Notas iniciais
Boa noite, meus amores *--* Espero que gostem ♥ A música que aparece é Demons do Imagine Dragons *-*

Durante muitos anos, Blaine pensou que seu coração fosse feito de gelo, ou que talvez ele nem existisse, já que ele se sentia incapaz de amar, considerava que o que sentia por Kurt talvez nem fosse amor, afinal o matou sem pestanejar inúmeras vezes. Mas ele não era, ele apenas não lembrava como era a sensação de se sentir apaixonado. Não porque ele não queria, mas porque suas memórias foram tiradas de si. Isso não é algo relevante agora, mas Blaine deixou isso o definir por muito tempo.

Um tempo onde a única coisa que ele sabia fazer, era se aproveitar de adolescentes inocentes e depois matá-los, para assim tentar preencher o vazio que havia em si. Ele não conseguia ficar completo com apenas isso, claro que não. A única coisa que ele ganhava, era uma pilha de mortos que só aumentava, além da dor que ele causava em todos.

Foi quando ele reencontrou Kurt, que ele percebeu que ainda era capaz de amar. Atualmente, Blaine já conheceu Kurt mais de quatro vezes, e em todas teve a graciosidade de se apaixonar pelo castanho. Se isso não é amor, ninguém pode definir o que é.

Quando Kurt apareceu, foi como se o coração de Blaine voltasse a bater. Ele não voltou de fato, mas a sensação poderia ser igualada. O moreno sente falta de ser humano, ele não nega, mas ser quem ele é tem suas vantagens – assim como tem as desvantagens.

Quais itens poderiam ser listados como desvantagens? Bom, se analisarmos a vida do moreno, oitenta por cento de sua vida é por si só uma desvantagem. Ao começar pelo fato do que ele precisa fazer para poder sobreviver: se alimentar com sangue humano. Para os meros humanos isso é bizarro e até nojento, mas para eles beber sangue é como beber água. Blaine precisa admitir que sempre gostou do prazer que havia na morte. Sim, ele sempre sentiu prazer em matar, mas ele não é tão mal assim. Ele apenas não lembrava quem realmente era. Agora que ele lembra, faz de tudo para ser a melhor pessoa possível – ou o mais próximo de uma pessoa.

Outra desvantagem é o fato de não poder dormir, sendo assim ele não tem a alegria de sonhar. Esse ponto é um pouco pior, pois se você não pode sonhar, você acaba perdendo sua esperança e a esperança é, muitas vezes, o elo que não deixa suas correntes arrebentarem.

Mas claro que, existem algumas vantagens em ser um imortal como Blaine. Ele nunca se sente cansado, ele não envelhece, entre outras coisas. Mas uma em especial é a melhor vantagem possível: ele tem toda a eternidade para poder amar o seu castanho.

Ele não pode negar o que Kurt faz com ele. Kurt faz sua cabeça girar – em um sentido bom, claro –, perto de Kurt é como se seu coração batesse novamente, enfim, Kurt transformou a fera em príncipe. Blaine tem certeza de que quer passar todo o tempo possível ao lado de Kurt.

Mas agora algo está o assombrando.

E ele sabe que pode não sobreviver, e se ele não sobreviver, é provável que seu namorado também se vá.

Blaine sabe que ainda tem segredos que apenas Elliot sabe e se Kurt descobrir vai o odiar para sempre, mas ele não consegue simplesmente contar. Nem uma criatura como ele consegue causar tanta dor assim em alguém. Kurt descobrir que Blaine matou seus pais vai ser a maior dor que o castanho irá sentir.

O moreno estava se sentindo perdido. O que ele deveria fazer? Contar e arriscar tudo? Manter para si e praticamente permitir que alguém como Elliot revele esse segredo de uma maneira ainda mais cruel?

[...]

— Então é assim? Você simplesmente vai nos deixar morrer? – Santana perguntou completamente irritada. Todos estavam discutindo por pelo menos quatro horas, pelo fato de que Blaine não quis dar seu sangue para ninguém ali presente.

— Eu tenho os meus motivos. – Blaine tentava explicar, mas ninguém parava para ouvir. – MAS QUE DROGA, SERÁ QUE VOCÊS NÃO CONSEGUEM SIMPLESMENTE CALAR A PORRA DA BOCA E ME OUVIR? VOU TER QUE OBRIGAR VOCÊS A FAZEREM ISSO? – Ele gritou irritado e todos ficaram em silêncio, assustados.

— B, eu não quero morrer. – Brittany choramingou, fazendo o moreno se quebrar mais um pouco.

— Eu sei que ninguém aqui quer morrer, mas o destino de vocês já foi escrito e ele acaba hoje. Eu sei o que vai acontecer e não vai ser bom. Vocês têm que confiar em mim quando digo que não há nada que eu possa fazer. – Blaine disse destruído. Ele estava se sentindo um pouco pior a cada segundo que passava.

— E nós? Também não podemos fazer nada? – Perguntou Will.

— Devemos apenas esperar. – Disse Blaine.

— Esperar pela nossa morte? É isso? – Santana disse indignada.

— Meu amor, será que nós podemos conversar a sós? – Kurt perguntou se aproximando de Blaine. O moreno assentiu e levantou, indo com Kurt em direção ao seu quarto. Os dois entraram no cômodo e ficaram apenas se encarando. Hummel foi até o moreno e o abraçou. – Temos apenas alguns minutos juntos. Eu estou com medo, B.

— Kurt, eu sou um monstro. Você percebeu o que aconteceu? Eu coloquei todos vocês em perigo e agora todos vão morrer por culpa minha. – Blaine disse, sentando na cama em seguida. Kurt sentou também e abraçou o namorado.

— Pare de se rotular como monstro. Todos estamos envolvidos nisso de certa forma. O monstro aqui é ele e não você. – Blaine levantou a cabeça e encarou Kurt.

— Eu te amo. – Ele disse capturando os lábios de Kurt. Ele percebeu que Kurt estava chorando, o que fez ele se despedaçar mais ainda. Ele não sentia dor, mas era algo equivalente. – Por favor, não chora.

— Eu já disse, eu estou com medo.

— Eu sei que você está com medo. Todos lá embaixo também estão, mas eu não tenho o que fazer para mudar. – Ele disse segurando as mãos de Kurt.

— Nada mesmo? Por que você e Sebastian não podem simplesmente dar o seu sangue?

— Confie em mim quando digo que tenho meus motivos. Isso é algo que não vai mudar nada no seu conceito em relação a mim, mas vai mudar o meu próprio e eu não quero que isso aconteça. – Blaine olhou para o relógio na parede e levantou. – Precisamos ir. – Kurt assentiu, levantando e segurando a mão do seu namorado.

— Eu te amo. – Kurt disse dando um meio sorriso para Blaine, que novamente capturou seus lábios em um beijo calmo, porém demonstrando tristeza, já que ambos sabiam que aquele provavelmente seria o seu último beijo. Mal sabiam eles que o destino ama pregar peças.

Os dois desceram as escadas e encontraram todos na sala em silêncio. Todos estavam apenas se observando, e em suas cabeças um pavor enorme se passava. Blaine arrancou os amuletos de todos, pois sabia que Elliot iria achar que havia algo errado caso todos estivessem usando.

— Nós precisamos ir. – Blaine avisou. Todos assentiram tristes e levantaram. O percurso não era longo, então eles foram caminhando. Apenas os passos e os barulhos normais das ruas, como carros, o vento e outras pessoas eram possíveis de se ouvir. – Fica calmo. – O moreno pediu ao namorado, que não conseguia parar de tremer.

— Estamos indo de encontro a nossa morte. – Kurt disse apavorado, apertando mais a mão de Blaine.

Depois de alguns minutos de caminhada, eles chegaram ao local marcado. Era um grande galpão, parecido com o que Elliot costumava marcar os encontros com Blaine. O grande local era horripilante por fora, mas ao entrar, todos perceberam que realmente não se pode julgar um livro pela capa, pois por dentro o local estava bem arrumado e era completamente colorido.

Quadros de cantores famosos estavam pendurados pelas paredes e enfeitando os móveis; havia um grande círculo de cadeiras que ficava exatamente no meio do lugar; um quadro igual ao da sala do coral estava em um cavalete entre duas cadeiras; haviam instrumentos também no local.

Cada cadeira possuía um envelope, onde por fora havia o nome de cada aluno, marcando o lugar onde cada um deveria sentar. Todos sentaram nos respectivos lugares, mas preferiram não abrir os envelopes, pois o medo não os permitia nem se mover.

— Chegaram na hora certa. Eu já estava cansado de ficar sozinho por aqui. – Disse Elliot com seu sorriso cínico de sempre.

— Vamos ao que interessa. Chega de joguinhos. – Blaine disse, fazendo o outro rir.

— Vamos jogar o quanto eu quiser. Sente-se, você vai querer assistir a essa aula. – O mais velho ficou em frente ao quadro branco que estava ali e sorriu para todos. – Será que o professor poderia vir aqui dar uma aula?

— O que? – Will perguntou assustado.

— Eu não convidei você para vir, mas sabia que viria, então resolvi mudar meus planos e fazer desse dia um dia de aula. Sei como vocês amam cantar, pelo menos assim vocês vão estar felizes quando eu finalizar seus destinos. – Elliot explicou. O professor receoso foi até o mais velho e pegou a caneta que havia em sua mão. – Aliás, quais são os motivos que te trazem aqui?

— Eu nunca vou abandonar minha família. – Respondeu o professor.

— Bravo! Que orgulho. Vou estragar mais uma família. – Ele disse rindo. – Dê sua aula, por favor.

— ELLIOT, CHEGA! – Gritou Blaine. – EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO. VOCÊ NÃO QUER A ELES, VOCÊ QUER A MIM, ENTÃO ME MATE E ACABE LOGO COM ISSO.

— Qual a garantia de que ele vai matar você e depois não vai se livrar do restante? – Santana perguntou e Elliot a encarou sorrindo mais ainda.

— Você é uma garota que pensa da mesma maneira que eu. Gostei de você. – Santana apenas revirou os olhos. – Blaine, se você gritar comigo de novo, seu namorado vai ficar sem coração.

— Qual o seu problema comigo, afinal? Não deixe ela te manipular desse jeito, Elliot. Você é mais forte que isso e sabe que, em qualquer outro momento, não agiria desse jeito.

— Depois nós conversamos sobre isso. Temos muito tempo. – Elliot disse andando de um lado para outro, passando perto de cada um que estava ali, ignorando completamente o que Blaine tinha dito.

No círculo estava a seguinte ordem: Blaine, Kurt, Quinn, Sam, Santana, Brittany, Mercedes, Mike, Tina, Puck, Artie e Rachel. Todos apavorados.

— E a aula? Vou ter que te obrigar a dá-la? – Will começou a suar, ele estava com medo de Elliot machucar alguém.

— Eu não sei o que fazer aqui. – O professor disse nervoso.

— Ok. Um a menos. – Elliot simplesmente se aproximou e arrancou fora o coração de Will. Isso não estava nos planos de Blaine. Para ele, Elliot não iria arrancar corações, e sim acabar com todo o sangue no corpo dos alunos. Agora ele estava nervoso. O plano não estava indo como planejado. Ele estava ferrado. – O tema dessa aula é... deixe-me pensar... alguém tem alguma ideia?

— Eu não acredito que você matou ele. – Quinn disse se aproximando do professor caído no chão.

— Vamos as regras. – Elliot disse. – Todos ficam sentados em seus lugares e só levantam caso eu mande. O único com o direito de levantar aqui é Blaine, pois ele é o único aqui que me é útil. Quem levantar sem ser solicitado, morre. Estamos entendidos? – Todos assentiram. Quinn correu de volta para o seu lugar. – Bom, o tema será confissões. Basicamente vocês vão fazer uma confissão e cantar.

— Por que você quer nos ouvir cantar? – Perguntou Sam.

— Eu amo música, e sei que vocês também. A música nos move, acalma, inspira. – Elliot respondeu, forçando um suspiro. – Blaine, eu sei que você tem muito o que confessar aqui, por que não começa?

— Elliot, para! – Pediu o moreno. – Não piore a situação.

— Não é para falar que você matou os gêmeos da escola? – Elliot perguntou sarcástico, soltando uma risada em seguida. – Além de matar os pais deles em seguida.

— TUDO BEM, ELLIOT. – Blaine se estressou. – Eu vou primeiro.

— Assim que eu gosto. – Blaine revirou os olhos e andou até o lado de Elliot.

— Ok, eu confesso aqui. Eu realmente matei a família dos gêmeos. Eu estava desligado, então estava fora de controle, mas não tenho desculpa alguma. Eu fui o culpado e me arrependo. – Confessou o moreno. Todos começaram a o olhar com outros olhos e ele percebeu. – E eu vou cantar uma música que eu estava planejando cantar no coral há muito tempo, mas faltaram oportunidades, pois eu tive que sentar e ouvir o estrelato da menina que só berra. Sim, Rachel, estou falando de você.

— Eu não berro, eu canto notas altas. – Rachel se defendeu.

— Você canta notas desnecessárias. – Santana corrigiu a judia, que cruzou os braços irritada.

Do nada uma banda apareceu no local e se posicionou nos instrumentos que haviam ali. Todos estranharam, mas aquilo nem era tão bizarro se parassem para analisar. Blaine foi até a banda e avisou sobre a música que iria cantar, eles assentiram e logo começaram a tocar.

“When the days are cold (Quando os dias são frios)
And the cards all fold
(E as cartas todas dobradas)
And the saints we see
(E todos os santos que vemos)
Are all made of gold
(São todos feitos de ouro)

When your dreams all fail (Quando todos os seus sonhos falham)
And the ones we hail
(E aqueles que saudamos)
Are the worst of all
(São os piores de todos)
And the blood’s run stale
(E o sangue vai secando)

Blaine pegou a cadeira que supostamente seria para si e a colocou em frente a Kurt, sentando nela em seguida. Ele segurou as mãos do namorado e ficou ali o observando. Aquilo estava destruindo o moreno. Will havia acabado de morrer e ele não podia fazer nada para arrumar isso. Ele nem impedir não pôde. O moreno tinha plena consciência de que seu plano havia falhado. Ele queria ter tudo planejado nos mínimos detalhes a partir de agora, mas ele não sabia mais nem como continuar de olhos abertos, ele estava até sentindo algo que não sentia em quinhentos anos: dor.

“I wanna hide the truth (Eu quero esconder a verdade)
I wanna shelter you
(Eu quero proteger você)
But with the beast inside
(Mas com a fera por dentro)
There’s nowhere we can hide
(Não há lugar para nos escondermos)

No matter what we breed (Não importa o que criamos)
We still are made of greed
(Ainda somos feitos de ganância)
This is my kingdom come
(Esse é o meu reino chegando)
This is my kingdom come
(Esse é o meu reino chegando)

Kurt estava chorando, aliás, tirando Blaine e Elliot, todos estavam chorando. Aquela angústia em Blaine só aumentava ao ver a dor presente em todos. Mas mais do que isso, a falta de esperança nos olhos deles. Eles só queriam poder sair dali e voltar para suas rotinas, as quais eles nunca mais iriam reclamar. Eles queriam poder ir para suas casas, falar o quanto amam suas famílias. Eles só queriam ter uma segunda chance, mas sabiam que não teriam.

Todos tinham certeza de que sairiam dali direto para dentro de um caixão.

“When you feel my heat (Quando você sentir o meu calor)
Look into my eyes
(Olhe nos meus olhos)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
Don’t get too close
(Não chegue muito perto)
It’s dark inside
(É escuro dentro)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)

Brittany não conseguia respirar de tanto chorar, a mão de Santana já estava ficando roxa de tanto que a loira estava a apertando. Todos estavam desesperados. A angústia de saber e não saber ao mesmo tempo o que aconteceria a seguir, estava incomodando todo mundo.

“At the curtain’s call (Quando as cortinas se fecharem)
It's the last of all
(Vai ser pela última vez)
When the lights fade out
(Quando as luzes se apagarem)
All the sinners crawl
(E todos os pecadores rastejarem)

So they dug your grave (Então eles cavaram suas sepulturas)
And the masquerade
(E o baile de máscaras)
Will come calling out
(Chegará anunciando)
At the mess you made
(A bagunça que você fez)

Kurt mal conseguia olhar nos olhos de Blaine. O moreno sempre o passou segurança, até nos momentos mais sombrios, mas agora olhar para ele estava realmente amedrontando o Hummel. Ele não sabia o que fazer.

Ele tinha a certeza de que amava Blaine e sabia que era recíproco, mas, se o moreno o ama, por quais motivos o Anderson não o deu seu sangue? Isso consertaria tudo.

“Don't wanna let you down (Não quero te decepcionar)
But I am hell bound
(Mas meu destino é o inferno)
Though this is all for you
(Embora tudo isso seja para você)
Don't wanna hide the truth
(Não quero te esconder a verdade)

No matter what we breed (Não importa o que criamos)
We still are made of greed
(Ainda somos feitos de ganância)
This is my kingdom come
(Esse é o meu reino chegando)
This is my kingdom come
(Esse é o meu reino chegando)

Elliot observava tudo aquilo com um sorriso vitorioso. Ele era o responsável por toda aquela confusão e se sentia feliz por isso. Ele simplesmente amava o poder que tinha, o mal que havia em si, a beleza no medo.

Blaine estava preocupado. Ele não queria que nada disso estivesse acontecendo. Para falar a verdade, o Anderson queria apenas saber por quais motivos Scar o odiava tanto para ter hipnotizado Elliott a ponto de o moreno perder até o seu próprio senso do que deveria ou não fazer.

Blaine sabe que a única maneira de acabar com isso, é matar Elliot, porque Scar seria impossível de matar. Ele só precisa aguardar pelo momento certo.

“When you feel my heat (Quando você sentir o meu calor)
Look into my eyes
(Olhe nos meus olhos)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se encondem)
Don’t get too close
(Não chegue muito perto)
It’s dark inside
(É escuro dentro)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)

Blaine olhava profundamente para Kurt agora. Ele queria que Kurt conseguisse entender o que estava acontecendo, mas o castanho ficava tentando fugir do olhar de seu namorado. Kurt estava com medo, e isso era visível, mas Blaine iria protegê-lo não importando o quão difícil ou perigoso fosse.

Quando nós amamos, abrimos mão de muitas coisas apenas para ter certeza de que nosso amor está bem.

Blaine iria abrir mão de sua “vida”, e não estava nem um pouco triste com isso.

Para ele, o que importa é que Kurt finalmente tenha a oportunidade de viver além do que viveu nas outras vidas, que ele tenha a chance de ter uma família e o principal, que ele seja feliz.

“They say it's what you make (Eles dizem que é o que você faz)
I say it's up to fate
(Eu digo que depende do destino)
It's woven in my soul
(Está enrolado em minha alma)
I need to let you go
(Eu preciso te deixar ir)

Your eyes, they shine so bright (Seus olhos estão brilhando tanto)
I wanna save that light
(Eu quero salvar essa luz)
I can't escape this now
(Eu não posso escapar disso agora)
Unless you show me how
(A não ser que você me mostre como)

Os pensamentos de Kurt estavam aflorados. Eles simplesmente estavam enlouquecendo o castanho, que pensava já não ter mais controle nem consigo mesmo.

A situação estava crítica, o clima estava tenso e todos nervosos. Elliot possuía no rosto um sorriso doentio; a banda tocava como se estivesse ligada no modo automático; os alunos apenas respiravam e tinham medo até disso.

“When you feel my heat (Quando você sentir o meu calor)
Look into my eyes
(Olhe nos meus olhos)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se encondem)
Don’t get too close
(Não chegue muito perto)
It’s dark inside
(É escuro dentro)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)
It’s where my demons hide
(É onde meus demônios se escondem)

Os últimos acordes foram tocados e Elliot aplaudiu, incentivando todos a fazerem o mesmo. Blaine levantou e colocou a cadeira no lugar, sentando na mesma em seguida.

Seria um longo dia.

Notas finais
Gente, atenção rapidinho aqui... Eu coloquei todas as minhas fics Klaine (tirando essa aqui e Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality) em hiatus, editei até os títulos delas... eu estou sem criatividade para continuá-las e confesso que minha vontade era excluir tudo. Só que eu não quero deixar ninguém sem final, então vou ir escrevendo ao meu tempo e quando tiver uma boa quantidade de capítulos eu volto a postar, tudo bem? Quem quiser mais informações pode participar do grupo no whats :) Além disso, eu vou continuar escrevendo minhas histórias originais aqui nesse conta > https://fanfiction.com.br/u/645992/ Agora teremos todos os dias atualização dessa aqui, ou pelo menos quase todos os dias (Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality também *-*) Beijos pra vocês ♥ Amanhã eu venho com o próximo capítulo pra vocês ♥ Teremos três partes, porque tem quase 12 mil palavras esse capítulo '-' Bjo