Evidências

46 Capítulo 46


Notas iniciais
"Às vezes, no silêncio da noite Eu fico imaginando nós dois Eu fico ali sonhando acordado Juntando o antes, o agora e o depois..." -Caetano Veloso

Ao perceber que estaria sendo sequestrada por Marcelo, Viviane começa a se desperar, e ficar nervosa, sem saber o que poderia acontecer consigo.

Viviane: (batendo no banco da frente, onde ele estava sentado) Me deixa sair Marcelo, eu não quero ir à lugar algum com você!

Marcelo: Calma Vivi querida, é só um passeio, você vai voltar pra casa, agora, só não vou garantir que voltará viva! (solta uma gargalhada)

Viviane: (chorando) Pelo amor de Deus Marcelo...

Marcelo: Ah Vivi, para com essa choradeira, você deu sorte que é com você, mas se quiser, a gente faz uma troca, eu deixo você,e fico com a sua filha.

Viviane: (grita) Deixa a minha filha em paz! Faça o que tiver de fazer comigo, mas deixe-a em paz!

Marcelo: Então é melhor ser boazinha, senão, já sabe.

Viviane engole o choro, ela sabia que teria que ser forte, pois aguentaria menos ainda se Manuela estivesse em seu lugar, com certeza a dor de ver sua filha em perigo seria maior do qualquer coisa que ela poderia passas nas mãos daqueles que a odiavam.

Enquanto isso.

***Apartamento VyG***

Gustavo já estava saindo para o trabalho, quando vê algo que chama sua atenção.

Gustavo: Caramba, Aninha esqueceu o celular, putz...

Ele pega o celular, e guarda em seu bolso, mas não acha nada estranho.

***Cativeiro***

Marcelo chega, puxando Viviane pelos braços, e mesma já estava com a maquiagem borrada de tanto chorar.

Renata: Ora, ora se não é a toda poderosa que está aqui! Veio nos fazer uma visita Viviane?

Viviane: (gritando) Se vocês acham que saíram impunes dessa, estão muito enganados!

Marcelo: Ou, ou, ou, vamos abaixando essa bolinha, porque quem manda somos nós!

Renata: Você tá achando o que, hein sua vadia? (vai até ela, e dá uma bofetada em seu rosto) Isso é pra você entender que agora você é um nada (ri), e também pra me vingar, lembra aquela surra que você me deu? Pois é, eu não me esqueci.

Viviane ainda estava com o rosto virado do tapa que recebeu, quando volta o rosto ao normal, com ódio no olhar.

Viviane: Eu não tenho medo de vocês, eu tenho pena, e essa é a única coisa que vocês são dignos!

Marcelo: Pode até ser que sejamos dignos de pena, mas somos nós que estamos no controle agora! (ri)

Viviane: O que vocês querem pra me deixar ir? Dinheiro? Me diz o valor, eu pago o que quiserem!

Renata: Calma aí Vivizinha, não vamos apressar as coisas. Claro que nós vamos querer seu dinheiro, mas antes, vamos torturar você e sua família primeiro.

Marcelo: Isso aí que a Renata disse. Bom, eu vou amarrar você, pra não ter a possibilidade de você querer fugir, (dizia em quanto amarra a mesma numa cadeira) eu peço que você fique bem quietinha tá, é para seu próprio bem. Eu vou deixar você e Renata conversarem, enquanto faço outras coisas, até mais. (sai)

Renata: (pega uma cadeira, e se senta ao lado dela) Agora somos só você e eu, e eu vou confessar que estava doida por esse dia!

Viviane: Renata... Eu sei que nunca fomos amigas, e nunca seremos, mas eu te peço, me deixe ir, eu prometo que não denuncio vocês, e finjo que nada disso aconteceu. (chorando)

Renata: Por que eu faria isso? Eu não tenho nada a perder mesmo.

Viviane: Pensa nessa criança que está na sua barriga... Nós temos algo em comum, nós carregamos em nosso ventre criaturinhas que dependem de nós...

Renata: (se levanta alterada) Já chega Viviane! Para tentar me convencer a fazer algo que eu não quero! (abaixa o tom de voz) Pra você e pra toda sua família, a sua gravidez é algo especial, mas pra mim não, pra mim essa gravidez não significa nada!

Viviane: As coisas podem mudar se você quiser, eu posso te ajudar!

Renata: Eu já disse que chega! (aperta o pescoço dela) Eu não quero sua ajuda, por mim você e essa criança poderiam morrer, eu ficaria muito feliz!

Ela solta o pescoço de Viviane, e a mesma se põe a tossir em busca de ar.

Renata: É melhor você ficar calada, para o seu próprio bem...

Mais tarde.

Renata havia saído para fazer algo, e dessa vez Marcelo que "cuidaria" de Viviane.

Marcelo: Oi Vivi, voltei! (sorri sínico)

Viviane: (se assusta) Nossa, olha a minha cara de felicidade!

Marcelo: Vai brincando mesmo, você está podendo muito! Trouxe alguma coisa pra você comer.

Viviane: Eu não quero comer nada!

Marcelo: Tem certeza? Aproveita que eu ainda tô bonzinho, na verdade é porque eu preciso de você viva, pelo menos por enquanto.

Viviane: Eu já disse que não quero comer nada! Eu não quero nada que venha de você, será que você não entendeu?

Marcelo: Eu tô tentando ser legal com você, e é assim que você me trata? Você anda muito cheia de marra, e eu vou acabar com isso já já!

Viviane: Eu já disse que não tenho medo de você, e nem das suas ameaças, pra mim você é um frouxo...

Ele interrompe suas palavras dando um tapa em sua cara. A marca da mão dele ficou visível na pele clara dela.

Marcelo: Você me obrigou a fazer isso. Sabe, uma das coisas que eu quero com esse sequestro, é te fazer minha. (sorri)

Viviane: (solta uma gargalhada) Me bata quantas vezes quiser, mas isso nunca vai acontecer, pelo menos não comigo viva!

Marcelo: É melhor você se entregar por bem, se eu te pegar à força vai ser pior. (dizia isso se aproximando)

Viviane: (se preocupa com a aproximação) Sai de perto de mim!

Marcelo: Se você me der um beijo, eu juro que te deixo em paz, pelo menos por enquanto.

Viviane: É melhor você não tentar nada.

Marcelo: Você não está em condições de exigir nada!

Ele desamarra suas pernas, e a coloca de pé numa parte do local que não haveria possibilidade dela fugir, e ainda continuava com as mãos amarradas, ela estava com medo, mas tentava não demonstrar.

Marcelo: É só um beijo, deixa eu sentir o doce sabor da sua boca. (se aproxima mais dela)

Viviane: Por favor Marcelo, tira essa ideia da sua cabeça.

Marcelo: Por acaso eu estou pedindo alguma coisa impossível?

Ao vê-lo tão perto de si, o desespero começa a tomar conta.

Viviane: (tenta o afastar, mas em vão) Sai de perto de mim seu monstro! (gritava em meio as lágrimas)

Sem pena, Marcelo se aproxima seu corpo ao de Viviane com segundas intenções. Seu choro, e suas súplicas por piedade não adiantavam em nada, ele queria cumprir seu capricho de tê

—la em seus braços, mesmo que fosse à força.

Ele começa beijando seu pescoço, e passando a mão em coxa, e a cada toque, ela se sentia mais nojo dele, mas não podia fazer nada, pois estava literalmente de mãos atadas. Após vários beijos em seu ombro e pescoço, ele vai subindo até chegar em sua boca. Ela ainda gritava por socorro, mas era impossível alguém ouvi-la naquele lugar tão deserto, mas ela não estava disposta a permitir que fizesse algo com ela sem seu consentimento, e quando, por fim, ele vai tentar beijar sua boca, ela morde o lábio inferior dele, fazendo sangrar.

Marcelo: (com a mão na boca) Sua estúpida!

Ele, possesso de ódio, a empurra no chão, sem dor nem piedade, e sem se preocupar se ela estava grávida.

Marcelo: Você viu o que você fez?

Viviane: (no chão) Não me arrependo nem um pouco! Isso é pra você aprender a não se meter comigo, se você acha que vai me forçar a algo que eu não quero está muito enganado!

Marcelo: E se você acha que, por causa de uma mordida eu vou desistir de você, aí é você se engana(ri)! Agora fica aí um pouquinho pra pensar no que você fez.

Ele vai até ela, amarra seus pés novamente, e sai.

Viviane: (gritando) Marcelo, não me deixe aqui... (abaixa o tom de voz) Meu Deus, me ajuda...

Noite daquele dia.

***Apartamento VyG***

Gustavo estava sozinho em casa, trabalhando no seu notebook, quando chega Manuela.

Manuela: Oi pai! (beija o seu rosto) Cadê a minha mãe? (olhando no relógio) Ainda não chegou?

Gustavo: Oi filha. (olhando o relógio) Estranho, ela já devia ter chegado.

Manuela: Liga pra ela, pra saber onde ela tá.

Gustavo: Ela esqueceu o celular em casa.

Manuela: Eu vou ligar para o tio Cadu, pra vê se ela já saiu de lá.

***

Gustavo: E aí, o que seu tio disse?

Manuela: Ele disse que não a viu hoje. Será que ela tá na Casa Verde?

Gustavo: Não sei, mas vamos até lá.

E assim is dois fazem.

***Casa Verde***

Gustavo: Boa noite!

Todos: Boa noite!

Bruna: Cadê a Vivi!

Manuela: Pensávamos que ela estivesse aqui, por isso viemos!

Tito: Não, a Vivi não está, já fazem dois dias que não vem aqui!

Angélica: Será que ela não ficou até mais tarde no trabalho?

Manuela: Eu liguei o meu tio Cadu, e ele me disse que não a viu hoje, e estranhou, pois ela sempre fala com ele assim que chega.

Joana: Vocês já ligaram pra ela?

Gustavo: Ela esqueceu o celular em casa.

Alex: Tudo resolveu acontecer ao mesmo tempo!

Aparece na casa o motorista, que chega com o rosto todo roxo de hematomas, e com um dos braços engessados, fazendo com que todos os presentes se assustassem.

Tito: Meu Deus! O que foi isso? Cadê a Minha filha?

Motorista: Patrão (faz cara de dor), hoje pela manhã, quando eu estava indo ao apartamento da dona Viviane, um cara bem apresentado, me abordou, com outros caras com ele, e juntos me deram uma surra, e me deixaram semi morto, se não fosse uma família que ajudou, eu não sei o que seria de mim!

Tito: (irado) Marcelo, desgraçado! A Vivi só pode estar com ele!

Gustavo: E com a Renata também! Eu não respondo por mim se eles fizerem alguma coisa com a Viviane!

Manuela: (chorando) Minha mãe tá correndo perigo!

Joana: Calma gente, eles querem dinheiro, e daqui a pouco devem ligar pra negociar o resgate...

***Cativeiro***

Os dois cochichavam.

Renata: O que aconteceu mais cedo?

Marcelo: Não aconteceu nada. Por que a pergunta?

Renata: Eu não sou idiota Marcelo. Primeiro, eu escuto a louca gritando, e agora você aparece com essa boca machucada, me diz o que houve.

Marcelo: Não é nada que seja da sua conta! (mudando o assunto) Escuta, já revirei a bolsa dela, e nada do celular. Será que ela tá aprontando alguma coisa?

Renata: Vamos descobrir agora.

Os dois se aproximam dela, e Marcelo a coloca de volta na cadeira, pois, desde a hora que ele tentou abusar dela, ela estava ali no chão.

Renata: Cadê seu celular?

Viviane: Não sei. (indiferente)

Marcelo: Como, não sei? Já procurei em toda sua bolsa e não achei, então ele só pode estar com você.

Viviane: Eu não sei onde ele está.

Renata vai até ela e puxa seu cabelo com violência.

Renata: Cadê a merda do seu celular?

Viviane: (com cara de dor) Eu já disse que não sei, ele não está comigo!

Renata solta o cabelo dela bruscamente.

Marcelo: Viviane, eu vou ligar pra ele, e se ele estiver contigo, você vai se arrepender.

Ela faz uma cara, como se não se importasse com nenhuma das suas palavras, e então ele liga.

Marcelo: Está chamando...

***Casa Verde***

A família estava aflita, sem nenhuma notícia de Viviane, quando se escuta o celular dela tocar.

Manuela: É o celular da minha mãe que tá tocando!

Gustavo: (tira o celular do bolso) Número desconhecido?

Gustavo atende o celular, mas rapidamente, Marcelo desliga.

Gustavo: Droga, desligou!

Pedro: Se ele realmente for o Marcelo, e ele estiver com ela, ele vai ligar de novo, vamos aguardar...

Alguns dos presentes ainda tentavam manter a calma, apesar de ser quase impossível.

***Cativeiro***

Marcelo: (guardando seu celular) É, vamos dar um voto de confiança à ela Renata, ela não estava mentindo.

Renata: Pode ser, (olhando para Viviane) mas não se acostuma.

Viviane: Quando é que vocês vão acabar com essa palhaçada hein?

Renata: (rindo) Acabar? Ainda nem começou!

Viviane: Vocês são dois monstros!

Marcelo: Obrigado minha cara (ironiza)! Bom, acho que ja está na hora de nos comunicarmos com a bela família Prisler, não acha Renata.

Renata: Sim, concordo, eles já devem ter notado a ausência dessa aí.

Marcelo: Vamos comer alguma coisa primeiro, depois fazemos isso!

Eles saem rindo da cara de Viviane, que até o momento, segurava o choro, mas desaba assim que eles saem.

***Casa Verde***

Se passaram quase uma hora depois que Marcelo ligara, e essa espera deixava a família agoniada.

Manuela: Ah, eu não aguento mais essa espera!

Tito: Também não, eu preciso ter uma notícia da minha filha, e tem que ser agora!

Nesse momento, o celular de Viviane toca, e novamente, o número desconhecido.

Gustavo: (desesperado) Alô!

Marcelo: Gustavo, meu caro, adivinha quem está falando!

Gustavo: Marcelo, eu sei que é você! Cadê a minha Aninha?

Marcelo: Sua Aninha? Não sabia que ela não estava em casa, liguei pra chamá-la pra jantarmos juntos. (diz irônico)

Gustavo: Deixa de ser sínico Marcelo, eu sei muito bem que você está com ela!

Marcelo: (falando sério)Tudo bem, vou abrir o jogo. A Viviane está comigo sim, e se vocês quiserem ela com vida, é melhor fazerem o que eu mandar! (desliga)

Continua...

Notas finais
Mais um amores, desfrutem!