Everybody hates Lucy
1 Prólogo - A nova escola.
Notas iniciais

Point of view – Lucy Heartfilia
Eu andava pelo pátio sob os olhares de todos, os garotos me olhavam admirados e as garotas se roíam de inveja pelos cantos. Dou um sorriso cínico, "Como é bom ser invejada", eu estava divina diga-se de passagem, estava com meus cabelos loiros lisos e brilhantes presos em um rabo de cavalo simples, a camisa social branca do uniforme estava levemente justa em meu busto e cintura, marcando os lindos traços de meu tronco que parecia ter sido esculpido pelos anjos, a saia colegial azul escura curta e meias pretas 7/8 completavam meu visual de tirar o fôlego, minha gravata estava desamarrada jogada em meu pescoço e a jaqueta do mesmo tom de azul da saia eu levava na mão enquanto jogava minha mão pelo meu ombro direito, usando tênis pretos esportivos eu andava descoladamente, estava uma gata. Viro a direita e continuo seguindo para o mural das classes, onde veria em qual sala eu provocaria inveja entre as meninas até o final do ano. 1º S, comemorei, as salas são separadas em nível de inteligência, eu, como a garota linda e inteligente que sou, só poderia cair na classe S. Ri anasalado, eu com certeza era a garota mais bonita e mais inteligente da escola.
—Com licença, senhorita – Um garoto lindo, de cabelos pretos e olhos verdes segurou a minha mão – é que você é muito linda, em qual sala está? Qual o seu nome?
—Eu sou Lucy Heartfilia, do 1º S.. – Eu disse, acidentalmente encantando o garoto com minha beleza e fofura.
—Oh! Lucy-sama, você é tão linda e inteligente!
—Obrigada.
—Lucy-sama, não se importaria de ser a minha... UNDEAD! You better get up out the way! Tomorrow...
{...}
Acordo com o barulho irritante do despertador, que em outra hora, seria muito bom de ouvir. O despertador do meu celular era a música Undead do Hollywood Undead, minha paixão secreta, agora entendo porque o garoto do sonho começou a cantar essa música... Levantei com mais sono do que o habitual, coçando os olhos e olhando em volta, meu primeiro dia havia sido uma farsa, que merda. Coloquei meus óculos de grau e sai do meu quarto com meu uniforme, roupas íntimas e toalha em mãos, cambaleando feito uma vaca cega até o único banheiro da casa, entrei no banheiro e fechei a porta atrás de mim, depositando as roupas e toalha em cima da pia. O banheiro de casa não é lá aquelas coisas, o azulejo é azul e quebrado em algumas partes, um vaso sanitário branco e comum, uma pia logo abaixo do espelho e um armarinho do lado da pia, fora o porta papel higiênico, porta toalhas, o tapete de peixinhos, enfim, coisas triviais que eu nunca reparo de manhã porque eu normalmente estou com muito sono para isso. Bocejo uma última vez até colocar meus óculos na pia, me despir e entrar no box, ligando o chuveiro na água morna. No sono, eu nem vi as horas acho melhor eu me apressar, sei lá, não quero chegar atrasada logo no primeiro dia de aula. Tomei um banho rápido, lavando meu cabelo na velocidade da luz, eu sai do box e peguei minha toalha, enxugando meu corpo e depois colocando meu uniforme devidamente. Era uma blusa social larga e branca, uma saia colegial azul marinho que ia até três dedos antes do meu joelho, a jaqueta da mesma cor, a gravata vermelha e meias 3/4 brancas, vesti tudo rapidamente, logo após coloquei meus óculos, penteei o cabelo e peguei minha escova no armarinho, colocando a pasta dental sorriso nela e começando a escovar os dentes. Eu, particularmente prefiro colgate, mas fazer o que né. Eu comecei a engasgar com um pouco de pasta que caiu no fundo da minha garganta, "AI SOCORRO, VOU MORRER!" Tossi como se não houvesse amanhã, enxaguando a boca e logo depois percebendo a enorme mancha branca de pasta de dente no meu casaco azul marinho, choraminguei e tentei limpar mas só consegui espalhar mais, pensei em trocar de casaco, mas ao sair do banheiro dei de cara com o enorme relógio no corredor, que apontava 7:15 em ponto. Corri como uma condenada, passando no quarto apenas para calçar meus tênis escolares marrons e pegar minha mochila, peguei uma maçã na cozinha e fui amarrando o cabelo no caminho para o ponto de ônibus, onde o infeliz do motorista já dava partida, e pela graça de Deus ele parou para me deixar entrar. Pela cara dele eu não estava lá uma coisa muito bonita, o cabelo desalinhado e mau amarrado, a maçã na boca, toda suada com o óculos torto e ainda por cima uma mancha de pasta de dente no casaco escuro, é, até que eu compreendo a cara de espanto. Coloquei o cartão na frente da máquina e passei pela catraca, me sentando no primeiro banco que eu vi, terminei a maçã e tentei ajeitar meu rosto, passando a mão na testa para diminuir o tanto de suor que meu rosto produzia, deveria ter prendido a respiração enquanto corria, agora pareço um porco que escapou do abate, droga. Suspirei e observei a paisagem do lado de fora, tomara que não chegue atrasada.
20 minutos depois, no colégio...
Corria ofegante até o pátio do colégio, atraindo olhares confusos e algumas risadas. Qual é? Nunca chegaram atrasados no primeiro dia de aula não? Estava muito ocupada xingando mentalmente um grupo de meninos que me olhavam rindo que nem percebi quando acidentalmente empurrei uma garota de cabelos brancos, ela carregava um café quente e berrou quando trombei com ela.
—Kyaaah! – A albina gritou ao derrubar o café em seu busto. Ela era realmente bonita, cabelos brancos e ondulados, a franja presa para trás e os olhos num azul-safira, e pelo grupo que me encarou com um olhar mortal, ela era bem popular. – GAROTA, VOCÊ É CEGA?
—E-eu.. – Me senti mal por ter trombado nela, o café parecia muito quente e ela não parecia uma má pessoa, e como eu nunca fui de falar muito, não conseguia ao menos me desculpar, boa Lucy! Continue provando para a humanidade o quanto você é trouxa! – N-não..
—O que foi, o gato comeu a sua língua? – Ela disse com um sorriso cínico, abanando o busto com a mão esquerda mas ainda se segurando para manter a pose de durona, os garotos e algumas garotas babavam com a cena, principalmente porque o café deixou a camiseta um pouco transparente. Na minha opinião os peitos dela nem são tão... Uou, não, são grandes sim.
—E-eu..
—Nerd estúpida, eu vou meter café em você pra ver se você-
—Mirajane! Deixa a garota em paz! – Uma garota de cabelos escarlate que estava no portão correu até mim e se colocou a minha frente, só acho que elas tem uma treta maligna uma com a outra tipo, só acho.
—Erza! Você não viu que essa quatro-olhos me fez derrubar café quente em mim? – a albina disse indignada, a garota ruiva, que suponho ser Erza estreitou o olhar, imagino que é porque ela também usa óculos, péssimo apelido pra me dar, ein, branquela.
—Eu sei, mas ela se sente arrependida, não é? – Erza olhou para mim, que apenas assenti positivamente, olhando Mirajane torcer o nariz e apertar o copo em sua mão – Para de querer arranjar motivos para humilhar todo mundo, Mirajane! Vem, novata, vamos ver em qual sala caímos.
Erza me puxou pelo braço e só pude ver Mirajane jogar o copo de café no chão e me olhar com um olhar desafiador, me encolhi. É, parece que a vida aqui não vai ser como eu imaginava..
Continua...
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