Evidências

47 Capítulo 47


Notas iniciais
"Meu amor é muito mais do que eu podia imaginar Agradeço a Deus, por poder te amar Se uma lágrima cair do meu olhar não leve a mal É o meu coração, querendo te encontrar." -Pâmela

Após a ligação, Gustavo se senta no sofá e se põe a chorar como se fosse uma criança. Nesse momento, a polícia já se encontrava na casa, e estavam a par de tudo.

Bruna: O que foi Guga? Quem era?

Gustavo: (chorando) Era o Marcelo, e ele está com ela!

Tito: Ah não, a minha filhinha!

Manuela: (falando com os policiais, nervosa) Vocês têm que fazer alguma coisa, a minha mãe está em perigo!

Policial 1: Calma mocinha, nós vamos fazer o possível para trazer sua mãe de volta!

Manuela: O possível? Eu exijo que vocês movam céus e terra e tragam minha mãe sã e salva!

Angélica: Manu, você precisa se acalmar, você está grávida, não pode se estressar.

Manuela: (abaixa o tom de voz) Por favor tia, não me peça pra ter calma...

Joana: Vocês podem localizá-la pelo carro, afinal, eles a levaram com o carro daqui.

Pedro: Joana, provavelmente eles se livraram do carro, o Marcelo não seria burro a ponto de continuar com o carro.

Policial 2: O jovem tem razão, mas como toda informação é bem vinda, nós iremos investigar onde está o carro.

Tito: Vocês têm que tirá-la das mãos desses bandidos, eu quero minha filha de volta à esta casa!

Gustavo: Eu não sei o que sou capaz de fazer se eles fizerem alguma coisa contra ela, ou contra meu filho...

***Casa dos Martins***

Mesa do jantar.

Carmen: Cadu, aconteceu alguma coisa? Você tá meio distante, não interage com a gente.

Carlos Eduardo: Desculpa Carmen, é que eu tô preocupado com a Vivi.

Ana Flávia: O que houve com ela?

Carlos Eduardo: Ela não apareceu na empresa hoje, e a Manu me ligou perguntando por ela.

Carmen: Não deve ter acontecido nada de mais, daqui a pouco o Gustavo liga dizendo que está tudo bem com ela.

O celular de Carlos Eduardo toca.

Carlos Eduardo: É o Guga, vou atender.

Alguns minutos depois da ligação, Carlos Eduardo volta para a mesa com uma cara não muito boa.

Ana Flávia: O que foi Cadu? Que cara é essa?

Carmen: Diz logo de uma vez, você está nos deixando tensas!

Carlos Eduardo: (se senta) (respira fundo) A Vivi foi sequestrada!

Carmen e Ana Flávia: O que?!

Carlos Eduardo: A minha ficha ainda não caiu, mas pelo que eu entendi é isso mesmo que aconteceu.

Ana Flávia: Foi o Marcelo que fez isso?

Carlos Eduardo: Sim, ele juntamente com a Renata.

Carmen: Eu não posso acreditar nisso, será que essa família nunca vai conseguir ser feliz?

Carlos Eduardo: Eu vou pra Casa Verde, não vou conseguir ficar aqui esperando por alguma notícia! (se levanta)

Ana Flávia: Eu vou com você!

Carmen: Eu também vou!

Carlos Eduardo: Tudo bem. Amor, liga para o Victor, e avisa ele, e diz que estamos indo pra Casa Verde.

Ana Flávia: Claro.

E eles partem para Casa Verde.

***Cativeiro***

Marcelo: Bom Aninha, sua família está avisada.

Viviane: Por favor, não me chame de Aninha, não soa bem vindo de você.

Renata: Aiin que lindo! Tá dizendo isso porque só o Guga te chama assim né? Me deu até vontade de vomitar agora! (faz cara de nojo)

Marcelo: Eu te chamo como eu quiser, Aninha! Vou trazer algo pra você comer.

Viviane: (gritando) Eu já disse que não quero nada que venha de vocês!

Renata: Marcelo, se eu fosse você, não insistia, deixa ela, uma hora ela vai suplicar por algo de comer.

Marcelo: Você tem razão, (olha para Viviane) se você não quer comer, o problema é teu, agora fica aí quietinha, porque é desse jeito que você vai passar a noite.

Viviane: Eu não aguento mais ficar amarrada, meus braços e pernas estão doendo!

Marcelo: Deixa de ser fresca Viviane! Você vai ter que aguentar, eu não vou te soltar!

Renata: Para de bate papo, e vamos sair logo daqui.

Eles saem, e apagam as luzes, ficando uma escuridão amedrontadora no local.

Viviane: (gritando) Socorro, alguém me tira daqui! Socorro, socorro...

Viviane grita até ficar sem voz, mas não é ouvida por ninguém, a não ser por Marcelo e Renata, pois o lugar era muito afastado da cidade, e era deserto.

***Casa Verde***

Chegam à casa Carlos Eduardo, Ana Flávia, Carmen, Victor e Tereza.

Carlos Eduardo: Então, já tem alguma notícia?

Alex: Não, estamos na mesma.

Bruna: Marcelo ligou mais cedo, e até agora não entrou em contato de novo.

Victor: Desgraçado!

Os policiais aparecem.

Tito: Descobriram alguma coisa?

Policial 1: Sim, descobrimos.

Gustavo: E o que vocês estão esperando pra dizer?

Policial 2: Encontramos o carro que vocês descreveram. Ele foi encontrado em um terreno baldio, provavelmente eles o deixaram lá e prosseguiram em outro veículo, como foi dito

Manuela: (se senta) Eu não tô gostando nada disso, tô com medo de que façam algo de ruim com a minha mãe.

Ana Flávia: (abracando-a) Eles não vão fazer nada com ela, eles não são burros, pra eles a Vivi não tem valia nenhuma morta, eles só devem dá um susto, e depois vão deixá-la ir.

Tito: Será que a nossa família nunca vai conseguir ser feliz?

Angélica: (entregando um copo de água e um comprimido) Toma esse calmamente pai, o senhor está muito nervoso.

Tito: (chorando) Eu não quero remédio nenhum, eu quero a minha filha aqui comigo!

Joana: Ela vai aparecer Tito, vamos ter fé!

O desespero da família era notório, as emoções estavam a flor da pele. Os policiais ainda investigavam para ver se descobriam algo, enquanto a família não desgrudava de perto do telefone.

Madrugada.

***Cativeiro***

O silêncio reinava naquele local. Marcelo e Renata dormiam, enquanto Viviane estava acordada, tentando exaustivamente se soltar, mas por enquanto, todas as suas tentativas haviam sido em vão.

Viviane: (ainda tentando se soltar) Vai Viviane, você tem que conseguir se soltar, vai Viviane...

Ela estava dando tudo de si para desatar a corda que amarrava suas mãos, que, para piorar, estavam para trás. Após inúmeras tentativas, ela finalmente consegue soltar suas mãos.

Viviane: (aliviada, abrindo e fechando as mãos) Não acredito que consegui!

Ela, cuidadosamente, desamarra seus pés, e olha ao redor para ver se nenhum dos dois estavam por ali.

Ela sobe as escadas lentamente, para não fazer nenhum barulho (o lugar que ela estava presa era como se fosse um sótão). Ao chegar na parte de cima, olha novamente para ver se Marcelo e Renata estavam por ali, e se ela poderia sair sem ser notada, e bingo! Os dois não estavam ali!

Já do lado de fora da casa ela olha ao redor para vê se reconhecia o lugar, mas infelizmente, não reconhece. Apesar da escuridão, ela dá sorte pela noite ser de lua cheia, o que a ajudava muito. Ela logo se enfia na floresta que tinha ao redor da casa, pois pensava que quando eles notassem sua falta, seria menos fácil de encontrá-la no mato do que na estrada de asfalto.

Manhã daquele dia.

***Cativeiro***

Marcelo: (gritando) Renata!

Aparece Renata assustada.

Renata: O que foi? O que houve pra você gritar assim?

Marcelo: Viviane fugiu!

Renata: Como assim?! Ela não pode ter fugido!

Marcelo: (gritando impaciente) Mas fugiu! Por acaso você está vendo-a aqui?

Renata: Por que ao invés de ficar gritando como um louco comigo, você não vai atrás dela? Afinal, foi você quem a amarrou, e muito bem por sinal!

Marcelo: E por que que ao invés de você ficar fazendo piadinha, você não cala esta sua boca?

Renata: (respira fundo) É melhor irmos atrás dela, ela não deve ter ido muito longe, pois está fraca, e não conhece nada por aqui.

Marcelo: Vamos, mas não dirija a palavra a mim.

Renata: Com certeza isso vai ser um grande sacrifício pra mim.

Eles se olham, e saem atrás de Viviane.

***

Em algum lugar, não muito distante dali, Viviane ainda tentava fugir, mas seu corpo estava frágil devido a falta de alimento, e água, pois desde que chegara ali, não comera e nem bebera nada.

Viviane: (sentada no chão, quase desfalecendo) Viviane, você precisa resistir, pela sua família, por seus filhos...

Ela mal conseguia falar, sua visão era turva, em seu corpo havia ferimentos causados pelos espinhos das plantas que tinham na floresta, e em seus pés haviam machucados que estavam expostos, pois ela estava descalça, a situação para ela só piorava a cada minuto que passava.

Viviane: Eu tenho que dar um jeito de sair daqui, eu preciso falar com a minha família. (se levanta com dificuldade)

Nem as dores, nem fome ou sede, e nem os ferimentos conseguiam pará-la, pois ela sabia que, agora mais que nunca, precisava ser forte.

Ela anda lentamente pelas árvores, tentando se esquivar daquelas plantas com espinhos. Depois de, quase uma hora andando, ela avista uma estrada de chão, e caminha até ela.

Ao chegar na estrada, ela olha de um lado para o outro, e nada de movimento de carros, ou casa por perto. Ela continua andando por mais uns vinte minutos, e para sua sorte ela acha um orelhão, e vê uma luz no fim do túnel.

Viviane: E agora que eu não sei o número de casa de cabeça? Pensa Viviane, pensa...

Ela quebra sua cabeça, até que, por fim, lembra o número do telefone da Casa Verde.

Viviane: (discando à cobrar) Graças a Deus lembrei!

Angélica: (atende) Alô?

Viviane: (reconhece a voz da irmã) Angélica, sou eu Viviane! (diz desesperada)

Angélica: Vivi, é você mesmo? Como é onde você tá?

Viviane: Eu tô bem Angélica, mas não sei por quanto tempo vou aguentar, me ajuda, por favor! Eu consegui fugir, mas não sei o que vai ser de mim, eles podem me achar a qualquer momento!(começa a chorar)

Angélica: Calma irmã, vamos te ajudar! Me diz, onde você tá?

Viviane: Eu não sei que lugar é esse, nunca vi parecido!

Angélica: Vivi, tenta descrever o que você tá vendo, os policiais estão escutando!

Viviane: É um lugar bem deserto, sem casas ao redor, e muito mato, e mais à frente tem uma ladeira, só isso que eu vejo.

Angélica: Tudo bem, você sabe como era a casa onde você estava?

Viviane: Era uma casa bem simples, com uma porta, e uma janela de madeira na frente, era de cor azul desbotada, se vocês a encontrarem, logo saberão que é ela.

Gustavo pega o telefone.

Gustavo: Meu amor, calma, seja forte, nós vamos te encontrar!

Viviane: Gustavo, meu amor!... Eu tô tentando.

Gustavo: Aninha, você vai conseguir meu amor, eu sei que vai!

Viviane: Eu vou, por você, por nossos filhos, e pela minha família! Eu vou desligar, e vou tentar encontrar um lugar seguro pra eu ficar.

Gustavo: Tudo bem amor, fica tranquila, nós vamos te encontrar, e vamos te trazer sã e salva pra casa! Todos aqui estamos te esperando!

Viviane: Fala para o meu pai não se preocupar, eu ainda vou dar muito trabalho à ele (solta um sorriso). Eu te amo Guga, diz à Manu que eu também a amo muito. Até logo meu amor!

Gustavo: Sim, até logo, porque em breve nos veremos.

Sem mais, ela desliga o telefone, e se põe a chorar, pela falta que sua família lhe fazia.

Depois de uns minutos sentada no chão, ela levanta, e vagamente, começa a andar sem rumo pela aquela estrada.

Ela andava com seus pensamentos perdidos, quando ouve um barulho de carro, e se anima. Ao virar de costas, realmente vê um carro, ela começa a fazer sinal, e torce para que o carro pare. O carro ia se aproximando, e quando chega perto dela, ele para.

Marcelo: (ironiza) A senhora quer uma carona moça?

Continua...

Notas finais
Desfrutem!