Everytime We Touch
24 Capítulo 24- Nosso segredo
Notas iniciais
Estou desperdiçando, desperdiçando qualquer momento
Eu quero saborear
Saborear qualquer momento com Você
Estou sofrendo, sangrando, de joelhos
Quem poderá salvar-me?
Sofrendo, sangrando
Salve-me deste poço de fragilidade
Nunca alcançando aonde eu quero chegar
Nunca sendo quem eu quero ser
Culpando-me quando eu caio e falho
Todos os meus sonhos desmoronando
Sob minhas unhas
– Skillet
Tókio,Japan 01:30 am
Ele havia visto sua namorada enlouquecer, seus pais brigarem quando mais novo, um de seus amigos engravidar a melhor amiga, viu famílias sendo destruídas pela corrupção delas mesmas, e além de tudo, viu seu melhor amigo sofrer, ter cada parte do seu coração quebrada.
Naruto sempre ajudava as pessoas, conhecendo-as ou não. Era o gênio dele. Ajudar, ajudar, essa palavrinha que parece tão simples tinha tanto efeito para ele. O loiro tentava dormir, e quando conseguia simplesmente acordava. Aquela madrugada estava sendo tensa.
Fechou os olhos por mais uma vez, se concentrando no dia seguinte que teria, o dia que tudo continuaria tenso, ou talvez pioraria. Minutos depois acordou suado. Ele sabia bem que além da preocupação com a família do amigo, tinha uma outra pessoa que travava seus pensamentos.
Ele ofegava violentamente. A saudade apertava, machucava. Sabia que aquilo só passaria se ele fosse até lá, até ela. Se levantou e vestiu uma roupa qualquer que encontrou no closset, pegou as chaves do carro com a mão direita e saiu rapidamente do apartamento. Aquilo jamais cessaria, se ele não a visse bem.
Seu coração apertava. O sentimento de que algo estava errado o incomodava. Sempre quando sentia isso, era na verdade como um tipo de premonição. Estacionou sua BMW em frente a escola, sentia-se mal só de pensar que foi naquele estacionamento que a amiga rosada caiu e quase morreu. Entrou na escola escondido, não queria que os pais da morena soubessem que ele estava lá.
Naruto era esperto, sabia que qualquer coisa que ele postava no facebook alguém da família da Ex-namorada iria curiar e em seguida informar ao patrono da família Hyuga.
Olhou fixamente a porta de madeira bege e retirou as chaves do bolso, abriu devagar a porta e entrou trancando-a. Estava tudo escuro, ela poderia estar dormindo pois já estava tarde. Só a olharia por uma vez e iria embora.
Naruto estava pouco se lixando se Ino estava lá ou não. Coisa talvez fosse óbvia que não. Ligou a luz e de longe viu a morena jogada sobre a cama. A pele antes alva, agora estava roxa. Marcas de raquete e de cinta estavam sobre a pele que ele tanto amava.
Seus olhos se encheram de águas. Correu até a amada e sentou-se ao lado dela. Tocou o rosto dela com cuidado para não machucar mais. Os olhos perolados foram se abrindo devagar, eles estavam marejados, tristes.
– N-naruto...- disse num tom fraco. O loiro ficou a observando pasmo.- Porque você veio?
A sua resposta fora o silêncio do loiro. Ele não queria se encontrar na mesma situação de Sasuke, não se julgava forte o suficiente assim como o amigo moreno era julgado. Sasuke viu Sakura, chorar, ser marrenta, sorrir, se machucar,e e agora, ele a vê semi-morta. Naruto se julgava praticamente na mesma situação do amigo, entretanto ela não era tão ruim tanto quanto.
Lágrimas começaram a escorrer no rosto bronzeado do loiro. Sua boca entreabria em desespero. Hinata não queria que ele chorasse, não queria que ele sofresse por ela. Queria vê-lo sorrir, não desabar.
– Naruto-kun, não chore.
–Quem fez isso com você? Me diga Hinata. Foi o seu pai não foi?- Os olhos perolados abaixaram-se em milímetros. O olhar baixo da morena fora a resposta para o loiro.
– Não faça nada Naruto-kun.
–Me conte depois que eu cuidar de você.
– O que você vai fazer?
Naruto a pegou cuidadosamente no colo e a levou para o enorme banheiro. A colocou na banheira branca, e retirou os próprios sapatos. Arrancou a camisa ficando somente com a sua bermuda. Entrou na banheira e logo ligou a corrente morna.
Apanhou alguns cremes para pele e os colocou no suporte perto da banheira. Ele cuidadosamente retirou a camisola da morena. Ele riu quando lembrou que ele havia dado aquela camisola para ela quando os mesmos fizeram amor pela primeira vez.
O rosto antes branco, agora também era pincelado por um tom avermelhado. Ela sentiria novamente o toque dele em sua pele. O olhar dele sobre o seu corpo a deixava completamente vívida.
– Arigatô Naruto-kun...
Fora tudo o que eles haviam trocado durante aquela madrugada. Hinata já estava vestida com outra camisola, nas cores azul bebê. Naruto a colocou na cama e cobriu. Sentou-se ao lado dela e olhou em seus olhos.
– Você está melhor agora?
– Claro. Como sabia que eu..?
– Eu não sabia Hinata... Eu apenas senti.
Supostamente, aquelas palavras ditas pelo loiro soou como música para a morena. A voz dele, as palavras, tudo a enfeitiçava. O sentimento não havia morrido, nem adormecido, ele ainda era recíproco.
– Agora eu vou pra casa. Depois eu te ligo e aí você me conta o que aconteceu com seu pai.
– Ta. Tchau Naruto-kun.
– Tchau.
Sentiu sua mão ser agarrada pela mão fina da morena. O toque dela estremeceu seu corpo. Ele realmente sentia falta dela, mais não a diria. Talvez não agora.
– Hinata eu preciso ir.
– Por Favor Naruto-Kun... dorme comigo... Só pele com pele. Não me deixa aqui sozinha de novo. Não de novo.
A voz doce, era carregada de dor. Aquela frase fora interpretada pelo loiro como uma súplica. Aquilo foi o fim do mundo para ele.
Um necessitava do outro.
Deitou-se calmamente ao lado da morena, que o abraçou. Um abraço terno, cheio de desespero pela proteção, carente dele, carente dos dois. Hinata ergueu a cabeça num nível em que fosse possível olhar os olhos azuis do amado. O rosto da morena ficou um pouco rubro, aquele contato visual que ela ansiava, desejava, acontecia naquela hora.
Naruto pousara as mãos sobre o rosto da Hinata, que fechou os olhos com o toque. Seus lábios se encontraram por alguns minutos. Suas bocas pareciam ser o encaixe perfeito uma da outra.
– Me perdoa....por tudo...
– Hinata eu já te perdoei.
– Então vamos voltar?
– Não.
– Mas...
– O sasuke está sofrendo exatamente por isso! Não posso reatar agora.
– Aposto que Sasuke não quer vê-lo sofrer.
– Eu sei. Mais não posso.- O loiro levou seus olhos até o teto. Sentia-se um traidor do amigo.- Não posso dizer todo felizinho que voltei com você, enquanto ele, ele está lá. Trancado naquela merda de hospital cuidando da mulher que ama, que está quase morta.
– Não contemos a ele ainda... Eu te entendo Naruto-kun, mais como quer que eu sobreviva sem você por mais um tempo? Não faça isso comigo Naruto-kun, não. — a morena chorava desolada. Sentiu os beijos do loiro sobre seu pescoço, as mãos bobas dele brincarem cuidadosamente com as coxas grossas dela. Logo O beijo estava na boca, dançando uma sincronia perfeita.
Hinata ergueu as mãos e puxou o loiro pra mais perto de si, no intuito de aprofundar o beijo. Em questão de segundos, estavam totalmente despidos. Naruto desceu os beijos pelos seios e depois percorrendo por todo o tronco da amada. Ele beijava cada parte do seu corpo cuidadosamente, mais ansiosamente.
Começou a sugar a intimidade da amada que gemia alto. Eram somente os dois no quarto com paredes a prova de som, eles poderiam brincar do que quisessem ali. Ele sugava com vontade, com desejo. Os gemidos dela, o provocava de uma maneira devastadoramente excitante.
Subiu novamente os beijos e tornou a capturar sua boca. Ele explorava cada canto da boca pequena da amada que acariciava suas costas com uma mão, e com a outra descia até as suas nádegas.
Parou o beijo e olhou fixamente em seus olhos.
Olhos desejosos.
– Continue Naruto-kun...eu preciso de você...agora...
Naruto deu um sorriso sacana. Ele realmente sentia falta daquilo tudo, do corpo, das noites de amor com a amada, das conversas loucas, de tudo. Penetrou-a com verocidade, era assim que ela sempre gostou. Ela gemia a cada estocada, ela implorava por ele a cada vez que ele aprofundava os movimentos. Depois de minutos assim, ele se deitou ao lado dela, e a olhou nos olhos.
– Eu ainda amo você Hinata.
Foi tudo o que ele conseguiu dizer. Ele não contaria nada para o amigo e muito menos para Itachi, aquele seria o segredo dele. Dela. Aquele seria o segredo deles.
oOo
Los angeles
15:00pm
Dois dias já haviam se passado. Dois dias haviam sido suficientes para o descanso da senhorita Mitsashi. O seu quarto era iluminado pelos raios solares que entravam atrevidos pela janela, tirando qualquer vestígio de escuridão.
Arrumava suas malas calmamente. Ela certamente descobriria tudo. Sua meta era ir até o fim do mundo acabar com as desgraças que estilhaçaram o coração do amado. Pegou uma blusa de dentro do guarda roupas branca, uma blusa grande, com certeza o dobro do seu tamanho normal. A blusa era cinza... O tom que a trazia de volta memórias... Que trazia um perfume da qual ela jamais se esqueceria.
Levou a blusa de encontro com suas narinas e aspirou o ar másculo que a mesma transmitia. Fechava os olhos ao sentir o perfume adorado, ao ter de volta as lembranças da melhor época da vida dela.
O quarto vermelho tinha no meio uma cama em formato de coração. O ar daquele lugar era repleto e cheio de sedução. Era lindo e desejoso. Despertava prazeres sexuais que a morena jamais pensou que um dia teria.
Ela estava de pé com seu sobre tudo negro que encobria seu corpo de qualquer olhar masculino. Admirava os quadros eróticos pendurados nas paredes vermelhas, os desenhos de coração e o lustre aconchegantemente brilhavam como diamante dando uma claridade linda ao local.
Sentiu duas mãos segurarem forte sua cintura fina. Amava aquela sensação. Fechou os olhos ao sentir a respiração do amado em seu pescoço. Devagar ele massageava a cintura da morena, e distribuía beijos calmos em seu pescoço.
– Gaara eu...
– Não..não fala nada...
Tendo dito isto, a morena virou e pulou no colo do ruivo. Entrelaçou suas pernas em volta dele e aprofundou um beijo.
Aquele beijo era feroz, violento. Como de algum predador atacando sua presa. Gaarajogou Tenten na cama e ficou por cima dela. Tenten nem precisou tirar as roupas de Gaara, ele mesmo tirou. Enquanto beijava Tenten, Gaara deslizava as mãos pelas coxas da morena. Queria sentir mais, queria tocar mais. Aqueles panos malditos o atrapalhavam. Gaara arrancou a blusa de Tenten, e a calça ela mesma tirou.
Os dois já estavam desnudos quando prosseguiam com as carícias. Tenten beijava o peitoral definido do ruivo que estava com os olhos fechados de prazer. Chegou na intimidade do moreno e colocou tudo na boca...
Para Gaara aquilo era mais do que prazer. Para Tenten aquilo era mais do que sentir.
Estava tudo perfeito quando...
Rah-rah-ah-ah-ah-ah!
Rama-ramama-ah
GaGa-ooh-la-la!
Want your bad romance – toque do celular de Tenten.Gaara a olhou com cara de desgosto. Como isso podia acontecer na hora do prazer?
– Alô? Sim claro. Pode deixar... Dentro de 72 horas? Okay. Fechado. Obrigada, boa noite.
– Tenten?
– Desculpa Gaara... Era do trabalho... Parece que eu vou ter que publicar logo.
– Entendo... Já está tarde....Vamos dormir.
Tenten não entendia o amado. Ás vezes ele era tão bipolar quanto ela. Ele estava querendo uma noite quente, queria tanto quanto ela queria. Mais se algo os interrompesse, ele cessaria, e diria que precisava dormir. Ela amava até as birras do ruivo.
– Okay, eu vou me vestir... Gaara onde você jogou minha blusa?
– Sei lá, por aí...
Tenten levantou para procurar onde estava à blusa, ela só dormiria desnuda se algo tivesse acontecido. Ela queria mais, só não insistiria pra não deixar o ruivo bravo, ou porque tinha medo de que ele pensasse que ela estava desesperada por uma relação amorosa.
– Gaara... Você conseguiu jogar minhas roupas na banheira...
– Nossa, eu acho que eu to muito bom de mira.
– Gaara! Agora minhas roupas estão molhadas.
– Pega. – Lançou sua blusa cinza para a morena que agora estava vestida somente com as peças intimas, que por sorte não caíram na banheira espumada.
– Valeu...
– Vem Tenten... Deite-se aqui comigo...
Os olhos do ruivo estavam marejados. Ela entendeu que ele odiava a solidão, mais ele achava que ela deveria fazer parte do seu ser.
Tenten andou devagar até o ruivo. Ele havia a envolvido com os braços.
– Está tudo bem?
– Sim... Cuidado com a minha blusa. Cuide dela.
– Nosso quanto amor por uma blusa – a morena ironizou o máximo que pode.
– Eu sempre gostei dela. Ultimamente eu tenho gostado muito do cinza.
– Agora que você falou eu percebi. Você tem usado em todos os seus looks a cor cinza. Só não entendo o porquê?
– Cinza agora é a cor que define minha vida Tenten... Por isso, cuide dela.
– Eu cuidarei Gaara...
Dobrou a blusa com cuidado e a depositou na mala. Agora sim a mala estava perfeita para uma viagem. Levantou-se, pegou as malas, e se dirigiu até o aeroporto de L.A.
oOo
Taiuya havia descansado depois de limpar a parte interna da igreja onde o pai ajudava o pastor. O trabalho foi duro, pois a parte de dentro ninguém se atrevia a limpar de tanta sujeira que continha.
Jogou-se na cama e logo seus olhos se encheram de águas. Talvez o peso da culpa a torturasse por mais que a mesma não demonstrasse. Não tinha ideia do que fazer para que aquela culpa da traição a deixasse.
Por noites ela sonhava com Ino dizendo que ela não prestava que teria troco. Taiuya quando era amiga da loira, ela costumava escutar junto com a loira as músicas do Luan Santana. E como uma das músicas dele mesmo diz: As lembranças vão na mala pra te atormentar, ela realmente fazia jus.
Parte sua queria ver Ino se ferrando também. Não fora somente ela que aprontou mais Ino também. Ino também tinha que pagar. Mais como a vida não estava fácil pra ninguém, talvez não pudesse exigir justiça.
Entrou no banheiro que ficava dentro do quarto e se posicionou debaixo do chuveiro. A água quente escorria pelo seu corpo, levando consigo as lágrima de culpa da ruiva.
Taiuya chorando abafado encostou-se à parede e deslizou até o chão. O choro desesperado aumentava a cada segundo. Abraçou os braços cobrindo os seios e continuou chorando.
Coração apertado.
– God, eu sei que nunca rezei... Talvez eu nem mereça chorar assim. Mais por favor... Tira isso de mim. Tira essa culpa que me consome. Não deixa a gente morrer... Não deixa a Ino vencer... Eu to te implorando... Ajude a Sakura. E me perdoe por isso. — Taiuya abriu o ralo do banheiro, e tirou de lá um estilete. — Me perdoa God... — Taiuya cortou os braços. Agora eles ardiam. Continuou sentada no chão do Box. Sua vista estava ficando turva, ela se sentia tonta... Estava perdendo sangue. Talvez a vida.
oOo
Tokio,japan
4:30am
Hospital principal de Tókio
O hospital como sempre era silencioso. Talvez silencioso demais. As enfermeiras comemoravam o noivado de uma amiga, sem gritos ou badernas. Sasuke viu o pedido. Viu a comemoração. E ainda sim achava que aquilo tudo fazia mal a ele.
Seu desejo era se casar com Sakura. Fazê-la sorrir. Mais uma vez culpou-se por ter agido como um idiota xingando ela quando soube que ela havia traído sua melhor amiga com o namorado.
Suas mãos apertavam a pequena caixinha no bolso do jaleco branco. Ele observava tudo. Seu coração estava ferido. Sentou-se em um dos bancos e pegou uma xícara de café forte sem açúcar e bebericou um pouco.
Uma enfermeira chegou perto do moreno e sentou-se ao seu lado.
– Doutor Uchiha?
– O que deseja Yumia?
– Que seja feliz... Chorar por ela agora não adianta.
– Do que você está falando?
– Da garota do 301.
– Yumia. Não diga coisas que não fazem sentido. Eu nunca disse nada a respeito.
– Não precisa. Toda vez que passo em frente ao quarto dela, eu vejo como você a olha. Seja sincero consigo mesmo. Ela não tem mais jeito, desista dela.
– Cala a boca. Eu não vou deixar a Sakura, Não agora.
–Mais ela está morrendo!
– Então morrerei junto.
Sasuke se levantou deixando para trás um enfermeira pasma. Então Yumia dizia mentalmente :
–'' Então é assim que o amor funciona? Você simplesmente tem que sofrer pelas pessoas? Desculpa doutor, mais eu cheguei primeiro, e não vou deixar uma inválida tirar você de mim''
oOo
As paredes estavam sujas de sangue, era sangue pra todo lado. Os olhos negros de Mikoto estavam carregados pelo medo. Ela corria por um corredor ensanguentado, quando deslizou e caiu se sujando de sangue.
Mikoto arregalava os olhos assustada e olhava para as mãos encobertas pelo sangue escarlate. Levantou a cabeça quando ouviu alguns passos se aproximando.
O cabelo encobria metade do rosto da pessoa que segurava um machado nas mãos. O sorriso era meigo, mais assustador.
Aos poucos a pessoa ia sendo iluminada tendo a posibilidade de ser vista pela morena mais velha.
– S-sakura?
– Eu vou te matar...
A rosada correu em direção da morena. Levantou o machado e golpeou forte. Mikoto sentiu as gotas de Sangue voarem em seu rosto. E quando abriu os olhos não estava morta. Havia outra Garota, uma garota de capuz havia entrado em sua frente e foi golpeada na cintura, esparramando seu sangue pelos cantos.
Mikoto se atreveu e retirar o capuz da Garota.
– An? Não pode ser... Sakura também?
A garota de capuz era Sakura. Uma Sakura machucada, que se machucava pelos outros.
– Você me matou tia miki..Porque fez isso?
– Eu não te matei....
– Estou morta agora...e a culpa não é das estrelas...a culpa é sua...sua e do tio fugaku.
– Agora morra- a Outra Sakura, a que estava com o machado decepou a cabeça de mikoto, deixando tudo negro novamente.
– AH!
– O que foi Mikoto?
– Eu tive um pesadelo amor...- Mikoto começou a chorar nos braços de Fugaku.- Sakura está morrendo...nós a matamos...
– Sakura não está morrendo...
– Ela está... e deve ser por isso que Sasuke está virado no hospital...
– Se acalme. Perguntarei a Itachi. Se for verdade iremos até lá.
– A culpa é nossa...
– Vem aqui amor...
Fugaku deitou Mikoto ainda mais próxima dele. Mikoto não queria mais sonhar aquilo. Era o mesmo sonho todas as tardes desde que a briga entre Sasuke, Itachi e Fugaku havia acontecido. Desde o dia em que deveria ter defendido a rosada, mais não defendeu.
oOo
Tókio,japan
10 horas depois
Itachi estava deitado ao lado de Konan. Supostamente ele não gostava dela como mulher pra casar. Mais se fez um filho, ela mais que dever dele assumir. Talvez com o tempo ele passase a amar Konan de outro jeito.
Olhou para os lados na cama e não a encontrou. Se vestiu e foi até a cozinha do apartamento da mulher. Depois do encontro no restaurante, ele havia ido até o apartamento dela, mal entraram e já estavam totalmente despidos.
Encontrou Konan sentada olhando a tela do notbook, queria saber o que ela estava vendo. Chegou de fininho e a abraçou por trás. Eal lia artigos sobre bebês.
– Bebês?
– Sim, eu vou ter um lembra?
– A claro. Konan eu tenho que ir agora...
– Não está esquecendo de nada?
– Não...acho que não...
– Itachi, o matrimônio.
– A é. Depois a gente vê...mais já que você quer né...Quer casar comigo?
– Claro.
– Então fechou, põe que você está noiva no facebook, depois a gente resolve. Tchau.
Itachi saiu do apartamente sem ao menos dar um beijo na futura esposa, na mãe do seu filho. Konan fez uma cara emburrada com a atitude do moreno. Agora ela teria que aguentar aquilo por toda a vida.
Mal chegou em casa e seu pai já foi lhe convidando para sentar no sofá. O assunto parecia sério dessa vez. Ino estava sentada ao lado de Mikoto que estava com os olhos inchados pelo choro.
– O que aconteceu?
– Mikoto teve um sonho..
– E daí?
– E nesse sonho filho, a Sakura estava morta, e nos culpava da morte... Me diga, aconteceu algo com ela?
– Quer mesmo saber?
– Sim queremos...
– Sakura está em coma. Por isso Sasuke não quer sair do Hospital. Ela está definhando....
– Fugaku..- Mikoto começou a chorar loucamente.- A culpa é nossa fugaku, é nossa!
– Pare Mikoto!- Fugaku tentava acalmar a esposa.. Ino tinha as mãos sobre a barriga que doía.
– Não pode ser... Itachi me diz que isso é mentira...
– É verdade Ino. Acredite você ou não.
Itachi se retirou da sala e foi até o seu aposento. Não queria lembrar do que havia acontecido. Não queria ter de volta a imagem do semblante triste do irmão caçula, o qual jurara proteger.
– Parece que eu não sou capaz de te proteger maninho...
oOo
Depois de Mikoto dormir, e Fugaku deitar ao lado da esposa, Ino foi para o quarto antes pertencente a rosada. Ela estava assustada.
– Não era pra ela morrer de verdade. Eu só queria que ela sofresse, que ela pagasse o que ela me fez droga!
Sentou-se na cama e colocou as mãos na cabeça em um ato desesperado.
– Pensa Ino pensa! Já sei...
Entrou de fininho no quarto de Sasuke, e pegou o tablet do moreno. Lá tinha muitos registros e endereços.
Pegou um papel e uma caneta e copiou o endereço.
: Rua. Anjos del rey n*1019 . Apto no 17 andar.
Colocou as coisas de volta no lugar e saiu de casa. Pegou um táxi e deu partida.
– Eu não vou me ferrar! Eu não vou...
oOo
Hospital central de Tókio
Seis horas depois
Mikoto chegou no hospital junto com Fugaku seu esposo. A morena ainda estava desesperada com a situação.
– Meu filho?
– Senhora, ele está no quarto 301. Ele não quer que ninguém vá lá.
– Quem está lá com ele?
– A paciente Sakura-chan senhor Fugaku...
– Amor vamos?
– Iremos até lá, e não tente nos barrar.
O casal subiu até o 301, abriu a porta devagar, eles ouviam os gemidos do filho mais novo que olhava para um caixinha de veludo preta.
– Sakura... Abre os olhos...Por favor... Fala comigo... Me xinga, me bate...mais não me deixa...
Sasuke repousou a caixinha de veludo negro em cima da mesinha ao lado da cama da rosada. As lágrimas caiam fervorosamente.
– Eu quero te fazer feliz...você não pode me deixar agora...Sakura...
– Rum..
Sasuke virou bruscamente a cabeça na direção do ser que entrou ali sem sua autorização.
– Pai? Mãe? O que estão fazendo aqui?
Your arms are my castle, you heart is my sky — Seus braços são meucastelo, seu coração é meu céu.
They wipe away tears that I cry-Eles afastam as lágrimas que eu choro.
The good and the bad times, we've been through them all-Os bons e os maus momentos, nós já passamos por todos eles.
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