Evil In The Night
12 Sebastian?
Notas iniciais
As palavras cantadas por Blaine mais cedo estavam martelando na cabeça de Kurt. Ele não conseguia tirar aquela cena da cabeça. Ele só queria que tudo se resolvesse. Ele queria que Sebastian ainda estivesse ali, reclamando de algo, nem que esse algo fosse o namoro de Kurt. Ele só queria poder voltar para alguns meses atrás, quando sua vida finalmente parecia ser perfeita. Ele estava na sala, fingindo ler um livro quando se assustou com a campainha tocando. Ele foi até ela sem vontade, pois pensou ser Blaine. Quando ele abriu a porta, ficou mais pálido que o normal, começou a tremer e pensou que iria desmaiar. Ele não acreditava no que estava vendo.
— Sebastian?!
— Antes de mais nada, por favor, não surta. – Pediu Sebastian.
Kurt estava com a boca e os olhos arregalados. Ele não estava acreditando no que estava vendo. O castanho não possuía palavras, muito menos uma reação, então ele simplesmente se aproximou mais de Sebastian e apalpou seu rosto para ter certeza de que realmente estava vendo seu amigo ali. Quando teve certeza, puxou Sebastian para um abraço apertado, cheio de saudades. Um abraço correspondido automaticamente.
— Eu senti sua falta. – Sebastian disse ainda abraçando o melhor amigo.
— VOCÊ ME DEVE UM MILHÃO DE SATISFAÇÕES, SEU IDIOTA. – Kurt disse socando Sebastian forte. – VOCÊ FEZ COM QUE EU SOFRESSE, FEZ COM QUE EU CHORASSE, QUASE ENTRASSE EM DEPRESSÃO, FICASSE SEM COMER, SEM TER VONTADE DE VIVER, AÍ VOCÊ SIMPLESMENTE CHEGA AQUI NA MINHA CASA E PEDE PARA EU NÃO SURTAR? VOCÊ NEM TEM O DIREITO DE PEDIR ISSO. – Kurt reclamou e Sebastian sorriu.
Ele sabia que Kurt iria reagir dessa maneira, mas ele precisava ver seu amigo e dar as devidas explicações sobre o que realmente aconteceu. Sebastian entrou na casa de Kurt e os dois se sentaram no sofá.
— Eu sei que eu te devo muitas explicações, mas você não precisa se preocupar com isso, porque eu vou falar tudo, ok? – Kurt apenas assentiu com a cabeça. – Para começar, seu namoro com Blaine está permitido. Ele é uma boa pessoa, ou um bom vampiro, tanto faz.
— Caso você não saiba, nós terminamos. – Kurt disse, já se arrependendo, afinal Sebastian estava vivo. Ou tecnicamente vivo.
— Sim, eu sei. Ele resolveu parar de se alimentar por isso. Eu e ele nos tornamos amigos e ele é bem legal. – Sebastian continuou a falar. – Mas acho que você não está interessado nessa parte da história.
— Você não está vivo, não é? – Kurt perguntou receoso.
— Você quer saber se agora eu sou uma criatura que provavelmente não tem mais coração e que chupa pescoços à procura de sangue? – Kurt assentiu um pouco confuso. – Ah, sim. Nesse caso não, não estou vivo. Mas estou aqui e é isso que importa.
— E você não vai mais embora? – O castanho ainda tinha uma ponta de esperança.
— Agora eu sou imortal, K. – Disse Sebastian rindo. – Vou te explicar o que aconteceu naquela noite, ok? – Kurt assentiu.
*FLASHBACK ON*
Kurt e Sebastian estavam praticamente sem se falar. Eles trocavam cinco palavras, sendo que quatro eram insultos um ao outro. Eles nem pareciam os mesmos amigos de poucos meses atrás. Sebastian estava em seu quarto quando viu uma figura preta se aproximar. Ela simplesmente apareceu, dando um susto enorme em Sebastian.
— Quem é você? – Sebastian perguntou e a figura se revelou, mostrando ser Blaine. – Eu sabia que você era você.
— Sebastian, eu vou ser bem direto. – Blaine cortou Sebastian. – Você e Kurt estão em perigo e por mais que você não goste de mim eu sei que se preocupa com ele, então eu sei que você vai prestar muita atenção nisso.
— Mas você me ameaçou de morte. – Sebastian protestou e o moreno revirou os olhos.
— Não seja burro, Sebastian. – Blaine disse indignado. – Eu sou apenas um, o outro que você viu foi quem te ameaçou. Eu sou como ele, mas desde que conheci Kurt eu sou uma pessoa melhor, então por favor, fica calmo.
— Calmo é a última coisa que eu não quero ficar. – Blaine se aproximou e encarou Sebastian com a cara mais irritada possível, talvez sim, ele quisesse fazer o mais novo ter medo, mas isso era apenas um talvez. – Mas como você está pedindo tão amigavelmente, vou conceder seu pedido.
— Ótimo. – Blaine disse sarcástico. – Eu conversei com Elliot, que é o responsável por toda essa bagunça. Ele queria que eu matasse Quinn, Britt e Santana, mas eu estava relutante em relação a isso. Por isso eu pedi para ele matar você, pois assim eu ganho um tempo a mais para pensar no que eu faço com elas.
— Então você veio aqui para me avisar que eu vou morrer? – Sebastian perguntou incrédulo e Blaine bateu com a mão em sua própria testa, totalmente perplexo com a lerdeza do castanho.
— Como Kurt te aguenta? – Blaine perguntou e encarou Sebastian mais uma vez. – É bem simples, eu nunca transformei ninguém em vampiro, então tive que pesquisar como se faz isso. Aparentemente eu te dou meu sangue, te mato e depois te alimento. É mais simples do que aparenta ser.
— Eu não quero ser o que você é. – Sebastian falou cruzando os braços como uma criança birrenta que não ganha o brinquedo que quer.
— O único problema é que não temos escolha. Se você não morrer, as três meninas vão morrer e Kurt provavelmente será o próximo da lista. Elliot me odeia e isso não é algo de hoje. Ou você faz isso, ou vai morrer de verdade, correndo a chance de seu melhor amigo também morrer e isso será culpa sua. Estou de consciência limpa, pois estou fazendo minha parte. – Avisou Blaine.
— Você não acha que ele vai sofrer demais com isso? – Sebastian perguntou com um pouco de preocupação.
— É óbvio que vai, vocês são praticamente irmãos, mas a questão aqui é que precisa ser o maior segredo de todos. Ele não pode saber que vamos fazer isso e ele precisa pensar que eu matei você. – Sebastian olhou Blaine sem entender uma sequer palavra.
— Não entendi. Por que ele precisa pensar que foi você? Ele vai odiar você também. – O castanho disse ainda mais preocupado.
— Sei disso, mas por enquanto é necessário. Elliot tem que pensar que Kurt descobriu coisas horríveis sobre meu passado e por isso vou estar querendo morrer para valer. Parando de me alimentar e essas coisas. Elliot vai ver que Kurt me odeia, mas não vai saber o motivo e é essa a ideia. – Blaine explicou e Sebastian assentiu.
*FLASHBACK OFF*
— E foi assim que tudo aconteceu. Depois de me explicar ele fez com que eu tomasse o sangue dele e era horrível, eu queria morrer. Depois eu encontrei com o tal de Elliot, ele me arrancou do meu quarto e tal. Foi bem estranho, mas eu já estava me preparando para o que estava por vir, sabe? – Sebastian continuou contando e Kurt ainda estava abismado. – Aí foi bem doloroso, porque ele me machucou muito e eu apenas pensava comigo mesmo: “como eu consigo aguentar tudo isso? Eu não posso simplesmente morrer logo?”. Foi bem horrível. Mas aí eu ainda fiquei naquela ambulância maldita, tendo que me despedir de você mesmo sabendo que eu não ia de fato morrer. Aí eu morri. Acordei e tive que ficar naquela porcaria de caixão, me senti um vampiro dos anos mil, porque hoje em dia eles nem dormem mais em caixões, mito ridículo esse. – Sebastian disse indignado. – Enfim, aí eu precisei me alimentar e eu achei nojento, agora já estou um pouco acostumado, mas preciso me cuidar, pois andei roubando sangue dos hospitais e como Blaine disse, daqui a pouco eles vão começar a desconfiar que tem um médico pirado querendo fazer contrabando de sangue. Acabei a história. Alguma pergunta?
— Algumas. – Kurt disse e Sebastian riu. – Elliot lê pensamentos do mesmo jeito que Blaine e provavelmente como você, como ele não percebeu que você estava fingindo? – Sebastian riu e começou a procurar algo em seus bolsos. Ele tirou um grande amuleto, muito parecido com o que Blaine possuía por causa do sol.
— Eu estava usando isso e Blaine pediu para você usar também, assim Elliot não vai saber que eu estou vivo. Se ele descobrir isso, você vai correr muito perigo. E até que eu, Blaine e o outro garoto que não posso dizer o nome tenhamos tempo para descobrir o que fazer com ele, você precisa se cuidar. – Sebastian pediu e colocou o colar no pescoço de Kurt.
[...]
Kurt não queria dormir, mas Sebastian o obrigou, prometendo que ainda estaria ali quando o castanho acordasse. Kurt ainda protestou, mas Sebastian venceu.
Kurt e Blaine estavam se beijando de uma maneira que nunca haviam feito igual antes. Era um beijo cheio de desejo. O quarto de Blaine estava pegando fogo e os dois estavam amando aquilo. Blaine estava por cima de Kurt, beijando seu pescoço e se permitindo deixar algumas marcas. Ele tirou a blusa do castanho e foi depositando beijos por todo o corpo do mesmo. Ele arrancou a calça dele com uma certa habilidade, ele já estava pegando o jeito para fazer isso com mais facilidade. O moreno voltou a beijar Kurt e foi novamente beijando o corpo do castanho, até chegar na barra da cueca e arrancar a mesma com a boca. Os olhos de Kurt queimavam em desejo por Blaine.
Kurt se sentiu corar, pois Blaine parou de joelhos e ficou apenas observando o corpo do namorado. O moreno terminou de se despir e sentiu seu pescoço ser puxado por Kurt, que começou um beijo desajeitado, mas cheio de amor.
— Como você consegue ser tão irresistível? – Blaine perguntou entre o beijo e Kurt riu, entrelaçando suas pernas na cintura do moreno.
Blaine levantou com Kurt no colo e, em um movimento rápido, o levou até o banheiro. Ele ligou o chuveiro e ficou debaixo do mesmo, sem que Kurt tirasse as pernas de sua cintura.
— Você ainda vai me machucar com essa velocidade toda. – Kurt disse, fazendo Blaine rir.
— A única coisa que eu vou fazer com isso é te satisfazer. – O moreno disse safado, voltando a atacar os lábios de Kurt.
Eles já não aguentavam aquilo. Ambos ansiavam por mais e mais.
— Eu quero você. – Kurt disse e Blaine o olhou com uma expressão ainda mais safada no rosto.
— Você já me tem. – O moreno se fez.
— Não, Blaine. Eu quero você dentro de mim. – Kurt disse um pouco envergonhado o que fez Blaine se apaixonar ainda mais pelo castanho.
— Você é o meu bem mais precioso. – O moreno deu um beijo estalado na testa do castanho, que riu daquilo.
Mesmo que Blaine pensasse ter tirado toda a inocência de Kurt, ela ainda continuava lá. Kurt ainda possuía seu jeitinho meigo, o que deixa Blaine ainda mais louco. Blaine penetrou Kurt devagar e viu que o castanho se sentiu um pouco desconfortável, mas logo foi se acostumando com a sensação. Logo Kurt já estava implorando por mais e o moreno tratou logo de satisfazer seu namorado.
Blaine começou a se sentir um pouco tonto só de encarar o pescoço do namorado. Kurt, literalmente, parecia tão... apetitoso? Blaine precisava sentir o gosto do sangue de Kurt. Aquela veia pulsando estava chamando o moreno. Mas aquilo não era certo. Era? Ele não podia simplesmente fazer isso. Ele estaria matando seu próprio namorado e o transformando em um ser horrível e sem coração. Mas ele não tinha controle. Aquilo era mais forte que ele.
Em um movimento veloz e habilidoso Blaine pressionou seus dentes contra o pescoço de seu amado, que rapidamente começou a “derramar” sangue. Blaine não queria gostar daquilo, mas a verdade é que ele estava amando. O pior de tudo é que ele realmente estava gostando e não via maneira alguma de conseguir parar, mas ele precisava, ou iria matar Kurt.
Blaine ficou desesperado por estar fazendo aquilo e levou Kurt imediatamente para seu quarto. Agora o erro já estava feito e não tinha volta. Kurt logo acordaria já sem a batida de seu coração ou o ar em seus pulmões. Mais rápido do que se podia imaginar, Kurt acordou e encarou Blaine. Ele se sentia estranho, mas só de olhar para o corpo nu do moreno ele já começou a sentir um fogo arder dentro de si.
Agora que ele havia se transformado, tudo era intensificado. Tudo teria mais força e mais valor. Tudo seria sentido em dobro, inclusive seu desejo. Blaine estava com um olhar preocupado em cima do castanho, que não perdeu tempo para prensar seu namorado contra a parede e começar a beijá-lo.
— Você está bem? – Perguntou Blaine, com a nítida preocupação ainda em sua voz.
— Nunca me senti tão vivo na minha vida. – Kurt disse e voltou a beijar Blaine. A força com a qual eles começaram a se bater nas paredes, se beijando louca e profundamente, deixou marcas por todas as paredes, que quase se partiram com os impactos. – Agora você não precisa mais se segurar, pois eu não vou mais me machucar. – Aquelas palavras foram o suficiente para enlouquecer Blaine novamente.
Ele pegou Kurt no colo e o prensou contra outra parede, batendo as costas dele na parede e deixando a silhueta do castanho marcada na mesma. Ele passou a beijar o pescoço de Kurt, deixando marcas impossíveis de serem feitas por meros mortais. Kurt ansiava por mais, ele não queria apenas beijos. Ele queria Blaine por completo. O moreno estava feliz, pois ele não precisava mais ficar se segurando ou se preocupando com delicadeza, ele podia fazer o que bem entendesse, já que isso não machucaria o castanho. Pelo contrário: Kurt iria amar aquilo.
Agora Blaine penetrou Kurt com toda a força que tinha direito, levando o castanho a loucura. Aquilo não estava apenas selvagem, aquilo estava além da linha da loucura e, para eles, além do máximo do prazer possível de ser sentido. Agora eles podiam ser eles mesmos, sem medo de machucados ou até mesmo de cansaço. Blaine começou a masturbar Kurt, que conseguiu ficar ainda mais louco com aquela sensação. Aquele era o melhor momento da vida – ou morte – de ambos. Eles não queriam que o momento acabasse.
Kurt sussurrava coisas sem sentido, ele não conseguia formar frases com nexo. Blaine estava indo ao delírio com os gemidos de Kurt. Eles não estavam poupando suas vozes, sem se importar se o mundo inteiro fosse ouvi-los, eles só queriam aproveitar o momento um com o outro. Ambos chegaram a seu ápice juntos, mas nem aquilo foi capaz de pará-los.
Kurt acordou assustado. Ele não queria ter sonhado com aquilo. Lembrar disso era perturbador demais. Se bem que, agora ele sabia da verdade e sabia que tudo que Blaine havia feito era para a proteção de pessoas inocentes. Sebastian precisou se sacrificar, mas até o momento mais quatro vidas haviam sido poupadas e foi graças a isso. Kurt olhou para seu lado na cama e Blaine estava ao lado dele, o observando com um leve sorriso.
— Eu já estou indo embora, só queria ter certeza de que você estava bem. – O moreno falou e se levantou, pela primeira vez ele estava indo até a porta para ir embora, ao invés de simplesmente desaparecer.
— Espera! – Kurt falou alto, como se fosse necessário. – Fica aqui comigo. – Kurt não tinha uma desculpa exata para inventar, mas como uma chuva torrencial caía na rua, ele pensou que seria uma boa ideia. – Está chovendo muito e eu não sou muito apreciador de tempestades. Esse barulho me dá medo.
— Você namorava um vampiro e agora seu melhor amigo também é um. Ao invés de ter medo de alguém que pode furar seu pescoço você tem medo de uma simples chuvinha? – Blaine falou rindo e Kurt deu de ombros. O moreno voltou para o lado de Kurt e puxou o mesmo, que se aconchegou em Blaine, caindo no sono logo em seguida.
Blaine ainda poderia ser o motivo da morte de Kurt, mas ele também era a pessoa que estava sacrificando o próprio namoro para salvar três pessoas que no futuro podem nem agradecer. Blaine se autodenominava um monstro, mas para Kurt ele era melhor do que muitas pessoas, podendo até a ser considerado um herói. O seu herói.
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