Exchanged Sex.
10 Capítulo 10 - Arrependimento.
Notas iniciais
Bom, chega dessa conversa depressiva, né?
Obrigada à TheDifferentGirl, Mya, AhoBaka, Roronoa Sanji, hyuugavi, AndreaChan, Kahzinhaaa, Roxell, Hruska Nóbrega, JkUchiha, Aysawa Misaki Love Takumi Usui, Dri Kiryuu e winter. Obrigada pelos reviews! Amei todos, lógico!
E temos duas leitoras novas! Sejam bem-vindas, Yuki Date e Anne!
Eu não sei o motivo de eu ter escolhido essa imagem, só sei que é muito linda e tem um coração... Que é igual ao amor... Que é bem falado neste capítulo... Enfim!
E olha só! Este capítulo tem uma trilha sonora! Aqui ó: http://www.youtube.com/watch?v=4wxA7nurXi4
É Nickelback, Far Away. Chorei litros ouvindo enquanto escrevia T.T
Bom, é isso! Neste capítulos, temos um pouco de drama!
Boa leitura!
Capítulo 10
POV Sanji.
Bon Clay está indo embora. Seu navio está ancorado ao lado do nosso, com vários e vários Okamas gritando por seu nome. É o inferno novamente! Eles vieram me levar para os demônios!
– Nós vamos nos encontrar novamente, Mugi-chan! E para vocês outros, uma ótima viagem! — fala, fazendo poses esquisitas e jogando beijos no ar, que não sei como, chegam até a bochecha de todo mundo e deixa uma marca. Até mesmo na minha.
– Sanji-chan! Por que você não volta com a gente? — pergunta um dos que está no navio. Sinto uma veia pulsar na minha testa.
– PREFIRO MORRER! — grito. Não, eu não vou sobreviver mais uma vez àquele pesadelo! – E NÃO ME PROCUREM NUNCA MAIS! BANDO DE ESFOMEADOS!
– Ain, Sanji-chan... Sua comida é tão boa... — fala um deles.
– Hm... Então a comida do Sanji é boa... Me pergunto como ele ficou sabendo disso, Sanji-kun... — murmura Nami-san. Me assusto. Ela entendeu errado!
Corro e me ajoelho aos seus pés, agarrando suas pernas.
– Não, Nami-san! Você entendeu errado! Eu nunca faria uma coisa dessas! — falo. — Não entenda mal!
– Eu sei disso, seu bobo. — responde. — E você pode me largar agora.
– Hai. Gomennasai. — peço. Ela ri um pouco.
– Ainda bem que o Zoro não está aqui agora, né? — pergunta Robin-chan — Se estivesse, você com certeza estaria levando uma bela bronca agora, Sanji-kun.
É isso mesmo. Zoro não quer sair do quarto por nada. Desde que correu para lá depois de ter gritado e colocado seus sentimentos para fora, não saiu para nada. Ficou chateado com algumas idiotices que eu disse, e está com tanta raiva que não quer me ver nem pintado de ouro. E isso que eu sinto por estar longe dele... É simplesmente torturante.
– ATÉ MAIS, BON-CHAN! — gritam Luffy, Usopp e Chopper ao mesmo tempo, fazendo o maior escândalo de choro. — NÓS SEREMOS AMIGOS PARA SEMPRE!
– SIM! PARA SEMPRE, COM CERTEZA!! — grita ele de volta, saindo com o navio e desaparecendo no horizonte. É... Ele me ajudou muito. Arigatou, Mr. 2.
Volto para a cozinha, pensando no que fazer. Nami entra e coloca a senha na tranca da geladeira, pegando uma garrafa d'água.
– Nami-san... — chamo. Ela me olha. No momento em que se vira na minha direção, seus seios balançam um pouco. Se controla, Sanji. Se comporte. A pessoa que você ama não gosta que você faça isso. Pela força que faço com os pensamentos, sinto algo quente descer do meu nariz. Merda, estou sangrando de novo!! – Hm... Você sabe se o Zoro tem se alimentado direito?
– Ele come direito, Sanji-kun. Pode ficar tranquilo. Bom, ontem ele não quis comer depois daquela gritaria dele, mas eu enfiei a comida goela abaixo e ele engoliu. Goela... Abaixo...? Só de pensar já sinto dor. — Mas... Acho que ele realmente quer te fatiar.
– Imaginei... — murmuro, puxando o sangue de volta para o nariz. — Eu quero muito me desculpar pelo que disse ontem.
– Só se desculpar?
– Eu... Só quero ver o rosto dele, Nami-san. Só isso já me deixaria mais do que satisfeito. Depois daquela coisa horrível que eu falei... Eu sou realmente uma montanha de merda. — falo. Sinto meu peito se apertar. — Me desculpe pelo palavrão.
– Não é nada. — responde, sorrindo. — Sabe, acho que posso arranjar um jeito de vocês dois conversarem.
– Não faça nada, por favor. — peço. Ela me olha, confusa. — Eu quero que ele mesmo decida me ver. Só assim sentirei que posso mesmo conversar com ele. Agradeço a oferta.
– Sempre tão cavalheiro, né? — pergunta. Ah, que bom que você acha. Queria ter sido cavalheiro ontem também. – O que faz você agir assim com as mulheres?
– Elas são a essência da vida. — respondo, depois de pensar um pouco. — As mulheres geram a vida, além de cuidar dessa vida até completar a idade certa. São elas que aturam as trocas de fralda, choros no meio da madrugada e cansaço. Reconheço que não é assim com todas, já que algumas crianças são criadas pelo pai ou avós. Ou até mesmo desconhecidos, como foi o meu caso.
– Então você respeita as mulheres por que têm o dom de serem mães? — pergunta.
– Não só por isso. Mulheres são seres mais frágeis e delicados. São mais inteligentes. Passam por muito mais dificuldades. Sentem dor, desconforto e insegurança. — respondo. — Eu não suporto ver esses caras que ficam bebendo no sofá da própria casa enquanto a mulher cozinha, lava a roupa, passa a roupa e ensina o filho. Ainda por cima ser tratada mal... É o fim do mundo.
– Entendo. — fala. — Parabéns pela educação. É por isso que é tão esperto com as mulheres. Já estudou tanto delas que sabe todos os pontos fracos. E os desejos.
– Como...?
– Como eu sei? — pergunta. Eu assinto. — Eu sei de tudo o que acontece nesse navio, Sanji-kun.
– T-Tudo? — pergunto, gaguejando um pouco.
– Exatamente tudo. — responde. Mas como? Ela colocou câmeras aqui dentro? — Né, Sanji-kun... Por que você não prepara alguma coisa e leva para o quarto? O Zoro ainda não comeu. Por que não prepara alguma coisa para ele?
– H-Hai. — respondo. Olho para ela, que tem um sorriso esperto no rosto — Você sabe de tudo... Tudo mesmo?
– Se você quer saber se eu sei do que vocês fizeram na mesa dessa cozinha... Sim, eu sei o que vocês fizeram. — fala. Meu rosto fica imediatamente quente. — Mas a culpa foi de vocês. Não sei se para fazer sexo precisa de tanto escândalo...
– Ãhn... — resmungo, lerdo. Como ela esperta! Eu não poderia esperar menos da nossa Navegadora!
– Bom, eu vou indo! — fala ela, dando meia volta e indo em direção ao convés. Ainda ouço seu grito, antes da porta ser fechada. — Vamos colocar o Sunny-Go para funcionar, Franky!!
– Aw! — grita ele de volta. Sinto um pequeno solavanco no navio, e sei que estamos navegando.
Hm... Vamos ver... Eu faço a comida preferida dele? Acho que é melhor.
Pego a panela, jogando um pouco de óleo e alho moído no ponto certo. Abro o armário e alcanço a tábua de corte, colocando sobre a pia. Abro a geladeira, pegando a carne de Rei do Mar crua e colocando sobre a tábua. Ainda bem que a pia é grande.
O alho começa a estalar. Lavo o arroz cuidadosamente, e coloco a porção certa na panela, com o tanto certo de água também. Começo a cortar a carne em pedaços pequenos e de modo que fique macia. Pego a frigideira no gabinete e jogo um fio de óleo.
Depois de cortar toda a carne, tempero-a adequadamente e jogo na frigideira. Jogo mais água no arroz. É, acho que farei o arroz um pouco mais solto hoje. Quando tudo está pronto, arrumo na bandeja.
Coloco-a nas mãos e suspiro. É hora de encarar a fera, Kuro Ashi no Sanji.
Saio para o convés e atravesso-o, chegando à porta do quarto feminino. Vejo Nami-san sentada no banco do mastro. Quando me vê, se levanta e bate na porta.
– Quem é? — ouço a voz de Zoro, abafada pela porta. Ah, que saudades dessa voz!
– Zoro, eu já disse para você não trancar essa porta! — fala ela. Ele resmunga alguma coisa que não dá para ouvir. Nami tira uma chave do bolso da calça, abrindo a porta em seguida. Olho para dentro do quarto, e vejo Zoro enfiado debaixo das cobertas, encolhido. — Trouxe comida.
– Eu não vou comer, Nami. — responde. Parece com muita raiva. E parece ter chorado muito também. — Não vou comer nada que aquele Sobrancelha de Bigode fizer.
– Pare com isso, Zoro! O Sanji-kun cozinha para você o tempo todo, e mesmo assim você não come nada do que ele prepara! — fala Nami. Zoro tira a coberta até a cintura. Está deitado com as costas na cama e a cabeça no travesseiro.
– Mas é claro que eu não posso comer aquela comida... — murmura Zoro, colocando a mão sobre os olhos. — Por que... Quando eu como alguma coisa que ele faz... Me sinto ainda mais dolorido! Nami, eu não sei mais o que fazer! Dói muito! Muito! Eu... Sinto como se meu coração estivesse sendo esmagado...
Fico paralisado na porta semiaberta. Ele está chorando! Que tipo de homem eu sou!? Inútil! Imprestável!! Sou um lixo! Fiz uma mulher chorar... Não, muito pior que isso! Fiz a pessoa que eu amo chorar! Sinto uma dor dilacerante no peito, e quase cambaleio. Respiro com dificuldade. Isso é... Uma conexão com o coração dele? Nós estamos tão conectados assim? Essa dor horrorosa... Eu deveria me torturar!
Sinto lágrimas e mais lágrimas descerem por meu rosto. Não dá... É simplesmente impossível sentir a pessoa que eu amo sofrer e ficar sem fazer nada. Ele soluça várias vezes, segurando o pano do pijama no lugar do coração.
– Eu... Não aguento mais... Não ser correspondido... É simplesmente a pior sensação do mundo. — murmura, chorando mais ainda. Vejo suas lágrimas descerem pelos lados do rosto. Olho para Nami-san, que deixa escapar algumas lágrimas. Ela me observa, e me chama com a cabeça. Entro devagar, em silêncio. Coloco a bandeja no criado mudo. Sinto mais lágrimas descerem pelo rosto. Aperto os punhos com força.
– Bom... Eu também não posso mais ver meu Nakama neste estado, Zoro. Por isso... Converse com o Sanji-kun. Ele tem muita coisa para te dizer. — diz ela. Zoro sacode a cabeça para os lados.
– Não! — fala, tomando ar. — Eu não vou falar com ele! Só de pensar em ver seu rosto e sentir tudo aquilo... Me sinto muito frágil! Não quero, não quero!
– Então pelo menos levanta dessa cama! Você é o quê? Um vegetal? Até as laranjas da Bellemere-san se mexem mais do que você! — fala ela. Zoro se senta, ainda com as duas mãos no rosto, tampando os olhos. Que angústia insuportável.
Tira as mãos do rosto, e quando vai olhar para Nami, me vê. Seus olhos cruzam com os meus. E neles, sinto tudo o que estou sentindo multiplicado por dez. Preocupação, angústia, medo, dor... Mas acima de tudo... Sinto todo o amor guardado ali dentro. E por algum motivo, não consigo mais parar minhas lágrimas.
– Sanji...? — pergunta ele. Seus olhos demonstram desespero. — SAI DAQUI! NÃO QUERO VOCÊ PERTO DE MIM! SAIA DAQUI! — grita. Em seguida, começa a chorar de novo — Por favor... Não me machuque ainda mais...
– Zoro... — suspiro, me sentando na cama e o abraçando. Infiltro meus dedos em seu cabelo. Seus dedos agarram minha roupa. — Zoro... Zoro...
– Maldito... — murmura. Tenta se afastar, mas eu não quero. Não consigo me soltar.
– Não me peça para te soltar... Pelo amor de Deus... — imploro, inspirando o cheiro do seu cabelo. — Pode ficar com raiva de mim... Pode até cortar minha cabeça depois, mas... Não me peça para te soltar.
Ele para de resistir, e me abraça de volta, enterra o rosto em meu pescoço. Suas lágrimas molham toda a gola da minha camisa, assim como as minhas caem em seu ombro.
A dor em nossos corações ainda é terrível. Não dá nem para suportar. Não posso ficar longe dele. É como se nossas almas fossem uma só. Puxo o ar com força, mas não consigo conter os soluços que vem com o choro incontrolável. Acontece a mesma coisa com ele.
– Ero-Cook... — murmura. Sinto como se uma estaca entrasse em meu peito só de ouvir sua voz sofrida — Não seja gentil comigo, por favor... Isso você faz com as outras também...
– Zoro... — murmuro. Como eu pude ser tão insensível ao ponto de não perceber esta situação? — Me desculpe por tudo. Eu sei que você tem razões muito boas para me bater agora, mas eu quero me desculpar primeiro. Sou um inútil, um filho da puta. Então, se você não puder me perdoar, eu vou entender.
– Com certeza... Você é um inútil e filho da puta. — fala. — Mas... Me desculpe por ter gritado com você. Foi errado da minha parte ter forçado meus sentimentos desse jeito.
Ficamos alguns minutos em silêncio.
– Mesmo que eu não seja correspondido, Sanji... — murmura. Começa a chorar novamente. — Eu te amo! Muito! Não consigo mais fazer qualquer coisa sem pensar em você! E quando te vejo... Parece que eu vou explodir, de tanto amor que sinto... Me desculpe por ser tão chato.
Você está querendo se desculpar!? O único errado aqui sou eu!
– Eu... Droga. Eu errei, Zoro. Eu sou o errado. Você não tem que se desculpar por nada. Absolutamente nada. — murmuro. Sinto seu cheiro. — Eu só... Peço que você me perdoe pela porcaria que eu disse... Se precisar, eu me ajoelho... Mas por favor... Não fique longe de mim novamente... Porque se você fizer isso, Zoro... Acho que eu paro de respirar.
Pego seu rosto entre as mãos. Limpo suas lágrimas com os dedos.
– Por que você está chorando? — pergunta, inocentemente.
– Por que... Te ver sofrendo dói muito, Zoro. — respondo. Suas sobrancelhas se juntam. Me inclino na direção de seu ouvido. — E isso por que... Eu realmente... Realmente te amo demais.
Ele segura meu rosto.
– Você... O quê? — pergunta. Eu sorrio.
– Te amo. Você não sente, Zoro? Nossos corações... Estão completamente conectados. — falo. Um grande sorriso ilumina seu rosto. Passa a mão no meu rosto, limpando as lágrimas.
– Eu te amo, Ero-Cook. E se você faz tanta questão... Eu te perdoo. — fala. É como se seu sorriso fosse meu único Sol. Me perdoou! Estou tão feliz!! – Então, não pare de respirar... Por que eu preciso que você esteja saudável. Para depois poder te dar uma surra.
Eu sorrio. Trago seu rosto para o meu, e selo nossos lábios. Dou-lhe um beijo rápido.
– Claro, pode me bater o tanto que quiser. — respondo. Pego suas mãos, dando um beijo em cada uma.
– YAHOOOO!! O ZORO E O SANJI FIZERAM AS PAZES!! KANPAI!! — grita Luffy, da porta do quarto, junto com todos os outros. Como eu não percebi? Será que eu estava tão envolvido com meus sentimentos que nem me toquei?
"Um homem apaixonado pode fazer as loucuras mais loucas, Sanji. Pode escrever o que eu te digo. E um homem sem sua metade da laranja não é nada." Lembro do Mestre Zeff, me dizendo essas palavras quando me apaixonei pela primeira vez. Na época não entendi muito bem, mas... Agora entendo completamente.
Vejo que não importa se ele é um homem em um corpo de mulher, e que vai voltar à sua forma original. Tenho as minhas razões pessoais para não gostar de Okamas, mas agora percebo que o amor... Desafia muitas coisas. Principalmente nosso cérebro.
Sinto uma dor horrorosa no topo da cabeça.
– Itaaaaai! — grito, assustado. Olho para o lado, e vejo a Nami-san me olhando com raiva.
– Nami-san... O quê..?
– Nunca mais deixe um dos meus companheiros neste estado! Está ouvindo bem? — fala. Eu concordo imediatamente. — Bom mesmo. Você tem ideia do que eu tive que passar para aguentar essa criatura resmungando o tempo todo milhares de jeitos de te matar? E no minuto seguinte, ficar resmungando diferentes modos de se suicidar?
– Me... Desculpe?
– Sanji-kun, ele nem tomou banho! Por três dias! — fala, mostrando três dedos. Três dias!? Nossa!
– Você não toma banho faz três dias, Zoro? — pergunta Usopp. — Nossa... Esse cobertor deve estar fedendo pouco, hein?
– Cala a boca, Narigudo! — grita Zoro. A única coisa que faço é rir.
– Quem você chamou de Narigudo, cabeça de Marimo!? — grita Usopp de volta.
– Bom, vamos dar o fora daqui! — grita Nami, colocando todos os outros para fora. — Acho que esses dois precisam de uma certa privacidade. Né, Sanji-kun?
Meu rosto fica um pouco quente.
– Ero-Cook... — resmunga Zoro. Isso é quase um rosnado maligno. — EU DEVERIA METER A MÃO NA SUA CARA!
– Fique à vontade para me bater depois. — respondo. Ele fica confuso — Agora você vai comer. E depois tomar um banho.
– Você não manda em mim. — fala. Eu sorrio. Ah, esse biquinho é tão lindo... Me inclino para frente e lhe dou um selinho. Seu rosto fica vermelho. — O que você pensa que está fazendo!?
– Cuidando da minha pessoa importante. — respondo. Ele cora mais ainda. Pego a bandeja com a comida.
– O que vai fazer? — pergunta. — Eu posso me alimentar sozinho.
– Não pode não. Você não lavou as mãos. — falo. Pego um pouco de comida na colher, e levo até sua boca. Ele hesita um pouco em abrir, mas cede.
Mastiga devagar, e parece bem concentrado. De repente, abre os olhos.
– Nossa... Você fez a carne do Rei do Mar que estava na geladeira! — fala. Eu assinto. Pego outra colherada, levando até sua boca. Ele pega o copo com água. Mastiga devagar novamente, e quando engole, bebe um pouco d'água. — Muito bom!!
– Sério!? Que bom que você gosta, Zoro-chwan! Fiz do seu jeito preferido!! — falo. Sinto minha voz mudar um pouco de tonalidade. Esses elogios afetam minhas reações.
– Oi, Sanji. Seu olhos viraram corações. — murmura. Volto ao normal. Ele continua comendo, e em alguns minutos, a comida acaba.
Se joga na cama. Seu pijama fica todo desalinhado, fazendo com que eu tenha a visão de um pedaço de sua barriga. Os primeiros botões estão abertos, e posso ver o contorno de seus seios sobre a roupa. É, Sanji. Só você mesmo para achar um pijama de ursinhos uma coisa sensual. Engulo em seco, sentindo as calças ficarem mais apertadas na região do meio das pernas.
– Bom, agora você tem que tomar banho. — falo. Ele me olha. Pego a bandeja. — Daqui a pouco eu volto para pegar a roupa suja. Tento manter minha voz o mais normal possível.
Me levanto da cama, começando a andar até a porta. Sinto um puxão na manga da roupa. Olho para trás, e vejo Zoro me segurando pela roupa, com a cabeça baixa. Mais precisamente, encostada em minhas costas. Está recuperando as forças por ter levantado da cama muito rápido.
– Você está bem? — pergunto, preocupado. Coloco a bandeja sobre a cômoda e me viro, ficando de frente para ele. Ergo seu rosto com a mão. — Zoro?
Está com as bochechas rosadas, e sua respiração é descompassada. Me abraça de repente, inspirando perto do meu pescoço com força. Está procurando o tal do cheiro? Mas... Ele só faz isso quando está excitado...
– Você... Pode esfregar minhas costas? — pede, olhando em meus olhos. Se você tivesse a ideia da expressão erótica que está em seu rosto... E se eu for esfregar suas costas, com certeza vou querer apalpar alguns lugares. Quero negar seu pedido, para não fazer algo que ele não goste, mas... Parece que está me implorando por um alívio. E eu não poderia negar uma coisa dessas.
– Claro. Só vou levar essa bandeja para a cozinha, e já volto. — falo. Ele assente. Me puxa devagar em sua direção, acariciando minha nuca. Ah, assim eu descontrolo. Que cafuné incrível... Sem aguentar mais, selo nossos lábios, num selinho demorado.
Ele me solta, correndo para o banheiro. Eu sorrio. Seu rosto tímido também é tão lindo...
Vou até a cozinha e deixo a bandeja sobre a pia, voltando para o quarto feminino. Não vejo Zoro em lugar nenhum.
– Voltei! — falo. Abro a primeira porta do banheiro, e bato na segunda. — Zoro?
– Pode entrar, Ero-Cook. — responde. Abro a porta, e tenho a visão mais linda de toda a minha vida.
Zoro está enrolado numa toalha de banho curta, que só cobre dos seios até um pouco abaixo do bumbum. Está de costas para mim, e seu cabelo está preso num coque meio folgado. Sua pele brilha por causa das gotas de água que escorrem por já ter entrado em baixo do chuveiro e saído. Neste momento, está enchendo a banheira.
– Vai ficar me olhando aí por quanto tempo? — pergunta, sorrindo de um jeito maroto.
– O que é bonito é para se olhar, não? — pergunto. Ele cora um pouco.
– Baka. — murmura. Se senta no banquinho. — Você não veio aqui para lavar as minhas costas? Anda logo, então.
– Ok. — respondo. Tiro a parte de cima da roupa, ficando de camisa. Me acomodo atrás dele. — Não posso fazer nada se você estiver com essa toalha, Zoro.
Ele se levanta tira a toalha, cobrindo só as partes íntimas. Merda, eu não vi nada. Se senta novamente, e posso ver suas costas nuas. Sua cintura fina e ombros estreitos, além de seu pescoço.
Pego o sabonete líquido e começo a massagear suas costas com ele. Sinto-o ficar cada vez mais relaxado. Massageio sua nuca com cuidado, e ele geme.
– Aqui dói? — pergunto. Ele assente, e eu intensifico a massagem ali. Deslizo a mão mas pra baixo, fazendo o mesmo em seu pescoço e ombros. Massageio sua coluna e toda a região das costas.
Ele se encosta em mim, fazendo com que eu pare os movimentos. Olha para cima, e eu vejo sua toalha sair um pouco do lugar.
Merda! Eu vou ter um sangramento! Posso ver tudo até seus quadris, onde a toalha ainda cobre. Ele puxa meu rosto, selando nossos lábios. Um... Beijo invertido? Infiltra a língua na minha boca, conduzindo um beijo espetacular. Deslizo minhas mãos por seu corpo, e pouso-as sobre seus seios. Ele geme com esse mínimo toque.
– Sanji... — chama, parando o beijo. — Você sabe que hoje é nossa última vez desse jeito, né?
– Sei. — confirmo.
– Você não vai me deixar, né? — pergunta. Vejo lágrimas se formarem em seus olhos.
– Claro que não! Eu já não te disse, Zoro? Eu te amo! Não vou sair de perto de você. Não sei o que vai acontecer depois que você voltar a ser como era, mas... Sei que vou continuar com os mesmos sentimentos. — respondo. Ele sorri.
– Então... Já que é nossa última vez desse jeito... — começa. Se vira e puxa minha gravata, fazendo-me ficar a milímetros de sua boca. — Nós vamos fazer tudo o que der vontade.
– Tudo... O que der vontade...? — pergunto, sem acreditar. — Mas... Tudo mesmo?
– Cala a boca e me beija logo, seu lerdo. — manda, e eu obedeço, sorrindo.
O que será que vai acontecer comigo?
Notas finais
Finalmente! Um capítulo inteiro só de POV Sanji! Gostaram? Tomara que sim!!
E... Bom, deu pra perceber que o capítulo que vem tem uma safadezinha, né? KKKK
Espero que tenham gostado, e que tenham ouvido a música também!
Muito obrigada por ter lido!
Até o próximo!
Beijos! ♥
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