Everything Can Change All The Time

28 Capítulo 28 – No pain, no gain


Uma mulher de cabelos loiros e olhos azuis claros, que aparentava ter entre 40 a 50 anos entrou no consultório de Carlisle. Ela realmente parecia um anjo.

- Bella e Edward? – ela perguntou e nós ficamos de pé no mesmo momento.

- Sim – eu disse já com o nó na garganta, queria chorar, mas de alegria.

- Estou tão feliz de conhecer vocês, principalmente você Bella, sua história mexeu muito comigo – ela disse e minhas suposições do blog se confirmaram.

- Eu quero te agradecer muito pelo que está fazendo Sarah – Edward disse.

- Acredite que não estou fazendo isso só por vocês, estou fazendo por mim também – ela disse.

- Bem, acho que vocês devem querer conversar, vou lhes dar privacidade – Carlisle disse se levantando – Depois volto e nós vamos pro quarto onde você vai ficar internado filho – ele apertou o ombro de Edward.

- Obrigada pai – Edward respondeu e Carlisle saiu da sala.

- Sente se, por favor – eu apontei uma das cadeiras acolchoadas da sala de Carlisle para que Sarah se sentasse.

- Obrigada – ela disse se sentando, eu e Edward ajeitamos as cadeiras e sentamos em frente a ela.

- Hum... então você leu mesmo toda nossa história no meu blog? – perguntei.

- Sim, e me identifiquei muito, foi como reviver minha própria história – ela disse respirando fundo, a vi engolindo seco, se contendo pra não chorar.

- Sarah se não quiser falar não precisa – eu disse.

- Não, eu quero falar, é importante – ela disse e respirou fundo. Edward e eu nos olhamos em expectativa, ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Sarah olhou nossas mãos e deu um sorriso.

- Eu tinha 18 anos e tinha acabado de entrar na faculdade quando conheci Greg – ela começou a contar sua história – Foi aquilo de amor a primeira vista, eu ia cursar história e ele direito, logo no primeiro dia fomos tomar um sorvete juntos, depois vários almoços ao longo da semana. No fim da primeira semana fomos a um bar depois da aula e trocamos nosso primeiro beijo – ela deu um sorriso, provavelmente devido à lembrança – Depois do primeiro veio o segundo, o terceiro e duas semanas depois Greg me pediu em namoro, apesar de já estar na faculdade ele foi o meu primeiro namorado. Edward também foi seu primeiro namorado?

- Hum... não. O segundo, mas eu só comecei a namorar com o primeiro pra fugir do que eu sentia pelo Edward, achava que ele só gostava de mim como amigo – eu respondi.

- Eu fiz a mesma coisa, duas cabeças duras – Edward disse rindo.

- Mas continue nos contando sobre você e Greg – eu pedi porque eu realmente estava curiosa sobre a história de Sarah.

- Então namoramos por três anos e então Greg me pediu em casamento, eu lembro como se fosse hoje da surpresa que ele fez no parque pra mim, com direito até a violinos – ela disse com os olhos brilhando – Nós decidimos nos casar assim que nos formássemos, e foi o que fizemos. Como já tínhamos um bom estágio e uma herança da mãe de Greg compramos nossa casa, e tivemos uma linda cerimônia de casamento, onde até hoje eu lembro os votos – ela disse e uma lágrima solitária escorreu em seus olhos – Eu amava Greg como nunca amei ninguém na minha vida – ela disse a agora as lágrimas escorrerão por todo o seu rosto. Ela tentava respirar fundo pra continuar a falar, mas parecia engasgada com suas lembranças.

- Amor pega um copo d’água pra Sarah, por favor – eu pedi a Edward e ele se levantou no mesmo momento e pegou no bebedor que havia na sala de Carlisle mesmo.

- Aqui – Edward lhe entregou o copo.

- Mui...muito obrigada – ela disse ainda fungando e conseguiu beber a água – Bem depois de dois anos eu fiquei grávida, mas infelizmente eu tive um aborto espontâneo – ela disse e eu podia ver a tristeza em seus olhos – Greg e eu ficamos devastados, mas não desistimos, tentamos mais duas vezes, mas o mesmo se repetiu. Os médicos disseram que meu corpo nunca conseguiria levar uma gravidez até o fim devido a uma série de problemas – ela passou a mão pelo rosto secando suas lágrimas – Isso se deu por um prazo de 3 anos. No nosso quinto aniversário de casamento resolvemos ter uma nova lua de mel pra tentar esquecer toda a tristeza que tínhamos passado. – um sorriso brotou em seu rosto – Foi uma viagem incrível, passamos por Veneza, Roma e Paris. Foram dias maravilhosos, e no fim da viagem tomamos uma decisão, iríamos adotar um filho. – ela disse e tomou outra grande lufada de ar, será que ainda vinha mais sofrimento por ai? – Começamos a nos informar sobre todo o processo e até começamos a dar entrada em alguns papéis, mas nesse período Greg começou a se sentir mal, a cada dia ele foi piorando mais, uma dor de cabeça, uma febre alta, manchas no seu corpo, sangramentos e diversas inflamações – ela disse e eu conhecia todos aqueles sintomas, pois Edward também os tinha – Depois de muita insistência Greg foi ao médico e então descobrimos que ele estava com leucemia, e necessitava de um transplante urgentemente. Ele era filho único e seus pais não eram compatíveis, por isso tivemos que começar a quimioterapia – ela disse e a dor que passou em seu rosto, fez meu coração se apertar de imaginar meu Edward passar por isso – O tempo foi passando, ele foi ficando cada vez pior, eu o vi ir definhando na minha frente, não aparecia um doador e a quimioterapia parecia não trazer melhoras, pelo contrário, pra mim só o deixava mais debilitado. – ela disse chorando – Dois anos depois de uma luta árdua contra essa doença maldita, ela nos venceu e levou meu Greg, nesse dia meu mundo acabou.

- Hum... sinto muito Sarah – eu disse e estiquei a mão para tocar a sua e ela agarrou minha mão, eu também já estava chorando, porque a história dela se parecia com a minha, só que ela não teve um final feliz, e a minha tudo indicava que teria.

- Faz anos, mas a dor ainda parece à mesma, não diminuiu nem um pouco — ela disse e eu não pude me conter e a abracei, ela me abraçou de volta e nada disse apenas chorou.

...

Sarah se acalmou e eu e ela tomamos um copo d’água, Edward parecia emocionado também, mas ele tentava ser o forte ali.

- Então um dia eu descobri seu blog e comecei a ler cada linha da sua história – Sarah contou – E isso me emocionou muito, lembro de ter ficado horas e mais horas lendo, entrando madrugada a dentro. Ela mexeu muito comigo, porque eu perdi a pessoa que eu amo pra essa doença. Por isso eu pensei que eu não devia ficar ali apenas lendo, eu devia tomar uma atitude, podia pelo menos tentar fazer algo por vocês – ela fitou meu rosto e o de Edward – Por isso resolvi que eu queria fazer o teste, e por mais que as chances de compatibilidade ser pequenas, eu não perderia nada por tentar. Eu me senti muito feliz quando o resultado deu positivo, era como se eu renascesse. – ela disse e eu e Edward estávamos emocionados de novo por suas palavras.

- Muito obrigada Sarah, você não tem noção do quanto você está fazendo por nós – Edward disse – Eu posso te dar um abraço?

- Claro garoto – ela disse passando a mão pelo rosto secando as lágrimas e depois deu um forte abraço em Edward.

Ouvimos uma batida na porta e em seguida Carlisle entrou.

- Tudo bem aqui? — perguntou.

- Tudo ótimo – Edward respondeu segurando a minha mão.

- Bem Edward vamos conhecer seus aposentos. – Carlisle disse – Sarah antes vou te encaminhar a onde será feito um registro e agendado pra que amanhã você possa fazer a retirada da medula óssea.

- Então amanhã mesmo já vou passar pelo transplante? – Edward perguntou com a voz ansiosa.

- Dentro de no máximo três dias filho, ainda temos que fazer um outro check up e uma série de exames, porque temos que ter todo seu caso clínico documentado pra podermos acompanhar a evolução do seu organismo após o transplante – Carlisle disse.

- Paciência amor, vai dar tudo certo – eu disse e passei a mão em sua bochecha.

- Vai sim Edward, confie – Sarah disse segurando firme sua mão. Eu tinha certeza que pra ela dar tudo certo com um transplante não seria bom apenas pra Edward, seria pra ela também, algum tipo de forma compensatória.

...

O quarto de hospital que passaríamos nossos próximos dias parecia mais um flat luxuoso, do que um quarto de hospital, até a maca era diferente e parecia se não fosse os aparelhos que havia atrás dela, eu diria que era apenas uma cama de luxo desenhada por algum designer excêntrico.

- E sua cama também é confortável linda? – Edward me perguntou pela terceira vez, ele já até tinha voltado a perguntar se eu tinha certeza que queria ficar no hospital junto com ele.

- Sim cabeção, é bem macia – eu disse sentando na cama e quicando um pouco em cima dela pra demonstrar pro cabeça dura que ela era confortável pra mim.

- Estou com fome – Edward disse se sentando na maca.

- Vamos ver com seu médico talvez eu possa te comprar algo que você goste enquanto você ainda não fez o transplante, depois a alimentação vai ter que ser diferenciada, durante a sua recuperação.

- Que esposa mais dedicada, sério que sempre quis me casar com você, mas não pensei que você seria assim a melhor esposa do mundo – ele disse me dando seu sorriso torto.

- Amor não estamos casados há nem um mês, depois que vou colocar as garras de fora – eu disse brincando.

...

Edward fez alguns exames e depois consegui lhe comprar um sanduíche do UBurguer, ele adorava as batatas de lá e eu também. Mas o médico dele deixou bem claro que era só hoje, que amanhã ele já começava a seguir a dieta do hospital.

- Boa noite amor – eu disse dando um selinho em Edward.

- Deita aqui comigo, é espaçoso – ele disse fazendo aquela carinha que era quase impossível resistir.

- Mas amor você sabe que não posso ficar fazendo isso – questionei.

- Eu sei, mas é só hoje. Aproveitar que ainda não estou ligado no soro e nem em nenhum aparelho. Deita amor, por favor.

- Ok, mas se for apertado pra nós dois e te incomodar você me diz – eu disse subindo na cama e me deitando ao seu lado.

- Dormir com você nunca me incomoda – ele beijou minha testa – Boa noite.

...

- Filha fica calma – minha mãe disse afagando minhas mãos que estavam suando frio.

- Mãe eu não consigo, ok?! – eu respondi de maneira meio ríspida e me afastei antes que eu saísse distribuindo patadas aleatoriamente e pessoas que não mereciam.

Edward estava nesse momento passando pelo transplante não era um longo procedimento, mas os médicos disseram que era muito doloroso.

-Bella pensa que a partir de agora vocês voltam a poder lutar pelos sonhos e olhar pra frente – Sarah disse, ela havia passado também por um processo doloroso pra fazer a doação, e ainda estava aqui nos apoiando. Sua passagem pra casa estava marcada pra amanhã, mas ela disse que voltaria pra nos visitar em breve. Nesses 3 dias já podíamos considera — lá uma amiga da família.

- Eu sei, mas é que não gosto de imaginar Edward sentindo dor, por mais que isso faça parte do processo para sua recuperação.

- Procura não pensar nisso, tudo vai ficar bem – ela apertou meu ombro.

...

Entrei no quarto e Edward estava dormindo após a realização do transplante, havia um soro ligado em sua veia, e por onde também ele estava recebendo uma medicação. Havia ainda vários outros parelhos ligados em seu corpo, para que ele fosse todo monitorado. Seu rosto estava pálido, e não parecia sereno, ele ainda parecia estar com dor.

Me aproximei da cama e afaguei seu rosto.

- Tudo vai ficar bem agora amor – eu beijei sua testa. Uma batidinha leve na porta do quarto, e ela se abriu. Esme, Carlisle e o médico responsável por Edward entraram.

- Tudo bem? – eles me perguntaram baixo e eu só balancei a cabeça em sinal de positivo, não queríamos acordar Edward.

O médico fez um sinal indicando para que fôssemos conversar lá fora e eu o segui, Esme foi até Edward passou a mão por seus cabelos e também saiu do quarto juntamente com Carlisle.

- Bem Bella, a fase mais difícil começa agora – o médico disse – Como é você que vai ficar com ele tenho que te passar algumas informações.

- Bella tem certeza que não quer passar pelo menos essa noite em casa? Já tem 3 dias que você está aqui direto – Esme disse.

- Não tia Esme, eu só saio daqui com Edward. – eu afirmei convicta.

- Então Bella provavelmente hoje mesmo Edward vai ter um pouco de febre, ele também vai ter enjôos, muitos mesmos, o gosto dos alimentos vai ser horrível pra ele nesse período em que o organismo está se adaptando a nova medula – o médico começou a explicar – Seu paladar só voltará ao normal quando o organismo já tiver aceitado por completo a nova medula. Até lá crises de vômito podem ser constantes, fraqueza, febre, algumas dores pelo corpo e dor de cabeça. E como a imunidade dele vai baixar muito durante esse período, as visitas vão ser restringidas. A partir de amanhã apenas você poderá ficar com ele e a Sra. Cullen que poderá visitá-lo. – o médico disse – E o Dr. Cullen me falou que vocês se casaram há poucos dias, e eu sei como são os jovens – o médico disse com um sorriso contido – Mas nesse momento nem beijo na boca, e toda vez que for estar perto dele, antes lave bem as mãos e esterilize, Edward não pode sofrer contaminação de nenhuma bactéria ou vírus, sua imunidade vai estar muito baixa e isso pode trazer complicações.

- Nem eu poderei vê-lo? – Carlisle perguntou.

- Você principalmente deve se manter longe Carlisle, pois você está sempre atendendo pacientes e circulando pelo hospital no meio de pessoas com os mais diversos tipos de doença.

- Ok, mas há um prazo pra que tudo se normalize? – Carlisle perguntou.

- Cada organismo reage de uma maneira, uns recebem a medula nova de uma maneira mais rápida e outros demoram mais, mas as próximas 72 horas serão essenciais pra saber se não vai haver rejeição – ele disse e nesse momento eu ainda senti um aperto no peito. Ainda havia mais esse risco, não bastava encontrar um doador compatível, o organismo ainda podia rejeitar a medula transplantada. – Agora vocês podem ir pra casa e Bella haverá um médico plantonista, qualquer coisa é só chamar. Amanhã de manhã passo pra saber como ele passou a noite.

- Ok, obrigado Dr. Brandon. – agradeci.

- Vejo vocês amanhã, com licença – ele disse se retirando.

- Querida vamos pra casa, mas qualquer coisa você pode nos ligar a qualquer hora. – Carlisle disse beijando minha testa.

- Amor talvez fosse melhor passarmos pelo menos essa primeira noite aqui, eu fico sentada aqui fora – Esme disse a Carlisle.

- Não querida, você precisa descansar também, vamos ficar atentos e qualquer coisa Bella nos liga. Eu sei que você é a mãe e que quer estar aqui, mas Edward agora é um homem, não é mais um menino. E ele e Bella escolheram um ao outro assim como nós nos escolhemos há anos atrás, Bella é a esposa agora.

- Ok, mas qualquer coisa nos ligue. – Esme disse me abraçando – Você sabe o quanto amo você Bella, sempre foi como uma filha pra mim também, obrigado por estar com ele. Eu sei que ele não ia querer nenhuma companhia que não fosse a sua.

- Pode ir descansar tranqüila – eu segurei firme em suas mãos – Tudo vai dar certo. – eu afirmei totalmente convencida disso.

...

Eu tomei um banho e depois me contentei em comer o jantar que era fornecido pelo próprio hospital para o acompanhante do paciente, a comida estava longe de ser uma das melhores, mas eu não queria sair do quarto para ir a lanchonete. Como o médico havia dito essas próximas 72 horas eram essenciais.

Peguei meu notebook e lembrei que já fazia muitos dias que eu não escrevia no meu blog, comecei a escrever e decidi que eu o encerraria quando Edward saísse do hospital completamente curado.

...

- Hum... ahh...aiii.... – acordei com uns resmungos e pulei da cama no mesmo momento. Olhei e vi que Edward estava mexendo de um lado pro outro, mas continuava dormindo. Acendi a luz do quarto e fui até o seu leito e meu primeiro impulso foi colocar a mão em sua testa.

- Droga Edward você está queimando – eu disse já acionando o botão para que a enfermeira viesse aqui.

- Bella...Bella – ele murmurou meu nome ainda dormindo.

- Algum problema? – uma enfermeira entrou no quarto.

- Acho que ele está com febre, e muito alta, ele está murmurando algumas coisas, acho que está delirando – eu disse e ela no mesmo momento pegou um termômetro em seu jaleco e colocou debaixo de seu braço.

- Hum... – Edward resmungou franzindo o rosto como se ele estivesse sentindo dor. – Ahh... chega...

O termômetro apitou e a enfermeira o olhou.

- 40,5°c – ela disse – Eu vou buscar um remédio para abaixar a febre, mas saiba que no caso dele é totalmente esperado febre com a temperatura alta assim. Com licença – ela saiu apressada do quarto. Edward começou a bater o queixo, e nesse momento puxei o cobertor pra cima de seu corpo.

- Shiii amor, vai passar já, já – eu comecei a acariciar seus cabelos enquanto a enfermeira não voltava com o remédio.

Não demorou muito e ela voltou e aplicou o remédio de maneira intravenosa.

- A febre vai abaixar dentro de alguns minutos, qualquer coisa é só me chamar de novo – Cintia, a enfermeira me disse.

- Obrigada – agradeci e ela saiu do quarto. Apaguei a luz e peguei uma cadeira e puxei pra ficar ao lado da cama de Edward, segurei sua mão e fiquei ali ao seu lado para estar pronta caso ele precisasse de algo.

...

- Bella, Bella – senti uma mão tocando meu ombro.

- Ah... – eu levantei a cabeça olhando pros lados.

- Passou a noite inteira assim? – Esme me perguntou. Eu estava com a cabeça deitada sobre o leito de Edward.

- Ele teve febre a noite, por isso quis ficar mais próxima – eu estiquei minha mão e toquei o rosto de Edward que continuava dormindo. – A febre passou ainda bem – eu me levantei da cama e me alonguei – Mas porque veio tão cedo tia Esme? – perguntei olhando no relógio do quarto e vendo que ainda eram 6:30 da manhã.

- Desculpa Bella, eu sei que vocês são casados, e que você é a esposa. Mas eu ainda sou uma mãe muito preocupada, eu estava ansiosa pra saber como ele estava.

- Não tem problemas, não precisa se desculpar, eu sei o quanto você o ama.

- Com licença – uma batidinha na porta e a enfermeira entrou trazendo o café da manhã de Edward.

Nesse mesmo momento Edward se moveu um pouco na cama e finalmente abriu seus olhos verdes, ele havia dormido durante tantas horas, que ver seu olhar agora era a coisa mais importante do mundo pra mim.

- Bom dia meu amor.

- B...- ele tentou falar, mas não saiu nada e aquilo me assustou – Bom – ele se esforçou novamente.

- Foram muitas horas dormindo e a medicação faz com que a boca fique seca, não crie alarde Bella, basta apenas lhe dar um copo d’água – a enfermeira disse pegando um copo de água e depois deu na boca de Edward aos pouquinhos.

- Melhor amor? – perguntei preocupada.

- Sim – ele disse conseguindo falar agora, mas a voz ainda estava fraca – Bom dia.

- Bem as duas não podem ficar ao mesmo tempo – A enfermeira lembrou.

- Eu fico, vá tomar um café da manhã descente na lanchonete do hospital Bella – Esme falou.

- Tia Esme eu prefiro ajudar Edward com o café dele primeiro, depois eu tomo e ai você fica com ele pra mim, por favor.

- Bella – mesmo a voz de Edward soando fraca eu pude ouvir o tom de advertência em sua voz.

- Amor, sem essa de “Bella” - eu disse – Eu quero cuidar de você, eu nem vou conseguir tomar meu café da manhã se não souber que você já se alimentou e está bem.

- Ok, vou visitar Carlisle depois volto. Até mais – Esme saiu do quarto e a enfermeira fez o mesmo me deixando pra cuidar de Edward.

...

Enjoos...

Febres...

Noites acordadas...

Dores...

...

15 dias depois...

- BELLA – Cléo e Rose com sua barriga imensa entraram na sala de espera vindo me abraçar.

- Não gritem malucas, isso é um hospital – eu adverti e abracei primeiro Cléo e logo após tentei abraçar Rose, era algo quase impossível devido a imensa dimensão da sua barriga.

- Ah não seja chata, estávamos com saudades – Rose disse beijando minha bochecha.

- Eu também estava, quando chegaram à cidade? – perguntei.

- Eu cheguei ontem – Cléo respondeu – Não vim antes porque estava devendo uma conversa pro meu e para a minha mãe e também precisava apresentar o Guilhermo pra eles.

- Eu chegue há dois dias, mas sabe como é grávida, faz uma viagem boba e já precisa de repouso – Rose disse.

- Ah que saudades de vocês, é tão bom nós três juntas de novo – eu tentei abraçar as duas ao mesmo tempo e elas retribuíram.

- Podemos ir à lanchonete pra botarmos a conversa em dia? Minhas três crianças estão famintas – Rose disse afagando a gigantesca protuberância em seu abdômen.

- Ok, mas não posso me demorar muito, tia Esme está com Edward agora, mas eu não gosto de ficar muito tempo longe dele.

- Ok, vamos logo então – Cléo passou o braço no meu braço direito e Rose no esquerdo e fomos nós três pra lanchonete do hospital, botar a conversa em dia como nos velhos tempos.

...

Depois de termos recebido nossos pedidos começamos a conversar, eu e Cléo nos contentando apenas com um sanduíche de peito de peru e suco de laranja, já Rose havia pedido comida para um pequeno batalhão, mas isso se justificava já que ela tinha que comer por 4 pessoas.

- E então como Edward está? – Rose foi quem perguntou.

- Um pouco melhor agora – eu disse, e não pude impedir de que imagens dos últimos 15 dias viessem em minha mente, onde eu vi meu cabeção, meu melhor amigo, o meu amor tão debilitado – Mas foi tão difícil nesses últimos dias e ele esteve tão mal, que eu até cheguei a perguntar pro médico se tudo não eram sintomas de rejeição a nova medula, mas ele negou, disse que está tudo indo de acordo com o esperado. Às vezes ainda me da tanto medo – eu disse e só então me dei conta que estava chorando. As lágrimas vieram em desabafo devido a toda batalha que foram esses últimos dias, onde eu tinha que ser forte por Edward, não podia demonstrar fraqueza em sua frente ou isso o desencorajaria.

- Ei Bella calma, o pior já passou. – Rose segurou minha mão sobre a mesa e Cléo fez o mesmo com minha outra mão.

- Eu sei que é difícil, mas você tem que ser forte, Edward vai ficar bem. E vocês vão poder retomar a lua de mel. Agora sua vaca conta logo pra gente toda essa história do casamento em Las Vegas, depois a louca sou eu – Cléo disse me fazendo rir e desanuviando um pouco o clima.

- Sou uma mulher decidida, comprei aliança, pedi o Edward em casamento e o levei pra Vegas – eu disse rindo.

- Isso aí, garotas Swan’s são determinadas, que orgulho prima – Cléo me abraçou – Agora conta tudo com detalhes.

- Até mesmo os sórdidos, e é melhor contar tudo pra pensar se vamos te perdoar por não ter nos convidado – Rose disse rindo e comecei a contar tudo pra elas, até mesmo um detalhezinho sórdido ou outro, já que eu só conseguia ser assim com as minhas primas.

...

- Tio Charlie vai aceitar Bells, você só o pegou de surpresa. Você tinha que ver quando contei pro meu pai que tinha me casado com um mexicano – Cléo disse rindo – Pensei que ele fosse enfartar.

- Mas e agora seus pais aceitaram o Guilhermo? – perguntei.

- Claro que aceitaram, eles acham que ele deu um jeito na cabeça dessa maluca – Rose disse rindo.

- Bem meu pai já acha o contrário, que Edward é que fez minha cabeça pra fazer coisas loucas – disse realmente triste com a situação, desde a conversa desastrosa na casa dos meus pais, meu pai nunca mais tinha falado comigo. Minha mãe sempre ligava ou vinha ao hospital, e ela dizia que seu pai não se desse conta sozinho da burrada que estava cometendo, ela ia fazer ele se dar conta. Eu até falava pra ela deixar pra lá, pois não os queria brigando por mim.

- Calma Bells, depois que você e Edward saírem daqui, e ele estiver totalmente recuperado vocês dão logo um netinho pro tio Charlie e tudo fica bem – Cléo disse rindo.

- Ou ele morre do coração – eu disse – Eu espero quando Edward e eu sairmos daqui podermos ter uma conversa civilizada com meu pai. – eu disse deixando escapar um suspiro profundo – Agora me contem Rose você já veio pra ganhar os trigêmeos aqui certo?

- Sim, mamãe está super empolgada. Ela até preparou um quarto pra eles aqui. – ela respondeu – Eu também não vejo a hora de conhecer meus anjinhos.

- E nem eu de conhecer meu afilhado – Cléo disse.

Conversamos por mais alguns minutos e depois me despedi delas e voltei pro quarto de Edward e tia Esme aproveitou a companhia das meninas e também foi embora.

...

- Tudo bem meu amor? – eu perguntei me levantando da poltrona onde estava sentada assistindo TV, vendo que Edward tinha ficado mais pálido e que seu rosto estava suado.

- Nã..o...s..sei – ele disse batendo o queixo. Corri e coloquei a mão em sua testa e ele estava queimando.

- Calma, vou chamar a enfermeira – eu disse acionando o botão ao lado da cama, isso não era nenhuma novidade já fazia quase parte da nossa rotina após o transplante.

- O que aconteceu Bella? – Lucia uma das enfermeiras que eu já conhecia entrou no quarto.

- Febre, e acho que essa é bem alta – eu disse me afastando enquanto ela tirava a temperatura de Edward.

- Be...lla – Edward disse batendo o queixo.

- Amor se acalma – eu afaguei seus cabelos.

- Meu Deus – Lucia exclamou quando viu a temperatura no termômetro – Quase 42 graus, precisamos abaixar essa febre agora antes que ele tenha uma convulsão, Bella pegue uma toalha molhe e vá passando no rosto dele enquanto busco o remédio. – ela disse e saiu correndo porta a fora. Sem nem mesmo poder raciocinar sobre o que estava acontecendo eu corri pra fazer o que ela me pediu.

- Vai passar amor, vai passar – eu murmurava baixinho pra ele que estava com o corpo todo tremendo e continuava batendo queixo. Eu passava o pano molhado por seu rosto quando Lucia entrou no quarto e aplicou o remédio direto na veia de Edward. Continuamos passando a toalha molhada por seu rosto e 15 minutos depois, ele havia dormido e a febre abaixado. Lucia falou que o remédio que ele tomou era muito forte, e que inclusive ela teria que suspender as outras medicações por pelo menos 12 horas pra que não houvesse uma maior complicação por fazer mistura de medicamentos.

Mais uma noite eu dormi ali sentada numa cadeira ao lado de sua cama, prezando que ele ficasse bem e logo porque era muito difícil ver seu sofrimento.

...

1 semana depois

- Vamos amor só mais uma colher, acho que você já perdeu mais de 5 quilos, não pode continuar assim, faz um esforço – eu estava passando meu sermão diário em Edward enquanto tentava fazê-lo comer seu almoço.

- Bella tudo que como tem um gosto amargo horrível, me faz ter vontade de vomitar. Por favor, não me obrigue a isso – ele disse ainda muito fraco e abatido.

- Amor se esforça – eu disse porque sabia que sua recuperação só se demoraria mais se ele continuasse se alimentando tão mal – Andei lendo umas coisas na internet sobre o poder do pensamento, então porque não pensa em bons sabores e gosto, e imagina que é isso que está sentindo, talvez melhore. – eu disse, e era verdade sobre essa minha busca na internet, eu estava tentando de tudo.

- Amor você acredita mesmo nisso? – ele perguntou com seu sorriso debochado, por mais que estivesse fraco, ele não perdia a piada.

- Edward se não acreditasse nas coisas, nós nem estaríamos aqui hoje, com você no caminho pra ficar bom e saudável de novo – eu disse – Agora para de me enrolar e abre a boca.

- Ok – ele disse revirando os olhos e eu tive vontade de mordê-lo, mas eu não podia nem ao menos beijá-lo. Peguei a colher cheia daquele ensopado e coloquei em sua boca – Arhg, que horrível – Edward fez uma careta.

- Amor mentaliza que está comendo um delicioso Mc Donald’s – eu disse.

- Ok, Mc Donald’s, Mc Donald’s, Mc Donald’s – ele disse de olhos fechados e abriu a boca e eu lhe dei outra colherada e agora a careta foi menor.

- Isso ai, vamos lá, só faltam mais umas 15 colheradas – eu disse e ele voltou a fazer careta e eu não pude deixar de rir.

...

1 semana depois

- Edward fiquei sabendo do seu mal estar ontem a noite – o médico disse fazendo anotações em sua prancheta.

- Dr. Brandon eu pensei que fosse morrer, não foi um simples mal estar – Edward disse, e lembranças da noite anterior inundaram a minha mente, tinha sido uma das noites mais terríveis desde a realização do transplante.

- Vamos realizar uma série de exames mais detalhados hoje pra ver como seu organismo está reagindo a nova medula. – Dr. Brandon disse e checou as aparelhagens que monitoravam Edward.

- Será que realmente deu certo esse transplante? Depois de ontem estou com medo que não tenha funcionado – Edward disse deixando que realmente o medo transparecesse em seu tom de voz e em seu olhar. Ontem a noite logo após o jantar ele sentiu os enjôos de sempre, e fez vômito como já tinha acontecido várias vezes. Mas a ânsia não passou como acontecia sempre, ele não parava de vomitar, ele foi ficando mole nos meus braços, sua temperatura ao contrário dos outros dias começou a cair. Chamei a enfermeira, e ela constatou que sua pressão arterial havia caído consideravelmente, e após fazer um exame rápido com uma picada no dedo de Edward viu que a glicose também havia caído. Novamente ela recorreu a um medicamento intravenoso forte, para que ele não continuasse piorando. Só que dessa vez o efeito não foi rápido, Edward continuou vomitando, e seu corpo começou a tremer, a pressão foi estabilizando, mas a temperatura não estava aumentando. A enfermeira havia trago 3 cobertores e envolvido no corpo de Edward, que aquela altura, já não conseguia dizer nada coerente.

- Edward fique tranqüilo, porque está dentro do normal, depois que fizer os exames de hoje, vou poder te dar todas as informações detalhadas. – Dr. Brandon disse – Agora se prepare porque vai passar o dia fazendo exames, quem vai te acompanhar? Bella ou sua mãe?

- Eu preferia que minha linda esposa – Edward disse me dando seu sorriso torto – Aproveitasse para descansar, mas eu duvido que ela aceite.

- Quem bom que sabe, eu te acompanho em tudo. Sabe que quando fico longe fico com saudades – eu disse piscando pra ele que me devolveu um lindo sorriso.

- Huummm – Dr. Brandon raspou a garganta fazendo com que nossa bolha se quebrasse – Então casal super apaixonado vamos aos exames.

...

15 dias depois

Já fazia um mês que estávamos nos hospital e na última semana Edward começou a melhorar nitidamente aos olhos de todos que o viam diariamente, eu, Esme, os médicos e os enfermeiros que cuidavam dele.

- Amor tem algo estranho, essa comida não está com o gosto amargo, e olha que nem estou precisando pensar que estou comendo um Mc Donald’s – Edward disse enquanto comia já sozinho um macarrão com legumes que foi servido em seu almoço.

- Que ótimo, isso deve ser um bom sinal – eu disse – Assim vai ser bom que você já come mais e tenta recuperar os 7 quilos que você perdeu nesse 1 mês e meio que estamos aqui.

- Eu devo estar horrível – ele disse abaixando os olhos.

- Amor isso é impossível pra você – eu disse segurando seu queixo – Gordo ou magro, você sempre vai ser lindo, o meu lindo.

- Queria te beijar agora – ele disse respirando fundo.

- Sabe que não podemos, mais um pouco de paciência.

- Paciência – ele disse respirando fundo novamente.

...

- Edward as notícias que tenho são as melhores possíveis – Dr. Brando disse com um grande sorriso no rosto – A medula finalmente se adaptou em seu organismo e já está funcionando normalmente, você terá alta em breve.

- Sério isso? – Edward perguntou com os olhos já úmidos. Ouvi aquelas palavras do médico tirou um peso tão grande das minhas costas, que eu nem sabia que estava carregando, que parecia que minhas pernas iam até ceder.

- Muito sério, breve você vai poder retornar sua vida normal. Fará acompanhamento de 4 em 4 meses pelos próximos dois anos pra sempre checarmos, mas você está curado garoto — Dr. Brando disse.

- Ouviu isso amor? Curado, eu estou curado – Edward disse e eu o abracei forte, e nós dois choramos juntos, só que dessa vez foi de alegria, depois de tantas lágrimas derramadas por tristeza.

- E visitas estão liberadas agora e beijos também – Dr. Brandon disse rindo e Edward não hesitou em grudar sua boca na minha, sua língua pediu passagem e foi concedida no mesmo momento. Eu estava com tanta saudade desse beijo, de poder senti-lo assim.

Não sei quanto tempo ficamos nos beijando só sei que quando paramos porque nossos pulmões já estavam queimando pela ausência de ar, Dr. Brandon já não estava mais no quarto.

- Eu te disse pra nunca perder a fé. – eu disse com a testa encostada na sua enquanto respirava fundo para recuperar o fôlego.

- Eu te amo, obrigado por ter estado comigo todo esse tempo – ele disse segurando meu rosto entre as suas mãos.

- Eu não poderia estar em outro lugar, eu te amo – eu disse e nos beijamos novamente.

Depois da ótima notícia tivemos visitas naquele dia mesmo, Carlisle e Alice vieram, mais pessoas queriam vir, mas achamos melhor elas revezarem.

...

2 dias depois

- Amor você me fez uma promessa e ainda não cumpriu – Edward disse enquanto ele assistia TV e eu atualizava o blog dizendo que Edward havia se curado e que depois que ele saísse do hospital eu faria minha última postagem.

- Qual?

- De me deixar ler o blog.

- Ah, mas eu disse que não queria estar perto quando você lê-se. – tentei escapar, porque eu morria de vergonha de saber o que Edward iria pensar do que eu havia escrito durante esses meses.

- Então vai dar uma volta – ele disse piscando pra mim e eu tive vontade de atirar aquele notebook na cabeça dele, que desaforo.

- Edward – eu disse seu nome uma oitava acima do normal – Você é um desaforado.

- Bella eu quero ler, podíamos ler nós dois juntos, mas já que você faz tanta questão de não estar perto, eu estou curioso. – ele tentou se justificar.

- Ok, já que você não quer minha companhia. Eu vou só terminar este post e vou deixar o notebook com você e você ler o quanto quiser, só volto à noite vou visitar aquele surfista gatinho que já ganhou o campeonato da Flórida três vezes. Ele teve um pequeno acidente e também está internado aqui.

- Como você sabe disso? – Edward perguntou com o rosto mal humorado agora.

- As enfermeiras não comentam outra coisa, agora só me deixe terminar – eu disse e voltei meus olhos pra tela do computador enquanto ignorava os murmúrios de Edward.

...

Depois de uma pequena discussão com Edward, eu saí do quarto o deixando com o computador e o blog aberto, mas ele me fez prometer que eu não visitaria o surfista. Eu disse que eu só fiz isso para implicar com ele, que eu jamais realmente iria visitar o tal surfista. Que eu iria era aproveitar pra dedicar um tempo na parte de tratamento oncológico infantil no hospital, acontecia uma parte do dia dedicada a brincadeiras com voluntários. Eu sempre que saia do quarto para que Esme ficasse ia pra lá ajudar a fazer algumas crianças sorrirem.

...

Já era início da noite quando voltei pro quarto e encontrei Edward ainda com o notebook no colo.

- Ainda?

- Só um minuto – ele disse e voltou seus olhos pra tela e eu senti minhas bochechas corarem, com vergonha por ele estar lendo minhas confissões. – Agora sim, terminei – ele disse e fechou o notebook.

- Hum... e aí?

- Digamos que é um dos livros mais emocionantes que já li – ele disse estendendo a mão em minha direção em um convite para que eu me aproximasse de sua cama. Caminhei até ele e segurei sua mão. – Você me fez rir, me fez chorar, ao ver o quanto você também estava sofrendo comigo, mas acima de tudo fez eu sentir que sou o cara mais sortudo do mundo por você me amar tanto assim.

- Ah amor eu que sou a mulher mais sortuda do mundo por ter você. – eu disse e o beijei – Tenho que te confessar algo – eu disse interrompendo nosso beijo.

- Não vai me dizer que foi ver o maldito surfista?

- O que? Hã... claro que não – eu disse rindo do meu ciumento – Nem estava mais lembrando disso seu bobo, é outra coisa.

- O que?

- Um dia no trailer eu achei um caderninho seu de anotações e folheando ele eu encontrei também um desabafo seu.

- Hã... você leu aquilo? – ele perguntou constrangido desviando seu olhar do meu – Meio gay aquilo neh, parecendo diário.

- Não tem nada gay, foi uma maneira que você encontrou de desabafar. Não precisa se envergonhar por isso. Suas palavras me tocaram, e me senti bem de compreender um pouco mais do que você estava sentindo.

- Bem já que agora vamos acabar com nossos “diários”, sugiro que sempre falemos um com o outro o que estamos sentindo, sem medo, somos um casal.

- Um casal casado.

- Yeah. Sr. e Sra. Cullen – Edward disse rindo e me puxou para um beijo de novo.

...

- Bom dia meus amores – minha mãe entrou no quarto do hospital, logo depois que Edward e eu termos terminado nosso café.

- Bom dia – Edward e eu respondemos.

- Tudo bem com vocês? – ela perguntou meio receosa.

- Sim, pode abrir logo mãe. O que houve? – perguntei direta, porque conhecia muito bem dona Renée.

- Ok, vou direto ao assunto então – ela disse e respirou fundo – Seu pai está ai fora e veio ter uma conversa com vocês, há dias ele está se remoendo pra isso, mas queria que Edward já estivesse bem. Vocês vão recebê-lo? – ela perguntou e Edward e eu nos entreolhamos por alguns segundos. Eu não queria mais brigas com meu pai, eu queria acertar de uma vez as coisas com ele.

- Claro, pode pedi-lo pra entrar – Edward disse e segurou firme e minha mão, estávamos juntos para passar por mais essa.

Notas finais
Olá... desculpem a demora pra postar é porque estou dando uma viajada e estou com pouco tempo pra escrever. Espero que curtam esse capítulo e não deixem de comentar, por favor.
A opinião de vocês é que mais importa.
Bjs