Exchanged Sex.

9 Capítulo 9 - Outra visita inesperada.


Notas iniciais
Não me matem!! Pelo amor de Deus! Perdoem essa autora idiota, por favor!
Me arrependo amargamente de ter demorado tanto para esta postagem. Sinto muito, muito mesmo.
Bom, se vocês ainda quiserem ler essa fic, e dar mais uma chance à mim, aceito com muito prazer ^.^
Vamos aos agradecimentos!!
Roronoa Sanji, Kahzinhaaa, TheDifferentGirl, AndreaChan, Aysawa Misaki Love Takumi Usui, Mya, hyuugavi, Orihime. Obrigada pelos reviews! Amei, como sempre! Tenho as melhores leitoras do mundo!
E MEU DEEEEEEEEEEUUSSSSS! MAIS DUAS RECOMENDAÇÕES! DUAS!!! Obrigada, JkUchiha ♥ e AhoBaka ♥! Amei cada pedacinho da recomendação de vocês! Me emocionam muito, vocês! Eu vou ficar desidratada de tanto chorar, suas malvadas T.T
Ah, sim!! Temos novos leitores comentantes! o/
Eve-chan, winter, MichiruAmai e Kyoo, sejam bem-vindos!!Outros agradecimentos especiais: Roxell, obrigada pela imagem, mais uma vez! Adorei ela ♥. Nora-chan, sinto muito por ter te dado trabalho, e obrigada pela preocupação! ♥
Voltando ao capítulo: hoje temos um convidado especial! Ah, não diga! Sério, gente! E ele vai ajudar bastante na reflexão do Sanji! E eu tenho quase certeza que todo mundo gosta dele!
Hm... Que mais... Ah, é! Não se ofendam com algumas palavras mais lá pro fim do cap., pessoal! Eu usei as palavras "gente preconceituosa", mas não quero ofender ninguém!! >.<
Acho que é isso!
Boa leitura!

Capítulo 9

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Sinto uma brisa leve no rosto que parece me acariciar. É como se eu estivesse no meu porto seguro... Suspiro, e um cheiro estranhamente familiar invade meu nariz.

- Eles estão mortos...? — pergunta alguém. Uma pergunta idiota como essa... Só pode ser o Luffy. — Jogados no meio do convés...

- Claro que não, Luffy! — fala Chopper. — Apesar de que esta situação é um pouco embaraçosa...

- Mas... Olha só! Nenhum dos dois se mexe! — fala Usopp. Sinto um dedo cutucar meu rosto, e dou um tapa. Merda. Eu quero dormir e esses caras ficam me atormentando! — Ah! Tá vivo!

- Eu ouço a respiração deles dois daqui. — murmura Brook — Apesar de eu não ter ouvidos, Yohohohohoho!

- Aaawwwnnnn! — ouço. Provavelmente é a Nami. — Que coisa fofa!

Em seguida, ouço passos rápidos. Me mexo um pouco, e sinto algo como um travesseiro abaixo de minha cabeça. Tem algo segurando minha perna e eu estou sendo abraçado. Ah, que quentinho... Eu poderia ficar assim para sempre!

- Ei, Nami! O que você vai fazer? — pergunta Franky. Ouço algo como um "clack" — Você... Está tirando fotos?

- Ah, claro! Eu posso ganhar dinheiro com isso! — responde ela. Resmungo algo que nem mesmo eu entendo, e volto a cochilar.

Sinto uma respiração exagerada em meu rosto. Tento abrir os olhos, mas não consigo. Hm... Estou num lugar frio... Quero voltar para o lugar de antes... E que cheiro de maquiagem e perfume é esse? Eca!

- Sanji-chan, parece que ela está acordando... — diz alguém, com uma voz estranha, mas familiar.

- Ah, que bom... — responde Sanji, de algum lugar não tão longe. — E EU JÁ TE DISSE PARA NÃO ME CHAMAR ASSIM!

- NHÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! — ri alguém.

- Chopper, porque ele não acorda? Nós temos visita! — ouço Luffy.

- Hm... Ele deve ter feito alguma coisa muito exaustiva ontem, além de ter dançado tanto na festa. — conclui a rena. É... Eu REALMENTE fiz algo depois da festa, mas...

Me sento, levantando-me. Olho ao redor, bocejo, e continuo andando para fora do quarto. Ando até o convés, e vejo que estamos em alto mar. Ah, merda. Que dor nas costas. No quadril, também. Merda, estou com dor até no maxilar... Meu pescoço está formigando em alguns lugares, também. Que porcaria é essa?

Volto para o quarto.

- Ohayo, minna. — cumprimento. — Que horas são?

- Ãnh... — resmunga Nami, olhando o relógio de pulso. — Meio dia e dez.

- Sanji, almoço. — peço. Todo mundo me olha com cara de tacho.

- Quê? — pergunto. Chopper escala meu corpo e põe a pata na minha testa.

- Não é um zumbi. — fala ele, assustado. — Gente, o Zoro acordou sozinho!!

- Ah, qual é! Tudo isso por causa dessa bobeira? — pergunto. Chopper se senta em meu ombro. — Né, que visita é essa que o Luffy estava falando?

Olho ao redor, e vejo uma figura completamente esquisita. Um homem com o cabelo cortado impecavelmente reto e liso, mas curto. Tem uma maquiagem verde ao redor dos olhos, uma bola rosa em cada uma das bochechas, um coração nos lábios e um queixo em forma de bunda.

- Ah, você. — murmuro. — Faz muito tempo... Não quer almoçar com a gente?

Ele se ajoelha aos meus pés.

- Que gentileza! Você ficou muito mais gentil agora! Prefiro assim! — fala, com lágrimas escorrendo em cachoeiras.

- Ei, calma. Eu só te chamei pra almoçar. — falo. Ele se levanta, e vejo que é muito alto.

Ele corre até o convés.

- Vamos lá, Zoro-swan*! — fala, colocando uma perna para cima. Em sua camiseta está escrito "Okama Way". — Mugi-chan! Peço ajuda para cantarmos a música mais famosa do Reino do Iva-chan!

- Parece divertido! — fala Luffy. Coloca o braço nos ombros do Mr. 2. Os dois começam a cantar.

- Shosen, konno yo wa, otoko to, onna. Shikashi, atishi wa, otoko de, onna! Dakara! Saikyou! — canta o Okama.

- Saikyou! — grita Luffy.

- Saikyou! Okama way, A- Saikyou! — canta o Okama novamente.

- Saikyou! - grita Luffy, de novo.

- Saikyou! Okama Waaaaaaaayy! — E eles vão andando para a cozinha, cantando essa música besta. Chopper bate palmas no ritmo e ri.

Chegamos todos na cozinha, e sentamos à mesa. Chopper sai de meu ombro. Sanji serve o almoço para todos, me deixando por último.

Coloca uma concha de curry no meu prato, e em seguida dá um beijo em meus cabelos. Ninguém parece perceber o gesto, mas minhas bochechas ficam quentes.

- Então, Mr. 2. Ao que devemos sua presença? — pergunta Robin, sorrindo.

- Ah, Miss All Sunday. — fala ele. — Isso me traz boas lembranças...

- Isso me faz lembrar... Vocês dois eram da Baroque Works, né? — fala Nami. — Pensei que você tinha sido preso.

- Eu fui preso. Estava em Impel Down. — responde. A colher escapa de minha mão. — Depois de muitos acontecimentos bons e ruins, eu consegui sair de lá e fui morar no Reino de Kamabakka.

- Hmm... — resmunga Brook. — Ouvi falar que lá é o inferno.

- Com certeza. — responde o Okama.

- Enfim, porque você veio aqui? — pergunto. Ele me olha como se eu fosse doido.

- O Mugi-chan me chamou. Por causa... Daquilo... — fala ele, insinuando algo.

- Daquilo... O quê? — pergunto. Ele vê meu rosto confuso.

- Não te contaram!? — fala ele, se levantando. Me levanto junto. Ele anda até mim e tira algo de dentro do casaco e estende perto da minha cara. — O mundo inteiro está sabendo o que aconteceu com você!!!! — fala.

Vejo meu rosto na primeira página do jornal, com uma manchete: "O que aconteceu com Roronoa Zoro? Mudou de time? Foi para o lado rosa da força?”.

- FILHOS DA PUTA! — grito. Pego o jornal, lendo o conteúdo da notícia. — É O QUÊ?? EU NÃO VIREI MULHER PORQUE QUIS! DESGRAÇA!!

- Acalme-se, Zoro. É só uma... — começa Nami.

- SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO!? NÃO, NÃO É! O MUNDO INTEIRO ESTÁ SABENDO DISSO! CULPA DAQUELE FOTÓGRAFO! QUE ÓDIO! AS PESSOAS NÃO VÃO ESQUECER ISSO! — grito, segurando os cabelos. Isso realmente é a pior coisa que poderia acontecer comigo. — INFERNO!

Luffy agarra meus ombros. Percebo que está muito sério.

- Zoro, é por isso que o Bon-chan está aqui. — fala. Tombo minha cabeça para o lado.

- Ele vai virar você e falar com a indústria do jornal. — fala Robin. Ah, o jeito que ela explica é bem mais fácil de entender!

- Sério!? — pergunto. A esperança surge em mim novamente. — Arigatou!!

Pulo no Okama. Ele me abraça de volta. Ah, o que tem? Ele é bicha, mesmo...

- Olha, só... Você tem belas marcas no pescoço. E nos ombros também. Parece que o Sanji-chan está fazendo um bom trabalho, não? — pergunta. Sinto minha cara inteira ficar quente.

Saio de seu colo, pigarreando. Que ninguém tenha prestado atenção! Que ninguém tenha prestado atenção!

- Então... — diz Nami, mudando de assunto. — Você pode usar aquele Den Den Mushi ali.

Ela aponta para o caracol ao lado do sofá.

- Se preparem para ver o Zoro ressuscitado!! — diz ele, e toca o rosto com uma das mãos. E fico de frente para mim mesmo.

Ele boceja.

- Já é de manhã? Uaaah... — fala. Sinto como se meus olhos fossem sair da cara. É IGUALZINHO! IDÊNTICO!

- Eu te amo, eu! — falo, abraçando eu mesmo. — Como você é lindo!

- Nossa, nem é convencido... — murmura Nami.

Robin anda calmamente até o Den Den Mushi e liga para o jornal, ativando o viva voz.

Uma voz preguiçosa atende.

- Jornal "Notícias do Mundo", bom dia. - fala o cara do outro lado. — Posso ajudar em algo?

- Com licença... Com quem eu estou falando? — pergunta ela.

- Eu sou Mitaka, secretário do Jornal.

- Mitaka-san, eu poderia falar com o editor? — pergunta ela. Ouço um suspiro, vindo do outro lado.

- Me desculpa, senhorita. Essa é uma pessoa ocupada... Mas você pode deixar um recado, se quiser. - responde o cara.

- Eu vou deixar um recado, então. — responde ela.

- Certo. Poderia me dar seu nome primeiro? - pergunta ele. - E de onde está fazendo a ligação? E se for conhecida em algum lugar, pode nos informar também?

- Claro. Anote aí. — pede ela. O cara dá uma resposta afirmativa. — Meu nome é Nico Robin. A ligação está sendo feita do navio, no Novo Mundo. E... Acho que sou conhecida no mundo inteiro.

- Ah, tá. E eu sou o Gold Roger. - responde ele. Ah, eu vou matar esse cara! Que falta de educação!Por favor, seu nome verdadeiro, senhorita.

- Pode verificar de onde está vindo a ligação. É só levantar o casco do caracol. — fala ela.

- Hm... — Ouço alguns barulhos, e o cara volta a falar logo depois. — Nico Robin!? A verdadeira Nico Robin!?

- Sim, essa sou eu. Agora o senhor pode me conectar com o editor? — pede ela. O cara dá outra resposta afirmativa.

- Hai. Aqui é o editor do jornal. — fala outra voz. — Com quem eu falo agora?

- Nico Robin. — responde ela.

- Nico Robin-san, peço desculpas por meu secretário. É que nós não estamos acostumados a receber ligações de pessoas famosas como você. — explica ele. Robin sorri.

- Bom, acho que o senhor já sabe o motivo da minha ligação, certo? — pergunta ela. — Quero conversar sobre aquela manchete caluniosa no jornal de ontem.

- Caluniosa, né... Bom, pelas fotos que foram feitas, parece que o espadachim do seu navio realmente trocou de sexo. - responde ele.

- Não é impossível ele ter uma irmã mais nova. — responde ela. Uau, ela é boa! — E sabe, publicar uma notícia sem provas, é crime. A Marinha pode acabar com o seu jornal.

- Mas eles não iriam atrás de vocês primeiro? - pergunta ele.

- Seria difícil eles encontrar-nos... Já que estamos no mar comandado pelos Yonkou*. — fala ela — Eu ouvi falar que o nosso capitão tem fortes laços com o Akagami*, também.

- Hm... Ok. Mas eu poderia falar com Roronoa Zoro? Sabe, nós temos algumas gravações de vozes dele, então podemos comparar.

- Claro. Zoro-san, por favor. — pede ela, entregando o fone para o eu. Ou para o Okama. Ah, tanto faz.

- Ei, Robin. Eu tenho que fazer isso mesmo? — pergunta ele, encenando perfeitamente. Com certeza o cara do outro lado da linha ouviu.

- Só assim ele vai acreditar. — fala ela. O Mr. 2 aproxima o fone da boca.

- Hai. Aqui é Roronoa Zoro.

- Roronoa Zoro-san, você realmente se incomoda com aquela notícia?

- Para falar a verdade, eu nem vi o jornal, mas... — começa — Se você tá me perguntando se eu fiquei feliz por estar conhecido no mundo todo como um Okama, não, eu não estou feliz.

- Entendo...

- E caso você esteja com a ideia de não publicar um jornal desmentindo aquela merda de notícia, eu vou até a sua indústria e acabo com tudo. Lógico, meus nakamas vão comigo.

- Quando você diz "Nakamas", quer dizer Monkey D. Luffy, Kuro Ashi no Sanji, Nico Robin e os outros?

- Exatamente. Bom, o aviso está dado. Quer falar com o meu capitão, também? — pergunta, irônico.

- Não é necessário. Desculpe pelo transtorno. - responde o cara. Eu não acredito! Nós conseguimos!! Conseguimos!! Eu estou salvo! Minha reputação está salva! Obrigado, Deus!

O Den Den Mushi é desligado. Todo mundo está quieto e paralisado. Ouço um suspiro, vindo do capitão. E de repente quase perco meus ouvidos.

- YATTAAAAAAA!! — gritam todos de uma vez.

- CONSEGUIMOS! Zoro, ninguém mais vai te perseguir!! — fala Nami, me abraçando. Minha cara fica no meio dos seus peitos.

Por alguns minutos, me permito sorrir um pouco. Saio do meio dos seus peitos, apoiando-me em seu ombro e pulando junto com os outros.

- FESTA!! — grita Luffy, já se sentando em seu lugar na mesa. — Sanji, comida!!!

- Tá brincando? Você acabou de almoçar!

- E daí? Eu tô com fome!

- Mas... Afinal de contas, quem teve a ideia de chamar o Mr. 2? — pergunto. Todos gritam de alegria. Nami e Robin continuam calmas.

- Bom, quando estávamos conversando antes de você acordar, Sanji-kun se lembrou da habilidade do Mr. 2, já que lutou contra ele uma vez. — responde Nami. — E parece que depois de conseguir fugir da prisão, o Mr. 2 foi morar na ilha que ele estava treinando... Enfim, algo assim.

- O Sanji... Fez isso por mim? — murmuro, para mim mesmo. Sinto meu coração acelerar.

- Ele é muito gentil, não é? — pergunta Robin, colocando a mão em meu ombro. — Dá para perceber que ele só está aguentando a presença do Bon-san por sua causa.

- H-Hai? Como assim? — pergunto.

- Olha só para ele, Zoro. — pede Nami. Olho para Sanji. Está com uma aura meio maligna, uma veia saltada na testa, fuma um cigarro que já está na metade, e sua perna direita desenvolveu um estranho tic nervoso.

- Está quase tendo um ataque. — fala Robin. Eu concordo com a cabeça. Sanji sai do lugar onde estava encostado na parede e anda a passos silenciosos até o convés. Não olha nem para os lados. Sua mandíbula está travada.

- Não quer ir lá falar com ele? — pergunta ela. Eu assinto, e vou até o convés. Abrindo a porta, vejo uma cena cômica, e seguro o riso.

Sanji chuta a árvore com força, e a quebra no meio. Em seguida, quebra a cerca ao redor do convés.

- Okama maldito! Irritante! Filho de uma velha gorda! - resmunga para si mesmo.

- Sabe, você vai ter que pagar por isso. — falo. Ele se vira. Seus olhos estão brancos de raiva. Que coisa. Ele parece um demônio. Quando olha para mim, sua raiva parece ir para o espaço, e ele fica totalmente calmo.

- Zoro... — fala, como se fosse um alívio. Anda até mim, devagar. — Você está melhor?

- Claro... — murmuro. Sinto meu rosto quente — Ah, é... Eu queria agradecer... Você sabe, por ter chamado aquele cara, mesmo não gostando dele.

- Não foi nada muito difícil... É só que ele me irrita muito. — fala, trincando os dentes.

- Eu só causo problemas para você... Me desculpe por ser tão atrapalhado. — falo. Ele sorri um pouco.

- Deixa de falar bobagem, Zoro. — pede. Eu o olho — Há dois dias eu te vi treinando lá no ninho do corvo. Segurando aquele haltere pesado... Na hora que girou o corpo e deu um golpe segurando aquilo como se fosse algodão, você parecia uma bailarina, tamanha a graciosidade. Consegue acertar o inimigo de olhos fechados, apesar de se perder muito.

- Eu nunca me perco. Quem se perde são vocês. — respondo. Ele ri um pouco.

- Ninguém é perfeito, mas... Acho que todos temos nossas qualidades. — diz ele, pegando minhas duas mãos — Desde aquele acontecimento em Thriller Bark, eu admiro você mais que qualquer um.

- Ah, é... Você viu aquilo. — lembro. — Era para eu ter voltado sozinho para o lugar onde vocês estavam, mas... Parecia que meu corpo tinha sido esquartejado mil vezes enquanto eu estava vivo. Que bom que você me achou.

- Que bom que você bateu com o cabo da katana bem na minha costela. — responde, rindo um pouco. — Se eu não tivesse desmaiado ali, provavelmente não estaria vivo para te ajudar com a maldição... E você seria mulher para sempre.

- Hm... Tem razão. Bom, de nada. — falo. Sinto meu rosto quente novamente — E... Obrigado. Por ter me ajudado de novo.

Ele deixa um beijo em minhas duas mãos.

- Disponha. — murmura. Se inclina um pouco em minha direção. Engulo em seco, sentindo seu cheiro ficar mais forte. — Por uma dama... Eu faço qualquer coisa.

Qualquer coisa? Bom... Isso ele faz com todas as mulheres bonitas, certo? Me sinto como qualquer outra, neste quesito.

- Ero-Cook... — chamo. Minha respiração está um pouco acelerada, assim como o coração. — Você gosta de mim?

Ele sorri.

- Claro que sim. É óbvio, não? — pergunta. Saio de perto dele. Como assim, óbvio? Qual é a dele, afinal de contas?

- Não, não é nada óbvio. — respondo. Tiro suas mãos das minhas.

- Zoro...? — pergunta. Suspiro, e encosto minhas mãos em cada lado de seu rosto.

- O que você sente quando está comigo, Sanji? — pergunto. Suas sobrancelhas se juntam — É só desejo carnal? Ou tem mais alguma coisa? É a mesma coisa de quando está perto da Nami ou da Robin?

- Eu... Não entendi a pergunta...

- Haa... Tô perguntando se você se sente como se estivesse com qualquer uma quando está perto de mim. — falo. Mas por que eu estou com isso na cabeça? Será que é aquela minha suspeita da tal paixão?

- Com certeza não é a mesma coisa, Zoro. — responde, colocando as mãos nos bolsos da calça — Meu laço com você é muito mais forte do que com qualquer pessoa no mundo inteiro.

- Hm... — resmungo. Por alguma razão, ainda não estou satisfeito com essa resposta. Mas o que você quer ouvir, afinal de contas? — Então o que você sente por mim?

- Eu amo todas as mulheres.

- MAS EU NÃO PERGUNTEI DE TODAS AS MULHERES, PORRA! EU PERGUNTEI DE MIM! — grito, com raiva. — EU NÃO QUERO SER O ÚNICO APAIXONADO NESSA MERDA DE RELAÇÃO, SEU FILHO DA PUTA!!

Ele fica assustado, e sua boca se abre um pouco. H-Haai? O que foi que eu disse? Que eu estou apaixonado? Mas... Eu não sei! Por que eu disse que estou apaixonado, sendo que nem sei se isso está acontecendo mesmo? Que vergonha! Eu quero morrer!

Sinto meu rosto completamente febril. Seguro a roupa, apertando com força.

- SE RESOLVA, BAKA! — grito. Saio correndo, deixando-o igual a uma estátua para trás. Merda, merda, merda, merda, merda! Isso tudo é por causa dessa sua educação estúpida, sua bondade estúpida e seu cavalheirismo estúpido! Sinto lágrimas correrem por meu rosto enquanto corro. Eu estou apaixonado. Bosta.

POV Sanji.

Apaixonado?

Fico mais uns cinco minutos parado igual a uma estátua. Ele disse que está... Apaixonado?

Meu coração bate acelerado, e sinto meu rosto quente. Apaixonado de verdade? Tipo... Se sente atraído só por mim e por mais ninguém? É isso? Não... Eu só posso estar sonhando. Não é possível uma coisa dessas.

Sem saber para onde olhar, entro em meu quarto. Cacete! Eu não sei o que fazer! Eu nunca recebi uma declaração de amor em toda a minha vida! Eu devo ir falar com ele? Devo? Mas... E se ele quiser um tempo para pensar? E além de tudo... Se eu for lá agora, a única coisa que vai acontecer é sair um monte de merda da minha boca.

Ai, Senhor! O que eu faço!? Preciso de um cigarro!! Pego um cigarro, e coloco na boca, já acendendo com o isqueiro. Cinco segundos depois, o cigarro acaba. HEEEEEIIN!? Já acabou? Nunca fumei tão rápido na minha vida! Isso é nervosismo!? Agora... Acho que preciso de álcool!

Saio do quarto, caminhando até a cozinha. Está vazia, exceto por Bon Clay. Simplesmente ignoro sua presença e abro a geladeira, pegando a garrafa de sakê e dando alguns goles.

Ele se declarou para mim! O que eu faço? Eu não sei! Preciso de uma luz! Dou mais alguns goles. Sinto a garganta arder. Mas... Eu não tenho como fazer nada! Ele está com muita raiva! Se eu for lá conversar com ele no quarto das meninas, provavelmente sairei com uma katana enfiada no rabo! Eu não quero uma katana enfiada no meu cú! Ou então... Eu poderia sair de lá castrado! Completamente liso na frente! QUE PESADELO!

- A atmosfera ficou tão pesada, de repente... — resmunga o Okama, suspirando exageradamente. Bebo mais um pouco de sakê — Preocupado com alguma coisa?

- Nada demais. — respondo, querendo cortar o assunto.

- Ara... Não precisa ser tão rude comigo, Sanji-chan. — fala. Sinto uma veia pulsar na minha testa — Eu posso te ajudar, sabia?

- Ah, sabia. Claro. — respondo, bebendo mais um pouco. — E como?

- Você já teve relações com o Kenshi-san*, não teve? — pergunta. Cuspo todo o sakê que estava na minha boca na sua cara.

- O q... — começo. — De onde você tirou isso?

- Bom... — fala, pegando o papel toalha e limpando o rosto. Por incrível que pareça, a maquiagem não saiu. - O jeito que vocês se olham é especial. Seus olhos brilham. Quando estão perto um do outro, suas presenças ficam mais leves. E não sei se você percebeu, mas... É só ele te ver que um sorriso aparece no rosto dele.

- Hein? Não... Eu não percebi... — murmuro, surpreso. Me sento na cadeira. — É sério?

- Você é tão burro assim, Sanji-chan? — pergunta.

- Eu vou te chutar daqui, Okama maldito! — falo. Ele ri. Bicho escandaloso.

- Bom, sem contar aquelas marcas nele, claro. — fala. Marcas? — Eu imagino em quais outros lugares do corpo ele tem chupões tão fortes...

Pego na gola de sua camiseta.

- Não se atreva a imaginar o Zoro sem roupas, Swan. — ameaço. Ele ri novamente. Eu o largo.

- Ui, que ciúme forte! — provoca.

- Grrrrr... — rosno. Ele fica em posição de defesa. Toca o rosto com uma das mãos, e de repente quem está na minha frente é Nami — Nami-swan!

Sinto um tapa na cara. Olho para o indivíduo, que foi para a forma normal novamente.

- Você me deu um tabefe! — falo, passando a mão no rosto.

- Abre os olhos, meu filho! — diz ele. Parece estar me dando uma bronca. — Você não enxerga que ele odeia quando você fica dando em cima de outras mulheres? Não vê uma coisa tão óbvia?

- Do que você está falando...? — pergunto, completamente confuso.

- Ele não acabou de gritar que está apaixonado por você? — pergunta. Eu assinto. — Se você o visse dando mole para outro homem, o que faria?

- Eu chutaria o desgraçado até a morte!

- É isso o que ele sente quando você dá em cima de outras mulheres. Só não é assim com as duas da sua tripulação. — fala, se levantando da cadeira — Acho que pode ser até pior. Na verdade, eu acho que o Zoro-swan tem é um demônio dentro do corpo.

- Ciúmes, você quer dizer? — pergunto.

- Até que enfim! Sinceramente, Sanji! Você já foi mais esperto! — responde. — Ciúmes é a prova viva de que ele está realmente apaixonado por você!

- Então... Caramba, você está me confundindo mais ainda!

- Como você se sente quando um cara tenta seduzir a Nami-swan ou a Robin-swan? — pergunta. Imediatamente fico mais irritado.

- Sinto vontade de dar uma surra nele! — falo, com toda a minha sinceridade.

- Viu só? — pergunta. Vi o que, criatura? — Você disse que daria uma surra em um que tentasse algo com uma das duas... Mas se acontecesse a mesma coisa com o Zoro, você disse que mataria o cara. Isso quer dizer que você sente mais ciúmes do Zoro do que de qualquer uma delas, certo?

- Olhando por esse lado... — respondo. Realmente me sinto muito mais incomodado quando vejo alguém secando Zoro.

- Você se sente mais confortável perto do Zoro ou das outras duas?

- Zoro. — respondo. — Porque ele entende o que eu digo e eu entendo o que ele fala.

- Bonitinho... Quando você o vê, acontece dos seus olhos de repente virarem corações? — pergunta. Eu reflito. Faz um bom tempo que isso não acontece.

- Não.

- Você fica com o rosto quente, e seu coração acelera? Suas mãos ficam suadas? O jeito como ele fica corado te atrai? — pergunta.

- Hai. Isso vem acontecendo há uns três dias. Na verdade, eu estou com essas sensações até agora. — respondo. — E o jeito que ele cora... É simplesmente lindo.

- Quer saber o que eu acho? — pergunta. — Eu acho que esses corações que saem de seus olhos são só reflexos da sua taradice. Quando uma pessoa está apaixonada, os sintomas são os que você sente pelo Zoro.

- Então... Você está querendo dizer que... — minha voz some, e minha boca fica seca. Meu coração se acelera ainda mais.

- Sim. Você está perdidamente apaixonado. Possivelmente desde a primeira vez que o viu nessa forma, pelo jeito que o sentimento já está desenvolvido. — responde.

- Entendo... Então é essa a sensação de estar apaixonado.. — murmuro. Eu quero vê-lo! Quero muito vê-lo!

- Exatamente.

- Mas... Ele vai voltar a ser homem. O que eu vou fazer quando isso acontecer? — pergunto a mim mesmo.

- Se você pensar direito, bonitinho... — começa ele — O que é um homem, afinal de contas? Por dentro, o que nos difere de uma mulher, além do sistema reprodutor?

- Hm... Os hormônios?

- Tirando os hormônios, não há nada de diferente. Mas eu não estou falando disso. Estou falando de sentimentos. — continua — Seja homem ou mulher... Se houver um sentimento puro, ainda é certo. Não é errado gostar de uma pessoa do mesmo sexo. Isso é pensamento de gente preconceituosa.

- Mas.. Ainda assim, eu sou homem, e tenho meu orgulho. — argumento.

- Só porque você o ama, não quer dizer que vai se tornar gay ou Okama. Quer dizer que você gosta dele, e só dele. As mulheres vão continuar sendo o amor da sua vida, apesar disso. O sentimento de vocês dois é verdadeiro, Sanji. Tenho certeza.

- Eu... Preciso pensar... Preciso raciocinar direito.

- Se você estiver pensando no sexo... — começa. Sexo? Quem pensou em sexo? — Mesmo que um homem seja o passivo, ele pode ser o seme.

- Para de falar nojeira. — peço. Ele ri. — Mas... Obrigado por toda essa ajuda. Minha cabeça está bem mais clara agora.

- Douitashimashite*! — responde, com um sorriso que era para ser angelical, mas virou uma careta muito esquisita. — Pode me agradecer com um beijo!

Faz um baita de um bico, vindo na minha direção. Ponho a garrafa na frente, e ele beija o vidro.

- Mais uma vez, obrigado. Você me ajudou muito. — agradeço. Ele ri, e sai dando passos de bailarina pelo convés.

Certo. Eu estou apaixonado. O que eu faço agora?

Preciso processar meus pensamentos, um de cada vez. E depois tentar conversar com Zoro. O que será uma tarefa um tanto difícil, levando em conta o demônio que ele deve ter virado.

Será que eu vou sobreviver? Que a sorte me ajude...

Notas finais
*Swan - Cisne.
*Yonkou - Quatro Imperadores.
*Akagami - Ruivo.
*Kenshi - Espadachim.
*Douitashimashite - Que nada, sem problema.
Link da música "Okama Way":http://letras.mus.br/one-piece/1699537/
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Vish! O Sanji se fu***, né? Foi deixar o Zoro com raiva... Que dó!
Gente, espero que tenham gostado do capítulo! E... Bom, deu para perceber que não falta muito para a primeira temporada da fic acabar, né? T.T
Mais uma vez, perdão pelo atraso, e mais uma vez, obrigada à todo mundo!!
Beijos, e até o próximo!!