Every Road

6 Capítulo 5 - Regret



Infeliz era uma boa palavra para definir uma pessoa na minha situação. Fiquei jogado na cama a tarde inteira esperando meu pai vir falar algo da viagem de volta para Washingtom ou alguém me matando, mas nenhum dos dois vieram. Certamente essa seria a melhor coisa no momento — me refiro à alguém me matando ou voltar para Washingtom. Eu havia voltado para Califórnia há dois dias e não aguentava mais esse lugar. Tudo sobre ele havia mudado, até meu ponto de vista.


Já não aguentando mais, dormi. Enquanto dormia tudo parecia melhor, principalmente quando você não dorme há dois dias. Meu corpo podia finalmente descansar, mas minha mente continuava a ponto de explodir. Eu sentia que ia explodir, por isso, devia fazer as coisas valerem a pena enquanto ainda podia. Meu sono — maravilhoso, incrível como dormir a tarde é bem melhor — foi interrompido pelo toque do celular. Eu odiava ser acordado. Acho que todos odeiam. Certamente, considerando que eu finalmente havia conseguido dormir, e eu estava morrendo de sono, não atenderia. Deixei tocando, mas quando chegou na terceira chamada eu já estava impaciente, além do mais já havia perdido o sono com o barulho. Me arrastei até o telefone e atendi sem olhar.

Quando a voz enjoada de Amy chegou até meus ouvidos me arrependi profundamente de ter saído da cama.

— Matt? — não respondi. — Você era tão bom em matemática antigamente — sua voz estava com um que de interesse. — Que tal você passar por aqui? Meus pais saíram e eu pensei que...

— Estou indo agora — e desliguei.

Um sorriso torto se formou no meu rosto, e me levantei imediatamente. Tirei a roupa e joguei no canto do quarto, corri para o chuveiro e tomei um banho rápido. Esvaziei a minha mente de qualquer problema ligado à Sam e Stew, mas eles não pareciam querer me deixar. Por fim resolvi não pensar em mais nada.

Desci as escadas lentamente e meu pai estava me esperando no sofá. Foi difícil dar a volta nele, mas consegui convence-lo a me deixar sair, mas ele não me deu o carro. Sem problemas, a casa da Amy não era tão longe assim, em quinze minutos eu já estaria lá. Sai de casa confiante, Sam e suas mentiras não me atormentavam mais. Não por essa noite.

Cheguei ainda mais rápido do que eu imaginava. Estava garoando, e não havia ninguém na rua. Toquei a campainha uma vez, Amy estava a minha espera. Ela estava com uma camiseta preta que justa ao corpo, que realçava seus peitos. Pela primeira vez notei como eles eram grande. Ela mordia o lábio e movimentava a mão me convidando a entrar.

Me aproximei dela calmamente, sentindo sua respiração suave no meu peito, então coloquei a mão na sua cintura. Ela abaixou seu olhar até meu pênis, depois voltou pro meu rosto.

— Onde está o livro de matemática? — murmurei, entrando na casa e começando a beija-la com fulgor. Fechamos a porta e caminhamos até o sofá, ainda nos beijamos. Não ousamos nos separar por um segundo. Quando chegamos no sofá, eu já estava sem jaqueta e ela sem sua camiseta azul.

A joguei no sofá com agressividade, depois me deitei sobre ela. Continuei a beija-la, enquanto deslizava minha mão por sua coxa carnuda. Seus dedos arranhavam suavemente minhas costas.

Ela murmurava meu nome entre gemidos. Explorei seu corpo com minha boca,Sua mão bagunçava meu cabelo cada vez mais,. Depois me entreguei a ela. Amy era bem... não sabia muito certo como defini-la. Ela era boa, me fazia sempre querer mais. E assim fomos querendo mais, cada vez mais. Transar com Amy foi certamente uma das minhas melhores escolhas nos ultimos anos. Há muito tempo eu não me sentia tão saciado assim, Amy também parecia tão contente.

Depois nos levantamos e fomos até a cozinha comer algo. Já era tarde da madrugada, e nossos corpos se atraíram novamente. Amy empurrou as frutas que estavam sobre a mesa e lá ela deitou, abriu as pernas e me chamou para ir de encontro ao seu corpo novamente. Sua mão me arranhava, sua boca mordiscava minha orelha, e assim se passou mais uma hora. Não comi nada, também não havia dormido. Amy e eu passamos a noite com nossas brincadeiras.

Sai da sua casa 7h da manhã. Ela alegou que seus pais logo chegariam e eles não podiam me ver ali. A ajudei a pegar as frutas que estavam no chão, então voltamos a nos beijar, deitamos no chão e resultou em mais alguns minutos de sexo. Aquela garota era incrível.

Eu me sentia bem, mas não completo. Precisava dizer isso.


Sam's P.O.V.

Levantar cedo é uma das piores coisas. Mas eu não tinha muito tempo para lamentar, levantei rápido, tomei banho, me troquei e peguei minha bolsa. Precisava chegar mais cedo na faculdade. Estava exausta, em todos os sentidos. Tudo ao meu redor estava me esgotando, agora as notas também haviam se tornado um problema.

Falei para meu pai que tomaria café na rua, ele começou a resmungar que isso não me fazia bem, que eu iria passar mal, entre outras milhões de coisas que pais falam nessas situações.

O sol ainda estava novo no céu, deixando tudo com um tom laranja belo de se ver. Eu estava com um short cinza e uma camiseta vermelha folgada. Meu dia estava indo bem, considerando que havia acabado de começar. Andei quinze minutos até chegar em um café, o melhor que eu encontraria aberto essa hora. Sentei em uma mesa perto da janela, de frenta para a porta e pedi um café. O café chegou rápido, então abri uma revista e comecei a ler.

Minha mente estava vazia, tudo estava bem, até a porta se abrir. Pode-se dizer que meu coração voou pela boca e se jogou no fogão, então ficou queimando intensamente por horas. Eu não conseguia ser destruída, mas continuavam tacando as pedras, ateando a chama, tentando me derrubar. Seus olhos frios encontraram os meus, e seu sorriso desapareceu. Bom, eu estava vendo Matthew na minha frente, colocando seu casaco em Amy, eu podia sentir a felicidade no rosto dela, ver como ela se sentia bem. Matt congelou na minha frente. Alguns segundos olhando para mim, então se virou para Amy. Os dois saíram do café. Ele não queria mesmo me ver, estava disposto a me evitar. Eu me sentia por do que se ele viesse aqui e me falasse horrores. Eu preferia ser odiada a ser evitada. Eu me sentia um lixo. Bebi outro gole de café, seca. Me sentia indescritível.

Logo todo o peso nas minhas costas desapareceu com Matt entrando novamente e sentando na minha frente. Ver ele ao meu lado novamente trouxe todo aquele peso novamente. Estar com ele me deixava confortável e ao mesmo tempo desconfortável.

— Um café, por favor — disse ele pro garço. Seu olhar frio encontrou o meu novamente e eu quis me esconder debaixo da mesa. Me esconder de tudo.

Queria entender o que ele fazia ali, porque ele estava logo na minha mesa? Minha mão suava e meus joelhos tremiam, mas não deixaria ele saber.

— Dormindo com Amy? — não queria falar isso, era impossível falar com ele sem que brigássemos, mas eu também não conseguia evitar. Na mesma intensidade em que eu estava feliz por vê-lo, eu estava nervosa por vê-lo na companhia de Amy. Eu queria morrer. Ou mata-lo.

Ele pareceu não reagir bem ao que eu disse. Passou a língua no lábio, tentando mostrar estar calmo. Ele sempre fazia isso quando estava irritado.

— Você não tem nada a ver com isso, Samantha. — ouch. — E você e Stew, vão bem?

Ele continuava insistindo na história do Stew, isso estava me irritando. Ele havia partido no meio da festa, ele havia nos abandonado sem dizer nem tchau. O que ele deixou para a gente? Uma mancha de sangue na porta? Passamos a noite inteira procurando aquele garoto, mas ele havia ido sem falar nada. Ele sempre teve esse gênio irritante. Argh, tudo sobre ele soa irritante.

— Matthew, eu terminei com Stew — falei pausadamente, como se estivesse falando com uma criança. De fato estava. — Você quer saber por que? Terminamos porque você é um cabeça dura, irritante. Você quer saber por que começam...

Gostaria de continuar, mas Matt abaixou seu olhar e o peso de tudo o que eu falava estava estampado na sua cara, mas a raiva também.

— Você me deixou naquela festa para ir ficar com ele — tentou se justificar, mas realmente era um irritante cabeça dura.

— Não fui ficar com ele, Matt, eu fui perguntar se você gostava de mim — uau, incrível como tudo aquilo soava patético. Eu me sentia patética.

Matt se sentia igualmente patético, mas agora eu havia começado a falar e não pararia até que dissesse tudo que precisava ser dito.

— Você mudou muito, Matt.

— Não mudei — disparou ele imediatamente.

— Prova, prova que não mudou. — continuei, mas ele não me deu ouvidos. Ele não conseguia provar, pois sabia que não era mais aquele mesmo garoto. — Matthew, você nunca ouve ninguém, você é irritante, você é cabeça dura, e quando acredita em algo não dá ouvidos a mais nada. Esse é seu grande defeito, sabe. Eu, hm, gostava de você. Matthew, eu sempre fui apaixonada por você, mas você era idiota demais para perceber. Ficar com você era como meu sonho, sabe, mas você estragou tudo.

— Você namorava meu melhor amigo — disparou ele, me interrompendo.

— Stew me ajudou quando você foi. Stew se declarou para mim, então ele era tudo o que eu tinha. Eu aprendi a gostar do Stew quando você se foi.

Ele não falou mais nada. Saiu da minha frente na hora e bateu a porta agressivamente. Deitei minha cabeça na mesa, então me lembrei que estava atrasada. Eu ainda tinha um longo dia pela frente.