Everlasting Love
22 Twenty-Two
Notas iniciais

Acordei com o telemóvel a tocar mexi-me, ligeiramente, para não acordar Adam, que se encontrava deitado de barriga para baixo com o cabelo a tapar-lhe ligeiramente os olhos, assim como o seu braço, onde repousava a cabeça, agarrei no lençol que cobria o meu corpo desprovido de roupa e procurei pelo meu Blackberry, acabei por encontrá-lo debaixo de uma almofada, das muitas que se encontravam espalhadas no quarto junto com as roupas.
– Estou... — sussurrei olhando as horas no relógio da mesinha de cabeceira.
– Iris, estou aqui à uma hora à tua espera! Onde é que andas? E porque é que estás a sussurrar? — ouvi a minha amiga Liv exclamar.
– Desculpa, devo ter adormecido…
– Oh, estou a ver... Tu e o Adam acertaram-se, foi isso? — disse e eu já imaginava o sorriso que ela teria na cara.
– Talvez... – sorri, ligeiramente a olhar para Adam a dormir.
– Então estás desculpada e volta lá para o teu ninho de amor. — riu.
– Obrigada não volta a acontecer prometo. Love ya. — disse desligando após ela se despedir também.
Pousei o telemóvel na cómoda e dirigi-me até ao wc fechando a porta para não fazer barulho durante o banho, olhei-me ao espelho e reparei no sorriso, que o meu rosto desenhava, era genuíno. Abanei a cabeça enquanto abria a torneira do chuveiro, a noite de ontem tinha sido uma loucura, mas ao mesmo tempo deu-me forças para lutar por aquilo que queria e de uma coisa tinha a certeza eu nunca deixara de amar Adam.
Entrei para a banheira e deixei a água lavar os restos da noite passada, senti o perfume do meu shampoo e fechei os olhos relembrando cada segundo ao lado do homem que amava.
– Bom dia. — ouvi uma voz rouca atrás de mim assim que sai do wc enrolada apenas numa toalha.
– Assustaste-me! — disse sorrindo. — Bom dia.
– Desculpa, não tinha intenção disso. — sorriu.
– Não tem mal. Acordei-te?- questionei enquanto entrava no quarto sentando-me na cama.
– Não, acordei por mim. Então...ahm...como é que ficamos? — perguntou com algum receio.
– Shh, não vamos estragar a manhã com isso. — disse tapando os seus lábios com o meu dedo.
– Ok... o que tens em mente? — disse sorrindo atrevidamente.
– Panquecas! — sorri angelicalmente — As tuas são as melhores.
– És mesmo malvada. Mas primeiro vou tomar um duche, ok? — disse beijando-me levemente enquanto eu assentia.
Escolhi umas calças de ganga e uma camisola de meia manga branca vestindo por cima um casaco de malha beige. Calcei umas botas Ugg e coloquei o anel que Adam me oferecera no dia de S. Valentim e um colar que sempre utilizava.
– Estás linda como sempre. — ouvi Adam dizer ao meu ouvido enquanto me abraçava por trás depositando um beijo no meu pescoço.
– Obrigada. — disse olhando o nosso reflexo no espelho.
– Vou-me vestir e já preparo o nosso pequeno-almoço. — sorriu deixando-me só enquanto se vestia. Senti um aperto quando aquela imagem de nós os dois desapareceu com ele, queria ficar junto dele e nunca mais passar pelo que passei nos últimos meses. Por isso virei costas ao espelho e observei Adam que sorria à procura da sua camisa.
*
Chegou o dia do casamento de Melodie, que escolheu a nossa terra natal para dar o nó, por isso regressei para Boston mais uma vez, onde fiquei instalada na minha antiga casa juntamente com o meu pai. Retirei da mala de viagem o vestido de dama de honor, que Mel escolhera dizendo que queria as suas damas de honor bonitas para o seu dia mais importante, e coloquei-o pendurado no puxador da porta do guarda-roupa. Tinha mais ao menos duas horas para me arranjar até ir ter com Mel que a esta hora estaria a descansar da sua despedida de solteira.
Despi o pijama e entrei na banheira tomando um duche um pouco mais prolongado, assim que sai do banho sequei o corpo e passei um creme hidratante deixando a toalha caída na cama, vesti a roupa interior e comecei a secar o cabelo com o secador antes de fazer pequenas ondas com o ferro. Vesti-me e calcei umas sandálias e, finalmente, maquilhei-me em tons suaves.
– Vamos pai, a Mel já deve estar à minha espera. — chamei do andar de baixo enquanto colocava na clutch o telemóvel, um balsamo para os lábios e as chaves de casa.
– Sim, que tal estou? — perguntou o meu pai que envergava um fato cinza claro que lhe assentava na perfeição.
– Óptimo como sempre. — sorri ajeitando a sua gravata.
– Obrigado, também estás esplendida filha.
Saimos de casa em direcção à de Melodie, onde se encontravam os seus pais e Olivia que me esperava para juntas irmos arranjar a noiva.
– Bom dia! — dissemos assim que entramos no quarto.
– Mesmo na hora. — sorriu — Acabei agora de tomar banho e já ia preparar as coisas. — ouvi Mel dizer.
Após uma hora de muito trabalho olhei com satisfação para a minha melhor amiga que estava deslumbrante, ambas deixamos escapar uma lágrima dando graças por a maquilhagem ser à prova de água.
– Já estamos atrasadas meia hora, ainda queres esperar mais um pouco? — ouvi a mãe de Mel perguntar-lhe.
– Não, eu disse ao Nate que não o ia fazer esperar muito. — riu. — O pai já pode vir.
– Ok, eu vou chamá-lo e aviso os músicos. — e saiu do quarto.
Ajudamos Mel a sair do quarto e entregamos-lhe o bouquet, deixando-a com o seu pai e entrando em primeiro lugar para o altar colocado de propósito no jardim para este dia. Vi Adam sorrir-me e dizer alguma coisa a Nate assim que nos viu a entrar, a marcha nupcial iniciou cada uma das três damas de honor colocou-se no seu devido lugar.
Assim que a minha melhor amiga chegou à beira do noivo o padre começou a dar o sermão, depois dos votos personalizados de cada um foi tempo da troca das alianças e por fim o beijo para grande euforia dos convidados.
– Estás linda. — ouvi Adam dizer-me perto do ouvido quando estávamos a tirar uma última fotografia todos juntos.
– Obrigada. — sorri.
– Vá meninas solteiras coloquem-se todas aí é hora do bouquet! — gritou Mel.
Encaminhei-me para o grupo arrastando Liv comigo que estava com Gavin o seu namorado oficial desde há um mês para cá.
– 1, 2 e 3! — ouvi antes de sentir o ramo cair nas minhas mão sem mesmo fazer alguma coisa para isso. — És a próxima Iris! — disse Mel fazendo-me rir.
Acabamos por ir para o salão onde dar-se-ia o copo-de-água e a típica valsa dos noivos mais para o final da refeição. Festejando até ser noite outra vez e os meus amigos terem de ir embora para a sua lua-de-mel no México.
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