Everlasting Love
23 Twenty-Three
Notas iniciais

Faz hoje seis meses desde que Adam e eu voltamos a estar juntos, apesar disso a nossa relação tornou-se mais desprendida e estamos menos dependentes um do outro não significando isso que o nosso sentimento seja pobre de afecto e paixão porque isso está espelhado no nosso olhar para aqueles que são mais observadores.
– Bom dia... — ouvi a sua voz rouca antes de sentir um pequeno beijo no meu ombro que se encontrava à mostra.
– Hey.. — sussurrei olhando para trás. — Acordei-te?
– Sim mas eu não me importo porque tenho sempre a melhor visão de todas. — sorriu abraçando-me de seguida.
– Tonto. — sorri. — Tenho que ir a casa trocar de roupa antes de ir para o trabalho. — afirmei.
– Quando é que te mudas para cá? — perguntou normalmente deixando-me surpresa.
– Quando tu me pedires. — disse sorrindo.
– Ok, espera um pouco... — disse colocando-se à minha frente tossindo um pouco para que a sua voz saisse menos rouca. — Iris aceitas vir morar para aqui comigo?
– Sim. — ri beijando os seus lábios carnudos acabando por ser deitada novamente na cama. — Adam tenho mesmo que ir embora. — sorri ainda entre beijos.
– Ok ok. Mais cinco minutos. — afirmou beijando-me de seguida.
Assim que pude sai do seu abraço e dos seus beijos irresistiveis deixando para trás um homem a sorrir com a minha fugida quando já estavamos mais do que esquentados.
– Até logo. — sorri e sai do quarto ainda a apertar a camisa antes de ir embora do seu apartamento onde em breve iria viver também.
*
Passaram dois dias e finalmente consegui trazer as roupas, acessórios, fotos, basicamente tudo o que era essencial para mim deixando para trás um apartamento onde passei bons e maus momentos e vivi durante alguns anos com a minha melhor amiga Mel. Agora esta casa ficaria apenas para ela e para o seu mais recente marido.
– Adeus pessoal, já podem estar à vontade. — ri piscando o olho para Mel.
– Tonta, vamos ter saudades tuas. — admitiu Nate.
– Eu também. — abracei-os e logo fui para a minha nova casa.
– Estava a ver que nunca mais vinhas. — ouvi Adam dizer assim que cheguei ao nosso apartamento.
– Já estou aqui. — sorri enlaçando os meus braços à volta do seu pescoço. — Sabe tão bem estar assim contigo.
– Amo-te tanto babygirl. — disse unindo os seus lábios aos meus para um beijo calmo e cheio de carinho. — Não posso mesmo viver sem ti.
– Eu também não. — afirmei olhando-o nos olhos e pudendo ver o brilho que neles existia e juntei as nossas mãos cruzando os nossos dedos à altura dos ombros. — Para sempre lembraste? — sorri.
– Nunca iria esquecer por mais que tentasse. — disse encostando a sua testa à minha acabando por ouvir o meu estômago reclamar por comida. — Já tinha saudades desse barulhinho característico teu. — sorriu. — Vamos jantar fora.
– Ok deixa-me só ir trocar de roupa.
– Estás óptima assim. — disse beijando-me após fazer-me rodar sobre mim.
– A sério? Adam eu praticamente estou de fato de treino acho que não é muito apropriado andar em New York assim. — ri — Volto já.
Caminhei até ao meu mais recente quarto e abri o closet escolhendo uns jeans e uma camisa branca complementando o visual com um colete preto que definia a silhueta, calcei uns sapatos e coloquei um pouco de perfume indo ao encontro do meu namorado que via televisão descontraídamente.
– Vamos?
– Sim. — disse sorrindo assim que olhou para mim.
Saimos de casa para a rua onde há meses deixamos o táxi que haviamos partilhado aquando a minha chegada a cidade que nunca dorme, nunca pensei que iria conhecer o homem da minha vida de uma forma tão inesperada e muito menos que a minha melhor amiga o conhecesse e fizesse de tudo para que falassemos mais vezes.
Nesta cidade conheci pessoas incriveis que se tornaram grandes amigos e com quem partilhei lágrimas, risos e dores de cabeça na faculdade. Agora quase seis anos após os conhecer e mudar-me para cá assisti a um casamento, consegui trabalho na Vogue, fiz de cupido juntando Olivia ao solteiro mais cobiçado e meu patrão Gavin, vi o grande sonho de Nate concretizar-se abrindo a sua empresa com Adam e além disso tudo descobri que tinha um amor que nunca iria prescrever. O meu amor por Adam era um amor eterno, mesmo após termos acabado e ficado separados durante um ano e meio.
– Amor porque é que estamos aqui na Grand Central Station? — perguntei assim que vi que caminhavamos em direcção à estação de comboios e não para o suposto restaurante onde iriamos jantar.
– Foi aqui que nos conhecemos lembraste? — assenti e ele sorriu-me. — Por isso achei por bem vir aqui contigo após seis anos de te conhecer e fazer isto.
– Adam o que estás a fazer? — disse sorrindo ao ver o meu namorado ajoelhar-se à entrada da estação.
– Iris, aceitas casar comigo? — propôs.
– Claro! — sorri prendendo as lágrimas de alegria que tentavam escapar.
Colocou no meu dedo a aliança de noivado onde pude ver uma inscrição “Forever and Always My Everlasting Love”.
– Para sempre babygirl. — sorriu.
– Para sempre. — repeti beijando de seguida o único homem que alguma vez amara de uma maneira tão forte e especial como esta.
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