Evil In The Night
15 I Can't Give You My Blood
Notas iniciais
— Blaine, eu ainda não entendi. – Thomas disse, vendo Blaine revirar os olhos. – Tudo bem que eu não estava lá no coral na hora que você falou com eles, mas eu já sabia do plano. O que mudou?
— Elliot sabe que Sebastian está vivo, quer dizer... sabe que ele foi transformado. – Explicou o moreno. – E do nosso plano inicial praticamente nada mudou, você só precisará estar naquele endereço. Deixa que hoje eu lido com as feras que eles devem estar.
— Mas na vida passada de Sebastian ele era o amor de Elliot, não era?
— Sim e em uma vida passada ele era o meu namorado e depois Kurt matou ele e eu matei Kurt, mas isso não é importante nesse momento. Elliot sem humanidade é igual a uma máquina de matar sem se importar, Thomas. Precisamos mesmo deter ele.
— Mas se nós o matarmos minha irmã vai ficar possuída de tão irritada. – Lembrou ele. – Não queremos Scar enfurecida.
— Daremos um jeito nisso. Primeiro trataremos do Elliot.
[...]
— Tudo bem, qual seu grande plano? – Perguntou Sam. Todos do New Directions estavam na casa de Blaine, que era o único lugar seguro onde eles podiam ir.
— Eu consegui mais uma semana, ou seja, daqui exatamente uma semana teremos que nos encontrar com Elliot. – Explicou Blaine.
— Mas eu quero saber o plano, não quando vamos executá-lo. – Disse Sam, sendo um pouco rude.
— Vocês têm todo o direito do mundo de me odiar, pois é por culpa minha que estão enfiados nisso. – Blaine fez uma pausa. – Mas eu também sou o único que pode salvar vocês. A vida de vocês está nas minhas mãos.
— E o que você sugere? – Perguntou Quinn, ela era uma das mais calmas ali presentes.
— Eu não gosto de falar isso, me machuca só de pensar, mas Kurt será a primeira vítima de Elliot, tenho certeza disso. – O moreno diminuiu um pouco o volume da sua voz, pois perdeu a força para falar. – Mas nenhum de vocês está livre. E eu tenho algumas coisas para esclarecer com vocês. Na verdade, são um tipo de regras que vocês devem seguir quando estiverem próximos a Elliot. – Todos começaram a se alterar, até que o professor se exaltou.
— CHEGA! – Explodiu Will.
— Como você ainda consegue defender ele? – Perguntou Rachel, totalmente indignada.
— B, por favor, deixa a Rachel morrer. Ela não vai fazer falta. – Pediu Brittany, fazendo Santana sorrir.
— Eu vou sempre defender vocês. – Disse Will. – Só que vocês precisam entender que o único que pode ajudar vocês é Blaine. – O silêncio se instalou no local e o professor deu um sinal para Anderson continuar a falar.
— Primeira coisa: não façam perguntas à Elliot. Ele odeia isso. – Blaine começou a ditar as regras. – Segundo: não façam piadas ou sejam irônicos. Terceiro: tenham medo.
— Por que é para termos medo? Não dizem que isso atrai o mal? – Perguntou Brittany.
— Eu morri sendo uma boa pessoa. É a ironia da vida. – O moreno disse e suspirou, mesmo que ele não precisasse respirar. Era força do hábito.
— Você pode nos explicar melhor isso? – Perguntou Puck. – Você disse que morreu sendo uma boa pessoa.
— Não sei se é uma boa ideia. Eu ainda nem contei isso para Kurt. – Ele olhou para o castanho em dúvida, mas o garoto apenas sorriu. – Tudo bem. Vamos lá. Quando eu tinha quatorze anos eu vivia bem longe daqui e morava com meus pais. Em um dia na escola eu estava apenas estudando, até que eu ouvi um barulho na direção da janela. Quando eu olhei, encontrei um garoto de belos olhos azuis e um cabelo castanho arrumado perfeitamente. Eu morreria para descobrir o nome dele, então comecei a procurá-lo pela escola, mas não o encontrei. – Blaine fez uma pausa e encarou Kurt, que apenas sorria, sem entender nada. – Eu estava parado e o garoto veio falar comigo. Eu perguntei o seu nome e ele disse que eu teria que descobrir, porém ele já sabia o meu nome. Eu fui para casa frustrado, pois não sabia como iria descobrir o nome dele. Então, naquele mesmo dia, eu encontrei um bilhete na minha janela, dizendo o nome dele.
— E qual era? – Perguntou Quinn. A loira só faltava ter dois corações nos olhos.
— Kurt Hummel. – O moreno falou olhando para Kurt, que estava com a boca aberta e os olhos arregalados. – Elliot me devolveu minhas memórias. Agora eu entendo porque você foi o único a me ver no dia em que nos conhecemos. Era coisa do destino. – O moreno enrolou um pouco. Essa parte ele já sabia, mas igual.
— Isso é inacreditável. – Disse Kurt. – E incrível.
— Dois anos depois eu e você fomos passear e quando voltamos ficamos sentados no sofá conversando. Eu estava perdidamente apaixonado por você, então resolvi perguntar se você já tinha se apaixonado por alguém. Me machuquei ao ouvir você dizer que sim. Eu estava mais prestando atenção em minha água do que qualquer outra coisa, pois estava triste, então você me fez uma pergunta. – Blaine foi interrompido.
— Posso te beijar?! – Kurt disse, corando em seguida.
— Como sabe que foi isso? – Perguntou Santana.
— Porque foi isso que eu disse na primeira vez em que nos beijamos. Aí Blaine atirou o copo de água longe. – Kurt disse rindo. – Conte o resto.
— Nós começamos a namorar, obviamente. – O moreno falou rindo. – Então eu recebi a notícia de que meus pais iriam se separar. Naquela época era difícil, as pessoas não aceitavam que uma mulher se divorciasse.
— Qual época? – Perguntou Sam.
— Mil quinhentos e poucos. – O moreno deu de ombros. – Eu saí de casa irritado, era tarde da noite. Passei em frente a um beco e vi uma sombra em cima de alguém. Eu iria ajudar, mas ela não deixou. Ela simplesmente me matou sem nem pensar duas vezes.
— Elliot matou você? – Kurt perguntou e o moreno negou. – Então quem foi?
— Scarlett. Deixemos ela de lado, pelo menos por enquanto. – Pediu o moreno. – Eu e ela passamos a nos odiar depois disso. Eu tinha motivos, ela não tinha, mas tudo bem. Desde que as coisas ficaram feias eu planejo matar ela, mas Scarlett sempre foi mais esperta e mais rápida, ela sempre acabava descobrindo e descontando em quem não merecia. – Blaine fez uma breve pausa. – Eu e você nos encontramos novamente em suas novas vidas, a cada cem anos. Você e eu sempre ficamos juntos, mas quando você está para completar dezoito anos você morre. – Blaine se senti um lixo por mentir para Kurt. Nada tinha a ver com idade, apenas com sua própria possessão e maldade perante seu namorado. – Não sei como ainda tenho forças depois de te ver morrer tantas vezes.
— Blaine, eu vou fazer dezoito anos em duas semanas. – Kurt disse um pouco apavorado.
— E você acha que eu não sei disso? – Blaine disse irritado. – Ela não vai tirar você de mim. Não de novo.
— E como você vai fazer para salvar todos nós? – Quinn perguntou sentando um pouco mais perto de Blaine.
— Vocês todos vão ter que tomar o meu sangue. Elliot não deixa feridos, ele deixa cadáveres. Se eu der meu sangue após vocês morrerem, não vai adiantar. Tem que ser antes. – Ele explicou e todos assentiram. – Só tem um pequeno detalhe.
— Que seria? – Perguntou Sam.
— Quem morrer com o meu sangue no corpo, vai ficar igual a mim. – Ele disse e um reboliço se iniciou novamente. – Quem estiver achando ruim, é só não tomar. Morram, mas não voltem para me assombrar, pois não vai ter sido culpa minha. Eu queria que vocês não precisassem passar por isso, mas agora é tarde demais e essa é a única saída. Contentem-se com ela, ou morram.
— Eu tenho uma última pergunta. – Disse Quinn. – Foi você quem matou Sebastian?
— Por que todos perguntam isso? Está estampado na minha cara que foi eu? – Blaine disse sem paciência. – Sim, foi eu.
— O único problema é que eu estou aqui. Vivo. Ou morto. – Disse Sebastian aparecendo ali e espantando todos. – Não fiquem com essas caras. Fiquem felizes por eu estar vivo. Ah, aliás, obrigado pela música. Ficou muito legal. Pena que foi de tamanha falsidade. De todos vocês apenas três ou quatro se preocupavam comigo. Kurt, obviamente. Blaine, Brittany e talvez Quinn.
— Como pode dizer que Blaine se preocupava com você? Ele te matou. Ou transformou, seja lá qual for o nome disso. – Falou Santana, levantando e ficando histérica.
— Ele fez isso para proteger Kurt, caso não saibam. – Começou Sebastian. – Claro que não sabem. Vocês pensam que ele é o monstro aqui. Vocês são vilões muito piores do que ele.
— Obrigado?! – Disse Blaine com incerteza. Todos começaram a discutir.
Blaine queria matar todo mundo só para fazer eles calarem a boca. Do nada se viu uma loira chegando e agarrando Sebastian. Quinn estava beijando o castanho, que não sabia o que fazer.
— O que foi isso? – Perguntou Sebastian.
— Desculpa. Sempre quis fazer isso. – Explicou ela. Sebastian apenas deu de ombros.
— Bom. Daqui seis dias eu quero vocês aqui para colocarmos o plano em prática. Sigam suas vidas normalmente e usem esses amuletos, assim se Elliot chegar perto ele não poderá ler os pensamentos de vocês. – Blaine disse e entregou os colares para eles.
[...]
— Está pronto, Senhor Hummel? – Blaine perguntou quando viu Kurt abrir a porta. Kurt estava usando uma calça social azul escura, uma camisa branca e um blazer igual de mesma cor da calça. – Você está lindo.
— A única coisa que eu posso dizer é que você também está. – Kurt disse olhando para Blaine, que usava uma calça social preta, uma camisa vermelha e um blazer também preto.
— Vamos? – Blaine perguntou entrelaçando sua mão na do namorado. Os dois andaram até o carro e Blaine abriu a porta para Kurt, indo em seguida para o banco do motorista. Os dois iriam sair para jantar.
— Tudo pronto para amanhã? – Kurt quebrou o silêncio. Ele não queria tocar naquele assunto.
— Claro. A última parte será feita amanhã cedo da manhã. – Blaine disse e olhou para Kurt, que estava tremendo. – Você está nervoso demais. Aconteceu alguma coisa?
— Ainda não. – O castanho olhou para seu namorado com a tristeza estampada em seu olhar.
— Não vai acontecer nada com você. Eu prometo. – Blaine queria poder garantir que aquilo fosse verdade, mas não era. Blaine tinha tudo planejado, mas ele precisava contar um último segredo para Kurt, o único problema é que essa tarefa não seria nada fácil.
— Não estou preocupado comigo, B. Estou preocupado com o que pode acontecer com você. – Kurt disse e sacudiu a cabeça, tentando mandar esses pensamentos para longe. – Eu acho que eu deveria parar de pensar nisso e aproveitar a noite com você, não é mesmo? – Eles pararam em um semáforo e Blaine aproveitou para capturar os lábios de seu amado, que retribuiu o beijo com um sorriso.
— Eu vou ficar bem. Eu prometo. – O moreno disse voltando a dirigir.
— A noite está linda. As estrelas parecem até brilhar mais. – Kurt comentou, fazendo o moreno sorrir.
Blaine estacionou o carro em frente ao restaurante e desceu do mesmo, indo até Kurt e abrindo a porta do veículo para ele sair. O moreno pegou na mão de seu namorado e os dois andaram para dentro do estabelecimento. Eles foram até sua mesa e fizeram seus pedidos. Enquanto a comida não chegava, os dois ficaram apenas olhando um para o outro.
— Eu te amo. – Disse Blaine, tirando o castanho do transe.
— Eu também te amo. – Ele respondeu com aquele sorriso que tanto enlouquecia Blaine.
O jantar correu tranquilamente, sem muita conversa, mas com muitos sorrisos. Os dois saíram do restaurante e entraram no carro.
— Pensei que fôssemos para sua casa agora. – Disse Kurt percebendo que o caminho estava diferente do combinado.
— Essa pode ser a última noite que temos juntos. Quero que seja especial. – O moreno deu uma piscada para Kurt, que sorriu com o ato.
— Só por estar ao seu lado já é uma noite especial. – Kurt disse. – Aliás, é uma vida especial.
— Você é maluco, sabia? – Blaine disse rindo.
— Maluco por você. – O castanho disse e corou.
— Não. Não é só por isso. – Disse Anderson. – Chegamos. – Ele disse e estacionou o carro, indo até Kurt e pegando em sua mão em seguida.
Os dois passaram por algumas árvores e seguiram uma linha reta. Os olhos de Kurt se arregalaram em surpresa. O lugar era um campo cheio de flores, era como se fosse em um tipo de elevação na cidade, então quem olhasse em frente teria a bela visão da brilhante Lua, que era a única iluminação do local. As estrelas já pareciam mais brilhantes que o normal para Kurt, mas ali elas pareciam ainda melhores e mais bonitas. Blaine tinha em sua mão uma pequena cesta, o que intrigou Kurt.
— O que é isso? – Kurt perguntou e viu o moreno sorrir.
— Uma cesta?! – Ele disse irônico e sorriu para o namorado. – Eu já disse que quero que seja especial, então deixe eu fazer direitinho.
— Tudo bem. Não vou atrapalhar. – Kurt disse rindo. Blaine abriu a cesta e tirou uma toalha de piquenique de dentro, tirou também uma garrafa de champanhe e duas belas taças. Colocou no chão e fez um sinal para Kurt sentar ao seu lado.
— Poderíamos ter jantado aqui, mas achei que apenas o brinde seria melhor. – O moreno disse puxando Kurt para se escorar em si.
— Você é perfeito. – Blaine iria interrompê-lo, mas ele não permitiu. – Ainda estou esperando você dizer porque eu sou maluco.
— Você namora comigo mesmo sabendo quem eu sou. Isso é loucura no meu ponto de vista. – Blaine começou. – Você é tão carismático, delicado, doce e inocente.
— Eu era inocente até te conhecer. – Kurt gargalhou. – Eu seria louco se não tivesse me apaixonado por você. Volto a dizer, você é perfeito.
— Você é perfeito, K. Eu sou uma aberração do mundo. – O moreno disse um pouco triste. Kurt se virou para o namorado e capturou seus lábios.
— Esqueça de tudo, apenas essa noite, tudo bem? – Blaine assentiu, dando mais um beijo em Kurt. Um silêncio se instalou, mas eles não ligaram. A presença um do outro era mais do que suficiente para eles.
Blaine se ajeitou um pouco melhor e abriu a champanhe, colocando nas taças em seguida. Kurt estava receoso em relação àquilo: ele não costumava ingerir álcool.
— Você não vai ficar bêbado por isso, K. É só um brinde. – Blaine disse, arrancando uma risada gostosa de Hummel.
— Ok! Não custa experimentar. – Disse o castanho. Os dois ficaram se olhando, até que Blaine quebrou o silêncio.
— Um brinde a nós. – Disse o moreno.
— Um brinde a nós. – Repetiu Kurt e os dois juntaram as taças, tomando o líquido que havia dentro em seguida. –Wow! Isso é muito bom. – Kurt disse, fazendo Blaine sorrir. – É bom que você não me encha disso só para abusar de mim. – O moreno gargalhou com as palavras de Kurt.
— Kurt, se eu quisesse abusar de você eu não estaria aqui. Eu não teria feito de tudo para tornar essa noite a melhor da sua vida. Eu não perderia meu tempo com isso se eu não te amasse. – Blaine disse, comovendo Kurt. – Se eu quisesse você só para sexo eu arrancaria esse amuleto do seu pescoço e te hipnotizaria para você fazer o que eu quisesse.
— Faz sentido. – Kurt pensou em voz alta e depois riu. – O álcool não deve ter efeito em você, não é mesmo?
— Nem um pouco. Posso tomar a fábrica inteira disso aqui que eu não vou nem sentir cócegas. – Ele disse mostrando a garrafa e depois fechando-a. Os dois terminaram de beber e largaram suas taças, se deitando na toalha em seguida.
— Tirando algumas partes, deve ser legal ser você. – Kurt disse se escorando no peito do namorado. – Você não precisa dormir nem respirar. Você pode ler um livro em cinco minutos.
— Em cinco minutos eu leio uma biblioteca. – Blaine se gabou.
— Você é um vampiro, não o Flash. – Blaine riu.
— Eu sou real, ele é ficção. – Kurt riu com a colocação do namorado, pois realmente fazia sentido.
— Você venceu. Seus argumentos são sempre melhores que os meus. – Kurt disse, fazendo biquinho.
— Primeiro: anos e anos de experiência. Segundo: não faça esse biquinho se não quiser que eu morra. – Blaine ironizou, afinal ele não podia morrer.
— Tem mais isso. Você é imortal. – Kurt disse, fazendo Blaine sentar e encarar o namorado. – Que foi?
— Você não está pensando na ideia de querer ser como eu, não é mesmo? É bom que você nem pense nisso. – O moreno disse, fazendo Kurt também sentar.
— Por que não? Você disse que não queria me perder. Eu vou morrer e você vai assistir isso de perto. De novo. – Kurt tinha razão, mas Blaine não estava errado. Pelo menos não totalmente.
— Kurt, eu prefiro ver você morrer aos seus oitenta anos tendo vívido uma vida maravilhosa do que te transformar no monstro que eu sou. E você sabe disso. – Kurt o olhou sugestivamente e ele balançou a cabeça negativamente. – Não me diga que você pediu isso à Sebastian.
— Pedi. – Começou Kurt. – Mas ele negou. Ele disse que você enfiaria uma estaca no coração dele caso ele fizesse isso.
— Ele tem consciência. Diferente de você. – Blaine disse um pouco irritado. – Kurt, eu não quero pensar na possibilidade de te perder, mas eu não vou fazer isso com você. Pelo menos não agora, ok? Você é muito novo.
— Tudo bem, B. Vamos fingir que eu não toquei nesse assunto, tá? – O moreno assentiu. Um clima pesado ficou entre os dois, que não sabiam o que falar ou fazer. – Obrigado por ter me trazido aqui. Esse é provavelmente o lugar mais bonito onde eu já estive. – Kurt deitou novamente, e logo sentiu alguém se aproximando de si.
— Você é o que existe de mais puro e bonito no mundo. – Blaine disse colocando um braço em cada lado de Kurt, ficando por cima do mesmo e o encarando profundamente.
— Você tirou a pureza que havia em mim, Senhor Anderson. – Kurt disse provocando.
— Será que sobrou um pouco para eu tirar essa noite? – Blaine perguntou da maneira mais provocante que conseguiu, fazendo Kurt já se sentir um pouco “animado”.
— Se você estiver disposto a procurar bem no fundo. – Começou Kurt, traçando uma linha imaginária com sua mão pelo peito de Blaine, que continuava em cima de si. – Pode ser que ainda tenha um pouquinho.
Aquilo foi o suficiente para fazer Blaine grudar seus lábios nos de Kurt. Como sempre, era um beijo cheio de amor e carinho. Blaine prometera a si mesmo ser sempre o mais romântico possível quando o assunto fosse Kurt. Para o moreno era difícil se controlar, mas ele fazia tudo pelo seu garoto.
Kurt tirou o blazer de Blaine tão rápido que o moreno quase nem percebeu. O castanho trocou de lugar, ficando por cima do namorado. Blaine tirou o blazer de Kurt da mesma maneira que havia sido feito em si segundos atrás. Kurt sentou no colo de Blaine e começou a desabotoar a camisa do moreno. Hummel achava um pouco estranho tocar Blaine, pois o moreno estava sempre gelado, mas, ao mesmo tempo, Kurt amava tocar o moreno. Era como se cada toque entre ambos fosse uma onda de prazer gigante para os dois.
Blaine sentou sem tirar Kurt de seu colo e começou a abrir os botões da camisa do mesmo, depositando um beijo pelo caminho que ele abria. Kurt estava ficando louco com aqueles beijos. Ele sentiu sua calça começar a incomodar e viu que Blaine não estava muito diferente dele. Blaine tirou fora a blusa de Kurt e voltou a beijá-lo. Ele deitou o castanho com cuidado na toalha e começou a beijar o pescoço do namorado, descendo para o peito, indo pela barriga, até chegar na parte em que ele precisava se livrar de mais peças de roupas.
De uma maneira extremamente sensual e provocante, Blaine tirou a calça de Kurt, junto com a cueca do mesmo. Kurt estava com a cabeça levantada, mirando Blaine, que tinha um olhar estranho sobre o castanho. Um olhar que mostrava um pouco de maldade em Blaine. Kurt achava que o moreno fosse o matar ali mesmo, mas depois relaxou ao lembrar que aquele era Blaine e ele não o faria mal algum. Ou faria? Claro que não. Kurt balançou a cabeça na intenção de mandar esses pensamentos para longe.
Ele só acordou de seus devaneios ao ver Blaine encostar em seu membro, ele ficou um pouco corado com o ato. Blaine fazia movimentos de vem e vai com sua mão no membro de Kurt, mas achava que aquilo não era o suficiente, então lentamente colocou sua boca. Kurt ficou louco com o toque do namorado, aquela era uma nova experiência. Kurt deitou sua cabeça na toalha, começando a soltar gemidos e palavras sem sentido, o que estava enlouquecendo Blaine ainda mais.
Kurt puxou Blaine e o beijou, trocando de lado com ele. Ele fez o mesmo que Blaine, lentamente tirou o resto das roupas do moreno e pensou em fazer exatamente tudo que o moreno fez, mas ele tinha medo de não fazer direito. Kurt tinha tirado seu amuleto, pois ele estava apenas com Blaine e não tinha medo do moreno ouvir seus pensamentos. Mas esses em especial ele preferia ter guardado para si.
— Vem cá. – Blaine chamou com a mão, o que deixou o castanho hipnotizado de amores. – Um passo de cada vez. – Ele disse beijando seu namorado com um pouco mais de desejo. Desejo sempre tinha nos beijos deles, mas esse desejo era uma vontade de algo a mais.
— Eu não aguento mais isso, B. – Kurt disse, fazendo Blaine sorrir. – Preciso de mais.
— Seu pedido é uma ordem. – O moreno disse sedutor.
Blaine ajeitou Kurt sem separar os lábios do castanho dos seus. Kurt sentiu o membro de Blaine entrando em si e se sentiu um pouco desconfortável, mas ele sabia que aquela sensação iria passar logo.
— Você está bem? – Kurt apenas murmurou algo relacionado a um “sim”.
O moreno começou a se mover lentamente e logo o desconforto de Kurt passou a ser prazer. Kurt logo estava gemendo loucamente e Blaine não estava muito diferente. A fim de fazer Kurt sentir ainda mais prazer, Anderson levou sua mão até o membro de Kurt e começou a fazer os famosos movimentos de vem e vai. Kurt estava no paraíso com aquela sensação.
Kurt chegou ao seu ápice antes de Blaine, que veio logo atrás. Blaine caiu deitado ao lado de Kurt e o beijou.
— Nós realmente fizemos isso? – Kurt perguntou se referindo ao local onde ambos estavam.
— Se está se referindo ao fato de termos feito amor em um campo aberto onde um guarda de segurança, que eu não hipnotizei, pode aparecer e nos levar para a cadeia, sim, realmente fizemos. – Blaine disse rindo.
— Você é único. Olha as loucuras que você me faz fazer. – O castanho ria sem parar. Blaine se escorou em seu próprio braço e encarou Kurt.
— Vai dizer que não gostou. – O moreno disse, fazendo Kurt rir mais ainda.
— Sou louco, mas não a ponto de dizer que eu não gostei. Até porque eu não sou mentiroso. – Ele disse e agora Blaine também riu.
— Nós provavelmente deveríamos ir para casa tomar um banho. – Blaine comentou e levantou. Kurt preguiçosamente repetiu o ato.
[...]
Os dois foram pelo caminho inteiro sorrindo e falando o quanto se amam. Eles chegaram na casa de Kurt e tomaram um rápido banho. Eles deitaram na cama de Kurt e ficaram abraçados.
— Kurt, bote o amuleto de volta, por favor. – Blaine disse, fazendo Kurt estranhar.
— Pensei algo errado? – Ele perguntou confuso.
— Claro que não, meu amor. – O moreno sorriu. – Só quero garantir a sua segurança. – O castanho apenas assentiu e colocou o colar de volta.
Blaine começou a olhar para os lados e sentiu que mais alguém estava ali, mas ignorou pensando ser apenas coisa da sua cabeça.
— Kurt, precisamos conversar. – Começou Anderson.
— Sobre?
— O fato de essa ser a nossa última noite juntos. – Kurt ficou um pouco triste.
— Não vai ser. Vai dar tudo cert... – Blaine interrompeu o castanho e sentou na frente do mesmo.
— Eu não posso te dar o meu sangue.
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