Everything Can Change All The Time

29 Capítulo 29 – It’s everything ok now


- Oi – meu pai entrou no quarto ressabiado com minha mãe logo atrás.

- Oi – eu e Edward dissemos meio baixo e o silêncio perdurou no ar.

- Hum... eu já estou sabendo das novidades Edward, que você está curado – mau pai disse tentando amenizar o clima instalado – Parabéns, fico muito feliz de verdade.

- Obrigado Charlie – Edward disse e apertou mais minha mão.

- Charlie vamos ter logo a conversa, chega de adiar isso – minha mãe disse.

- Claro, claro – meu pai disse passando a mão sobre o bigode, um claro sinal de que ele estava nervoso.

- Sentem – se – Edward disse apontando para o sofá que ficava ao lado da cama. Pelo visto a conversa ia ser longa, o melhor era que todos estivessem sentados confortavelmente mesmo.

- Obrigado – meu pai disse todo receoso novamente e se sentou no sofá e minha mãe se sentou ao seu lado. Eu estava sentada ao lado de Edward em seu leito.

- Hum bem Charlie, acho que eu devo começar falando, pedindo desculpas, já que na última conversa eu nem estava presente, o que foi um erro – Edward disse – Eu jamais fugiria das minhas responsabilidades...

- Edward antes de qualquer coisa eu preciso falar, na verdade contar uma história que eu tinha esquecido e que Reneé me lembrou – meu pai disse segurando a mão da minha mãe e eles trocaram um olhar cúmplice – Eu e Reneé nos apaixonamos muito jovens, e se ela é meio maluquinha hoje imagina o quanto ela era maluca quando era jovem – meu pai disse e deixou um riso escapar e minha mãe olhou feio pra ele e depois riu, o que fez eu e Edward rirmos também – Bem, eu sempre fui o filho perfeito para os meus pais, as melhores notas, não freqüentava festas tumultuadas, bagunças, e estava sempre só focado em estudar e conquistar um futuro brilhante. Só que um dia chuvoso eu vi uma mulher maluca parada na beira da estrada tentando trocar um pneu de sua caminhonete velha, apesar de eu estar atrasado para uma aula importante eu parei pra ajudar.

- Melhor decisão da sua vida – minha mãe disse rindo e eu e Edward sorrimos cúmplices.

- Com toda certeza querida – meu pai pegou a mão da minha mãe e a beijou – Então eu a ajudei aquela doida e a partir daquele dia minha vida mudou porque eu me apaixonei totalmente por ela. – ele disse e ele ainda tinha um olhar apaixonado ao falar da minha mãe – A partir daí eu comecei a aproveitar mais a vida, tudo que eu não tinha aproveitado toda a vida em que vivia recolhido em casa. Renee me fez ter vontade de seguir meus próprios sonhos e não os sonhos dos meus pais, eu sempre quis ser policial desde pequeno, mas meus pais queriam que eu fosse médico, por mais que eu dissesse que não tinha a mínima vocação. Eu sempre quis ser o herói, aquele que prende os bandidos.

- Bem mais atraente assim – minha mãe disse rindo e meu pai corou, éramos tão parecidos.

- Bem... eu larguei a medicina e fui começar a me preparar para entrar na policia, meus pais ficaram revoltados. Todo dia era uma gritaria lá em casa, se eles não iam com a cara de Renee antes e só a toleravam, depois disso, nem isso eles faziam mais. Minha mãe proibiu a entrada dela em nossa casa. – meu pai disse e eu fiquei surpresa. Dizer que a vovó morria de amores pela minha mãe não era verdade, mas elas sempre tiveram uma relação digamos que de respeito uma com a outra. Eu jamais imaginei toda essa situação que meu pai está contando. – Renee continuou me apoiando e se ela não podia vir na minha casa por causa dos meus pais, eu vivia na casa dela, porque sempre fui bem recebido lá.

- Sempre teve uma ótima sogra – minha mãe disse rindo. E era verdade, a vovó sempre tratou os três genros muito bem, minha mãe e minhas tias até reclamavam dizendo que ela dava mais importância pra eles do que pra elas.

- Continue pai, estamos curiosos – eu disse, porque eu realmente estava surpresa com toda essa história e também tentando entender o que essa história iria influenciar na conversa que tínhamos que ter.

- Bem depois de muita dedicação e com o apoio incondicional de Renee eu finalmente consegui entrar na polícia, ela já havia acabado o primeiro ano da faculdade. Eu queria dar um passo a mais no nosso relacionamento, mas eu tinha medo. Apesar de tudo eu ainda tinha medo de enfrentar meus pais com mais essa decisão – meu pai disse e respirou fundo – Passou mais algum tempo e eu continuava com medo, mas sua mãe ficava a cada dia mais impulsiva, estava louca pra começarmos a dividir de uma vez por tudo uma vida juntos, isso incluía nem que fosse uma quitinete, já que não estávamos nas melhores condições financeiras.

Mais informações novas, eram meus pais, pessoas que passaram a vida toda ao meu lado e eu não sabia nem 10% da história deles.

- Então um dia Renee e eu fomos passar o fim de semana em Savannah e ela me surpreendeu me pedindo em casamento, dizendo o quanto me amava e o que não agüentava mais ficar longe de mim, que podiam vir às dificuldades que fossem que ela sempre estaria ao meu lado.

- Então você teve a quem puxar – Edward disse pra mim e ergueu minha mão e a beijou.

- Nem eu sabia disso amor – eu disse rindo – E você claro aceitou. – eu disse ao meu pai.

- No primeiro momento me assustei e até relutei um pouco – meu pai disse – Não porque eu não tivesse certeza do que eu sentia, eu só sabia que meus pais não aceitariam. E essa foi a resposta que dei pra sua mãe, que eu aceitava sim, mas pra esperarmos mais um pouco e tentar convencer meus pais das minhas escolhas.

- Decepcionante, eu sei – minha mãe disse – Mas eu tinha mais uma carta na manga.

- Que carta era essa? – eu perguntei extremamente curiosa.

- Ela me sugeriu que pegássemos o primeiro vôo pra Las Vegas e nos casássemos lá – nessa hora meu queixo caiu e eu fiquei totalmente perplexa. Meus pais se casando em Vegas era novidade demais pra mim.

- Amor respira – Edward soprou pra mim, eu tomei uma grande lufada de ar porque eu realmente havia parado de respirar por alguns segundos. – Continue Charlie – Edward incentivou.

- Bem na hora eu fiquei ainda mais chocado, mas depois de olhar por alguns segundos pro rosto de Renee eu sabia que eu não poderia ter outra escolha, meu lugar era ao lado dela e eu enfrentaria o que fosse.

- Então bebê você não foi a única a se casar em Vegas – minha mãe disse rindo.

- Puta q... – eu ia exclamar minha surpresa.

- Ei nada de palavrões – meu pai disse em tom de advertência e eu quase tive que morder a língua pra me conter.

- Mas eu já vi as fotos do casamento de vocês, meus avós estavam presentes e não foi em Vegas – eu disse após ter me lembrado do álbum que minha mantinha guardado.

- Esse foi o segundo casamento – minha mãe disse – Um casamento mais simbólico, só pra que as pessoas que amamos pudessem poder compartilhar desse momento conosco e ele aconteceu só depois que conseguimos nos entender com todos.

- Mas porque nunca me contaram? – perguntei um pouco magoada de meus pais terem escondido de mim algo tão importante.

- Bella depois que tudo se acertou entre nós e nossas famílias, e que a paz reinou, decidimos que Vegas seria uma lembrança só nossa, e para todo o resto nosso casamento teria sido aquele no sítio em West Palm Beach. – meu pai respondeu. – E bem essa é uma memória tão distante que eu me esqueci dela na hora de te julgar. Eu jamais deveria ter feito isso, ainda mais eu tendo feito o mesmo há anos atrás. Me perdoe por todas as palavras duras minha filha, é só muito difícil ver sua menininha, sua primogênita virando uma mulher ainda mais assim tão de repente – ele disse e uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha, mas ele rapidamente a limpou – Me perdoe também Edward, eu sempre soube que você seria o homem que faria minha feliz, por mais que ela nem mesmo enxergasse isso, eu sempre soube que ela amava você, e você a amava de uma maneira incondicional e pra sempre.

- Obrigada por entender pai – eu disse já chorando devido as últimas palavras do meu pai.

- Não tem que agradecer filha, eu quero que vocês sejam muito felizes, esqueça tudo aquilo que lhes falei antes, eu estava de cabeça quente, por favor, me perdoem. – Meu pai disse se levantando e vindo até perto do leito de Edward e eu me levantei e o peguei em um abraço.

- Está desculpado pai, e me desculpe por lhe dar esse susto, mas o meu casamento com Edward foi a decisão mais acertada que eu já tomei em minha vida – eu disse.

- Eu te entendo filha – ele beijou minha testa e trocou um olhar cúmplice com minha mãe.

- Charlie eu queria te pedir duas coisas – Edward disse e eu o encarei confusa e curiosa.

- Diga – meu pai disse.

- Primeiro quero agradecer por sua compreensão, mas também queria pedir desculpas pelo susto que demos em vocês com o nosso casamento e por ter tirado de vocês esse momento, mas como Bella disse essa foi a decisão mais acertada que já tomamos – Edward disse e eu lhe lancei um sorriso, era bom saber que ele compartilhava dos meus pensamentos.

- Está desculpado se também me desculpar por meu rompante, por mais que não tenha presenciado, eu sei que se Bella sofre você sofre também. – meu pai disse.

- Está desculpado Charlie, mas vamos ao segundo pedido – Edward disse e respirou fundo, estava a cada segundo mais curiosa pra saber que pedido seria esse.

- Diga logo porque deixou todos nós curiosos – minha mãe disse quase quicando no sofá tamanha era a ansiedade.

- Eu quero pedir pra você agora de uma maneira correta a mão da Bella em casamento – Edward disse e por mais que já fossemos casados meu coração perdeu uma batida tamanha a minha surpresa – Não pensem que isso se deve ao fato da história que você nos contou, de que vocês fizeram o mesmo. Eu já vinha pensado nisso há um tempo, pensado que quando eu ficasse bem e que nos acertássemos com você, eu faria o pedido e realizaríamos uma cerimônia apenas pros mais amigos e familiares para poder compartilhar também com vocês toda a alegria que tivemos em Vegas.

- Estou surpreso – meu pai disse. Se ele estava surpreso imagina a minha cara, Edward nunca tinha mencionado nada disso para mim. – Mas realmente eu não podia esperar outra atitude de você – meu pai disse, eu ainda estava ali perplexa – Tem minha permissão.

- E a minha também – minha mãe disse.

- E você meu amor aceita se casar comigo de novo? – ele perguntou segurando a minha mão.

- Sim, claro que sim – eu esqueci a presença dos meus pais e o beijei longamente.

- Hum... acho melhor irmos – ouvi meu pai dizer e então parei de beijar meu Edward, mas não sem antes lhe dar alguns selinhos.

- Pai muito obrigado por tudo – eu o abracei de novo.

- Seja feliz minha filha e já serei eternamente recompensado – ele disse e beijou minha testa mais uma vez.

- Melhor irmos mesmo, tenho certeza que dentro de poucos dias vocês também estarão fora daqui – minha mãe disse.

- Também tenho essa certeza – eu disse e abracei minha mãe. Nós nos despedimos dos meus pais e após a saída deles eu voltei a beijar Edward em comemoração a nossa segunda cerimônia de casamento.

...

- Edward para com isso, eu estou falando sério – eu disse o advertindo pela quinta vez. Ele estava sentado na cadeira de banho debaixo do chuveiro, amanhã ele receberia alta, mas ele estava incontrolável tentando me agarrar debaixo do chuveiro.

- Bella só estamos nós dois aqui – ele disse e tentou me puxar, ele estava me molhando toda nesse processo.

- Edward estamos em um hospital, você ainda está internado aqui.

- Amor eu estou com saudades – ele disse com aquela voz que me fazia derreter, mas eu precisava ser forte, por mais difícil que fosse tendo ele totalmente sem roupas. Ele estava bem mais magro, mas ele continuava lindo e me atraindo, se dependesse de mim eu me entregaria a ele ali mesmo, mas o médico foi claro dizendo que Edward ainda estava muito fraco e que alguns tipos de atividade ainda estavam suspensas.

“Inclusive sexo Sr. Edward Cullen, sexo só depois de segunda ordem. Vai pra casa, mas ainda ficará de repouso apenas se recuperando” – essas foram as palavras do médico quando Edward questionou, claro que nesse momento eu fiquei corada e querendo me esconder em algum lugar.

- Eu também estou amor, mas você precisa ser um pouco mais paciente, em breve nós vamos poder matar essa saudade – eu passei a mão jogando seu cabelo que estava bem cumprido pra trás.

- Não há como fazer você mudar de idéia? – ele perguntou.

- Não – eu respondi.

- Não mesmo? – ele questionou e antes que eu pudesse responder, ele me puxou e eu caí em seu colo.

- Edw... – eu ia o repreender, mas ele me calou com um beijo, uma mão sua apertou minha coxa e a outra segurou em minha nuca. Será que o médico estava certo ao dizer que Edward estava fraco? Porque ele me parecia bem forte, ou eu que era fraca demais pra resistir a ele.

Edward migrou sua mão pra dentro da minha blusa molhada e apertou meu seio e eu acabei soltando um gemido, eu estava sensível sem o toque dele há muito tempo.

Toc...toc.

- Bella! Edward! – era a voz da enfermeira Andy que estava de plantão agora.

- Mais que p... – Edward ia reclamar, mas eu na hora que ouvi o toque na porta já tinha pulado do colo dele e lhe lancei um olhar que ele sabia que era melhor não dizer nada.

- Já estamos indo Andy, eu estava ajudando Edward com o banho, mas já acabamos – eu disse alto e Edward desligou o chuveiro.

- Precisam de ajuda? – ela perguntou sempre prestativa. Ainda bem que ela chegou ou teríamos feito besteira.

- Não precisa, vou ajudar ele a vestir uma roupa e já saímos – eu respondi.

- Ok, qualquer coisa é só me chamar, daqui a pouco volto com as vitaminas do Edward – ela disse e ouvi seus passos se afastando.

- Seu maluco, quase somos flagrados pela enfermeira – eu disse passando a toalha no cabelo molhado de Edward.

- Não se pode culpar um homem por tentar – ele disse rindo e eu não hesitei e lhe dei uma toalhada e ele novamente me puxou para seu colo.

- Edward me solta, daqui a pouco a enfermeira volta, seja paciente, por favor – eu pedi.

- Ok – ele disse fazendo um bico e eu lhe dei um selinho e levantei do seu colo.

Ajudei Edward a trocar de roupa e depois eu também tive que trocar minhas roupas que estavam encharcadas.

...

- AH BEM VINDOS – o grito assustou Edward e eu quando abrimos a porta de sua casa. Parece que resolveram dar uma festa de comemoração porque finalmente Edward tinha tido alta e estava curado, sem falar na sua incrível recuperação que estava a cada dia melhor.

- Ah meu filho é tão bom te ver fora daquele hospital – Esme foi a primeira vir pegá-lo em um abraço apertado.

Todos os mais íntimos estavam ali. Seus pais e Alice, meus pais e Seth. Sua avó, Rose e Emmette, até mesmo Cléo e Guilhermo.

Muitos foram os abraços e muitas lágrimas foram derramadas, aquela não era uma vitória só de Edward, era uma vitória de todas as pessoas que o amavam e que queriam o seu bem.

- Bem eu queria dizer algumas palavras – Edward disse e todos os olhos se voltaram pra ele. Ele segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos e nós trocamos um olhar cheio de significados e amor. – Primeiro quero agradecer a todos vocês por estarem aqui e por todo o apoio que me deram durante todo esse período turbulento. Mas em especial quero agradecer a minha anãzinha – ele me deu seu sorriso torto e beijou minha testa – Ela que sempre foi o amor da minha vida, por mais que tive que ser muito paciente para que enfim ela descobrisse que eu também era o amor da vida dela.

- Tão inteligente pra algumas coisas e tão bobinha pra outras – Rose disse rindo afagando sua enorme barriga e eu fiz uma careta pra ela.

- Bem anãzinha você sabe o quanto eu amo você e que eu não posso viver sem você, se não fosse seu apoio e os seus inúmeros pedidos pra que eu nunca desistisse talvez eu já tivesse me deixado sucumbir. – Edward disse segurando em minhas mãos e olhando dentro dos meus olhos, senti algumas lágrimas teimosas molhando meu rosto – Obrigado meu amor por tudo, eu te amo.

- Também te amo – eu disse e ele segurou meu rosto entre minhas mãos e me beijou, e ai a algazarra da nossa família foi geral. Assovios, gritos e até aplausos.

- Ok, já chega – eu disse quando parei de beijar Edward diante da nossa platéia.

- Olha ela ainda fica vermelha que gracinha – Cléo disse e eu devo ter ficado mais vermelha ainda.

- Bem antes de deixar minha anãzinha ainda mais constrangida eu tenho uma novidade pra vocês – Edward retomou a palavra – Vocês todos sabem que eu e Bella nos casamos em Vegas, mas nós decidimos que queremos fazer uma nova cerimônia para ter vocês todos como testemunhas da nossa felicidade, e também queremos poder partilhar dessa alegria com nossas famílias e nossos amigos. Então comecem a se preparar porque em breve teremos um casamento realizado na praia.

Depois do que Edward disse houve ainda mais algumas comemorações e muita empolgação da parte de todos, mas principalmente das mulheres. Todos já começaram a fazer mil planos. Ficamos mais alguns poucos minutos e subimos pro quarto, porque Edward ainda precisava descansar devido a seu estado.

...

- Trouxe seu jantar – eu disse entrando no quarto de Edward, ele dizia que era nosso, mas eu só me sentiria totalmente confortável quando realmente tivéssemos o nosso quarto fora da casa dos nossos pais.

- Me diz, por favor, que é um generoso pedaço de lasanha. – ele disse se sentando na cama.

- Infelizmente não amor, você ainda tem que ficar com uma alimentação mais leve e saudável. – eu disse e ele não escondeu a cara de frustração.

- O que é? – ele disse enquanto eu colocava a bandeja na mesa de cabeceira e me sentava ao seu lado na cama.

- Peito de frango grelhado, salada, arroz e batata com molho branco e cheddar – eu disse e seus olhos dele brilharam com o último elemento.

- Finalmente algo bom – ele disse rindo – Você trouxe seu prato também?

- Não amor, eu jantei com todos, porque eu não conseguiria subir com duas bandejas. Mas acho que a partir de amanhã você já pode comer lá embaixo, só hoje que é melhor ficar aqui quietinho porque já tivemos muitas emoções. – eu disse e coloquei a bandeja sobre seu colo.

- Só de sair daquele hospital sabendo que estou bem já foi uma emoção e tanto – ele disse – Agora podemos voltar pros nossos planos amor. Tenho já várias coisas em mente.

- Então compartilhe comigo, quero muito começar de verdade nossa vida juntos – eu disse e afaguei seu rosto.

- Você é a minha vida Bella – ele me beijou e até esquecemos da bandeja e quase a jogamos no chão.

...

- Tia Esme seu filho vai me enlouquecer – eu cheguei à cozinha com a respiração ainda falha depois de fugir das investidas do Edward. Os dias tinham passado, ele estava a cada dia melhor, mas ainda não havia sido liberado pelo médico.

- O que houve querida? – Esme me perguntou enquanto mexia em algumas panelas no fogão.

- Hum... nada – eu disse constrangida, porque eu não ia falar dessas intimidades com a minha sogra.

- Querida eu conheço os homens e sou uma mulher. Eu sei das necessidades que sentimos, pode se abrir comigo. Apesar de agora ser sua sogra, ainda sou a tia Esme.

- Então... eu tenho necessidades tanto quanto o Edward, mas o médico ainda não o liberou, mas o Edward parece nem ligar e só sabe me tentar, é difícil não atender as necessidades. – eu desabafei constrangida.

- Ah juventude é uma benção, é muito vigor mesmo – ela disse sorrindo – Não que eu reclame, porque Carlisle ainda é um homem muito vigoroso – ela disse e eu devo ter ficado vermelha ao ponto de quase explodir ao ver Tia Esme, agora minha sogra falando de suas intimidades com Carlisle.

- Hum... que bom. Eu vou lá ao quarto da Alice porque tenho que ver mais alguns detalhes do casamento já que ela que se dispôs a organizar tudo – eu disse e sai quase que correndo da cozinha. Só não podia encontrar Edward no meu caminho, porque minhas forças pra resistir já estavam acabando, queria tanto senti-lo de novo.

...

- Ah toda a trilha sonora está finalizada – Alice disse fechando seu notebook. Havíamos ficado quase 2 horas decidindo todas as músicas que iriam tocar em cada hora do casamento. Edward disse que nós tínhamos gostos parecidos e que todas as minhas escolhas com certeza também serias as dele.

- Menos uma coisa, esse tempo que falta vai passar voando. – eu disse. Aliás, o ano todo já estava passando voando. Logo Edward e eu retornaríamos pra nosso antigo sonho de estudar em Harvard. Mesmo ainda se recuperando Edward já havia começado a tomar as providências. Ele tinha vendido o trailer, e com o bom dinheiro que conseguimos Kate e Garret estavam nos ajudando procurando um pequeno apartamento para que pudéssemos comprar, porque morar no dormitório da universidade estava fora de cogitação agora, não íamos querer ficar separados.

- Posso entrar? – uma voz familiar perguntou da porta.

- Claro super grávida – eu respondi.

- Não é só a super grávida – a porta se abriu e Cléo e Rose passaram por ela. Eu estava achando que Rose iria explodir a qualquer momento.

- Rose você não deveria estar de repouso? – perguntei depois de eu e Alice termos cumprimentado as.

- Ah Bella eu fico enjoada de ficar o tempo todo deitada. – ela disse e se sentou na poltrona do quarto de Alice.

- Rose a partir do sétimo mês, você pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento no seu caso que são trigêmeos, certo?! – Alice questionou, ela também devia estar com a mesma impressão que eu, que Rose era uma bomba relógio.

- Sim, e eu já estou com 7 meses e 3 semanas – Rose disse – Na verdade eu estou ansiosa pra conhecer meus três bebês – Rose disse afagando a barriga.

- Todos nós estamos – Cléo disse.

- Bem garotas, tenho balé agora – Alice disse se levantando – Mas podem ficar a vontade no meu quarto – ela pegou sua bolsa, que eu sabia que continha suas coisas do balé – Porque sei que Bella está longe do dela porque está fugindo do Edward – ela deu uma risadinha em minha direção. Bem o quarto dela era ao lado do de Edward, então com certeza ela já devia ter me ouvido tentando me desvencilhar do Edward.

- Hum e porque você está fugindo prima? – Cléo perguntou já com a voz maliciosa.

- Beijo – Alice nos soprou um beijo e saiu pela porta a fechando em seguida.

- Diz Bella porque está fugindo do Edward? Já começaram a ter problemas? – Rose perguntou.

- Sim, um problema ligado a sexo. – respondi e escondi meu rosto entre minhas mãos.

- Edward não está funcionando? Não está te correspondendo? – Cléo perguntou e seu tom de voz demonstrava que ela realmente havia se preocupado com isso.

- Não é isso Cléo. – Respondi me endireitando – Edward passou por um transplante, e ainda está se recuperando e o médico já tinha nos alertado que ele ainda estava fraco que inclusive o sexo era uma atividade para ser excluída até segunda ordem.

- Você está subindo pelas paredes? É isso Bella? – Rose perguntou rindo.

- Também – fui honesta – Mas Edward parece estar pior do que eu, porque querendo ou não já tive um certo alívio – eu disse morri de vergonha, mas minhas primas sempre foram muitas as minhas amigas e com elas eu até conseguia tratar de alguns assuntos que eu julgava serem mais constrangedores.

- Como assim Bella? – Cléo perguntou.

- Edward fica louco atrás de mim, me atiçando o tempo todo. E eu sempre fugindo, ai teve um dia que ele falou que quem estava de repouso era ele e não eu, e que ele ia me dar prazer por mais que ele mesmo não pudesse ter, que já seria ótimo proporcionar isso pra mim, palavras dele.

- Hum... que máximo. Edward só sobe no meu conceito – Cléo disse – E então o que vocês fizeram?

- Ah Cléo não se faça de boba, você sabe como – eu disse fitando o chão.

- Não, nós não sabemos – Rose disse e olhei seu rosto e a vi segurando o riso.

- Vocês são muito chatas.

- Responde logo Bella, você não é mais virgem, já é uma mulher casada assim como nós – Cléo disse.

- E nós sempre fomos um trio muito unido, então diz logo – Rose disse.

- Edward tem mãos e uma boca incrível. – eu disse e abaixei de novo minha cabeça.

- Ah isso ai priminha conhecendo as coisas boas da vida – Cléo disse rindo – Mas e ai isso só aconteceu uma vez?

- Claro, porque ele não se contentou apenas em me dá prazer, e foi difícil pra eu não poder fazer o mesmo por ele, mesmo vendo o quanto ele estava necessitado. Se acontecer de novo, vamos acabar não resistindo. Como vocês mesmas disseram eu estou subindo pelas paredes – eu confessei e elas riram.

- Ah Bella eu te entendo, com essa barriga gigante eu também estou de licença já, meu médico mesmo proibiu assim que completei 7 meses – Rose disse.

- Ah que pena primas, mas o Gui comparece todo dia, homens latinos são tão calientes – Cléo disse e nós rimos.

- Mas essa é a vida, o que nos resta a fazer se não esperar? – questionei.

- Muita coisa, inclusive tratar da sua despedida de solteira – Cléo disse animada.

- Sem chance Cléo, eu já estou casada, será apenas uma cerimônia pra os amigos e familiares também participarem. E eu e minha amiga Kate fizemos a minha despedida de solteira em Las Vegas – eu disse.

- Ah Bella não pode nos excluir disso, agora você tem que fazer uma aqui com a gente. – Rose disse, a outra estava a ponto de ganhar três filhos de uma vez e estava querendo festa, tinha que ser uma Swan mesmo.

- Não gente, não insiste. Se eu faço Edward vai querer fazer também, e uma coisa é aquele fez ele e Garret, outra são os amigos dele daqui, vão levar ele pro mau caminho, contratar streaper e ai em vez de casamento vai sair é divórcio – eu disse séria. Eu tinha ciúmes demais do meu cabeção pra deixar uma ordinária qualquer rebolando na sua frente, só de pensar nisso meu ódio começa a exalar pelos meus poros.

- Tão chata – as duas disseram juntas.

- Te Achei – a porta se abriu de repente e era Edward, eu quase caí da cama tamanho foi o susto.

- Eu não estava escondida cabeção. – eu disse.

- Estava fugindo de mim – Edward disse arqueando as sobrancelhas.

- Não seja mal educado e cumprimente Cléo e Rose – eu disse mudando o rumo da conversa.

- Desculpe – ele disse e foi até cada uma delas e as cumprimentou.

- Pelo que vejo você está cada dia mais recuperado, que bom Edward – Rose disse.

- Estou muito feliz de aos poucos poder ir retomando minha vida – ele disse – E Emmette?

- Foi pro Tennesse ontem e vem amanhã, teve um problema no rancho e ele teve que ir resolver, mas ele também não pode ficar muito tempo fora, porque nossos filhos podem nascer a qualquer momento.

- Tomara que eles esperem o pai chegar – Edward disse e sentou ao meu lado na cama – Parece que você vai explodir a qualquer momento.

- Ela está uma verdadeira bomba relógio – Cléo disse rindo — Eu e Guilhermo até tínhamos que ir embora porque deixamos funcionários cuidando do nosso bar, mas enquanto Emmette não chegar eu não fico tranqüila.

- Já te falei Cléo que estou na casa da mamãe e que ela cuida de mim – Rose disse.

- O problema é que você não para quieta em casa Rose, e tia Irina não consegue acompanhar seu ritmo, todos sabemos disso. – eu disse, pois conhecia muito bem minha prima.

- Ah vocês são muito chatas – ela disse e com um pouco de dificuldade e se levantou da poltrona – Hora de ir pra casa então descansar, porque eu também não estou agüentando de dor nas costas.

- Vamos – Cléo também se levantou, nos despedimos dela e elas disseram que não era preciso levá-las a porta.

- Bella depois acertamos mais detalhes da sua despedida de solteira – Cléo disse antes de sumir no corredor.

- Que história é essa de despedida de solteira, você já é casada Bella – Edward me fitava com uma expressão nada boa, maldita hora que Cléo abriu aquela boca, parecia até que queria me ver com problemas.

- Amor relaxa porque eu já avisei pra elas que não vai ter despedida de solteira, que já sou casada e já tive a minha em Vegas. – eu disse e segurei o rosto de Edward entre minhas mãos e lhe dei um selinho, mas a expressão dele não melhorou em nada – Amor desfaz esse bico não vai ter despedida de solteira.

- Dúvido que suas primas vão desistir da idéia.

- Daqui a pouco Rose tem esses bebês e sossega, e Cléo vai embora e deve voltar só no casamento.

- Ok – ele disse e passou os braços por minha cintura me puxando pro seu colo – Para de fugir de mim amor – ele beijou meu pescoço e mordiscou minha orelha.

- Edwa...Edward não podemos – eu disse quase deixando escapar um gemido enquanto ele beijava meu pescoço me deixando arrepiada.

- Bella eu estou ótimo, você sabe disso – ele me fez sentir sua ereção embaixo de mim, estávamos tão necessitados um do outro que um beijo era capaz de nos acender.

- Estamos no quarto de Alice – eu disse e pulei do seu colo tentando recobrar minha consciência.

- Ok, então vamos pro nosso quarto – Ele disse se levantando também.

- Não, vamos aproveitar seu ânimo pra descer e fazer um maravilhoso lanche da tarde, e nem ouse questionar – eu disse quando ele ameaçou abrir a boca e sabia que sairia mil reclamações.

...

- Meus pais saíram? – Edward perguntou quando eu entrei no quarto, após ter cuidado da cozinha pra Esme após o jantar.

- Sim e Alice foi com eles, acho que eles iam à casa de um amigo do seu pai. – eu disse e fui pro closet que agora Edward dividia comigo e comecei a colocar meu pijama.

- Então a casa é toda nossa? – Edward perguntou com a voz já cheia de má intenção.

- Amor, por favor – eu implorei porque sabia que ele aproveitaria pra investir com todas as armas e eu já não estava tendo mais forças pra resistir.

- Amor hoje você não me escapa, eu estou ótimo, não se preocupe com isso – ele disse e já estava dentro do closet, ele tomou o short do pijama da minha mão e o jogou longe.

- Edward... – tentei questionar, mas sua boca já grudou na minha e ele me encostou na porta do armário, me dando literalmente um amasso. Já cansada de resistir, eu entrelacei meus dedos nos seus cabelos que continuavam grandes e puxei mais sua boca de encontro a minha.

Ele me puxou pela cintura e entrelaçou minhas pernas ao redor do seu quadril e logo pude perceber o quanto ele já estava animado.

Ele caminhou comigo em seu colo e logo estávamos na cama sem roupa nenhuma, acho que até rasgamos alguma roupa na pressa em que estávamos pra ficar livre delas.

- Estava morrendo de saudades – Edward disse enquanto seus lábios beijavam todo meu corpo, minha pele parecia estar em chamas.

- Eu também – eu puxei seus cabelos e trouxe sua boca para junto da minha. Edward deslizou sua mão por minha coxa a apertando e depois a pegou colocando em volta de sua cintura e no segundo seguinte estava dentro de mim. Não duramos muito tempo e atingimos o clímax.

- Te amo – ele disse me abraçando apertado.

- Também te amo muito – eu beijei o topo de sua cabeça.

- Mas nós ainda não terminamos por hoje meu amor – ele nos girou na cama fazendo com que eu ficasse por cima dele – É saudade demais – ele disse sentando comigo em seu colo e voltando a beijar meu pescoço e descendo por meu color.

- Você nem sabe o quanto – eu disse beijando também seu pescoço enquanto minhas mãos corriam por suas costas.

...

Alguns meses depois

- Bella vem logo antes que eles descubram a nossa fuga – Edward me chamou. Era sexta à noite, um dia antes da nossa cerimônia de casamento. Nossos amigos insistiram tanto que acabamos topando a tal despedida de solteiro, o que eles não sabiam é que a festa aconteceria sim, mas não estaríamos presentes. Alec amigo de Edward e agora também um amigo meu, o mesmo que vendeu o trailer há quase um ano atrás, havia nos dado de presente de casamento, uma noite no iate da família dele, e bem Edward eu chegamos a um consenso de que essa noite seria hoje. Nenhum de nós estava afim de despedida de solteiro, porque além do mais já havia muitos meses que nenhum de nós estava nessa condição e não estávamos nenhum pouco tristes por isso.

A nossa vida estava encaminhando da melhor maneira possível. Iríamos passar nossa lua de mel em Paris, presente dos nossos padrinhos de casamento e quando voltássemos já faríamos nossa mudança para o pequeno apartamento que havíamos comprado em Cambridge, não tão perto de Harvard, porque resolvemos comprar algo que pudéssemos sem ter que pedir auxílio.

Eu no último fim de semana estive em Harvard e fiz uma prova pra conseguir a bolsa de estudos para auxiliar na biblioteca da medicina. Edward já teria um trabalho com Garret quando chegássemos, Garret que como todo bom nerd entende de tecnologia tinha começado a prestar manutenção de computadores e outros dispositivos eletrônicos e estava tirando um bom dinheiro, como Edward entendia tanto quanto ele, Garret o convidou pra trabalharem juntos. Por mais que não fôssemos ser ricos, mas conseguiríamos nos sustentar sem depender dos nossos pais, e isso era o que mais queríamos.

...

- Uau amor, é lindo aqui – eu disse quando Edward e eu subimos no iate que ficava ancorado no porto.

- Eu estive aqui mais cedo e preparei algumas coisas pra nossa despedida de solteiro – ele abraçou a minha cintura e beijou meu pescoço – Mas antes temos que resolver algo muito importante – ele me encarou sério.

- O que? – perguntei passando os braços ao redor de seu pescoço.

- Desligar logo os nossos celulares antes que comecem a nos ligar – ele disse e pegou meu celular no bolso de trás da minha calça e o desligou e depois fez o mesmo com o seu.

- Será que eles já descobriram a nossa fuga amor?

- Sei lá, a única coisa que me importa agora é você e eu, o resto deixa pra lá. Eles vão se divertir sem a gente – ele disse afagando meu rosto – Agora vamos conhecer lá dentro que é onde está a melhor parte.

- Estou curiosa.

- Você sempre está amor, mas hoje nós vamos aguçar mais sua curiosidade e seus outros sentidos também – ele disse puxando um lenço preto do bolso de sua calça jeans.

- Ah não Edward, isso é injusto.

- Amor relaxa e confia em mim, você vai gostar – ele me deu um selinho.

- Eu confio em você – eu disse e ele me virou de costas pra ele e vendou meus olhos, e claro que não me senti confortável. Agora eu seria totalmente dependente do Edward, e ser totalmente dependente de alguém era algo que não se encaixava em minha personalidade, seria algo novo.

Edward começou a me guiar e eu estava me sentindo totalmente desconfortável por ser incapaz de ver qualquer coisa.

- Está é a suíte do iate, respira fundo e me diz quais são os cheiros que você está sentindo. – Edward me pediu, e eu o fiz. Inspirei fundo e tentei distinguir os cheiros.

- Tem flores aqui – eu disse – E pelo pouco que conheço sãos rosas e jasmins.

- Tem também algumas tulipas – ele disse – Mas parabéns amor, as aulas de jardinagem com a sua vovó Swan foram úteis, mas agora inspire de novo e me diga o que mais sente.

- Hummm... sinto fome com esse cheirinho delicioso – eu disse inspirando fundo – Macarrão a carbonara, o mesmo que você fez na nossa primeira noite quando ainda estávamos no Tennesse.

- Sabia que ia gostar – ele beijou meu pescoço e senti meu corpo todo se arrepiar talvez realmente ter um dos sentidos privados ampliava todos os outros.

- Edward não me faz perder a cabeça – eu disse quando ele começou a dar beijos no meu pescoço.

- Desculpa amor, é que eu não resisto. Vamos continuar nossa brincadeira, sente o cheiro de algo a mais?

- Além do seu perfume novo? – eu disse inspirando fundo tendo seu corpo junto ao meu – Amor esse é o melhor perfume que você já usou até hoje, quem te deu?

- Alice, ela disse que você iria adorar.

- Ela acertou – eu tateei minha mão por ele e encontrei seus ombros e depois coloquei as mãos em seu pescoço e fiquei na ponta dos pés e respirei fundo. Dei um beijo em seu pescoço e continuando a tateá-lo subi por seu rosto e depois beijei sua boca, seu hálito fresco estava também com um sabor irresistível de hortelã e menta. – Delicioso. – eu disse terminando nosso beijo com um selinho.

- Falta uma coisa pra tudo ficar completo, espera um segundo – ele disse e se afastou de mim, eu fiquei completamente estática, pois sabia que eu descoordenada como era se saísse andando por ali com os olhos vendados acabaria destruindo tudo e arruinando a nossa noite.

- Amo essa música – eu disse quando ouvi won’t give up do Jason Mraz começando a tocar.

- Você nunca desistiu de mim, nem mesmo quando eu desisti – Edward disse e eu senti suas mãos em minha cintura – Eu também nunca vou desistir de você, nem de nós dois, eu te amo Bella – ele disse grudando sua boca na mina num beijo lento e romântico. Minhas mãos foram parar ao redor de seu pescoço, uma de suas mãos subiu por minhas costas chegando ao meu cabelo, no segundo seguinte ele havia me livrado do lenço e desvendado meus olhos, mas mesmo assim os mantive fechado enquanto desfrutava do beijo de Edward.

- Também te amo – eu disse quando paramos de nos beijar, ambos com a respiração ofegante.

- Vem vamos jantar, não vamos pular etapas esta noite – ele disse segurando minha mão e me puxando para uma mesa que havia no canto da cabine. Só agora pude reparar tudo que Edward havia preparado, as flores estavam ali espalhadas por todos os cantos, a cama estava com um lençol branco coberto de pétalas de rosas. Havia alguns castiçais com velas acesas, e elas eram as responsáveis pela iluminação do ambiente.

- Tudo está perfeito, essa despedida de solteiro está mais pra noite de núpcias – eu disse enquanto Edward puxava a cadeira para que eu pudesse me sentar.

- Bem nós já não somos mais solteiros mesmos, eu avisei pro pessoal que não havia necessidade de despedidas.

- Então vamos aproveitar só nós dois, e curtir a nossa noite – eu peguei sua mão sobre a mesa.

- É chato ficar repetindo a mesma coisa toda hora, mas eu te amo Bella – ele disse. Fiquei fitando seu rosto, o brilho do seu olhar, o brilho da vida estava de volta ali, o mesmo brilho que havia sumido há meses atrás, no dia em que ele descobriu que estava doente.

- Também te amo meu amor, você é o que tenho de melhor na minha vida. – eu me inclinei sobre a mesa e ele fez o mesmo e nós trocamos um rápido beijo – Hum vamos ao macarrão.

...

- Ah chegaram os noivos sumidos – Esme disse quando nos viu chegando de manhã.

- Estávamos fazendo nossa própria despedida, nós dissemos que não queríamos aquela festa – Edward disse.

- Bom dia tia Esme – eu lhe dei um abraço.

- Bella se prepare que seu dia será uma loucura hoje, Alice está já lá em cima andando de um lado pro outro.

- BELLA! EDWARD! – um ser descontrolado entrou correndo na sala e me pegou num abraço apertado.

- Pirralho você chegou, que saudades – eu disse beijando a testa de Guto e o abraçando apertado, ele claro foi um dos nossos convidados especiais, tínhamos um carinho muito grande por ele. Não era a primeira vez que ele vinha nos visitar desde a nossa volta pra West Palm Beach, logo após Edward sair do hospital ele veio e passou um fim de semana inteiro conosco. Quem não gostou nada disso foi Seth, que estava com ciúmes de mim, tão fofo.

- Eu cheguei bem cedo, Louis e eu viemos num vôo durante a noite – ele disse e então vi o mordomo, babá de Guto no canto, ele nos cumprimentou com um sorriso e Edward e eu fizemos o mesmo, ele não era muito de conversar.

- Ei você vai ficar só agarrado na minha Bella? – Edward perguntou o provocando.

- Deixa de ser ciumento cabeção – ele disse e me soltou e deu um abraço em Edward.

- BELLAAAAA – a voz estridente de Alice me fez sentir medo, me escondi atrás de Edward enquanto via a baixinha descer a escada. – Eu nem vou falar nada sobre o bolo que vocês deram em todos ontem, mas você precisa começar a se arrumar já, nós temos horário no spa.

- Ah Alice não temos um tempinho não? Eu acabei de encontrar com o Guto, ainda quero saber se meus outros convidados chegaram. – eu disse.

- Sarah chegou ontem à noite e está na casa dos seus pais – Esme disse.

- Uma garota chamada Nicole também ligou aqui e disse que ela e a mãe já estão num hotel.

- Ah que máximo – eu disse feliz – Kate e Garret onde estão?

- Kate está dormindo ainda no meu quarto e Garret foi com o papai logo cedo ver umas coisas na ornamentação que estão montando na praia. – Alice respondeu. Kate e Garret haviam chegado há dois dias, e seriam junto com Cléo, Guilhermo, Rose e Emmette nossos padrinhos de casamento de novo.

- Posso ir dar um beijinho na minha amiga antes? E porque ela não vai junto? As madrinhas não vão arrumar no mesmo lugar que eu?

- Elas vão mais tarde, vamos logo Bella. – Alice disse segurando meu braço.

- Alice eu preciso pegar minhas coisas.

- Já peguei, para de me enrolar e vamos logo.

- Ok – eu disse vencida – Tchau amor – eu dei um selinho em Edward – Tchau pirralho, depois vamos ter mais tempo para conversar, fique ainda mais lindo pro meu casamento.

- Vou ver se é possível, porque eu já sou muito lindo – Guto disse convencido e Edward e eu rimos.

- Te vejo na praia – Edward disse.

- Vou estar de branco de novo – eu disse e ele riu e então Alice literalmente me arrastou pra fora.

...

Massagem... hidromassagem... mais massagem... cabelo...maquiagem... retoca aqui... retoca ali... o dia passou voando.

- Você está linda – ouvi um coro quando fui colocada frente à Alice que seria nossa dama de honra. Cléo, Kate e Rose que seriam nossas madrinhas. Aliás, Rose já havia ganhado os trigêmeos, e eles eram as coisas mais fofas do mundo, nesse exato momento ela estava sacudindo o carrinho que levava os três.

- Ah eu vou chorar – minha mãe disse.

- Nada disso, não vai borrar a maquiagem perfeita tia Renée – Alice disse a repreendendo.

- Até eu sinto vontade de chorar – agora foi à vez da tia Esme.

- Ei nada de choro meninas – Eleonor a coordenadora do spa e que ficou por conta do nosso grupo nos repreendeu – E Bella não deixe seu noivo esperando.

- De jeito nenhum, vamos logo então – eu disse pegando o buquê de tulipas que estava na mão de uma das assistentes de Eleonor.

- Antes um abraço coletivo – Cléo disse e todas se juntaram ao meu redor.

- Cuidado gente, vão amassar as roupas – Eleonor disse, mas ninguém deu ouvido e nosso abraço continuou.

- Nós te amamos Bella – elas gritaram.

- E eu amo vocês. – eu disse feliz demais, apesar da cerimônia em Vegas ter sido muito especial pra mim e pra Edward, também era muito especial poder dividir esse momento tão importante com as pessoas que amávamos e que tinham estado nos apoiando em todos os momentos.

Notas finais
Não me desejem mal, por favor. Gente eu sei que demorei muito e devo ter deixado vocês muito ansiosas.
Acontece que aproveitei as férias e estive na terra dos nossos hermanos argentinos por 8 dias maravilhosos, onde eu desliguei total. E nesse momento estou estudando arduamente para uma prova que tenho que fazer para conseguir um emprego. Por isso foi dificil concluir o capítulo.
Apesar de tudo espero que tenham gostado e que comentem bastante, por favor.
Estamos na nossa reta final. Teremos mais dois capítulo e um bônus. Bjs