Notas iniciais
Oii, gente, recado importante nas notas finais *-* Espero que gostem ♥

O quarto branco já fazia Kurt querer morrer. Não que isso fosse algo possível, mas ainda assim era algo desejável. Ele já estava naquele maldito quarto por pelo menos três meses e estava a ponto de matar todos a sua volta. O único problema é que ele não sabia como sair daquele lugar infernal. Ele não lembrava como havia chegado até ali, ele apenas sabia que havia sido sem motivo algum.

Ele se sentia fraco, como se algo tivesse sido arrancado de si, mas o que seria isso? Seriam suas memórias? Provavelmente não, sendo que essas estavam intactas. Ele lembrava de tudo, exceto por como chegou ali.

Kurt não sabia porque precisava ficar preso daquela maneira. Sua única companhia era ele mesmo. Ele comia bastante, mas aquilo não alimentava sua sede, que no momento era insaciável. Ele estava enfraquecendo mais a cada dia e sentia que sua pele secaria a qualquer momento.

O Hummel pensava que todos o haviam abandonado, mas no fundo sabia que não era verdade. No fundo ele ainda tinha uma ponta de esperança. Esperança de que Blaine fosse ajudá-lo. Esperança de que ele fosse ser tirado daquele local nos braços de seu amado, mas será que era isso o que ele queria? Será que ele queria ajuda? Metade do seu cérebro queria, mas a outra não, pois ele não é nem de longe a pessoa que costumava amar Blaine.

Mas afinal, onde ele estava? No início ele pensava que fosse um hospital, mas ele não entendia a necessidade de ficar preso em um hospital, sem direito a visitas ou ligações. Então ele entendeu que estava em um hospício e o motivo? Nem ele não entendia.

Ele ficava preso à uma camisa de força o dia inteiro. Ele só podia caminhar dentro do quarto e mesmo assim era com aquele “colete” prendendo firme seus braços. Ninguém sabia da verdadeira condição de Hummel, os médicos apenas pensavam que o pobre garoto era louco.

Um pouco antes do meio-dia, ele estava tentando se soltar, mas parou ao ver uma movimentação do lado de fora do quarto, o qual ele enxergava por uma pequena janela retangular no meio da porta; a outra janela que existia era tão pequena quanto a da porta, mas ficava em uma outra parede e dava vista para um pátio, onde os considerados menos perigosos ficavam. Uma loira muito conhecida por Kurt estava vindo em direção ao quarto com um prato de comida. Ela entrou e deu um sorriso torto para o jovem.

— Britt, eu preciso sair daqui. Eu não sou louco. Onde estão todos? Por que ninguém me tira daqui? Blaine não me ama mais? – Aquela era a primeira vez que Kurt via algum conhecido e, pelas roupas de Brittany, ele podia jurar que a loira estava trabalhando ali no hospício. – O que você está fazendo aqui?

— Não sou a única a estar aqui. Nós bolamos um plano para te ajudar, mas não é fácil e eu não sei explicar direito. – Ela disse confusa. – O que importa é que hoje à tarde você vai ter uma visita importante e aí você vai entender tudo que está acontecendo, ok? – Ela disse e deu um beijo na testa do amigo, saindo pela porta em seguida.

Kurt não havia entendido nada do que havia acontecido ali, ele apenas deu de ombros e comeu sua comida rapidamente, indo se deitar logo em seguida, para tentar dormir, o que era difícil para alguém que não está vivo.

Quando o relógio do quarto marcava quatro horas da tarde, uma Doutora sorridente entrou no quarto acompanhada de uma outra garota loira. Kurt pensou estar realmente ficando louco, pois jurou estar vendo Quinn em sua frente, então lembrou do que Brittany dissera mais cedo, sobre não ser a única que a estar ali.

— Sr. Hummel, eu trouxe sua nova psicóloga aqui. Espero que não ocorra o que aconteceu com a última que você teve. – Kurt riu sem graça com o que a doutora disse. Ela se referia à antiga psicóloga de Kurt, a doutora Hopkins, a qual Kurt jogou contra a parede quando ainda tinha forças, matando assim a doutora.

O castanho algumas vezes pensava que ainda era o mesmo garoto de três meses atrás, mas a verdade é que sua mente estava diferente. Ele não era mais humano mesmo antes de ir parar ali, mas ele se desligou completamente ao entrar ali – contra sua vontade, é claro.

— Kurt Hummel, certo? – Perguntou a garota loira, o que fez Kurt querer rir, já que ele conhecia ela. – Me chamo Elizabeth Collins. – Kurt levantou a sobrancelha esquerda e a “doutora” deu de ombros. – Eu gostaria de ficar a sós com o paciente.

— Isso não será possível. O paciente é muito agressivo e faz ameaças de morte para todos os doutores. Ele não consegue entender que queremos apenas ajudá-lo. – Disse a morena, que era a doutora Monique Abrams.

— Me ajudar? Sério? – Kurt riu novamente. – Não vejo como vão me ajudar apenas me trancafiando em uma sala branca com duas janelas minúsculas, sem a companhia nem de uma televisão. Qualquer pessoa que entre aqui acaba enlouquecendo independente de sua condição mental.

— São os procedimentos padrões, Sr. Hummel. – Falou Monique, fazendo Kurt revirar os olhos.

— E os meus procedimentos padrões são trabalhar a sós com meus pacientes. – Disse a tal de Elizabeth. – É normal que os pacientes fiquem agressivos, justamente por nos verem como inimigos. Estou aqui para tratar isso, então, por favor, me deixe a sós com ele. – Monique apenas se retirou do quarto irritada. – Oi, Kurt. Você não me reconhece mais?

— Eu pensei que fosse você, Quinn, mas estou aqui há tanto tempo que não sei mais ver as cores, tendo em vista que a única coisa que eu vejo é branco. As roupas dos médicos, as roupas de cama, os móveis, as paredes. Tudo branco. A única cor que eu realmente vejo é a da janela que dá para o jardim. Na verdade, eu via, pois agora eles fecharam ela também. – Kurt disse triste. Quinn tirou de dentro de sua bolsa um canivete, o qual usou para tirar fora a camisa de força de Kurt, que pensou que seus braços fossem cair ao serem livres. – Como é bom poder tirar os braços daqui de dentro. Eles costumavam vir aqui e abrir todos os dias, mas estou há umas duas semanas com essa.

— Claramente você percebeu que não sou sua psicóloga. – Disse Quinn e o castanho assentiu. – Temos um plano para ajudar você, mas ele está sendo difícil de ser colocado em prática.

— Por quê?

— Isso não vem ao caso. Preciso saber como você não conseguiu escapar. Você é um vampiro. – Ela disse indignada.

— Quebre o pescoço de um vampiro, coloque um saco em sua cabeça e o prenda em um hospício. Quando ele acordar não vai saber onde está, então não terá como escapar. – Kurt explicou. – Eu não me alimento com sangue há meses. Sinto que vou cair duro no chão há qualquer momento.

— Vou te alegrar então. – Quinn falou tirando uma bolsa de sangue de dentro da bolsa. – Precisamos que você esteja forte, caso contrário nosso plano falhará. – A loira entregou a bolsinha para Kurt, que tomou aquilo com a maior vontade do mundo.

Quinn não deveria ter dado aquilo para o castanho. Mal sabia ela que ele podia ser o maior vilão de uma história infantil. Ou, já que estamos falando da realidade, que ele podia ser o real pesadelo da pobre garota.

— Se sente melhor? – A garota mal terminou de perguntar e foi prensada contra a parede. Kurt botou sua mão no pescoço de Quinn e a ergueu no ar, sorrindo cinicamente para a garota. – O que você está fazendo? – Quinn perguntou com dificuldade, devido à falta de ar.

— Ora, estou apenas me alimentando. – Kurt colocou a garota no chão e estava pronto para se alimentar de Quinn, mas ele ouviu um barulho e começou a olhar por todos os lados.

Não havia ninguém no quarto, isso era óbvio. Ele olhou pela janelinha da porta e continuou sem encontrar ninguém, então virou-se para a outra janela. A janela que mostrava o jardim agora se encontrava aberta, mas não havia ninguém atrás da mesma. Kurt deu de ombros e virou-se novamente para trás: Quinn não estava mais no quarto. Outro barulho foi escutado por Kurt, fazendo o mesmo virar-se para a janela, onde havia o garoto mais lindo do mundo aos olhos de Kurt.

Seu Blaine estava lá para ajudá-lo.

Mas será que Kurt realmente queria ser ajudado?

Notas finais
Vou deixar essa fic alguns dias sem atualizar, pois vou pegar outra das minhas histórias Klaine pra tirar do hiatus e colocar em dia, tudo bem? Vou ir fazendo isso até acabar com todas e tenho duas com apenas dois capítulos restantes, então vou acabar logo com elas *-* Bjo ♥