Every Part Of Me
1 O1
Notas iniciais
Estava em mais um dia comum em minha vida, o sol estava raiando e batendo em minha janela avisando que mais um dia estava começando. Levantei-me e fui direto para o meu banho, antes do treino eu teria aula infelizmente essa era a parte mais triste de minha vida, mas hoje seria o ultimo dia, pois estava para começar as férias de verão o que me inspirava a ir.
Assim que já estava pronta decidi descer para tomar o meu café da manhã. —Vejo que tem alguém que acordou animada hoje. —diz mamãe com o seu sorriso de sempre nós lábios.
—Claro né, —disse pegando uma maçã e dou uma mordida. —É o ultimo dia de aula.
Estava conversando com a mamãe até que papai chega e me da um beijo sobre a cabeça e me olha.
—O que foi? —perguntei olhando para ele.
—Você realmente não larga essas botas. —diz ele, eu abro um sorrido e olho para os meus pés.
Eu estava vestida com um vestido azul soltinho e com minhas botas country. —Não, eu gosto delas o senhor sabe muito bem disso. —sorrio. —Tenho que ir se não vou chegar atrasada.
Puxei minha bolsa e sai correndo esbarrando no meu irmão que me deu uma bronca mas eu o ignorei e segui o meu caminho, peguei minha camionete e fui para a escola.
♥♥♥
—Esta pronto para as competições? —perguntou Caroline, essa é minha melhor amiga, ela é metida para aquelas pessoas que não a conhece, mas quando as conhece perceber o quanto amorosa ela realmente é.
—Sim estou, quer dizer eu acho que estou, papai está me treinando. —disse dando de ombro.
Meu pai é treinador de competições de tambores, nos moramos em uma fazenda a onde criamos cavalos e a onde também é o lugar a onde eu me sinto eu mesma só que tem um detalhe eu nunca consegui vencer e sinceramente não entendo o porque. Meu avó e meu pai são campeões então isso quer dizer que teoricamente esta no meu sangue certo?
Não realmente não, biologicamente isso não quer dizer nada, certo?
—Elena…—escuto Caroline me chamando. Olhei para ela que estava com uma cara de nada amiga. —Você me escutou? —perguntou.
—Não... —olhei para ela com receio. —Me desculpe?
Ela suspirou e me olhou. —Tudo bem... Eu perguntei se você vai na noite da fogueira?
—Claro que eu vou, sabe muito bem que eu não perco isso por nada. —sorri.
—Certo então. —diz ela sorrindo.
O restando das aulas foram tranqüilas, com muita risada, pois os professores nessa época são mas tranqüilos em relação a quantidade de atividades. Assim que a aula acabou eu me despedi de Carol e segui para o meu carro a onde assim que eu entrei fui direto para minha casa.
—Oi mãe —disse assim que entrei e deixei minha bolsa em algum canto da casa.
—Oi querida, então como foi a escola hoje? —perguntou.
—A professora de redação passou uma atividade para as férias. —disse dando os ombros. —Tirando isso tudo foi tranqüilo e divertido.
Eu ajudei a mamãe arrumar a mesa para o almoço e assim que tudo estava pronto fui até ao estábulo para chamar meu pai e meu irmão. Assim que eu entrei vi os dois conversando sobre mim. —O que estão falando sobre minha pessoa? Nem me esperam estar para me defender. —sorrio e vou abraçar o meu irmão.
—Oi pirralha.
—Mamãe pediu para mim chamar vocês para almoçarmos.
—Então vamos, antes que a comida de sua mãe esfrie. —diz papai, eu olho para ele e logo depois para o meu irmão. Ai tem coisa.
Sigo o caminho junto com eles em meio de brincadeiras e risadas, tentei perguntar novamente mas eles falaram que eu estava enganada. O almoço correu tudo bem como sempre, depois disso ajudei minha mãe com os deveres de casa até que ela foi tomar um banho e ir para a clinica, eu fui para o meu quarto a onde tomei um banho e coloquei uma calça jeans e uma regata branca com minha bota de sempre, depois de pronta sai correndo até o estábulo e para minha surpresa o meu irmão estava terminando de arrumar o meu cavalo.
—Ei trovão. —fui até ao meu cabelo, e o abracei, eu sou apaixonada por cavalos e principalmente pelo trovão que esta comigo desde meus 10 anos de idade a onde eu comecei a treinar, ele veio para cá ainda quando era um filhote e hoje já esta um adulto. Fiz carinho nele e dei um beijo em seu pescoço. —Ele está bem? —perguntei ao meu irmão.
Jeremy ele tem 23 anos e esta no ultimo ano de medicina veterinária e é ele que cuida dos animais daqui da fazendo, principalmente o meu filho.
—Fim está, mas é importante não fazer-lo forçar muito a pata traseira Lena, ela esta um pouco inchada. —diz ele.
—Hum.. —falou um pouco preocupada.
—Não se preocupe.
—Acho que vou treinar hoje com outro cavalo, não quero correr o risco de ficar sem o trovão, assim ele descansa.
E foi isso que eu fiz, claro que não era a mesma coisa mas estava acostumada a treinar com os cavalos da fazenda então não era difícil eu me adaptar a outro. Mas ainda sim nunca trocaria o meu trovão.
Assim que terminei o meu treinamento sai bufando raiva para todo o canto da arena.
—O que foi filha? —perguntou o meu pai.
—Eu fui horrível. —suspirei. —viu quantos tambores eu derrubei naquela virada?
—É normal... —antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa o olhei o fuzilando.
—Não é normal, e outra eu tenho que ir melhor do que a Katharine. —disse com raiva.
Katharine é uma patricinha a bestada que estuda em meu colégio, antes eu ela éramos amiga, mas por causa de um teatro a menina ficou com raiva de mim só pelo fato de não ter conseguido o papel principal e desde e então é uma competição tanto da parte dela conto na minha.
♥♥♥
Fazia uma semana e hoje seria o campeonato para nos classificarmos para as competições mais importante, desde então eu não parei nem um momento de treinar, trovão já estava bem melhor e voltou a treinar comigo.
—Elena Gilbert. —escuto chamarem o meu nome então subo em meu cavalo e vou para dentro da arena, assim que me avisam que eu já posso ir começo a correr com o meu cavalo fazendo todas as curvas que são necessário, mas infelizmente na ultima eu derrubo um tambor, pois fechei de mais e não fiz o espaço realmente necessário para não derrubar. Assim que saiu olho o meu tempo e espero pela minha nota, enquanto isso Jeremy me ajuda a sair do meu cavalo.
—Elena Gilbert 5min e 65’9 seg nota 7;37. —assim que vejo que o meu tempo foi bom mas minha nota foi péssima começo a me xingar.
—Elena calma, você vai conseguir entrar. —olho para ele.
—Claro que não vou. —suspiro. —só vou conseguir se alguém for pior que eu.
Sai dali antes que o meu irmão começasse a fazer o seu discurso de que tudo vai dar certo e bla bla bla.
—Que pena que não iremos competir juntas dessa vez. —diz Katharine com o seu jeito puta de ser. Eu forço um sorriso.
—Pois é, realmente é uma pena, fique para próxima. — sai antes que ela pudesse começar a falar o quando ela é boa e eu sou ruim, ao chegar até o estábulo a onde o trovão estaria ouvi meu irmão e o meu pai conversando.
—Papai você e mamãe tem que contar a Elena... —diz Jeremy. Contar o que?- pensei.
—Ela não precisa saber, ela nunca desconfiou de nada, por que contar Jeremy?
—Por que ela esta começando a perceber que eu e ela não fomos parecidos, que ela não tem os traços familiares que nos temos.
Isso é verdade eu falei um dia desses isso para o Jeremy e fiz ele parar do meu lado e perguntar a um estranho se éramos pelo menos um pouco parecido e o que o estranho falou. “NÃO”
—Elena tem o direito de saber que ela é adotada. — ao escutar o que meu irmão tinha acabado de falar eu senti o meu mundo desmoronar, agora fazia sentido o por que o meu sangue não ser igual de nem um dos meus pais, o por que de mim e do meu irmão não sermos nada parecido, e agora fazia todo o sentido eu não ter o dom de competição da minha família.
Senti os olhos do meu pai cai sobre mim. —Elena. — ele me chamou, senti as lagrimas saírem do meus olhos e escorrer pelo meu rosto, não deixei que ele falasse mais nada e sai correndo para qualquer lugar bem longe deles.
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