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48 Capítulo 48


Notas iniciais
"Prometer, nunca te olvidaré Como vencer como amarte sin caer Por ti, te miro y puedo decir Mis dudas se van De alguna manera ya no están Te acercaste."

Seu coração sangra, ao ver de quem se tratava a carona que havia pedido, agora sim sua situação se complica.

Ele a coloca no carro com brutalidade, e ela não diz uma palavra sequer, apenas sentia seu coração gelar. Marcelo e Renata riam da cara de medo dela.

Ao chegarem novamente a casa abandonada, Marcelo a leva para os fundos, e em uma árvore, a amarra.

Marcelo: (rindo) Agora você será minha escrava, e vai sofrer as consequências por ter fugido, como tal!

Ele pega uma vara grossa, pois não tinha chicote, então teria que ser com uma vara, ele rasga sua blusa na parte de trás, e começa distribuir varadas em suas costas.

Cada vez que ele batia nela, ela fechava seus olhos, e encostava sua testa na árvore, mas em nenhum momento fez escândalos, ou se demonstrou abatida.

Após várias varadas em suas costas e pernas, ele para, olhando para cara dela e sorrindo.

Marcelo: Satisfeita? Isso é pra você aprender a não dar uma de esperta!

Renata: Agora diz alguma coisa! Vai, diz!

Viviane: (suplicando) Eu preciso de água, por favor, me dêem água. (dizia quase desfalecendo)

Renata: Ah, agora você quer água?

Marcelo: Pois bem, agora sou eu que não quero te dar! Vamos Renata, vamos deixá-la pensando no que fez.

Os dois a olham e saem.

Viviane: Quando esse inferno vai acabar meu Deus?...

E ali ela permanece, sem possibilidade de fugir novamente, o sol ficava mais forte a cada minuto que passava, e seus ferimentos doíam, mas o que mais doía era sua alma, que já não sabia mais quanto tempo aguentaria.

Dentro da casa.

Renata: (com um copo de água) Você não acha que pegou muito pesado não? (se senta bebendo a água)

Marcelo: O que foi? Tá com peninha dela?

Renata: Claro que não! Mas ela tá grávida, será que você não tem sensibilidade em você?

Marcelo: Eu não, por mim que ela e o filho dela morram, eu não estou nem aí!

Renata: E se eu meu filho morrermos, como você vai se sentir?

Marcelo: Normal.

Renata: (se levanta) Normal? Você é o pai dessa criança, como pode agir dessa forma?

Marcelo: Ah Renata, não torra a minha paciência, eu já disse que não vou assumir essa criança, então pra mim não vai fazer a mínima diferença que ela esteja viva ou morta!

Renata: Você é uma pessoa desprezível! O que você vai fazer comigo depois que tudo isso terminar Marcelo? Me matar?

Marcelo: Ainda não pensei Renata, mas talvez você ainda tenha valia pra mim, nas minhas noites frias e sozinho (ri).

Renata: Seu estúpido, eu não quero nunca mais me envolver com você! (sai andando)

Marcelo: (falando sozinho)

Renatinha, você me fez pensar agora. O que fazer com você depois? Você pode ser uma pedra no meu sapato mais pra frente...

***Casa Verde***

Miguel aparece.

Miguel: (preocupado) Oi gente, fiquei sabendo agora o que aconteceu! (abraça Manuela) Já têm alguma notícia dela?

Gustavo: Ela conseguiu fugir, e ligou de um orelhão público, agora os policiais estão tentando localizar o lugar de onde ela ligou.

Miguel: Nossa, nunca imaginaria que a Renata fosse capaz disso! E o Tito, como está?

Bruna: Conseguimos fazer ele tomar um calmante, e agora ele está dormindo, Joana está lá em cima com ele, mas ele está desesperado.

Pedro: Como todos nós né.

Miguel: E eles não entraram mais em contato?

Manuela: Não, só ligaram pra avisar que ela está com eles, e não entraram mais em contato!

Angélica: Uma hora dessas eles já devem ter notado a ausência dela, e devem estar loucos atrás dela.

Alex: Tomara que ela tenha conseguido se abrigar num lugar seguro.

O celular de Viviane toca novamente.

Gustavo: (olhando o celular) São eles!

Manuela: Atende logo pai!

Gustavo: Alô!

Marcelo: Oi Guga, sou eu de novo, Marcelo. Bom, dessa vez liguei pra começarmos as negociações, já sua mulherzinha anda me dando um pouco de trabalho.

Gustavo: O que você quer dizer com isso?

Marcelo: Ah, a nossa Aninha fugiu, ela não estava gostando da estadia aqui, acredita? Mas eu fui atrás dela, e só voltei com ela comigo, e dei uma pequena lição nela, pra ela não sair sem avisar.

Gustavo: O que você fez com a minha mulher?

Marcelo: Sua mulher? Pelo que eu saiba, vocês estão divorciados. Mas enfim, isso não vem ao caso agora, e sobre a sua pergunta, eu só dei uma pequena surra nela com vara, agora ela deve tá lá fora, pegando um sol.

Gustavo: Seu desgraçado, eu vou te matar!

Marcelo: Não, é ao contrário, se você não me der duzentos milhões de reais, eu é que vou matar a Aninha.

Gustavo: Duzentos milhões? Eu não tenho esse dinheiro!

Marcelo: Você pode não ter, mas os Prisler têm, ou você esqueceu que eu trabalhava na área financeira da empresa? Bom, é isso Guga, ligo depois para dizer onde e como nos encontraremos. Tchau! (desliga)

Gustavo: (joga o celular no sofá) Esse infeliz tá maltratando minha Aninha! (chorando)

Por fim, os policiais se manifestam.

Policial 1: Localizamos o lugar que ela fez a ligação!

Todos ficam felizes.

Angélica: Graças a Deus!

Policial 2: Esse orelhão não deve ser distante da casa onde eles estão, e com a descrição que ela deu, não será muito difícil de encontrar.

Policial 1: Nós vamos pra lá agora, e vamos mandar nossa equipe também.

Gustavo: Eu também vou!

Policial 2: Pode ser perigoso!

Gustavo: Eu não quero nem saber, é minha mulher que está em perigo!

Policial 1: Tudo bem, se você prefere assim.

Carlos Eduardo: Eu também vou com você Guga!

Victor: Eu também!

Gustavo: Tudo bem. Policiais, nós seguiremos vocês com meu carro!

Manuela: Pai, por favor, trás minha mãe de volta.

Gustavo: (tocando em sua face) Eu prometo que a trarei meu amor.

Os policiais saem na frente, e os três Machados se despedem de todos, e saem em seguida.

Mais tarde, por volta do meio dia.

***Cativeiro***

Viviane já estava sem forças, engolia saliva pra ver se conseguia matar um pouco sua sede, mas sua boca já estava seca, e o sol do meio dia não dava trégua.

Marcelo aparece.

Marcelo: E aí Vivi, como você tá?

Viviane: Por que você não me mata logo de uma vez hein?

Marcelo: Não, não teria a menor graça. Acabei de falar com o Gustavo, estávamos negociando seu resgate, pedi duzentos milhões por você.

Viviane: O que?! Você é louco? Esse dinheiro não se encontra assim, em qualquer esquina!

Marcelo: Eu tô nem aí. Se eles te quiserem viva, terão que pagar esse valor.

Viviane: (fecha os olhos por alguns segundos, e logo abre) Marcelo, por favor, me dá água, eu tô morrendo de sede.

Marcelo: Ah Vivi, eu queria muito te ajudar, mas você não colabora. Olha, você terá o que quiser nesta casa, água, banho, comida, é só você ir pra cama comigo.

Viviane: Pode matar então, isso nunca vai acontecer. Não te quis quando pensei que você fosse uma boa pessoa, agora, muito menos.

Marcelo: Você prefere a morte? Sem pensar na sua filha, no Gustavo, no seu pai e irmãs? Meio egoísta você.

Viviane: Não adianta jogar contra minha consciência, eu não vou cair nesse joguinho! Se você não quiser me dar o que beber e o que comer, não me dê, mas eu nunca serei sua!

Marcelo: (se aproxima por trás dela) Tudo bem, posso não fazer nada com seu consentimento, mas posso fazer o que quiser contra sua vontade.

Ela arregala os olhos ao senti-lo tão perto de si. Ele começa tocando em suas coxas, e ela não podia fazer nada, apenas gritar, mas ele tapou sua boca com uma das mãos.

Enquanto com uma das mãos ele acariciava sua pele ferida, com a boca ele distribuía beijos em seu ombro, lágrimas caiam dos seus, mas para sua sorte, Renata aparece, a acabando com os planos maléficos de Marcelo, que era de fazer mal à ela.

Renata: Atrapalho alguma coisa?

Marcelo: (sai de perto de Viviane) Não, não está. (sai dali, cuspindo marimbondos)

Viviane: (respira aliviada) Obrigada Renata, não sei o que poderia ter acontecido se você não tivesse chegado.

Renata: (se senta ao lado de onde Viviane estava) Não me agradeça.

Viviane: Eu não sei quanto tempo mais vou resistir, tô sentindo meu corpo se entregar.

Renata: Por que está me dizendo isso?

Viviane: Por que? Não sei.

Renata: Viviane, você tem que ser forte, tem que suportar tudo isso, pela sua família, por seus filhos e por você!

Viviane se surpreende ao ouvir isso vindo de Renata.

Viviane: Eu conseguiria, se você me ajudasse.

Renata: Como eu posso te ajudar, se não consigo ajudar a mim mesma?

Viviane: Claro que você pode se ajudar Renata, basta você querer! Você pode me ajudar a sair daqui, e vir comigo, eu te ajudo e você me ajuda, que tal?

Renata: (ri) Me ajudar, você? Isso soou engraçado. Eu já tô muito envolvida em tudo isso, não tem como eu sair.

Viviane: Nunca é tarde demais pra começar de novo.

Renata: Mas pra mim é sim. Joguei todas as boas oportunidades boas que a vida me, e me envolvi com um canalha pra te fazer mal, com certeza vou passar muitos anos na cadeia (ri do seu comentário).

Viviane: Teu filho precisa de você.

Renata: Provavelmente ele vai ter vergonha de ter uma mãe como eu, ao contrário do seu, que terá muito orgulho de ser seu filho.

Marcelo, que observava as duas conversando amigavelmente, se preocupa, pois Renata poderia ajudá-la a fugir novamente, ou algo do tipo.

Marcelo: (gritando) Renata, vem aqui!

Ela olha para Viviane, e sai.

Marcelo: O que vocês duas tanto conversavam?

Renata: (ríspida) Não é da sua conta!

Marcelo: (segura o braço dela) Escuta aqui, se vocês tiveram planejando alguma coisa, podem ir tirando essa ideia da cabeça!

Renata: Você tá me machucando! (se solta) (fica de costas) Nós não estávamos planejando nada, (se vira) será que não tá na hora de você dar à ela algo de comer? Ela vai acabar passando mal lá fora naquele sol tão forte.

Marcelo: Tá preocupadinha com ela?

Renata: Não é isso, só acho que ela não servirá muito morta.

Marcelo: Deixa de ser exagerada, ela não vai morrer! Vou deixá-la assim até a noite, depois dou algo pra ela comer.

O entardecer já chegara, os policiais ainda procuravam o local onde eles mantinham Viviane refém. Eles já haviam encontrado o tal do orelhão, e dali, começaram a procurar a casa a pé, para não chamar atenção.

Depois de andarem por quase uma hora, eles, enfim, acham a casa descrita por Viviane.

Eles ficam vigiando por alguns minutos, e nada de movimentos anormais.

Gustavo: Eu não aguento mais esperar aqui, eu vou entrar!

Policial 1: Você não pode fazer isso, vai colocar a vida dela em risco!

Gustavo: Eu não consigo mais ficar aqui esperando, eu vou até lá!

Gustavo se levanta, sem escutar o que os policiais diziam, ele sai seguido por seus irmãos, e logo atrás, os policiais.

Ao entrar por trás da casa, que não tinha cerca, e logo, eles vêm Viviane amarrada numa árvore.

Gustavo: (se aproxima dela) Meu amor!

Ele a desamarra, e a enche de beijos e abraços.

Viviane: Meu amor, o que você tá fazendo aqui? É perigoso demais!

Gustavo: Se for preciso, eu morro contigo!

Carlos Eduardo: É melhor saírmos daqui, antes que eles apareçam.

Victor: Vamos logo, os policiais cuidam dos dois.

Os quatro estavam prestes a sair, mas têm uma surpresa não tão boa.

Marcelo: (aparece com a arma apontada) Ora, ora, ora, vocês iam sair sem se despedirem de mim? Por que?

Gustavo: Nos deixe em paz Marcelo!

Aparecem mais policiais e cercam o local.

Carlos Eduardo: Se renda logo de uma vez Marcelo, você não vai se dar bem nessa!

Marcelo: Cadu, eu poderia te dar um tiro agora, e te matar, só que dessa vez de verdade! (ri)

Victor: Deixe a nossa família em paz seu verme!

Marcelo: Ué, dois Gustavos? Agora vai ser mais divertido. Nenhum de vocês saíram com vida, agora que vieram, morrerá a família toda!

Aquilo tudo dura por alguns intermináveis minutos. Os policiais tentavam negociar com Marcelo, mas ele estava irredutível, quando de repente... Ouve-se um tiro.

Continua...

Notas finais
Desfrutem!