Everything
2 Capítulo 2 - Duas promessas
Notas iniciais
1 anos depois.
Todos os dias valiam ouro para mim. As noites que antes eram vazias e solitárias, se tornaram cheias de alegria. Havia momentos em que tudo o que eu queria era poder estar com ele todo tempo, mas apenas tê-lo comigo nas noites, durante um pouco da tarde e quando acordo, era o suficiente para me fazer feliz.
Eu percebi que desde que ele veio dormir comigo, as sensações que antes sentia ficou mais forte. Quando eu abria os olhos e me deparava com a escuridão do meu quarto, Claus estava lá do meu lado. E assim, a sensação de estar sozinho e perdido se esvaziou.
No entanto, eu queria que ele não estivesse a 1 metro de distância de mim, ou a 60 cm de distância. Queria ele nos meus braços.
Desde que senti o seu calor, eu ansiava mais por ele.
O que mais desejo agora é que essa época não acabe. Pela primeira vez na vida eu estou me sentindo feliz, e não quero que ninguém tire essa felicidade de mim; não quero que ninguém tire Claus de mim.
Claus virou tudo que eu podia imaginar. Eu tenho vontade de abraça-lo, segurar sua mão enquanto andamos juntos, acariciar seu rosto, dizer o quanto amo quando sorrir pra mim, e dizer todas as palavras bonitas que existe só pra ele.
Porém, mesmo não sabendo o que sinto, tenho medo de que ele se afaste.
Quando vamos nos deitar pra dormir e vejo-o indo para sua cama, tudo o que mais desejo nessas horas era que ele não seguisse direto pro seu canto, e sim para o meu.
Claus continua sendo um mistério. O que mais me preocupava era o fato de as vezes ele começar a tossir no meio da noite, e suar frio rolando na sua cama inúmeras vezes.
Mas o que posso fazer? Como as estrelas ainda são longe da lua, eu ainda era longe de Claus.
Porém, eu ainda não vou desistir. Não mesmo.
××××
A sala do piano não poderia estar mais bela. Era uma sala grande com um piso de madeira onde os passos que se dava ecoava para todos os cantos. As paredes amarelo queimado, se misturavam com os raios de sol que entravam pelos 4 vidros grandes do quarto.
Com um piano no centro, o cenário não poderia ser melhor.
Mas o que deixava mais perfeito era Claus com seus cabelos loiro puxado para o bronze que brilhavam com a luz natural que vinha dos vidros. O piano branco ganhava vida com ele tocando.
Fechei os olhos ouvindo a melodia que mais amava, nomeada Clair De Lune, segundo Claus.
Ele tocava como se a vida dele dependesse da melodia. Fechava os olhos quando chegava a um momento mais grave e forte, e depois passava para um tempo lento e calmo, fazendo a melodia morrendo aos poucos até acabar.
Eu sempre fui apaixonado por essa música desde que a ouvi, e me deixava intrigado o fato de não entender o objetivo de Claus quando ele a toca.
Toda música de piano possui um objetivo, um sentimento guardado dentro de cada tecla que se passava. Mesmo não tendo nenhuma voz por trás, a melodia ainda passava mais sentimento que uma voz.
Mas entender o sentimento que Clair De Lune passava ainda era difícil para mim.
– Está terminando.
Pisquei. A voz de Claus tirou-me de meus desvaneios, e vi um sorriso em seu rosto.
– O que está terminando? — Perguntei.
De repente, o sorriso que antes estava ali desaparecera e ele parecia um pouco perdido em seu olhar na janela, mas logo voltou a sorrir e olhar para mim.
– A música. — Respondeu.
E a pergunta que sempre me faço, voltou: O que realmente está terminando?
Claus não me enganava. Durante esse um ano que eu vivi com ele, o loiro era alguém que escondia seus sentimentos, e escondia algo. Mesmo sorrindo, eu via pelo seus olhos algo a mais.
Apenas assenti e voltei a olhar para ele, que voltara a tocar uma melodia qualquer no piano. Voltei a pensar em como um ano se passara tão rápido. Mas foi como toda a minha vida: Eu sempre fui tão compromissado, que o tempo passava rápido.
Porém, algo dentro de mim incomodava-me. Algo como um aviso, um pressentimento. E não era um pressentimento bom, era um pressentimento ruim, como se tudo isso fosse acabar.
E as vezes sinto que realmente vai acabar, mesmo não querendo.
×××
– Vai chover.
– Hum? — Virei-me e o olhei.
Ele apenas fechou os olhos com um sorriso e respirou fundo, subindo e descendo o peito.
– Vai chover. — Falou e abriu um sorriso para mim.
Novamente aquela sensação que sinto dentro de mim voltou. Meu coração começou a bater forte, minhas mãos começou a suar, e meu rosto esquentou levemente.
Estamos andando pelo jardim, perto da floresta, o que significa que ficamos um pouco longe da mansão. Sorri em deboche quando ouvi seu comentário e olhei para frente. O sol brilhava intensamente.
Olhei para Claus que olhava para seus pés e tinha um leve sorriso no canto dos lábios. Empurrei sua cabeça levemente e falei:
– Está com você.
Corri pela grama com um sorriso e ouvi alguns resmungos de Claus.
Quando olhei para trás, me desesperei vendo ele tão perto de mim.
Apressei meus passos rapidamente, mas parei quando senti um pingo de água cair em meu rosto.
Nunca me arrependi tanto. Caí de cara na grama com uma dor nas costas.
– Ouch... Não sabia que você era tão forte assim — Murmurei levantando da grama e limpando minhas roupas.
Claus sorriu com o que eu disse e fez uma pose heroica.
– Nunca duvide de mim!
– Era pra ter dado um tapa ou um toque na cabeça, não uma voadora... — Resmunguei olhando pra ele.
De repente, um trovão preencheu o lugar e logo gotas de água foram caindo uma por uma até estar chovendo completamente.
Olhei para Claus que olhara para o céu e depois voltou seu olhar para mim com um sorriso de "Não avisei?!"
Corremos juntos para debaixo de uma grande árvore que havia ali. Respirei fundo, ofegante com a falta de ar de tanto correr e tentar me proteger da chuva, mas Claus continuava sorrindo e olhando fascinado para o céu.
Apesar da chuva, o sol brilhava e fazia seus cabelos loiros cor de bronze brilharem mais ainda.
Ver Claus tão feliz só me fez sorrir mais ainda. Ele olhou para mim com o seu sorriso de orelha a orelha e depois riu correndo para a chuva.
Arregalei meus olhos.
– C-Claus!
Ele corria com os braços estendidos e um sorriso inocente estampado em seu rosto.
E então eu me perguntei: Por que estou tentando me proteger da chuva?
Abri um sorriso e adentrei ao campo.
Claus sorrira mais ainda me vendo na chuva, e em seguida começou a correr e gritou:
– Agora está com você!
Ele correu para dentro da floresta e logo entrei também.
De repente, tudo ficou silêncio. Apenas o som da chuva caindo nas folhas, os murmúrios dos pequenos insetos na floresta, e meus passos na terra molhada fazia barulho.
Eu estava encharcado. Meus cabelos loiros castanhos estavam molhados de modo que caiam sobre meus olhos algumas mechas.
Ouvi um barulho vindo de uma árvore a minha frente e sorri.
Corri para atrás da árvore com os braços para cima mas logo parei quando percebi que ele não estava lá. Novamente caí de cara na grama com uma dor nas costas.
Claus começara a rir atrás de mim, tanto que segurava sua barriga e se contorcia de risadas.
E novamente sorri por causa de Claus.
××××
– Eu amo chuva.
Olhei para ele.
– Eu também. — Murmurei.
Ele sorriu e olhou para baixo.
O som da chuva batendo nas folhas fazia meu coração mais leve.
Claus e eu sentamos debaixo de uma árvore qualquer na floresta, apreciando a chuva e a natureza.
Ele estava sentado com os joelhos grudados no peito e abraçados pelos braços, enquanto eu estava me apoiando pelos braços na terra molhada e com as pernas esticadas e cruzadas.
Nossas roupas estavam encharcadas e os cabelos completamente molhados.
Claus está tão próximo de mim que nossos ombros se encostam.
– Sabe, a chuva me faz feliz... — Murmurou — Mas... Ao mesmo tempo me faz triste.
Franzi os cenhos. Vendo minha reação, logo tratou de falar:
– É como o amor — Sorriu.
Assenti. Amor... O que sei eu sobre o amor? Nunca fui amado de verdade, meu pai nunca nem se preocupou comigo e nunca ninguém realmente me mostrou o que é amar.
– O amor tem um lado triste, mas também tem um lado feliz. É como a chuva.
Ele olhou para mim e sorriu. Eu apenas fiquei calado e olhei para meus pés.
– Quando se ama alguém, seu coração pula por essa pessoa, você tem vontade de proteger a pessoa... E qualquer sorriso sai sem perceber quando se tá com alguém que você ama. — Continuou.
Apesar de não saber nada sobre o amor, eu queria conhece-lo.
Vendo Claus falando dele assim, me passa pela cabeça que ele ama alguém. E pensar nisso até me machuca.
– Você já amou alguém? — Perguntou.
Aquela pergunta me pegou desprevenido.
Claus parecia interessado na minha pergunta, me olhava bem atento. Desviei o olhar.
– E-Eu não sei...
O silêncio preencheu o lugar.
Ouvi Claus suspirar.
– Eu queria poder deixar de amar alguém.
Olhei-o. Seus olhos se perderam pela floresta e a chuva continuava a nos molhar, no entanto mais fraca.
– Por quê? — Perguntei.
Ele demorou um pouco para responder e pareceu estar pensando muito na sua resposta.
– Porque mesmo amando com todo o meu coração, eu não poderei fazê-lo feliz.
Meu coração pulou uma batida. Aquilo me deixou um pouco inquieto.
– Por que não poderia fazê-lo feliz?
– Porque... Eu não poderei estar com ele para sempre...
Claus sorriu levemente e colocou seu queixo em seu joelho, olhando para frente.
Mesmo com um sorriso no rosto, eu via em seus olhos a dor.
Ele se levantou e logo virou-se para mim.
– Bem, que tal explorarmos a floresta?
Sorri e estendi minha mão para que ele possa pegar.
Claus pegou ela, mas no momento em que foi me puxar ele escorregou e senti uma dor em cima de mim.
– A-Ai... — Sussurrei e abri os olhos.
Naquela hora, meu coração parou.
Seus olhos cor de mel não deixava os meus um instante. Sua respiração beijava minha pele, e seu nariz se encostava em mim.
Parecia o que tempo havia congelado. Apenas eu e ele, a chuva, seu calor...
Eu queria poder tocá-lo, poder acariciá-lo, poder protegê-lo...
E então, naquela hora, eu percebi que eu estava apaixonado por Claus.
Meu coração se acelera quando ele anda comigo, ou sorrir pra mim... Posso não saber o que é amor, mas se o que estou sentindo por Claus é amor, então eu estou perdidamente apaixonado por ele.
Sem perceber, nossos lábios colaram um ao outro e calmamente nossos lábios se moviam juntos.
E foi assim que eu descobri que Claus era tudo pra mim. Meu tudo.
A chuva, nossas mãos entrelaçadas, minha outra mão acariciando seu cabelo, nossos lábios se movimentando lentamente um contra o outro... Era tudo perfeito.
Sim, eu amo Claus. Claus foi quem me salvou. Claus foi quem me mostrou que mesmo estando preso numa escuridão sem fim, ainda existe uma luz de salvação. E eu quero Claus só para mim, quero amar Claus, demonstrar todo o meu amor por Claus, mesmo não sabendo como amar direito...
Tirei minha mão que estava no seu cabelo e coloquei na sua cintura, e em seguida troquei as posições ficando por cima dele.
Senti Claus gemer na minha boca, e o beijei mais afoito. Seus lábios doces só me faziam querer mais e mais.
Fui levantando minha mão que estava em sua cintura e passando por debaixo de sua blusa social, acariciando sua barriga.
As sensações de nossos corpos colados — mesmo com os empecilhos da roupa — eram tão maravilhosas que não percebi sua mão em meu peito me empurrando.
Mas então Claus me empurrou com mais força, separando nossos lábios.
Olhei para ele e ambos estávamos ofegantes com o que havia acontecido.
– M-Me desculpe! — Falamos juntos.
Sorri com o que dissemos e ele também.
E agora, eu quero Claus ao meu lado para sempre.
××××
Andamos de volta para a mansão com as mãos entrelaçadas, mas logo as separamos quando entramos dentro da casa.
Claus pediu para eu ir tomar um banho que logo depois ele iria, mas eu sabia que ele estava aprontando algo. Tomei um banho com um sorriso bobo no rosto, lembrando de cada detalhe à 10 minutos atrás: O som da chuva, o beijo, o sorriso de Claus...
Feito com o banho, me arrumei no banheiro e saí para o quarto, me deparando com Claus olhando para o gazebo no jardim.
– Sua vez — Falei.
Claus sorriu e logo entrou no banheiro. Depois de quase 10 minutos de espera, ele estava de volta com um sorriso.
– Vamos para a cidade!
××××
– Claus, você sabe que não podemos sair da mansão. Quer dizer, eu não posso sair da mansão! — Sussurrei enquanto o seguia esgueirando-me pelo jardim.
– Ninguém vai saber.
Claus se virou pra mim e então pegou minha mão.
– Vamos!
Ele puxou-me e começamos a andar mais rápido, silenciosamente, até a floresta.
Sua mão macia na minha fazia meu coração bater mais forte. Seus dedos magros se entrelaçaram com os meus, e ao mesmo tempo, um sorriso inocente estava em nossos rostos.
A adrenalina fazia a emoção ficar maior. A floresta estava silenciosa embora, e virando meu rosto para trás pude ver luzes que indicavam a mansão que está muito longe de nós.
Claus corria como se sua vida dependesse disso, e isto me fez sorrir vendo-o desta forma.
Pela primeira vez na vida, estou indo conhecer a cidade. Não que eu nunca tenha saído da mansão, mas quando eu saía era para outras coisas, como viajar, visitar algum parente do meu pai.
– Lá está o muro!
O muro não era grande, dava para Claus, que é menor que eu, pular.
– Eu te jogo e você pula. Sou mais alto que você, posso me virar sozinho. — Falei.
Claus assentiu e logo me posicionei e empurrei ele para cima, tendo sucesso na sua ida para o outro lado.
– Venha!
Ajeitei as mangas do meu casaco e pulei, logo segurando o topo do muro com as mãos e pulando para o outro lado.
– Esta mansão é um pouco longe da cidade, mas nada muito cansativo. Podemos ir andando pela estrada e ir até lá. — Falou e ajeitou sua bolsa nas costas, logo começando a caminhar e me deixando pra trás.
– E-Ei, espere por mim! — Ouvi uma risada vindo dele e acelerei meus passos para acompanhá-lo.
E assim, fomos juntos para a pequena cidade.
××××
Havia um festival acontecendo quando chegamos a cidade. Muitas pessoas estavam indo em direção a praça central da cidade, onde havia grandes pontos de vendas e muitos brinquedos. Havia também uma apresentação que estava acontecendo, com pessoas cantando a tocando alegremente. Parecia outro mundo aos meus olhos.
– Vamos ali! — Ouvi Claus gritar ao meu lado.
Ele parecia uma criança, sorrindo e pulando de alegria vendo tudo o que estava ao nosso redor. Claus me puxou para uma barraca que tinha uma senhora dentro.
– Olá crianças! Querem brincar? — Murmurou a senhora sorridente.
Havia 6 garrafas arrumadas uma em cima da outra, formando um triângulo perfeito, e na bancada havia 3 bolas. Arrumados uma bancada a parte, tinha uma variedade muito grande de bichinhos de pelúcia.
– Vocês têm 3 chances para acertar as latas. Se derrubar todas, poderão escolher qual o bichinho de pelúcia que queiram levar. — Explicou a senhora.
– Quer algum desses ursinhos? — Perguntei a Claus.
Claus fixou seu olhar em um bichinho que parecia uma Alpaca, com uma roupa rosa e um chapéu de pirata. Vendo isto, me virei para a senhora.
– Por favor, deixe-me tentar acertar todas as latas.
A senhora sorriu vendo minha ação e olhou para Claus, logo me entregando as três bolas.
Era uma distância de 2 metros de onde eu estava para as latas.
Respirei fundo mirando no meio do triângulo e atirei uma bola. Infelizmente, a bola passou direto. Engoli em seco e olhei para Claus, que soltou um suspiro inconsciente.
Eu tinha duas bolas ainda. Respirei fundo novamente e mirei. Eu não podia errar, era para Claus que estava jogando.
Parecia que tudo havia parado. Eu não ouvia nada, apenas a batida do meu coração.
Quando atirei a bola, ela bateu em cheio do triângulo, derrubando todos.
Soltei a respiração que eu havia prendido sem perceber e olhei para Claus, que estava com um sorriso no rosto.
Vendo Claus sorrir daquele jeito, um sorriso cresceu em meus lábios.
– Parabéns! O que você deseja levar?
Apontei para a Alpaca vestida de pirata que Claus estava olhando.
Entreguei-lhe a Claus, que parecia sorrir ainda mais.
– Obrigado, Josephie... — Ele falou com a cabeça baixa.
Peguei sua mão e a entrelacei na minha. Ele pareceu surpreso com o ato, mas então logo sorriu vendo meu sorriso.
Andamos ao redor do festival, observando as crianças correndo e até comprei uma maçã do amor para ele.
– Eu queria poder ter sido mais livre quando criança. — Falei enquanto caminhávamos juntos nos afastando do festival.
– Como assim? — Claus franziu os cenhos enquanto comia sua maçã.
– Eu nunca pude correr pela cidade, brincar num parque ou em algum tipo de brinquedo. Minha mãe morreu muito cedo, e meu pai quase não vivia em casa. Então eu ficava preso na mansão como sou hoje. — Falei apertando sua mão.
Claus pareceu parar um pouco para processar o que eu havia acabado de falar.
Sem perceber, nossos pés nos guiaram para a praia que era um pouco afastada do festival.
Andamos juntos até o pier e nos sentamos em um banco.
– Eu nunca conheci meu pai. — Claus cortou o silêncio.
Olhei para ele e esperei continuar.
– Minha mãe me disse que na verdade ele abandonou a gente quando descobriu que minha mãe estava grávida de mim... — Acariciei a mão de Claus — Mas mesmo assim, minha mãe continuou forte. Ela trabalhou dia e noite para conseguir sustentar-nos, e hoje conseguimos nos estabilizar.
Vi Claus com um semblante triste, mas com um sorriso fraco no rosto. Meu coração se apertou vendo-o tão frágil assim. O envolvi em um abraço apertado, beijando o topo de sua cabeça e sentindo algumas gostas de água quente em minha camisa.
– Está tudo bem... Eu estou aqui agora, vou proteger você e sua mãe, nem que eu tenha que dar a minha vida... Nunca deixarei você Claus... — Sussurrei e o apertei mais contra mim.
Senti seus braços arrodearem minhas costas e seu rosto se enterrar em meu peito.
Depois de alguns minutos, finalmente ele se afastou e me encarou.
– Você promete, Josephie? — Perguntou olhando para os seus pés.
Sorri e acariciei sua cabeça.
– Sim, eu prometo.
Claus parou por um momento, mas logo levantou sua cabeça e olhou para os meus olhos com uma expressão serena.
– Obrigado Josephie... — Sorri para ele.
Rapidamente encostei meus lábios nos deles e me afastei, vendo-o corar rapidamente.
E então, uma explosão de luzes coloridas caíram em cima de nós. Fogos de artifícios explodiam e caíam lindamente pelo céu.
Claus sorria com a visão, e eu sorria vendo ele sorrir.
E eu percebi ali, que Claus se tornara meu tudo, e eu não podia o abandonar.
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