecido me possui. É como se ele estivesse estimulando todos os pontos que me fazem sentir bem.
Começa com movimentos lentos, aumento aos poucos. Movimentos duros, porém lentos. Inclino meu corpo para trás, segurando em seu ombro com o braço esquerdo. Ele gruda na curva do meu pescoço com o ombro.
E mais uma vez, exigindo toda a minha coragem, peço para aumentar a velocidade.
— Mais forte... Zoro... – ele atende ao pedido, e eu ouço o som do seu corpo batendo no meu. – Aah...! Mm...! Tsc...
— Aqui? – pergunta, batendo no mesmo lugar, só que um pouco mais forte.
— Bem aí... – murmuro. Eu estou fora de mim. O prazer é tanto, e tão forte, que eu quero mais... — Mais...
— Que... Apertado... – fala. – Ótimo... Você é muito bom, Ero-Cook.
Ele sai de mim, me levando até o sofá novamente e me deitando. Minhas pernas são abertas, e ele se encaixa no meio delas.
— E ... Posso fazer um pouco mais forte? – pergunta.
— Claro... – respondo, sem pensar. É como se eu estivesse hipnotizado. – Não sou uma garota. Me foda até me quebrar, Zoro.
Ele se surpreende, mais aumenta a velocidade e a precisão.
— Você me deixa louco. – sussurra, com sua voz rouca.
Isso é muito bom... Eu vou ficar maluco... Ele se debruça, me abraçando. Ouço rosnados.
— Estou quase... – ouço.
— Eu também. – respondo.
Com mais duas estocadas chego ao meu ápice, e ele sai de dentro de mim, gozando também. Exausto, cai sobre mim.
— O que... Foi isso? – pergunto.
— Eu estou morto. – fala. Sinto vontade de rir. – Esquentou agora?
— Nunca mais pense em fazer uma coisa dessas, seu chantagista! – falo. Ele ri. – Doeu!
— Foi mal. Mas eu gostei.
— Desgraçado.
Passados alguns segundos, minha respiração está melhor. Começa e me dar sono.
— Boa noite. – fala ele, deitando ao meu lado. Estou tão cansado... Viro-me de lado, e seus braços me circundam. – Assim é melhor.
— Pervertido. – xingo. Logo em seguida, caio no sono.
*CENAS IMPRÓPRIAS TERMINAM AQUI*
POV Zoro
Acordo com frio. Me levanto do sofá, procurando minhas roupas. Coloco a cueca e a calça, já me sentindo mais confortável. Olho para o sofá, e vejo Sanji. Nu, completamente nu. E então, lembranças invadem minha mente.
AAAAAHH! O QUE EU FIZ!? CARAMBA! ELE VAI ME CHUTAR MUITO! COMO EU CONSEGUI FAZER UMA COISA DESSAS!?
Se bem que... Ele estava uma tentação. Só de olhá-lo assim, vejo os motivos do que aconteceu. Além do filho da puta ser lindo, é bom no sexo. As coisas que eu senti quando entrei nele... É inexplicável de tão delicioso. Seu corpo foi feito para mim.
Coloco o haramaki e cubro-o com o casaco. Vou até a pia, encho uma panela de água e ponho no fogo, esquentando um pouco. Quando sinto que está morna, tiro do fogo e fuço no armário, procurando um pano. Acho e vou até sofá, mergulhando a pequena toalha na água e depois torcendo-o. Tiro o casaco de seu corpo, passando o pano morno com calma em seus braços, para não infeccionar os arranhões, e depois passo nos lugares sujos pelo que fizemos há algumas horas. Ele se arrepia quando passo, e isso me faz rir um pouco.
Quando ele está totalmente limpo, cubro-o novamente e procuro sua cueca, passando-a por suas pernas e colocando no lugar. Faço o mesmo com a calça e com os sapatos. Uau, ele parece bem melhor.
Termino e coloco o resto da água na pia. Ponho minhas botas, pego as katanas e saio do chalé. O frio diminuiu, e não neva mais. Está confortável para treinar.
Quando começo, ouço pessoas me chamando.
— Zoro! – chama Chopper. – Finalmente achamos você!
— Chopper? Nami? Brook? – falo, surpreso. – Todos juntos?
— Ah, Graças a Deus! – fala Nami, apoiando os braços nos joelhos. – Faz três horas que estamos procurando você! Cadê o Sanji-kun?
— O Ero-Cook... Está lá dentro. – falo, apontando com a cabeça. Nami assente e abre a porta, entrando no local.
— Sanji-kun! Você está bem!? – pergunta, tirando o casaco de cima dele. Por causa disso, ela fica travessada sobre ele, e aí que ele desperta. Com a cara em seus peitos.
— AAhh... Eu estou no paraíso... – murmura ele, e leva um soco na cabeça. Seu nariz solta um pouco de sangue. – Pode me bater o quanto quiser, Nami-swan!
— E eu aqui, preocupada com vocês! Não aconteceu nada! – fala. Bom, na verdade aconteceu sim. Ele deslocou a perna, machucou os braços... E etc.
— Chopper, dê uma olhada nos braços e na perna dele. – falo. Ele assente, sem entender.
Chopper entra, e eu em seguida, junto com Brook. Chopper examina os braços de Sanji.
— Você está bem ralado, não? E tem cortes, também. – fala ele.
— Eu caí numa armadilha para ursos polares. – responde. Chopper resmunga algo inaudível.
— Por isso, então. Vamos voltar para o navio. Você precisa de um banho quente, assim como o Zoro. – fala ele. – E Zoro, preciso ter uma conversa com você.
— Conversa? Sobre o que? – pergunto. Ele se levanta.
— Sua maldição. – responde.
— Nami-san, é melhor dar a roupa do Sanji-san de volta, né? – pergunta Brook.
— E eu vou ficar com frio? – pergunta ela. Bruxa egoísta.
— Não, Nami. Você devolve a roupa do Sanji, o Zoro pega o casaco de volta e eu levo você no colo. – diz ele, entrando no Heavy Point. Não disse? Se ele fosse homem, com certeza seria o mais pervertido do universo.
— Ei, o que você pensa que vai fazer com a Nami-san? Seu safado! – fala Sanji, se levantando. De repente, cai de quatro no chão.
— M-M... – resmunga. – M-Meu quadril...
Imediatamente, viro estátua. Ih, caramba. Deu merda.
— MARIMO! EU VOU TE MATAR! – grita ele, se levantando. Levo um chute na cara.
— EI! QUER LEVAR UMA SURRA, SOBRANCELHA DE BIGODE? – pergunto, irritado. De repente, ganho um tapa no rosto. – Nami! Para de me bater!!
— Fiquem quietos!!
— Hai, Nami-swan! – fala ele, com corações nos olhos.
— Vamos embora daqui! E seja lá o motivo que vocês brigaram, não quero saber de ninguém reclamando de dor! Bem feito pra vocês! – ela acha que ele está dolorido por causa de uma briga?
Coloco o meu casaco, amarrando as katanas na cintura. Sanji coloca sua roupa, menos a camisa rasgada.
Saímos dali, e Brook nos leva por um caminho muito mais curto do que o meu. Não importa. Eu achei o Ero-Cook primeiro.
Chegamos à cidade, e vejo todos os outros perto do porto.
— Ué? Vocês não estavam procurando? – pergunta Chopper.
— Nós estávamos, mas decidimos desistir, já que a Nami encontraria com certeza! – diz Usopp. Eu solto um suspiro.
— Os mantimentos estão todos dentro do navio? – pergunta Nami. Eles assentem. – então vamos embora, capitão?
— Vamos! – grita Luffy, subindo no navio. Quando estou quase entrando, ouço meu nome.
— Zoro-san! – ouço. Olho para trás, e vejo a garotinha de cabelos azuis. – Espera um pouco!
Paro de andar, olhando em sua direção. Me abaixo e fico da sua altura.
— Cadê os seus amigos? – pergunto. Ela sorri.
— Eles já se despediram de todo mundo, e eu vim me despedir por todos eles. – fala. O que?
— Como assim?
— Nenhum deles se despediu de você, então eu vim por todos.
— Ah. – resmungo. Olho em seus olhos, e ela me dá um grande sorriso em resposta. – Você me lembra uma pessoa que conheci há muito tempo atrás.
— Uma pessoa boa?
— Meio chatinha, mas era legal. Igualzinha a você. – falo. Ela ri.
— Algum dia, você vai voltar! – manda. – E quando voltar, nós vamos lutar!
— É mesmo? – pergunto. Ela assente.
— E eu serei a melhor espadachim do mundo! – diz ela. – Assim que derrotar você, vou conseguir o título!
— Você está enganada. – falo – Eu não sou o melhor espadachim do mundo.
— Mas tenho certeza que será. – responde. – E quando isso acontecer, irei roubar seu título!
— Sei... Boa sorte, criança. – falo. De repente, ela me abraça, e eu fico sem graça.
— Você e o seu bando são piratas legais! – fala. Eu suspiro.
— Não somos legais. Só esquisitos. – respondo. Ela ri e eu me levanto. Aceno uma última vez, entrando no navio. Por algum motivo...Me sinto ameaçado por ela. Algum dia ela vai vir lutar comigo.
— ZARPAR!!! – grita Luffy, e em instantes, nós já estamos longe da ilha. Me sento na grama do convés, olhando para o horizonte. Acho que preciso de um banho.
— Zoro! – chama Chopper. Eu me levanto, indo até sua sala. Ele tranca a porta.
— Pra que isso?
— A conversa é confidencial. – diz ele. Me sento em uma das cadeiras, e ele me entrega um livro aberto.
— O que é isso?
— Essa página explica um pouco sobre a Lenda Urbana da Mudança dos Sexos. – fala. Uh, que nome comprido. — E aí tem uma informação muito importante.
— Mas como você pode provar que o que está neste livro é verdadeiro?
— Tudo o que está escrito aqui já aconteceu com você.
— Ah. – respondo. Ele suspira.
— Quero que preste atenção. – fala. – Você ainda não está livre da maldição.
— Como assim? Eu voltei a ser homem, não voltei? – pergunto. Ele assente.
— Acontece que... Demora mais ou menos duas semanas para ela sair do seu corpo. – explica. Fico pasmo. – E durante os quinze dias depois que você vira homem, você não pode ter qualquer tipo de contato sexual com ninguém.
— C-Como assim?
— Basicamente, você não pode ter relações sexuais com ninguém por quinze dias depois que se transforma. – fala.
—E o que acontece se eu tiver? – pergunto. Merda. Que não seja algo muito grave! Que não seja algo muito grave!
— A maldição passa para a pessoa que você teve a relação sexual. – responde. Viro estátua.
— O que você disse? – falo, sem acreditar. – A maldição passa para a outra pessoa?
— Isso mesmo. – fala. Eu olho para a página marcada. Realmente, no livro diz a mesma coisa. – Não me entenda mal. Não estou dizendo que você vai fazer isso com alguém... Só quero prevenir situações embaraçosas.
— Então já era. – respondo, colocando as mãos na cabeça. – Que merda! Chopper, eu pisei na bola.
Ele me encara.
— O que quer dizer?
— Fiz sexo com o Sanji. Hoje. – falo. Ele arregala os olhos de susto.
— O QUÊ?? MAS JÁ?? – grita. Tampo sua boca com a mão.
— É segredo!! – falo. Ele assente, ainda assustado. – O que eu faço?
— Não tem o que fazer, Zoro... – murmura. – O Sanji está com a maldição, agora.
Puta que pariu! Merda! Que porra foi essa que eu fiz!??
O Ero-Cook vai virar mulher!!
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