Everything

1 Capítulo 1 - Uma luz


Notas iniciais
Olá, leitores! Quando terminarem de ler o capítulo, por favor comentem! Me digam o que acham, isso me motiva e irá fazer eu agilizar e postar os capítulos mais rápidos também!Essa fic é uma shortfic, não irá passar de uns 10 cap.Se você gostou, favorite!

O sol havia se posto mais uma vez. A noite chegava aos poucos e o clima frio estava se fazendo presente.

Levantei-me da janela onde estava sentado, observando a grande árvore ao lado do gazebo que se encontrava no jardim.

Dirigi-me ao quadro que estava pintando agora a pouco, observando os traços que havia nele.

Pintura era o meu refúgio. Era a única coisa a que eu podia me dedicar livremente , fazer algo que gosto.

Ninguém sabia disso.

Eu queria poder fugir, largar tudo o que tinha e viver fora desta pequena cidade.

Não aguento mais. Toda a pressão que recebo desde meu nascimento, as brigas excessivas com meu pai, que é a minha única família...

Mas eu não podia fazer nada.

A cada dia que passa parece que estou ficando mais morto.

Eu estou morto.

A cada lágrima; a cada suspiro; a cada sorriso perdido. Não tenho nada.

Todas as vezes que o sol aparecia, era mais um dia para levantar e voltar a esta rotina sem fim.

Por que? Porque eu era Joseph Houltvan.

Todos esperavam algo de mim. Todos queriam algo de mim. O grande problema é que eu não sei que algo é esse... Seria dinheiro?

Posso dizer que não tenho certeza do que querem de mim, mas de algo eu tenho certeza: Estou dando a minha vida.

E sei quem culpar: Meu pai.

Eu odeio ele. Meu sofrimento e infelicidade se deve a nada mais, nada menos que meu próprio pai.

Acredito que se minha mãe estivesse aqui, tudo poderia ser diferente. Infelizmente, minha mãe morreu há muito tempo.

É, aquele que todos esperam, Joseph Houltvan, não era feliz.

Durante meus 17 anos de vida, fiquei estudando, sofri pressão, senti dores por errar aquilo que se quer eu conseguia fazer, e nunca — em nenhum momento — recebi amor.

Meu pai me fez um monstro: Um monstro preso em uma corrente e chicoteado todos os dias para ser o que não pode ser.

Desta vez, pintei algo diferente.

Em vez de pintar coisas abstratas, pintei o gazebo do jardim com a árvore ao seu lado. Foi quando decidi ir ao gazebo no meio da noite; ele era meu outro refúgio, onde eu podia sair um pouco desse meu mundo aprisionado.

×××

Senti algo cutucar minhas bochechas e franzi os cenhos. Virei-me de lado e novamente senti o sono me pegando. Infelizmente, ouvi alguns murmuros atrás de mim e novamente senti algo me cutucando, no entanto, nas costas.
Foi quando abri os olhos e vi uma claridade imensa. Quando senti meus olhos se adaptarem, o desconforto em meu corpo começou a tomar conta de mim e percebi que não estava em meu quarto, e sim no chão do gazebo.

– Oh, finalmente acordou. — Uma voz vindo de trás de mim, falou.

Passei uma de minhas mãos em minhas pálpebras tentando aliviar minha dor de cabeça. Levantei apoiando-me pelo meu cotovelo e virei minha cabeça na direção da voz.

–Quem é você? — Murmurei ainda grogue pelo sono.

– Ah, você não me conhece... — Disse.

Parei por um momento e olhei para o garoto.

Fui digitalizando seu rosto: Cabelos volumosos cor de bronze meio loiro, rosto com traços infantis, e um corpo pequeno e frágil.

– Eu nunca vi você em minha vida. — Falei e gemi com a dor acentuada em minha cabeça.

– Que horas tem? — Perguntei aleatoriamente.

Ele olhou para o céu e foi quando percebi que ele estava deitado de bruços ao meu lado com a mão apoiando seu queixo. Ele abaixou seu olhar para mim.

– São 10 horas. — Falou monótono.

Pisquei e comecei a olhar para a grama. Ela é tão verdinha... E o sol estava brilhando hoje. Os raios de sol batiam na grama e a deixava mais verdinhas. Eram os raios de 10... 10h...

– 10 horas?! — Gritei virando minha cabeça bruscamente para ele.

Ele continuou me olhando sem nenhuma expressão. Levantei-me rapidamente e tropecei correndo e saindo do jardim. Logo parei e olhei para trás procurando o garoto.Ele continuava olhando para as nuvens, mas agora sentado no corrimão do gazebo.

– Espera. Como eu nunca vi você por aqui antes? — Perguntei.
Ele voltou seu olhar para mim mas não falou nada.

Fiquei o encarando e lentamente assenti. Ele não tirou seus olhos dos meus.

Olhei ao redor e respirei um pouco, voltando a caminhar para a mansão. Perdi a aula de trigonometria e metade da aula de francês, com certeza Sr. Cole vai me dar uma bronca.

×××

– Vá para sua aula de piano. — Ouvi a voz do meu professor de economia ordenar.

As aulas de pianos eram uma das únicas coisas que, fora a pintura, me fazia bem.

Apesar da rigidez que eu tenho que passar, eu também me identificava muito.

Levantei-me e fui em direção a porta. O som dos meus passos ecoava pelo corredor e segui atrás da sala de música, no entanto, algo me fez parar de trilhar o caminho.

Algo não, mas o som de um piano.

Meu professor nunca toca piano. Caminhei mais devagar ouvindo atentamente a melodia ficando mais próxima.

De alguma forma, aquela melodia alcançou meu coração. A harmonia que as teclas exerciam seguidas uma pela outra, se envolvia numa perfeição só.

Meus pés andaram sozinhos na direção do som.

A visão que peguei em meus olhos foi algo que me surpreendeu, não apenas pela beleza em si que alcançou os ares ao redor, mas por ter algo que eu não esperava.

Não era meu professor quem estava tocando.

Parei e olhei atentamente o garoto: Era o mesmo da manhã.

Ele estava de lado, tocando no piano, de forma que se via perfeitamente sua silhueta à luz do pôr do sol e o piano a que estava tocando. Aquela cena ficou gravada em minha mente, e foi uma das mais belas que vi em toda minha vida. Eu estava encantado.

Foi quando de repente o som parou, e saí de meus desvaneios.

Ele olhou para mim, e eu retornei seu olhar.

Não esboçava expressão alguma. Seus lábios estavam entreabertos e seus olhos me encaravam, porém vazios.

Voltou seu olhar para as teclas e logo olhou para as suas mãos, franzindo os cenhos.

– Faz tempo que não toco piano... — Murmurou.

Andei lentamente até o assento e sentei ao seu lado.

– Que música foi essa que você tocou?

Passei meus dedos nas teclas. Ele parou por um momento, olhando apenas para os meus dedos e logo respondeu:

– Eu que compus — Olhou-me com um sorriso de canto — Ela representa a minha vida, mas ainda não está completa. Falta terminar a ultima parte da música.

Parei por um instante e o encarei.

– Mas a vida é longa, como você quer terminar uma música que representa sua vida se ainda és tão novo?

Ele não respondeu minha pergunta, o que me fez frazir meus cenhos ainda mais.

– Porque sim. — Falou simplesmente.

Soltei um sorriso de deboche. Esse garoto parece-me de inteligência inferior.

Eu ia perguntar o que ele fazia aqui na mansão, já que nunca o vi antes, mas um barulho que veio da porta interrompeu meus pensamentos.

Meu professor de piano chegou e em seguida o garoto se levantou e foi embora. Sr. Leno apenas olhou para ele e pareceu não se importar, começando minha aula de piano como se o garoto não estivesse aqui há 1 minuto atrás.

×××

Uma simples indiferença pode dar lugar a uma grande frustração...

Uma simples ingratidão pode dar lugar a uma grande tristeza...

Uma simples decepção pode dar lugar a uma grande amargura...

Uma simples perda pode pode dar lugar a uma grande tristeza...

Uma simples ignorância pode dar lugar a um grande ódio...

Uma simples injustiça pode dar lugar a uma grande mágoa...

Uma simples mentira descoberta pode dar lugar a uma grande inimizade...

Uma simples discussão pode dar lugar a uma grande intriga...

Uma simples traição pode dar lugar a uma eterna desilusão....– Murmurei cada palavra que escrevi em meu diário.

Suspirei: Não consigo terminar esse texto. Na verdade, eu não sabia nem como terminar e onde terminar, apenas desabafei um pouco no meu diário.

Passei minhas duas mãos no meu cabelo e coloquei meu cotovelo na mesa, de modo que apoiasse meu rosto em minhas mãos.

Mais uma noite sozinho em meu quarto. Eu não conseguia ver uma saída desta prisão.

Ouvi um barulho vindo do corredor, e me levantei da cadeira.

– Que estranho... Nunca ouvi algum barulho vindo do corredor...

Fui caminhando lentamente até a porta e encostei meus ouvidos nela. Tudo silêncio.

Cautelosamente, abri a porta e coloquei minha cabeça pra fora e me deparei com uma visão que eu não esperava.

– O que você está fazendo? — Perguntei lentamente.

O garoto misterioso que eu havia conhecido hoje estava vestido com uma grande capa preta, um óculos de apenas um lado do olho e uma daquelas lentes de aumento na mão.

Ele parou por um instante para me olhar e ajeitar seu óculos.

– Estou vasculhando a mansão.

Fiquei olhando perplexo para o garoto. De todas as coisas que se podia fazer numa noite calma com essa, onde as estrelas estão brilhando e a lua está clamando com a sua luminosidade, onde os ventos frios da noite beija seus cabelos, ele está brincando de Sherlock Holmes?!

Fechei minha boca que estava, por acaso, entreaberta, fazendo meus lábios ficarem uma linha reta e apenas virei meu calcanhar voltando pro meu quarto e fechando minha porta.

Andei até minha cama, apaguei a luz do meu abajur, e deitei fechando meu olhos como se aquilo nunca tivesse acontecido.

Mas como nunca tenho paz nessa casa, ouvi batidas na porta. Resmunguei algumas palavras desconexas e levantei-me da cama logo abrindo a porta.

– Posso vasculhar seu quarto?

Por um momento eu tive vontade de fechar a porta na cara daquele ser, porém minha educação foi maior.

– Pode sim. — Falei hesitante.

Vi-o entrando com cautela dentro do quarto, olhando ao redor como se estivesse fascinado.

– Seu quarto é tão grande... — Falou.

Apenas dei de ombro, e resolvi sentar na cama e ver até onde o garoto ia.

Ele foi andando pelos lados do quarto cor de bege e parou até encontrar a escrivaninha onde eu estava há poucos minutos atrás.

Franzi os cenhos. Arregalei os olhos quando percebi que ele havia pego meu diário e tinha começado a ler em voz alta o que eu tinha escrevido antes dele vir.

– Uma simples indiferença pod-

– Não, não, não! — Cortei-o e em um segundo me levantei da cama e peguei o precioso diário.

Ele apenas olhou para mim e logo sorriu:

– Não terminei de ler mas gostei do que você escreveu. Você poderia escrever livros ou montar uma livraria. — Falou com um sorriso aberto.

Não consegui esboçar expressão alguma diante da audácia dele. Como se não bastasse ele pegar meu caderno, logo ele avistou minhas pinturas amontoadas no canto do meu quarto.

Ele correu rapidamente até as pinturas e começou a ver uma por uma.

– Você que pintou? — Perguntou.

Abri a gaveta da escrivaninha e guardei o diário.

– Sim. — Falei secamente.

O garoto soltou um ar de exclamação e olhou espantoso pra mim.

E foi quando percebi que nem ao menos sei o seu nome.

– Qual o seu nome?

Vi-o olhando ao redor do quarto e parar seu olhar na janela que dava vista ao grande jardim da casa.

– Claus. Claus Gilliard.

– E o que faz aqui?

Ele andou lentamente até a janela, abriu-a e se sentou.

– Eu não sei — Olhou para mim — Estou apenas esperando tudo acabar.

E então ele sorriu. Novamente me passou pela cabeça que aquele garoto não era nem um pouco normal.

Mas algo naquele garoto me interessou. Não sei se era o simples fato de ele não ligar muito nas coisas ao redor, e literalmente ignorar o que acontece.

Eu queria saber qual era o seu objetivo. Caminhei lentamente até a janela e parei ao seu lado.

– O que faz aqui? — Perguntei.

– Estou morando nessa casa por enquanto.

Assenti. Por incrível que pareça, não me interessou o por que dele morar aqui, já que nada na minha vida iria mudar.

– Por que está tão triste?

Olhei para ele.

– Não estou triste.

– Está sim.

– Não estou. — Continuei.

– Claro que está!

– E como pode ter certeza de que estou triste?

– Porque eu vejo em seus olhos.

Parei por instante e o encarei. Seus olhos castanhos pareciam interessados em me olhar. Sorri em deboche.

– Viu? — Calei-me.

Foi mais ou menos uns 10 segundos de puro silêncio quando resolvi falar:

– Você tem razão.

– Por que está triste? — Murmurou.

De repente, todas as minhas angústias e sofrimento, se engasgaram em minha garganta. Eu não sei o que deu em mim em contar tudo que sentia para o garoto, cujo o nome é Claus, mas dizem que é muito melhor desabafar com alguém que você nunca viu na vida do que com pessoas que conhecem você.

E aí eu contei tudo que acontece comigo. Desde as dores que sinto, a pressão, os meus desejos, sonhos, simplesmente tudo. Por mais surpreendente que seja, Claus apenas ficou parado me olhando e de vez em quando alternando seu olhar para o jardim do gazebo e eu.

Ele escutou tudo que havia dito, concordando com a cabeça com algumas coisas que eu falava sobre não aceitar.

Sem perceber, eu tinha tirado um grande peso nas costas, e uma coisa que não esperava mais ainda era que haviamos mudado de assunto.

Passamos a madrugada toda conversando e rindo. Tínhamos nos dado muito bem, e pela primeira vez senti que tinha um amigo, alguém pra me escutar, alguém para desabafar e alguém que me entendia.

Quando Claus percebeu que o relógio marcava 5:34h da manhã, ele se levantou em um pulo.

– Tenho que ir — Murmurou rapidamente e andou em direção a porta.

Antes que Claus saísse, segurei seu pulso. Ele parou de andar e apenas virou para mim.

Eu não queria que ele fosse.

– Obrigado... — Sussurrei.

Claus sorriu para mim. E de repente, um sorriso também brotou em meus lábios.

– Nos vemos durante o dia. — Falou e soltou-se de mim, logo fechando a porta.

Naquele momento, um silêncio tomou conta do quarto. A velha sensação de tristeza que eu sentia antes, novamente estava voltando.

Mas quando deitei na cama, Claus voltou à minha mente. E assim, um sorriso apareceu de novo em meus lábios.

E pela primeira vez, dormi com um sorriso e um coração mais leve.

Alguns meses depois...

Claus e eu nos tornamos grandes amigos, isso eu não podia negar. Desde o dia que ele apareceu em minha vida, tudo pareceu melhorar.

Todos os dias nós estávamos juntos, brincando, rindo, nos divertindo...

Mas, algo me incomodava.

Incomadava-me o fato de toda vez que ele olha pra mim e sorrir, meu coração bate mais forte. Ou quando andávamos juntos pelo jardim ou pelos corredores e nossas mãos se roçavam uma na outra, trazendo um arrepio no meu corpo, e meu rosto esquentar.

Foi-se já exatamente 3 meses, e esses 3 meses foram os melhores de toda a minha vida. Claus na verdade veio morar na mansão por causa de sua mãe, que trabalhava lá e não tinha onde morar.

Porém, mesmo depois de 3 meses, Claus ainda era um mistério para mim.

Ele virara meu refúgio, e agora até as paisagens de minhas pinturas haviam mudado: Claus agora era minhas inspirações. Ele só não sabe disso e nem vai saber.

Exatamente hoje, neste dia, é que eu precisava mais ainda de Claus. Hoje era meu aniversário de 18 anos e o mesmo dia que minha mãe havia morrido. E essa é uma das razões de eu não estar nem um pouco interessado em comemora-lo.

A outra razão é por simplesmente ser mais um dia monótono. Meu pai apenas me mandava uma carta me desejando um Parabéns e algum presente que parava na porta do quarto.

Mas até agora, o que mais me incomodou é que desde que acordei não havia presente algum.

– E então, ta animado por hoje?! — Claus me tirou de meus desvaneios.

Estávamos caminhando pelo jardim agora, e logo depois eu teria que voltar às minhas aulas.

– Por que eu estaria animado? — Falei e sorri.

– Espera pra hoje a noite. — Ele disse sorrindo alegremente, me redendo um ar de curiosidade.

Eu iria perguntar o porque que eu estaria feliz, se eu não tivesse sido chamado pela empregada que já me indicava a volta da aula.

×××

Três batidas na porta me fez parar de pintar o quadro. Levantei da cadeira e guardei a pintura no armário que havia no canto, fechando e trancando-o.

Que estranho, ninguém vem ao meu quarto a noite e Claus sempre avisa quando aparece por aqui.
Lentamente girei a maçaneta e abri a porta.

– Bam!

Um Claus se encontrava parado com os braços abertos, com um lençol e travesseiro, e ao seu lado uma mala.

– Feliz aniversário!
Fiquei calado, esperando a sua explicação com uma cara incrédula.

– Vou me mudar para o seu quarto!
Arregalei meus olhos e soltei um suspiro surpreso.
Claus apenas sorria a minha frente, e então ele me deu uma carta.

– "Feliz aniversário, filho! Decidi mudar o presente, e sabendo que Claus é seu amigo, pedi que virasse seu companheiro de quarto. Com amor, seu pai."

– Está feliz? — Claus bateu seu cotovelo no meu ombro, e tudo que fiz foi ficar olhando para a carta.
De repente, sem perceber, uma lágrima caiu de meus olhos.

– J-Joseph?

Olhei para Claus, e sorri.

–Obrigado. — Falei, e sem nem me preocupar com sua reação, abracei seu pequeno corpo, apertando contra o meu.

Seu calor no meu fez meu coração bater mais forte do que nunca. Esse foi o melhor presente de aniversário que havia ganho.

Não havia nada para descrever o que eu estava sentindo, uma mistura de alegria e algo que eu não sabia descrever.

E então eu comecei a chorar, apertando ainda mais meus braços em seu ombro e me encostando em seu pescoço.

Senti seu corpo relaxar, e logo um par de braço abraçou-me nas costas e a esfregava bem leve.

– Eu que te agradeço, Joseph — Sussurrou.
Não havia nada ali, apenas eu, Claus e um coração batendo tão forte quanto pode. Eu desejava que ele não ouvisse meu coração.

Foi a partir daí que eu percebi que Claus era muito mais do que um amigo ou um melhor amigo: Ele era alguém que me fazia feliz.

Só havia uma coisa que eu desejava agora: A presença de Claus ao meu lado em toda a minha vida.

Notas finais
Obrigada por lerem, não esqueçam de comentar!