Everything Can Change All The Time

17 Capítulo17 – Carolina do Sul


– Ei dorminhoca, acorda – ouvi a voz de Edward e senti beijos na minha bochecha, nos meus lábios e no meu pescoço – Temos que ir.

– Mais 20 minutinhos – eu disse sem abrir os olhos.

– Você dorme no caminho, são 11 horas de viagem. Vai ter tempo de sobra – ele disse e me deu um selinho e eu finalmente abri os olhos.

– Bom dia – eu disse me espreguiçando.

– Bom dia linda – ele segurou meu queixo e me deu um beijo, eu podia acordar a minha vida toda assim, com um beijo de Edward. — Levanta e se arruma que já vou arrumar umas coisas lá no trailer, daqui a pouco venho aqui buscar suas coisas – ele disse se levantando da cama. Enquanto ele fazia o caminho até o banheiro eu fiquei admirando suas costas largas e bem trabalhadas, ele ficava sexy demais com aquele short de pijama de seda. Na última noite nós não fizemos nada, ficamos com medo de fazer algum barulho e ter que aturar piadas de Emmette pra sempre. Mas agora que seríamos só nós dois no nosso trailer de novo eu queria continuar descobrindo cada pedacinho do Edward, a cada dia estou mais apaixonada, mas também mais angustiada de ver o tempo passando e nada acontecendo pra que pudéssemos salvá-lo dessa doença.

– Amor levanta – ele apareceu já de volta.

– Ok cabeção – eu disse tirando o lençol de cima de mim e levantando da cama, eu estava usando uma camisolinha bem curtinha e vi os olhos de Edward quase que me devorarem.

– Não gosto quando me chama de cabeção – ele disse segurando a minha mão e me puxando pra ele.

– Não? – eu perguntei passando meus braços ao redor do seu pescoço e ele balançou a cabeça em negativa – Você gosta que te chamo como? – eu mordisquei a pontinha da sua orelha.

– Não provoca – ele disse me apertando ainda mais.

– Então me diz – eu disse fazendo cara de inocente.

– De amor, eu nunca vi você chamando nem o Jacob assim, então eu sempre pensei que era porque você não o amava tanto, e sempre quis que você me amasse o suficiente pra que eu fosse o seu amor – ele disse e as bochechas coraram.

– Você é tão fofo – eu disse beijando cada uma das suas bochechas. – E é o meu amor, eu só chamo você assim, porque é a verdade. – eu disse e o beijei, minha língua pediu passagem e claro que ele concedeu, quem visse de longe nosso beijo diria que aquilo era atentado ao pudor, passei minha língua em seu lábio inferior e o suguei.

– Para de tentar me enlouquecer e vai logo se arrumar – ele disse encerrando nosso beijo com alguns selinhos e se afastou.

...

– Nem acredito que vocês já estão indo – Rose me abraçou chorando – Os bebês vão nascer em West Palm Beach já que minha mãe faz questão que eu vá pra lá pra que ela possa cuidar de nós, espero te ver lá.

– Tenho certeza que a tia Irina vai cuidar muito bem de você e dos netinhos.

– Se cuidem e cuide muito bem da minha prima – Rose disse abraçando Edward, ela não parava de chorar.

– Não liga pras lágrimas, são por causa da gravidez – Emmette sussurrou pra mim enquanto me abraçava. – Hormônios de grávida são uma loucura.

– Eu fiz um bolo de chocolate pra vocês levarem – Tina disse estendendo uma vasilha pra gente.

– Obrigada Tina – eu disse beijando sua bochecha e Edward fez o mesmo em seguida.

– Então vocês estão indo pra Folly Island na Carolina do Sul? – Emmette perguntou.

– Sim, daqui lá são 11 horas de viagem, agora já são 9:30 da manhã, vamos chegar lá a noite – Edward respondeu.

– Então boa viagem cara – Emmette abraçou Edward – Qualquer coisa que precisarem é só ligar.

– Valeu grandão – Edward disse.

– Obrigada por tudo Rose, se não fosse você... – eu disse baixo pra ela.

– Só quero sua felicidade – ela afagou meu rosto – Liguei ontem pra sua mãe, nós vamos lá quando tivermos o resultado eu te ligo.

– Valeu mesmo – eu disse a abraçando de novo.

– Vamos logo amor – Edward estendeu a mão pra mim e eu segurei em sua mão. Entramos no trailer, eu entrei ao lado de Edward no banco do passageiro, ele ligou o GPS o programou e depois passou seu cinto de segurança. Tina, Emmette e Rose ficaram acenando da varanda enquanto íamos nos afastando e eu fiquei pendurada na janela acenando também.

...

Já havia mais de duas horas que estávamos viajando e eu estava caindo de sono.

– Acho que vou dormir um pouco, quando você estiver cansado me chama. – eu disse desafivelando o cinto.

– Pode deixar, daqui a pouco vou parar em um posto pra abastecer também.

– Dirige com cuidado – eu disse beijando sua bochecha. Abri a porta que interligava a cabine de direção com o resto do trailer. Assim que passei pro outro lado me joguei na cama, bem eu acho que agora eu não ia mais dormir no sofá, já que eu não queria mais dormir longe do Edward e ele parecia também não querer dormir longe de mim.

...

Acordei sentindo um cheiro inconfundível de pizza havaiana da Dhominu’s. Abri meus olhos e vi Edward destampando a caixa de pizza.

– Sabia que esse cheirinho ia despertar você – ele deu um sorriso torto.

– Onde estamos e que horas são?

– São 2 horas da tarde, achei que acordaria com fome, estamos em um posto. Na verdade eu também já estava morrendo de fome, vem comer.

– E você pediu a minha favorita? – eu disse me levantando e me aproximando da mesa.

– Claro – ele disse e estendeu a mão pra mim e eu sentei em seu colo.

– Obrigado – eu lhe dei um selinho e ia me levantar, mas ele me segurou.

– Onde você vai?

– Lavar as mãos e meu rosto, devo estar com a cara toda amassada – eu disse e ele me deixou levantar.

– E babada também – ele disse rindo.

– Chato – eu disse entrando no banheiro. Prendi meu cabelo em um coque alto, lavei meu rosto e minhas mãos. Quando sai do banheiro Edward já tinha devorado um pedaço de pizza.

– Senta aqui – ele disse me puxando de novo pro seu colo, não pude deixar de imaginar o que meu pai faria se visse essa cena – Do que está rindo? – Edward perguntou.

– Imaginando a cara do meu pai se me visse sentada no seu colo desse jeito – eu disse rindo.

– Nossa nós mal começamos a namorar e ele ia já estragar a sua festa arrancando fora minhas partes – ele disse rindo.

– Nem pensar que eu ia deixar – eu disse me mexendo um pouco no colo dele.

– Você é uma provocadora anãzinha – ele disse dando uma mordidinha no meu ombro e depois voltou a comer seu pedaço de pizza.

– O que o meu pai te disse? Você falou que até ele sabia que você gostava de mim.

– Disse pra eu não desistir de você, assim como sua mãe não desistiu dele. Que vocês dois tinham uma personalidade bem parecida, e que ele era apaixonado pela sua mãe, mas custou a descobrir que o sentimento era recíproco, que ele não queria forçar nada e tinha medo de levar um fora. Ele disse que sempre soube desde que éramos pequenos que aquele amor de amiguinhos se transformaria em um amor de uma vida inteira.

– Sério que meu pai te disse isso tudo?

– Sim.

– Nossa, não sabia que ele era assim tão sensível pra esses assuntos. Sogrão gente boa o seu – eu disse rindo.

– Gente boa sim, mas eu acho que ele não deixaria você sentar no meu colo e ficar se remexendo assim antes do casamento – Edward disse rindo e depois eu vi que seu olhar ficou triste. Lembrei da conversa que tivemos logo depois que comprei os presentes para os bebês de Rose, e de quanto Edward chorou ao pensar que nunca haveria a possibilidade dele ter construir sua própria família.

– Bem temos que aproveitar que ele não está aqui então – eu disse me remexendo no seu colo e rindo pra ver se eu conseguia distraí-lo dos seus pensamentos escuros. – E hoje a noite eu quero aproveitar muito de você... quer dizer com você meu amor – eu disse beijando sua bochecha.

– Então termina logo de comer essa pizza, e dirige um pouquinho pra eu só tirar um cochilo. – ele pediu com um biquinho.

– Claro – eu disse dando um selinho naquele biquinho lindo.

...

Eu dirige até quase 7 da noite que foi quando Edward acordou e eu de boa vontade deixei ele assumir, meu lugar, às 9 horas da noite depois de uma viagem bem longa Edward estacionou em Folly Island

– Finalmente – eu disse descendo do trailer pra poder dar uma olhada ao redor de onde estávamos.

– O que achou baby? – Edward perguntou me abraçando por trás e beijando meu pescoço.

– Bem... agora a noite não dá pra saber direito, mas parece legal – eu disse olhando o lado da avenida que era cheio de bares, restaurantes e lojas e estava cheio de turistas passeando.

– Parei aqui porque pelo que pesquisei mais próximo a praia não tem muito comércio e movimento, essa é uma das avenidas principais. Amanhã vamos passear, agora eu preciso de um banho e podemos sair pra comer, o que acha?

– Ótima idéia – eu disse e virei meu rosto e lhe dei um beijo – Pode ser comida japonesa?

– O que você quiser – ele me deu mais um beijo – Mas tem uma condição.

– Qual condição? – perguntei desconfiada.

– Tomar banho comigo, antes que você questione, é só banho mesmo, mas claro que podemos dar uns amassos, fiquei com saudades de ficar o dia todo quase que longe, já que ou eu estava dirigindo e você dormindo ou ao contrário. Então topa?

– Pode ser, eu estou adorando essa coisa de amassos debaixo do chuveiro – eu disse o beijando mais uma vez antes de voltarmos pro trailer.

...

Nós já tínhamos passado a água do chuveiro pra fria, tamanho era o calor que fazia dentro daquele boxe apertado, as mãos de Edward estavam explorando meu corpo, e as minhas que estavam menos tímidas também estava tirando suas vantagens.

– Precisamos sair daqui nesse momento... ou eu não respondo mais por mim... e vamos acabar destruindo este banheiro – eu disse ofegante segurando os cabelos da nuca de Edward o afastando um pouco.

– Depois do jantar nós continuamos... de onde paramos – Edward disse também ofegante e desligou o chuveiro.

...

Caminhamos de mãos dadas pela calçada, e aquilo era tão natural entre nós e tão confortável, que mais uma vez pensei porque eu e Edward já não namorávamos há muito tempo.

– Amor eu queria ir em uma boate amanhã – eu disse – Quero dançar um pouco.

– Promete que não vai ficar bêbada?

– Edward – e o fitei indignada, ele olhava pra mim como se eu fosse uma alcoólatra descontrolada, que ia pra esses lugares que ficava tão bêbada que até subia na mesa, quer dizer eu já até fiz isso, mas foram em outras circunstâncias.

– Não está mais aqui quem falou – ele disse e me roubou um beijo – Ali um restaurante japonês, vamos logo que estou morrendo de fome – ele disse já me puxando pra dentro do restaurante.

Estávamos comendo, conversando e tomando saquê. Bendita identidade falsa!

– Do que está rindo amor? – Edward disse colocando um sushi na boca com os palitinhos, caramba até fazendo aquilo ele era sexy.

– De uma piada que Jéssica fazia sobre os japoneses, você lembra que ela uma vez deu uns pegas no Toshio aquele intercambista japonês só pra fazer ciúmes no Mike.

– Sim, me lembro. Não sei como eles ficavam, o inglês do cara era péssimo não dava pra entender nada, e pelo que sei Jéssica não fala nem “oi” em japonês.

– Amor não seja bobinho – eu disse pegando um sushi com meu hashi e coloquei na boca de Edward e depois lhe dei um selinho – Pra fazer o que eles faziam, eles não precisavam necessariamente conversar. – eu disse rindo.

– Ah... – ele assentiu – Mas qual era a piada?

– É constrangedor – eu disse pegando um sushi no meu prato e comendo. – Eu só me lembrei porque está cheio de japas aqui nos atendendo.

– Diz logo anãzinha, agora me deixou curioso.

– Bem é a respeito do ins..instrumento dos japoneses, Jéssica falava que era quase mínimo – eu disse e abaixei minha cabeça olhando só para o meu prato, sentindo minhas bochechas queimarem.

– Você por acaso não estava pensando no “instrumento” desses caras aqui não neh? – a voz de Edward estava irritada, ele estava com ciúmes, lindo demais.

– Claro que não cabeção, só lembrei da piada da Jéssica e pra que eu vou me importar com pequenas coisas, se meu namorado é dono de algo bem grande – eu disse e agora sim eu quis morrer, como eu tive coragem de dizer aquilo, agora estava eu mais vermelha que um tomate e Edward também estava com as bochechas rosinhas. – Tenho que pensar mais pra falar – eu disse pra mim mesma.

– Que bom então que você está satisfeita com o seu namorado – ele disse e ergueu meu queixo e me deu um beijo – Te amo mesmo quando fica constrangida e me constrange.

– Também te amo – eu lhe dei outro beijo.

...

– Essa camisolinha é pra me seduzir? Porque se for só posso dizer que já conseguiu – Edward disse ao me ver sair do banheiro, ele já estava deitado na cama com os braços apoiando a cabeça, vestindo seu shortinho sexy de dormir.

– Você gostou? – eu disse dando uma voltinha em frente a ele. A camisola era rosa de seda e não tampava minha bunda direito de tão curta.

– Muito – ele disse dando seu sorriso torto. Fui pra cama e sentei em cima dele uma perna de cada lado do seu corpo. Com Edward eu era muito mais ousada de uma maneira que eu jamais tinha sido na minha vida.

– Você disse que estava com saudades – eu disse espalmando as mãos em seu peito e me abaixando comecei a beijar seu pescoço, seu queixo e terminei em um intenso beijo em sua boca, as mãos dele apertaram minha coxa. Voltei a beijar seu queixo e depois mordisquei o lóbulo de sua orelha e dei alguns beijos molhados em seu peito. Nós éramos dois inexperientes, mas nessas horas era só se deixar levar pelo instinto e era exatamente o que estávamos fazendo.

– Está me deixando louco – Edward disse quando eu de novo beijei seu pescoço e arranhei seu peito, eu já podia sentir o volume de seu short já que eu estava sentada bem em cima do local. Ele segurou meus quadris e me fez me movimentar ali em cima, não precisa dizer que fique ainda mais louca e já estava pegando fogo.

– Você também – eu disse levantando meu corpo só pra prender meu cabelo em um coque já que meu cabelo já estava suando e ficando grudado em mim.

Quando terminei de ajeitar o cabelo Edward segurou na beira da minha camisola e começou a puxar pra cima, o ajudei levantando os braços. Logo eu estava só de calcinha, porque eu já não havia colocado sutiã. As mãos de Edward subirão pela minha cintura até chegar aos meus seios e ele os massageou, depois ele me puxou e colou minha boca na sua.

Edward e eu já estávamos afoitos, eu me estiquei ao lado da cama apertando o interruptor pra que a luz diminuísse deixando o trailer quase escuro. Fiquei em pé por um minuto na cama e tirei minha calcinha e me sentei de novo em cima de Edward e começamos a nos beijar de novo. Ele mesmo levou as mãos ao seu short de pijama e começou a abaixá-lo e eu o tirei do seu corpo. Apesar da semi escuridão eu não pude deixar de fitar o corpo dele. Eu podia gritar ao mundo que meu namorado era muito, muito gostoso mesmo.

– Amor – ele chamou com a voz rouca e eu me sentei sobre ele, agora era minha vez de estar no controle.

...

– Se eu achei a nossa primeira noite perfeita, eu só posso dizer que essa foi excepcional – Edward disse me puxando pro seus braços e colocando o lençol sobre nós.

– Também amei, acho que todas às vezes vão ser perfeitas assim, só por ser com você – eu disse lhe dando um selinho.

– Amo você romântica – ele beijou minha bochecha – Boa noite.

– Boa noite – eu disse fechando meus olhos e deixei a inconsciência me tomar.

...

Edward e eu já havíamos tomado café e agora estávamos chegando a praia.

Forrei a toalha de praia sobre a areia enquanto Edward fincou sua prancha na areia e eu tirei meu vestidinho ficando só com um biquíni azul marinho tomara que caia.

– Foi Alice que te ajudou a comprar esse aí? – Edward me encarou com a cara feia.

– Foi, porque? Você achou feio? Alice sempre tem bom gosto – eu disse me olhando, o biquíni não tinha ficado feio, ele tinha até valorizado minhas curvas.

– Porque é mínimo, Alice e esses biquínis brasileiros – ele disse quase fazendo uma careta.

– Não precisa ficar ciumentinho – eu disse segurando eu seus braços – Eu sou só sua – eu sussurrei no seu ouvido e dei uma mordida no lóbulo da sua orelha.

– Se aparecer algum babaca eu não vou me responsabilizar – ele disse.

– Não vai aparecer, fica tranquilo – eu lhe dei um selinho.

– Vem pra água comigo – ele colocou as mãos em minha cintura.

– Mais tarde, vou tomar um pouquinho de sol agora.

– Cadê o protetor, deixa eu te ajudar – ele disse e eu peguei o protetor em minha bolsa de praia. Entreguei o protetor a Edward e ele passou em cada cantinho e podia claramente afirmar que suas mãos não estavam sendo inocentes em quanto elas deslizavam por minha pele.

– Minha vez – eu disse pegando o protetor e o virando de costas pra mim. Fiz o mesmo que ele e passei por toda suas costas, depois passei em seu peito e depois em seu rosto. – Prontinho – eu disse lhe dando um selinho e me deitei na toalha.

Edward pegou a prancha e foi mais pra beira do mar, chegando lá ele fincou a prancha na areia de novo e começou a se alongar. Peguei meus fones de ouvido e coloquei o meu playlist de músicas latinas pra tocar, apesar de não entender nada eu gostava do ritmo.

Me distrai por uns cinco minutos e quando voltei meu olhar de novo pra onde Edward estava vi que havia algumas garotas observando o que eu considerava agora se exibir ao invés de alongar. Elas o olhavam e cochichavam, e claro se eu sentia ciúmes antes dele ser meu namorado, agora eu estava ficando louca, se elas se aproximarem mais um pouquinho, eu juro que levanto daqui. Fiquei observado e vi a primeira bitch que teve coragem e se aproximou pra falar com ele, me levantei na mesma hora e sai correndo até onde ele estava.

– Então você ensina surf também ou só surfa? – a bicth estava perguntando e mexendo aquela vassoura que ela chamava de cabelo de um lado pro outro numa tentava inútil de ser sexy,

– Ensina, tem quase que uma escola, e eu sou a namorada e a diretora – eu disse passando um braço em volta da cintura de Edward e estendendo a mão pra cumprimentar a sem sal, mas eu podia resolver isso afogando essa bitch no mar, ia encher o pulmão dela de água salgada.

– É..hum... oi – ela segurou minha mão com medo e eu apertei bem forte a sua mão e vi ela fazendo uma careta de dor e vi Edward tentando segurar o riso.

– Então vai querer aulas? Mas antes eu que dou o treinamento, começamos com 300 abdominais e são 1000 dólares a aula – eu disse firme.

– Ah eu já vou indo, acho que ouvi alguém me chamando, tchau – a garota saiu correndo e quando olhei em volta as outras bitches também tinham dispersado.

– O que foi isso? – Edward perguntou se colocando na minha frente.

– Ahh nem sei – eu disse fingindo que não me importava.

– É assim tão ciumenta?

– Cabeção eu já era ciumenta mesmo antes de ser sua namorada, só que eu tinha que me calar porque não me achava no direito, mas agora as coisas mudaram.

– Pra melhor – ele me puxou pela cintura e me deu beijo que fez minhas pernas bambearem. Quando ele me soltou e abri os olhos vi um pirralho fazendo um montinho de areia em cima da minha toalha.

– Seu moleque para com isso – eu saí correndo em direção a toalha e o moleque saiu correndo pra onde os tontos dos pais estavam sentados distraídos.

– PACIÊNCIA – Edward gritou e pegou sua prancha e foi pro mar. Eu tirei minhas coisas de cima da toalha e sacudi a areia. Fique com uma vontade de estrangular aquele pirralho e provavelmente teria feito se não fosse os pais dele ali sentados quase que ao meu lado, só que um pouco mais pra frente. Sentei na toalha e peguei um livro na bolsa e comecei a lê-lo. Já havia lido mais de 40 páginas quando começou a voar areia em cima de mim. Olhei pro lado, e nada, devia ter sido o vento, voltei a ler veio areia na minha boca, ainda bem que ela estava fechada. Olhei e vi o pirralho de antes me dando um olhar diabólico. Eu vou matar esse pestinha. Fechei o livro e ele correu pro lado da mãe.

– Eu vou te pegar – eu disse pra ele apenas movendo os lábios, sem sair nenhum som e ele deu um sorrisinho diabólico e depois se agarrou a mãe, olhei pro mar pra ver se via Edward e vi ele acabando de subir em uma onda, ele estava mandado bem. Eu ia acenar quando areia veio de novo no meu rosto.

– O QUE? Seu pirralho – eu disse indignada limpando meu rosto e o pirralho agarrou se a mãe que aparecia estar alienada e não via o que aquele monstrinho dela estava aprontando.

– Eu te peguei – eu li os lábios do pirralho dizendo pra mim. Eu vou matar este garoto. Paciência Bella, paciência, repeti meu mantra pra não ser presa por agredir um menor. Fechei os olhos e fiquei meditando no meu mantra quando quase que uma tonelada de areia atingiu minha cabeça, eu sei que uma tonelada é exagero, mas foi areia pra caramba.

– AHHHHHHHHHHH – eu gritei me levantando e vi o pirralho que ia sair correndo de novo, mas eu segurei a beirada de sua sunga antes.

– Mamãe, mamãe – ele começou a choramingar, mas eu não o soltei.

– Você vai aprender a não mexer com as pessoas seu pestinha – eu disse enchendo minha mão de areia e puxei a sunga dele e coloquei lá dentro.

– MÃEEEE – ele gritou chorando.

– Nunca mais vai perturbar ninguém – eu enchi mais uma mão de areia de novo e joguei dentro da sunga dele.

– O que é isso sua louca, solta meu filho – a tonta da mãe finalmente acordou e veio pra cima de mim puxando o menino e eu o deixei.

– Agora você acorda, na hora que esse monstrinho estava me provocando atirando areia em mim você não fez nada – eu disse irritada, estava até tremendo de tão nervosa, eu queria enterrar a cabeça daquele moleque na areia.

– Você é louca, brigando como uma criança, eu vou chamar a polícia – a barata tonta me ameaçou.

– CHAMA ENTÃO – eu berrei.

– Amor que isso? – Edward chegou de repente eu nem tinha notado ele sair do mar – O que houve?

– Essa peste estava jogando areia em mim, eu agüentei, mas eu não sou santa, explodi – eu disse.

– Não chama meu filho de peste – A mulher gritou vindo em minha direção.

– Então lhe dê a educação necessária para que ele não seja uma – eu disse e fui pra cima dela também e senti os braços de Edward envolvendo minha cintura e ele me puxando pra trás.

– Baby sem briga – ele disse tentando manter a calma.

– Segura essa louca da sua namorada, e se tiver um arranhão no meu filho, eu vou na polícia – a outra gralhou e o moleque mostrou a língua pra mim.

– O garoto está bem senhora, foi só uma confusão – Edward tentou ser o pacificador.

– Cuide direito dessa sua namorada – a mulher gritou.

– E cuide direito dessa peste do seu filho – eu disse.

– SUA LOUCA – a mulher gritou e a essa altura todo mundo estava nos encarando.

– VOCÊ QUE É LOUCA – eu gritei de volta.

– Você precisa é esfriar a cabeça – Edward disse e me jogou em cima dos ombros e saiu em direção ao mar.

– ME COLOCA NO CHÃO – eu gritei e bati na suas costas pra que ele me soltasse.

– Só te solto na água – ele disse e eu continuei me debatendo, mas de nada adiantou, esse cabeção era bem mais forte que eu.

– Não faça isso – eu disse quando ele já havia entrado na água – Eu vou ficar com r... – eu ia dizer, mas Edward me jogou na água, eu afundei e por sorte, tinha conseguido fechar a boca a tempo pra não beber água.

– Você é um idiota – eu disse quando em levantei e ele me encarava com aquele maldito sorriso torto com os braços cruzados contra o peito.

– Amor eu te ajudei, já pensou se aquela mulher chama a polícia a confusão que ia ser – ele disse e começou a caminhar em minha direção e eu estendi a mão fazendo sinal pra que ele parasse.

– Eu que ia denunciar aquele filho dela, não foi eu quem comecei Edward, vê se eu ia arrumar confusão com pirralho.

– Respira fundo e me conta tudo – ele se aproximou e enlaçou a minha cintura e eu nem pude dizer não. Depois contei tudo pra ele desde a primeira provocação até a hora que minha paciência acabou.

– Você deu uma lição nele, ele provavelmente vai achar areia na sunga até semana que vem – Edward disse rindo.

– Tomara mesmo, essas coisas só acontecem comigo, com um tanto de gente na praia pro garoto implicar ele foi implicar justo comigo.

– Mas você é a mais linda, aposto que ele estava era apaixonado a primeira vista, garotos fazem isso pra chamar atenção das garotas quando eles são pequenos.

– Deixa de ser bobo.

– Estou falando sério – ele disse beijando minha bochecha – Agora que você está mais calminha me dá um beijo.

– Só um? Quero te dar vários beijos pra eu aliviar o stress – eu disse enlaçando seu pescoço.

– Então pode me usar e aliviar seu stress – Edward passou sua língua sobre meus lábios e depois sugou meu lábio inferior e o mordiscou, sua língua pediu passagem e logo nossas bocas estavam frenéticas, Edward e eu juntos era como gasolina, se riscassem um fósforo pegávamos fogo imediatamente. E agora que já tínhamos feito amor duas vezes e que as duas vezes tinham sido incríveis, eu estava menos desinibida e sempre querendo mais dele.

– Você sabe como acabar com o stress – eu disse sem desgrudar meus lábios dos seus.

– Vamos um pouco mais pro fundo, as pessoas estão olhando – ele disse no meu ouvido e nos levou mais pro fundo as ondas quase não estava quebrando agora, a água batia na altura do meu peito. – Bem melhor assim – Edward disse segurando minhas coxas me puxando pra cima, fazendo que eu entrelaçasse as pernas em sua cintura.

– Você está bem saidinho – eu disse quando ele apertou minha bunda, quem estava do lado de fora não veria já que essa parte do meu corpo estava debaixo d’água.

– Você nem imagina o quanto, foi muito tempo controlando meus hormônios, agora eles estão mais enfurecidos do que nunca – ele esfregou seu corpo no meu e eu pude sentir que ele já estava bem animado.

– Posso dizer que há reciprocidade na fala – eu disse e o beijei de volta.

...

– Estou com fome – eu disse, Edward e eu ainda estávamos na água, mas não estávamos nos agarrando já havíamos nadado e até furado umas ondas, pois sabíamos que se continuássemos nos beijando daquele jeito ninguém ia responder pelos atos.

– Podemos almoçar naquele restaurante – ele apontou para um restaurante que ficava próximo a onde havia um píer.

– Ótima idéia, o que vamos fazer na parte da tarde?

– Tem um passeio de barco que dizem que se pode ver golfinhos e dizem que o pôr do sol é incrível, você topa?

– Que romântico.

– Passeio romântico à tarde, já que você quer quebra tudo em uma boate a noite – ele disse rindo.

...

Voltamos pra areia pra pegar nossas coisas e graças a Deus que o Monstrinho e a tonta da sua mãe já não estavam mais por ali. Fomos para a calçada onde havia uma ducha e primeiro eu me lavei e depois Edward fez o mesmo, eu coloquei meu vestidinho e ele sua bermuda e sua camiseta.

Ele segurou minha mão e juntos caminhamos até o restaurante perto do píer.

Pedimos uma mesa do lado de fora porque era mais fresco e assim podíamos ver o mar.

...

Depois do almoço eu voltei na frente pro trailer porque queria tomar um banho e lavar minha cabeça que ainda tinha areia. Edward passou pra reservar nossa vaga no passeio de barco.

Sai do banheiro enrolada em uma toalha e Edward estava sentado na cadeira, já sem camisa, porque também queria tomar um banho. Fui até minhas roupas e peguei um biquíni vermelho com detalhes brancos e o vesti.

– Posso dizer uma coisa que quis dizer desde a vez em que fomos a praia um dia antes do seu aniversário de 15 anos e você parou de usar biquínis infantis e colocou aquele biquíni preto e foi a primeira vez que reparei que você já não estava mais com corpo de garotinha e estava se tornando uma mulher.

– O que você quis dizer? – eu perguntei vendo o sorrir aquele sorriso torto safado.

– Gos-to-sa. Muito gostosa amor, venha aqui – ele disse estendendo a mão pra mim.

– Banho Edward, sei que sou irresistível, mas vai logo pro chuveiro, depois eu deixo você provar mais um pouquinho – eu pisquei pra ele, ele balançou a cabeça de um lado pro outro e foi pro banheiro.

Vesti um short jeans desbotado bem curtinho por cima do biquíni e uma camiseta nadador branca. Não demorou muito e meu lindo Edward saiu do banheiro, ele vestiu uma sunga preta e por cima vestiu uma bermuda azul marinho e uma camiseta branca.

...

– Prazer Capitão Richard – um homem aparentando ter uns 50 anos nos cumprimentou assim que entramos no barco, que não era um barquinho pequeno, era uma escuna de dois andares – Sejam bem vindos.

– Edward Cullen prazer – Edward apertou a mão do capitão.

– Isabella Swan – eu disse estendendo a mão pro capitão e ele pegou minha mão e depositou um beijo nas costas da minha mão.

– Aproveitem o passeio – ele disse e Edward entrelaçou nossos dedos e fomos procurar um melhor lugar para ficarmos no barco.

– Capitão folgado esse coroa – Edward disse quando chegamos ao segundo andar da escuna, sentamos na parte da frente mais alta pra que pudéssemos ter uma visão mais privilegiada do mar.

– Não mãe, a moça maluca – olhei pra ver de onde vinha a voz e vi aquele pestinha apontando pra mim junto com sua mãe maluca.

– Ah não amor – eu reclamei escondendo meu rosto no pescoço de Edward e ouvi uma risadinha baixa dele.

– Você fica tranquila aqui, e nada de enfrentar o pirralho como se tivesse a idade dele – Edward disse afagando minhas costas.

– Segura essa doida da sua namorada – ouvi a mãe tonta dizer a Edward e eu ia levantar a cabeça pra responder aquela louca, mas Edward segurou minha cabeça.

– Edward – eu disse em tom de reclamação.

– Shiii baby, eles já desceram – ele me soltou e eu lhe dei um olhar que ele conhecia muito bem. – Só estava ajudando, deixe os pra lá e vem aqui – ele me puxou e me deu leve beijo, já que tinha público de todas as idades ao redor.

...

O passeio começou e Edward e eu tiramos algumas fotos, segundo ele teríamos mais de um milhão de fotos quando a viagem acabasse, mas eu nem ligava, eu queria mesmo ter foto de todos os momentos.

– Quem quiser mergulhar, pode pegar um colete com Joaquim aqui – o capitão disse apontando para um senhor que aparentava ser um pouco mais velho que ele.

– Vamos baby – Edward disse me puxando quando eu vi o garoto e a mãe já com coletes.

– Amor você disse que tinha golfinhos, será que não há nenhum tubarãozinho por ai também? – eu perguntei.

– Bella não provoca – ele disse já me dando um colete pra que eu colocasse.

...

A água ali naquela profundidade do mar era bem gelada, mas podíamos ver os golfinhos nadando muito próximos a nós e aquilo era incrível. Olhei ao meu redor e a direita um pouco a minha frente eu avistei o pirralho e a mãe. Eu acho que aquele pirralho ainda não tinha tido o suficiente.

– Ei garoto vem aqui – eu acenei para um garoto de uns 10 anos que estava com mais dois amigos nadando por ali também.

– Oi – ele disse e Edward me fitou curioso.

– Quer ganhar 10 dólares? – perguntei.

– Seja o que for eu cobro 20 – o garoto capitalista tentou me extorquir.

– 20? Pago 15 e negócio fechado – eu disse estendendo a mão.

– Negócio fechado – o garoto apertou minha mão.

– Espere um momento vocês acabaram de fazer um acordo sem nem saber o que é pra ser feito? – Edward questionou.

– São 15 dólares – o garoto respondeu sorrindo.

– É coisa simples, está vendo aquele garoto ali – eu apontei para o pirralho e comecei a falar pra ele o que era pra fazer.

...

– Bella tem certeza que você tem 18 anos ao invés de 10? – Edward me questionou enquanto eu ficava observando pra ver o momento que o plano ia ser colocado em prática.

– Não enche cabeção – eu disse nem olhando pra ele. Ele dizia isso, porque não era ele que tinha sido infernizado um tempão pelo pirralho.

– Amor ainda dá tempo... – ele segurou minha mão, mas eu a soltei.

– Nem tente me fazer desistir, você me conhece bem demais pra saber que não vai rolar – eu disse.

– Ok, vou nadar um pouco. Não quero estar aqui pra quando a confusão acontecer, porque não vou te socorrer dessa vez – ele disse dando braçadas pra longe de mim.

– Ótimo namorado – eu murmurei sozinha, mas se ele não quisesse compactuar, problema era dele.

– Consegui – o garoto me mostrou uma sacolinha rapidamente.

– Alguém lá no barco te viu pegando isso? – eu perguntei, durante o passeio eu havia visto um pote cheio e pensei que não faria mal eu usar um pouquinho no meu plano.

– Claro que não garota, eu sou esperto – o garoto sorriu convencido.

– Qual seu nome?

– Guto – ele respondeu – E o seu?

– Depois te falo, vai logo, e haja com descrição.

– Ok, ok – ele disse e saiu nadando na direção do pirralho.

...

Eu nem vi o momento que Guto executou o serviço, só ouvi os gritos.

– AHHHHH mamãe tem algo mexendo aqui – o pirralho gritou e eu tentei segurar o riso.

– Aqui onde? – a mãe perguntou.

– Na minha sunga – ele disse e a mãe começou a puxá-lo para subirem de volta no barco. Claro que eu fui pelo outro lado e subi no barco também. Logo Guto estava do meu lado.

– Alguém te viu? – perguntei baixo.

– Eu mergulhei, o garoto deve ter achado que era algum peixinho que encostou nele na hora – Guto riu.

– TIRA MAMÃE – o pirralho gritou e a mão do garoto abaixou a sunga dele e as minhocas caíram e eu não me contive ao ver umas ainda grudadas nele. Todo mundo do barco ria, uns mais outros mais disfarçadamente.

– Como foi que isso aconteceu? Eu falei pra você não mexer naquele balde – A mãe brigava com o menino, era pra eu me sentir mal, mas eu estava só rindo e Guto também.

– Eu não fiz nada – o menino disse chorando enquanto a mãe tirava os bichos dele.

– Não, elas entraram ai sozinha – ela disse com ironia.

– Não acredito que você fez mesmo isso Isabella – Edward apareceu do meu lado com uma cara de decepcionado. Eu ia dizer algo, mas ele passou por mim e alcançou a escada subindo para o segundo andar onde nós tínhamos vindo.

– Seu namorado? – Guto me perguntou e eu só balancei a cabeça em afirmativa. Puxa eu estava namorando há três dias e já estávamos brigando, Edward tinha que ser mais compreensivo, ele sempre foi meu companheiro na hora de aprontar. – Então seu nome é Isabella?

– Pode ser só Bella mesmo – eu disse – Cadê seus pais Guto?

– Ah eles estão no hotel, só vim eu e meus amigos. Meus pais estão em um congresso de negócios aqui na cidade.

– Pais liberais o seu. Você é de onde?

– Washington D.C e você?

– West Palm Beach, Flórida. – respondi – Quantos anos você tem pro seus pais te deixarem assim sozinho com seus amigos?

– 11 e você? Tem cara de já ter quase 30 – ele disse rindo.

– Qual é garoto – eu disse dando um leve empurrão, me lembrei de Seth, eu estava com tantas saudades do meu irmão – Tenho 18 e tenho um irmão de 12 anos.

– Legal, eu queria ter um irmão ou uma irmã, ma sou filho único e meus pais dizem que não podem ter mais filhos porque eles não teriam tempo pra olhar mais um.

– Guto, Guto – os amigos dele estavam o chamando.

– Vou indo, valeu Bella.

– Valeu Guto, daqui a pouco você sobe lá que te dou seus 15 dólares, estão com meu namorado – eu disse e ele só assentiu e saiu correndo e eu fiquei ali pensando se ia ou não falar com Edward. Será que ele estava bravo de verdade? Ele me chamou de Isabella, ele realmente devia estar chateado. Será que eu tinha sido tão infantil assim? Tinha sido só uma brincadeira, eu não queria brigar com Edward por causa disso, nós tínhamos demorado tanto tempo pra nos entender.

Deixei meu orgulho de lado e subi as escadas para ir falar com ele.

Ele estava sentado fitando o mar, e parecia pensativo. Fui até ele e passei meus braços ao seu redor e apoiei meu queixo em seu ombro, mas ele nem olhou pra mim.

– Vai ficar chateado mesmo comigo amor? – eu disse beijando sua orelha. Mas ele não respondeu – Edward foi só uma brincadeira, você mesmo já me ajudou tantas vezes a fazer brincadeiras como essas. – eu disse tirando meus braços do seu pescoço, mas ele continuou me ignorando.

– Senta aqui – foi tudo que ele disse apontando para o espaço do seu lado – O Sol já vai começar a se pôr. – me sentei ao lado dele e ele passou um braço por minha cintura e eu me recostei em seu peito, eu na sabia se já estávamos bem. E eu não podia ficar com essa dúvida.

– Me desculpa, acho que fui infantil mesmo.

– Não é pra mim que você tem que pedir desculpa, mas nem aconselho você ir pedir desculpa pra quem você realmente deve, porque provavelmente aquela mulher vai dar queixa na polícia se souber que você está envolvida nisso. E eu não quero ficar sem você, porque quando descobrirem que seu pai é um chefe de polícia, só vão te liberar quando ele vier te buscar – ele disse ainda fitando o mar sem olhar pra mim nenhuma vez.

– Acho que me empolguei, o garoto é só um pirralho bagunceiro.

– Que deve ter uns 6 anos enquanto você já tem 18 e é uma mulher adulta – ele disse e se virou pra mim e sua mão livre alcançou a minha e entrelaçou nossos dedos.

– Acho que esqueci disso – eu disse constrangida. Parece que só agora eu tinha me dado conta que eu estava me vingando de um pirralho, tudo bem que ele merecia. Mas estava na hora de crescer, eu precisava crescer. – Pelo menos o Guto é um garoto legal, me fez sentir mais saudades de Seth.

– Guto é seu cúmplice?

– Sim – eu disse rindo – Amor nós já fizemos as pazes?

– Nós nem brigamos anãzinha – ele disse me abraçando – mas podemos ter um beijo de reconciliação.

– Gosto bastante disso – eu disse o beijando. Suguei sua língua e depois mordisquei seus lábios.

– Bella, Bella – alguém me gritou – Ah, por favor, procurem um quarto – olhei e vi Guto nos encarando.

– Amor eu sei e já reconheci que me comportei de uma maneira infantil, que não deveria ter feito isso – eu disse fitando Edward – Mas eu ainda preciso dar os 15 dólares dele, e só você trouxe dinheiro.

– Ah Bella – Edward disse pegando a carteira.

– Não precisa, meus pais são ricos. Eu na verdade tava zuando com a sua cara, eu pago pra aprontar, não recebo – Guto disse rindo.

– Guto esse é o meu namorado e meu melhor amigo o Edward. – eu os apresentei formalmente.

– Prazer – Edward fez cara de mal e apertou a mão do garoto com força.

– O que vocês vão fazer amanhã? Meus pais me trouxeram pra cá, mas eles só ficam em reuniões, achei que podíamos nos divertir juntos.

– Desde que ninguém apronte com um menino de 6 anos de idade – Edward disse.

– Em que hotel vocês estão?

– Hotel? – eu ri da pergunta dele – Estamos em algo muito melhor, nós temos um trailer, nós estamos viajando nele.

– UAUUUUU que legal, me deixem conhecer?

– Depois vemos isso – Edward disse rindo e deu um beijo no meu pescoço. – Amor estamos quase chegando, dá o número do seu celular pra ele te ligar amanhã pra passearmos, mas nada de levar minha namorada pro mal caminho – Edward disse rindo.

– Ok – eu disse e Guto saiu correndo atrás de uma caneta.

...

Nos despedimos de Guto e falamos onde o trailer estava estacionado e depois ele voltou pro hotel dele e nós fomos pro trailer.

– Fome, muita fome – dissemos os dois juntos nos jogando das cadeiras do trailer.

– Acho que tem um Mc Donald’s aqui na frente, vou lá buscar algo – eu disse me levantando.

– Vou tomar banho então, não demora muito – Edward levantou e me deu um selinho e foi pro banheiro, peguei o dinheiro e sai de novo em busca de um belo Angus deluxe..

...

– Você demorou – Edward disse quando entrei ele estava deitado só de cueca boxer preta assistindo tv. Nossa estou adorando a intimidade. Tenho maior prazer de dizer que meu namorado é muito gostoso.

– Tinha uma fila, vem comer – eu disse colocando o saco com os lanches sobre a mesa. – Já descobriu uma boate legal pra irmos?

– Sim, vamos ter que ir de táxi. Até já liguei pra um e pedi pra nos buscar aqui às 9 da noite. – ele tinha se levantado e agora estava perto da mesa.

– Namorado eficiente – eu disse lhe dando um selinho.

– Demais – ele sorriu torto e se sentou pra comer também.

Depois de comer fui pro banho, sai de lá e já que Edward estava tão a vontade de ficar deitado só de cueca eu resolvi ficar a vontade também e vesti uma lingerie preta que não era tão infantil e me deitei ao seu lado na cama, ainda tínhamos um tempo pra descansar até termos que começar a nos arrumar pra irmos a boate.

– Você é muito linda – Edward disse e me puxou pra deitar mais aninhada a ele. Ele puxou minha perna pra cima de seu quadril e sua mão começou a acariciar minha coxa.

– Estive pensando o que minha mãe diria se soubesse do que eu fiz hoje com o garoto na praia – eu disse brincando com meus dedos no peito do Edward.

– Eu tenho meus receios e conhecendo sua mãe como eu conheço acho que ela te ajudaria – Edward riu, e era bem capaz de ser assim mesmo. Eu nem sabia como minha mãe podia ser professora de crianças, se em alguns momentos ela parecia se comportar como eles.

– Acho que era possível mesmo – eu disse rindo e dei um beijo em seu peito.

– Está sendo ótimo viajar, mas não posso deixar de dizer que estou com muita saudade dos meus pais, da louca da minha irmã, do Seth e dos meus sogros – Edward disse e eu ri. Só agora eu tinha pensado nisso, eu chamava Carlisle e Esme de tios e agora eles eram meus sogros. Edward também fazia o mesmo com os meus pais. – Do que está rindo? Sua mãe sempre me chamou de genro quando você não estava por perto, até mesmo quando você namorava com o Jacob.

– Sério isso? – questionei e ele balançou a cabeça em afirmativa.

– Vou adorar chamar seu pai de sogrão – Edward disse rindo.

– Amor por mais que ele apoiasse você, não acho que sogrão seja um jeito que ele vai apreciar ser chamado. – eu disse rindo, imaginando a careta que meu pai ia fazer debaixo daquele bigode se Edward o chamasse de sogrão.

– Te amo – ele disse de repente e ergueu meu queixo – Cada vez que olho pra nós dois assim, eu vejo que valeu cada minuto da minha vida que fui apaixonado por você.

– Também te amo – eu o beijei apaixonadamente. Tudo estava tão certo, era tão perfeito nós dois juntos. Eu tinha certeza que se tivéssemos a garantia de um futuro eu podia imaginar daqui há uns dez anos Edward e eu casados e tendo nosso primeiro filho. Eu seria uma cardiologista e ele um engenheiro da computação. Teríamos uma casa em West Palm Beach em frente a praia e ensinaríamos nosso filho a dar seus primeiros passos na areia fofa da praia. Mas a vida estava sendo injusta.

– Amor que foi? – Edward perguntou e passou a mão em meu rosto e só então me dei conta que uma lágrima tinha escorrido.

– Nada – eu balancei a cabeça fungando, eu não precisava dividir com ele meus medos, eu sabia o quanto ele já sofria todos os dias sozinho, tentando fingir que tinha esquecido.

– Como assim nada? Me fala. – ele ergueu meu queixo.

– Só te amo muito, muito, muito – eu disse lhe dei um selinho e me levantei da cama e ele me encarava confuso – Tenho que começar a me arrumar, quero ficar irresistível essa noite – eu pisquei pra ele e mordi meus lábios e ele deu um sorriso torto animado.

...

Chegamos na boate que estava lotada, Edward não desgrudava sua mão da minha enquanto nos levava pelo meio da multidão de pessoas que estavam dançando ao som de um remix da Rihana.

Achamos uma mesa, e não havia cadeiras e sim um sofá preto próximo. Pra nossa sorte estava vazia.

– Quer Beber Algo? – Edward perguntou no meu ouvido enquanto eu me sentava.

– Sim – eu respondi e cruzei minhas pernas e ajeitei meu vestido, era um tubinho preto de alcinhas e um pouco curto demais.

– Já volto – Edward me deu um beijo e saiu em direção ao bar. A música mudou e eu estava louca beber e ir pra pista.

– Sozinha gata? – Dois brutamontes sentaram um de cada lado meu.

– Não – eu respondi cruzando meus braços – Estou com o meu namorado aqui.

– Não minta gata, que namorado deixaria uma gata como você aqui sozinha? – o brutamonte número 1 questionou olhando pra minha perna.

– Ele foi buscar uma bebida, mas eu vou atrás dele – eu disse e ia me levantar, mas os imbecis me seguraram.

– Tire as mãos imundas de cima de mim, porque eu não preciso do meu namorado pra dar uma lição em vocês – eu disse com a voz firme e eles riram.

– Bravinha, que delícia – os idiotas iam encostar cada um o dedo no meu rosto, mas eu segurei o dedo de cada um e comecei a entortá-los e vi os rostos deles começarem a se contorcer de dor.

– Algum problema aqui? – Edward chegou colocando os dois copos sobre a mesa.

– Nenhum, saiam daqui – eu disse soltando o dedo dos babacas que sacudiram os dedos e levantaram do sofá.

– Cuidado com a gata, ela parece inofensiva, mas tem muita força – um deles disse e eles saíram e Edward me fitou antes de sentar ao meu lado.

– Eu não fiz nada – eu disse e peguei meu copo sobre a mesa e ele sentou ao meu lado. – Os babacas que acharam que eu estava sozinha, mas eu disse que eu estava com você, mas disse que também não precisava de você pra dar uma lição neles se eles continuassem me enchendo.

– Ah anãzinha, se você fosse um anão da branca de neve seria o Zangado – ele disse rindo.

– Não enche – eu disse e virei o conteúdo do meu copo que desceu queimando minha garganta – Vodka pura Edward? Depois não reclama se eu ficar bêbada.

– Fraca – ele disse rindo e virou sua dose – Vem vamos dançar – ele me puxou quando começou a tocar uma música da Ke$ha.

Com alguns minutos na pista já estávamos suando, ainda mais devido ao fato da boate estar muito cheia.

– Quem diria que um dia você dançaria tão bem – Edward disse no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha. Era toda hora assim um provocando o outro na pista, se já não bastasse o calor normal que eu estava sentindo, ainda tinha o calor que ele me fazia se sentir quando dançava colado em mim, deslizando suas mãos de uma forma provocante pra me deixar louca mesmo.

– Aluna eximia – eu disse e dessa vez foi a minha vez de provocá-lo, virei de costas pra ele e fiquei colada nele e desci lentamente.

– Demais – ele disse quando virei de frente pra ele e o beijei – Preciso de mais uma bebida, está muito quente aqui. – ele disse e saiu mais uma vez nos guiando pra fora da pista.

– Duas Vodkas com dois cubos gelo, por favor – Edward pediu ao garçom.

– Como se isso fosse aplacar o seu calor baby – eu disse beijando a pontinha da sua orelha e ele estremeceu.

– Aqui – o garçom nos entregou as doses e eu coloquei o dedo no meu copo e girei o gelo. Edward pegou minha mão e chupou meu dedo e aquilo em outra época eu acharia nojento, mas agora eu achei extremamente sexy e eu senti algo se apertar indo da minha garganta para baixo e queimando.

– Bom – ele sorriu torto e largou meu dedo e juntos viramos as doses.

– Mais uma, por favor – eu pedi porque o calor parecia ter triplicado.

...

Edward e eu bebemos umas 5 doses, dançamos como loucos e depois bebemos uma dose de tequila. E voltamos pra pista, estava tocando uma música extremamente sensual e minha cabeça girava pelo álcool, mas também girava pela necessidade de ter Edward logo. Meu corpo estava inflamado e nós ficarmos nos agarrando daquele jeito não estava ajudando em nada. Eu notei que ele também parecia estar quase entrando em combustão, mas tive a absoluta certeza quando ele puxou meu corpo de encontro ao seu e eu pude notar o quanto ele estava animado.

– Banheiro agora – ele disse beijando meu pescoço.

– Agora – eu disse e saímos feito loucos em direção ao banheiro da boate.

...

– Não acredito que estamos fazendo isso – eu consegui dizer quando Edward começou a beijar meu pescoço e a levantar meu vestido. Estávamos dentro de uma das cabines do banheiro e eu estava prensada na parede de granito.

– Nem eu – ele disse e subiu meu vestido e apertou minhas coxas, sua mão deslizou por ali e ele me acariciou por cima do tecido da minha lingerie. – Mas não consigo resistir – ele disse começando a descer aquela peça, minhas mãos afoitas foram para o botão do seu jeans o desabotoando e eu abri seu zíper e acho que porque estava meio bêbada, a vergonha tinha ido toda embora, me dei conta disso quando vi que minha mão estava apertando Edward mesmo por cima da boxer e ele gemeu.

– Se demorar, eu vou começar a me arrepender de estar aqui fazendo essa loucura – eu disse com a respiração alterada enquanto os dedos dele me provocavam.

– Ok – ele disse abaixando sua boxer e tirando minha calcinha. Ele entrelaçou minhas pernas em sua cintura e a partir do momento que ele estava em mim, eu já não era mais capaz de raciocinar.

...

TOC...TOC...TOC...TOC

– Merda – eu murmurei abrindo meus olhos com dificuldade, minha cabeça parecia que ia explodir.

TOC...TOC...TOC

Quem seria o infeliz que está batendo na porta uma hora dessa da manhã?

– Amor atende a porta – eu disse a Edward o balançando na cama ao meu lado.

– Não – ele virou pro outro lado pegando um travesseiro a mais que estava ali o abraçando.

TOC...TOC...TOC...TOC

– ESPERA – eu gritei e me levantei da cama e levei minhas mãos as têmporas. – Merda de ressaca.

Eu estava só de calcinha e sutiã, nem me lembro direito como Edward e eu chegamos ao trailer, só lembro de estarmos muito bêbados. Peguei uma camisa do Edward que pela diferença de altura que tínhamos dava no meio das minhas coxas.

TOC...TOC...TOC

Quem seria o insistente maldito, será que era a polícia. PQP, descobriram nossas identidades falsas.

Abri a porta e vi Guto parado ali com o sorriso mais deslavado.

– Bom dia – ele disse sorrindo e eu queria estrangular o garoto na minha frente – Nossa você está horrível.

– Eu vou te matar garoto – eu disse levando minha mão a minha têmpora.

– Porque? Nós combinamos de passear hoje, já são 10 horas da manhã. Cadê o Edward? – ele passou por mim e entrou no trailer sem nem ser convidado e eu fiquei ali ainda tentando me situar.

– Guto você não pode ir entrando assim – eu disse indo atrás do garoto e Edward abriu os olhos aturdido e me fitou e depois fitou o garoto.

– É um pesadelo – ele disse colocando o travesseiro sobre o rosto.

– Porque estão assim tão acabados?

– Ressaca, sabe o que é isso? – eu disse me sentando na cama

– Vocês não disseram que tem 18 anos, pelo que sei só se pode beber com 21.

– O que você está fazendo aqui tão cedo? – Edward tirou o travesseiro do rosto e me fitou – Bella eu sei que o garoto é pequeno, mas ainda sim – Edward olhou minhas pernas – Por favor.

– Ok, eu fiquei tão atordoada quando acordei que nem me dei conta – eu disse e ia me levantar.

– Guto eu sei que dissemos que íamos sair, mas você pode nos dar pelo menos uma hora. Acabamos de acordar. Encontramos com você lá no píer – Edward disse ao garoto que estava olhando tudo pelo trailer. – e eu continuei sentada.

– Eu posso esperar aqui.

– Não, não pode. Lá no píer Guto – eu disse e o garoto me encarou por uns segundos.

– Ok, mas não demorem muito. O dia hoje vai ser demais – o garoto disse.

– Pode deixar, até daqui a pouco – Edward disse e Guto saiu do trailer. Edward levantou e foi até a porta e a trancou.

– Bom dia meu amor – eu disse e estiquei os braços pra ele.

– Você e seus amigos – ele disse rindo e veio até mim e me beijou. Ele deitou seu corpo em cima de mim e ficamos nos beijamos por algum tempo.

– Nós transamos mesmo no banheiro da boate ontem? – eu questionei segurando seus cabelos fazendo com que ele parasse de me beijar.

– Sim – ele disse e enterrou seu rosto no meu pescoço – Lembra da cara daquelas 3 garotas quando saímos do banheiro?

– Mais ou menos, na verdade eu lembro de tudo até ter atingido o paraíso. Mas quando saímos do banheiro e o que aconteceu depois eu só tenho flashes. Acho que bebemos mais, será que fomos pro banheiro de novo?

– Apesar de estar muito bêbado também, eu lembro que só bebemos mais e dançamos, e bebemos e dançamos e nos agarramos e só não voltamos pro banheiro porque você tropeçou e caiu, aliás, baby tem um galo aqui – ele tocou minha testa e eu senti mesmo um pequeno volume e gemi com uma dor latejante.

– Como não consigo lembrar disso, por isso estou com essa dor de cabeça infernal. E depois o que houve?

– Seu super namorado, te pegou no colo com você dessa vez gemendo de dor – ele levantou seu rosto e me encarou, com certeza minhas bochechas estavam vermelhas. Me lembrei que não tinha sido nada silenciosa no banheiro ontem e por isso as garotas nos encaravam assustadas. – Paguei a conta e entramos em um táxi, eu te carreguei também pra fora do táxi, quando chegamos aqui, você tirou a roupa ficando só de calcinha e sutiã, foi no banheiro cambaleando, escovou os dentes e depois apagou na cama.

– Só eu que sempre perco a memória isso é injusto – eu protestei.

– É bom eu sempre lembrar de tudo – ele riu convencido.

– Por falar nisso, eu tenho uma dúvida.

– Qual?

– Aquele vídeo que eu tenho no meu i-phone daquela noite que fomos em uma boate em Atlanta, eu disse que eu amava você e você ia dizer algo, mas ai você tomou o celular do cara e a gravação acabou.

– O que acha que eu disse?

– Não sei – eu balancei os ombros.

– Eu disse que eu também amava você e nós nos beijamos de novo, mas eu sabia que você estava bêbada demais pra se lembrar no dia seguinte.

– E quando eu te perguntei você fugiu, seu cabeça dura.

– Já te expliquei o porque amor, não quero falar mais disso. Vamos levantar, você toma um remédio pra dor de cabeça e coloca um gelo nessa testa, enquanto preparo nosso café, ou daqui a pouco o Guto está aqui de novo – ele me deu um beijo e se levantou.

– Acho que ele é meio carente – eu disse me levantando e indo pegar um remédio enquanto Edward mexia no frigobar e colocava algumas coisas em cima da mesa. – Acho que os pais são muito ricos e ocupados demais com o trabalho e não ligam muito pra ele.

– E por isso hoje vamos brincar de babá? – Edward perguntou rindo.

– Nossa amor não seja mau, o garoto é bacana.

– Brincadeira baby – ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço — O problema é que não vou poder ficar te agarrando o tempo todo na frente do garoto.

– Contenha seus hormônios furiosos, que a noite te recompenso.

– Irei cobrar.

...

– Vocês demoraram – Guto disse quando Edward e eu chegamos.

– Não reclama cara, então já tem algo planejado pra hoje? – Edward perguntou.

– Caiaque. Podemos alugar um caiaque e apostarmos uma corrida. Depois podíamos ir a um parque que tem aqui perto e a noite podíamos ir ao Fliperama e comer no Burguer King – Guto disse empolgado.

– Topa amor? – Edward me perguntou passando os braços ao redor da minha cintura.

– Claro – eu assenti – Guto cadê seus amigos de ontem?

– Ah foram embora e meus pais estão em mais uma reunião – ele respondeu meio desanimado.

– Vamos logo então garoto que eu duvido que você me vença – Edward disse saindo correndo na frente o que logo animou Guto que saiu correndo atrás dele pra tentar alcançá-lo.

...

O dia tinha sido bem legal, ao longo do dia fomos conversando e descobrimos que Guto sempre foi na verdade criado pelas babás já que os pais viviam viajando, ele era meio mimado, mas só queria era atenção mesmo. Edward o bonzão dos esportes ganhou nossa corrida de caiaque, Guto ficou em segundo lugar e eu em terceiro, porque na metade da corrida eu já não tinha mais forças nos braços pra mover o remo.

Almoçamos em uma barraca de cachorro quente. Edward comeu 6 cachorros quentes, eu apenas 2 e Guto que tentou imitar o Edward, conseguiu comer 4.

Depois fomos pro parque, um parque pequeno que tinha só esses brinquedos mais tranqüilos, fomos no carrinho bate-bate umas três vezes e depois na roda gigante e ainda em algumas brincadeiras onde o lindo do meu namorado ganhou pra mim um ursinho.

De lá fomos pro Burguer King e comemos tudo que tínhamos direito. Apesar de conhecer Guto apenas há um dia, eu já gostava dele, não sabia se era porque sentia falta de Seth ou por algum outro motivo, só sei que o pirralho era gente boa.

– GANHEI – Edward gritou convencido após ficarmos um tempão em uma disputa no fliperama.

– Bella você não se cansa desse seu namorado não? Ele ganha tudo – Guto disse mal humorado.

– Ganhei o mais importante não foi amor?! – Edward disse me abraçando por trás e beijando meu ombro e eu peguei a mão dele e coloquei sobre meu coração.

– Exatamente – eu disse virando meu rosto e lhe dando um beijo.

– Bem quanto a você, vamos te levar pro seu hotel. Porque amanhã eu e Bella vamos viajar logo pela manhã pra Carolina do Norte – Edward disse e entrelaçou nossos dedos e começamos a caminhar pra fora do local.

– Vocês já vão embora amanhã? – Guto pareceu triste.

– Sim, estamos viajando por todo o país e ficamos ansiosos pra conhecer os lugares e temos meio que um... um tempo pra fazer essa viagem – Edward disse meio engasgado. Lá estavam os malditos seis meses, que já tinham se reduzido a cinco rodando a mente do meu amor, e eu simplesmente não tinha conseguido nada até agora.

– Posso ir com vocês pra Carolina do Norte? – Guto perguntou empolgado enquanto caminhávamos.

– Primeiramente nós só temos 18 anos, não podemos assumir uma responsabilidade dessas – Edward disse – E seus pais não deixariam você viajar com dois estranhos.

– Eles nem se dariam conta que eu viajei – ele disse e eu fiquei com pena. Eu podia ter uma mãe meio maluquinha, um pai meio nervoso, e um irmão pentelho, mas eu amava minha família, e eles se importavam comigo, assim como eu me importava muito com eles.

– Vamos fazer assim, quando passarmos por Washington DC nós vamos te visitar e se seus pais deixarem você passa o dia conosco e podemos ir a algum lugar no trailer – eu disse.

– Prometem?

– Prometemos – Edward e eu dissemos juntos.

Quando chegamos ao hotel Guto foi informado que seus pais estavam no salão de jantar e ele fez questão que Edward e eu fossemos até lá com ele.

Guto nos apresentou e eles pareceram felizes por termos ficado com o garoto o dia todo.

– Temos que ir, foi um prazer – Edward disse.

– Obrigado novamente, muito gentil vocês terem passado o dia com ele – o pai de Guto disse.

– O garoto é gente boa, não foi nenhum sacrifício – Edward disse.

– Então até mais – eu disse e abracei Guto que ficou meio sem jeito, estava na mesma fase que o Seth, achando que toda demonstração de afeto era vergonhosa. Edward lhe deu um abraço de macho e fomos embora.

– Obrigado por isso amor – eu disse a Edward enquanto caminhávamos abraçados de volta pro nosso trailer.

– Nessa hora que valorizo ainda mais os meus pais. Não tem que agradecer foi um ótimo dia, mas eu não esqueci que você disse que ia me recompensar quando chegássemos no trailer.

– E eu vou – eu disse beijando o cantinho de sua boca – Te amo.

– Também te amo.

Notas finais
Olá...olá... Como vão as coisas???
Queria dar boas vindas as leitoras novas e agradecer a todas vocês que sempre deixam seu comentário a opinião de vcs é muito importante.
Mais uma vez peço que ajudem a divulgar a fic e recomendem bastante.
Qualquer dúvida estou sempre no twitter https://twitter.com/bellama02620909
Muitos beijos e comentem bastante...