Everytime We Touch
22 Capítulo 22 - Gaara
Notas iniciais
Haviam se passado dias naquele hospital. Dias dos quais eram proibidas visitas no quarto 301. Gaara imaginava como estava a amiga, o que sentiria quando chegasse perto dela ? Medo? Pavor? Sairia correndo? Culpar-se-ia por tudo aquilo?
Sabia que se contasse a verdade a Sasuke, mesmo sabendo que o irmão mais velho do próprio, havia contado outra história, havia escondido a verdade com medo de deixar o irmão ainda mais machucado.
Era mais uma noite silenciosa naquele maldito hospital, do qual não podia fazer nada além de se trancar em seus pensamentos.
A cada vez que olhava, via Itachi se remoendo, tentando esconder a dor, mais ele era um péssimo ator. Naruto não sabia o que fazer o medo e a tristeza eram óbvias em sua face.
O loiro sentia falta da antiga namorada, quando ele a viu, seus olhos brilharam como fogo. Talvez esse amor que Naruto sentisse pela Hinata fosse puro. Tão puro quanto o que o mesmo sentia pela Ino.
A loira que dominou seus pensamentos, que encheu seu coração de alegria e de esperança num futuro talvez próximo.
Ela sempre fora dona de seus pensamentos. Mesmo depois de ter cometido tanta abominação.
Seu olhar era vago sobre um ponto no tapete vermelho da sala de espera. Seu pensamento era distante. Um sorriso fraco se formou em seus lábios quando o mesmo recordou sua infância, ao lado da amiga e da suposta amada. O dia em que ele conhecera Ino, o dia em que seu olhar se cruzou com o dela, o dia em que seu coração começara a bater de um jeito diferente.
O pátio colorido da nationalelite schoolfor children ofLosAngeles, colorido por várias cores que se podiam ir além do arco-íris. Um lugar perfeito para crianças aprenderem e crescerem.
Os uniformes comportados nas cores rosa e azul enfeitavam o corpo miúdo dos alunos kids que se divertiam. Uns corriam pelo pátio, outros se sentavam nos bancos coloridos e faziam um pequeno lanche, outros estudavam, e alguns apenas conversavam.
Gaara andava bem tranquilo com seu livro de Espanhol básico 2 aberto em suas mãos. O ruivo sempre se considerou apaixonado por espanhol, fazia cursos desde pequeno, interessado no idioma que o mesmo considerava o mais belo das nações.
Sentou-se num banquinho vermelho, que ficava de frente para a biblioteca que possuía a porta desenhada por um mundo em que crianças consideravam ser 'mágico’.
A leitura estava ótima. O barulho das crianças correndo era como um nada para o ruivo. Seus olhos estavam fixos em cada palavra, em cada letra que continha no livro.
Sentiu seus braços serem tocados por mãos finas e macias. Mãos bem branquinhas e com as unhas enfeitadas por francesinhas, com um anel pequenino com o símbolo da Família da moça.
Estava olhando para as mãos da pequena que segurava firmemente os braços brancos dele, se quer a ouvira gritar o seu nome a quilômetros de distancia.
Estava fixo nas mãos. Mal prestava atenção na fala da garota, que consideravelmente era louca em querer segurar o braço de um dos melhores lutadores da escola.
Deslizou os olhos, subindo pelos braços e finalmente chegando ao rosto da garota. Vira aqueles grandes orbes grandes e verdes, que mais pareciam duas enormes esmeraldas, olhos que ele amava olhar, olhos de uma amiga. O pavor no rosto dela era nítido, o desespero tomava conta do seu rosto fino.
– Gaara! Você precisa me ajudar!
– O que foi Saky?
– Tem uma menina, têm meninos, eles querem agarra-la. Eu consegui me soltar por sorte e vim correndo te chamar. — A garotinha de cabelos rosados ofegava por falta de ar — Você tem que ajudar ela.
– Eu nem conheço ela! Vai que é uma maníaca ou coisa do tipo. — O rosto do ruivo era de cinismo, ele adorava provocar a amiga que às vezes podia ser considerada temperamental.
– Gaara! Please!
– Esta bem Saky, eu vou. Me leve até o local.
– Thank You!
A amiga rosada se animara com a boa ação que Gaara iria fazer. Odiava ver pessoas apanhando, odiava ver injustiças em qualquer lugar que fosse.
Entrou num corredor, que dava acesso a sala que havia sido abandonada. Motivos: Havia ocorrido uma morte lá dentro, uma garotinha havia sofrido de ataque epiléptico e não havia ninguém pra socorrê-la. Em respeito, deixaram a sala lá sozinha. Todo o final de mês, uma sala entrava lá e levava flores, e rezavam em seu favor, para que sua alma descansasse em paz para sempre. Era quase como um ritual feito pela escola. Depois disto, dobraram os cuidados com pessoas doentes, para que não voltasse a acontecer algo do tipo novamente.
A sala estava fechada, mais havia uma abertura pela janela que também ficava trancada, mais como naquela manhã, o ritual havia sido cumprido por uma das salas do segundo ano, esqueceram a janela entreaberta.
– Esta vendo, olha pela abertura da janela, e entra por ela mesma.
– Como você conseguiu fugir? A abertura é bem pequena.
– Eles não podem fazer nada disso comigo, esqueceu quem são meus pais?
– Ah claro. Eles ficaram com medo e deixaram você ir.
– obviamente. Agora vai lá, e salva a garotinha.
Gaara depois de olhar firme nos olhos da amiga rosada entrou pela janela mesmo. Os meninos que aparentemente 10 anos nem notaram sua presença, estavam ocupados com a garota.
Eles passavam as mãos pela mesma, e a tentavam beijar, mais a mesma não deixavam.
– Se você não me der um beijo, eu faço da sua vida um inferno.
Um dos garotos ameaçou a garotinha que chorava.
– E ainda te bato, e você, não vai contar nada pra ninguém entendeu?
A garota soluçava de chorar. Como naquela época podiam existir crianças assim tão más? Ah, claro. Uma parte que ninguém conhecia de Los Angeles.
– E se você não deixar a garota em paz, eu acabo com vocês.
O som da voz cortante de Gaara ecoou por toda a sala. Os garotos se viraram olhando quem era o tal que se atrevia a cometer tal ato.
– Quem você pensa que é ruivinho? — O mais alto falou.
– Eu? Gaara Sabaku, e você? Você se acha no direito de chegar assim numa sala de respeito, com uma garotinha de respeito e fazer o que quiser fazer? Me polpe.
– Sua opinião pra mim não vale nada. A vida é minha e eu faço dela o que eu quiser.
– E se você amar mesmo a sua vida, saia desta sala, e nunca mais provoque garotinha nenhuma entendeu?
– Como se você pudesse fazer alguma coisa.
– É eu posso. Mais não vou descer o meu nível a tal patamar. Dou-te três segundos pra vocês todos vazarem dessa sala e deixarem as meninas em paz, caso contrário, o coro vai comer.
O tom de voz ameaçador. O tom de voz de um lutador. O olhar desafiador adquirido nas aulas de artes marciais da própria escola. Já estava assustadoramente posicionado em modo de combate.
Ouvira os cochichos dentre os próprios meninos.
– Hey Jhony, esse não é o lutador kid da escola? Que representava a turma da tarde e agora veio pra manhã?
– Sei lá cara, se for pegar os traços que nos passaram é ele mesmo.
– O que devemos fazer?
– Não sabemos lutar nem nada, o jeito é sair daqui.
Uma voz feminina interrompeu os cochichos dos meninos. Seus olhos também eram desafiadores.
– Sim, é ele mesmo! Estamos na mesma classe, ou ranking de luta. Se quiserem lutar, será contra mim e Gaara, seria injusto ele sozinho contra cinco.
Sakura era realmente corajosa. Não tinha medo de falar o que pensava, possivelmente escolhia bem às palavras antes de usa-las.
– Sairemos daqui por que queremos, não porque vocês mandaram.
– Demorou muito pra sair daqui.
Gaara via Sakura como sua amiga, meiga e comportada, esforça e sorridente, mais fora o lado abusado, também tinha seu lado amargo, o lado que somente ele conhecia até pouco tempo.
Os garotos saíram da sala tentando manter seu orgulho em pé. Mais ele havia caído, era uma pena. Assim que saíram Sakura e Gaara riram da cara de pavor do quinteto.
A garotinha ainda estava encolhida no chão, com os olhos repletos por lágrimas. Sakura se abaixou ao lado dela e acariciou o seu cabelo. Esse era um dos motivos dentre os quais Gaara havia escolhido ser amigo da Rosada.
– Está tudo bem agora...
Abaixou-se a frente da garotinha encolhida no canto. Seus cabelos eram loiros quase platinados, ele odiava loiro.
– Qual o seu nome, o meu é Gaara Sabaku, das Agências de auto Sabaku. E você?
A Loira ergueu o rosto devagar até a altura do pescoço do ruivo e proferiu:
– Ino Yamanaka, Das floriculturas Yamanaka.
Por fim seus olhos se encontraram. Eram tão azuis quanto os céus, simplesmente cativantes. Dali pra frente ele sabia, ele sentia, que não seria somente amizade com a Yamanaka.
A primeira vez em que olhara fundo nos olhos azuis da loira foi tão mágica. Um olhar doce e inocente que o envolveu na dimensão do amor.
E havia sido por culpa de sua melhor amiga que ele havia conhecido a mulher que ele ainda ama.
Sentia-se um monstro por amar alguém como a Ino.
Depois que Sakura havia ido embora de Los Angeles para Tóquio, sua vida ficara ainda mais obscura. Seus pais nunca estavam presentes. Sua irmã, Temari morava na florida, motivo que o mesmo desconhecia. Kankurou vivia grudado com os avós que moravam em Londres.
Solitária
Sua vida era cheia de cor com sua Ex-namorada e sua melhor amiga, até dar confusão por causa de prazer.
Meses depois que Sakura havia ido embora. Gaara estava na Saraiva, decidiu trabalhar pra biblioteca, considerava bem melhor do que trabalhar para os pais.
Ele enfileirava alguns livros de romance e traição. Aparentemente só havia ele na biblioteca, àquela hora esvaziava tudo.
Segurava uma pilha com sete livros nas mãos, livros que deveria ir para um determinado corredor. Seus olhos já estavam submersos pelas lágrimas, lágrimas que tragavam dentro do seu peito todo o acontecimento com os melhores amigos e sua ex-namorada.
Passando de uma fileira para a outra, esbarrou-se em alguém. Não tinha ideia de quem era, até porque, àquela hora a biblioteca estava repleta por livros e sua companhia vazia.
Ele havia derrubado os livros acima da cabeça da moça de cabelos castanhos. Um livro havia batido forte em sua cabeça. Ele havia caído por cima dela, não vira a cor dos seus olhos, pois os mesmo estavam fechados pela dor do baque do livro.
– Eu... Morri?
Achou àquela frase simplesmente estúpida, ela só caiu e foi atingida com um livro, que força um livro teria para matar alguém assim? “Só no Harry Potter mesmo, a murta que geme ‘‘ Pensou o ruivo”.
– Não, você está viva. Pode abrir os olhos. — A moça abriu os olhos, e o mesmo notou que ela tinha belos olhos na cor de chocolate. — Venha, eu te ajudo a levantar.
Saiu de cima da morena e estendeu a mão para a mesma que ficou parada o fitando. Estendeu mais uma vez, e dessa vez a mesma aceitou a ajuda. Quando a morena fora levantar sentira uma pontada em sua testa que estava vermelha por causa do livro.
– Ai...
– Vem, senta aqui. Eu vou buscar gelo.
A morena se sentou e ficou parada, observando bem o chão coberto pelo carpete felpudo de cor preta. Gaara chegou com uma bandeja, que tinha sobre si um saco de gelo, e uma xícara de chá. Entregou o gelo para a morena que sem excitar colocou sobre a parte dolorida.
– Me desculpe, eu realmente não havia te visto.
– Não se desculpe.
– Gaara Sabaku. Como se chama?
– Tenten Mitsashi. É um prazer.
– O prazer é meu.
Depois desse discurso formal, os dois ficaram em silêncio, até a morena quebra-lo.
– Você está chorando? Aconteceu alguma coisa?
– Não. Nada não. Coisa minha mesmo.
– Hm, não sei não viu. Você não me engana, o que aconteceu?
– Senhorita, me perdoe, mas, eu não tenho a mínima vontade de te falar.
– Ah, claro. Você não me conhece. — O rosto da morena Ruborizou. — Desculpa minha atitude, mais é que eu sou jornalista, e costumo ser assim, me perdoe.
– Tudo bem. Beba o chá, está frio lá fora.
– Eu não quero, obrigada.
– Beba o chá moça!
– Ai tudo bem! — Bebericou um pouco do chá de ervas que o ruivo a havia dado.
Gaara tinha o olhar distante, seu rosto havia ruborizado. Ele como pessoa normal, notou que a morena era realmente bonita, era alta, com o corpo bem definido, e seus cabelos chocolates eram medianos, não era extravagante e isso ele admirava em qualquer pessoa.
– O que foi?
– Nada. Eu preciso fechar a biblioteca.
– Claro. — Apanhou a bolsa e segui em direção a Gaara, que fechava os portões da Grande livraria Saraiva. A morena o observava demais.
Caminhavam juntos até o ponto de táxi.
– Se quiser eu te levo em casa Gaara, eu estou de carro.
– Não, não precisa se incomodar.
– É o mínimo que eu posso fazer depois de ter entrado ali, e ter xeretado uma parte da sua vida. Eu insisto.
– Tudo bem.
Entraram no carro que era conduzido pela Mitsashi.
– Faz tempo que trabalha ali?
– Alguns meses.
Foi tudo o que trocaram no caminho. O caminho que a cada esquina virada o vento ficava mais violento, Gotas fortes de chuvas já estavam caindo, molhando o vidro do Mustang Verde Musgo da morena.
– Gaara, a minha casa é mais perto, não quer ir pra lá? Está chovendo muito. Você pode pegar um resfriado.
– Ta bom.
Chegando na casa da morena, os sapatos foram retirados e a mesma ofereceu uma toalha para o ruivo, que secou os cabelos molhados.
Sentado no sofá, a morena chega com algumas mudas de roupas para ele.
– Você não vai me fazer vestir roupa de mulher vai?
– Ah eu vou sim Gaara! Para de frescura e veste! — A morena disse rindo. Ela era divertida, ele gostava disso, estava gostando da companhia dela.
Depois de se vestir, sentou-se com ela no chão da sala de estar, que era coberto por um tapete branco arredondado. Eles riam e bebiam cerveja, coisa que ele mais amava.
Por segundos Seu olhar tornou-se vago. A bebida já fazia efeito em Gaara que não sabia beber.
– O que foi Gaara?
– Lembrei-me de uma amiga, eu costumava fazer isso com ela. Sentar assim e conversar, rir.
– E onde ela está agora?
– Tóquio.
– Ela era só amiga?
– Era eu tinha uma namorada loira, aquela vagabunda.
– Hm, o que ela fez é o motivo dessa sua tristeza não é ?
– Talvez, tenha sido um erro me envolver com ela.
– Nem todas as mulheres são assim, não é fácil eu imagino. Mais você não pode se abater. Gaara seja forte.
Gaara olhou fundo nos olhos da morena, e sem pensar em mais nada, e puxou para si e a tomou. A morena nada boba deixou a situação ser levada pela emoção, pela eletricidade que percorria seu corpo.
Gaara queria não ter noção do que faria naquela noite, mais ele tinha consciência, não estava completamente bêbado. Talvez aquela mulher pudesse apagar aquelas dores sufocante em seu peito.
Depois de ter dormido com a morena, Olhou para o lado e viu que ela dormia, com um sorriso no rosto. Ela estava recostada em seu peito o abraçando.
Por lados, aquilo o confortava muito. Mais por outro aquilo o torturava. Sexo sem compromisso, usar aquela pobre mulher pra tentar afastar suas dores não era certo, ele sabia.
Depois daquela noite, Mitsashi e ele viviam se encontrando, saindo e até dormindo juntos. Gaara percebeu o que ela queria, queria coisa séria, a mesma o havia dito. Dito que o amava que faria tudo por ele.
As mesmas palavras ditas por Ino. Mitsashi sabia da história, do que havia acontecido. Ela daria um tempo a Gaara, para ele pensar em tudo, como deveria ser mais era uma missão impossível. Toda vez que eles se viam, eles se pegavam.
Gaara sabia que machucaria a morena, sabia que a mesma sofreria por ele, então tomou uma decisão.
Conheceu Naruto e foi embora com ele para Tóquio, resolveria tudo o que tinha pra resolver e não voltaria, ficaria por lá, Hokkaido talvez, Osaka quem sabe, queria afastar tudo aquilo.
Pensava em como seria seu olhar, quando visse a melhor amiga, sabendo que havia dormido com uma mulher pensando na mesma? O que seria aquilo?
Como encararia Ino? Sabendo que o mesmo havia feito besteira. Ele se considerava sujo, por dormir com alguém que não fosse a Ino, que fora a primeira de toda a sua vida, e pior, dormir com outra pensando na melhor amiga.
Aquilo era abominável. Havia abandonado a morena sem deixar pistas de onde havia ido. Ele sabia, que de um jeito ou de outro, ele a machucaria, ela o perseguiria, o encontraria e sabe-se lá o que aconteceria depois.
oOo
Os seus olhos deixaram de fitar o chão branco coberto pelo tapete vermelho do hospital. Já estava em casa. O cheiro de medicamento, cheiro de doença já não estava mais em suas narinas. Naruto e Itachi voltariam pra casa somente para tomar banho e comer, e em seguida, iriam novamente para o hospital.
Estava deitado em sua cama, fitando o teto branco do quarto de hóspedes do apartamento de Naruto.
Seus olhos verdes claríssimos novamente estavam cobertos pelas lágrimas. Imaginava a amiga deitada naquela cama de hospital, ainda não a havia visto, as visitas ainda estavam proibidas.
Imaginava o que diria a Ino quando a encontrasse. Imaginava o que faria quando cruzasse com os olhos perseguidores da Mitsashi.
Sua vida estava virada de cabeça pra baixo. Seu mundo estava desabando, talvez nem tanto como o da amiga Sakura, mais estava de um jeito que nunca havia imaginado.
Por momentos desejou a morte. Desejou nunca ter passado por aquilo.
– Queria nunca ter cruzado o meu olhar com o seu Ino, e então, não me apaixonado.
A sua voz estava repleta de dor. Seus olhos carregados de amargura. Até quando aquela tristeza o submergiria?
– Queria nunca ter te conhecido Sakura, assim evitaria tudo isso.
Ele estava a ponto de jogar tudo para o alto, de largar tudo. Não sabia o porquê ainda não o havia feito. Talvez se ele voltasse para Los Angeles a Mitsashi ainda estaria lá, e pudesse recomeçar sua vida, da maneira que muitos julgariam correta.
Estava tudo desabando. Desabando em sua frente. E o mesmo não podia fazer absolutamente nada. Era covarde demais pra enfrentar tais coisas.
Covarde
Medroso
Lixo
Era assim que o mesmo se denominava.
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