Everything Can Change All The Time

26 Capítulo 26 – The Wedding


- Você está simplesmente linda Bella – Kate disse depois de ter me ajudado a colocar o vestido. Meu vestido não era aqueles vestidos tradicionais de noiva, eu havia comprado em uma boutique, pois não daria tempo de ter um vestido tradicional. Ele era branco e tinha um decote em v, profundo o suficiente, nem mostrando de mais e nem de menos. Na parte de baixo ele era mais cumprido na parte de trás e na altura do meu joelho na parte da frente. Minhas sandálias eram com um salto médio, com algumas pedrinhas brilhantes em suas tiras. Meu cabelo estava preso de uma forma que os cachos caíssem sobre meu ombro, a maquiagem estava em um tom suave, afinal eu estava indo me casar e não para uma boate, por mais que estivéssemos em Vegas.

- Obrigada Kate, você também está linda – eu disse encarando Kate e seu vestido lilás de madrinha. – Apesar de tudo eu queria muito a minha mãe aqui comigo agora, mas eu sei que não é possível. Nem quero imaginar o drama que vão fazer quando Edward e eu voltarmos e contarmos as novidades.

- Eu nem vou perguntar se você tem certeza do que está fazendo porque eu sei que sim – Kate disse e eu sorri, realmente não havia nenhuma dúvida quanto a minha decisão – Agora vamos lá, algo azul – ela disse e pegou uma pequena presilha que tinha uma pequena pedrinha azul e a prendeu no meu cabelo – Algo velho e emprestado – ela pegou um pequeno colar que ela ganhou ainda recém nascida e o colocou em mim. O colar era de uma fina corrente de ouro branco.

- Obrigada Kate e é só emprestado mesmo – eu disse rindo.

- Então acho que está na hora, vou ligar pro Garret pra saber se eles já estão lá – ela disse pegando seu telefone.

Nesse momento que eu realmente comecei a ficar nervosa, porque afinal de contas eu iria me casar, não era como se eu estivesse indo ali tomar um sorvete. Era algo grande, eu seria agora a Bella do Edward, e ele seria o Edward da Bellla. Seríamos uma família nós dois pra começar, mas eu tenho certeza que nós teríamos um futuro pela frente e pelo menos dois bebezinhos lindos que constituiriam essa família.

- Bella o carro que vai nos buscar já chegou – Kate disse me tirando dos meus pensamentos.

- Ah, ok – eu disse e peguei meu buquê de rosas vermelhas.

Saímos do trailer e eu quase voltei correndo com medo da imponente limusine que estava a nossa espera, ainda havia um cara usando luvinhas e chapeuzinho de motorista.

- Sra. Swan? – o motorista perguntou e foi só nesse momento que realmente tive a certeza que aquele veículo era pra Kate e eu usarmos e não um cara que estava perdido por ali.

- Sim – eu disse.

- Sr. Cullen me incumbiu de levar a senhorita e sua amiga para a capela – ele disse abrindo a porta da limusine.

- Meu noivo mandou muito bem agora – eu disse enquanto entrava na limusine. Eu estava igual criança quando ganha presente de natal, eu nunca havia entrado numa limusine antes.

- Até eu estou surpresa – Kate disse entrando na limusine e se sentando ao meu lado, o motorista fechou a porta enquanto nós duas olhávamos aquele espaço enorme totalmente deslumbradas para tudo.

- Edward é maluco mesmo, mas eu adorei isso aqui – eu disse observando mais atentamente tudo.

A limusine começou a se movimentar, mas havia um vidro totalmente escuro que nos impedia de ver o motorista.

- Nervosa? – Kate perguntou segurando minhas mãos – Suas mãos estão geladas.

- Seria hipocrisia se eu dissesse que não, mas acho que estou mais ansiosa do que nervosa.

- Quando for a minha vez daqui a muitos anos acho que eu desmaiarei – ela disse, se bobear Kate estava mais nervosa do que eu. – Nunca fui madrinha de casamento.

- Nem eu – eu disse rindo.

- Já esteja convidada para ser a madrinha do meu – ela disse esboçando um sorriso e eu sorri de volta.

Soltei suas mãos e encostei na lateral do carro e fechei meus olhos por alguns segundos e respirei fundo. Abri os olhos e peguei um papel que estava dobrado em diversas partes dentro da pequena bolsa que Kate e eu estávamos compartilhando. Reli meus votos mais umas quatro vezes, eu já o havia decorado, na verdade não foi tão difícil, já que o que estava ali era só o que eu realmente sentia.

Algum tempo depois o carro parou e eu tive que respirar fundo mais algumas vezes. Kate e eu olhamos pela janela e pudemos ver a entrada da Capela que não parecia ser tão insana.

O motorista abriu a porta e eu tomei fôlego de novo.

- Boa sorte amiga – Kate disse e foi a primeira a sair do carro. Ela iria confirmar se estava tudo pronto e então viria me avisar. Eu faria minha entrada sozinha, ela e Garret já ficariam na frente junto com Edward.

Será que um dia meu pai me perdoaria por ter tirado dele este momento? De me conduzir até o homem que eu amo, eu realmente sentiria falta do braço forte do meu pai me apoiando nesse momento, e afinal de contas também seria uma garantia a menos de eu não ir parar no chão devido a minha falta de coordenação.

...

Kate voltou e disse que em dois minutos era pra eu entrar. Esses dois minutos provavelmente foram os mais longos da minha vida.

- Senhorita Swan – o motorista abriu novamente a porta pra mim e me estendeu a mão pra me auxiliar a descer do carro.

- Obrigada – eu disse quando ele me levou quase até a porta da capela.

- Isso aí Bella, faça valer a pena – eu repeti parte do meu novo mantra de vida e a porta da capela se abriu e eu dei um passo e estava sobre um tapete vermelho. Olhei pelo corredor que não era muito longo e lá no final, estava há razão de tudo, o homem da minha vida. Aquele pelo qual eu seria capaz de lutar com todas as minhas forças só para ver um sorriso torto estampado em seu rosto.

Foi impossível não abrir um sorriso do tamanho do mundo ao olhar em seus olhos e ele fez o mesmo, eu não conseguia enxergar nada em volta, apenas ele. Nem sabia como Garret estava, e eu nem via Kate ao seu lado, nem mesmo o reverendo que nos casaria. Era como se tudo tivesse se apagado, eu só enxergava Edward. Seu cabelo por incrível que pareça estava arrumadinho, e não aquele caos de sempre, ele tinha conseguido dar um jeito nele passando gel, e estava lindo, mas eu preferia o caos, era mais sexy. Ele estava usando um clássico smoking preto, e realmente não poderia estar mais lindo.

A música Lucky do Jason Mraz começou a tocar e eu acho que era a deixa pra que eu começasse a entrar. A música não combinava muito com casamentos, mas estávamos em Vegas e essa música nos descrevia tão perfeitamente

Do you hear me, I'm talking to you

Across the water across the deep blue ocean

Under the open sky oh my, baby I'm trying

Você consegue me escutar? Estou falando com você

Do outro lado da água, do outro lado do profundo oceano azul

Sobre o céu aberto, oh nossa! Meu bem estou tentando!

Boy I hear you in my dreams

I feel you whisper across the sea

I keep you with me in my heart

You make it easier when life gets hard

Garoto te escuto, em meus sonhos

Sinto o seu sussurro do outro lado do mar

Te guardo comigo em meu coração

Você torna as coisas fáceis quando a vida fica difícil

Lucky I'm in love with my best friend

Lucky to have been where I have been

Lucky to be coming home again

Oooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohoooh

Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sortudo por ter estado onde estive

Sortudo por estar voltando pra casa novamente

Oooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohoooh

They don't know how long it takes

Waiting for a love like this

Every time we say goodbye

I wish we had one more kiss

I wait for you I promise you, I will

Não sabem como demora

Esperar por um amor como esse

Toda vez que dizemos adeus

Queria que nos beijássemos novamente

Vou esperar você, juro que vou esperar

Lucky I'm in love with my best friend

Lucky to have been where I have been

Lucky to be coming home again

Lucky we're in love in every way

Lucky to have stayed where we have stayed

Lucky to be coming home someday

Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sortudo por ter estado onde estive

Sortudo por estar voltando pra casa novamente

Sortudo por estarmos apaixonados de todas as maneiras

Sortudo por termos ficado onde ficamos

Sortudo por está voltando para casa algum dia

And so I'm sailing through the sea

To an island where we'll meet

You'll hear the music, feel the air

I put a flower in your hair

E então estou velejando pelo mar

Para uma ilha aonde vamos nos encontrar

Você ouvirá a música preencher o ar

Vou colocar uma flor em seu cabelo

And though the breeze is through trees

Move so pretty you're all I see

As the world keep spinning round

You hold me right here right now

Apesar da brisa das árvores

Se moverem tão graciosamente Você é tudo que vejo

Enquanto o mundo continua girando

Você me abraça forte aqui, nesse instante

Lucky I'm in love with my best friend

Lucky to have been where I have been

Lucky to be coming home again

Lucky we're in love in every way

Lucky to have stayed where we have stayed

Lucky to be coming home someday

Sortudo, pois estou apaixonada pelo meu melhor amigo

Sortudo por ter estado onde estive

Sortudo por estar voltando pra casa novamente

Sortudo que estamos apaixonados de todas as formas

Sortudo por termos ficado onde ficamos

Sortudo por estar voltando pra casa novamente...

- Sou muito sortudo mesmo – Edward sussurrou pegando minha mão e depositando um beijo ali quando eu finalmente cheguei até ele, pra mim o caminho curto tinha sido tão distante quanto uma maratona.

- Eu também – eu sussurrei e ele me deu seu sorriso torto e em seguida deu um beijo em minha testa, logo depois colocou meu braço sobre o seu e nos virou de frente para o pequeno altar que havia ali, que não era muito convencional já que era dourado e vermelho, diferente, mas original.

- Edward Anthony Cullen e Isabella Marie Swan... – o reverendo começou a cerimônia. Só agora comecei a notar as outras coisas, percebi que não éramos só Edward, eu, Kate, Garret e o reverendo ali, havia também alguém fotografando tudo e o outro filmando.

Eu como toda mulher podia fazer várias coisas ao mesmo tempo, por isso conseguia estar atenta as palavras do reverendo e a todos os detalhes do meu casamento que eu não tinha notado antes. Como Garret usando um belo terno preto, com uma gravata lilás, assim como o vestido de Kate, eles com certeza tinham combinado aquilo.

Pude notar também a ornamentação feita com tulipas amarelas, rosas, brancas e vermelhas, Edward era especial demais mesmo e estava a um passo de se tornar definitivamente meu. Ele foi o primeiro homem a me dar flores, na verdade ele era um menino na época, tínhamos doze anos quando no Valentine’s Day ele me deu 4 tulipas, uma amarela, uma rosa, uma branca e uma vermelha, como eu não pude notar antes que ele me amava e eu sempre o amei? Ainda bem que a minha fase estúpida havia passado e agora eu podia aproveitar.

- Isabella Marie Swan aceita Edward Anthony Cullen como seu esposo? – o reverendo perguntou.

- Sim. – eu disse e peguei a aliança que estava sobre o altar e deslizei por seu dedo e foi inevitável não sorrir ao olhar pra sua mão esquerda agora como uma aliança que podia ser simples, mas tinha um significado muito especial. Respirei fundo porque esse era o momento onde eu devia dizer meus votos – Edward, meu Edward, meu cabeção – eu disse rindo e ele fez uma careta – Eu te conheço a minha vida toda e acho que ninguém nunca teve de mim nem um terço do que você tem, são anos de amor, carinho e muita amizade. Eu me perguntei por várias vezes porque eu demorei tanto tempo a me dar conta que eu não te amava apenas como sua melhor amiga, mas sim como uma mulher irrevogavelmente apaixonada, mas cheguei a conclusão que não importa se eu perdi tempo antes tentando negar o óbvio pra mim mesma – eu disse e Kate riu, porque ela no dia que nos conheceu já viu que eu era apaixonada por ele, mas eu insistia em negar – O importante é que eu descobri que nunca amei ninguém no mundo como amo você, que nunca ninguém me fez tão feliz apenas por sorrir. Eu amo cada coisa em você, desde o seu cabelo bagunçado.

- Hoje está arrumadinho – ele murmurou rindo, como nosso casamento não era nada convencional já que estávamos nos casando em Vegas essa interrupção não era uma falta de respeito.

- Mas também amo quando ele está arrumadinho como hoje – eu disse e ele me deu seu sorriso torto – Eu amo esse sorriso torto, amo a maneira como você sempre quis se superar e sempre quis ser bom em tudo que faz, amo até mesmo quando você fica de mal humor ou quando fica bravo comigo. Eu te amo pra sempre e não importa quantas barreiras tenhamos que ultrapassar, pois sei que vão ser muitas, mas o que mais importa é esse amor incondicional que nos une e que vai estar sempre presente. Prometo estar ao seu lado sempre lutando, não perdendo tempo e fazendo valer à pena. Eu te amo – eu disse e ouvi um chorinho vindo de Kate e percebi também que os olhos de Edward estavam úmidos assim como os meus. Nos olhávamos com tanta intensidade, que era quase palpável, havia um amor ali capaz de vencer o mundo se fosse preciso.

- Eu queria tanto te beijar agora – Edward disse e beijou minhas mãos.

- Calma meu rapaz, estamos quase lá – o reverendo disse e todos nós rimos, essa cerimônia com certeza era a mais hilária que eu já havia participado – Edward Anthony Cullen aceita Isabella Marie Swan como sua esposa?

- Sim – Edward disse convicto, sem tirar os olhos dos meus enquanto ele me brindava com o meu sorriso favorito. Repetindo meu gesto, ele pegou a aliança e deslizou por meu dedo e em seguida beijou minha mão sobre a aliança, meu coração estava batendo tão forte que acho que até podia ouvi-lo – Minha Bella, acho que sempre pensei em você dessa forma, mesmo quando você não era minha. Desde que botei meus olhos em você quando éramos crianças, eu já sabia que eu não queria ser só seu amiguinho, eu queria ser alguém ao seu lado a vida toda, por mais que eu nem tivesse noção de tempo naquela época – ele disse e eu enxuguei uma lágrima teimosa que tinha escorrido em meu rosto – Eu fui crescendo e quando eu me tornei um adolescente e te dei 4 tulipas no dia dos namorados, das mesmas cores dessas daqui – ele apontou pras flores da nossa ornamentação – Eu aquele dia me dei conta que eu te amava de verdade, era totalmente apaixonado, eu ainda era um menino, mas eu já era completamente apaixonado por você e tinha certeza que era pra sempre, e que eu ia lutar pra fazer você sentir o mesmo por mim – ele disse e eu já não segurava mais as lágrimas lembrando dos nossos momentos – o tempo passou e eu vi que não seria tão fácil, eu só sabia de uma coisa, podia passar o tempo que fosse que eu iria esperar, esperar você me amar assim como eu te amava – ele respirou fundo – Muita coisa aconteceu e o mais importante é que hoje estamos aqui, e nada poderia me deixar mais feliz do que esse momento. Como você mesma já disse várias vezes, não importa o tempo, eu vou lutar pra te fazer feliz, pra continuar sendo seu melhor amigo e o seu amor – ele disse e me deu seu sorriso torto – Independente das circunstâncias eu vou te amar pra sempre minha anãzinha, minha Bella. – ele disse e sem dar a chance de ninguém dizer nada eu segurei em seu smoking e o puxei pra mim colando sua boca na minha. Ainda bem que não estávamos em um casamento religioso tradicional, porque o jeito que estávamos nos beijando seria considerado totalmente inapropriado. Os braços de Edward estavam em minha cintura colando mais nossos corpos e meus braços estavam ao redor de seu pescoço, nossas línguas estavam em uma batalha frenética.

- hã... hã – ouvimos um raspar de garganta e uma falsa tosse do reverendo quando a mão de Edward desceu pra minha bunda e a apertou.

- Hum... desculpa – dissemos juntos nos separando e abaixando a cabeça envergonhados, todos os poucos presentes riram.

- Isso vai pro vídeo do nosso casamento, lembre de nunca deixar seu pai ver – Edward disse baixinho e acho que consegui atingir um tom elevadíssimo de vermelho ao imaginar meu pai vendo o vídeo do meu casamento e vendo eu e Edward dando um amasso.

- Bem, já que nem foi preciso dizer o pode beijar a noiva – o reverendo disse nos fazendo rir – Eu vos declaro marido e mulher, é só assinar aqui e depois podem continuar se beijando – ele disse apontando para um documento a sua frente.

Edward e eu fomos ao mesmo tempo pegar a caneta.

- Calma gente, aqui mais uma caneta – Nosso padrinho Garret que estava nos azucrinando agora e entregou outra caneta a Edward. Assinamos e agora era pra valer, estávamos casados, a alegria em meu peito parecia que ia me fazer explodir.

- Posso beijar a noiva de novo? – Edward perguntou sem conseguir conter o sorriso lindo em seu rosto – Quer dizer beijar minha esposa – ele disse e apesar de assustar um pouco ao ouvi-lo me chamar de esposa, eu podia me acostumar a ouvi-lo dizer isso pra sempre.

- Ela é todo sua meu amigo, pode beijar a vontade e sejam muito felizes – o reverendo disse e Edward me puxou de novo pela cintura e me deu outro beijo de tirar o fôlego.

Saímos da igreja rindo e nos beijando o tempo todo, Garret tinha pegado a certidão de casamento e a guardado pra nós.

- E agora pra onde vamos? – perguntei enquanto estávamos os quatro parados ao lado da limusine.

- Um casamento, não é um casamento se não há uma festa – Edward disse.

- E onde vai ser essa festa? – perguntei.

- Em toda a Vegas – ele respondeu e me deu um beijo – Na limusine.

- Cabeção você é o marido mais genial do mundo – eu o puxei pra mim e o beijei de novo. Entramos nós 4 na limusine e logo ela começou a se locomover pelas ruas de Vegas.

Edward pegou uma garrafa de champanhe enquanto Garret pegou taças e entregou pra cada um de nós.

- Quem deve fazer o brinde é o padrinho de casamento – eu disse olhando Garret.

- Eu... eu est...estou preparado – ele disse gaguejando e nos fez rir.

- Antes beba isso pra não gaguejar durante o brinde Garret – Edward lhe entregou uma dose de uísque.

- Mas...mas...

- Bebe Garrie – Kate incentivou, ela era a única que o chamava de Garrie, assim como eu chamava Edward de cabeção, ela chamava Garret de Garrie, casais quem os entende?

- Ok – ele virou a dose e Edward serviu nossas taças com o champanhe e se sentou ao meu lado e deu um beijo no meu pescoço. Kate e Garret estavam sentados lado a lado no banco em frente ao nosso.

- Só não me deixe emocionada de novo, já devo estar com a maquiagem toda borrada – eu disse.

- Nada disso, você está linda – Edward me deu um beijo.

- Agora chega vamos brindar – Garret disse e ergueu a taça e nós imitamos se gesto – Eu quero...

- Espera, espera, preciso filmar isso também, é muito importante – eu disse e peguei o i-phone na bolsa que Kate e eu estávamos compartilhando. Quando desbloqueei o aparelho vi que haviam várias chamadas perdidas, eu sabia que eram da minha casa, desde a mensagem que eu mandei pra minha mãe dizendo que iria adiar a volta pra casa, eu não atendi mais suas ligações e elas estavam ficando bem freqüentes, não só dela, mas da casa de Edward também. – Pronto, pode ir – eu disse e iniciei a gravação.

- Eu quero propor um brinde a Edward e a Bella, que em tão pouco tempo se tornaram nossos melhores amigos, e nos ajudaram tanto – ele olhou pra Kate que sorriu tímida – Eu desejo a vocês toda a felicidade do mundo, e eu sei que essa barreira que vocês têm enfrentado agora – Garret disse logo a palavra leucemia não pôde deixar de vir a minha mente – está sendo difícil, mas vocês vão superar. Não vamos deixar nunca a esperança acabar, tudo vai dar certo. Eu realmente quero que essa amizade dure pra sempre e que vocês possam também ser felizes pra sempre e podem contar conosco em qualquer momento. Paz, saúde e alegria pra vocês – ele disse e nós brindamos e depois de beber a primeira taça já éramos só alegria enquanto a limusine passeava pelas ruas de Vegas.

Edward abriu o teto solar e ficamos nós dois ali em pé abraçados e nos beijando enquanto nem prestávamos atenção para conhecer Vegas.

- Te amo muito, nunca se esqueça disso – ele disse com a testa colada na minha – Obrigada por tudo.

- Eu é que tenho que te agradecer por ter me esperado por tanto tempo e por ser tão perfeito – eu o beijei – Te amo.

...

- UHUUUUUUUU – agora o louco do Garret estava com parte do corpo pra fora do carro através do teto solar e gritando como um louco depois de beber quase uma garrafa de vodka. Continuávamos rodando por Vegas e nos divertindo, Edward e eu não conseguíamos nos desgrudar, se não fosse a presença de Kate e Garret ali na nossa “festa”, provavelmente já teríamos começado nossa lua de mel. Eu estava mais que ansiosa pra estar com ele, não seria a nossa primeira vez, mas seria a nossa primeira vez casados, pra muita gente isso pode não significar nada, mas pra mim era muito especial.

- PARA – KATE gritou de repente, vale ressaltar que ela também estava bêbada, a louca começou a bater no vidro que dava acesso pro motorista – PARA – ela disse quando ele abaixou o vidro e parou no mesmo instante.

- O que foi maluca? – perguntei rindo, porque eu também tinha bebido um pouquinho demais.

- Se é uma festa de casamento tem que ter bolo – ela disse.

- Onde vamos arrumar bolo? – Edward perguntou.

- Cheese cake factory – ela apontou pro outro lado da rua.

- Ah amiga você é brilhante — eu saí do lado de Edward e pulei em cima dela e lhe dei um abraço.

- Eu vou lá comprar, cadê a bolsa? – ela perguntou olhando pra todos os lados.

- Porque paramos? – Garret se jogou em um banco, será que ele não tinha ouvido nada.

- Kate vai comprar um bolo – Edward respondeu e atirou a bolsa pra Kate que claro devido a sua embriaguez não conseguiu agarrá-la. Kate saiu da limusine e abrimos as janelas para a vermos indo tropeçando até chegar a cheese cake factory.

...

Apesar de nada convencional, estávamos seguindo todas as tradições de casamento. Edward e eu colocamos um pedaço de bolo na boca do outro e nos sujamos e claro que eu fiz questão de limpar cada cantinho do seu rosto com minha boca e ele fez o mesmo comigo.

Já havíamos rodado por toda a Vegas e até dançamos dentro da limusine ao som de vários tipos de músicas, nossa festa era bem eclética, tocaram de Cold Play, Maroon Five a Whitney Houston.

- Falta uma tradição – Edward anunciou de repente e nos fez encará-lo.

- Amor sério mesmo que já cumprimos todos os rituais – eu disse.

- Você está usando? – ele me perguntou e eu fiquei perdida, acho que Edward já estava muito bêbado, ele que não me venha ficar tão bêbado a ponto de apagar, porque eu exijo noite de núpcias.

- Usando o que Edward?

- Liga? Cinta – Liga? Eu preciso tirá-la com a boca – ele disse empolgado.

- Faz parte da tradição – meu amigo nerd safado estava dando força.

- Sinto decepcioná-lo – eu segurei o queixo de Edward — Mas não estou usando liga, mas depois quando estivermos a sós eu coloco e deixo você arrancar – eu o beijei e ele me puxou pra cima dele.

...

- Ah não chora Kate – eu estava abraçada minha amiga em frente a portaria do hostel, já havia até devolvido seu colar. Viemos os deixar aqui, porque amanhã o vôo deles sairia cedo.

- Foi tão lindo Bella, obrigada de novo por ser minha amiga e por me deixar ser sua madrinha – ela disse chorando, claro que esse choro todo se devia ao fato dela estar bêbada.

- Eu é que agradeço amiga, se cuida. – eu beijei sua testa – E cuide muito bem dela Garret – eu o abracei.

- Vou cuidar, quando voltarem pra Flórida nos liguem – Garret disse – Vamos visitá-los, vai dar tudo certo – ele sussurrou a última parte apertando firme minhas mãos – Acredita.

- Eu acredito – eu disse e o abracei apertado de novo. Edward também se despediu deles e então voltamos pra limusine e Edward disse ao motorista que era pra ele rodar pela cidade por mais uma hora.

- Já não rodamos Vegas inteira? – eu disse me recostando no banco.

- Bem já que não reservei um hotel pra nossa noite de núpcias, pensei que podíamos começar a lua de mel aqui – ele disse arqueando as sobrancelhas e me puxando para o seu colo.

- E o motorista?

- Não vai ouvir, nem ver nada. O vidro ali impede que nós o vejamos e que ele nos veja. E é só aumentar o som aqui – ele disse aumentando uma música do Bruno Mars que estava tocando.

- Acho realmente que ele não vai ouvir nada – eu disse tirando a gravata de Edward.

- Confie, ele não vai – Edward disse e me colocou sentada de frente pra ele em seu colo e começou a beijar meu pescoço enquanto sua mão deslizou pelo fecho do meu vestido. Logo eu estava em seu colo totalmente sem roupas, ele havia tirado apenas o fraque do smoking e eu havia aberto os botões de sua camisa, tirado seu cinto e aberto o zíper de sua calça.

Edward me enlouquecia com seus beijos em meu pescoço e em meus seios, enquanto eu o provocava com minhas mãos. Quanto já não estávamos mais nos contendo fizemos amor ali naquele carro a primeira vez como marido e mulher, e eu não era super tradicional, mas foi muito especial e Edward me proporcionou sensações que eu nunca tinha tido antes.

...

Com dia quase amanhecendo a limusine nos deixou em nosso trailer, descemos do carro totalmente amarrotados, e agora já carregávamos os sapatos nas mãos. Edward pegou nossas coisas, inclusive uma mochila dele que estava no porta malas da limusine, que ele havia deixado ali antes dela vir me buscar.

- Amor eu queria te pegar no colo agora pra entrar no trailer – Edward disse após abrir o trailer – Mas a porta é tão estreita e tem que subir os degraus, provavelmente vamos cair os dois – ele disse e eu ri.

- Não tem problema, a tradição é você entrar me carregando, já que não da pra ser do modo tradicional, vamos adaptar – eu disse e o virei de costas pra mim e pulei em suas costas e ele gargalhou.

- Você é maluca Bella – ele disse rindo e entrando no trailer comigo pendurada em suas costas.

- Mas você me ama – eu dei um beijinho em seu pescoço.

- Amo mesmo minha esposa – ele disse me descendo de suas costas e me colocando sentada na cama.

- Isso soou de uma maneira bem legal – eu disse rindo enquanto Edward fechava a porta do trailer.

- Também gostei bastante – ele puxou minhas pernas e fez com que eu ficasse deitada na cama.

- Que dia vamos pra Califórnia? – eu perguntei tirando seu fraque e sua camisa, enquanto ele beijava meu ombro e dava pequenas mordidas.

- Vamos deixar pra ir na parte da tarde, pode ser lá pras 5 horas. Mas agora chegar de falar, quero continuar nossa lua de mel – ele disse e eu entrelacei meus dedos em seus cabelos e o puxei para beijá-lo.

Agora estávamos totalmente sem roupas dessa vez, diferente do carro, que só eu fiquei sem roupas e Edward quase todo vestido.

- Você é muito linda meu amor – ele disse pairando sobre meu corpo seus olhos me medindo de cima a baixo – Quero provar isso pra você, o quanto eu amo cada parte linda sua. – ele disse e eu ofeguei quando ele resolveu começar me provando beijando a minha intimidade. Sua língua estava me enlouquecendo, segurei os lençóis firme em minhas mãos como se isso fosse me ajudar a me manter aqui, já que meu corpo parecia que sairia de órbita a qualquer momento.

Quando eu estava quase atingindo o clímax, ele parou e antes que eu pudesse reclamar sua boca colou na minha e sua íngua invadiu minha boca, e eu pude sentir o gosto da minha excitação em sua boca, e isso parece ter nos inflamado ainda mais.

Edward começou a descer seus beijos, mordendo e sugando meu pescoço, meus ombros, meus seios, minha barriga, e o cretino pulou justo a parte que eu mais queria que ele tocasse. Ele continuou por minhas pernas até chegar aos meus pés e depois fez o movimento de volta, ele estava realmente a fim de me enlouquecer.

- Amor, por favor – eu pedi em uma súplica cravando minhas unhas em suas costas.

- Te amo – ele disse em meu ouvido e mordiscou o lóbulo da minha orelha, mas tortura. Ele segurou minhas mãos em cima da minha cabeça e entrelaçou nossos dedos e no segundo seguinte estava dentro de mim, e não demorou muito pra que eu fosse para o paraíso pela primeira vez naquele início de dia.

...

Acordei e meu corpo ainda estava mole devido a todos os momentos que Edward e eu havíamos tido ao adentrar da manhã. Abri meus olhos e vi que estava deitada sobre seu corpo, ele continuava dormindo, lindo como sempre e com os cabelos totalmente desgrenhados agora.

- Bom dia meu amor – eu disse baixinho dando beijinhos em seu pescoço – Acorda meu preguiçoso.

- Hum... bom dia – ele abriu aqueles olhos verdes brilhantes.

- Primeira manhã como marido e mulher, será que eu devia ter acordado mais cedo e feito o café? – perguntei rindo.

- Não mesmo, você devia ter ficado exatamente onde está – ele me abraçou – sem falar que já não é mais de manhã – ele disse olhando o relógio em seu pulso.

- Quantas horas?

- Duas da tarde – ele respondeu – Temos que levantar porque tenho que passar pra pegar a filmagem e as fotos do nosso casamento para depois irmos pra Califórnia.

- E fica pronto tão rápido assim?

- Amor aqui é Vegas, as pessoas que se casam aqui querem agilidade – ele disse e beijou minha testa e nos virou na cama ficando por cima de mim – Vamos tomar um banho bem gostoso juntos, o que me diz? – ele disse passando seus lábios por meu dorso.

- Que você é o marido que tem as mais excelentes idéias – eu disse e ele levantou e me puxou pra fora da cama e fomos para o banheiro, onde apesar de um lugar ser um cubículo fizemos amor mais uma vez.

...

Enquanto eu esperava na rua enquanto Edward pegava as fotos e as filmagens um estabelecimento me chamou atenção, podia parecer mais uma loucura, mas eu queria muito fazer isso. Fiquei olhando pro local e pro entre sai de pessoas, será que Edward topava mais essa loucura comigo?

- Vamos fazer – me surpreendi quando Edward chegou ao meu lado passando a mão por minha cintura.

- O que? – perguntei.

- Uma tatuagem, eu sei que era isso que você estava pensando, e eu concordo. – ele disse e eu sorri por mesmo sem eu dizer nada, nós éramos tão conectados um ao outro que Edward já sabia o que eu pensava – Quero fazer algo que sempre que olhemos nos lembremos do quanto somos apaixonados, do quanto esse amor é infinito.

- E eterno – eu completei e a exata tatuagem que eu queria veio em minha mente – Vamos fazer isso – eu disse segurando a mão de Edward e o puxando em direção ao estúdio.

...

Uma hora depois de muitos palavrões e algumas lágrimas da minha parte, Edward e eu saímos de lá cada um com uma tatuagem na parte interna do pulso. Era o símbolo do infinito escrito amor eterno. Era uma tatuagem pequena, mas que tinha um significado enorme pra nós.

- Puta que pariu isso doeu demais – Edward disse enquanto caminhávamos pro trailer, claro que eu havia dito muito mais palavrões que ele enquanto um tatuador fazia em mim e o outro nele. Ele ficou tentando se fazer de forte, e só alguns momentos que escapulia um ou outro palavrão.

- Viu que havia motivos pras minhas lágrimas.

- Doeu muito mesmo, mas valeu a pena, ficou bem bacana – ele disse fitando seu pulso.

- Também amei, ela representa bastante o que eu sinto por você. – eu disse.

- Um amor do tamanho do infinito e eterno. – ele leu minha mente ao dizer essas palavras, eu não resisti e o agarrei ali no meio da rua mesmo.

-

Ás 5:30 da tarde pegamos a I-15 Sul em direção a Santa Mônica na Califórnia, seriam mais ou menos 4 horas e meia de viagem.

- As fotos do nosso casamento ficaram tão lindas, estou ansiosa pra assistir o vídeo – eu disse enquanto Edward dirigia, eu havia acabado de ver o álbum pela quinta vez, a dor da tatuagem até havia sido esquecida.

- Eu também, e bem nossa família não vai poder nos acusar de não termos deixado os assistir o casamento. – ele riu.

- Não quero nem pensar quando meu pai ver isso, minha mãe já ligou várias vezes pra mim e o pessoal da sua casa também.

- Passamos uns três dias na Califórnia e então voltamos pra casa e encaramos as feras, ainda bem que ao longo da viagem compramos muitos presentes pra eles.

- Queria muito me convencer de que só os presentes vão ser necessários para acalmá-los. – eu disse sem conseguir parar de pensar na reação da nossa família ao saber do nosso novo status de relacionamento.

- Ei meu amor relaxa – ele esticou o braço e afagou meu rosto – Estamos em lua de mel, vamos deixar todas as milhões de preocupações que temos pra depois. Lidar com nossa família é o menor dos nossos problemas. – ele disse e eu sabia do que ele estava falando, por mais que tentássemos esquecer, aquela doença e aquele maldito prazo estavam sempre ali rondando nossas mentes.

- Ok, meu amor, vamos só aproveitar – eu concordei.

...

Estacionamos nosso trailer na avenida da praia de Santa Mônica um pouco mais de dez da noite, eu havia recebido uma mensagem de Kate a pouco tempo dizendo que haviam chegado bem em Boston e desejando que tivéssemos uma boa lua de mel na Califórnia e que quando chegássemos na Flórida receberíamos nosso presente de casamento. Até enviei uma mensagem querendo saber o que era, porque ela havia me deixado curiosa, mas minha amiga nerd se recusou a me dizer.

- Amor que tal um banho e depois saímos pra comer algo? – Edward perguntou enquanto alongava seus braços.

- Perfeito, vai ser ótimo comer frutos do mar, um salmão grelhado.

- Saudades de casa? – ele me perguntou, me conhecendo bem demais.

- Um pouco, você sabe que eu amo a Flórida, e amo West Palm Beach.

- Também amo aquele lugar, e amo também aquele restaurante na beira da praia que já jantamos juntos tantas vezes – ele me abraçou.

- Prometa que quando voltarmos vamos jantar lá na primeira noite? – pedi.

- Prometo minha linda, vai ser uma maneira de fugir um pouco também – ele riu e beijou minha bochecha – Agora vamos pro banho, pra irmos logo jantar, estou morrendo de fome.

...

- Esses camarões estavam simplesmente divinos – eu disse quando terminei meu jantar – Aliás, a comida toda estava maravilhosa.

- Concordo totalmente – Edward disse e terminou de tomar seu suco. Decidimos que depois da nossa festa de casamento, a bebida alcoólica estava fora por tempo indeterminado, não era bom pra saúde de Edward e eu ia abdicar também em apoio a ele, por enquanto nossas identidades falsas que diziam que tínhamos 21 anos estavam aposentadas.

- Vamos caminhar pela praia – eu pedi.

- O que eu não faço por você meu amor – ele afagou meu rosto e beijou minhas mãos.

Pedimos a conta e depois fomos pra areia e começamos a caminhar de mãos dadas na beira do mar. Com minha mão livre eu segurava minhas sandálias rasteiras e Edward em sua mão livre segurava seu chinelo.

- A noite está linda – ele comentou e soltou minha mão passando o braço por minha cintura, nos mantendo mais perto.

- Perfeita.

- Estive pensando amor, quando chegarmos e seu pai já começar a falar “Isabella Marie Swan” igual ele faz toda vez que fica bravo com você, você já vira e fala “Isabella Marie Swan Cullen” e mostra a aliança pra ele – Edward disse rindo.

- Ai eu causo um infarto nele – eu disse imaginando a cena de Charlie passando por todos os tons de vermelho e chegando ao roxo, ele sempre fazia isso quando ficava muito bravo.

- Não, então melhor não. Mas já podemos começar a ir pensando como vamos introduzir o assunto.

- Já sei fazemos uma sessão cinema na sua casa – eu disse e Edward ficou me encarando curioso – Chamamos todo mundo e colocamos o vídeo do casamento, assim eles descobrem sozinhos, e estando na sua casa, acho que meu pai vai pensar duas vezes em querer nos espancar – eu sempre dizia isso, mas meu pai e nem minha mãe nunca tinham levantado a mão pra mim, eu fiquei muito de castigo, sem sair, sem TV, sem computador, sem celular, sem brincar com o Edward, esse era o pior de todos os castigos, mas eles nunca me bateram.

- Acho válido, acho que eles vão ficar tão chocados, que vão ficar estáticos, vai nos dar tempo pra fugir – Edward disse e me fez rir.

- Me casei com um medroso – eu disse rindo.

- Não sou medroso, sou precavido – ele disse e eu beijei sua bochecha.

- Sr. Precavido, o que acha de voltarmos pro nosso trailer pra continuar nossa lua de mel?

- Melhor idéia até agora – ele me abraçou tirando meus pés do chão e me beijou – Te amo e por você enfrento tudo.

- Eu sei disso – eu afaguei seu rosto – Te amo – nos beijamos mais uma vez e depois fizemos o caminho de volta pro trailer ainda pela beira da praia.

...

Quando Edward e eu voltamos pro trailer não hesitamos em aproveitar bem a noite.

No meio da noite acordei e como nas outras noites ele estava super suado e um pouco febril, um novo sintoma que ele estava começando a apresentar eram as manchas vermelhas pelo corpo. Os sangramentos nasais eram bem mais freqüentes, eu sei que ele tentava me esconder isso, mas eu estava atenta a tudo, e por mais que ele se mostrasse independente, eu procurava sempre estar cuidando dele.

- Bom dia minha linda – quase cai da cama de susto, eu estava sentada na cama, apenas pensando e não tinha notado que Edward havia acordado.

- Nossa amor – eu disse com a mão no peito.

- Exagerada minha esposa – ele disse e se sentou na cama e me deu um beijo.

- Bom dia meu lindo esposo – eu joguei meu braço ao redor do seu pescoço e deitei na cama puxando seu corpo pra cima do meu.

- Nossa é muito bom ouvir você me chamando assim – ele disse me beijando – Esse vai ser o nosso jeito de dizer bom dia todos os dias? – ele disse enquanto eu beijava seu pescoço e corria a mão por seu abdômen.

- Se depender de mim – eu nos virei e agora eu estava por cima dele – Mas agora vamos levantar da cama, tomar um café da manhã bem gostoso e depois ir pra praia, por favor – eu disse e segurei seu rosto entre minhas mãos fazendo com que ele fizesse um bico, tão lindo.

- Tudo que você quiser.

- Te amo – eu lhe dei um selinho e levantei da cama indo atrás já de um biquíni pra que eu pudesse vestir.

...

Tomamos nosso café da manhã e depois fomos pra praia. A praia de Santa Mônica era bem movimentada, tinha até um pequeno parque próximo, com direito até a roda gigante.

Edward e eu procuramos um lugar na areia e eu estendi nossa toalha, passei protetor solar nele e ele passou em mim.

- Tem certeza amor? E se você se sentir tonto, ou passar mal – eu tentava convencer o teimoso a não surfar, mas ele estava totalmente convencido a ir.

- Amor você sabe o quanto eu amo surfar, e tem tanto tempo que não faço isso, prometo que se sentir qualquer coisa eu saio na hora, eu estou bem, sem tontura, sem enjôos, sem fraquezas – ele disse tentando me convencer com aquele intenso olhar verde – Eu estou ótimo.

- Ok, Edward – eu disse rendida – Mas, por favor, não demora muito, umas três ondas e volta pra mim.

- Ok linda, fica tranqüila – ele afagou meu rosto – E você, por favor, não deita de bruços – ele disse e eu ri lembrando da vez em que brigamos pelo ciúme dele antes mesmo de eu ter descoberto o quanto amava esse cabeção.

- Pode deixar ciumento – eu disse e ele fez uma careta e depois me deu um beijo. Ele pegou a prancha e foi pro mar e eu deitei na minha toalha pra aproveitar um pouco o sol.

Coloquei meu fone de ouvido e coloquei Iris do Goo Goo Dolls pra tocar.

Comecei a cantarolar baixinho e um filme dos três últimos meses começou passar por minha mente. Aprovação em Harvard, festa de despedida da turma da escola. Recepção de calouros em Harvard, onde conheci duas pessoas que quero levar pra sempre comigo, Kate e Garret. A traição de Jacob que foi rapidamente esquecida, quando descobri a doença de Edward. A decisão de viajar trancando a faculdade por um ano. A minha vontade enlouquecida de beijar Edward antes mesmo de saber o quanto eu o amava, o beijo que me fez finalmente descobrir que eu o amava. A relutância dele, a minha insistência. A visita a Rose e a Emmette que mudou pra sempre o que havia entre nós, por finalmente termos sidos sinceros um com o outro. Lembrei de cada pessoa especial que conhecemos ao longo da nossa viagem, eu queria muito vê-los de novo. Meu pirralho bagunceiro, Guto. A princesinha guerreira, que era Nicole. Rever minha prima Cléo e seu marido Mexicano que graças ao bom destino eu tinha reencontrado.

Tiveram momentos tensos nessa viagem, brigas com Edward, minha queda da trilha que quase resultou no meu óbito, a piora de Edward a cada dia, sua ida para o hospital. Mas agora nesse momento eu estava tão feliz que até podia esquecer por uns minutos nossos problemas.

- Sra. Cullen, quem diria – disse sozinha e rindo.

- Me casei com uma louca – Edward tirou meu fone de ouvido e estava em cima de mim fazendo com que a água que estava sobre seu corpo pingasse em mim.

- Completamente seu bobo – eu disse rindo, nem ligando pro fato dele estar me molhando – Está bem?

- Ótimo – ele se sentou ao meu lado – Que tal um abraço molhado? – ele sugeriu.

- Depois que você já me molhou toda não tem problema seu bobo – eu disse me sentando e o abraçando – A água está boa?

- Muito, mais tarde podemos entrar nós dois juntinhos.

- Depois que almoçarmos vemos isso, nós podemos almoçar por aqui mesmo – eu disse.

- Podemos ir na roda gigante antes? – ele perguntou parecendo uma criança.

- Roda gigante? Com qual finalidade iríamos lá?

- Surpresa – ele beijou a ponta do meu nariz.

- Ai cabeção sabe que eu odeio quando você me deixa curiosa.

- Sei anãzinha, e é tão divertido – ele riu de mim na minha cara.

- Você está com sorte, porque eu estou tão apaixonada, tão apaixonada que eu estou fazendo tudo por você – eu disse e ele me beijou.

- Amo quando você fica assim romântica, se declarando. – ele disse e agora quem puxou para beijá-lo fui eu. Fomos interrompidos por meu celular tocando, olhei no visor, mas eu já sabia quem era.

- É minha mãe – eu disse.

- Será que seu pai já colocou a polícia atrás da gente? – Edward perguntou rindo.

- Fica rindo mesmo Edward, não duvide que o Chefe de Polícia Charlie Swan seja mesmo capaz disso.

- Eu sei que ele é, mas enquanto não nos encontram vamos aproveitar – ele encerrou a chamada do celular e me puxou para me beijar novamente.

...

Ficamos mais um bom tempo na praia e depois decidimos ir almoçar, mas antes Edward comprou os ingressos para irmos na roda gigante. Eu estava muito curiosa sobre a surpresa que ele faria quando estivéssemos lá, eu definitivamente não era fã de roda gigante.

- Amor essa surpresa tem que ser muito boa – eu disse enquanto me sentava ao seu lado na roda gigante.

- Eu sei anãzinha que você não gosta muito de roda gigante, fica tranqüila – ele segurou minhas mãos entre as suas – Que mãos frias, relaxa meu amor – ele me deu um selinho e o brinquedo maldito começou a se mover, eu só queria que acabasse logo.

...

A pior parte da roda gigante era a parte em que ficamos parados lá em cima, isso era tortura demais.

- Eu tenho um presente pra você – Edward disse pegando algo no bolso de sua bermuda.

- E precisava me entregar aqui em cima? – eu perguntei tentando me focar no mar e não olhar pra baixo, ou eu iria passar mal.

- Não reclame, eu achei que ia ser romântico – ele disse abrindo o pequeno embrulho, já que deve ter percebido que minhas mãos estavam trêmulas e eu acabaria por deixar cair tudo lá embaixo. – Estenda a mão – ele disse e eu fiz o que ele pediu e ele colocou o conteúdo do embrulho em minhas mãos.

- Nossa amor que lindo – eu disse admirando o colar de ouro, havia um pingente que era uma pequeno coração, havia um pequeno brilhante nele.

- Olha atrás – ele pediu e eu virei e vi que atrás do pingente havia gravado E&B.

- Lindo obrigado amor – eu o beijei.

- Me Deixa colocar – ele disse e eu entreguei o colar a ele antes que eu e minhas mãos trêmulas jogássemos meu presente lá embaixo. Ele colocou o colar em meu pescoço e depois deu um beijo em minha nuca, como se eu já não tivesse trêmula o suficiente.

- Perfeito – eu disse segurando o pingente — O presente mais lindo que já ganhei, obrigado.

- De nada, agora vamos aproveitar que ainda estamos parados aqui em cima – Edward passou o braço sobre meu ombro – Aliás, já tem muito tempo que está parado, será que quebrou?

- O QUE? – eu perguntei assustada e sentindo o ar me faltar – ME DES... – eu ia gritar pro cara que opera o brinquedo, mas Edward me calou.

- Deixa de bobeira, vem aqui – ele me puxou e colou sua boca na minha em um beijo que além de intenso era muito apaixonado.

...

- Ei vocês já podem descer – alguém nos cutucou e eu parei de beijar Edward e olhei em volta e percebi o operador da roda gigante chamando nossa atenção para que saíssemos do brinquedo, já que nosso tempo tinha acabado, mas nós nem havíamos percebido.

- Ah, ok – Edward me puxou pra fora do brinquedo, eu estava morrendo de vergonha. Com Edward me beijando eu até havia esquecido o meu pavor de roda gigante.

- Vamos almoçar, estou morrendo de fome – eu disse a Edward.

- Eu também, muita fome mesmo – ele me olhou maldoso, ele estava virando um tarado.

...

Depois do almoço Edward e eu demos uma volta pela região e depois voltamos pra praia.

Entramos na água juntos e dessa vez ele não me fez engolir água, o que foi uma maravilha.

Depois que percebemos que algumas pessoas ao redor começaram a nos olhar feio por ficarmos nos agarrando moderadamente dentro da água, Edward resolveu sair e eu fiquei mais um pouco por ali.

Quando sai da água já era quase 4 da tarde e comemos um sanduíche e Edward resolveu que queria surfar mais um pouco, e eu continuei deitada ali na areia ouvindo minhas músicas.

...

- Dormindo anãzinha – despertei do meu cochilo com Edward me abraçando, ele estava todo molhado.

- Ah não Edward, de novo não – eu disse o empurrando pra longe de mim e me sentando – Eu estava tirando um cochilo e você me acorda jogando água gelada em mim – eu disse um pouco irritada, eu realmente detestava ser acordada, seja o horário que for.

- E não faz esse bico pra mim, para de ser chatinha – ele disse.

- Eu sou chatinha? – perguntei ficando em pé.

- A chatinha mais linda do mundo, e que tem o bico mais lindo também – Edward passou seus braços por minha cintura, mas eu tentava em vão me desvencilhar dele. Ele tentava me beijar e eu desviava o rosto, na verdade era só um joguinho mesmo, porque eu estava ansiosa pra que ele vencesse. – E a mais marrenta também – ele disse e eu me rendi e joguei os braços ao redor do seu pescoço e o beijei.

- BELLA? – uma voz conhecida me chamou e Edward e eu paramos de nos beijar e olhamos pra ver se a voz realmente era quem eu pensava.

- Jacob – Edward e eu dissemos juntos, no mesmo momento Edward passou o braço ao redor da minha cintura numa atitude totalmente possessiva.

- Vo... vocês estão... o que estão fazendo aqui?

- Lua de Mel – Edward responder super feliz. Homens são todos iguais, exibir isso para Jake era como um troféu pra ele.

- O QUE? – Jake perguntou com os olhos arregalados.

- Nós nos casamos há dois dias – eu expliquei.

- Estão brincando, certo?! – ele disse dando uma risada nervosa.

- Claro que não – eu disse mostrando minha mão com a aliança – Jake você mesmo disse que eu tinha que ir atrás do Edward já que eu sempre fui apaixonada por ele.

- Isso sim Bella, mas casar?

- Qual o problema? – Edward perguntou num tom levemente irritado.

- Vocês têm 18 anos, isso é muita loucura – Jake disse.

- Mas a vida nada mais é do que uma grande loucura Jacob, e fique sabendo que fui eu quem fez o pedido – eu disse rindo e ele riu também.

- Sua cara mesmo fazer isso. Mas eu fico bem em saber que vocês estão felizes, você me perdoou? – Jacob me perguntou.

- Claro, acho que também tenho que te pedir desculpa, já que eu sempre fui apaixonada por outro cara e meio que te fiz perder tempo – eu disse.

- Sem problemas Bella.

- Oba todo mundo desculpado – Edward disse com seu tom ciumento e eu virei para ele e lhe dei um selinho – E você Jacob estuda aqui perto?

- A faculdade fica a mais ou menos uma hora e meia daqui, mas hoje viemos passar o dia aqui em Santa Mônica – ele respondeu.

- Jake – uma garota morena de cabelos na altura dos ombros o chamou.

- Ei Leah, vem aqui – ele disse e segurou a mão dela – Esses são Edward e Bella, eles são da minha cidade, West Palm Beach.

- Bella não é a sua ex nam...

- Eu mesma – eu afirmei, e estava feliz que parecia não haver nenhum clima estranho ali apesar de tudo, parecia que agora sim tudo estava no devido lugar – Mas agora eu deixei de ser namorada e sou esposa do Edward.

- Ele não era o mel...

- Ele ainda é o meu melhor amigo, só que foi promovido primeiro a namorado e agora a esposo – eu disse e todos riram.

- Bem Bella, ela é Leah minha namorada – Jake disse e eu cumprimentei a garota com um rápido abraço e Edward também.

- Fico feliz por você também Jake – eu disse – Tudo está certo agora.

- Sim, e eu tenho certeza que vocês vão superar qualquer dificuldade, eu torço pela felicidade de vocês, e não estou sendo hipócrita – ele disse abraçando Leah, eles faziam um bonito casal.

- Também torcemos pela sua – Edward disse. Meu i-phone começou a tocar e eu vi pelo visor que era minha mãe.

- Minha mãe de novo – eu disse a Edward e encerrei a chamada.

- Não vai atender sua mãe? – Jacob perguntou.

- Não, digamos que ela não sabe porque estendemos nossa viagem.

- Ela não sabe que vocês se casaram?

- Ainda não – Edward quem respondeu.

- Vocês são malucos mesmo – Jacob disse rindo e meu celular apitou de novo agora era uma mensagem

“Bella atende esse telefone, eu preciso falar com vocês com URGÊNCIA, é IMPORTANTE mesmo.” – li a mensagem pra Edward, mas os outros também ouviram.

- Você sabe que sua mãe jamais te mandaria uma mensagem assim se não fosse importante – Edward disse.

- Tenho que concordar – Jacob disse.

- Eu nem deveria me meter, mas quando alguém diz urgência geralmente não é brincadeira – Leah disse e eu encarei meu celular tocando em minhas mãos, não adiantava fugir, eu precisava atender.

- Oi mãe – eu atendi a ligação e todos me olharam curiosos.

- Filha que bom que finalmente atendeu, hoje nós recebemos uma notícia.

- Que notícia? – perguntei, eu odiava quando não iam direto ao ponto.

- Nós conseguimos filha, conseguimos – ela disse extremamente feliz.

- Conseguimos o que mãe? – perguntei mais que curiosa.

- Um doador compatível pra Edward – ela disse e nessa hora meu coração pareceu que ia explodir no meu peito, até o ar faltou nos meus pulmões.

- Amor, Bella o que houve? – Edward perguntou e eu comecei a chorar e o abracei forte.

- Você vai se salvar meu amor, conseguiram um doador compatível – eu disse e ele me abraçou ainda mais forte e começou a chorar junto comigo. – Eu disse que tudo ia dar certo.

- AHHHHHH – ele gritou feliz e me segurou no ar me girando – Eu amo você.

Link para ver vestido da Bella http://www.lightinthebox.com/pt/uma-linha-de-decote-em-V-assimetrico-na-altura-do-joelho-vestido-de-chiffon--hxgd032-_p40964.html

Notas finais
Boa tarde pra vcs!!! Sei que sumi, mas realmente a vida está uma correria, estão faltando apenas duas semanas pra eu me formar na faculdade.
Espero que curtam o capítulo e comentem bastante, deixem recomendações indiquem pra outras pessoas, que apesar da demora escrevi com mt carinho pra vcs.
BJS