Evil In The Night
13 Evil In The Night
Notas iniciais
"You work it like there's no rules (Você trabalha como se não houvesse regras)
Little criminal, I'm calling the police (Pequeno criminoso, estou ligando para a polícia)
I can tell your heart's cold (Eu posso dizer que seu coração é gelado)
Like a fallen angel walking in your sleep (Como um anjo caído andando em seu sono)
I guess you're just a lost soul (Eu acho que você é apenas uma alma perdida)
But when the moon comes out, you turn into a beast (Mas quando a lua sai, você se transforma em uma 'fera')
Baby, your love is a crime (Baby, seu amor é um crime)
Danger by day, but you're evil in the night (Perigoso durante o dia, mas você é o mal na noite)" — Evil In The Night (Adam Lambert)
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Blaine se encontrava sozinho em uma cabana abandonada no centro de Lima. Ele estava à espera daquele que ele mais odiava no mundo no atual momento: Elliot. Ele tinha assuntos pendentes com o mais velho. Ele esperou por quase três horas. Três horas que apenas faziam com que sua raiva aumentasse.
— O que você quer comigo? É bom que seja rápido, pois estou com um pouco de pressa. – Disse Elliot, fazendo Blaine rir.
— Achei que você não fosse mais aparecer. – Disse o moreno.
— Eu não ia, mas você é meu melhor assassino, preciso ter sempre você ao meu lado. – Elliot disse com um tom sarcástico em sua voz.
— A cada dia que passa a minha raiva só aumenta e quando eu explodir, você não vai querer estar perto. – Blaine praticamente rosnou para o outro, que apenas deu de ombros.
— O que você queria comigo, afinal?
— Eu quero minhas memórias de volta. – Blaine pediu e o outro moreno riu.
— Você me chamou aqui só para isso? – Blaine assentiu. – Quanta perda de tempo. Eu não vou ajudar você. Nós não somos amigos.
— Eu não preciso de ajuda. Minhas memórias são um direito meu. Elas pertencem a mim. Quantos assassinatos ainda vão ter que acontecer para você finalmente parar com essa loucura? – Blaine perguntou lembrando-se do trato que tinha feito algum tempo atrás com Elliot.
— Eu fiz você prometer uma morte equivalente a cada ano da sua vida. Você vai fazer quinhentos, mais os dezoito de vida, ou seja, você precisa de quinhentos e dezoito mortes, sendo que eu só sei de trezentas e quarenta e quatro. Se a matemática não está errada, ainda são necessárias cento e setenta e quatro mortes. – Explicou Elliot, fazendo Blaine revirar os olhos. – Eu nunca falhei com uma promessa, Blaine. Você sabe que não importa o quanto você me odeie, eu não sou mentiroso.
— Mentiroso você é, mas admito que você pelo menos cumpre suas malditas promessas. – Blaine disse se levantando. – E eu acho bom você cumprir essa, pois você já está bem marcado na minha lista negra.
E assim o moreno foi embora, deixando um Elliot rindo maleficamente na cabana. Já era noite, e estava muito tarde, sendo quase duas horas da manhã. Por ser sexta-feira, muitos jovens estavam saindo de festas, bares e coisas do tipo. Era a noite perfeita para Blaine concluir seu plano.
Ele se sentia mal por ter que ser o responsável de quase duzentas mortes, sendo que já era responsável por mais de mil. Mas o problema, é que agora tudo era diferente. Antigamente ele matava sem sentir nada por isso, nada além de prazer. Agora, por Kurt ter novamente entrado em sua vida, ele sentia que não precisava mais fazer esse tipo de coisa. Blaine até mesmo aprendeu a controlar sua alimentação: ele consegue se alimentar sem matar.
Ele pegou seu telefone e discou o número de Kurt. Ao contrário do que o moreno imaginava, Kurt o atendeu ao segundo toque.
“Oi.” – Kurt disse simples, fazendo Blaine dar um leve sorriso.
— Kurt, preste bem atenção. Eu vou fazer algo horrível essa noite e para isso é necessário mais do que apenas não ter um coração batendo. Eu preciso me desligar completamente. Eu só quero que você saiba que eu te amo e que você vai precisar fazer com que eu me lembre disso. Novamente eu digo: eu te amo. – E assim o moreno desligou o telefone, triste e inconsolável.
Ele acabou se desligando, ou desligando o resto de humanidade que ainda restava em si. Agora ele voltaria a ser o assassino sem coração de meses atrás. Agora qualquer um que entrasse em seu caminho iria ser apenas mais uma vítima.
Ele andou o mais discretamente possível até uma boate que havia perto de sua escola. Havia uma garota, muito bonita por sinal, loira, com olhos verdes e vestida inadequadamente ao olhar de Blaine: ela estava com uma saia mais do que curta e uma blusa que mais parecia um top. Blaine tinha muitos anos, mas ainda era um antigo conservador, que prezava esse tipo de coisa. Ele começou a seguir a garota, que quando o olhou, pareceu se assustar, mas ao ver o belo rapaz que Blaine era, ela parou e fez uma cara safada para ele, que sorriu por fora, mas revirou os olhos por dentro.
— O que você acha de me levar para casa? – Perguntou a garota. Blaine já tinha tudo esquematizado e essa garota provavelmente seria sua presa mais fácil.
— Claro. Vamos andando por ali. – Blaine apontou para uma direção um pouco afastada e escura, fazendo a garota estremecer e tremer. Mesmo com medo ela foi na direção em que Blaine mandava. Quando eles chegaram a um beco, a garota foi empurrada contra o muro com um pouco de força.
— Oba! Você é do tipo selvagem. – Ela disse safada, fazendo Blaine gargalhar alto.
— Você não faz ideia do quanto. – Ele disse e atacou o pescoço dela, ele deu um beijo para disfarçar e, em seguida, grudou seus dentes na pele branca da moça. A garota começou a gritar por conta de dor que estava sentindo, então Blaine parou o que estava fazendo e encarou a menina. – Você não precisa sentir medo. Eu só vou tomar todo o sangue que tem dentro do seu corpo e assim você morrerá, mas não se preocupe, será rápido. – Ele disse sarcástico e ela o olhou apavorada. Ele encarou ela profundamente, a propósito de hipnotizá-la. – Pare de gritar.
[...]
A noite de Blaine fora mais longa do que o desejado. Ele já havia conseguido acumular muitas vítimas, mas precisaria de outras noites para poder conseguir todas as necessárias, mas já era segunda-feira, então para três madrugadas ele estava indo muito bem.
Ele estava no quarto de uma garota muito mimada, que gostava de apanhar, o que Blaine pensava ser loucura, mas levou na boa, pois ele não estava ligando para nada nem ninguém naquele momento.
— Por que você não arranca as minhas roupas logo, heim? – A garota falou puxando Blaine mais para si. Ele sorriu com a atitude dela. Já era de manhã e já estava quase na hora da escola, mas não teria problema em ele se divertir mais um pouquinho, não é mesmo?
Ele se aproximou da garota e em poucos segundos despiu a mesma, que ficou impressionada, mas não ligou muito. Ela começou a beijar Blaine, que pulou logo para a parte interessante ou pelo menos prazerosa. Ele tirou sua própria roupa e deitou na cama, com a garota por cima de si. Aquela era no mínimo a vigésima garota que Blaine levara para cama só naquela noite. Tirando os garotos, que não foram tantos, pois para Blaine era muito mais fácil atrair garotas do que garotos. Somando as três noites, ele já devia ter dormido com pelo menos cem pessoas e as matado em seguida. A garota estava se sentindo no paraíso. Blaine trocou de lugar com ela, ficando por cima da mesma. Ela o puxou para um beijo, que foi retribuído com vontade. Ele desceu os beijos para o pescoço da garota e aproveitou para acabar logo com aquilo. Ele olhou para ela com o seu famoso olhar do “mal”. Ela ficou um pouco assustada com a atitude do moreno, mas sorriu para ele.
— Se você gritar, eu mato sua família. Se você ficar quietinha, vai ser minha única vítima aqui dentro. – Ela se assustou e assentiu. Ele nem precisou hipnotizar ela, pois o pavor a calou. Ele furou o pescoço dela com força, fazendo ela arquear as costas por causa da dor.
Blaine terminou seu “trabalho” por ali, vestiu suas roupas e foi em direção a sua casa, para poder trocar de roupa e ir para a escola, como se nada tivesse acontecido.
[...]
Já era domingo de novo e Blaine já tinha parado de contar quantas mortes ainda faltavam, pois por seus cálculos ele já havia terminado há muito tempo. Ele estava na sala da casa de um casal de gêmeos. Ambos estavam o olhando com vontade, o que estava irritando Blaine um pouco. Ele já não aguentava mais ir para cama com tanta gente desprezível, mas estava adorando matar tanta gente. O Blaine de uma semana atrás estaria se castigando por gostar de matar, mas o Blaine de agora estava amando a sensação.
Ele rapidamente amarrou os dois em uma cadeira.
— Aqui o que vai acontecer: vocês dois estão praticamente brigando com o olhar para ver quem vai ficar comigo, mas acontece que nem um dos dois vai. – Blaine avisou e os gêmeos ficaram confusos. Ambos estudavam na mesma escola de Blaine. A garota se chama Nathalie e é líder de torcida; o garoto se chama Nathan e joga no time de futebol da escola. – Não sejam burros, pelo amor de uma força superior. – O moreno pediu, revirando os olhos em seguida.
— Você é o garoto do coral, não é mesmo? – Perguntou o garoto do time.
— Sou. E eu tenho motivos para querer me vingar de vocês dois. – Blaine disse se sentindo vitorioso.
— O que eu fiz para você? – A garota perguntou já chorando.
— Primeiro: cale a boca. Esse choro está me irritando. – O moreno disse se aproximando da garota. – Vocês dois humilharam Kurt e eu não vou permitir que isso se repita. Eu acho que não me importo com ele, mas acho que só eu posso machucá-lo, eu não sei, eu não lembro direito.
— Se você não se importa com ele, por que está fazendo isso? – Perguntou Nathan.
— Porque eu estou com fome. – Blaine disse rindo, fazendo com que os dois irmãos de apavorassem mais um pouco. O moreno se assustou com o barulho de alguém entrando na casa.
— MÃE! PAI! SOCORRO! – Os gêmeos começaram a gritar. Logo um casal apareceu na sala e viu um garoto sorridente sentado no sofá, enquanto seus dois filhos estavam amarrados e chorando.
— Vocês poderiam sentar ou eu mesmo vou ter que fazer isso por vocês? – Blaine perguntou e os dois estremeceram.
— Eu vou chamar a polícia. – Disse o mais velho, fazendo Blaine rir.
— Mais mortes para a minha lista. Que emocionante. – O moreno disse irônico. Ele amarrou o casal ao lado dos filhos e parou no meio dos quatro, cruzando os braços e os encarando sorridente. – Que família linda.
— O que você vai fazer conosco? – Perguntou a mãe dos gêmeos.
— Vou matar todos vocês. – Ele respondeu óbvio.
— Você é maluco. – Disse Nathalie.
— Não, querida. Eu sou um vampiro e eu preciso de sangue para sobreviver. E acontece que vocês vão ser a minha refeição de hoje. – Disse Blaine.
Ele começou por Nathalie, e em seguida Nathan. Ele queria fazer os pais dos gêmeos sofrerem. Aquilo era uma espécie de vingança por tudo que aconteceu com ele em seu passado. Pelo menos era uma vingança por tudo que ele lembrava sobre seu passado. Ele pensou duas vezes antes de matar o casal, mas decidiu terminar o serviço. Quanto menos testemunhas melhor.
Ele saiu da casa como se nada tivesse acontecido e foi para a sua casa descansar um pouco. No dia seguinte ele teria que aguentar a escola inteira apavorada por conta do assassinato. Ele não ligava muito, mas sabia que quatro pessoas iriam saber que ele foi o responsável por aquilo.
[...]
Blaine passou a manhã inteira daquela segunda ignorando Kurt, que achou estanha a atitude do moreno. Ele chegou um pouco atrasado para o ensaio do coral e sentou afastado de Kurt. O ensaio ocorreu tranquilamente, como sempre.
Blaine saiu da escola e foi em direção ao seu carro e quando abriu a porta foi surpreendido por uma mão em seu braço.
— O que houve com você? Seu olhar parece frio. – Kurt disse, fazendo o moreno rir.
— Deve ser porque eu estou morto. – Blaine disse irônico.
— Você me ligou e pediu para eu te lembrar que você me ama. Eu não entendi o que isso quis dizer. – Kurt disse mostrando preocupação e confusão ao mesmo tempo. – Fora que todos estão comentando sobre a morte de Nathan e Nathalie. Foi você? – Kurt perguntou um pouco apavorado.
— Olha, não estou com muita paciência hoje. – Blaine disse e Kurt revirou os olhos. – Vai ficar aí parado? Quer uma carona, é isso?
— Se quiser me levar eu aceito. Assim você pode ir lá em casa e nós conversamos com mais calma. – O moreno bufou e fez um sinal para Kurt entrar em seu carro.
Rapidamente os dois chegaram a casa de Kurt. Blaine não queria, mas entrou com o castanho. Os dois foram em direção ao quarto de Hummel. Blaine sentou na cama do castanho, que veio e sentou ao seu lado.
Os dois estavam muito próximos, então Blaine resolveu acabar com o espaço entre os dois, selando seus lábios nos de Kurt em um beijo calmo. O castanho ficou um pouco receoso em relação ao beijo, mas logo se entregou por completo. Os beijos estavam maravilhosos, mas Blaine quis incrementar um pouco, descendo seus beijos para o pescoço pálido de Kurt, que gemeu baixinho com o toque.
O momento estava até romântico, até Kurt sentir duas pontas afiadas entrando em seu pescoço. Ele gritou por instinto, fazendo Sebastian correr até o quarto e ver o que estava acontecendo. Sebastian podia ser mais forte que Blaine por ter sido “criado” recentemente, mas ele não sabia lidar com sua força, então não sabia direito o que fazer.
Sebastian sabia que o certo era separar os dois, mas ele sabia também que quando um vampiro começava, era difícil de conseguir parar. Ele puxou Blaine rápido, fazendo o pescoço de Kurt começar a jorrar sangue por todos os cantos. Sebastian nunca tinha se alimentado diretamente de um humano. Ele sempre roubava sangue do banco do hospital, justamente para não precisar machucar ninguém. Mas agora ele parecia ter perdido as forças, era como se Kurt estivesse atraindo ele para cada vez mais perto e ele sabia que não conseguiria se controlar por muito tempo.
Blaine bateu a cabeça e a cortou com o impacto, mas logo se curou. Ele foi para cima de Sebastian e os dois começaram uma briga forte, onde era impossível saber qual dos dois arrancaria o coração do outro primeiro. Mas nada disso aconteceu. Sebastian empurrou Blaine contra a janela, a fim de o outro cair, mas ele não caiu.
Sebastian tentou se controlar, mas aquele sangue parecia tão delicioso, que ele não se conteve. Blaine só foi perceber o que estava acontecendo quando viu Sebastian com os dentes enfiados no pescoço de Kurt. Blaine se desesperou com a cena, mostrando a si mesmo o que tinha acontecido. Ele começou a se lembrar de tudo que aconteceu nos últimos dias e agora ele estava se odiando por isso.
Antes de focar nos últimos acontecimentos, ele resolveu tirar Sebastian de perto de Kurt, e a única maneira de ele fazer isso, seria quebrando o pescoço do maior e foi o que ele fez. Sebastian caiu duro no chão e Kurt entrou em um desespero maior ainda. Blaine ajeitou Kurt na cama e deitou ao seu lado.
— Kurt, você vai ficar bem, eu prometo. – Kurt estava cada vez mais pálido e mais frio. Blaine cortou seu próprio pulso e fez Kurt tomar o seu sangue. O castanho não queria, mas Blaine o obrigou. – Você precisa tomar meu sangue, meu amor. Se você não tomar você não vai se curar. – Kurt, mesmo receoso, pegou o braço de Blaine e “tomou” seu sangue. Aquele gosto não era dos melhores, mas Kurt não tinha o direito de reclamar.
— Você matou o Seb. – Blaine riu pelas palavras de Kurt. – Por que você está rindo? Você matou ele. De novo.
— Kurt, ele não está morto. Daqui a pouco ele vai levantar e começar a implicar comigo. – Blaine deu de ombros. – Você está se sentindo melhor?
— Estou. O que aconteceu aqui? Eu não entendo. Você prometeu que nunca iria me machucar, aí você simplesmente chega aqui e quase me mata? O que aconteceu com você? – Kurt tinha milhares de perguntas, o que chegou a assustar Blaine.
— Eu sei o que eu prometi, me desculpa. Você lembra do que eu disse quando te liguei na outra noite? – Kurt assentiu. – Eu meio que desliguei a minha humanidade.
— Explica. – Kurt pediu.
— Eu praticamente virei o vilão dos seus pesadelos, Kurt. Olha, eu perdi o controle e eu sinto muito. Eu nunca quis que isso acontecesse. Eu me odeio um pouco mais agora. – Blaine disse e colocou as mãos sobre o rosto.
— Hey, fica calmo. – Kurt pediu, colocando a mão em seu próprio pescoço e percebendo que tanto o corte, quanto a dor, haviam ido embora. – Wow! Você pode salvar muitas vidas com isso.
— Só posso curar machucados, não doenças. Já tentei fazer isso, mas não deu certo. A pessoa ficou muito louca e eu precisei matá-la. – Blaine disse recriminando a si mesmo. – Porque é isso o que eu faço. Eu machuco as pessoas. Até mesmo as que eu mais amo. – Ele disse virando em direção a Kurt, que se aproximou do moreno e o abraçou. – Eu estou aqui falando o quão assassino eu sou e você me abraça? Às vezes eu penso que não sou o único louco.
— Olha, eu sei o que você fez, mas isso é passado. Você não machucou mais ninguém desde que nos conhecemos, não é mesmo? Você quase me matou agora, mas eu estou vivo. – Blaine levantou e foi em direção a janela, onde parou e ficou observando a rua.
— Kurt, eu quase matei você. Você tem noção do que é isso? – Blaine perguntou olhando diretamente para Kurt, que deu de ombros. – E sim, eu machuquei pessoas desde que nos conhecemos. Eu quase matei a Santana. E nessa última semana eu matei quase trezentas pessoas. Pessoas inocentes, que não me fizeram nada. Eu sou um monstro.
— Por que você fez isso? – Kurt perguntou assustado.
— Eu tenho um trato com Elliot. O problema é que eu precisava de cento e não sei quantas mortes, só que eu não me controlei e matei praticamente o dobro. Eu precisei me desligar, mas, ao fazer isso, eu esqueci de tudo que realmente importa. Inclusive que eu te amo. – Blaine foi se aproximando de Kurt, que estava se afastando cada vez mais do moreno. – Eu só fui acordar ao ver Sebastian grudado em você. Se eu não parasse ele, você teria morrido, Kurt. E a culpa seria toda minha.
— Eu não acredito nisso. Você disse que tinha mudado por causa minha. – Kurt disse chorando. Blaine queria poder matar a si mesmo, mas ele não podia.
— Me desculpa, Kurt. Por favor, me perdoa, ok? Eu juro que não foi por mal.
— Me dê um bom motivo para acreditar em você. – Blaine revirou os olhos, mas assentiu.
— Elliot apagou uma parte da minha memória e a única maneira de ele me “devolver” essas memórias, seria se eu tivesse uma morte equivalente a cada ano da minha “morte” mais os dezoito anos de vida. Finalizando quinhentos e dezoito mortes. Você não sabe o quão horrível é ter metade da sua memória perdida no tempo. Tem um motivo para você ter sido o único a me ver no dia em que nos conhecemos, Kurt. E eu preciso descobrir qual é. – Blaine explicou e Kurt começou a chorar ainda mais.
— Você não me convenceu. – Kurt disse convicto.
— Tudo bem. Eu sabia que você não ia acreditar. Você não consegue confiar em mim. Você é a única pessoa para a qual eu nunca menti, mas tudo bem. – Blaine disse e saiu do quarto de Kurt.
Não bastava seu dia estar péssimo, ainda tinha que começar a chover. Ele decidiu ir caminhando para casa. A única coisa que martelava em sua cabeça era: como ele iria fazer com que Kurt acreditasse em si? Ele estava sendo honesto com Kurt, mas é claro que o castanho não iria acreditar. Quem acredita em um monstro como Blaine?
O moreno sentia nojo de si e a única saída para o mal do mundo ir embora, era sua própria morte. Ele parou no meio do caminho e decidiu ir até Elliot. O mais velho era o único que podia resolver seus problemas.
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