Notas iniciais
Bem gente, nesse capítulo vamos descobrir como Cora tirou Ryan de Regina e... algo mais! Boa leitura!

Ela foi conhecer o menino quando ele já tinha seis meses. Seu marido o amou desde o primeiro instante. Ela, porém não. Sentia algo estranho no menino, como se algo estivesse errado. Suas suspeitas se confirmaram quando viu o sinal no neto, uma marca que seu antigo lacaio possuía: um coração no tornozelo esquerdo.

-Dele, Regina teve um filho do homem do estábulo – ela via isso como uma terrível ameaça. Se Leopold em algum momento descobrisse seria o fim de sua filha. Então uma ideia lhe ocorreu: levá-lo para longe. Fazer com que Leopold não soubesse. Em contrapartida Regina se tornaria uma mulher mais forte e então quando a hora chegasse ela reuniria mãe e filho e seu neto seria o rei.

Depois de tirá-lo do palácio no meio da noite, ela o levou à cabana dos Grincow.

-Jane? – ela disse na porta de sua antiga criada. A que tinha salvado da forca juntamente com seu marido. Se acham que foi um lampejo de bondade que aconteceu com Cora engana-se. Ela sempre fazia favores em troca de nada, e depois os cobrava à sua maneira.

A mulher a encarava receiosa

-A senhora? – ela deu um passo atrás

-Vim cobrar o meu pequeno favor dear!

-O que você quer? – Nisso o pequeno chorou na certa em que a avó o havia colocado – Um bebê?

-Ryan – a mulher a encarou – o nome dele é Ryan — completou.

Jane se aproximou:

-Ele é tão lindo! Esses olhos tão escuros e essa pele branca

-Os olhos e a pele dele não interessam – cortou a bruxa – o que interessa é que você vai criá-lo e pronto.

-Como?! – a mulher estava em pânico. Nisso seu marido chegou do campo e se deparou com as duas.

-Você?! – e chegou atrás de sua esposa

-Como vai Mattew?

-O que você quer aqui?

-Ow – cora foi se aproximando sem soltar o neto – pensei que ainda me devesse algo!

-Diga – ele respondeu com rispidez

Ela mostrou o menino

-Um bebê? Está louca Cora, não vou ma...

-Nem eu sou tão baixa meu caro. Não – ela disse olhando o menino – vocês vão criá-lo como um sobrinho. SOBRINHO entendeu? Eu virei vê-lo a cada semana e trarei o que ele precisar.

-E quem você será para ele minha senhora – indagou janeiro

-Quem realmente sou, sua avó

....

Regina acordou com um vazio no peito. Sentia que algo estava errado. Suas suspeitas se confirmaram quando ouviu uma correria nos corredores

-O que está acontecendo? – no quarto de seu bebê ela ouvia a voz de Leopold

-Como assim saem com uma criança e NINGUEM percebe!

Ela gelou. Sentiu como se fosse desfalecer ali mesmo, mas o desespero e a descrença a fizeram correr ao quarto do filho

-Álex! – ela gritou ao entrar no quarto e ver o berço revirado – não! Não não NÃOOOOOO –

Leopold a abraçou por trás levando o rosto choroso e desesperado de sua esposa ao peito

-Calma Regina, calma! – ele levantou o rosto dela e a fitou – vamos achá-lo! VAMOS ACHÁ-LO! – ela não parava de chorar

-Eu quero meu filho Leopold! Meu bebê!

-Eu sei! – ele tentava em vão acalmá-la – Eu também o quero de volta! – disse o rei deixando as lágrimas correrem e se juntando ao pranto de sua rainha.

....

Ela tentou falar com a filha, mas foi inútil. Ela estava atordoada. Num momento de fúria ela jogou a mãe contra seu espelho para se livrar de uma vez por todas de sua pressão, mandando para outro mundo. Para longe dela, para onde não a deixasse mais nervosa do que já estava.

-Álex – dizia aos prantos – meu Álex!

Seu pranto foi maior quando a noticia de um bebê achado morto chegou ao palácio e pior ainda quando um soldado – previamente pago por Cora – confirmou se tratar do pequeno príncipe. Ela passou meses trancada, deprimida pela morte do filho. Seu marido também sentiu – é claro- mas seu amor por snow cessou sua dor, e isso aumentou ainda mais seu ódio por ela e o desejo de vê-la morta. Quanto a Cora, não a viu mais. E se sentiu aliviada por estar livre dela. Mas agora tinha sede de poder, uma sede que nunca antes havia sentido

.....

Era obvio que não havia barreiras para cora. Ela conseguiu abrir um portar e voltar a fairytale. Os planos haviam mudado, não deixaria mais o neto com Jane e Mattew, iria criá-lo ela mesma. Regina não saberia mais do filho e nem ele dela. Para ele diria que a mãe estava morta e fim.

Ela se aproximou da simples casinha. La estava ele no colo de Jane. Sorria para Mattew. Cora não demorou em se aproximar

-Vejo que tem seguido minhas ordens – ela disse estendendo o braço para pegar o bebê vem com a vovó – ela sorria. O bebê foi com ela sem reservas; parecia conhecer sua avó. Cora brincou um pouco com ele e logo depois ordenou a Jane – Pegue as coisas dele, os planos mudaram

-Mas...

-Não me questione Jane!

Ela obedeceu. Cora pegou o menino e sem olhar para trás levo-o ignorando o sofrimento do casal que em três meses já se afeiçoara ao menino.

....

O dia estava lindo. Era como outro qualquer, mas Ryan sentia algo diferente no ar era come se uma nova aventura fosse começar logo. Suas suspeitas aumentaram quando viu um homem sem uma das mãos ser levado para o encontro de sua avó. Quando se aproximou da sala do trono viu o homem enfiar um gancho no peito de sua avó

-GRANDMA! – ele gritou em pânico

-Saia Ryan! – gritou ela

-Mas...

-Vá! – o menino saiu, mas temia por sua avó. Mais ou menos meia hora depois ela veio ao seu encontro. Ele estava pálido, em pânico

-Achei que ele fosse te matar!

-Oh my dear – ela disse segurando o rosto dele – ninguém vai me fazer mal! –Ele a abraçou forte. Seu pranto molhava o rico vestido da rainha de copas. Por um minuto ela pensou em Regina. Ela a queria morta, mas não podia deixar de pensar que ainda era sua filha

-Vó – Ryan interrompeu seus pensamentos

-Sim querido

-Não posso te perder! Já não tenho pais, não posso ficar sem você – os olho do garoto eram de medo e carência. Cora sentiu pena do neto.

-Ryan...

-Am?

-Vamos viajar...

-Com aquele homem?

-Sim – respondeu ela meio receosa

-Mas ele tentou te matar...

-Me matar? – ela revirou os olhos para disfarçar que o menino tinha razão – era um treinamento!

-Treinamento?

-Sim – ela sorriu – você sempre quis uma aventura pelos mundos, certo?

-Pelos mundos! – um sorriso enorme se abriu no rosto dele. De fato esse era seu maior sonho – lógico!

-Vá se preparar então

Ele já corria para seu quarto quando se virou e gritou para avó que ainda o olhava

-Vó, como é esse mundo pra onde vamos?

-Só sei que tenho certeza que você vai gostar!

Ela queria que fosse assim. Mas o que faria na podia dizer ao neto. Dalí em diante não mentiria mais para o neto ao dizer que a mãe estava morta. Afinal seria a mais pura verdade.

Notas finais
E ai gostaram? Comentem por favor!