Everything Can Change All The Time

27 Capítulo 27 – Home, sweet home


- Também te amo meu amor, muito, muito – eu comecei a encher seu rosto de beijos.

- E então quem é o doador compatível? – ele segurou minha cintura me afastando um pouco para que eu respondesse.

- Não sei – eu disse e só então lembrei que provavelmente minha mãe ainda estava na linha – Mãe – eu voltei pro celular.

- Ah pensei que ia esquecer que estava falando comigo – ela reclamou – Ainda preciso saber onde vocês estão.

- Praia de Santa Mônica na Califórnia – respondi.

- Vocês precisam vir embora hoje mesmo – ela disse – Seth olha um horário de vôo pra sua irmã e Edward virem embora hoje saindo de LA. – ela disse pra meu irmão que provavelmente devia estar no computador.

- Mas mãe calma, quem é o doador?

- É uma senhora chamada Sarah, ela veio do estado do Colorado pra fazer o teste, ela disse que viu sobre a história na internet, ainda não me detalhei direito de como ela viu na internet. – minha mãe disse e uma possível teoria começou a passar na minha cabeça. Algumas pessoas que liam meu blog me pediram uma vez pra fornecer o local onde elas poderiam fazer o teste, mas eu não levei fé, porque pensei que não ia dar muita credibilidade para uma garota que gosta de desabafar através de um blog, mas se ela tinha visto na internet só podia ter sido no blog. – Quando chegarem vocês conversam melhor com ela, o importante agora é virem embora já, Seth achou o horário de vôo? – ela perguntou alto para meu irmão.

- Mãe eu estou tão feliz, eu vou encher essa Sarah de abraços, eu serei grata pro resto da vida.

- Vocês vão ter oportunidade de fazer isso, mas você não é a única feliz filha, nós estamos todos aqui sem conseguir nos conter de tanta felicidade – ela disse e senti que sua voz estava emocionada – SETH! – ela gritou com meu irmão.

- E aí? – Edward me questionou curioso, algumas lágrimas ainda estavam rolando por seu rosto.

- 11:30 da noite filha – ouvi a voz da minha mãe do outro lado da linha – Vou comprar as passagens e mandar no seu e-mail, não percam esse vôo. Amanhã Edward já vai fazer mais alguns exames, então se apressem.

- Mas mãe...

- Filha mais tarde nos falamos mais, vou comprar as passagens agora, vá arrumar as coisas de vocês e aproveite com o Edward esse tempinho pra vocês faz...

- Mãe – chamei sua atenção, sabendo exatamente que tipo de conselho ela me daria, e ouvir isso da minha mãe não seria legal.

- Só estou dizendo isso porque Edward vai chegar e vai pro hospital e vai ficar lá um bom tempo por causa do transplante e depois que você descobriu que o sexo é uma das coisas mais maravilhosas da vida, vai ver como é ruim quando temos que ficar sem.

- Mãe vá comprar as passagens, nos falamos mais tarde, beijos – eu disse já pronta pra encerrar a chamada.

- Beijos – ela disse e eu encerrei a chamada.

- E então? – Edward estava mais que ansioso, minha alegria era tamanha ao ver a esperança totalmente acesa agora no brilho de seus olhos.

- Nosso vôo sai às 11:30 da noite, temos que nos organizar pra ir embora.

- E quem é o doador? – ele perguntou com a voz ansiosa.

- Não conhecemos, depois falamos sobre isso, agora temos que correr pra arrumar tudo – eu disse já pegando minhas coisas na areia.

- E o que vamos fazer com o trailer? Eu não posso simplesmente abandoná-lo aqui – Edward questionou.

- Podemos deixar guardado em algum lugar, ou ir a uma transportadora de veículos, mas acho que nem pra isso vamos ter tempo, já está se passando das 5 da tarde – eu disse.

- Se me permitem auxiliar, eu posso levá-lo pra vocês, eu ia pra casa no próximo final de semana e ainda não comprei passagem, eu posso matar um ou dois dias de aula e ir no trailer de vocês – Jacob se ofereceu, e podia parecer estranho para os outros meu ex nos ajudando, mas pra mim isso não foi nenhuma surpresa. Apesar de tudo que aconteceu entre Jacob e eu não havia mais mágoa, e eu sempre soube que ele tinha um bom coração, e era um ótimo amigo.

- Vamos ser eternamente gratos – eu disse feliz.

- Valeu cara – Edward apertou sua mão.

- Bem agora temos que nos arrumar, vamos levar só o básico, e deixar o resto pra ir no trailer mesmo com Jacob. – eu disse.

- Nos dê o endereço de onde vocês estão que podemos encontrar com vocês pra pegar as chaves, e levá-los no aeroporto – Leah disse.

- Ok, obrigada você também Leah – eu a abracei, eu estava tão feliz que eu era capaz de sair distribuindo abraços pra todo mundo por aí.

- Estamos aqui perto mesmo, na avenida da praia. – Edward disse.

- Ok, então corram pra arrumar as coisas de vocês que mais tarde passamos lá, que horas é o vôo mesmo?

- 11:30 da noite – respondi — Se vocês puderem passar às 9 da noite, vai ser ótimo.

- Ok, fica combinado assim então – Jacob disse.

- Obrigada de novo Jake – eu lhe dei um abraço e depois abracei Leah também e sai arrastando Edward pela mão enquanto ele gritava agradecendo os dois.

...

Entramos no trailer e jogamos tudo de qualquer jeito, eu ia começar a arrumar as coisas, mas Edward segurou minha mão e me puxou colando meu corpo ao seu. Nos encaramos por uns segundos, a felicidade estava estampada em nosso rosto, a certeza de que ficaríamos juntos agora era maior que tudo.

- Sabe o que me deixa mais feliz? – ele perguntou quebrando o silêncio.

- O que? – perguntei segurando em sua camiseta.

- Saber que vou poder viver ao seu lado, só viver não é o suficiente o importante é saber que vai ser ao seu lado. – ele disse chorando de novo e me fazendo chorar também – Eu te amo minha Bella, vou amar pra sempre.

- Também te amo – eu disse o beijando – Pra sempre – eu murmurei com os lábios ainda presos nos seus. Edward passou o braço por minha cintura e ergueu meus pés do chão, ele deu dois passos e me colocou deitada na cama e deitou seu corpo sobre o meu, sem desgrudar sua boca em nenhum momento da minha.

Puxei a blusa de Edward para fora de seu corpo e não pude deixar de pensar que no fim das contas eu ia seguir o conselho da minha mãe.

- Tão linda – Edward murmurou beijando minha barriga e subindo pelo vão dos meus seios enquanto se livrava da minha blusa. Entrelacei meus dedos em seus cabelos e o puxei pra que eu pudesse beijá-lo, era uma necessidade ter sua boca colada a minha nesse momento, enquanto nossas mãos afoitas iam se livrando de nossas roupas.

...

Olhei no relógio e já eram 10:30 da noite, dentro de uma hora estaríamos embarcando de volta pra casa e chegaríamos lá as 7 da manhã, pois nosso vôo faria uma escala no Texas onde esperaríamos um tempo, e também havia a diferença de fuso horário já que iríamos cruzar o país.

Jacob e Leah haviam nos deixado no aeroporto e Edward explicou pra ele detalhadamente como funcionava tudo no trailer, havíamos trago só o básico cada um em uma mochila, todo o resto das coisas e os presentes chegariam só quando Jacob chegasse. Todo o mal estar que havia tido entre nós estava apagado, e eu sabia que seríamos amigos por muito tempo, inclusive Leah, que parecia ser uma garota bem legal, eu não podia estar mais feliz por eles.

- Quem diria que terminaria assim? – Edward me tirou dos meus pensamentos entrelaçando nossos dedos e beijando minha mão.

- E quem disse que terminou? Esse é apenas o começo cabeção – eu disse e lhe dei um selinho – Temos uma vida inteira pela frente meu amor.

- Temos não é? – ele questionou sem conter o sorriso, eu entedia seu sentimento. Apesar de eu sempre acreditar que de alguma maneira ele iria se salvar, a notícia do doador nos pegou totalmente de surpresa e até agora não estávamos acreditando, era bom demais.

- Sim, nós temos – eu afirmei – Já está dando tudo certo.

- Estou ansioso pra conhecer esse doador, sua mãe não te adiantou nada.

- Adiantou sim, e com base no que ela me falou eu formulei uma hipótese.

- Qual?

- Eu vou te dizer, mas promete não brigar comigo?

- O que você aprontou Bella? – ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

- Nada demais, e além do mais não é uma certeza, só quando encontrarmos Sarah que vamos poder confirmar.

- Quem é Sarah?

- A doadora compatível, você é um cabeção mesmo – eu dei um tapinha em sua testa.

- Ok, para de me enrolar e me diz qual é a hipótese – pediu.

- Primeiro promete não brigar, acabamos de nos casar e não quero eu nossa primeira briga como marido e mulher seja em um dia tão feliz e especial pra nós.

- Ok, prometo que não vou brigar hoje.

- E nem amanhã, que sei muito bem que você deve estar pensando que falta pouco tempo pra deixar de ser hoje. – eu disse e ele soltou uma risada debochada.

- Você é hilária anãzinha, eu juro que isso nem tinha me passado pela cabeça, esse tipo de maluquice é só com você mesmo – ele disse rindo – Agora para de me enrolar e me conta.

- Logo quando começamos a viajar eu estava passando por um conflito de emoções e sentimentos muito grandes, principalmente ligados a você, e eu precisava desabafar, mas eu não podia fazer isso com você – eu comecei a tentar explicar porque eu não tinha certeza da reação de Edward ao saber que expus nossa vida na internet, por mais que no início eu não usava os nossos nomes, e sim nossos segundos nomes. Mas depois quando as pessoas me pediram pra fazer os testes de compatibilidade eu dei o nome completo e todas as informações, por mais que eu não esperasse que alguém realmente ia fazer, só porque leu uma história na rede.

- E...? – ele me incentivou a continuar.

- Eu criei um blog, mas não me identifiquei e nem identifiquei você, usei nossos segundos nomes – eu disse – Eu comecei a contar o que estava acontecendo, todas as minhas dúvidas, os meus medos, os meus sentimentos em relação a você, lá eu escrevi tudo que às vezes me sufocava.

- E o que isso tem haver com a doadora?

- Como eu contava muitas coisas sobre nós dois, algumas pessoas começaram a torcer pela minha felicidade e pediram pra fazer o teste e me perguntaram como poderiam fazer isso, então tive que dar seu nome completo e fornecer todas as informações. Eu dei as informações porque eu tinha que tentar de ajudar de todas as formas que tivessem ao meu alcance, apesar de eu nunca ter imaginado que alguém realmente fosse fazer o teste apenas por ler uma história na internet.

- E Sarah é uma das leitoras? – ele perguntou.

- Não tenho certeza, minha mãe disse que ela viu na internet e por isso estava lá. Só quando chegarmos e eu conversar com ela que vamos ter essa resposta – eu disse – Está bravo comigo por ter nos exposto na internet? – perguntei insegura.

- Meu amor como eu podia ficar bravo por você tentar me salvar? Eu sou o homem mais feliz do mundo por ter você – ele segurou meu queixo e me beijou – Te amo.

- Também te amo – eu disse e o beijei de novo.

- Mas eu vou querer ler o blog – ele disse entre meus lábios e eu parei de beijá-lo no mesmo momento e o encarei aturdida.

- Você só pode estar brincando.

- Claro que não, acho que já que é minha vida que está escrita ali, eu também tenho esse direito. Além do mais vai ser ótimo saber o que se passa aqui – ele tocou minha testa.

- Ok, eu te passo o endereço do blog pra você ler, mas não quero estar perto, prefiro que você faça quando eu não estiver perto. – concordei – Mas depois não vai me azucrinar por causa de nada que está escrito ali.

- Prometo – ele disse e me beijou mais uma vez.

...

- Senhores passageiros estamos pousando em West Palm Beach, são 6:57 horário local. Tenham uma boa estadia. – a voz do piloto anunciou.

Edward já estava segurando firme minha mão porque eu ainda não tinha superado meu medo de decolagens e pousos.

...

Saímos do avião e nem tivemos que ir na esteira de bagagens, pois havíamos trago só nossas mochilas que vieram no compartimento de bagagem no interior do avião.

- Sua mãe vai vir nos buscar mesmo? – ele perguntou entrelaçando nossos dedos enquanto caminhávamos para a porta de saída do salão de desembarque e onde provavelmente minha mãe devia estar no esperando.

- Sim.

- E nós já decidimos quando vamos contar? – ele perguntou.

- Não amor, não decidimos. Relaxa, o mais importante agora é o seu transplante.

- Não Bella, eu quero contar antes de me internar para o transplante.

- Ok, mas vamos arrumar uma maneira de contar pra todos de uma vez – eu disse enquanto a porta automática se abria e quando passamos por ela eu já avistei minha mãe. Ela continuava linda, estava com tantas saudades.

- Bella – ela falou alto abanando a mão, nada discreta. Levantei minha mão e lhe dei um tchauzinho mais discreto. Ela arregalou os olhos e só então tinha me dado conta que tinha levantado minha mão esquerda, onde agora havia uma aliança, no mesmo momento abaixei minha mão.

- Ferrou – murmurei baixo enquanto Edward e eu continuávamos caminhando em direção a minha mãe.

- Pra onde vocês dois foram depois de Chicago? O que significa isso? – ela perguntou pegando minha mão esquerda e fez com que Edward soltasse minha mão e segurou também sua mão esquerda.

- Nossa mãe eu fico todo esse tempo fora de casa e ao invés de você me receber com abraços me recebe cheia de questionamentos, eu estava com saudades de você – tentei dramatizar um pouco, mas eu sabia que isso não ia colar, isso costumava colar com meu pai, não com ela, que já conhecia essas minhas artimanhas.

- Bella sem dramas, depois eu te encho de abraços, agora eu quero uma resposta – ela disse em um tom super sério. Eu sabia que minha mãe era meio maluca e super brincalhona, mas eu também sabia quando ela não queria saber de brincadeiras.

- Mas mãe... – senti meu coração acelerar, eu não me arrependia em nenhum momento de ter me casado com Edward, nós só adiantamos algo que era inevitável. Mas nesse momento eu realmente só queria ser feliz junto com Edward e não sofrer recriminações das nossas famílias.

- Amor não vamos enrolar mais – Edward disse me fitando com carinho, seu olhar até me encorajava – Renée nós nos casamos em Las Vegas. – ele disse como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo, queria ver se ia falar com essa calma quando tivesse que encarar meu pai também.

- O QUE?

- Mãe não grita – eu pedi olhando as pessoas que tinham olhado em nossa direção por causa do grito dela – Fica calma.

- Como eu vou ficar calma Isabella? Vocês dois são malucos, como assim vão pra Las Vegas e se casam? – ela dizia quase que atropelando as palavras.

- Vamos para um lugar mais reservado pra conversarmos Renée – Edward disse também preocupado com a proporção que nossa conversa podia assumir.

- Ok, vamos pro estacionamento – ela disse e saiu andando na frente respirando fundo. Edward segurou minha mão e saiu logo me puxando para que pudéssemos segui – lá.

...

- Então podem começar a falar Sr. e Sra. Cullen – minha mãe disse encostada na porta do carro.

- Fui em quem pedi o Edward em casamento – eu disse logo – Então não o recrimine, ele só aceitou.

- Não vou recriminar ninguém, só quero entender o porque dessa pressa toda. – minha mãe disse.

- Renée eu achei que ia morrer – Edward disse e ela o encarou – Mas não foi por isso que aceitei o pedido de Bella, porque tudo que sempre desejei foi isso, você sabia há muito tempo o quanto eu sempre fui apaixonado pela sua filha. Bella fez o pedido e eu perguntei se ela tinha certeza, porque eu sempre tive essa certeza, eu cheguei a questionar pra ela se acontecesse um milagre e eu continuasse vivo se ela não se arrependeria de ter se casado tão jovem, mas ela disse que não.

- E nós já perdemos tanto tempo, não havia porque adiar. E quando eu vi Edward debilitado naquela cama de hospital eu só tive mais certeza ainda que eu queria ele ao meu lado pra sempre.

- Opa, perdi uma parte dessa história – minha mãe disse – Que história é essa do Edward em uma cama de hospital?

- Eu desmaiei na rua em Chicago e fiquei internado de um dia pro outro e tive que passar por uma transfusão de plaquetas – Edward foi quem respondeu.

- E não nos comunicaram? Vocês dois são muito irresponsáveis – ela disse levando a mão nos cabelos.

- Dois irresponsáveis podemos até ser, mas nós nos amamos demais, e estamos tão felizes que vamos ter uma vida inteira pela frente um ao lado do outro que não queremos que ninguém fique com raiva por causa de um ato que fizemos totalmente conscientes. – eu disse e a fitei.

- Diga isso ao Chefe Swan – ela disse e olhou dentro dos meus olhos e depois um sorriso começou a brotar em seu rosto e sabia que tínhamos ganhado a primeira aliada da nossa família – Agora venham aqui e me deixe abraçá-los seus malucos – ela abriu os braços e Edward e eu nos encaramos e sorrimos um para o outro e então pegamos minha mãe em um abraço apertado – Parabéns pra vocês dois.

- Obrigada mãe.

- Obrigada sogra – Edward disse rindo.

- Ah menino até outro dia eu era a tia Renée – ela disse dando um tapinha no braço de Edward.

- Você sabe que sempre quis ser seu genro – ele disse rindo e me abraçou por trás e beijou minha bochecha.

- Eu sei disso, mas agora recém casados vamos logo, porque estão todos ansiosos pra ver vocês, inclusive seu pai que chegou de viagem hoje às 3 da manhã Edward, ele voltou assim que soube do doador. – minha mãe disse enquanto entrávamos no carro, me sentei no banco do carona na frente, porque não achava legal fazer minha mãe de motorista particular — Na verdade o hospital entrou em contato com ele antes de entrar em contato na sua casa, ele meia hora depois já tinha conseguido um vôo pra casa logo ontem pela manhã, tentamos falar com vocês mais cedo, mas vocês não atendiam o telefone, então resolvi apelar pra mensagem.

- Bem estávamos em lua de mel, não pode nos culpar por querer privacidade – Edward disse rindo do banco de trás enquanto minha mãe começava a guiar o carro para fora do estacionamento.

- Edward – eu olhei pra trás chamando sua atenção, será que ele não conhecia minha mãe? Tocar em lua de mel com ela era vergonhoso demais, só por imaginar as perguntas íntimas sobre sexo que ela começaria a fazer pra nós.

- O que foi filha? Está tomando seu anticoncepcional? Ainda está cedo pra eu ser avó – ela disse rindo.

- Está vendo o que você fez seu cabeção – eu tentei dar um tapa em Edward, mas ele se encolheu perto da porta.

- Nada demais, mas me contem mais. Então vocês resolveram ir passar a Lua de Mel em Santa Mônica e aí?

- E aí que eu não vou te dar detalhes – eu respondi.

- Se casou em Vegas e continua careta – minha mãe disse rindo, ela era mesmo uma maluca.

- Já que você não vai me falar sobre isso na frente de Edward – ela disse, mas o problema não era ser na frente de Edward, o problema é que eu não gostava de falar disso com a minha mãe – Então me contem tudo sobre a viagem, devem ter se divertido bastante, tinham identidades falsas? Porque se não iam se privar de muita diversão. – era inacreditável que minha mãe mulher do Chefe de Polícia da cidade estava nos incentivando a ter identidades falsas, ela era mais maluca do que eu achava.

- Nós realmente tivemos muita diversão – Edward disse, eu olhei pra trás e ele piscou pra mim.

- Contem me tudo – minha mãe disse empolgada e começamos a falar, eu poupando muitos detalhes, já Edward fornecendo todos eles.

...

- Lar, doce lar – eu disse quando desci do carro em frente a minha casa.

- Eu amo essa cidade, sente esse clima – Edward disse e veio pro meu lado e passou o braço por minha cintura.

- Esse cheiro de brisa vinda do mar – eu disse e minha mãe que ainda estava no carro buzinou e não demorou nem um minuto e Alice e Esme saíram de casa correndo e vieram na nossa direção.

- Ahhhhhhh – Alice gritou correndo em nossa direção e pulou em cima do irmão.

- Ah que saudades baixinha – Edward disse a abraçando.

- Oi querida que saudades – Esme me abraçou.

- Eu também estava com muitas saudades.

- Filho – Esme foi até Edward já com lágrimas nos olhos, mas eu sabia que era de alegria.

- Que saudades mãe – ele soltou Alice e abraçou Esme tirando seus pés do chão.

- Não vai me abraçar fadinha? – perguntei abrindo os braços.

- Claro que vou – ela veio até mim e ia me abraçar, mas olhou pra minha mão, droga ia acontecer de novo.

- OMG!!! AHHHHHHHHHHHHH – ela disse segurando minha mão e apontando para a aliança.

- Alice vai acordar os vizinhos, ainda está cedo – eu tentei soltar minha mão da dela, mas ela não deixou.

- AHHHHH Que Aliança é Essa Aqui? – ela perguntou e Edward me encarou e balançou a cabeça como se dizendo uma hora todas vão saber mesmo. Minha mãe continha o riso, enquanto olhava o rosto confuso de Esme – Diz Logo Bella, que aliança é essa aqui?

- Aliança de casamento – respondi.

- OMG você se casou – ela me abraçou – Mas com quem?

- Como assim com quem Alice? – foi Edward que perguntou com se tom de voz todo ciumento. Realmente por mais que todos soubessem que nos gostávamos, mesmo nem eu mesma sabendo antes, só minha mãe sabia que havíamos nos entendido na viagem.

- OMG vocês dois – ela pegou a mão esquerda de Edward – OMG, OMG, OMG, vocês se casaram.

- Estranho está tudo girando – ouvimos a voz de Esme.

- Tia Esme não desmaia – eu corri pro seu lado e a segurei, porque o mole do Edward apenas ficava olhando tudo – Calma, respira – eu soprei em seu rosto pálido – Amor Faz Algo – eu gritei pro Edward inerte enquanto sua mãe desfalecia.

- Mãe calma – Edward veio e passou o braço por sua cintura – Vamos lá pra dentro – Vai na frente Alice pra abrir a porta – ele disse enquanto rebocava sua mãe, eu fiquei um pouco pra trás com a minha mãe.

- Será que tia Esme vai me odiar agora? – perguntei a minha mãe.

- Claro que não filha, Esme sempre torceu pra vocês ficarem juntos, essa notícia só pegou ela de surpresa, aliás, pegou a todos nós – ela disse passando o braço sobre meu ombro – Agora vamos lá socorrer sua sogra – ela disse rindo.

Quando entramos na sala vimos Esme sentada no sofá tomando um copo d’água que Alice lhe dava.

- Melhor mãe? – Edward perguntou.

- Hum... – ela balançou a cabeça positivamente. Edward estava sentado na mesinha em frente o sofá que sua mãe estava sentada.

- Desculpa tia Esme – eu disse e me sentei ao lado de Edward na mesinha.

- Não tem que se desculpar querida – ela afagou meu rosto – Eu só me assustei porque vocês saíram daqui sendo apenas amigos, e agora estão casados, como foi isso?

- No decorrer da viagem eu descobri que sempre fui apaixonada por esse cabeção – eu disse e Edward segurou minha mão e me deu seu sorriso torto.

- Resumindo a história nos casamos em Las Vegas a 3 dias – Edward respondeu.

- Isso é influência sua Renée – Esme disse rindo.

- Minha? Eu só fiquei sabendo agora também, eles são dois malucos – minha mãe disse.

- Bem eu estou muito feliz por vocês, ainda mais agora que temos um doador compatível filho – ela nos abraçou – Parabéns!

- Eu estou chateada – Alice disse irritada e Esme nos soltou do abraço e todos encararam a fadinha invocada.

- Posso saber o porquê? – Edward perguntou.

- Horas eu queria ajudar Bella com o vestido, a se produzir, queria auxiliar a organizar a festa, eu compraria um lindo vestido e seria uma das damas. Eu só tenho um irmão e vocês me privaram disso – ela disse fazendo um bico.

- Alice nós temos fotos e filmagem, você pode pelo menos assistir e ver se não mandamos tão mal assim – eu disse.

- E de menor pode assistir? Porque afinal de contas foi um casamento em Vegas – tinha que ser minha mãe a questionar isso.

- Claro que pode mãe – eu disse.

- E onde está meu pai? Quero saber tudo sobre o transplante. Quando vai ser, os procedimentos, quero conhecer a doadora. – Edward disse.

- Lá em cima, vá chamá-lo – Esme disse – Ele deve estar dormindo, porque chegou de madrugada, mas antes de ir dormir, pediu pra que você o acordasse assim que chegasse porque hoje ainda vocês iriam ao hospital.

- Ok, vou subir lá. – ele se levantou do meu lado – Me espera aqui – Edward me deu um selinho e ouve se um coro de suspiros.

- Vai logo – eu o empurrei e ele saiu quase que correndo pelas escadas.

- Filho aproveita e já conte pra ele sobre o matrimônio – Esme disse alto.

- Vou fazer isso – ele respondeu já do alto da escada.

- E você sua ingrata comece a contar toda essa história de casamento em Vegas – Alice disse em seu tom exigente e eu comecei a falar tudo, inclusive da internação de Edward em Chicago.

...

- Vem aqui me dá um abraço minha nora – Carlisle apareceu todo sorridente na sala, com um Edward ainda mais sorridente o seguindo – Parabéns – ele disse quando me abraçou.

- Obrigada – agradeci.

- Estou ansiosa pra assistir o vídeo – minha mãe comentou.

-Podíamos assistir todos juntos – Alice sugeriu.

- Mas antes Bella e Edward vão ter que encarar meu velho amigo Charlie e como eu já disse pro meu filho – Carlisle colocou a mão sobre o ombro de Edward – Eu estou muito feliz por vocês, mas vão ter que encarar o Charlie sozinhos, já começar a assumir responsabilidades.

- Nossa irmão não queria estar na sua pele – Alice disse rindo.

- Bem, mas essa conversa vai ter que ficar pra depois porque agora nós dois vamos pro hospital que tem alguns exames que Edward tem que fazer hoje pra podermos fazer o transplante o mais rápido possível – Carlisle disse.

- Eu vou com vocês – eu disse já me levantando.

- Não amor você fica, descansa. E mais tarde enfrentamos a fera juntos, quer dizer seu pai – Edward disse segurando meu rosto entre suas mãos.

- Mas...

- Fica, vai ser só uns exames, e aposto que estão todas querendo saber mais detalhes de tudo, mostra as fotos do casamento.

- Ok, Hoje eu fico – dei ênfase no hoje, porque quando Edward se internasse pra fazer o transplante eu não iria sair do seu lado.

- Vamos filho – Carlisle chamou Edward.

- Pai eu só preciso falar dois minutinhos com a Bella a sós.

- Ok, já vou te esperar no carro – Carlisle disse e foi até Esme e lhe deu um beijo, deu tchau a todos e saiu pela porta da sala.

- Vem amor vamos à cozinha – Edward segurou minha mão e saiu me puxando.

...

- Quero que me espere pra conversar com seu pai e quero avisar também que nós vamos ficar aqui – Edward disse e eu o encarei confusa.

- A parte de te esperar eu já entendi, mas a parte de vamos ficar aqui você decidiu sozinho?

- Amor nós nos casamos e eu não quero ficar longe de você, amanhã ou depois eu já vou ser internado pro transplante se tudo der certo nos exames. E eu acho que sei pai não se sentiria muito confortável com nós dois dormindo juntos na sua casa, todos reagiram bem à notícia até agora, mas você conhece seu pai Bella – ele disse e eu respirei fundo, eu realmente conhecia meu pai, ele ia ficar uma fera, não ia ser compreensivo como todos foram até agora.

- Eu fico aqui, mas primeiro fala com seus pais.

- Já falei com meu pai, e depois falo com minha mãe tenho certeza que ela não irá se opor.

- Qualquer coisa eu durmo no quarto da Alice também. – eu disse e Edward arregalou os olhos.

- Claro que não. Bella nós somos jovens, mas nos casamos, não há porque dormirmos separados, nossos pais vão ter que entender isso. – ele disse – Então nada de levar suas coisas pra casa dos seus pais, sobe e deixa tudo no meu quarto.

- Ok, me da notícia durante o dia, por favor – pedi segurando a gola de sua camisa – Foram um pouco mais de dois meses só nós dois juntos o tempo todo que agora vai ser difícil ficar longe.

- Pra mim também, mas pensa no futuro. Se tudo der certo pra mim, nós vamos ter todo o tempo do mundo juntos.

- Vai dar certo. – eu disse e ouvimos um som de buzina – Deve ser seu pai, vai logo.

- Te amo.

- Também te amo – ele me deu um beijo, mas nem tivemos tempo de nos empolgar, pois Carlisle buzinou de novo.

...

Fiquei mais um tempo conversando com minha mãe, Esme e Alice, contando coisas da viagem, inclusive contei que Jacob é que traria o trailer. Alice ficou ansiosa, pois os presentes tinham ficado todos lá.

- Então vamos pra casa? Seth está ansioso pra te ver, e seu pai já deve ter chegado do plantão que ele deu essa noite, ele está louco pra te ver desde que vocês simplesmente sumiram depois de Chicago – ela disse dando uma risadinha da minha desgraça. – Pegue suas coisas.

- Nada disso tia Renée, a Bella pode até ir lá agora – Alice disse – Mas a partir de agora ela fica aqui, ela e Edward se casaram, e enquanto tudo não se ajeita eles vão ficar aqui.

- Como assim? – minha mãe questionou, e eu estava constrangida de estar em uma situação um pouco embaraçosa.

- Edward me mandou uma mensagem há alguns minutos, dizendo que já conversou com a Bella sobre isso, mas sabia que ela ficaria com vergonha de falar – Alice disse. Edward me conhecia bem demais mesmo porque eu ficaria constrangida de dizer que ficaria ali, sem nem mesmo Esme saber e acabaria indo com minha mãe. – Tudo bem pra você mãe? Edward disse que já conversou com o papai.

- Claro, Bella é oficialmente minha nora, essa casa sempre foi sua antes mesmo disso querida – Esme me abraçou.

- Obrigada tia Esme.

- Bem eu não tenho como fazer objeção a isso – minha mãe disse — Mas prepare pra enfrentar seu pai, ele não vai ser misericordioso, eu realmente estou com medo da reação dele, acho até melhor você e Edward só conversarem com ele depois que Edward já tiver bem, depois do transplante.

- Mãe vamos em casa, que quero ver Seth e meu pai também – eu disse já pensando no que iria fazer.

- Ok.

- Bella deixe suas coisas no quarto de Edward que agora também é seu – Esme disse.

- Ok, mãe só vou lá em cima um minuto. – eu disse e peguei minha mochila e subi as escadas. Entrei no quarto de Edward que eu já conhecia tão bem, a primeira coisa que vi como sempre foi uma foto de nós dois abraçados no nosso lugar favorito na praia, eu queria muito ir lá, era um lugar tão nosso.

Coloquei minha mochila dentro do closet e voltei pra sala, eu precisava encarar meu pai de uma vez.

Minha mãe e eu nos despedimos de Alice e Esme e prometemos tentar voltar pro almoço, isso se o Chefe Swan não me jogasse em uma cela.

- BELLA – Seth praticamente pulou em cima de mim assim que entrei pela porta da sala, ele até esqueceu que pelo visto eu já estava menor que ele, esse garoto iria ficar gigante.

- Pirralho – eu o abracei forte, eu estava com tanta saudade dele.

- Escute porque só vou dizer uma vez – ele disse e eu parei de abraçá-lo e encarei seu rosto – Eu te amo muito e estava morrendo de saudades.

- Ah meu pirralho eu também de amo demais, e também estava louca de saudades – eu segurei seu rosto entre minhas mãos e comecei a encher seu rosto de beijos.

- Ok, ok. Já demonstramos afeto suficiente por uma década – ele disse fazendo uma careta.

- Não seja chato – eu dei mais um beijo em sua bochecha e depois me afastei.

- Cadê meus presentes?

- Vão chegar depois, quando o trailer chegar. – eu disse e passei a mão por seus cabelos crescidos – Pirralho eu quero te contar todas as coisas legais da viagem, te mostrar fotos, mas antes eu preciso falar com a mamãe em particular.

- Ok, vou pro meu quarto, que ainda estou com sono, só acordei cedo porque queria te ver – ele disse.

- Nossa mais declarações de amor, que fofo – eu disse e ele saiu irritado subindo as escadas.

- Mamãe te ama bebê – minha mãe disse alto. – O que você quer falar? – ela perguntou sentando no sofá e eu sentei ao seu lado.

- Eu decidi que eu vou...

- ISABELLA MARIE SWAN – meu pai gritou meu nome em um tom de voz enfurecido que me fez até tremer enquanto descia as escadas.

- Pa...pa...papai – eu consegui pronunciar e me coloquei de pé no mesmo momento.

- Não me venha com essa de papai sua irresponsável – ele disse já ficando vermelho.

- Bom dia querido, e se acalme, por favor – minha mãe pediu.

- Renée você não vai defendê-la dessa vez – meu pai disse, poxa ele estava nervoso de verdade – Eu deixei você fazer essa viagem porque sei o quanto Edward é importante pra você e pela barra que ele estava passando, ai vocês dois tinham que voltar pra casa e depois simplesmente somem.

- Pai...

- Eu ainda estou falando Isabella – ele me cortou – Nós ficamos loucos aqui, eu só não acionei a polícia de todos os estados porque sua mãe me impediu, mas eu juro que ela não ia conseguir me segurar por muito tempo. Vocês foram tão irresponsáveis, não pensam que existem pessoas que se preocupam com vocês.

- Desculpa pai – eu pedi sincera.

- Desculpas? Você acha que é um pedido de desculpa que vai te livrar do castigo? Esqueça computador, celular, carro, vida social, você vai ficar no seu quarto e não vai sair de casa até eu decidir que você já aprendeu a lição – ele disse com uma raiva que eu nunca tinha presenciado antes, isso só fez com que eu tivesse mais convicção de que eu iria fazer a coisa certa, e não dava mais pra adiar, ia ser agora. – Aliás, vai pro seu quarto já, o castigo começa agora mesmo.

- Eu não vou pai – eu disse e respirei fundo e minha mãe me encarou confusa e eu também podia ver medo em seus olhos.

- COMO?

- Pai eu tenho algo pra te contar e acho melhor você se sentar, por favor. – eu pedi tentando soar da maneira mais calma possível, pelo menos exteriormente já que por dentro eu estava a ponto de explodir de nervoso.

- Bella – minha mãe disse em um tom de repreensão.

- Mãe é melhor eu contar logo – eu disse e meu pai nos encarou confuso.

- O que está acontecendo?

- Senta querido – minha mãe o puxou para o seu lado. Sentei no sofá em frente ao que eles estavam sentados e respirei fundo algumas vezes.

- Anda logo Bella, o que mais você aprontou? – ele perguntou irritado.

- Eu...eu...eu – lá estava eu bancando meus amigos nerds novamente. Vamos lá Bella, você consegue – Eu me casei. – eu disse por fim. E comecei a ver meu pai a ir mudando de cor, passando por todos os tons de vermelho até chegar ao roxo.

- Amor respire, calma – minha mãe começou a abaná-lo e ele desabotoou os dois primeiros botões de sua camisa.

- Eu não... estou bem – ele disse ofegante.

- Bella corre e pega um copo d’água pro seu pai – minha mãe disse e eu fiquei ali meio atônita ainda, com medo que meu pai tivesse tendo algum piripaque – BELLA – minha mãe gritou e eu saí da minha alienação e sai correndo em direção a cozinha.

- Aqui – eu entreguei o copo d’água na mão da minha mãe.

- Bebe amor – ela levou o copo na boca dele, por favor, Deus não deixe meu pai ter um piripaque. Eu pedi em meus pensamentos enquanto via meu pai bebendo lentamente a água que minha mãe lhe oferecia. – Relaxa querido – ela beijou sua bochecha.

Após terminar de beber a água, ele respirou fundo algumas vezes e depois me encarou.

- Agora repete a última coisa que você disse, porque eu devo ter entendido errado – ele disse.

- Não pai, você não entendeu. Eu e Edward nos casamos, nessa viagem eu descobri o quanto sempre fui apaixonada por ele e começamos a namorar. – eu disse e depois contei o restante da história, contando sobre Chicago, sobre Edward ter desmaiado e depois internado e sobre o meu pedido de casamento, deixei claro que eu tinha feito o pedido, que a “idéia” tinha sido minha. Depois contei que fomos pra Vegas e depois fomos passar uns dias na Califórnia em Lua de Mel, quando disse a palavra lua de mel meu pai começou a ficar roxo de novo, mas respirou fundo. – E foi assim que tudo aconteceu, eu amo muito o Edward.

- Vamos pedir anulação desse casamento agora, você ainda é uma criança.

- Não Sou Não – agora eu fui quem alterou a voz.

- É sim, seus atos irresponsáveis demonstram isso – ele disse firme – Você quis casar com Edward porque achou que ele fosse morrer, ele conseguiu o transplante, está tudo bem agora, ele vai ficar bem, vocês continuam namorando e daqui a uns 10 anos quando tiverem o mínimo de responsabilidade e estabilidade se casam. Vou ligar para uns contatos e pedir a anulação desse casamento, vocês assinam e problema resolvido. – ele disse querendo ser o dono da situação.

- O meu casamento não é um problema e eu não vou assinar nada – eu disse irritada, segurando para não chorar por causa da raiva que eu estava sentindo – E eu não me casei com Edward porque eu achei que ele ia morrer, muito pelo contrário. Eu sempre tive fé e esperança de que encontraríamos uma solução, eu me casei com ele porque eu o amo mais que tudo, porque quero estar ao lado dele em todos os momentos, e nada vai mudar isso.

- Ah vai sim Isabella, quem vai sustentar vocês? Porque não conte comigo nessa insanidade que cometeram.

- Charlie – minha mãe disse em um tom de repreensão.

- Pai não se preocupe, eu e Edward iremos dar um jeito, nós pensamos em todas as conseqüências que teríamos ao nos casar então não se preocupe.

- E porque Edward não está aqui com você? Eu confiei nele. ONDE ESTÁ O EDWARD? ELE DEVIA ESTAR AQUI COM VOCÊ – ele questionou aos gritos.

- Edward está no hospital fazendo exames, ele pediu pra esperá-lo pra virmos juntos conversar com você, mas como eu sabia o quanto seria estressante eu resolvi poupá-lo. Não quero que ele fique nervoso, porque ele deve estar tranqüilo pra realizar o transplante e pra enfrentar todo o processo. – eu disse – E pode ter certeza que você fez bem em confiar em Edward ele cuidou muito bem de mim, e vai continuar cuidando. Nós vamos fazer dar certo.

- Continue nesse mundinho de sonhos, mas não conte comigo pra quando os problemas do mundo real te atingir. – ele disse com a voz alterada – Se quiser continuar tendo sua vida normal, e minha ajuda vai aceitar essa anulação agora mesmo.

- NÃO, EU NÃO VOU – eu gritei – E pode deixar pai que quando eu precisar não é a você que eu vou recorrer, já que a minha felicidade é algo que te incomoda tanto. Já vou indo.

- E VAI PRA ONDE?

- Pra casa da Esme e do Carlisle, eles concordaram que Edward e eu fiquemos lá até tudo se acertar. – respondi.

- Eu não permito, nós vamos anular esse casamento.

- NÃO VAMOS – eu gritei.

- IRRESPONSÁVEL, DEPOIS NÃO VENHA CHORAR CONOSCO. CASAMENTO NÃO É BRINCADEIRA, É ALGO PRA SE FAZER DEPOIS DE MUITO PLANEJAMENTO – ele gritou comigo, eu já estava chorando sem me importar com mais nada.

- Não vou ficar mais aqui ouvindo você me praguejar – eu disse – Mãe depois você leva algumas coisas pra mim, porque eu trouxe poucas coisas na mochila. – eu disse e sai correndo pela porta de entrada antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa.

Eu não podia ir pra casa de Edward do jeito que estava, eu precisava ficar sozinha pra me acalmar.

Atravessei a rua e quando cheguei ao calçadão da praia tirei meus sapatos e dobrei a barra da minha calça antes de começar a caminhar pela areia.

Eu via as pessoas ao redor, mas não realmente olhava pra elas enquanto eu caminhava na beirada da água. Minha mente estava distante, estava remoendo cada uma das palavras do meu pai. Eu sabia que ele não aceitaria muito bem, mas realmente eu não esperava essa reação. Eu não iria anular meu casamento, ele foi mágico, e eu sei que casamento não é brincadeira, haveria brigas, discussões, mas eu tenho certeza que Edward e eu juntos seríamos capazes de suportar tudo.

Cheguei na pedra que Edward e eu gostávamos de ir quando gostávamos de pensar e me sentei. No mesmo momento meu telefone apitou no meu bolso, tirei do meu bolso o aparelho e vi que era uma mensagem de Edward.

“Oi meu amor, já sinto a sua falta. Nossa já me fizeram tantos exames hoje, que estou até meio tonto. Prepare-se porque hoje a noite vamos jantar no nosso restaurante favorito. Acho que chego no fim da tarde. Te amo mais que tudo. Beijos.”

“E eu já sinto muito a sua falta também. Cuide se, você é a pessoa mais importante da minha vida. Te espero ansiosamente. Te amo mais que tudo também, beijos.” – enviei a resposta e guardei o aparelho.

Encolhi meu corpo abraçando meus joelhos, e depois abaixei minha cabeça e chorei.

...

Cheguei à casa de Edward e todos estavam preocupados comigo, eu expliquei que só tinha ido dar uma volta porque precisava espairecer. Como demorei todos já haviam ido até almoçar, eles tinham separado pra mim, mas eu estava sem fome, e peguei apenas um pacote de biscoitos e pedi pra que eu pudesse subir pro quarto de Edward e descansar um pouco.

Tomei um banho e vesti uma calcinha e peguei a camisa de Edward de quando ele jogava no time de futebol americano e a vesti. Deitei na sua cama e me enrolei na coberta.

...

- Posso entrar – escutei uma batida na porta.

- Hã... sim – respondi já sabendo quem era. A porta se abriu e minha mãe entrou segurando uma mala.

- Filha não fica assim – ela disse e veio se sentar ao meu lado, pois eu havia começado a chorar assim que olhei pro seu rosto, eu precisava do colo dela nesse momento.

- Mãe... – eu chorei ainda mais e ela me puxou pra seu colo e me abraçou.

- Shiiii... vai ficar tudo bem, estou aqui com você, sempre – ela disse afagando meus cabelos e beijando o topo da minha cabeça e eu me permiti apenas chorar e deixar as palavras pra depois.

...

- Eu nem consegui falar com ele ainda, ele apenas pegou as chaves do carro e saiu, e também não atende as minhas ligações – minha mãe disse se referindo a meu pai quando eu perguntei se ele tinha se acalmado pelo menos um pouco porque não queria vê-lo passando mal.

- Espero que algum dia ele entenda – eu disse.

- Ele vai querida pode ter certeza, e isso pode ser mais rápido do que você pensa, ele só precisa ter a memória refrescada – minha mãe disse e me senti meio perdida, que informação eu estava deixando passar?

- Estou confusa mãe.

- Só seja paciente filha – ela beijou minha testa – Seu pai te ama muito e eu também.

- Amor – ouvi uma batida na porta e ela se abriu logo em seguida – Desculpe interromper vocês, mas estava louco pra te ver.

- Você não interrompe nada, vem aqui que eu estava morrendo de saudades – eu disse e abri os braços pra ele.

- Eu também – ele me abraçou e depois me deu um longo beijo que foi interrompido por uma risadinha da minha mãe que me fez ficar extremamente constrangida.

- Como foi no hospital? Tudo certo? – perguntei e ele se sentou ao meu lado.

- Sim, queriam que eu já ficasse hoje, mas eu disse que já que hoje não fariam mais nada, eu só dormiria lá, eu disse que eu era recém casado – ele disse sorrindo – E queria ter uma noite com minha esposa.

- Ah que coisa mais linda – claro que tinha que ser minha mãe a dizer isso.

- Mãe – eu disse em um tom repreensivo.

- Hum... acho que está na hora de eu ir pra casa, tchau meus amores – ela beijou meu rosto e o rosto de Edward – Qualquer coisa que precisarem podem contar comigo e divirtam se essa noite. – ela saiu apressada pela porta e só gritamos um tchau.

- Hum meu amor queria muito deitar um pouquinho com você aqui na cama – Edward disse enquanto distribuía alguns beijinhos por meu pescoço – Mas eu fiquei o dia todo no hospital, essa roupa está suja, preciso de um banho.

- Ok, vai lá que depois precisamos conversar – eu disse e lhe dei um selinho.

- Estou encrencado com você? – ele perguntou enquanto se levantava da cama.

- Claro que não sou medroso, vai logo – eu disse.

- Ok, não vou demorar muito.

- Não vou a lugar nenhum – eu disse me deitando na cama e ele só riu e foi pro banheiro. Eu não ia a lugar nenhum mesmo, eu também nem tinha outro lugar pra ir a partir de agora.

...

Edward saiu do banheiro e o seu cheiro gostoso quase me fez perder a sanidade e ir lá agarrá-lo. Mas eu respirei fundo e lembrei que tinham coisas importantes a serem ditas.

Edward trocou de roupa e eu pedi que sentasse na cama junto comigo.

- Temos que ir conversar com seu pai – ele disse.

- É exatamente sobre isso que quero falar.

- O que?

- Eu já conversei com ele.

- Como assim? Nós combinamos de fazer isso juntos. Bella eu sou tão responsável quanto você. Seu pai deve achar que sou um moleque agora, deve ter sido bem pior.

- Calma amor, eu encarei tudo sozinha pensando no seu bem estar – eu disse e segurei suas mãos – Você vai passar por um transplante e eu quero que você fique tranqüilo, pra que tudo ocorra bem.

- Eu vou lá agora mesmo me explicar pro seu pai – ele tentou se levantar, mas eu o segurei o impedindo.

- Não vai não, pelo menos não hoje. Nem em casa ele está – eu disse – A minha conversa com ele não foi nada boa.

- Ele não entendeu no fim das contas?

- Não, muito pelo contrário disse que nem me aceitaria lá se eu não anulasse o casamento, disse que não preciso mais contar com ele – eu disse e voltei a chorar.

- Ei minha linda calma – Edward passou a mão por meu rosto limpando minhas lágrimas.

- Ele falou que eu tinha casado porque achei que você fosse... fosse morrer, mas que agora tudo ia dar certo e que eu podia anular o casamento e daqui uns 10 anos nós nos casávamos. Mas você sabe que eu não me casei por causa disso – eu disse fungando – Eu me casei porque te amo mais que tudo.

- Eu sei disso amor – ele beijou minha testa.

- E eu não vou anular nosso casamento. A não ser... a não ser que você queira – eu disse engasgada com essa possibilidade e chorei ainda mais.

- Ei claro que não – ele segurou meu rosto entre suas mãos – Casar com você sempre foi um sonho pra mim, eu não vou abrir mão de nós dois jamais, eu te amo.

- O pior de tudo, foi que ele meio que me praguejou. Até parece que não quer minha felicidade.

- Lógico que ele quer, é só novidade demais na cabeça dele, vamos dar o tempo necessário pra ele – ele beijou minha testa. – Agora se arruma e fica ainda mais linda pra sairmos. Essa noite vai ser especial.

- Amor só tem uma coisa – eu disse passando a mão por meu rosto secando minhas lágrimas.

- Que coisa anãzinha? – ele beijou a ponta do meu nariz.

- Não se empolgue porque não vai rolar nada hoje com a gente dormindo aqui na casa dos seus pais.

- Amor por quê? – ele fez um bico tão engraçado que até me fez rir.

- Porque eu não me sentiria confortável, nem insista, vou trocar de roupa – eu disse me levantando e ouvi seus murmúrios.

...

Esme nos emprestou o carro e Edward como prometido me trouxe pra jantar no nosso restaurante preferido de frutos do mar. Ele me contou sobre como seria todo o processo do transplante, e que amanhã mesmo conheceria Sarah, eu estava ansiosa pra confirmar minhas suspeitas sobre o blog ter ajudado a encontrar um doador compatível para Edward.

Descobri que não havia data pra Edward sair do hospital, pois ele só sairia quando estivesse realmente bem, levava um tempo pra que a medula se adaptasse ao organismo, durante esse período sua imunidade iria abaixar e ele ficaria pior do que agora, mas depois tudo compensaria, ele ficaria livre da maldita doença, seriam tempos difíceis, mas a vitória valeria a pena.

- Não vou discutir isso, eu vou ser sua acompanhante no hospital, eu só saio de lá quando você sair. – eu disse ao cabeça dura, que dizia que não era necessário que eu me mudasse para o hospital junto com ele – Eu sou a esposa meu bem, isso é o mais normal.

- Não vai desistir mesmo?

- Não – eu disse dando o meu sorriso vitorioso – Agora vamos pedir a sobremesa, por favor. Temos que ir arrumar as coisas pra ir pro hospital amanhã ainda, e você precisa de uma boa noite de sono.

- Ok, teimosa. – ele disse e chamou o garçom e pediu de sobremesa dois petit gateaus.

...

Edward estacionou o carro na garagem e nós dois encaramos juntos porta da casa.

- Sinto saudades do trailer – dissemos ao mesmo tempo. Não que a casa dos Cullen fosse ruim, muito pelo contrário, era muito mais confortável do que o trailer, mas o trailer pra nós soava mais como lar, porque era algo só nosso.

- Vamos caminhar na praia? – ele perguntou estendendo a mão pra mim.

- Vamos – eu concordei, apesar de já ter feito isso hoje sozinha, ir agora com Edward tinha outro significado.

Tirei meus sapatos e ele tirou os dele, entrelaçamos nossos dedos e fomos pra beira do mar caminhar na areia.

- Amor seria muito precipitado se eu já tivesse sonhando com o futuro agora? – ele perguntou enquanto caminhávamos.

- Claro que não, aliás, você nunca deveria ter parado de sonhar com ele. – eu disse – Estou inclusa nesse futuro?

- Claro você e mais quatro crianças – ele disse rindo alto.

- Quatro Crianças Edward? Está louco? Eu não vou dar a luz a quatro filhos. – eu disse aterrorizada, quatro era um número alto demais.

- Três – ele disse.

- Vamos deixar esse assunto pra depois ou vamos discutir, porque o meu máximo seriam 2 – eu disse e nós dois rimos juntos. Era bom ver como tudo estava dando certo, nós falando de filhos num futuro e rindo, diferente da última vez que falamos desse assunto e tivemos uma longa briga e ele até sumiu por horas.

...

- Amor vou te dar duas opções – Edward disse parando de me beijar e eu até soltei um gemido de insatisfação já havia algum tempo que estávamos deitados na nossa pedra trocando alguns beijos nada inocentes. – Ou nós fazemos amor aqui ou no meu quarto, mas vai ser impossível não fazermos nada essa noite – ele disse apertando meu seio já que sua mão estava dentro da minha blusa.

- Nossa amor... você joga tão baixo – eu consegui pronunciar.

- Escolha uma opção – ele disse usando suas mãos para me enlouquecer.

- Ca...casa – eu disse era melhor correr o risco dos pais de Edward nos ouvirem, do que nos pegarem e sermos presos por atentado ao pudor, meu pai com a raiva que estava ia dar um jeito de ganharmos prisão perpetua.

- Vamos logo então – ele ajeitou minha roupa e a sua e me puxou pra ficar de pé e nos fez praticamente correr de volta pra casa.

...

Entramos na casa e por já ser bem tarde todos pareciam já estar dormindo, espero que tenham um sono pesado.

Entramos no quarto e Edward já começou a me agarrar e a tirar a minha roupa.

- Tranca a porta – eu disse o empurrando, tudo que eu não queria era que amanhã alguém entrasse de repente e nos pegasse em uma situação constrangedora.

- Ok – ele disse correu pra porta enquanto isso fiz um coque em meu cabelo, Edward tinha me deixado sentindo um calor insuportável.

- Vem aqui – eu o chamei com o dedo e ele deu um sorriso safado e tirou a camisa e veio na minha direção e eu o empurrei na cama.

- Uhhmm gostei disso – ele disse.

- Hoje vamos ser silenciosos, ok?! – eu sentei sobre suas pernas e abri seu jeans e não tive vergonha de acariciá-lo por cima da cueca boxer branca, ele já estava tão excitado quanto eu.

- Porra amor, você faz isso e quer que sejamos silenciosos – ele disse e eu ri maliciosa.

- Olha a boca suja – eu disse rindo e fiquei de pé e o livrei totalmente do seu jeans e antes de voltar pra cama terminei de tirar minhas roupas e recebi um olhar de tarado do Edward.

- PQP – ele disse quando eu engatinhei na cama e lentamente abaixei sua boxer, hoje eu realmente deixaria toda minha timidez de lado e faria algo totalmente novo pra nós dois.

- Se gritar de novo eu paro – eu disse segurando entre minhas mãos e o movimentando e com minha boca bem próxima.

- Como você quer que eu me calo se eu realmente acho que você realmente vai fazer o que eu estou pensando – ele disse.

- Nossa amor se eu soubesse que queria tanto eu já tinha feito antes – eu disse para provocá-lo e passei minha língua.

- Bella eu sou homem, a gente sonha com isso desde a adolescência – ele disse trincando os dentes quando eu o coloquei todo na minha boca. Eu era virgem antes, mas não era idiota, era inexperiente, mas me informava das coisas pra não mandar mal. – PQP – ele rosnou e eu me diverti com sua reação e parei no mesmo momento. – Não para.

- Então não grita – eu disse e passei minha língua de novo por toda sua extensão.

- POR... – ele pegou o travesseiro e o mordeu.

- Melhor assim – eu disse e o coloquei em minha boca de novo e continuei a estimulá-lo com minhas mãos. Acho que não estava me saindo tão mal já que Edward parecia que ia explodir a qualquer momento. Bem já que íamos ficar muito tempo sem podermos estar mais intimamente juntos, era bom que pudéssemos aproveitar bastante esta noite.

- Amor... eu vou... – ele nem conseguiu terminar de dizer. Bem eu tinha duas primas taradas e que começaram a vida sexual muito mais cedo que a minha e que me contavam tudo, por isso eu não me engasguei no momento e sabia mais ou menos o que fazer.

...

- Vou te devolver a pergunta que você me fez um dia – Edward disse correndo a mão por minhas costas, eu estava com a cabeça deitada em seu peito esperando que nos recuperássemos – Tem certeza que nunca fez isso antes? – ele perguntou rindo, porque ele já sabia a resposta – Porque foi tipo... muito... muito, nossa foi demais – ele disse e eu ri.

- Que bom que curtiu, porque também curti bastante — eu beijei seu peito e deitei meu corpo sobre o dele – E eu quero mais – eu o beijei e ele nos girou na cama e ficou por cima de mim.

- Sua vez de ser silenciosa – ele disse me beijando e descendo suas mãos por meu corpo.

...

Acordamos no outro dia cedo e arrumamos tudo que iríamos levar para o hospital. Quando descemos para tomar café eu não pude deixar de corar de imaginar que a família de Edward teria nos ouvido, digamos que foi uma longa noite.

- Bella tem certeza que vai querer ficar no hospital? – Esme me perguntou pela quinta vez.

- Certeza, eu só saio de lá com Edward, desculpa tia Esme eu sei que você devia estar querendo ficar com ele também, mas eu faço questão.

- Ok, mas qualquer coisa a gente reveza – ela disse e eu apenas concordei, apesar de ter certeza que eu não ia revezar com ninguém, eu só saia dali com ele. Digamos que esse período serviria até como um estágio adiantado da minha faculdade de medicina.

...

Quando íamos entrar no carro de Carlisle para ir ao hospital minha mãe apareceu e nos deu um abraço apertado e disse que sempre iria no hospital e que daria tudo certo. Nem perguntei por meu pai, porque imaginava que ele ainda não estava querendo me ver.

...

Chegamos ao hospital e Edward preencheu uma série de documentos para a internação e eu também preenchi alguns por ser a acompanhante.

Estávamos na sala de Carlisle agora esperando por Sarah, ele havia promovido esse encontro, porque não faz parte do protocolo de doação que o doador conheça o paciente. Mas assim como nós gostaríamos de conhecê-la, ela também pediu pra nos conhecer.

Uma batida na porta, e meu coração acelerou, eu não podia conter a emoção de conhecer a pessoa que estava ajudando a pessoa que eu mais amava no mundo, e nos concedendo um futuro, pois sem ele o meu seria incerto.

Notas finais
Demorou, mas finalmente chegou mais um capítulo.
Queria primeiramente agradecer a linda recomendação da Stefane Potter, isso me inspira pra caramba valeu de verdade.
Bem queria dizer tb que o próximo cap tb será bem extenso então talvez demore um pouco.
Mais uma informação é que me formei na faculdade, obrigada pelas pessoas que torceram por mim.

Continuem sempre comentando, recomendando e divulgando a fic.
Bjs