Notas iniciais
Oi gente, bom estou aqui de madrugada postando para vocês, como estou em época de prova na faculdade... não liguem se eu demorar um pouco, esse capitulo não foi revisado, ele ja estava quase terminado então eu só coloquei algumas coisas a mais antes de estar aqui e postar-lo. Desculpem os erros.

Sabe o que é pensar que pertencia a tal lugar mas quando você vê você se encontra perdida sem saber se quer se você realmente pertence a esse lugar? Pois é sou eu tentando entender o que esta acontecendo.

Estava debaixo de uma arvore perto de um lago tentando entender o que aconteceu para os meus pais verdadeiros terem me abandonado, e o por que dos meus pais adotivos terem não medo de me contar, eu não estou brava por saber que fui adotada, eu estou brava pela forma que eu descobri.

—Sabia que eu ia encontrar você aqui. —disse Jeremy se sentando ao meu lado. Olhei para ele que logo soltou um suspiro pesado. — Desculpe por você descobrir dessa forma.

—Por que você nunca me contou?Pelo menos você... —disse olhando para o lado a minha frente.

—Por que sempre achei que quem deveria contar para você era os nosso pais. — senti seus olhos sobre mim. —Elena eles te amam, só tinham medo da sua reação.

—Você sabe algo sobre os meus pais verdadeiros? —perguntei. Jeremy ficou quieto por alguns instantes então olhei para ele. —Jeremy?

—Eu só sei que o vovô te trousse até o papai e a mamãe, era uma noite chuvosa em uma madrugada e ele entregou você a eles.

—É tudo que eu sei Elena...

—Agora eu sei por que nunca me encaixei por completo nessa família, por que não sou filha deles, não sou sua irmã, não tenho avôs. —disse e passei a mão em meu rosto para secar minhas lagrimas.

—Elena... —diz ele me abraçando. —Você sempre vai ser minha irmãzinha, minha pirralha, não repita mais isso por favor.

—Só estou falando a verdade Jeremy. — ficamos mais um pouco lá embaixo da arvore e logo após alguns minutos eu subi em meu cavalo que Jeremy tinha trazido e seguimos para nossa casa. Ao chegar lá meus pais estavam na porta me esperando com um olhar de preocupação, desci do cavalo e entreguei ao Jonas o senhor que trabalha na fazendo.

Passei pelos meus pais e segui o meu caminho até ao meu quarto e senti eles me seguirem. —Elena, querida mais conversar? —diz meu pai. Olhei para ele e logo depois para mamãe.

—Não quero conversar, não temos nada para conversar, vocês mentiram para mim me escondendo isso de mim, uma coisa que eu tinha direito de saber.

—Filha...

—Não me chame de filha, pois eu não sou filha de vocês, eu nunca fui filha de vocês. —disse já chorando.

—Meu amor você sempre será a nossa filha, a nossa menininha. —diz meu pai me puxando para um abraço apertado, assim que ele me abraçou eu desabei em um choro de soluçar. —Elena nós te amamos e sempre vamos ser os seus pais para sempre.

—Isso não muda o fato de vocês terem mentido para mim, eu tinha o direito de saber. —respirei fundo. —Conheço muitas pessoas que foram adotada e isso é o que muda as cosais, vocês mentiram para mim, na minha vida toda.

♥♥♥

No dia seguinte eu estava na competição novamente e lá estou eu correndo com o meu cavalo, e quando eu vejo eu e ele estávamos no chão, me levantei rapidamente e fui até o trovão ele estava caído, tentei ajudar-lo a levantar-lo e nada, olhei para o Jeremy que veio correndo até a mim.

—Elena você está bem, você se machucou? —perguntou para mim preocupado.

—Jeremy o trovão... —falei e ele olhou para o meu cavalo, ele fez um exame rápido e olhou para mim, depois olhou para o meu pai e para o Jonas o chamando para ajudar a levantar o meu cavalo então eu vi que ele estava mancando e a culpa era toda minha pelo fato de não estar segura de mim mesma fazendo isso passar para o meu animal.

—O que ele tem? —perguntei indo atrás deles.

—Elena o trovão estava com uma torção na pata traseira. —ao o ouvir ele falar isso mais uma vez o meu mundo parou, isso significava uma coisa ou sacrificar o animal, ou o aposentar e claro que eu iria preferir aposentar ele do que ter que ver o meu cavalo morrendo.

—Isso quer dizer o que eu estou pensando Jeremy? —perguntei.

—Iremos fazer exame, não pense no pior Lena. —disse com um sorriso amarelo no rosto.

Jeremy e papai colocaram o Trovão dentro do caminhão e seguimos para casa todos em silencio, eu não estava falando com eles, só quando realmente era necessário. Depois de uns 25 minutos no mínimo chegamos em casa e fomos tirar o meu cavalo do caminho e colocar-lo ele na sua cela, Jeremy foi até a sua sala e pegar as coisas para examinar o meu animal, tirou o raio-x o examinou, eu em nem um momento pisquei o que eu não queria era perder ao tão importante para mim.

—Filha vá tomar um banho, assim que Jeremy terminar de examinar-lo falaremos para você.

—Não...Não vou sair do lado dele.

Foi tudo o que eu disse, e não sai do lado do meu cavalo, Jeremy se levantou e olhou para mim.

—Sinto muito Elena...

Aquilo para mim me matou, foi pior do que eu descobrir que eu era adotada, senti os meus olhos ficarem embaçados querendo avisar que as lagrimas estão ali e que logo iriam descer. Corri para o meu quarto chorando com pessoas indo a trás de mim, peguei uma mala e abri, fui abrindo as minhas gavetas e pegando minhas coisas e jogando dentro de minha mala, então vejo meus pais e mais o meu irmão em minha porá me olhando.

—Querida a onde pensa que vai? —perguntou mamãe com sua voz calma.

—Eu não agüento ficar aqui, não agüentar mentiras, não agüento ver o meu único amigo ter que ser sacrificado por minha culpa, por dar uma ordem errada a ele. —disse em meio de lagrimas e soluços.

—Mas pra onde você vai ?

—Para qualquer lugar, para qualquer lugar longe daqui.

—Querida vá para casa do seus avôs, ele esta precisando de ajuda para cuidar da fazendo.

—Eles não são meus avôs. —disso fria. —Eu não tenho avôs...

—Querida...

♥♥♥

Eu estava na rodoviária, acabei decidindo que o melhor seria eu ir ficar longe de tudo isso. Não agüentaria ver meu cavalo morrendo, não agüentaria essa dor, mamãe me abraçou fortemente e me deu um beijo em minha bochecha, assim que nos afastamos vi que ela estava chorando, e perguntei o porque.

—Por que nunca ficamos longe uma da outra e isso me matara de saudade. —diz ela, logo papai me abraça de lado e me da um beijo na testa.

—Logo nos veremos minha princesa, se comporte. —apenas assenti, então Jeremy me puxa para uma abraço forte.

—Sinto muito Lena, —diz ele. —E se cuide, eu te amo minha pirralha.

Assim que eu me despedi de todos fui para dentro do ônibus entrei e me sentei em meu lugar, e nisso começava a minha viagem. Meus pais tinham me falado um pouco sobre os meus pais verdadeiros, e fiquei sabendo que eles são da mesma cidade que meus avôs moram.

Coloquei meus fones de ouvido e fechei os meus olhos e comecei a deixar a musica me levar para um mundo a onde tudo é perfeito, a onde nada de ruim pode acontecer. Depois de aproximadamente duas horas de viagem abro meus olhos e vejo que chegamos a cidade de meus avôs, respirei fundo, assim que o ônibus parou eu me levantei do banco, peguei minha mochila e desci e lá estavam meus avôs me esperando assim que desci o meu avô me abraçou e me deu um beijo no topo da testa, vovó fez o mesmo gesto, peguei minha mala e colocamos dentro do carro, antes de entrar olhei para eles.

—Só para deixar claro, eu sei que vocês não são meus avôs.

—Pois para nós você sempre será a minha netinha. —diz minha avó com um sorriso angelical nos lábios. Entramos no carro e seguimos até a fazendo que ficava uns 20 minutos da cidade, assim que chegamos eu vi os cavalos correndo e lembrei do meu trovão que infelizmente em um momento desse já deveria estar longe de nós, nunca o esquecerei.

—Desde quando vocês tem tantos cavalos assim, e principalmente filhote...

—A gente está com projeto para ajudar crianças de orfanato, e esse envolvimento com os animais...digamos que ajuda elas não serem rebeldes.

—Hm... —foi tudo o que eu disse, seguimos para dentro da casa e assim que entramos olhei para meus avôs. — Vocês podem falar sobre meus pais biológicos? —perguntei.

—Tem coisas que é melhor ficar no passado querida. —diz meu avô, olhei para ele.

—Mas eu tenho o direito de saber de conhecer da onde eu vim.

—Você pode até ser adotada Elena, mas isso não quer dizer que você não se encaixa a essa família meu bem.

♥♥♥

Depois das ultimas palavras de meu avô eu decidi ir para o meu quarto, a onde demorei muito para pegar no sono, tantas coisas aconteceram que me fez até perder o sono, uma coisa que antes não era o problema.

Hoje era outro dia, um dia de tentar recomeçar de dar um tempo ao tempo, me levantei, tomei um banho e fiz toda a minha higiene pessoal. Escolhi uma roupa optando por uma calça jeans minha bota country, uma blusinha regada com estampa e um chapéu, decidi deixar os meus cabelos solto, passei um perfume e desci para tomar um café, meus avôs tinham deixado um recado avisando que tinham ido para a cidade resolver umas coisas e que voltariam na hora do almoço. Assim que terminei de tomar o meu café, guardei tudo e levai a louça e fui para o celeiro.

—Oi, a senhorita deve ser neta do Sr Gilbert. —olhei para o senhor que estava cuidando dos celeiros.

—Sim, —dei um sorriso. —Tem algum cavalo que eu possa montar? —perguntei.

—Sim claro, espere só um momento irei pegar-lo e arrumar-lo.

—Não precisa arrumar só o trazer, fazendo favor. — quanto eu via ele indo pegar o cavalo eu comecei a fazer carinho em um.

—Aqui está senho...

—Elena, apenas Elena. —disse sorrindo.

—Elena este é o Summer ele é manso mas muito velos, seu avo falou que você gosta de animais que corre.

—Sim eu gostei mesmo. —sorri passando a mão agora no Summer, fui pegando a selas e o tudo que era necessário, comecei arrumar-lo, depois de pronto eu o arrastei para fora do celeiro e montei. Comecei a cavalgar pelas montanhas do terreno de meu avô, eu estava correndo sentindo a brisa bater em meu rosto isso para mim fazia um bem danado, eu me sentia tão livre tão eu quanto estava montando. Fechei meus olhos por um momento mas quando eu abri vi a vista mas linda de todas, puxei a rédea e apreciei, o céu esta em um azul lindo as nuvens parecia algodão doce as arvores estavam verdes mas com algumas folhas de um tom de marrom, mas, o que realmente me chamou atenção foi que a uma certa distancia estava passando mustangs selvagens, eles eram lindos e pareciam estar leves pois quando corriam não era isso que aparentava, o que realmente parecia eram que eles estavam voando. Fechei os meus olhos e respirei fundo.

—Avista é linda não é mesmo. —ouvi a voz rouca de um homem, abri os meus olhos e o olhei, pele clara, olhos de um azul profundo, cabelos negros. Ele estava montado em um cavalo todo preto, realmente é um animal magnífico.— É um milagres eles não estarem mas acima das montanhas. —diz ele sorrindo. —Me chamo Damon Salvatore, você é? —perguntou.

—Alguém que você nunca saberá. —disse e comecei a fazer com que o meu cavalo corresse, então ou o cavalo dele também vindo atrás de mim.

—Nós vemos por ai senhorita Gilbert. —como ele sabia quem eu era.

—Se eu puder evitar, não nos veremos. —disse e voltei para a fazenda. Mas por todo o percurso o Salvatore não saia de minha cabeça, os seus olhos eram realmente penetrantes.

Notas finais
E ai o que acharam? Podem me dar sugestão sobre a historia, o que vocês querem que aconteça, talvez ainda esta recente mas talvez pode me ajudar muito. Obrigada e até aproximo e não esquecem de comentar.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.