Notas iniciais
Este capítulo é apenas o decorrer da história, sem muita ação, mas o proximo... Nada de Spoiler, né! Espero que gostem.

– Então Sam você está me dizendo que Miguel, aquele cretino, falou com a menina quando ela tinha sete anos, e ainda com amor?

–Exato Dean. E esse também não é um caso normal. O símbolo que tem no colar dela, eu nunca vi na vida.

– Tem certeza que essa garota não caiu do berço quando era pequena?

– Não, Dean — bufou para o irmão mais velho. — Vamos falar com Bob, ou Cas...?

– Vamos pra casa do Bob, ele deve saber de alguma coisa sobre isso. Pede pra ela arrumar suas coisas, partimos amanhã cedo.

–**-

Valentine não dormiu desde quando Sam a avisou que sairiam cedo na,manhã seguinte. No passar da madrugada tentou taxar um perfil para os irmãos Winchester. Sam parecia ser mais sensível, o coração da dubla, e Dean o irmão cabeça, mas havia algo nele que a incomodava não de maneira negativa, ele tinha nos olhos marcas de sofrimentos, toda sua postura indicava a maneira de como a vida o maltratou. E eram eles, ela tinha certeza, as duas pessoas que a ajudaria.

Levantou meia hora antes do combinado, juntou seus restos de roupa, lavou o rosto e prendeu os cabelos curtos. Olhou-se no espelho e então a ficha caiu. O grito da sua irmã chamando sua mãe, que estava estirada no chão, enquanto seu pai fracassava ao tentar lutar com dois homens de olhos negros que pareciam se divertir, gargalhando das tentativas de seus ataques, ate que se cansaram e o esfaqueou com a faca que ele lutava, sua irmã continuava gritando, e eles irritados torceram o pescoço dela sem nem ao menos toca-la. Valentine estava parada no meio de tudo aquilo, mas eles não a viam, mas ela viu tudo e sentiu a morte misturada com um cheiro podre, e por misericórdia, desmaiou.

Foi ai que as lágrimas votaram e se misturou com seus gritos de desespero, se joelhou como se estivesse sido atingida no estômago, era como se houvesse um buraco dentro de seu peito, e sentiu la de novo, podia até ouvir os gritos. Não viu Sam entrar, mas quando ela olhou para o lado ele estava lá, com os braços estendidos ao redor dos ombros dela, ela apoiou a cabeça no peito dele, chorando ali mesmo, enquanto soluçava palavras se sentido.

– Você não podia te- los salvado, não é sua culpa.

Ela foi voltando ao normal aos poucos, ela a ajudou a se reerguer, limpou suas lágrimas com os dedos calejados, passou o braço em torno do ombro dela, apanharam as coisas e saíram. Dean esperava impaciente do lado de fora do impala, mas Sam mandou um olhar reprovador quando ele estava prestes a abrir a boca. Entraram e partiram.

– Então... — Dean começou — nosso amigo Bob com certeza vai ajudar a nós entendermos tudo o que está acontecendo aqui. Mas a única coisa, qual o interesse que Miguel tem em você.

–Eu também gostaria. Mesmo.

***

Enquanto dirigia Dean pensava no que estava se passando ali, não era um caso qualquer isso era fato, a garota sair sem um arranhão após um ataque de demônios mesmo estando no lugar, e ainda tinha aquela história com o arcanjo Miguel, sendo todo meigo com ela quando era criança, entregando a ela um colar com um símbolo que nunca havia visto em toda sua vida de caçador, e por ultimo refletiu sobre o irmão, Sam estava diferente desde que aquela garota chegou. Tudo bem que ela era bem atraente, mas ele a estava protegendo como nunca protegeu ninguém além de Dean. Mas em Valentine o deixava intrigado, e ele não havia decidido se era bom ou mal.

Não demoraram a chegar à casa do Bob, na mesma tarde apareceram lá, sem nem ligar antes. A porta estava aberta, entraram e esperaram na sala.

– Bob? Você está ai? — Sam gritou. Ele apareceu.

– Sam? Dean? O que fazem aqui? E quem seria essa garota?

– Longa historia Bob...

Ele ouviu tudo que aconteceu atentamente, com as sobrancelhas serradas. Quando todos terminaram suas versões, ele ficou um tempo em silêncio, absorvendo tudo.

– Nunca vi nada parecido antes, meninos. Mas se atacaram a família dela é porque a queriam, então alguma coisa em especial ela tem.

– Ok, Bob, fale algo menos obvio. — Dean suspirou, jogando as mãos para cima, cansado de tudo já.

– Idiota, se você me deixasse terminar!- e até Valentine não pode conter um sorriso, era a primeira vez que sorria depois de tudo. — A garota fica no quarto do pânico, até descobrirmos o que está acontecendo.

– Sam, acompanha a Valentine até o quarto — e de soslaio ela pode ver o olhar malicioso dele — Eu vou comprar uns hamburgueses.

Sam se levantou e Valentine o acompanhou seu passo largo. Devia estar sendo um peso nas costas daqueles caras, não havia feito uma tentativa de socializar e depois da maneira que Sam a consolara hoje de manhã a fazia sentir-se mal por tudo, se apressou para ficar ao lado dele.

– É sempre assim, pra você e pro Dean, ajudando pessoas?

– Foi assim com nosso pai, e está sendo assim pra gente, é o negocio da família, entende?

Notas finais
Heeeey leitor lindão, o que está achando? Se expresse!